UNEB CAMPUS III ABRE INSCRIÇÕES PARA SELEÇÃO MESTRADO E DOUTORADO NA ÁREA DE ECOLOGIA HUMANA


O Programa de Pós-Graduação em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental (PPGEcoH), ofertado pelo Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS), Campus III da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro, estará com inscrições abertas para seleção de alunos regulares para os cursos de mestrado e doutorado no período de 02 a 14 e março de 2020.

O Programa possui áreas de concentração em Ecologia Humana e Ecologia Humana Gestão Socioambiental e as seguintes linhas de pesquisa: Ecologia Humana e Saúde; Ecologia Humana e Educação; e Gestão Socioambiental e Desenvolvimento Sustentável.

Estão sendo ofertadas 20 vagas para o mestrado e 15 vagas para o doutorado distribuídas entre ampla concorrência, cotas e sobrevagas previstas nos termos da Resoluação do CONSU/UNEB Nº 339/2018.

O formulário de inscrição, assim como o edital de seleção, estão disponíveis no site do Programa: https://portal.uneb.br/ppgecoh. Os documentos de inscrição, previstos no edital, deverão ser enviados exclusivamente pelos Correios, por Sedex com aviso de recebimento (AR). O envelope deverá estar lacrado e identificado na face externa, contendo: Nome do candidato, a linha de pesquisa escolhida e a categoria acadêmica: mestrado ou doutorado.

Para se inscrever no mestrado a taxa é de R$ 120,00 e o candidato deve indicar um idioma, podendo escolher entre inglês ou espanhol. Na inscrição do doutorado, a taxa é de R$ 150,00 e o candidato deve indicar dois idiomas entre o inglês, espanhol e francês.

Terão direito à isenção, servidores técnicos e docentes da UNEB, mediante a apresentação de um contracheque dos últimos 03 (três) meses, o qual deverá ser anexado juntamente com a documentação para a inscrição. (Fonte: Ascom Uneb - Ianne Lima - Jornalista)

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FUTEBOL: AFOGADOS DA INGAZEIRA, A BOLA E A POESIA

Eu sabia que o Sertão do Pajeú e Afogados da Ingazeira são incubadoras de poetas. Lá, até as pedras rimam. Lá, o artesanato das palavras compõe o que há de mais belo e espontâneo dos nossos repentistas.

Viver é sinônimo de poetar e poetar é olhar a vida da forma como definia o grande Manoel de Barros: "O poeta transvê".

Dei de cara, por ocasião das andanças políticas, com o encontro de uma lua cheia de graça e a cantoria que abrandava o calor deixado no dia que se escondia com o cair da noite. O que eu não sabia que se aplicava ao time de Afogados da Ingazeira, A CORUJA, o que certa vez Pasolini disse do futebol brasileiro: "No Brasil o futebol é poesia, na Europa é prosa".

Não sei se hoje ele repetiria a máxima. Não importa. "No futebol, – Nelson Rodrigues sentenciou, do alto de sua genialidade – o pior cego é o que só enxerga a bola. Por trás da mais sórdida pelada, existe um drama Shakespeariano".

De fato, o futebol é o maior espetáculo da Terra. E a explicação é simples: somente o futebol permite emoções improváveis com o pobre vencer o rico, o mais fraco surrar o mais forte, o baixinho pintar e bordar diante do galalau.

Tudo isto aconteceu na inesquecível noite de uma quarta-feira de cinzas (26/02/20) quando o Brasil profundo, sertão brabo, onde se espera sempre que o mandacaru florido anuncie a chuva, o famoso Galo das Alterosas, o Atlético Mineiro, foi vencido pela força de que falava Euclides da Cunha e pelo talento de um negrinho com nome nobre e pés de anjo, Phillip, e mais uma dúzia de grandes guerreiros.

Sei que o futebol é um esporte em que as vitórias são coletivas, mas o que faz a diferença é o inesperado, o improviso, o drible, a ginga, enfim o toque refinado do Craque.

Todos venceram. Pernambuco venceu.

E por que destaquei Phillip? Porque nasceu nas equipes de base do Náutico. Eu vi. Sempre foi diferente. Abusado. Joga pra cima do adversário. Pedro Manta sabe disso. E aproveitou bem as potencialidades do "boleiro".

Muita alegria. Com um homem a menos. Porém, com milhares de corações submetidos a um eletrocardiograma coletivo, o gol decisivo mostrou duas coisas: saúde coronariana em ordem e que o grito de gol é a síntese de uma felicidade que somente a poesia do futebol é capaz de escrever.

Viva a Coruja e viva Afogados da Ingazeira.

*Fonte: Por Gustavo Krause* Ex-ministro e ex-governador
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MEIO AMBIENTE: AS ARARINHAS AZUIS ESTÃO DE VOLTA À CAATINGA

O retorno das Ararinhas Azuis para à caatinga é um dos assuntos mais importantes nos últimos anos no Brasil e exterior. Rara, a espécie vivia originalmente numa pequena região do interior de Juazeiro e Curaçá, no norte da Bahia. 

Com exclusividade a redação do BLOG NEY VITAL, mostra ao leitor fotos do Refúgio de Vida Silvestres da Ararinha Azul e a Área de Proteção Ambiental. Estes são os locais destinados à reintrodução Ambiental e conservação do bioma da caatinga, localizado na Fazenda Caraíbas. 

O início da jornada que trará as ararinhas-azuis de volta ao coração da Caatinga vai acontecer na terça-feira, 03 de março. A previsão é que cinquenta aves vindas da Alemanha seguirão para a cidade de Curaçá, norte da Bahia, onde um centro de reprodução foi construído para que as aves sejam soltas na natureza. 

A data, 3 de março, foi escolhida por ser o Dia Internacional da Vida Selvagem, cujo objetivo é celebrar a fauna e a flora do planeta, assim como alertar para os perigos do tráfico de espécies animais selvagens no mundo. As ararinhas-azuis são consideradas extintas na natureza desde o ano 2000, devido às ações de caçadores e traficantes de animais.

Descoberta no início do século 19 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), espécie exclusiva da Caatinga brasileira, teve sua população dizimada pela ação do homem. O último exemplar conhecido na natureza desapareceu em outubro de 2000.

Desde então, os poucos exemplares que restaram em coleções particulares vêm sendo usados para reproduzir a espécie em cativeiro, quase todos no exterior. A ararinha é considerada uma das espécies de aves mais ameaçadas do mundo. Em 2000, foi classificada como Criticamente em Perigo (CR) possivelmente Extinta na Natureza (EW), restando apenas indivíduos em cativeiro.

A construção do Centro e o projeto de reintrodução são custeados pela ONG ACTP. A primeira soltura está prevista para 2021. Ao longo deste período os animais passarão por processo de adaptação e treinamento para viverem em vida livre. Além disto, serão realizados testes de soltura com um papagaio conhecido como Maracanã.

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PROFESSORA VAI COMANDAR O INSTITUTO NACIONAL DO SEMIÁRIDO A PARTIR DE MARÇO

A professora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campus Pombal, Mônica Tejo Cavalcanti é a nova diretora do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. A portaria, assinada pelo ministro Marcos Pontes, foi publicada no Diário Oficial da União.

Mônica Tejo Cavalcanti é graduada em Farmácia pela Universidade Federal da Paraíba; Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimento pela Universidade Federal da Paraíba; Doutora em Engenharia de Processos na área de Alimentos pela Universidade Federal de Campina Grande.

Pelo trabalho desenvolvido na Paraíba, a professora chegou a receber, em 2017, o Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional na categoria inovação e sustentabilidade. Além disso, trabalha em parceria com diversas instituições nacionais e internacionais, coordenando projetos de fomento na área de sustentabilidade e segurança energética, alimentar e hídrica.

