ANA DAS CARRANCAS ESTÁ PRÓXIMA DE SE TORNAR PATRONA DA ARTE CERAMISTA DE BARRO EM PERNAMBUCO

A deputada estadual Teresa Leitão (PT) concedeu parecer favorável ao título de Patrona da Arte Ceramista de Barro para Ana Leopoldina Santos, mais conhecida como Ana das Carrancas, falecida em 2008. A decisão foi tomada hoje (31) durante reunião da Comissão de Constituição, Legislativa e Justiça (CCJ), da Assembleia Legislativa. A iniciativa provém de um Projeto de Lei de autoria do deputado Antônio Coelho.

Teresa reiterou a importância do reconhecimento de uma figura tão importante e influente na arte popular de Pernambuco. 

"Ana das Carrancas tem uma história belíssima de resistência, além de seu posicionamento crucial na luta pela preservação da cultura e na luta do povo negro. Ana conseguiu retratar esses elementos em sua arte, que representa Petrolina e região de maneira marcante - através da precisão, destreza, e inventividade da sua arte na cerâmica e no barro", disse a deputada ao declarar seu voto a favor da homenagem.

Ela também destacou a relevância da homenagem como maneira de destacar o papel de Ana Leopoldina como uma figura de empoderamento da mulher negra. "O título de Patrona da Arte Ceramista é muito justa, que dignifica a arte popular e a história das mulheres na sua resistência", pontua.


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XI CONGRESSO INTERNACIONAL ARTEFATOS DA CULTURA NEGRA ACONTECE ENTRE OS DIAS 21 SETEMBRO E 02 DE OUTUBRO

O Artefatos da Cultura Negra é um congresso de caráter internacional e multidisciplinar que buscar criar um território de conhecimentos e de promoção de uma educação antirracista entre universidades, ativistas dos movimentos sociais, escolas de educação básica e comunidades tradicionais, ao tempo em que se constitui enquanto espaço importante de proposição de políticas públicas antirracistas.

As discussões propostas na sua décima primeira edição que acontecerá no período de 21 de setembro a 02 de outubro de 2020 pretendem oportunizar uma (re) conexão com o contexto africano através de uma releitura das realidades sociais, políticas e culturais da população negra na diáspora.

Diante do cenário nacional da Covid-19 em que vivemos uma série de retrocessos colocamo-nos em diálogo permanente com as ações de enfrentamento as ideologias racistas, fascistas, sexistas, classistas, lgtbfóbicas e na defesa da ampliação das políticas de ações afirmativas enquanto estratégia importante de promoção da equidade racial.

Com uma programação ampla e no formato virtual envolvendo mesas redondas, rodas de conversa, feiras culturais, terreiradas culturais, exposições artísticas, mostra de cinema, lançamento de livros, comunicações científicas o evento terá lugar no Cariri cearense e estabelecerá diálogo com pesquisador@s e ativistas de vários estados brasileiros e outros países. A transmissão ocorrerá pelos canais do evento no youtube, facebook, web rádios, instagram e pela plataforma meet.

São objetivos do evento: Dialogar com instituições de ensino superior do Estado do Ceará, movimentos negros, estudantes, professorxs da educação básica e pesquisadorxs vinculados às questões da população negra no Brasil e em outros países sobre a produção do conhecimento africano e afro-diaspórico;

Promover discussões no campo da formação dos profissionais da educação, voltadas para a implantação da obrigatoriedade da história e cultura africana e afro-brasileira no currículo escolar, Lei Nº. 10.639/03, Lei Nº. 11.645/08, da Educação Escolar Quilombola, (DCN’s, 2012) e das políticas de ações cotas;

Fortalecer os elos ancestrais que nos unem e assegurar uma agenda que sinalize o fortalecimento da luta antirracista no Brasil;

Promover a discussão acerca de temas e políticas destinadas a população negra como Saúde Mental e Política Nacional de Saúde Integral da População Negra;

Promover diálogos voltados aos impactos que a Covid-19 está causando à população negra;

Dar visibilidade a migração e refúgio no Cariri cearense e as ações que estão sendo realizadas;

Fomentar o protagonismo de grupos populares em eventos técnico-científicos artísticos e culturais da região;

Fortalecer o diálogo da academia com os espaços informais de educação como os terreiros e quilombos;

Viabilizar a interação entre diferentes grupos e linguagens artístico-culturais na região do Cariri cearense;

Realizar formação de educadores formais e educadores populares nas comunidades quilombolas;

Dar visibilidade à mulher como protagonista nas manifestações da cultura afro-brasileira;

Oportunizar o intercâmbio e troca de saberes entre mestres, grupos e artistas de diferentes linguagens;

Promover acessibilidade do grande público à arte de matriz afro-brasileira produzida no Cariri cearense.

Combater o racismo e a intolerância religiosa.

O acesso às atividades do XI Congresso Internacional Artefatos da Cultura Negra será totalmente gratuito e contará com uma campanha de doação para grupos e pessoas em situação de dificuldade econômica do Cariri cearense, em virtude da crise gerada pela pandemia.

PARA DOAR: ALDEIAS/CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

AGÊNCIA: 0684

OPERAÇÃO: 013

CONTA: 69784-4

CNPJ: 21023737000108

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FABIANO PIÚBA: EM DEFESA DO LIVRO E DA LEITURA

O Governo Federal pretende taxar o livro. Torná-lo mais caro e inacessível. Mais do que uma provocação ao ministro da Economia, – que certamente nunca leu Jorge Amado – proponho uma conversa com Jorge Luis Borges.

Numa aula proferida em 1978, intitulada “O Livro”, Borges diz que “o livro tem uma espécie de santidade que devemos cuidar para que não se perca. Pegar um livro e abri-lo guarda a possibilidade do fato estético”. Esta é a primeira defesa. O livro como algo sagrado na percepção estética de alimento da alma. Abrir um livro em silêncio ou em voz alta é um ato estético e sagrado.

Voltemos ao Borges: “O mais importante de um livro é a voz do autor, esta voz que chega a nós”. O livro é a obra substancial criada pelo autor. Temos aqui uma segunda defesa. O livro não é um mero objeto, ele é o conteúdo, expressão do pensamento e da criação de seu autor(a).

Alongando a conversa, outra citação: “Dentre os instrumentos inventados pelo homem, o mais impressionante é, sem dúvida, o livro. (…) O livro é uma extensão da memória e da imaginação”. Chegamos na defesa do livro como expressão simbólica e como produto cultural e econômico. Resultado de um processo de criação, produção e circulação, o livro é um produto humano de artes e ofícios do escritor, do editor, do livreiro e do mediador de leitura para o acesso ao conhecimento, para a formação humana e fruição estética, bem como para o fomento da economia das indústrias culturais.

Ouçamos o Borges outra vez: “Temos que abrir os livros e, então, eles despertam”. Chegamos assim, na defesa mais nobre. O livro como instrumento de formação leitora. Sem a dimensão da leitura, o livro é nada. Ele só acontece plenamente na travessia do leitor com a formação e experiência da leitura.

Portanto, ao propor a taxação do livro, o Governo Federal aponta um grave retrocesso na formação de uma nação de leitores livres e autônomos, atacando os elos criativos, acadêmicos, culturais, educativos e econômicos que estão preconizados no Plano Nacional de Livro e Leitura com vistas à democratização do acesso, à formação leitora e ao desenvolvimento da economia do livro no Brasil.

Fabiano Piúba-Secretário da Cultura do Estado do Ceará

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TREMORES DE TERRA SÃO REGISTRADOS EM MUNICÍPIOS BAIANOS NESTE DOMINGO (30)

Tremores de terra foram registrados na manhã de hoje (30) na região dos municípios de Amargosa e São Miguel das Matas, na Bahia. Os tremores foram registrados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) e atingiram magnitudes de 4.2 e 3.7 na escala Richter (mR), respectivamente. Não há registro de feridos.

De acordo com o o centro, o primeiro tremor foi registrados às 7h45 e o segundo, um pouco mais brando, por volta das 8h20. Os tremores atingiram ainda os municípios de Santo Antônio de Jesus, Varzedo, Muritiba, Laje, Cruz das Almas, São Felipe, Jaguaquara, Valença, Itatim.

