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Aderaldo Luciano comenta o III Encontro Sergipano de Escritores

O 3º Encontro Sergipano de Escritores, acontecido no sábado, dia 25, em Aracaju, Sergipe, na Sociedade Semear, foi a confirmação e consolidação do movimento literário no estado nordestino. Várias academias de letras presentes: Academia Gloriense, Academia Largartense, Academia Itabaianense, Academia Dorense. Sergipe está de parabéns, no caminho certo. Autores jovens, o mais novo com 13 anos, e outros mais tarimbados, os acima de 80, estiveram presentes, discutindo os rumos da literatura e as ações de intervenção social dos escritores. Muito feliz de ter encontrado pessoas cujo compromisso é com a letra. Não com as notas pintadas.

Fonte: Facebook-Aderaldo Luciano


A esperança vence o medo e o ódio




Eleições 2014: Dilma é eleita presidente do Brasil

Com 97,62% das urnas apuradas, a atual presidenta da República, Dilma Rousseff (PT), tem 51,38% dos votos válidos e está matematicamente reeleita para o cargo. O candidato Aécio Neves (PSDB) tem 48,62% dos votos válidos até o momento.

Mineira de Belo Horizonte, Dilma Rousseff, tem 66 anos, é economista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem uma filha e um neto. Foi reeleita hoje (26), junto com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), com o apoio da coligação formada por PT, PMDB, PDT, PCdoB, PR, PP, PRB, PROS e PSD. No primeiro turno, Dilma ficou em primeiro lugar, com 43.267.668 votos (41,59% dos votos válidos).

Filha de um imigrante búlgaro e de uma professora do interior do Rio de Janeiro, Dilma viveu em Belo Horizonte, capital mineira, até 1970, onde integrou organizações de esquerda, como o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Foi presa em 1970 pela ditadura militar e passou quase três anos no Presídio Tiradentes, na capital paulista, onde foi torturada.

Em 1973, mudou-se para Porto Alegre, onde construiu sua carreira política. Na capital gaúcha, Dilma dedicou-se à campanha pela anistia, no fim do regime militar, e ajudou a fundar o PDT no estado. Em 1986, assumiu seu primeiro cargo político, o comando da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre, convidada pelo então prefeito Alceu Collares.

Com a redemocratização, Dilma participou da campanha de Leonel Brizola à Presidência da República em 1989. No segundo turno, apoiou o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 1993, Dilma assumiu a Secretaria de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul, cargo que ocupou nos governos de Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT).

Em 2000, Dilma filiou-se ao PT e, em 2002, foi convidada a compor a equipe de transição entre os governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Quando Lula assumiu, em janeiro de 2003, Dilma foi nomeada ministra de Minas e Energia, onde comandou a reformulação do marco regulatório do setor. Em 2005, ainda no primeiro governo Lula, Dilma assumiu a chefia da Casa Civil, responsável até então por projetos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida.

Dilma deixou a Casa Civil em abril de 2010 e, em junho do mesmo ano, teve sua candidatura à Presidência da República oficializada. Venceu sua primeira eleição no segundo turno, contra o candidato do PSDB, José Serra, com mais de 56 milhões de votos.

Em um governo de continuidade, Dilma manteve e ampliou programas sociais da gestão Lula e implantou iniciativas que levaram à redução da pobreza, da fome e da desigualdade. Criou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e ampliou programas de empreendedorismo. Também implantou um programa de concessões para obras de infraestrutura e logística, muitas ligadas à realização da Copa do Mundo. Em um governo marcado por episódios de corrupção, Dilma chegou a demitir seis ministros em dez meses, em 2011. A presidenta reeleita também enfrentou problemas com a economia, com queda no ritmo do crescimento do país e avanço da inflação.


Raymundo Mello: Não era para tomar nota

Aracaju do século XX (década 1940-1950) era uma cidade pequena, alegre, servida por razoável tráfego de bondes elétricos que atendia à população estimada em 80.000 habitantes, distribuída em cerca de 8 bairros interligados por ruas bem colocadas como um tabuleiro de xadrez. Habitada por ricos e pobres como as demais cidades brasileiras da época, vivendo os anos de guerra (até 1945) e do pós-guerra que trouxe um alívio geral para todos, inclusive porque o país saía de um período ditatorial para a implantação do regime democrático. Os ventos da liberdade de pensar e agir davam aos jovens e aos mais idosos a esperança de um futuro melhor, alimentado pelos filmes de Hollywood e os noticiários radiofônicos. Enfim, vivia-se bem, na medida do possível.