Mônica deverá tomar posse no cargo durante solenidade agendada para o dia 11 de março, às 16h, no auditório do Insa.
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PROFESSORES E AS NOVAS TECNOLOGIAS

Foi-se o tempo do professor sabe tudo. Mas será que alguém, mesmo professor, e bom professor, pode saber tudo? Penso que ninguém sabe tudo! Nem mesmo o especialista mais especializado possui o domínio completo e absoluto acerca dos conteúdos de sua própria área de especialização. Isto porque, como nos ensina Karl Popper, o conhecimento objetivo e impessoal é infinitamente maior do que o conhecimento pessoal e subjetivo. Clarice Lispector, em outro contexto, nos diz que toda sabedoria é limitada: infinita mesma é a ignorância.

Mas houve uma época típica para um típico professor. Aquele que pousava de sabe tudo, de detentor único e exclusivo do saber, de última palavra nos assuntos concernentes à matéria lecionada. Sua ética, fundada no argumento de autoridade, não admitia o erro nem o equívoco, embora, não raro, estivesse inseguro em face do tema ou das questões estudadas. Quantos desses eu não tive, quer no ginásio, quer no Clássico, quer nos cursos de Direito e Letras.

Ora, quero crer que as novas tecnologias da informação definitivamente aposentaram esta espécie de professor. Mas, observemos bem: aposentaram esta espécie. Não vêm, contudo, extinguir necessariamente a figura do professor, como alguns incautos tendem a pensar. Do professor em sala de aula, no confronto direto, vívido e indispensável com os alunos, entregue aos desafios surpreendentes da dialética relação ensino-aprendizagem.

Ciente de que as novas tecnologias da informação, sobretudo a Internet, com seus inumeráveis sites, blogs, twitter, facebooks e outras redes sociais, põe os dados e as informações à disposição, se não de todos, de um contingente cada vez maior, o professor não pode mais se considerar uma autoridade.

Mais que transmitir informação, através de exposições monológicas à moda antiga, deve ser capaz de dialogar com os alunos, aproveitando seus respectivos repertórios e suas experiências de leitura e de vida. Cabe-lhe, sobretudo, dentro de uma nova perspectiva pedagógica, dar o salto qualitativo, orientando mais do que ensinando, e, ao mesmo tempo, sabendo transformar essas informações em conhecimento. Isto é, em conhecimento crítico. É isto o que importa. Somente assim sua atividade terá sentido. (Fonte: professor Hildeberto Barbosa)
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CORONAVÍRUS: JUAZEIRENSES E PETROLINENSES PREOCUPADOS BUSCAM MEIOS DE PRECAVER A DOENÇA EM ALTA NO MUNDO E AGORA NO BRASIL

A Covid-19, doença causada pelo novo Coronavírus, pode apresentar problemas nas vias respiratórias e intestinais. No sistema respiratório os sintomas podem agir de forma leve, moderada ou grave, sendo eles: febre, tosse e dificuldade para respirar. Para evitar o contágio pelo vírus, os cuidados se assemelham aos de outras gripes comuns. 

Por se propagar através de gotículas de saliva, espirro, tosse e catarro, que podem ser passados em um aperto de mão ou contato de superfícies contaminadas com a mucosa do ser saudável, lavar as mãos com frequência e evitar contato com as mucosas é essencial.

Com a confirmação do primeiro caso de coronavírus no país, a preocupação com a doença vinda da Ásia aumenta. No Brasil e países da América Latina reforçam medidas de controle e alertam populações.

Para se proteger, muitos juazeirense e petrolinenses têm recorrido ao uso do álcool gel e em casos de proteção mais extremos usar máscaras. Outros agora admitem que lavas as mãos com mais frequência com álcool gel.

Em todo o Brasil o preço desses equipamentos de proteção se multiplicou. O valor médio da máscara em Juazeiro e Petrolina custa cinquenta centavos. No sudeste e sul o custo das máscaras passou de uma média de R$ 2 para R$ 20 nos primeiros dias do mês. 

O empresário e dono de farmácia, Diego Andrade diz que depois que uma contraprova realizada pelo governo brasileiro confirmou o primeiro caso do novo coronavírus no Brasil e na América Latina, a reação pela procura, principalmente de álcool gel foi imediata.

O balanço provisório da epidemia do novo coronavírus é de pelo menos 2.763 mortos e cerca de 81 mil infectados, de acordo com dados divulgados por mais de 40 países e territórios.

As máscaras faciais podem não ser a melhor maneira de se proteger da transmissão da doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas sem sintomas respiratórios, como tosse, não precisam usar máscara médica.

As maneiras mais eficazes de proteger a si e aos outros contra o novo coronavírus são limpar frequentemente as mãos, cobrir a tosse com a curva do cotovelo ou tecido e manter uma distância de pelo menos um metro de pessoas tossindo ou espirrando, diz a OMS. 

Para a infectologista e virologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Nancy Bellei, a máscara cirúrgica não tem 100% de eficácia e seu uso não é recomendado no trabalho nem em ambiente externo.
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CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2020 É INSPIRADA NA SANTA DULCE

"Fraternidade e vida: Dom e Compromisso”. Inspirada em Santa Dulce dos Pobres, a Campanha da Fraternidade de 2020 traz a proposta de cuidado com a vida por meio da prática da caridade. O lançamento ocorreu na manhã desta quarta-feira (26/2), na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Durante a explicação da escolha ao tema, o secretário-geral da CNBB, Dom Joel Portella, citou situações contemporâneas que põem em risco o valor da vida. “As mortes nas ruas, nas macas de hospitais, por balas perdidas, fome, desemprego, ausência de moradia, inexistência de educação para todos, devastação dos campos e reservas indígenas, índices crescentes de suicídio”. Para ele, é necessário refletir se os casos não estariam sendo tratados com tamanha indiferença ao ponto que “estamos passando a acreditar que a morte seja a solução para muitos problemas”, questionou. 

A Campanha da Fraternidade está na 56ª edição e tem como objetivo propor a evangelização em consonância com a realidade contemporânea, resgatando necessidades vigentes de solução. Durante o ano, a igreja fomenta a participação dos fiéis e da comunidade em geral, discute o tema e propõe soluções centradas ao tema. 

As arrecadações com oferta direcionadas à campanha são enviadas ao Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), que distribui a verba entre projetos que fortaleçam as missões anuais. É o que explica o coordenador executivo de campanhas, padre Patriky Samuel Batista. "A campanha do ano passado direcionou R$ 3 milhões a 238 projetos selecionados. Com o auxílio, a ideia é que essas ações se desenvolvam e possam gerar uma nova rede de ajuda", disse. 

As ações deste ano estão centradas no compromisso de servir e ajudar aos mais necessitados com atitudes concretas, servindo-se do exemplo de vida de Santa Dulce, primeira brasileira a ser canonizada pela igreja Católica. "O importante é fazer a caridade. Sigam o testemunho de Santa Dulce e colaborem para transformar a vida de tanta gente que precisa do cuidado, carinho e amor", pediu Maria Rita Pontes, sobrinha da santa e superintendente das obras sociais fundadas pela tia, na Bahia. 

Irmã Dulce era uma freira baiana conhecida por muitos como "anjo bom da Bahia". Ainda jovem, ingressou na vida religiosa e começou a exercer um chamado de caridade, servindo a pobres e doentes. A persistência e delicadeza foram qualidades essenciais para a criação de um dos maiores e mais respeitados trabalhos filantrópicos do país: as Obras Sociais da Irmã Dulce (Osid). 