Outros tremores
Nos últimos dias diversos tremores de terra foram registrados em municípios da Região Nordeste, de acordo com o Laboratório de Sismologia (Labsis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Ontem (29), por volta das 5h23 foi registrado um tremor de terra, de magnitude preliminar 2.2 mR, na região de Pedra Preta, no Rio Grande do Norte. Na semana passada, no dia 17, outro tremor, de magnitude preliminar 1.8 mR, também foi registrado na região.

Na quinta-feira (27), o Labsis registrou quatro tremores de terra na região do município pernambucano de Caruaru. Os primeiros eventos, que ocorreram pela madrugada, tiveram suas magnitudes preliminares calculadas em 1.9 (às 3h01) e 1.8 (3h19).

“Ainda pela manhã, mais precisamente às 7h52, outro tremor foi registrado pela rede, desta vez de magnitude preliminar 1.7. Mais tarde, às 20h11, a terra tremeu pela quarta vez no município pernambucano e sua magnitude preliminar foi calculada em 1.8”, informou o Labsis.

Nas primeiras horas da quarta-feira (26), um tremor de magnitude preliminar 1.6 mR foi registrado, na região da Serra da Meruoca. Depois, por volta das 11h47, a terra voltou a tremer na mesma região.

“Às 14h47 UTC (horário local), as estações sismográficas operadas pelo Laboratório Sismológico registraram mais um tremor na região do município cearense de Tejuçuoca, desta vez a magnitude preliminar foi calculada em 1.7 mR”, informou o Labsis.
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ESTÁTUA DO PADRE CÍCERO É RECONHECIDA COMO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL

A Assembleia Legislativa aprovou o projeto de lei de nº 628/19, que considera a estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, um Patrimônio Histórico e Cultural do Ceará. Porém, na prática, isso não garante diretamente nenhuma política de preservação ao monumento, se tratando apenas de um reconhecimento da Casa. 

Na justificativa, o deputado estadual Fernando Santana (PT), autor do projeto, definiu que a estátua é “muito mais que um simples cartão postal de Juazeiro do Norte, a estátua é o símbolo maior da religiosidade do nordestino, templo sagrado do romeiro”, destacou.

O projeto foi enviado à Casa no dia 7 de novembro de 2019. Depois disso, foi analisado e aprovado pelas comissões de Constituição, Justiça e Redação, e de Cultura e Esportes, antes de ter votação favorável no plenário.  

“Após a sua construção, o monumento fez crescer o fluxo de turistas e romeiros de todas as partes do Brasil, além de estudiosos nacionais e estrangeiros, interessados em pesquisar a religiosidade regional e seus aspectos históricos, sociais e culturais, que transformou Juazeiro do Norte no maior fenômeno da religiosidade popular deste País”, reforçou Santana no projeto. 

Apesar de efetivamente não ter um impacto sobre sua manutenção, Santana enviou um ofício ao Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural do Estado do Ceará (Coepa) e à Secretaria de Cultura do Estado (Secult) para que o registro da estátua como um bem cultural avance. “Isso fortalece o registro junto a Secult”, completa.

O secretário de Turismo e Romaria de Juazeiro do Norte, Júnior Feitosa, se disse feliz com a notícia, apesar de "não entender o impacto" que ela poderá trazer na preservação desde patrimônio. “Acredito que isso impacta na divulgação da cidade através do seu principal ponto turístico”, especulou. 

A estátua foi inaugurada no dia 1º de novembro de 1969. Com 27 metros de altura, é o terceiro maior monumento religioso do Ceará — já foi o segundo do Brasil. O ponto turístico recebe, em média, 2,5 milhões de visitantes por ano. A obra foi idealizada pelo artista plástico pernambucano Armando Lacerda. De forma artesanal, a imagem do fundador de Juazeiro do Norte foi construída em dois anos.  


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JACKSON DO PANDEIRO COMPLETARIA 101 ANOS DE NASCIMENTO NESTA SEGUNDA (31) DE AGOSTO

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Jackson  do Pandeiro faria aniversário na próxima segunda (31). Nascido em Alagoa Grande, Paraíba, ele ganhou o Brasil e ficou conhecido como Rei do Ritmo. O Rei do Ritmo nasceu em Alagoa Grande, no dia 31 de agosto de 1919 e faleceu em 10 de julho de 1982, deixando um importante legado à cultura do Brasil. A data esta sendo festejada através de um evento especial “Jackson do Pandeiro – 101 anos”.

O cantor e compositor Gilberto Gil é um dos mais mais entusiasmados ao citar Jackson do Pandeiro como um dos alicerces da música brasileira.

Jackson do Pandeiro paticipou com ritmistas de discos gravados por Raul Seixas, Zé Ramalho, Elba Ramalho. Artistas como Herbert Vianna, Lenine, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Silvério Pessoa, Jarbas Mariz, Chico César, Paulo Rafael, Xangai, Pepeu Gomes, Zeca Baleiro, Marcus Vilar (cineasta) e Érico Sátiro (pesquisador) gravaram depoimentos sobre a importância de Jackson do Pandeiro na construção do cenário musical brasileiro.

O projeto Live in Lona foi idealizado e desenvolvido pelos produtores culturais Ely de Oliveira, Ives Macena, Carla Patrícia e Ives Pierini, em parceria com a Lona Cultural Elza Osborne, situada em Campo Grande (RJ). A proposta é a de transmitir semanalmente vídeo ao vivo, pelo canal do Youtube Lona Cultural Campo Grande, com apresentação musical de dois artistas em cena, sempre às quintas feiras, no horário das 20h.

O projeto tem como objetivo valorizar a arte e a cultura musical de Jackson do Pandeiro, e ao mesmo tempo criar condições mínimas de apresentação e divulgação do trabalho dos artistas durante a pandemia do novo coronavírus. Os recursos para a realização do projeto são obtidos por meio de doações espontâneas dos expectadores, em uma conta bancária disponibilizada na tela.

Detalhe: Jackson do Pandeiro foi casada com uma baiana. No dia 29 de maio de 1967. Foi nessa data que a vida da baiana Neuza Flores dos Anjos mudou radicalmente. Nascida em 11 de agosto de 1942 na pequena Itororó, cidade localizada no sul da Bahia, de onde não tem lembranças, Neuza mudou-se ainda pequena com sua família para o interior de São Paulo, onde seus pais, Seu Laurindo e Dona Adélia, tentariam uma vida melhor. 

Sexta de um total de sete filhos (quatro mulheres e três homens), ela se recorda das dificuldades enfrentadas pela família àquela época: “Era duro, eu era de uma família muito humilde. Meu pai foi trabalhar na lavoura em troca, praticamente, de comida para a gente. Era uma época muito difícil.” Após um tempo, uma de suas irmãs foi trabalhar em São Paulo (capital) e aos poucos foi levando, um a um, os irmãos e os pais. Na capital, todos começaram a trabalhar para ajudar no sustento da família.

 “Até eu, com 14 anos, comecei a trabalhar em uma firma. Somente minha mãe ficava em casa cuidando das coisas. A vida deu uma melhorada”, conta Neuza. E assim ela foi se virando, trabalhando em vários empregos, até o dia 29 de maio de 1967, quando ela foi embora para o Rio de Janeiro para viver ao lado de Jackson do Pandeiro, seu marido até 1982, quando o Rei do Ritmo faleceu.


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AGROVALE RENOVA SELO EMPRESA AMIGA DA CRIANÇA

Destaque com a produção de açúcar, etanol, bioeletricidade e na geração de empregos, em Juazeiro da Bahia, a Agrovale, renovou esta semana, pelo 20º ano consecutivo, o ‘Selo Empresa Amiga da Criança’ da Fundação Abrinq.

Atuando em projetos que ajudam a transformar positivamente a vida de jovens e crianças e na prevenção e combate do trabalho infantil, a Agrovale, recebeu a versão 2020 do selo em reconhecimento pelo trabalho socialmente responsável e disseminador da cultura da cidadania.

De acordo com o representante da Área Programática da Fundação Abrinq, Djair Costa da Silva, a renovação do selo reitera o compromisso da Agrovale com projetos e práticas positivas em parceria com a sociedade. "Durante a análise técnica ficamos muito felizes com o nível de engajamento social e compromisso da Agrovale com a causa da infância e adolescência", ressaltou.

Considerada a principal organização social do gênero no Brasil, a Abrinq, atua desde 1995 para ajudar na luta dos Direitos da Criança. O objetivo é eliminar a exploração de trabalho infantil e incentivar ações que promovam a educação de crianças e adolescentes.