A cidade tinha um sistema de abastecimento centrado no mercado público ao lado da estação ferroviária e, na zona oeste da cidade, a feira do Aribé, hoje bairro Siqueira Campos. Fora desses pontos principais, contava a população com grande número de quitandas, mercadores de rua com tabuleiros de frutas, verduras, mariscos, doces, pães, etc... e bodegas – centenas delas, pequenos armazéns de secos e molhados, quase uma em cada esquina.

 Essas bodegas atendiam aos consumidores com seu tradicional sistema de vendas à vista ou fiado, como se dizia, mediante anotação em uma caderneta cedida aos clientes de confiança. Encerrado o mês, somavam-se os valores referentes a cada produto adquirido e o comprador liquidava o débito, totalmente ou em parte, conforme acerto. Era a semente dos cartões de crédito, hoje tão comuns entre supermercados e seus clientes. As bodegas “quebravam o galho” dos compradores.

Contava ainda a cidade com dois grandes e bons armazéns, bem sortidos e com sistema de vendas também usando o crédito nas cadernetas – eram o Armazém Sul Americano, na rua Laranjeiras, e o Armazém Prudente, na rua João Pessoa (trecho hoje denominado José do Prado Franco). O primeiro já não existe há muito tempo e o segundo evoluiu em seus negócios e integra hoje a rede de Super Mercados Prudente.

Em paralelo aos armazéns citados, surgiu um estabelecimento de bom nível na esquina da rua Arauá com Estância que, pela sua qualidade e estoque muito bem selecionado, recebeu a denominação de empório – Empório Santo Antônio. Seus proprietários, Dona Conceição e Senhor Paulo, pessoas muito educadas, experientes, tratavam a clientela com atenção e respeito. Ele, alto funcionário de um instituto de aposentadoria e pensões (chegou a exercer as funções de Delegado do órgão em Sergipe) e ela, amadurecida em anos, trajava-se muito bem como baiana Mãe de Santo e, com esses trajes simples mas bem cuidados, atendia no balcão e no caixa.

 Não descuidava de suas obrigações religiosas e como boa representante do sincretismo religioso da Bahia, devota de Santo Antônio, todos os anos, no período de 01 a 13 de junho, celebrava com seu Paulo e a vizinhança, as trezenas do santo com direito a foguetório, orações e comidas típicas; no encerramento da trezena sofria a concorrência dos festejos com as celebrações feitas no mesmo horário, na residência do Coronel Stanley Silveira, à rua Estância, a cerca de 50 metros de distância do empório – é que o Coronel, apesar de homenagear o santo apenas no dia 13 de junho, trazia a banda de música da Polícia Militar para sua porta e aí, com essa concorrência, a trezena patrocinada por seu Paulo e dona Conceição perdia uma parte de participantes, especialmente crianças que se encantavam com a banda de música.

A verdade é que a área ficava enfeitada, alegre e um pouco mais voltada para a religião e o Responso de Santo Antônio inebriava as almas orantes: “Se milagres desejais, recorrei a santo Antônio, vereis fugir o demônio e as tentações infernais. Recupera-se o perdido, rompe-se a dura prisão e no auge do furacão cede o mar embravecido”. A promessa era magnífica e os “milagres” aconteciam para os que, de fato, acreditavam.