As raízes da entidade datam de 1949, quando sem ter para onde ir com 70 doentes, a religiosa pediu autorização a sua superiora para abrigar os enfermos em um galinheiro situado ao lado do Convento Santo Antônio. O episódio fez surgir a tradição de que o maior hospital da Bahia nasceu a partir de um simples galinheiro.

Santa Dulce foi canonizada em 13 de outubro de 2019 em cerimônia presidida pelo Papa Francisco, se tornando a primeira santa brasileira.  
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RETORNO DA ARARINHA AZUL AO SERTÃO DE CURAÇÁ TERÁ A PRESENÇA DO CANTOR FLÁVIO LEANDRO

O meu desejo é te ver voando/O meu desejo é te ver voltar/Minha esperança é te ver voando/Da Serra da Borracha até a Serra do Juá... O semiárido está por ti em festa/O xique-xique sorri pro mandacaru/A sua volta é cada vez mais perto/seja bem-vinda ararinha-azul”.

Os versos da canção Esperança Azul, dos cantores e compositores Fernandindo, Demis Santana e Januário Ferreira, que embalam há anos o sonho dos moradores de Curaçá, no sertão da Bahia, de ver de volta a ararinha-azul, ave exclusiva da região e extinta na natureza, ecoaram mais uma vez em meio à Caatinga.

No próximo dia 03 de março, 50 ararinhas azuis, vindos da Alemanha, desembarcarão no aeroporto de Petrolina, município pernambucano vizinho a Juazeiro, de onde seguirão para o Centro de Reprodução e Reintrodução que foi construído em Curaçá. Lá, as aves serão preparadas para a soltura no ambiente natural.

O projeto, que une esforços dos governos federal e estadual, organizações não-governamentais (ONGs) e empresas privadas e tem apoio de centros de pesquisa e criatórios no Catar, Alemanha e Bélgica, busca reintroduzir nos próximos anos a ave no seu habitat histórico, a região do Raso da Catarina, no nordeste baiano. Atualmente, existem em torno de 150 exemplares da espécie em cativeiros no Brasil e exterior. 

O cantor Flávio Leandro fará um show, às 21 horas, durante a programação festiva em homenagens as ararinhas azuis. O evento acontece no Teatro Raul Coelho.

“Não vejo a hora disso acontecer”, diz, com sotaque carregado, o vaqueiro Adonário Martins Leite, 71 anos. Adonário é um dos moradores da região que conviveram com a ararinha-azul voando livre nos céus e entre as matas secas da Caatinga. 

“Elas voavam em bando. Eram uma beleza só. Naquela época, não sabíamos o valor que elas tinham. Aos poucos, foram sumindo, por causa dos caçadores, até desaparecerem de vez. Ainda hoje guardo o seu canto na memória”, relembra o vaqueiro, pai de 13 filhos e apaixonado pela Caatinga.

Descoberta no início do século 19 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix, e exclusiva da Caatinga brasileira, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) teve sua população dizimada pela captura e tráfico de animais silvestres. O último exemplar conhecido na natureza desapareceu em outubro de 2000, e até hoje não se sabe se morreu ou foi capturado por alguém. Desde então, os poucos exemplares que restaram em coleções particulares vêm sendo usados para reproduzir a espécie em cativeiro. Quase todos no exterior. A ararinha é endêmica da Caatinga e considerada uma das espécies de aves mais ameaçadas do mundo. Em 2000, a espécie é classificada como Criticamente em Perigo (CR) possivelmente Extinta na Natureza (EW), restando apenas indivíduos em cativeiro.
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HÁ 75 ANOS, MORRIA MÁRIO DE ANDRADE, UM DOS MAIORES ESCRITORES DO PAÍS

Há 75 anos, o país perdia um de seus maiores escritores e críticos. Morria em São Paulo, no dia 25 de fevereiro de 1945, uma de nossas personalidades mais multifacetadas, que se definiu como “eu sou trezentos, trezentos e cinquenta”: o poeta, escritor, pesquisador, músico, folclorista, crítico de arte e primeiro gestor cultural do Brasil, Mário de Andrade.

“Quando eu morrer quero ficar, não contem aos meus inimigos, sepultado em minha cidade”, escrevera o poeta, que viveu, cresceu, produziu, morreu e foi sepultado em São Paulo.

Mário Raul de Morais Andrade nasceu na cidade de São Paulo em 1893, onde faleceu em 1945. Na infância estudou música, o que o levou a lecionar aulas particulares de piano. Também foi professor de história da música no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo.

Sua carreira literária teve início em 1917, com a publicação do livro Há uma Gota de Sangue em Cada Poema. Em 1922, com a publicação de Pauliceia Desvairada, ele colocou em prática seu projeto de renovação do país.

Além de sua carreira na música e na literatura, Mario de Andrade também dirigiu o Departamento de Cultura da Municipalidade Paulistana, mais tarde Secretaria Municipal da Cultura. Nesse departamento surgiu a ideia de criar uma biblioteca que servisse como depositária de toda a história cultural da cidade. Em 1960, essa biblioteca municipal paulistana, a segunda maior do país, recebeu o nome de Mário de Andrade.

Ele foi também um dos principais idealizadores do movimento modernista e da Semana de Arte Moderna, realizada em 1922. Seu livro mais conhecido é Macunaíma, mas ele escreveu também Amar, Verbo Intransitivo; Ensaios sobre a Música Brasileira e Lira Paulistana.

“Parece assombroso uma pessoa ter produzido tanto quanto o Mário de Andrade. E em várias áreas. Ele tinha tempo para ser professor de piano, receber amigos, escrever cartas o tempo todo, de produzir romances e poesias, de gerir um departamento de cultura. É um exemplo para todas as gerações”, disse Marcelo Tápia, diretor geral da Rede de Museus-Casas Literários, em entrevista à Agência Brasil.

A casa onde ele viveu boa parte da vida, na Rua Lopes Chaves, na região da Barra Funda, é hoje um museu e este ano celebra 100 anos de sua construção. Foi nesta mesma casa, que ele definia como Morada do Coração Perdido e agora chamada de Casa Mário de Andrade, que ele morreu de enfarte, aos 51 anos.

Era nesse local que recebia os amigos, artistas e intelectuais, com quem criou a Semana de Arte Moderna; e onde dava aulas de piano. Foi nessa casa também que deixou viva a sua memória. “Saí desta morada que se chama o coração perdido e de repente não existi mais”, escreveu o poeta, certa vez. Nesse lugar ele viveu de 1921, um ano após ser construída, até 1945, quando morreu.

“Esse é um espaço de memória”, contou Marcelo Tápia, falando sobre a casa-museu. “Aqui é também um espaço de resistência porque se reporta a um tempo diverso e é ligado a um personagem que ajudou a fazer a história de São Paulo em vários aspectos, não só como escritor, mas também como professor de piano, como pesquisador da cultura popular e como primeiro diretor do Departamento Municipal de Cultura, o que seria hoje uma Secretaria de Cultura, com a preocupação de preservação do patrimônio e da memória”, disse ele.

“A mãe do Mário vendeu a casa que eles tinham lá no Largo do Paissandu e comprou esse conjunto de sobrados, projeto do famoso arquiteto Oscar Americano. Ela comprou esta casa [onde hoje é a Casa Mário de Andrade) para que morasse junto com uma irmã, a tia e uma filha. A segunda casa era para um irmão do Mário e a terceira seria para o Mário, quando ele se casasse. Como nunca se casou, ele permaneceu morando com a mãe aqui [na Casa Mário de Andrade]”, disse Marcelo Tápia.