Conheça mais sobre o programa: https://www.fadc.org.br/o-que-fazemos/programa-empresa-amiga-da-criança. (Fonte: Class Comunicação e Marketing)

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BARTÔ GALENO UMA VOZ REFERÊNCIA DA MÚSICA BRASILEIRA ROMÂNTICA, DO BREGA AO FORRÓ

A foto é de Bartô Galeno e Roberto Carlos. Escutei Bartolomeu da Silva, mais conhecido como Bartô Galeno, no Programa de Francisco Fernandes, apresentado na Rádio Grande Rio am. Francisco Fernandes é um desses profissionais capaz de saber o valor de um artista.

Precisamos valorizar mais nossos artistas. Bartô Galeno é paraibano, cantor e compositor brasileiro do estilo romântico,  considerado brega. Detalhe: Bartô Galeno gravou num dos melhores estúdios de produção de discos do Rio de Janeiro lançado em 1978, No toca-fita do meu carro, música que tornou Bartô Galeno um astro da música. Bartô Galeno tem ritmo, melodia e ótimos arranjos capaz de impressionar qualquer admirador dos bons acordes musicais. Detalhe: muitas de suas músicas inclusive traz uma sanfona na harmonia.

Com 10 anos de idade, saiu de Souza e  mudou-se para Mossoró, Rio Grande do Norte, na época do surgimento do movimento da jovem guarda. Bartô Galeno, como era chamado, passou a cantar na Rádio Rural e a participar de vários programas de calouros, nos quais frequentemente ficava em primeiro lugar, chegando a ser considerado “a mais bela voz do Rio Grande do Norte”.

Coloco Barto Galeno como um dos mais talentosos artistas da música brasileira, sem exageros. Basta você se despir do preconceito musical e ouvir os CDs, músicas ou mesmo os discos vinil, Essa cidade é uma selva sem Você, Máquinas Humanas, Só Lembranças, Meu Lamento, Lembrança do Rei. Detalhe: antes de criticar lembre Caetano Veloso gravou Peninha e Fernando Mendes, também icones da música romântica brega.

Aliás o talento de Bartô Galeno também construiu o Forró gravado pelo Trio Nordestino, “Toque Toque” que revela o valor de dançar com a mulher amada e o cheiro do perfume dela. Bartô Galeno é também parceiro de Carlos André ou Oseas Lopes que foi produtor de vários CDS/Discos de Luiz Gonzaga. A música Toque Toque foi regravada pelo cantor Petrucio Amorim.

Barto Galeno gravou com Vicente Nery e Agnaldo Timoteo. Recentemente numa entrevista o cantor e compositor Chico Cesar citou Barto Galeno, Elino Julião e outros cantores que ele ouvia na rádio Emissora Rural de Caicó, e que até hoje provoca bons sentimentos no espaço e no tempo.

O jornalista e historiador Paulo César é o autor da biografia “proibida” do “Rei” Roberto Carlos – leitura obrigatória para quem conseguir encontrar algum exemplar do livro censurado. Paulo pesquisou durante sete anos a história da chamada música brega entre 1968 e 1978 – os anos de chumbo da ditadura militar no Brasil. 

O livro mostra que os cantores Odair José, Benito Di Paula, Diana Pequeno, Barto Galeno, Evaldo Braga, Fernando Mendes, Agnaldo Timóteo foram ignorados por estudos e pesquisas sobre o período e marginalizados na história cultural do país. É preciso saber: os cantores (chamados) bregas, embalavam as massas, foram quase tão vitimados pela censura quanto Chico Buarque, Caetano Veloso. Foram massacrados pela industria cultural. No livro Eu Não Sou Cachorro, Não, título extraído de um grande sucesso de Waldick Soriano, o historiador tenta fazer justiça a esses ídolos populares.

Odair José, por exemplo, teve  música proibida por ter sido lançada quando o governo fazia programas de incentivo ao controle de natalidade entre as populações pobres, apesar da posição católica contrária ao uso de anticoncepcionais. Para os censores, a canção de Odair José representava uma conclamação à desobediência civil e uma referência explícita à sexualidade.

A maioria dos trabalhos sobre música brasileira trata da tradição, como o folclore nordestino, e da modernidade, como o tropicalismo', diz o escritor. 'O brega não é nem uma coisa, nem outra. Caiu no limbo. 'A ideia é mostrar que os bregas também tiveram importância na história de nossa cultura'.

Então tenho dito: Viva Barto Galeno. Viva a música brasileira!


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MINISTÉRIO PÚBLICO COBRA DA AGROVALE QUE CUMPRA AÇÃO JUDICIAL E DEIXE DE QUEIMAR CANA DE AÇUCAR

Após identificar que a liminar deferida em face da empresa Agrovale (Agro Indústrias do Vale do São Francisco SA), localizada em Juazeiro, na Bahia, não estava sendo cumprida, o Ministério Público Público de Pernambuco (MPPE) solicitou à 2ª Vara Cível da Comarca de Petrolina a majoração da multa para o valor de R$ 100 mil por dia de descumprimento.

A Promotoria de Justiça do município ainda requereu que a empresa fosse advertida quanto à possibilidade de incidência em ato atentatório à dignidade da Justiça, consistente no não cumprimento de decisão jurisdicional.

“Embora tenha sido devidamente intimada, a empresa reiteradamente tem se eximido de cumprir os seus termos, sobretudo no que diz respeito à cessação da queima da palha da cana-de-açúcar, ante as notícias públicas e notórias relativas à continuidade da queima, em completa desobediência à tutela de urgência concedida, conforme o Relatório de Fiscalização Ambiental, emitido pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA/BA)”, comentou a promotora de Justiça Rosane Moreira Cavalcanti, no documento.

Segundo o relatório, a empresa Agrovale teria realizado procedimento de queima na pré-colheita da cana-de-açúcar todas as noites, entre os dias 12 e 20 de agosto.

“Diante do reiterado descumprimento de decisão judicial e da notória capacidade econômica da ré, o valor da multa diária (inicialmente previsto no importe de R$ 10 mil) mostrou-se insuficiente à caracterização da coerção necessária ao cumprimento da decisão judicial”, explicou a promotora Rosane Cavalcanti.


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BAHIA SOLIDÁRIA: FAMÍLIAS DE JUAZEIRO RECEBEM CESTAS BÁSICAS

A pandemia de coronavírus tem agravado as desigualdades sociais existentes no país, e no mundo todo, especialmente onde não há a implementação de políticas sociais e econômicas estruturantes, o que atua diretamente no agravamento da crise. Em contraponto, a solidariedade entre as pessoas, empresas e instituições tem sido uma ação constante neste momento. 

Esta semana, em Juazeiro, região do semiárido baiano, 50 famílias que passam por dificuldades financeiras, insegurança alimentar, além da constante preocupação em relação à saúde, por conta do novo vírus, receberam cestas básicas para amenizar os impactos socioeconômicos e aliviar um pouco a tensão, já que essas pessoas estão sendo mais afetadas pela falta de emprego e de oportunidades.

As cestas básicas foram obtidas através da campanha "Bahia solidária: do sertão ao litoral", realizada pela Articulação Semiárido na Bahia (Asa Bahia) e iniciada em Julho, com um show virtual da banda Remela de Gato, que é composta por integrantes da entidade. Desde então, está sendo feita a arrecadação de doações de pessoas físicas ou empresas, através de dinheiro ou itens alimentícios não-perecíveis. A iniciativa, que conta com a parceria do Comitê Popular Solidário da Bahia e o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tem como meta entregar 12 mil cestas básicas a famílias rurais e de periferias em 12 territórios baianos. A campanha segue até dezembro.

Em Juazeiro, deverão ser entregues mil cestas. A mobilização para a arrecadação e distribuição das cestas no Território Sertão do São Francisco tem sido realizada pelo Irpaa, uma das entidades que integra a Asa Bahia. As famílias contempladas nessa primeira entrega de 50 cestas básicas foram indicadas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro João Paulo II. De acordo com a colaboradora do Irpaa, Gizeli Maria, que está à frente do recebimento de doações e da montagem e organização das cestas básicas, em Juazeiro, as famílias selecionadas passam por dificuldades pioradas com a pandemia.