A clientela do Empório era prestigiada com mimos e prestigiava a casa com presença constante em seus balcões para adquirir produtos de boa qualidade. Em determinadas épocas do ano, não se sabe como, o Empório recebia mercadorias especiais como, por exemplo, na Páscoa e no Natal. Nesses períodos, as prateleiras eram ornamentadas com vinhos importados, bacalhau norueguês, queijos, chocolates suíços, peras, uvas, maçãs, amêndoas e avelãs, das mais variadas procedências, disputadas a peso de ouro por comerciantes, autoridades e madames bem vestidas descendo imponentes dos Doddges, Plymouts, De Sotos, Chevrolets e Pontiacs lustrosos, prontas para abastecerem suas despensas com os melhores produtos, em sua grande maioria importados. Era um verdadeiro desfile da “nobreza” local na frente do estabelecimento enquanto o exemplar empregado do Empório, senhor Aurelino, ajudava os motoristas a colocar os volumes nas malas dos belos veículos.

Em paralelo, a clientela contumaz, bem mais simples, permanecia fiel à casa, adquirindo à vista ou anotando em cadernetas, algumas um tanto ensebadas pelo excesso de manuseio em mãos de cozinheiras, empregadas domésticas da vizinhança. Mas, verdade se diga: ricos e ricas clientes eventuais, classe média e não tanto, da redondeza, eram tratados com a mesma dignidade e recebidos sempre com um sorriso, fosse ele, real ou simplesmente comercial.

Só um pequeno cliente, aliás, intermediário de compras entre sua mãe e o Empório, colocava em suspense o ambiente quando chegava, de calça curta, suspensório de pano, camisa de meia e calçando pé de anjo, dirigindo seu veículo imaginário, para fazer as compras que sua genitora solicitava. Não tinha mais que 10 anos de idade mas era de uma vivacidade inacreditável.

Chegava na porta do Empório, uma buzinada com a boca para chamar a atenção – “fon-fon” e uma acelerada extra – “vruum”, antes de desligar o seu veículo de sonho. E aí jogava o pedido: “Seu Paulo, minha mãe disse pro senhor mandar 150 gramas de manteiga, meio quilo de açúcar, um quilo de massa de milho. E está aqui o dinheiro da compra (ou a caderneta para tomar nota conforme o dia)”. Suas idas e vindas sucediam-se três a quatro vezes por semana. O esquema era sempre o mesmo, às vezes pela manhã às vezes pela tarde. Os produtos variavam de acordo com as necessidades de sua mãe. O mesmo acontecia com o pagamento – em determinados dias, o dinheiro amassado na mão, em outros, a tradicional caderneta para tomar nota.

Jorge era seu nome mas todos os tratavam por Jorginho. Sempre alegre, simpático e brincalhão, bulia com uns, sorria para outros, enfim, era um garoto feliz em seu mundo de ilusões. Irreverente, às vezes.

O perigo é quando a mãe dele mandava comprar Papel Higiênico – um pacote de papel higiênico. O danado, alto e bom som, estivesse quem estivesse na casa pedia a plenos pulmões – “Um pacote de papel pra limpar o c.”. E pagava ou mandava anotar. Assim, cada vez que ele chegava na porta do Empório, como não se sabia se era dia de comprar papel higiênico, ficava sempre no ar aquela expectativa. E não adiantava sinalizar pois era um prazer para ele discriminar os pedidos da mãe que iam de produtos alimentícios a material de limpeza, material escolar – lápis, cadernos, etc e o tradicional Papel Higiênico, em pacote, folhas presas por um fio de arame para facilitar pendurar no prego do banheiro.

E de tanto passar vexame nesse sentido, seu Paulo, um dia, após o seu pedido de “papel pra limpar o c.”, chamou-o a um canto e fez um pacto com ele: “Jorginho, toda vez que você vier comprar esse produto e pedir corretamente Papel Higiênico, vou colocar o frasco de balas na sua frente e você pega, de graça, quantas balas couber em sua mão. Presente da casa. Combinado? Tudo certo?” – “Combinado, seu Paulo”.

Daí em diante, tranquilidade geral. Jorginho ia fazer compras e disciplinadamente pedia Papel Higiênico e grudava o olho no frasco de balas. Virou rotina – Papel Higiênico, mão cheia de balas. Tá aqui o dinheiro ou anote na caderneta. Até que, no final do ano, tarde de véspera de Natal, casa cheia de clientes costumeiros e senhoras e senhores abastados adquirindo as guloseimas para a Ceia da noite, Jorginho chega na porta da casa comercial, dá uma buzinada mais forte – “fon-fon” pra chamar a atenção, duas aceleradas no seu veículo imaginário –“vrum-vruum” e larga o pedido: “Seu Paulo – um pacote de Papel Higiênico”.