A casa guarda hoje apenas alguns objetos da época, pois boa parte do seu acervo foi levada para o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), da Universidade de São Paulo (USP). Um dos objetos que permanece no local é o piano em que dava aulas, além dos armários que projetou e mandou executar no Liceu de Artes e Ofícios. “Ele trouxe uma inovação à história do mobiliário brasileiro, com móveis feitos sob medida e com vidros para proteger os livros”, contou Tápia.

Para comemorar o centenário de construção dessa casa, o museu prepara, para meados deste ano, uma exposição da história sobre o uso da casa pela família de Mário de Andrade e, também, centro de estudos, teatro-escola, oficina cultural e, mais tarde, museu. (Fonte: Agência Brasil)

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CEARÁ: XILÓGRAFOS DA LIRA NORDESTINA FARÃO VIA SACRA EM JUAZEIRO DO NORTE

Cerca de 15 artistas de Juazeiro do Norte, Ceará, farão xilogravuras retratando as estações da Via Sacra na Rua Caminho do Horto. As xilogravuras serão reproduzidas na estrada que leva à estátua do Padre Cícero, na Colina Horto. 

A iniciativa é da Secretaria de Turismo e Romarias do Município. Boa parte do xilógrafos desenvolvem suas atividades na Lira Nordestina, equipamento cultural vinculado a Pró-reitoria de Extensão – PROEX, da Universidade Regional do Cariri – URCA,  como é o caso dos artistas: Ailton Laurindo, Antônio Dias “Juciê”, Bruno Elias, Cícero Vieira, Cícero Lourenço,  Cosmo Braz, Demontier Lourenço,  Gledyson Moura, José Lourenço e Manoel Inácio.
A ação contará ainda com trabalhos dos artistas Abrão Batista, Francorli, Jô Andrade, Hélio Feraz e o mestre Stênio Diniz.

A previsão é que todas as matrizes de xilogravuras sejam entregues até o final deste mês. Já as pinturas reproduzindo as imagens das gravuras deverão estar prontas no período da Semana Santa, onde o Horto recebe um grande número de romeiros. (Fonte: Ascom Urca)
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HASHTAG ACABA CARNAVAL E VEM SÃO JOÃO EU JÁ ESCUTO OS TEUS SINAIS VIRALIZA NAS REDES SOCIAIS

A Hashtag é um termo associado a assuntos ou discussões que se deseja indexar em redes sociais. Uma delas: Passa logo carnaval e festas juninas eu já escuto o teus sinais viralizou nas redes sociais durantes este período junino 2020.

Forrozeiros de todo o Brasil, em especial Bahia e demais estados nordestinos, além de entusiastas das festas juninas se multiplicam na expectativa das Festas Juninas 2020.

Os cantores e compositores Zelito Miranda, Del Feliz, Jorge de Altinho, Targino Gondim, Flávio Leandro, Flávio José, Joãozinho de Exu, Rennam Mendes, Marquinhos Café e Flávio Baião, entre outros já estão na expectativa de que o ano seja igual as chuvas que caíram nos primeiros meses, ou seja bom de colheita.

"A maior festa da Bahia não é o carnaval, que ocorre só em Salvador. É o São João, que acontece nos 417 municípios. São mais de três milhões de turistas que circulam nessas cidades. Pessoas da Bahia e de outros estados. São João é a maior festa popular do Nordeste", diz Flávio Baião.

O cantor e compositor Joãozinho de Exu, está otimista e passou o período junino voltado nos preparativos para a gravação um DVD no dia 16 de abril, no Parque Asa Branca, em Exu Pernambuco, terra onde nasceu Luiz Gonzaga.

"Para mim e para o Nordeste inteiro, o São João é a festa mais importante do ano. É inclusiva e envolve as famílias em todas as cidades do interior". avalia Joãozinho.

O São João é uma das maiores festas da Bahia e tem, em média, um investimento de R$ 20 milhões. A programação inclui Salvador e vários dos 417 municípios do estado. Esse investimento é feito, normalmente, pela Secretaria de Turismo da Bahia (Setur) e pela BahiaTursa, Empresa de Turismo da Bahia, além das prefeituras locais e de patrocinadores.

A  cantora Mariana Aydar que trabalha o projeto Veia Nordestina, um EP que é formado por três faixas em que Mariana mistura “o rastapé da quadrilha, o xote que chora e o forró sambeado”, São João do Carneirinho, Represa e Xilique afirma que é muito importante celebrar o forró".

"Sinto que é como se fosse uma missão. O forró pé de serra virou uma espécie de resistência. É uma cultura muito valorizada, não só no Nordeste, mas no Brasil. A gente tem que tirar essa ideia de cultura nordestina, é a cultura brasileira, que é maravilhosa, que é nossa. É nossa responsabilidade cuidar dela”, finalizou.

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GOVERNO BOLSONARO PUBLICA DECRETO DE LEI QUE EXONERA CARGOS DE CONFIANÇA. SETOR DE EXTENSÃO RURAL É O MAIS ATINGIDO

Sem alarde quase passa despercebido o Decreto de Lei publicado no Diário Oficial da União, no último dia 20 de fevereiro, pelo presidente Bolsonaro que traduz o exoneração das funções de Confiança do Instituto Nacional de Colonização Agrária. "Os ocupantes dos cargos de confiança em comissão e funções de confiança deixam de existir na Estrutura Regimental do Incra", diz o texto.

Diversos especialistas têm apontado os retrocessos na área agrária e rural. De um lado com cortes para políticas que fomentam a agricultura familiar, por exemplo, e de outro com o crescimento do poder e do alcance da bancada ruralista dentro do governo.

Neste decreto o Governo Federal faz um desmonte da atual estrutura do Corpo Técnico para atuação na área de extensão rural e outras funções.

Setores do agronegócio defendem a extinção do Incra (Instituto de Colonização e Reforma Agrária) como forma de contribuir para reduzir os custos de produção da atividade agrícola e economizar recursos públicos.

Lideranças da Andaterra (Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra), por exemplo, entendem que o Incra não tem mais razão de existir, principalmente num momento de ajuste fiscal, que requer contenção de recursos públicos. “O Incra não serve para ser mais nada. Precisamos extingui-lo e vender toda a estrutura que ele tem nas capitais do país”, diz o diretor jurídico da Andaterra, o advogado Jeferson Rocha.

“Vamos fazer dinheiro com a venda dessa estrutura paquidérmica do Incra e economizar recursos públicos. Se o Incra for extinto, eliminares, por exemplo, uma contribuição chamada Incra, que é de 0,2% sobre a folha de salários”, reforçou Jeferson Rocha, acrescentando que a entidade apoia a agenda liberal do governo Bolsonaro, que prevê o enxugamento da máquina estatal.

O Incra tem como atribuição prioritária executar a reforma agrária e realizar o ordenamento fundiário nacional. Presidido pelo general do Exército João Carlos Jesus Corrêa, o órgão é subordinado à Secretaria de Assuntos Fundiários, do Mapa, comandada pelo secretário especial Luiz Antônio Nabhan Garcia, presidente licenciado da União Democrática Ruralista (UDR). O Incra foi criado em 1970, durante o governo militar.