"Essas famílias foram localizadas pelo CRAS, que acompanha essas famílias e sabe a situação de vulnerabilidade econômica, sabe a situação de dificuldade com alimentação que estão passando neste momento de pandemia. São famílias que tinham uma renda, que viviam de diárias, a maioria delas, não só no bairro, como nos espaços aqui de Juazeiro. (...) Tem muitas que perderam o emprego, muitas não receberam o auxílio. E, mesmo aquelas que receberam o auxílio, a gente sabe que não é suficiente, porque são famílias grandes, a maioria com muitas crianças", explica Gizeli Maria.

A escolha da Asa Bahia por fazer a arrecadação de doações até o mês de dezembro é justamente para garantir uma ajuda para as famílias que poderão não estar mais recebendo o auxílio emergencial oferecido pelo Governo Federal logo nos primeiros meses da pandemia. Contemplados com uma cesta básica, Edilma Soares e seu esposo trabalham com reciclagem e têm uma filha, Jéssica, que desde a adolescência foi diagnosticada com miastenia grave, uma doença autoimune, e necessita de cuidados médicos constantes, além de muitos medicamentos.

Para Edilma, a doação dos alimentos veio na hora certa, pois a família está com problemas para arranjar trabalho. "Eu e meu esposo 'podia' trabalhar mais tranquilo, agora 'nós só tá' fazendo limpeza em dois locais. Antigamente, 'nós tinha' mais local para limpar (..) Apesar que teve esse auxílio do governo, mas desse dinheiro é muito difícil eu ir no mercado fazer uma boa compra, porque eu dependo mais do remédio da menina, gasto mais com medicação, que a secretaria não tem a medicação dela, ai eu tenho que comprar", diz.

A situação também não está fácil para Lilian Fernanda de Souza e sua família, que moram no Residencial Brisa. Apegada à Fé, ela diz que se sente grata pela ajuda que, segundo ela, pediu tanto em suas orações. "Não tem sido fácil, porque nós sabemos que nessa época de pandemia fica muito difícil pra trabalhar (...) Chegou num momento muito importante na minha vida [a cesta] e mais uma vez eu agradeço a Deus porque ele sabe da nossa necessidade. Também agradeço a vocês, porque eu vejo isso como fruto das minhas orações", afirma Lilian.

LIVE SOLIDÁRI: Como parte da campanha, será realizada no dia 11 de setembro, a partir das 19h30 a 2ª live show solidária para arrecadar fundos e alimentos. O evento será transmitido pelo canal da Asa Bahia no youtube e contará com músicas tocadas pela banda Xerim de Xiqueiro, pelo cantor Roberto Malvezzi e com participação do poeta Agnaldo Rocha e de jovens cordelista da região.

Como doar: Para contribuir com a campanha "Bahia solidária: do sertão ao litoral", é possível realizar transferência bancária para conta do Irpaa: Banco do Brasil, Titular: Irpaa, CNPJ: 63.094.346/0001-16, Conta Corrente: 224-0, Agência: 8573-1, ou doar itens alimentícios. Cada região do estado conta com pontos de arrecadação.

Em Juazeiro, o escritório do Irpaa está funcionando como ponto de coleta das 8h às 12h e das 14h às 18h, de segunda a sexta-feira. Outras informações podem ser obtidas no site do Irpaa, nas redes sociais da ASA Bahia e de entidades parceiras. (Texto: Comunicação Irpaa)

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VALE APRESENTAR: A ARTE DE SIBELLE FONSECA E ROBERTO POSSÍDIO NO SHOW NOVES FORAS

O Vale Apresentar, projeto de lives musicais que movimentou o final de semana passado com um formidável encontro de Tico Seixas e Mariano Carvalho, volta à cena cultural de Petrolina e Juazeiro neste sábado (29), levando ao palco o talento e a arte de Sibelle Fonseca e Roberto Possidio no show 'Noves Fora'.

O show começa às 20h numa live transmitida pelo www.youtube.com/sincroniafilmes4k e vai contar ainda com algumas participações especiais em performances musicais e poéticas.

Sibelle Fonseca é jornalista e começou na noite fazendo voz e violão com Roberto Possidio, nos anos 80. Em 1990 ganhou o Troféu João Gilberto/ Festival Som da Margens do Sol, como Melhor Intérprete, com a canção "Quanto Tempo" de Edésio Santos.

Roberto Possidio participou de shows com Luiz Galvão, acompanhou artistas como Ivete Sangalo, tocou no Projeto Pôr do Sol, comandado por Carlinhos Brown, em Salvador, onde também dividiu o palco com Margarete Menezes, Xangai, Jackson Costa e Lazzo Matumbi.

O Vale Apresentar é uma realização da Sincronia Filmes com apoio da Clas Comunicação e Marketing e patrocínio exclusivo da Agrovale. O projeto, apresentado pela jornalista e cantora Mirielle Cajuhy, reúne artistas regionais e convidados especiais em quatro lives, sempre aos sábados às 20h.

Em função da pandemia do novo coronavírus a renda dos encontros será destinada aos artistas e técnicos de som e os alimentos arrecadados serão doados às entidades filantrópicas de Petrolina e Juazeiro. (Fonte: Class Comunicação e Marketing)

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PADRE CÍCERO DO JUAZEIRO DO CEARÁ SERÁ TEMA DE SIMPÓSIO

As celebrações alusivas aos 150 anos de Ordenação Sacerdotal do Padre Cícero Romão (1870-2020), marcadas pela devoção do povo romeiro e devoto, serão celebradas através do Departamento de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a Arquidiocese do Rio de Janeiro, Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e a Diocese de Crato – CE, que organizam o Simpósio Padre Cícero Romão Baptista: “Um padre e sua fé: Cícero, história e legado”, dias 6 e 7 de outubro.

Este Simpósio acontecerá de forma virtual, por meio da plataforma de videoconferência Webinar, com certificado de 14h para atividades complementares, sob a coordenação do professor doutor Padre Waldecir Gonzaga. As inscrições e comunicações podem ser feitas pelo e-mail: rodrigopoliceno@puc-rio.br.

A programação traz um conjunto de reflexões na intenção de valorizar o caminho já percorrido sobre os fatos do Juazeiro do Ceará e das várias dimensões que marcaram a ação do Padre Cícero, partindo de três eixos temáticos: Padre Cícero e a espiritualidade; Padre Cícero e os pobres; Padre Cícero e a ecologia. Esse contexto histórico será analisado à luz da reforma do catolicismo brasileiro.

Cícero Romão Batista nasceu na cidade do Crato, Ceará em 24 de março de 1844, e faleceu em Juazeiro do Norte, em 20 de julho de 1934.  Ele era conhecido como Padre Cícero, ou, mais coloquialmente, “Padim Ciço”. O início da carreira eclesiástica foi em 1865, na cidade de Fortaleza; foi ordenado padre em 1870 e, em 1872, nomeado vigário de Juazeiro do Norte. Após diversos acontecimentos religiosos na paróquia que dirigia foi acusado de mistificação (manipulação da crença popular) e heresia (desrespeito às normas canônicas). 

Em seus preceitos ecológicos, Padre Cícero fazia os seguintes alertas:

Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de árvore.

Não toque fogo no roçado nem na Caatinga.

Não cace mais e deixe os bichos viverem.

Não crie o boi nem o bode soltos; faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer.

Não plante em serra acima nem faça roçado em ladeira muito em pé; deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza.

Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água de chuva.

Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta.

Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, até que o sertão todo seja uma mata só.

Aprenda a tirar proveito das plantas da Caatinga, como a maniçoba, a favela e a jurema; elas podem ajudar a conviver com a seca.

Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer.

Mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.


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JUSTIÇA SOCIAL: COMPLETAM-SE 21 ANOS DA MORTE DE DOM HELDER CÂMARA

"Se dou pão aos pobres, todos me chamam de santo. Se mostro por que os pobres não têm pão, me chamam de comunista e subversivo”, costumava dizer o religioso Dom Helder Câmara. Ele foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que teve importante papel de enfrentamento à ditadura militar brasileira. Graças a esse trabalho, foi elevado ao título de bispo da igreja católica, em 1952, tornando-se o secretário geral dessa organização. Em 1964, ele se tornaria arcebispo de Recife e Olinda.

Nesta quinta-feira, 27 de agosto, completam-se 21 anos da morte de Dom Helder Câmara, arcebispo emérito da Arquidiocese de Olinda e Recife. A data será lembrada em missa presidida por Dom Fernando Saburido, às 19 horas, na igreja do Santíssimo Salvador, em Olinda, com participação de fiéis, parentes de Dom Helder e de colaboradores do Instituto Dom Helder Câmara (IDHeC). A cerimônia será transmitida pelo canal da Arquidiocese, no YouTube. No mesmo dia, às 20h30, o canal do IDHeC no YouTubeapresentará a live Dom Helder em Concerto, com o tenor Igor Alves.