 Recebeu a encomenda, deu um sinal de dedo e grudou os olhos no frasco de balas. Logo seu Paulo entendeu. Estendeu o frasco de balas ao alcance de sua mão que foi generosamente preenchida com balas, as mais variadas. E seu Paulo ainda lhe desejou Feliz Natal. Ele agradeceu e não entregou o dinheiro do pagamento da encomenda. Deu duas aceleradas em seu veículo – “Vruum-vruum” e arrancou queimando os pneus de sua imaginação.

Quando já estava chegando na porta para ganhar a rua ouve o chamado de seu Paulo: “Jorginho” – ele pára e olha para trás. E seu Paulo, ávido por receber o valor da mercadoria fornecida ou fazer a anotação na caderneta, pergunta: “Jorginho – o papel, é pra tomar nota?”. E a resposta, ingênua e objetiva, cheia de lógica: “Não, seu Paulo – é pra limpar o c.....!”. “Vruum, vruum”... e saiu em disparada.

* Raymundo Mello é escritor. Memorialista. Reside em Aracaju


Icó, Ceará receberá na quinta-feira 23, o espetáculo em homenagem a Humberto Teixeira

Nesta quinta-feira,  dia 23 de outubro, em Icó, Ceará, o Teatro da Ribeira dos Icós receberá em seu palco, o "Show Musical Humbertos", desenvolvido no município de Iguatu (CE).

O espetáculo faz uma homenagem ao compositor cearense Humberto Teixeira, um dos principais  compositores/parceiros de Luiz Gonzaga, onde a trupe de músicos irá circular sete cidades cearenses levando os encantos e a beleza do baião, ritmo que assumiu caráter de movimento cultural brasileiro e se destacou no mundo inteiro nas décadas de 40/50 , além de apresentar as canções com arranjos originais o grupo resolveu ousar e reinventar as canções tão famosas no mundo inteiro.

"Algumas canções vêm em ritmos mais contemporâneos é uma forma que buscarmos assimilar as novas gerações que a música se renova e se reinventa, essa circulação por meio do projeto Caravana Cearense do Baião é uma forma de remontar o projeto que o próprio Humberto desenvolveu enquanto Deputado Federal de levar músicos para fora do Brasil, destacando grandes nomes como Carmem Miranda e outros destaques da música Tropicalista", disse Michel Prudêncio idealizador do projeto.

As canções de protesto e de saudade presentes no show são apresentadas em reggae, rock, blues, valsas e xote e baião, a pesquisa do projeto foi feita a partir de documentos iconográficos e áudios presentes no Museu da Imagem e do Som em Iguatu.

O projeto de circulação tem o apoio cultural do Governo do Estado do Ceará, por meio do Edital Incentivo as Artes 2014 da Secretaria Estadual da Cultura, com entrada gratuita, e, a apresentação também conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Icó por meio da Secretaria Municipal da Cultura e seus equipamentos culturais.

Além do Icó, mais 06 municípios receberão a Caravana: Acopiara, Crato, Juazeiro do Norte, Assaré, Fortaleza e Iguatu; outra estratégia é anunciar o centenário do compositor iguatuense que é no próximo dia 05 de Janeiro de 2015.

Serviço:
Show: Humbertos.
Projeto: Caravana Cearense do Baião.
Local: Teatro Ribeira dos Icós.
Horário: 20h.
Preço: Entrada Gratuita.

Fonte: blog do Michel Prudêncio).


Ney Vital receberá em Caruaru Troféu Luiz Gonzaga Orgulho de Caruaru

Ney Vital, jornalista e radialista apresentador produtor do Programa Nas Asas da Asa Branca. Rádio Cidade am
Grande Encontro dos Gonzagueanos em Caruaru - PE
Será realizado no sábado dia 15 de Novembro de 2014, o Grande Encontro dos Gonzaguianos em Caruaru, Pernambuco,  no Espaço Cultural Asa branca do Agreste, Bairro Kenedy. O  coordenador do evento é o pesquisador e Diretor do Espaço Luiz Ferreira. Na ocasião será entregue o troféu Luiz Gonzaga Orgulho de Caruaru. Serão homenageados 11 personalidades com o  troféu criado em 2012.