Na opinião de Jeferson Rocha, atualmente nem o próprio nome justifica mais a existência do Incra. “Como pensar em colonização quando quase todas fronteiras agrícolas do país estão ocupadas. E reformar o quê? O agronegócio não precisa de conserto, porque não se reforma o que está dando certo. Não há mais lógica em se falar em colonização e reforma agrária, em pleno 2020, nem em manter o Incra.”
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SECRETARIA DE TURISMO DE SALVADOR REALIZA PESQUISA PARA IDENTIFICAR ÀS NECESSIDADES DO CONSUMIDOR

Conhecer o perfil dos visitantes para oferecer serviços cada vez melhores e adaptados às necessidades dos consumidores que escolhem a Bahia como destino para viajar, bem como mensurar o desempenho da atividade turística. Esta é a proposta da pesquisa de caracterização e dimensionamento do turismo receptivo, realizada em Salvador pela Secretaria de Turismo da Bahia durante o Carnaval.

Deste sábado (22) até a próxima quinta-feira (27), 1.260 questionários devem ser aplicados junto a visitantes brasileiros e estrangeiros. Com o estudo, que envolve 33 profissionais, será possível obter informações sobre hábitos de consumo, tempo de permanência, origem dos turistas, gasto médio e tipo de meio de hospedagem utilizado e avaliações de equipamentos, serviços e atrativos turísticos, entre outras informações.

Os pesquisadores estão presentes nos portões de entrada e saída da capital baiana - aeroporto, rodoviária, porto e terminal de São Joaquim (ferry-boat) -, além dos três circuitos oficiais da festa: Dodô (Barra/Ondina), Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Pelourinho).

“Os resultados serão divulgados no Observatório do Turismo (www.observatorio.turismo.ba.gov.br) e poderão ser utilizados tanto pelo Governo do Estado, na implementação de ações estratégicas voltadas para o fomento da atividade turística, quanto pela iniciativa privada, para oferecer serviços que atendam às reais expectativas dos visitantes”, explica a diretora de Planejamento Turístico, Giulliana Brito.

Desempenho da hotelaria - O desempenho dos meios de hospedagem da capital e de municípios do entorno neste período também está sendo monitorado por parte da equipe, que trabalha na sede da Setur.

“O objetivo é calcular a taxa média de ocupação do período e o valor da diária média, contribuindo ainda para o dimensionamento do fluxo turístico e receita turística do Carnaval de Salvador”, complementa Giulliana.

Ao menos 123 meios de hospedagem, sendo 80 em Salvador e 43 em Lauro de Freitas, Camaçari, Mata de São João, Candeias e Simões Filho serão consultados até o fim da pesquisa, considerando que as cidades vizinhas também hospedam visitantes que curtem a festa na capital baiana.
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ABERTURA DA QUARESMA E LANÇAMENTO DA CAMPANHA FRATERNIDADE 2020 ACONTECE NESTA QUARTA 26

A Diocese de Juazeiro realizará uma Coletiva de Imprensa para abertura da Quaresma e Campanha da Fraternidade 2020. O evento acontecerá na Quarta-feira de Cinzas, dia 26 de fevereiro, às 9h, no Auditório Papa Francisco, na Catedral Santuário N. Sra. das Grotas.

A coletiva contará com a presença do Bispo da Diocese de Juazeiro, Dom Beto Breis, que falará sobre o tema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Fraternidade e Vida: dom e compromisso – ‘Viu, sentiu compaixão e cuidou dele’ (Lc 10,33-34)”. Também estarão presentes representantes de pastorais sociais e organismos da Diocese dedicados à defesa e promoção da vida em nossa região.

Mais de 11,7 mil crianças e adolescentes foram vítimas de homicídio em 2017. Em 2016, houve no país 11.433 mortes por suicídio, uma média de 31 casos por dia. Nos 6 primeiros meses de 2018, os acidentes de trânsito provocaram mil mortes e 20 mil casos de invalidez permanente no país.
Em 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE), o Brasil era 9º país mais desigual do planeta em distribuição de renda.”

Este cenário, que demonstra que a vida está sendo ameaçada de várias formas e em muitas frentes, motivou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a dedicar a Campanha da Fraternidade 2020 ao cuidado com a vida expresso no tema: “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”.

Neste sentido, nesta Quarta-feira de Cinzas, às 10h, a CNBB realiza, em sua sede em Brasília (DF), a Cerimônia de Lançamento da Campanha da Fraternidade 2020 para lançar esta campanha cujo lema bíblico, extraído de Lucas 10, 33-34, é: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”.

Esta Campanha, que será realizada em todas as comunidades, paróquias, dioceses, escolas, universidades, grupos, congregações e espaços católicos do Brasil, pretende “conscientizar, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como Dom e Compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta, nossa Casa Comum”.

Realizada durante a Quaresma, tempo litúrgico em que a Igreja faz um convite mais intenso ao coração dos cristãos à conversão a Cristo e a Deus, a Campanha da Fraternidade no Brasil tem o sentido de auxiliar na busca da transformação e santificação por meio de uma realidade que se apresenta para ser refletida, meditada e rezada.

Os exemplos do Papa Francisco que conclamou a Igreja, logo no início de seu pontificado, a vencer a “globalização da indiferença” e de Santa Dulce dos Pobres, canonizada pelo Santo Padre em outubro de 2019, serão apresentados como sinais da presença samaritana na realidade brasileira.

A Campanha, por meio de suas peças de estudo, reflexão, divulgação e mobilização (vídeos, texto-base, subsídios e textos pastorais voltados para grupos de jovens, catequese, site e atuação em diferentes plataformas das redes sociais, aplicativo para celular, cartazes, camisetas, entre outros), vai estimular ações nas famílias, nas comunidades e na sociedade brasileira.
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UM CARLITOS, DOIS CARLITOS *Carlos Laerte

Há 106 anos o ator, diretor, produtor, roteirista, montador, compositor, diretor de fotografia e regente de orquestra, Charles Chaplin, criou um andarilho pobre, cheio de manias e dono de um bigodinho que marcou a história do cinema.  Chapéu-coco, bengala, calças largas, casaco apertado, sapatos rotos e enormes, Carlitos era um doce vagabundo, um cavalheiro solitário, poeta e sonhador que fazia dos próprios passos dança contra o poder e a tirania. 

Da sua primeira aparição, no filme 'Corrida de Automóveis para Meninos', de apenas 11 minutos, lançado no dia 7 de fevereiro de 1914, até os dias de hoje, este personagem encantou o mundo sem dizer uma só palavra. O eco das suas composições e os gestos mínimos e mágicos foram dando asas à imaginação e povoando as brincadeiras de criança e de muita gente adulta também, principalmente em tempos de Carnaval, quando os papeis sociais são invertidos, a hipocrisia escancarada e o poder questionado.

Já passava dos 20 e poucos anos quando o comerciante aposentado Eribaldo Bezerra saiu pela primeira vez na década de 1960, animando bailes e sacudindo às ruas de Petrolina. Vestido de palhaço e arrastando foliões por onde passava, este pedaço histórico e pulsante do Carnaval pernambucano era a própria caracterização dos festejos pagãos, que antes serviam para celebrar grandes colheitas e louvar divindades.

A brincadeira começou bem antes, em Caruaru, sua terra natal, quando depois de pular com um penico furado na cabeça "dizendo que era quepe de polícia" o ainda adolescente folião pegou um paletó emprestado, uma vara de bambu e misturando óleo com carvão incorporou pela primeira vez o Carlitos.

Com muito frevo no pé e disposição para o 'Tríduo Momesco', Eribaldo inventou blocos, foi passista, mascarado e casado com Maria das Mêrces, viveu um Carlitos por demais apaixonado. Qual o personagem original, que com dois garfos espeta dois pãezinhos e os transforma em pés dançarinos, o nosso Carlitos do sertão encanta à 'Terra dos Impossíveis' dançando por dançar, brincando por brincar como se a 21 de Setembro fosse o coreto ali na frente e o Iate Clube não passasse da 1º de Maio, ali de Trás da Banca. Agora, quando a cidade o homenageia, neste Carnaval 2020, Eribaldo com o fôlego renovado veste de novo a indumentária e em nome do passo, da batucada, do corso e da alegoria, abre as comportas para as colombinas, pierrôs e arlequins, purpurinas e Piratas Reis do Samba. E, antes das restrições impostas pela quaresma, a criança que há em nós agradece.