As comemorações pelos 21 anos de dom Helder na Casa do Pai, no entanto, começam na quarta-feira (26), com uma exposição promovida IDHeC na Livraria Paulus, no centro do Recife.

Ícone da justiça social, dom Helder foi declarado Patrono Brasileiro dos Direitos Humanos em 26 de dezembro de 2017 por meio da Lei Federal nº 13.581, com reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU). Os parlamentares da Assembleia Legislativa de Pernambuco também fizeram o reconhecimento do líder religioso que se destacou pela luta e ações desenvolvidas em prol dos pobres e do povo em todo o Estado, oficializando-o Patrono dos Direitos Humanos de Pernambuco com a aprovação da Lei nº 17.006 e sua promulgação pela presidência da casa, no último dia 10 de agosto.

Caso estivesse vivo, dom Helder teria feito 111 anos de idade em 07/02/2020. O frei Jociel Gomes é o postulador da Arquidiocese de Olinda e Recife junto ao Vaticano, no processo de Beatificação e Canonização e do Servo de Deus Dom Helder Câmara. O processo foi aberto pela Arquidiocese de Olinda e Recife em 03/05/2015 e em dezembro de 2018, a Arquidiocese encerrou sua “fase diocesana”, enviando ao Vaticano uma caixa lacrada com toda a documentação.


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POESIA GARGALHADA DA CAVEIRA, AUTORIA DE PEDRO BANDEIRA CONDUZ A UMA REFLEXÃO DOS VALORES HUMANOS

O Mestre da Cultura, o poeta Pedro Bandeira, o “Príncipe dos Poetas Populares do Nordeste”, nos deixou na segunda-feira, dia 24 de agosto. Com muita tristeza o Brasil, em especial o Nordeste se despede desse grande artista. No coração, suas canções e também um mundo de gratidão por seu imenso legado e obra, por sua grandeza, por sua imensidão. Pedro Bandeira fez de sua existência a passagem em busca de um mundo mais justo.

A poesia intitulada de “Gargalhada de Caveira”, do mestre poeta repentista cantador Pedro Bandeira, nos conduz a uma reflexão profunda dos nossos valores terrenos. Confira:

Certa noite de insônia e de mistério 

Desengano, fantasma, amor e pranto,

Destinei-me a entrar num campo- santo

Pra sentir do destino grande império.

Palmilhando no vasto cemitério

Eu tremia no ar como um balão,

Apalpava pedaços de caixão,

Cova fresca, torrões, cabelos e ossos,

Cruz quebrada, rosário e outros troços

Que o destino atirava pelo chão.

Em estado de decomposição,

Eu sabia que havia em alguns túmulos,

Corpos frágeis perdendo seus acúmulos

Na rotina da vil putrefação,

Flores murchas, farrapos de cordão,

Indicavam sinais que morreu gente.

Pedacinhos de velas, cera quente

Diziam-me que a morte é muito séria

Inimiga carrasca da matéria

De quem pensa que é forte eternamente.

Como eu, ainda tinha algum vivente,

Lagartixa, morcegos e corujas,

Entre as fendas das catacumbas sujas,

Num fantástico assombroso e diferente,

Epitáfios mostravam claramente

Os valores de mil anos atrás.

Velhas fitas, coroas, de metais

Pareciam pedaços de objetos

Entre vermes, bagaços e insetos

Que só prestam, pra o lixo e nada mais.

Vi na triste cidade dos mortais,

Um sapato sem dono e um tamanco

Um retrato manchado, um lenço branco,

Como símbolo fiel de amor e paz.

E provocando que ali somos iguais

Uma velha caveira abria as mãos,

Entre os restos mortais de outros cristãos,

Com a boca de osso escancarada

Como quem em eterna gargalhada

Reclamava a fraqueza dos irmãos.

Crânio, tórax, coluna, pés e mãos.

Inda estavam ligados pelos nervos,

Tendo a terra estragado outros acervos

Que sustentam crianças e anciãos.

Entre crentes, católicos e pagãos,

Eu não sei de quem era essa caveira,

Oleada coberta de poeira

Nos balanços do vento se tremia,

E nos acenos parece que dizia:

Ame ao próximo que a vida é passageira.

Numa longa risada zombeteira,

O sinistro esqueleto como um louco,

Gargalhava a sorrir fazendo pouco

Dos problemas da vida rotineira.

O orgulho, a inveja, a voz grosseira,

A perfídia, o ódio e a maldade,

Prepotência, rancor, perversidade,

Valentia, calúnia e arrogância,

São lagartas ceifando a substancia

Da floresta feliz da humanidade.

Roubo, vício, vingança e vaidade,

Quem pratica não pode estar liberto,

Sua alma pesada não da certo

No fiel da balança da verdade.

O carinho, a meiguice, a lealdade,

Confundem-se vibrando a mesma luz.

Uns vestidos em trapos e outros nus,

Todo homem morrendo é transformado,

Como um líquido que sai purificado

Das palavras da boca de Jesus.

Tresloucado abracei os ossos nus,

No mais alto e profundo nervosismo

Delirando no amor do cristianismo

Atirei-me nos braços duma cruz,

Assombrado gritando por Jesus,

Angustiado com pena dessa gente,

Que não ri, que não ama, que não sente,

Que não sofre da vida seus ressábios

Quando a terra comer seus negros lábios

Vivera gargalhando eternamente.


 



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NOTA DE PESAR: URCA LAMENTA FALECIMENTO DO POETA PEDRO BANDEIRA

A Universidade Regional do Cariri (URCA) lamenta com profundo pesar o falecimento do mestre da cultura popular, por reconhecimento estadual, Pedro Bandeira Pereira de Caldas, aos 82 anos, o ‘Príncipe dos Poetas da Cultura Popular’.

Cordelista, advogado, teólogo, filósofo e cantador de viola e ex-vereador da cidade de Juazeiro do Norte, Pedro Bandeira Pereira de Caldas morre aos 82 anos, deixando um grande legado de sua arte para o Cariri e o mundo. Cidadão juazeirense, nasceu no dia 1º de maio de 1938, no Sítio Riacho da Boa Vista, no município paraibano de São José de Piranhas, a Paraíba, sendo filho de Tobias Pereira de Caldas e da poetisa Maria Bandeira de França. É neto materno do famoso cantador nordestino Manoel Galdino Bandeira, de quem herdou o talento repentista.

O cantador profissional adotou a terra do Padre Cicero para viver a maior parte da sua vida e onde faleceu. Desde os seis anos de idade já fazia versos e passou a cantar profissionalmente aos 17 anos. No decorrer da sua trajetória de destaque chegou a receber o título de “Príncipe dos Poetas Populares do Nordeste”.

Pedro Bandeira foi autor de mais de mil folhetos e centenas de poemas, com livros publicados e muitos LPs e CDs gravados. Fez parte de diversas sociedades culturais, filantrópicas e recreativas, entre elas a Associação dos Violeiros, Poetas Populares e Folcloristas do Cariri - AVPPFC, da qual é o fundador. Recebeu dezenas de diplomas, medalhas de mérito, com quase duas centenas de troféus de 1º lugar, entre outros e categorias, em festivais por todo o Brasil.

Licenciado em Letras Clássicas pela Faculdade de Filosofia do Crato, bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Crato, e bacharel em Teologia pela Universidade Vale do Acaraú, Pedro Bandeira cantou para o papa João Paulo II, ex-presidentes Castelo Branco, Costa e Silva, João Figueiredo, Fernando Collor e José Sarney. Pedro Bandeira foi citado e elogiado pelos intelectuais e escritores Luís Câmara Cascudo, José Américo de Almeida, Jorge Amado, Téo Brandão, Rodolfo Coelho Cavalcante, e tantos outros escritores do Brasil e do exterior.

Teve músicas gravados por Luís Gonzaga, Fagner, Luís Vieira, Alcimar Monteiro, Trio Nordestino, entre outros. Foi prefaciado por Padre Antônio Vieira, e apresentado ao Brasil pela mão de Carlos Drummond de Andrade, em crônica publicada no Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, em 1970.