Homenageados:
1º Alexandre Valença: Músico e compositor de pesqueira e filho do saudoso Nelson Valença de quem Luiz Gonzaga gravou 12 músicas.

2º Fafá de Alagoas: Presidente da ASSCDUC – Maceió – AL a qual é promotora de eventos em Maceió e está prestes a ser secretária de cultura de alagoas a partir de janeiro de 2015.
3º Gilvan Neves: Sanfoneiro, cantor e compositor o qual já tem feito arranjos musicais para muitos cantores nordestinos.

4º Israel Filho: É cantor filho de Caruaru gravou a música saudade do forró de Gonzagão é uma homenagem ao Luiz Gonzaga e ao mesmo tempo um agradecimento ao rei do baião por ter lhe apresentado em público como um dos seus seguidores.

5º Jurannir Clementino: Jornalista e escritor natural de Várzea Alegre – CE mais radicado em Campina Grande – PB, Jurandir é primo do poeta José Clementino de quem Luiz Gonzaga gravou 8 músicas. Jurandir é autor do livro que conta a história do poeta José Clementino Editado em 2013.

6º Kydelmir Dantas: De Mossoró – RN funcionário da Petrobrás, escritor e historiador é autor do livro Luiz Gonzaga e o Rio Grande do Norte editado em 2013.

7º Ney Vital: Reside em Petrolina é jornalista, radialista e produtor de radio e televisão.

8º Osvaldo Augusto: é de Caruaru, músico é filho do saudoso Maestro Joaquim Augusto de quem Luiz Gonzaga gravou 6 músicas de 1957 a 1961.

9º Oseas Lopes: É de Mossoró-RN foi produtor de discos de Luiz Gonzaga que nos anos 80 produziu 5 L.P. do Rei do Baião. Tem também o nome artístico de Carlos André é autor da música Eu hoje quebro essa mesa gravada em 1974 e que foi o seu maior sucesso.

10º Paulo Correia: De Aracajú – Sergipe onde é secretário de cultura. Paulo Correia foi quem descobriu que a música renascença de autoria de Onildo Almeida e gravada por Luiz Gonzaga. Há muitos anos na R.C.A. nunca teria sido lançada sugerindo ao diretor da revivendo que a lançasse em 2007.

11º Valdir Geraldo: É músico e compositor de Exú - PE e de quem Luiz Gonzaga gravou a música Nessa Estrada da Vida em 1984 no L.P. Danado de Bom.


Campina Grande 150 anos: Tropeiros da Borborema

Tropeiro da Borborema
(Raimundo Asfora/ Rosil Cavalcante)

Estala relho marvado
Recordar hoje é meu tema
Quero é rever os antigos tropeiros da Borborema

São tropas de burros que vêm
do sertão
Trazendo seus fardos de pele e algodão
O passo moroso só a fome galopa
Pois tudo atropela os passos da tropa
O duro chicote cortando seus lombos
Os cascos feridos nas pedras
aos tombos
A sede e a poeira o sol que desaba
Rolando caminho que nunca
se acaba

Assim caminhavam as tropas cansadas
E os bravos tropeiros buscando pousada
Nos ranchos e aguadas dos tempos de outrora
Saindo mais cedo que a barra
da aurora
Riqueza da terra que tanto se expande
E se hoje se chama de Campina Grande
Foi grande por eles que foram
os primeiros
Ó tropas de burros, ó velhos tropeiros.


Ricardo Kotcho: O papel do rádio na fábrica da desconstrução

Desconstrução virou a palavra da moda. Foi muito utilizada para criticar a propaganda negativa do PT contra a candidatura Marina Silva. Como ando muito de táxi, acompanho diariamente as atividades de uma outra fábrica de desconstrução, bem mais antiga e poderosa, que não está no radar dos nossos analistas e da qual quase ninguém fala.