 *Carlos Laerte é poeta, jornalista e diretor da Clas Comunicação e Marketing

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JUAZEIRO: COMÉRCIO TEM MOVIMENTO FRACO E BANCOS SÓ VOLTAM A FUNCIONAR QUARTA 26

Vitrines trazem promoções, lojas colocam artigos e roupas bem à frente para atrair os consumidores, mas o movimento nos estabelecimentos comerciais é considerado muito franco. "A gente sempre sabe que isto do comércio ter expectativa de vendas  durante o carnaval é quase impossível. O movimento quase não existe em Juazeiro neste Período", diz o vendedor José de Assis.

Juazeiro não tem festejos no carnaval oficial (em Juazeiro o Carnaval e antecipado) e muitas pessoas viajam, não há um aumento significativo no movimento no comércio neste período do ano. 

Um dos motivos para o fraco movimento do comércio de acordo com o vendedor é que não existe um plano para chamar os clientes e só ter as porta abertas, não representa a solução. É carnaval e as medidas para o comércio funcionar não têm surtido muito efeito e precisa que os orgãos responsáveis repensem uma medida que possa trazer clientes para o comércio", finalizou José.

Os bancos vão ficar fechados nesta segunda e terça-feira de carnaval. Na Quarta-feira de Cinzas (26/02) o início do expediente será às 12h, no horário local, com encerramento em horário normal de fechamento das agências, segundo informações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Nas localidades em que as agências fecham normalmente antes das 15h, o início do atendimento ao público será antecipado, de modo a garantir o mínimo de 3 horas de funcionamento.

A Febraban orienta os clientes a utilizarem os canais digitais, como sites e aplicativo dos bancos, para a realização de transferências e pagamento de contas nos dias em que não houver expediente bancário nas agências.

As contas de consumo (água, energia, telefone etc.) e carnês com vencimento em 24 ou 25 de fevereiro poderão ser pagos, sem acréscimo, na quarta-feira (26). Normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, a sugestão da Febraban é antecipar o pagamento ou, no caso dos títulos que têm código de barras, agendar o pagamento nos caixas eletrônicos, internet banking e pelo atendimento telefônico dos bancos.


Os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado).
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FILIADO AO PV, CANTOR E SANFONEIRO TARGINO GONDIM NÃO DESCARTA DISPUTA PELA PREFEITURA DE JUAZEIRO

Presente no camarote Expresso 2222, o cantor, compositor e sanfoneiro Targino Gondim afirmou que “não é descartado” a possibilidade de concorrer a prefeitura de Juazeiro, cidade onde atualmente vive. Filiado ao PV, o músico chegou a ser candidato a deputado federal e justifica o seu desejo de entrar na política. 

“Fui candidato a deputado federal, tive uma votação bacana. Tive pouco tempo de trabalho, porque resolvi em cima da hora, por desejo de tentar mudar algumas coisas que eu vejo acontecer perto da gente”, declarou. 
Segundo Gondim, além de cogitarem o seu nome como candidato a prefeito de Juazeiro, especulam a possibilidade que ele saia como vice-prefeito na chapa junto com Anselmo Bispo. Ele, no entanto, reafirma seu desejo de “mudar a história de Juazeiro e mudar a vida de algumas pessoas como deputado federal”. 

Fora da política, Targino prevê mais uma edição do Festival Internacional da Sanfona para o final do ano. Antes disso, porém, ele vem preparando outros dois festivais, sendo um deles logo após o Carnaval.

“Na Semana Santa tenho o Festival de Forró de Itacaré. Vou levar Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Rural Elétrica, em três dias de festa da Semana Santa sob meu comando. No mês de outubro, comemorando o meu aniversário, é o Festival de Forró da Chapada, em Mucugê, dias 9, 10 e 11 de outubro”, adiantou. Informações do Bahia Notícias.

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TRINADO DO TROVÃO DE DOMINGUINHOS RESSOA PELA PRIMEIRA VEZ EM FORMATO CD

'Trinado do trovão' de Dominguinhos ressoa pela primeira vez em CD.

Em 1993, o LP já era mídia em progressivo desuso na indústria fonográfica brasileira. Surgido nos anos 1980, o CD começou a dominar o mercado nacional do disco de forma irreversível ao longo da primeira metade da década de 1990 até ser progressivamente destronado no século XXI pela revolução digital iniciada com a invenção do MP3.

Contudo, naquele ano de 1993, ainda havia álbuns lançados somente no formato de LP, sobretudo de artistas populares que faziam discos por pequenas gravadoras nacionais. Como Dominguinhos (12 de fevereiro de 1941 – 23 de julho de 2013), por exemplo.

Isso explica o fato de o álbum O trinado do trovão, lançado pelo artista pernambucano em 1993 pela RGE, somente estar sendo editado pela primeira vez em CD através do selo Discobertas.

Produzido pelo próprio compositor e sanfoneiro, o álbum O trinado do trovão tem arranjos de Heraldo do Monte e repertório predominantemente autoral que inclui parcerias de Dominguinhos com Climério Oliveira (Arrasta pé), Fausto Nilo (A semana), Guadalupe (Não quero saber de crise), Manduka (a música-título O trinado do trovão) e Nando Cordel (É aí que pega fogo e Minha vida é te amar). (Fonte: Mauro Ferreira-jornalista)
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DIOCESE DE JUAZEIRO REALIZARÁ ABERTURA DA QUARESMA E CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2020

A Diocese de Juazeiro realizará uma Coletiva de Imprensa para abertura da Quaresma e Campanha da Fraternidade 2020. O evento acontecerá na Quarta-feira de Cinzas, dia 26 de fevereiro, às 9h, no Auditório Papa Francisco, na Catedral Santuário N. Sra. das Grotas.

A coletiva contará com a presença do Bispo da Diocese de Juazeiro, Dom Beto Breis, que falará sobre o tema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Fraternidade e Vida: dom e compromisso – ‘Viu, sentiu compaixão e cuidou dele’ (Lc 10,33-34)”. Também estarão presentes representantes de pastorais sociais e organismos da Diocese dedicados à defesa e promoção da vida em nossa região.

A Quaresma é um período de 40 dias onde os católicos buscam com mais empenho a conversão, assim se preparando para a Páscoa, considerada a maior festa do cristianismo, quando se lembra a vitória de Jesus sobre a morte. Dentro da Quaresma, a Igreja no Brasil realiza desde a década de 1960 a Campanha da Fraternidade, onde coloca um tema social, motivando os cristãos e toda a sociedade a refletir sobre nossa responsabilidade em fazer um mundo diferente.

Neste ano o tema da Campanha é "Fraternidade e Vida: dom e Compromisso". O lema é retirado da Parábola do Bom Samaritano: "Viu, sentiu compaixão e cuidou dele" (Lc 10,33-34). O objetivo neste ano é refletir sobre a importância do cuidado com a vida humana e o combate a tudo aquilo que a ameaça: violência, suicídio, drogas, desigualdade social, desestruturação familiar, corrupção, precarização da saúde pública, etc.