O Reitor da URCA, Francisco do O’ de Lima Júnior, envia votos de solidariedade e mensagens de condolências aos familiares.

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POETA MESTRE DA CULTURA PEDRO BANDEIRA FAZ A SUA PARTIDA E COM A SUA VIOLA AGORA FAZ CANTORIAS EM OUTROS CÉUS

O Mestre da Cultura do Ceará, o poeta Pedro Bandeira, o “Príncipe dos Poetas Populares do Nordeste”, nos deixou nessa segunda-feira, dia 24 de agosto. Com muita tristeza e pesar, o Ceará se despede desse grande artista. No coração, suas canções e também um mundo de gratidão por seu imenso legado e obra, por sua grandeza, por sua imensidão. Com pesar, a Secult Ceará agradece sua existência, festeja sua arte, e deseja luz e paz na sua travessia.

Nascido em 1º de maio de 1938, no Sítio Riacho da Boa Vista, município paraibano de São José de Piranhas, sendo filho de Tobias Pereira de Caldas e da poetisa Maria Bandeira de França. Bem jovem veio morar no Cariri, onde fez fama com sua poesia e cantoria que ecoou nas quermesses, festivais, rádios e televisões em todo o Nordeste. No ano de 2018, ele recebeu o título de Tesouro Vivo da Cultura pela Secult-CE, reconhecido pelo Governo do Ceará. Sua cantoria seguirá viva e alegre por todo sempre!

“No dia do meu enterro / não precisa de aparato / enterre os meus pés em Barbalha / o meu coração no Crato / e a cabeça em Juazeiro”, cantou, certa vez, seu amor pelo nosso estado.

O Governo do Estado do Ceará, por meio da Secult teve a alegria de entregar pelas mãos da Vice-Governadora Izolda Cela, ao nosso poeta Pedro Bandeira, a Comenda Patativa do Assaré, no dia 6 de junho de 2019, no Theatro José de Alencar. Esta condecoração é dada a personalidades, artistas, poetas, cantadores, pesquisadores que se destacam por suas relevantes contribuições à Cultura Popular Tradicional. Na ocasião, receberam a mesma Comenda, a folclorista Elzenir Colares e também o poeta popular Geraldo Gonçalves (In Memoriam). Foi um encontro formidável, com a mão trêmula e com seus versos firmes, o mestre Pedro Bandeira encantou toda a plateia do Theatro José de Alencar com sua poesia e sabedoria.

“Pedro Bandeira não era só o Príncipe dos Poetas Populares do Nordeste. Ele era um grande arquiteto da literatura popular e da cantoria. Nessa matéria, foi professor e maestro. Seus versos são da grandeza dos grandes poetas clássicos da língua portuguesa. Era um homem culto e extremamente popular. Seus versos lidos, declamados ou cantados estão gravados nos corações do sertão nordestino. Além disso, foi um grande comunicador e difusor da cultura popular. O Nordeste deve muito a esse senhor na construção de nossa identidade e pertencimento como seres nordestinos. Então, gratidão poeta mestre Pedro Bandeira! Siga seu caminho de luz! Salve sua obra e daqui continuamos na nossa peleja. Viva Pedro Bandeira!”, destaca o secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano Piúba.

Pedro Bandeira, 82 anos, é o “Príncipe dos Poetas Populares do Nordeste”. Nascido no sítio Riacho da Boa Vista, município de São João de Piranhas, o poeta e cordelista também atuou como repentista, cantador, escritor, radialista e apresentador de TV. Formado em Letras, Teologia e Direito, versa desde os seis anos. Aos 17, tornou-se profissional.

Pedro Bandeira é de uma família de poetas. Uma das pessoas que cantou com mais maestria o sertão. Tinha um conhecimento profundo das coisas da terra e da religiosidade popular, então cantou sempre com muita propriedade. A parceria com o cantador Geraldo Amâncio também é um ponto forte. Na seara radiofônica, por sua vez, o início deu-se na Rádio Educadora e a “fama” aconteceu com o programa Viola e Violeiros, no Crato. Como escritor, escreveu também muitos folhetos.

Pedro Bandeira é autor de centenas de músicas, entre elas a peça “Graça Alcançada”, que veio a ser gravada por mais de 20 intérpretes e pode ser considerada o hino dos romeiros e das romarias em Juazeiro do Norte. Além de renomado expoente de uma geração de cantadores, Pedro Bandeira veio a destacar-se também na Literatura de Cordel, com mais de uma centena de títulos publicados e ilustrados pelos principais xilógrafos cearenses. Escreveu ainda 14 livros, entre eles “Matuto do Pé Rachado” e “O Sertão e a Viola”.

É neto materno do famoso cantador nordestino Manoel Galdino Bandeira, de quem herdou o talento repentista. Recebeu o título de Tesouro Vivo da Cultura do Ceará, concedido pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, em 2018 e a Comenda Patativa do Assaré em 2019.

A Secult Ceará celebra o nosso mestre e deseja luz na sua caminhada, deseja paz aos seus familiares e amigos nesse momento de dor e partida. Viva Pedro Bandeira, você é eterno, poeta! Viva, viva! (Texto: Secretário da Cultura do Estado, Fabiano Piúba)

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TODA ESTRADA FINDA: MORRE EM JUAZEIRO DO CEARÁ O POETA PEDRO BANDEIRA

Morreu nesta segunda-feira (24), em Juazeiro do Ceará, Pedro Bandeira Pereira de Caldas, conhecido como o principe dos poetas. Era o único fundador vivo da Missa do Vaqueiro de Serrita, que este ano iria homenageá-lo.

Ano passado ele foi nomeado Tesouro Vivo da Cultura do Ceará e agraciado com Comenda Patativa do Assaré.

Pedro Bandeira exercia, diariamente, o ofício de poeta e cantador sete dias por semana, 365 dias por ano, impregnado

em divulgar o Cariri Cearense, o Juazeiro e o Padre Cícero, a cultura, a história, os valores humanos, artísticos, administrativos e políticos da região, ao ponto de tornar-se, internacionalmente, conhecido pelo nome artístico Poeta Pedro Bandeira do Juazeiro, o Príncipe dos Poetas brasileiros.

Pedro Bandeira é autor de centenas de músicas, entre elas a peça “Graça Alcançada”, que veio a ser gravada por mais de 20 intérpretes e pode ser considerada o hino dos romeiros e das romarias em Juazeiro do Norte. Além de renomado expoente de uma geração de cantadores, Pedro Bandeira veio a destacar-se também na publicação de Cordel, com mais de uma centena de títulos publicados e ilustrados pelos principais xilógrafos cearenses.Escreveu ainda 14 livros, entre eles “Matuto do Pé Rachado” e “O Sertão e a Viola”.

Um dos mais comentados versos de Pedro Bandeira é a gargalhada da caveira.

Nascido no Estado da Paraíba, Pedro Bandeira, em 2016 gravou emocionado, para o PROGRAMA NAS ASAS DA ASA BRANCA. Ele disse que ao lado de Luiz Gonzaga e padre João Câncio, participou do projeto de criação da Missa do Vaqueiro, no distrito de Lajes, em Serrita. Atuou também no ciclo do jumento, liderado por padre Antônio Vieira, Patativa do Assaré, Zé Clementino e Luiz Gonzaga. 

O elo com o Ceará começou desde pequeno e ainda é geográfico. “Nasci lá, na Paraíba, mas bebendo água nas cabeceiras dos rios que nascem no Cariri. Minha vida ficou moldada e encarnada no sertão. Sou um menino do sertão”, conta. E foi essa vida no campo que o inspirou na poesia.

Sua trajetória na radiofonia começou na Rádio Educadora, em Crato, Ceará quando começou a cantar. 

Cantador profissional,  cordelista e escritor, autor de mais de mil folhetos, publicou livros e centenas de poemas, teve músicas gravadas por Luiz Gonzaga, Luiz Vieira, Alcymar Monteiro e Fagner. Gravou doze LP´s(disco vinil). Foi fundador da Associação dos Violeiros, Poetas Populares e Folcloristas do Cariri - AVPPFC. Foi vereador.  É portador de dezenas de diplomas, medalhas de mérito, com 162 troféus de 1º lugar nas participações de Festivais de Violeiros.

É considerado o poeta popular mais citado pela imprensa escrita, falada e televisionada. Pedro Bandeira ganhou o título de Príncipe dos Poetas Populares.