Refiro-me ao papel desempenhado pelas rádios nesta campanha eleitoral. Temos no país três rádios sediadas em São Paulo e que operam em rede nacional, dedicadas dia e noite a baixar a ripa nos governos e políticos progressistas de qualquer latitude.

Recrutados em sua maioria na mídia impressa, proliferam no dial os "comunicadores populares" e  "comentaristas políticos e/ou econômicos", com um discurso que repete o pensamento único das suas empresas e não dá espaço para controvérsias: é pau no governo, desde que o governo não seja tucano.

Não importam o fato nem o assunto, você já sabe o que vai ouvir naquelas vozes indignadas de quem veio ao mundo para salvar a humanidade da danação eterna. Lembram aqueles pregadores do apocalipse que gritam na praça da Sé, mesmo que ninguém pare para ouvi-los. Só que estes têm uma audiência seleta e cativa.

Quando se fala de "conversa de motorista de táxi", sempre que alguém conta uma história cabeluda, detonando alguma figura pública sem necessidade de comprovação, pode ter certeza que a matéria prima vem do que ele ouviu no rádio do carro, e nada mais é do que a reprodução do que divulgam estes comunicadores e comentaristas clonados em série.

Depois, seus passageiros vão repetir estas mesmas histórias nos botecos de esquina ou nas salas de espera, nos salões chiques ou nos pagodes, garantindo que são verdadeiras. Se você lhes perguntar de onde tiraram isso, vão dizer que ouviram no rádio (ou então que viram na internet, na retroalimentação das notícias multimídia). É o círculo vicioso da fábrica de desconstrução, que gerou a famosa lenda da "mansão do Lula no Morumbi", repetida até hoje à exaustão pelos taxistas mais antigos.

Claro que não se pode generalizar, que há honrosas exceções à regra, e faço questão de citar como exemplos José Paulo de Andrade e Salomão Esper, ambos veteranos profissionais da Rede Bandeirantes, de quem muitas vezes posso discordar, mas sempre respeito. Não se trata de afinidade política ou ideológica, mas apenas de ter caráter e honestidade profissional.

Em épocas de beligerância eleitoral como estamos vivendo neste momento, muita gente subestima o poder do rádio e sua capacidade de multiplicação de boatos e infâmias, instrumento de propaganda permanente, geralmente a serviço do que há de mais conservador, reacionário e intolerante na sociedade.


Pavão Misterioso: o cantor Ednardo completa 40 anos

O cantor Ednardo. O artista driblou as dificuldades da vida e com talento sua música ultrapassou as fronteiras do estado do Ceará  e chegou em todo o Brasil.

José Ednardo Costa Sousa tem 69 anos  e faz parte de uma geração mais talentosa da música cearense. Ao lado de Fagner, Belchior e Amelinha. Gravou 15 álbuns e compôs mais de 400 músicas entre elas "Pavão Mysteriozo " que foi um grande sucesso na novela Saramandaia da Rede Globo de 1976.

"Eu tenho filhos nascidos e criados no Rio de Janeiro. E o engraçado é que ele não chia e nem nada. Na minha casa todo mundo fala o cearencês", brinca. O cantor cearense revela que trabalha em um álbum duplo. “Ele foi gravado todinho no Ceará. No Centro Cultural Dragão do Mar e está bem legal”, afirmou.


Radialista Carlos Augusto está internado em hospital de Juazeiro, Bahia

O radialista Carlos Augusto  está internado na UTI  do hospital Unimed de Juazeiro, Bahia. Ele deu entrada no hospital na segunda-feira 6.

A filha Maíra Mouzinho Amariz solicitou através das redes sociais  orações  para que "tudo corra bem".

Carlos Augusto sofre de diabetes e faz hemodiálise três vezes por semana. Semana passada ele sofreu uma queda em sua residência.

Carlos Augusto é pioneiro da fundação da Rádio Emissora Rural em 1962. Um dos mais populares radialistas da região do Vale do São Francisco, trabalha atualmente na Rádio Grande Rio, onde comanda o Forró do Povo. É o criador da Jecana-Corrida de Jegues, que este ano completou 43 anos de tradição. Carlos Augusto é o organizador da Missa do Vaqueiro de Petrolina, celebrada há mais de 70 anos.