O tema foi escolhido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), órgão que reúne todos os bispos católicos do Brasil. Segundo a entidade, a intenção em promover a campanha no tempo da Quaresma é mostrar que a conversão (palavra que significa mudança de vida, uma maior busca pelo amor a Deus e ao próximo) também deve incidir sobre nossa vida social, promovendo uma mudança da sociedade, em vista do bem comum. (Fonte: Pascom)
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CARNAVAL ELEVA TOM DE CRÍTICA À POLÍTICA

As chuvas em Belo Horizonte, a polêmica declaração sobre as empregadas domésticas do ministro da Economia, Paulo Guedes, e até a nova secretária de Cultura, Regina Duarte, deram um novo tom para as fantasias do carnaval de Belo Horizonte. O carnaval de Belo Horizonte tem sua história marcada por atos políticos. 

Seu ressurgimento, em 2009, veio depois da ocupação da Praça da Estação em protesto contra o então prefeito Márcio Lacerda, e, desde então, a festa chega sempre com crítica à política. Entre a tentativa de manter a sua essência e a chegada de uma multidão, muitos foliões optam por especificar suas lutas.

As fantasias politizadas são a forma mais procurada. Entre elas, as máscaras com o rosto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), do ministro da Justiça, Sergio Moro, e da primeira-dama Michelle Bolsonaro estão entre as mais vendidas nas bancas e lojas. Segundo o comerciante Ricardo Menezes, que vende esse tipo de acessório em sua banca, “as máscaras demoraram para sair, mas agora mais perto do carnaval já vendemos quase tudo. As pessoas compram porque acham engraçado, para fazer graça”. “Eu acho que política tem muito a ver com carnaval, a gente manifesta um desejo de liberdade nessa época, extravasa, podendo manifestar e dizer as coisas que a gente pensa”, acrescenta.

De acordo com o professor de antropologia da PUC Minas José Márcio Pinto, o carnaval anda junto com a política. “O carnaval é um acontecimento singular, na medida em que integra festa, crítica e protesto social. É essa articulação criativa e massiva do prazer com o protesto que faz do carnaval um evento único no Brasil. As fantasias, as marchinhas e a própria ocupação do espaço urbano são as formas de realizar essa junção. As fantasias de protestos e críticas são, na maioria das vezes, relacionadas a eventos e personagens do mundo da política, dada a característica da cultura do Brasil, onde os cidadãos compartilham pouca ou nenhuma confiabilidade em seus próprios representantes”, diz.

Em 2013, por exemplo, a onda das fantasias era a então presidente Dilma Rousseff. Caracterizados de todas as formas, as pessoas usavam a imagem  para criticar o governo petista. Anos depois, em 2018, o “vampiro” Temer era o mais cotado nas lojas de fantasia e adereços. No ano de 2019, a cor favorita dos foliões era o laranja, isso depois que o escândalo do PSL tomou conta das manchetes dos jornais.

“Esses tipos de fantasias são espécies de crônicas lúdicas de acontecimentos paradigmáticos da cena política nacional. A cada carnaval, alguns acontecimentos e personagens parecem ser eleitos como focos das críticas. Há também o papel da mídia, no sentido de plantar no imaginário social temas mais recorrentes”, explica o professor.

José Márcio enfatiza que “o carnaval não pode ser pensado como um momento de alienação do cidadão”. O professor explica que a época festiva é uma forma “muito criativa e eficaz de se expressar com liberdade, sem censura, aquilo que se pensa”.

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MESTRE J.BORGES ASSINA A CAMISA OFICIAL DO GALO DA MADRUGADA NO 43 DESFILE XILOGRAVURAS NO CORDEL DO FREVO

O Galo da Madrugada este ano completa o 43º desfile. A camisa oficial do 2020 do Clube de Máscaras é assinada pela figura maior da Xilogravura pernambucana, com trabalho reconhecido internacionalmente. Para o projeto, o Mestre Artesão J. Borges, natural de Bezerros, uniu em uma mesma ilustração elementos da natureza, como pássaros, mandacarus e o próprio céu estrelado do Sertão, e os foliões que desfilam no carnaval. 

O destaque da camisa é o altivo e colorido Galo da Madrugada reinando absoluto na folia. A arte é fruto do entalhe na madeira que caracteriza o trabalho de J. Borges e vem reforçar a identidade visual do desfile.

Neste ano, o Galo da Madrugada também vai homenagear outros nomes e manifestações da cultura popular do Estado, com um projeto inédito de curadoria artística do desfile coordenado pela jornalista Luciana Nunes, à frente do SinsPire. O Galo vai condecorar com o selo “Gigante Guardião da Cultura” o Mestre Galo Preto, embolador e Patrimônio Vivo de Pernambuco; as indígenas Carmem Fulni-ô, Jaqueline Xukuru e Cléo Pankararu, representando a ancestralidade cultural do Estado; Mestre Dila de Caruaru, poeta e xilogravurista; e a dupla Caju e Castanha, emboladores reconhecidos internacionalmente. No sábado do desfile, os Guardiões da Cultura virão em destaque nos carros alegóricos. 

Para Rômulo Meneses, presidente do Galo da Madrugada, o desfile vai reforçar um processo  de valorização da cultura de Pernambuco, que a cada ano ganha mais importância na concepção do desfile. “Estamos cada vez mais empenhados em promover uma reflexão sobre a importância da cultura e do folclore para a sociedade. A cada ano, levamos um carnaval alegre e colorido às ruas, repleto de manifestações que retratam nossas raízes, tradições e costumes. Tudo isso em um desfile que diverte e ao mesmo tempo envolve o público em temas relevantes”, explica.
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O QUE ESTAMOS FAZENDO JUNTOS PELA CURA DO PLANETA É TEMA DO 29º ENCONTRO DA NOVA CONSCIÊNCIA

Há 29 anos, no período do carnaval, a cidade de Campina Grande, Paraíba, vive momentos inesquecíveis de diálogo sobre diversidade religiosa, cultura de paz, preservação do meio ambiente e respeito a todas as diferenças, promovidos pelo Encontro da Nova Consciência, que neste ano, traz como tema principal o questionamento: “O que estamos fazendo juntos pela cura do planeta?”. 

O evento é gratuito e acontece no SESC Centro, no período de 21 a 25 de fevereiro. A programação conta com shows, palestras e mesas redondas.

O evento é gratuito. Entre os destaques dos shows durante o encontro estão Elkin Robinson, Cabruêra e Candeeiro Natural. A programação inclui também discussões que reúnem religiosos, filósofos e artistas para refletir sobre a vida em sociedade. Um dos palestrantes convidados para a edição 2020 do encontro é o psicólogo Rossandro Klinjey.

A abertura foi com uma palestra com tema "O que estamos fazendo pela cura do planeta?". Farão shows os artistas Elkin Robinson (Colômbia), Coqueiro Alto e Radiola Jamaicana, a partir das 22h, na praça do Viaduto Elpídio de Almeida.

Diante da grande onda de opressão e de retrocessos que o Brasil e o mundo vêm enfrentando e que acabam afetando questões socioambientais, políticas econômicas e culturais, os organizadores do evento perceberam a urgência de trazer como pauta central o alerta sobre a destruição do planeta.

Durante os cinco dias do 29º Encontro da Nova Consciência, representantes de diferentes lugares do Brasil e tradições religiosas, filósofos, pesquisadores e artistas participarão de palestras e mesas-redondas debatendo sobre questões pertinentes que perpassam o tema central do evento. O evento conta ainda com feira esotérica e atendimentos de oráculos, terapias alternativas e previsões.
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LEI DE IMPORTUNAÇÃO SEXUAL É ALIADA CONTRA ASSÉDIO NO CARNAVAL

Roubar um beijo, tapas na bunda ou se esfregar no corpo de outra pessoa são atos que podem ser enquadrados na lei de importunação sexual. O que antes era penalizado apenas com o pagamento de multa passou a ser punido com um a cinco anos de prisão, isso se o ato não constituir crime mais grave, o que pode aumentar a pena.