Licenciado em Letras Clássicas pela Faculdade de Filosofia do Crato, bacharel em direito pela Faculdade de Direito do Crato; advogado inscrito na OAB do Ceará,  bacharel em teologia pela universidade vale do Acaraú.

Pedro Bandeira cantou para o papa João Paulo II; cantou para os ex- presidentes, Castelo Branco, Costa e Silva, João Figueiredo, Fernando Collor e José Sarney, que ainda hoje cita o nome de Pedro Bandeira em seus discursos sobre arte de improvisar, quando fala de cantoria. 

Pedro Bandeira foi elogiado por Luis Câmara Cascudo, José Américo de Almeida, Jorge Amado, Teo Brandão, Rodolfo Coelho Cavalcante, e tantos outros escritores do Brasil e do exterior. Foi convidado pelo Ministro da Cultura, na época, José Aparecido para ir a Portugal, o que aceitou, e juntamente com o poeta Geraldo Amâncio, fez várias apresentações, naquele país, inclusive no palácio do governo, a convite do  presidente  Mário Soares.

De acordo com o radialista Antonio Vicelmo, da Rádio Educadora do Crato, Pedro Bandeira, ao chegar ao Cariri, descobriu um novo mundo, o paraíso dos seus sonhos, a terra prometida por Padre Cícero, que o acompanhou desde o início. "Armou a sua antena poética em Juazeiro, na sombra da estátua do “Meu Padim”.

Em casa, o poeta Pedro Bandeira vivia olhando a coleção de sua centena de troféus. ‘‘Este é o meu maior patrimônio’’, sentenciou Pedro Bandeira.

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PADRE ANTÔNIO MORENO COMPLETA 38 ANOS DE SACERDÓCIO

Padre Antonio de Jesus Moreno completa na próxima quinta-feira 38 anos de sacerdócio. As comemorações estão sendo realizadas realizadas de forma virtual. Todos os anos a data é lembrada pelas paróquias, movimentos sociais e sindicatos. Amigos, fieis e admiradores enviam as várias formas de gratidão pelos serviços prestados durantes estas décadas de trabalho nas comunidades.

A ordenação aconteceu no dia 27 de agosto de 1982..

Natural do Maranhão Antonio Moreno exerceu ministério nas paróquias Nossa Senhora das Dores em Petrolina, Paróquia São José, (Dormentes, PE) e São João Batista (Afrânio, PE), Paróquia São João Batista, João de Deus, Petrolina,  Paróquia Santa Teresinha (Cohab VI, Petrolina, PE);e Igreja do Bairro José e Maria.

Padre Antonio é doutor em Ciências da Educação pela Universidade Pontifícia Salesiana de Roma, Itália, tendo defendido tese sobre “Educação Profissional e Tecnológica em uma Estratégia de Desenvolvimento Local”. Mestre em Ciências da Educação pela Universidade Pontifícia Salesiana de Roma, Itália;  Mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Itália; Especialista em Gestão do Desenvolvimento Local pelo Centro Internacional de Formação, OIT (Organização Internacional do Trabalho), Torino, Itália.

Em abril de 1991 ingressou através de concurso no Instituto Federal do Sertão, quando ainda era Escola Agrotécnica Federal Dom Avelar Brandão Vilela. Aposentou-se em julho de 2015.

Militante político de fortes convicções democráticas e populares, exerceu o mandato de vereador pelo Partido dos Trabalhadores no período de 2001 a 2004, destacando-se na luta pela implementação do Estatuto das Cidades e Reforma Urbana em Petrolina.

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ROSALVO ANTONIO DENUNCIA TOTAL ABANDONO DO INCRA EM PETROLINA

São quase 150 dias da transformação do INCRA Petrolina, em Unidade Avançada e alcançamos o abismo entre a Reforma Agrária na região e o interesse político do Centrão.

Após uma alteração regimental em 02.03.2020,  que pegou os servidores do INCRA/Petrolina, de surpresa,  sem nenhum esclarecimento  prévio, combinada com a pandemia do covid-19, vivemos tempos sombrios dos serviços do Instituto de Colonização e Reforma Agrária na Região.

Não existe mais gestão local, os atos de gestão e decisão foram transferidos para Recife, restando aqui em Petrolina, apenas a execução do nada. Sim!, do nada, pois os servidores estão afastados há cerca de cinco meses, sem trabalho presencial,  ou de campo, apenas despachando processos no Sistema de Informações do Órgão.

Seria o INCRA, um órgão apenas burocrático? a plantação,  a colheita, à assistência técnica aos assentados, a parca criação de animais, acesso a água, créditos, regularização de famílias quilombolas, serão executadas à distância?

Quanto a perspectiva de retorno é praticamente  nula, pois não existe Horizonte de regresso das atividades, possivelmente devido a total ausência de gestão, que até a presente data não divulgou protocolo de retorno,  verifiquei "in louco" ausência de álcool gel, isso mesmo, álcool gel para os servidores não foi identificado.

Seguimos nos devaneios da política local com o INCRA, apresentando  em seu Instagram "INCRA-PE"  apenas encontros políticos para divulgação de ações meramente polítiqueiras, sem efetividades para os agricultores  e agricultoras que aguardam e torcem que os despachos no sistema do INCRA sejam transformados  em programa de  Reforma Agrária.

Quanto aos servidores, afastado em suas casas, resta apenas orações em prol da permanência na cidade,  pois já existe sinalização de possíveis remoções para outros estados.  Necessidade ou perseguição?

Qual a função social do INCRA? como será sua atuação na região do médio São Francisco? Possivelmente via despachos em sistema e publicações políticas no Instagram  INCRA-PE

Caos na Reforma Agrária, descaso na pandemia. Fragilidades no cumprimento da missão institucional temos, e daí?

Daí!  se faz imperativo uma ampla mobilização da sociedade civil e politica, principalmente dos movimentos sociais de luta pela Reforma Agrária, no sentido de reverter o caos que se instalou e, pelo visto, se depender dos políticos da região, muito pouco ou nada vai acontecer em prol da Reforma Agrária,  pois seus esforços estão centrados no Agronegócio, onde estão boa parte dos seus rendimentos empresariais.

Em que pese ter mão-de-obra qualificada, um péssimo exemplo, é a politicagem das oligarquias locais, na CODEVASF, sem coração, destilando sua perseguição aos trabalhador e as trabalhadoras rurais familiares, assentados e assentadas da Reforma Agrária, pois em pleno Século XXI, e com o Rio São Francisco, jorrando sem risco de racionamento, conforme informações da Agência Nacional de Águas, ainda existem em Petrolina, Assentamentos da Reforma Agrária,  com 16 ou mais anos de existência,  sem água para o plantio, mesmo o canal de irrigação da COODEVASF, que foi construído com recursos públicos,  passando por dentro de Assentamentos, como é o caso do Terra da Liberdade, provando com isso, o total abandono e discriminação do Órgão, sem  viabilizar a concessão do uso da água para os trabalhadores e trabalhadoras rurais, hoje com terra, produzirem riquezas,  para o seu sustento e da nação, fortalecendo o mercado local.

Petrolina se avizinha a Juazeiro e às eleições municipais, cabendo aos milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais definirem o seu destino, cujo poder volta para suas mãos em 15 de novembro .

Rosalvo Antonio da Silva 

Secretário Geral do PSOL/Petrolina

Licenciado em História/UPE

Técnicos em saneamento/ETF-PE

Coordenador Geral Do CPP

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LUIZ GONZAGA, BEDUÍNO, A LENDA DA CARIMBAMBA E O CANTO: AMANHÃ EU VOU

Diz uma lenda que todas as noites um canto triste ecoava na lagoa do Opaia, como se estivesse falando "amanhã eu vou, amanhã eu vou". 
Era a Carimbamba, uma ave semelhante a uma coruja. Rosabela, moradora da região, havia se encantado por esse canto e todas as noites acordava para escutar o sedutor canto da ave.

Até que numa noite de lua-cheia, ela foi direto para a lagoa atrás da Carimbamba e nunca mais voltou. Desde então, nas noites de lua-cheia, pode-se ouvir da lagoa do Opaia, Rosabela cantando o canto da Carimbamba, "amanhã eu vou, amanhã eu vou"...

 Segundo a Professora Lourdes Macena, a lenda pertence ao povo da lagoa de Opaia  localizada  no bairro Aeroporto na cidade de Fortaleza.A lenda é contada na música "Amanhã eu vou", composta por Beduíno e interpretada por Luiz Gonzaga em 1951. A música foi também gravada por Fagner, Zé Ramalho e Elba Ramalho.