Raymundo Mello: Eu, os amigos Frades e o Capitão

*Raymundo Mello. Escritor. Memorialista-Aracaju/Sergipe

Entre 1965 e 1975, cristão católico que sou, frequentei assiduamente a Paróquia Santo Antônio, especialmente a Igreja do Espírito Santo (Avenida Simeão Sobral), participando ali das Celebrações Eucarísticas e outros atos litúrgicos a cargo daquela parcela da igreja arquidiocesana, entregue já de forma tradicional à administração dos Frades Franciscanos (OFM) e ali tive a oportunidade de relacionar-me com um grupo grande de Frades, àquela época, recém-ordenados Sacerdotes, a maioria na Arquidiocese de São Salvador (BA) e que eram deslocados aqui para Sergipe onde, sob a supervisão do Frei Edgar Skannikoviski, realizavam em Aracaju, Socorro, São Cristóvão e outras dependências da Igreja entregue aos Franciscanos um período de estudo e adaptação à sua nova fase, por eles reportado como a Pastoral Eclesiástica.

Era um grupo de frades jovens com uma visão moderna da Igreja Católica, especialmente após o Concílio Vaticano II. Lembro-me de Frei Leônidas, Frei Cleto, Frei Camilo, Frei Adauto, Frei Valeriano, Frei Alexandre, Frei Roberto, Frei Miguel, Frei Marcelino, Frei Flávio, Frei Antônio, Frei Acácio, Frei Adolfo e outros que a memória não ajuda no momento a lembrar. E eles conviviam bem com os frades mais antigos como Frei Eleutério, Frei Osvaldo, Frei Inocêncio, Frei Augusto, o mestre deles todos Frei Edgar Skannikoviski, etc. Alguns faleceram dentro e fora da ordem. Outros deixaram a ordem, casaram, têm filhos, e alguns permanecem. É um prazer reencontrá-los e relembrar aquele período que para mim foi de grande valia.

 Aprendi muito com os Frades. Religião, política, esportes, música, eram assunto constante e cantavam, lanchavam e, claro, rezavam. Um bom período até que eles eram mandados para outras cidades onde exerceriam suas atividades pastorais. De vez em quando, um cartão, uma rápida visita quando vinham a Aracaju. O tempo tornou-nos mais distantes. Chegaram as notícias de que alguns foram deixando a ordem, casando, trabalhando. Depois as notícias de que Frei Fulano faleceu, Frei Beltrano idem, Frei Valeriano foi transferido para a Alemanha, exilado por problemas políticos e lá, deixou a ordem, assumiu atividades civis, casou, constituiu família e, de vez em quando, quando vem ao Brasil (Ceará é sua terra natal) faz um périplo passando por Recife, Aracaju (nos visita) e Salvador. Esse o registro primeiro que faço daquele período (1965-1975).

Na verdade conheci e relacionei-me com muitas pessoas, famílias amigas, conversa aberta e, entre essas amizades, uma figura especial, aliás, uma família especial. O titular da família era um senhor moreno, tranquilo, sempre bem vestido (sem luxo mas bem arrumado), o mesmo sua família, esposa, filhos (um casal) e, por fim, um neto que recebia dele atenção especial. Não sei se ele teve outros netos mas o primeiro conheci.

Foi uma grande coisa o relacionamento com aquele senhor baixinho, educado, fala mansa, um gentleman, o senhor Juvenal e sua esposa, Dona Santa. A princípio e por vários meses apenas um cumprimento formal, umas poucas palavras enquanto eu assistia o bom relacionamento dele com outras pessoas. Ao término de algum ato litúrgico, várias pessoas o alcançavam para uma conversa de porta de igreja e todos saiam satisfeitos. Nunca vi ou ouvi qualquer comentário que o desabonasse ou à sua família. E assim fomos vivendo, ele lá e eu cá, cumprimentando-nos formalmente e, vez por outra, umas palavras a mais. Até que, em 1974, após participarmos de uma Celebração Eucarística, seu Juvenal me convidou com toda a sua mansidão para uma conversa particular, ao lado da igreja. Aceitei o convite e aí então ele me diz delicadamente: “Seu Raymundo, eu estou convidando o senhor, devidamente autorizado, para participar do próximo Cursilho de Cristandade da Arquidiocese de Aracaju. Já dei seu nome lá na direção da equipe e foi aprovado. E então, aceita?”.