Em vigor há dois anos, a legislação visa proteger mulheres e homens contra assédios em espaços públicos, inclusive em eventos de grande participação popular como o Carnaval.

Apesar de a lei ter entrado em vigor no final setembro de 2018, o crime de importunação sexual só foi implementado no Sistema Infopol em maio do ano passado, por meio de portaria da SDS. De acordo com dados da Secretaria de Defesa Social (SDS), de junho a dezembro foram registrados 271 casos deste tipo de crime. Os meses com mais notificações foram outubro e agosto, com 49 e 44 casos, respectivamente.

Mulheres e demais grupos vulneráveis terão atendimento prioritário na Central de Plantões de Olinda, localizada na Casa dos Conselhos Municipais de Educação (Avenida Sigismundo Gonçalves, 234, Varadouro) e na Delegacia da Avenida Rio Branco, no Recife Antigo. Esses dois pontos terão atendimento especializado para casos de importunação sexual. Ao mesmo tempo, a Delegacia da Mulher de Santo Amaro estará funcionando 24 horas.

Haverá ainda reforço em 24 delegacias de plantão no Recife e na RMR, em 20 delegacias de plantão no Agreste e Zona da Mata e outras 20 do Sertão. No entanto, as mulheres também podem procurar as Delegacias Móveis da PCPE estarão presentes nos maiores eventos do Carnaval 2020. O serviço estará disponível na Cidade Alta de Olinda, no Galo da Madrugada, Papangu de Bezerros, Encontro de Maracatus de Nazaré da Mata, Pátio de São Pedro, Rua da Aurora e Praça do Diário.

O Grupo Curumim soma-se a essa iniciativa e coloca à disposição a linha direta VERA, que repassa informações e orientações sobre violência sexual e aborto legal com embasamento técnico, científico e jurídico através do WhatsApp (81) 98580-7506. O serviço é importante, pois o medo de sofrer preconceito, a falta de informação sobre os serviços de saúde e as dificuldades de acesso fazem com que muitas vítimas não procurem assistência imediata.

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DIA INTERNACIONAL DA VIDA SELVAGEM É COMEMORADO EM CURAÇÁ, BAHIA COM O RETORNO DAS ARARINHAS AZUIS

O início da jornada que trará as ararinhas-azuis de volta ao coração da Caatinga já tem data para acontecer. No dia 3 de março (terça-feira), cinquenta aves vindas da Alemanha desembarcarão no Aeroporto de Petrolina / Senador Nilo Coelho (PE) e seguirão para a cidade de Curaçá (BA), onde um centro de reprodução foi construído para que as aves sejam soltas na natureza.

A data, 3 de março, foi escolhida por ser o Dia Internacional da Vida Selvagem, cujo objetivo é celebrar a fauna e a flora do planeta, assim como alertar para os perigos do tráfico de espécies animais selvagens no mundo. As ararinhas-azuis são consideradas extintas na natureza desde o ano 2000, devido às ações de caçadores e traficantes de animais.

Ainda no aeroporto, uma coletiva de imprensa será realizada com a presença do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; o presidente do ICMBio, Homero Cerqueira; e o presidente da instituição alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), Martin Guth. Os jornalistas que quiserem participar da coletiva de imprensa deverão realizar o credenciamento enviando um e-mail para a Divisão de Comunicação Social do ICMBio (ver serviço).

Descoberta no início do século 19 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), espécie exclusiva da Caatinga brasileira, teve sua população dizimada pela ação do homem. O último exemplar conhecido na natureza desapareceu em outubro de 2000.

Desde então, os poucos exemplares que restaram em coleções particulares vêm sendo usados para reproduzir a espécie em cativeiro, quase todos no exterior. A ararinha é considerada uma das espécies de aves mais ameaçadas do mundo. Em 2000, foi classificada como Criticamente em Perigo (CR) possivelmente Extinta na Natureza (EW), restando apenas indivíduos em cativeiro.

Rara, a espécie vivia originalmente numa pequena região do interior de Juazeiro e Curaçá, no norte da Bahia, onde o Governo Federal criou, em junho de 2018, duas unidades de conservação: o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul (com 29,2 mil hectares) e a Área de Proteção Ambiental da Ararinha-Azul (com 90,6 mil hectares), destinadas à reintrodução e proteção da espécie, e conservação do bioma da caatinga.

A construção do Centro e o projeto de reintrodução são custeados pela ONG ACTP. A primeira soltura está prevista para 2021. Ao longo deste período os animais passarão por processo de adaptação e treinamento para viverem em vida livre. Além disto, serão realizados testes de soltura com um papagaio conhecido como Maracanã.

Serviço: Coletiva de Imprensa – Repatriação das Ararinhas-Azuis. Local: Doca 1 - Terminal de cargas do Aeroporto de Petrolina / Senador Nilo Coelho (PE). Horário: 13h. Credenciamento: comunicacao@icmbio.gov.br
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IRMÃS NORDESTINAS E A TRAJETÓRIA DA SANFONA BRANCA UM PRESENTE DO REI DO BAIÃO, LUIZ GONZAGA

Maria de Lourdes Batista e Socorro. As duas já partiram para o "sertão da eternidade. Há 7 anos realizamos uma reportagem com as duas irmãs. Maria de Lourdes teve o privilégio de ganhar uma sanfona branca de Luiz Gonzaga.

As Irmãs Nordestinas conheceram Luiz Gonzaga, Rei do Baião e este ao contemplar a desenvoltura de uma interpretação de um choro sentenciou: "Vou presentear vocês com uma sanfona branca". 

Em 2013 elas contaram que não foi executado um choro fácil. "Escolhi uma música difícil e Luiz Gonzaga logo disse que menina para fazer a sanfona falar, tocar. Tudo isto numa sanfona de 80 baixos". Choro é um gênero musical e geralmente exige do músico muito domínio de seu instrumento e uma apurada percepção de códigos e senhas que se encaixam em improvisos.

A palavra do Rei foi cumprida em 1984 quando Maria de Lourdes esteve em Exu e ganhou das mãos de Luiz Gonzaga, a sanfona branca. "E ainda ganhei um disco autografado", revela a sanfoneira "Lourdinha" como era conhecida em
Petrolina.

Numa entrevista concedida em Caruaru, Pernambuco, Luiz Gonzaga citou As Irmas Nordestinas e a história de ter presenteado "mais de trezentas pessoas com sanfona quando via na trajetória talento". O áudio desta entrevista foi exibido pelo jornalista Ney Vital no Programa Forró do Povo, do hoje saudoso radialista Carlos Augusto.

Na oportunidade As Irmãs Nordestinas ficaram emocionadas e surpresas. "Emocionadas estamos pois isto mostra a riqueza e valor desta sanfona branca e da história da música e generosidade de um rei, cujo reinado é o baião", disse na época Lourdinha. 

As Irmãs Nordestinas nasceram em São José do Egito, Pernambuco.  Não foi por acaso que Luiz Gonzaga viu logo  a agilidade e habilidade, talento e ousadia ao puxar a sanfona de 80 baixos, pois Lourdinha é filha do que era considerado o melhor sanfoneiro de São José de Egito, Pedro Bentinho, homenageado com Medalha de Honra ao Mério-Centenário de São José do Egito.

Com a morte das Irmãs Nordestinas, a sanfona branca foi doada ao Museu do Sertão de Petrolina.  Encontra-se no Museu sem um registro da história que é valiosa e necessária para as futuras gerações. 
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