O meu amigo e professor Aderaldo Luciano, mestre e doutor em Ciência da Literatura conta que em algum dia início da década dos anos 80, essa data, 22 de agosto,  flutua e se move no turbilhão de fatos.

"Eu ouvi com o coração que a terra há de sentir algum dia, próximo ou longínquo que seja, em alguma estação de rádio do Crato ou do Juazeiro do Ceará, a canção fatal que determinaria minha vida: Amanhã eu Vou, versos de Beduíno e Luiz Gonzaga. Não tardou muito para eu ver Elba Ramalho num desses festivais de inverno, de Areia ou de Campina Grande, Paraíba, cantar.

Estranhava-me a história desse pássaro chamado de carimbamba do qual nunca ouvira falar, sequer ouvira seu canto que grassava na noite a onomatopeia "amanhã eu vou". 

Com os parcos recursos de pesquisa da época saí em busca dessa ave. E encontrei em seu Carneiro, mestre da cultura, cantador de viola, um poeta que morava na única casa do final da Rua do Bode e a primeira do que chamou-se mais tarde a Rua Nova, entrando por um pedaço do sítio de Pedro Perazzo, encontrei nele a luz. A carimbamba era o mesmo bacurau, é o mesmo curiango. Esse eu conhecia. Um pássaro cuja mola no pescoço o fazia dar um giro de 360º.

Foi Luiz Gonzaga quem ensinou-me a voz, a língua e a canção do pássaro. E, junto com isso, destrinçou-me a lenda de Rosabela, a encantada donzela a adentrar a lagoa fria, hipnotizada pela canção atravessada no peito da ave mágica.

A canção apresentou-me também o elemento vegetal, a taboa e o elemental Caboclo d'Água, aquele responsável por carregar tantos amigos para o reino paralelo da morte nas profundezas dos rios".

Convido Você para juntos neste domingo, 9hs, no Programa Nas Asas da Asa Branca-Viva Luiz Gonzaga e seus amigos, escutarmos na sintonia www.radiocidadeam870.com.br 

 AMANHA EU VOU:

Era uma certa vez um lago mal assombrado e toda noite sempre se ouvia a carimbamba cantando assim: Amanhã eu vou, amanhã eu vou. A carimbamba, ave da noite cantava triste lá na taboa...manhã eu vou, amanhã eu vou...E Rosabela, linda donzela ouviu seu canto e foi pra lagoa... A  taboa laçou a donzela caboclo d´água ela levou, a carimbamba vive cantando, mas Rosabela nunca mais voltou: Amanhã eu vou, amanhã eu vou... 

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LIVE: PROJETO DE INSTALAÇÃO DE USINA NUCLEAR AMEAÇA O RIO SÃO FRANCISCO

Neste sábado (22), às 16hs #RodaAntinuclearPelaVida, Juracy Marques, professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e membro da Sociedade Latinoamericana de Ecologia Humana (Sabeh); e Erivan Silva, mestre em geografia e militante do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) vão comentar o vídeo que será exibido com extratos da terceira Roda de Conversa promovida pela Conexão Virtual Antinuclear.

A transmissão será exibida pelo www.facebook.com/XoNuclear/live

Com duração de 44 minutos, na primeira parte Célio Bermann, professor do Instituto de Energia da USP, explica como funcionam as usinas nucleares e mostra a realidade de seus custos. 

Na segunda, João Suassuna, especialista em hidrologia do NE, comenta o sofrimento do Rio São Francisco com a exploração de suas águas, culminando com seu uso em chaleiras atômicas que podem envenená-lo para sempre. Na terceira, Chico Whitaker, ativista social e político, fala dos riscos que essas chaleiras carregam consigo por usarem como combustível, minerais radioativos, dos vazamentos de radioatividade e das catástrofes sociais, ambientais e econômicas.

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OBRA DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO EM JATI, CEARÁ, ROMPE E 2 MIL PESSOAS PRECISARAM SAIR DE CASA

Cerca de 2 mil pessoas precisaram sair de casa após o rompimento de um dos condutos da barragem de Jati, no município homônimo, no Ceará. A obra faz parte do eixo norte da transposição do Rio São Francisco, cujo trecho teve as comportas abertas na quinta-feira, 20, pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Segundo o governo, o vazamento foi contido.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Regional disse que a evacuação dos moradores que residem em um raio de dois quilômetros foi realizada de "forma preventiva" e "zelando pela preservação de vidas em primeiro lugar". Imagens divulgadas em redes sociais mostram que o rompimento causou a vazão de grande quantidade de água.

Segundo a pasta, pela falta de iluminação durante a noite e a madrugada, houve uma "dificuldade de avaliação técnica da estrutura" e, por isso, a "prioridade foi garantir a segurança" da população. O volume de água atingiu a rede elétrica que atende a estrutura, o que exigiu a instalação de um gerador para garantir o fechamento da comporta.

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O ESTADO DO ESPÍRITO NOS PRECEITOS ECOLÓGICOS DO PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA

“O nome do padre Cícero / ninguém jamais manchará, / porque a fé dos romeiros / viva permanecerá, / pois nos corações dos seus / foi ele um santo de Deus / é e pra sempre será.” Es te é um dos temas de incontáveis folhetos de cordel espalhados pelas feiras sertóes afora.

Quem já ouviu falar dos preceitos ecológicos do Padre Cicero, muitos o seguem como exemplo de fé e religiosidade, mas poucos sabem que ele foi um dos primeiros defensores do meio ambiente, do bioma caatinga. Padre Cícero soube unir a mitologia e o poder do conhecimento dos indios Kariris.

Cícero Romão Batista nasceu em Crato, Ceará no dia 24 de março de 1844. Foi ordenado no dia 30 de novembro de 1870. Celebrou a sua primeira missa em Juazeiro em 1871. No dia 11 de abril de 1872 fixou residência em Juazeiro. Padre Cícero faleceu no dia 20 de julho de 1934, na cidade de Juazeiro.

A jornalista Camila Holanda escreveu que nas entranhas do Cariri do Ceará foi emergido uma versatilidade de ícones que, entrelaçados povoam o imaginário cultural que habita a região.

Nas terras do Ceará ouvi uma das mais belas histórias. Resumo: o teatrólogo, pesquisador cultural Oswaldo Barroso, ressalta um dos mais valiosos símbolos, a vigorosa força mítica e religiosa. Oswaldo, cidadão honorário de Juazeiro do Norte, diz que a primeira vez que esteve no Cariri foi nos anos 70 e a experiência fez com que suas crenças e certezas de ateu fossem desconstruídas e reconstruídas com bases nos sentimentos das novas experiências e epifanias vividas.

"Desde o início, não acreditava em nada de Deus. Mas quando fiz a primeira viagem ao Horto do Juazeiro do Norte, foi que eu compreendi o que era Deus. Isso mudou minha vida completamente", revelou Oswaldo.

Um outra narrativa importante encontrei na mitologia dos Indios Kariris. Nela a região é tratada como sagrada, centro do mundo, onde no final dos tempos, vai abrir um portal que ligará o Cariri  para a dimensão do divino.

A estátua do Padre Cícero encontra-se no topo da Colina. Muitos romeiros percorrem a Trilha do Santo Sepulcro. A pé eles percorrem às 14 estações trajeto marcado por frases e conselhos ambientais do Padre Cícero, que já alertava naquela época para os muitos desequilíbrios ambientais e impactos da agressão humana na natureza.

Padre Cicero descreveu os preceitos ecológicos:

1) Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau; 

2) Não toque fogo no roçado nem na caatinga;

3) Não cace mais e deixe os bichos viverem; 4) Não crie o Boi e nem o bode solto; faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer; 

5) Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água de chuva;

6) Não plante em serra a cima, nem faça roçado em ladeira que seja muito em pé; deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca sua riqueza;

7) Represe os riachos de 100 em 100 metros, ainda que seja com pedra solta;

8) Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, ate que o sertão todo seja uma mata só;

9) Aprenda tirar proveito das plantas da caatinga a maniçoba, a favela e a jurema; elas podem ajudar a conviver com a seca;

10) Se o sertanejo obedecer a estes preceitos a seca vai aos poucos se acabando o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer, mas se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.

Rezemos com Fé! . Os sorrisos são a alegria da alma.

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