Fiquei meio confuso, já tinha ouvido falar nesse movimento da Igreja Católica, mas não sabia de nada sobre o mesmo. Assim, meio vacilante, respondi: “Vamos ver, me informe quando é e o que tenho que fazer para ir ao Cursilho e me dê um prazo para responder”. E ele: “Não tem prazo, é só o senhor decidir e ir fazer a inscrição”. E me disse: “Resolva logo, homem, e vá fazer a inscrição; são somente 45 vagas e tem muita gente querendo ocupar uma delas”.

Arrisquei uma pergunta: “E o que é o Cursilho, como e onde funciona, o que se trata durante o evento?”. E ele: “Homen, não me pergunte essas coisas não, esses detalhes, porque isso você tem que vivenciar participando. Antes do Cursilho o que o senhor tem que saber – local, hora, duração, taxa de inscrição, tudo isso lhe será informado por seu Rodrigo. O mais, só participando. E lhe digo mais: vai valer a pena. É coisa de Deus!”. Aceitei o convite. Acertei junto à esposa e filho, justifiquei a ausência de um dia (a sexta feira) da repartição e fiz a inscrição para o 4.º Cursilho de Cristandade da Arquidiocese de Aracaju, o primeiro a ser efetivado pela equipe local pois o 1.º, o 2.º e o 3.º tinham sido executados sob a direção da equipe da Arquidiocese de São Salvador (BA).

E digo, diante de Deus: Valeu a pena! De 5.ª feira à noite ao final da tarde de domingo, estive cursilhista e saí do Convento de São Francisco, em São Cristóvão, animado para ser cristão no 4.º dia. Ao final do Cursilho, Dom Luciano Duarte fez um encerramento a seu modo, agradeceu e rezou pelos que participaram do evento, especialmente às equipes dirigentes, e fez uma alusão especial ao “Sineteiro” – Capitão Juvenal Santos, dizendo “vejo ali o Capitão Juvenal, pessoa que estimo e que desenvolve um trabalho digno junto à administração da Arquidiocese e esteve aqui com dignidade, como é de seu feitio, tocando a sineta reguladora de todos os horários.

 O Capitão é militar da reserva, esteve na FEB – foi pra guerra lutar na Itália em defesa da democracia. Convivendo com o Capitão, a mansidão em pessoa, não consigo vislumbrar Juvenal de arma na mão atirando nos inimigos, acho que ele foi como integrante da banda de música, tocando tambor. Não foi isso, Juvenal?”. E o Capitão, na delicadeza de sempre: “não senhor, Dom Luciano, fui na linha de fogo, arma em punho disparando a torto e a direito – só não sei se acertei alguém, espero que não, não gostaria de ter ferido ou matado algum inimigo; se aconteceu, paciência”. Todos riram e entenderam esse rápido diálogo.

A partir do Cursilho, estreitei meu relacionamento com o Capitão e senti como ele respeitava o Movimento de Cursilhos, queria que todo mundo participasse. Homem de fé, integrado na Paróquia, amigo dos Frades, foi indicado para Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística, atividade que exercia com todo cuidado e respeito nas Missas, em especial dos sábados e domingos, na Igreja do Espírito Santo, do Santo Antônio ou da comunidade à qual servia, no Alto da Jaqueira.

Muitas vezes recebi a Comunhão de suas mãos trêmulas e, certo dia, após a Missa, resolvi perguntar: “Juvenal, tenho observado você trêmulo ao distribuir a Comunhão. Estou imaginando ou você treme mesmo?”. E ele, bem sério, me respondeu: “É a responsabilidade, meu irmão, que é muito grande – levar Jesus nas mãos e passá-Lo para os fiéis – é tão grande essa responsabilidade que não me sinto merecedor de tão importante tarefa. Por isso, me emociono a cada vez que sou chamado, fico trêmulo e suando, como você está vendo. Não me sinto merecedor de tão elevada missão mas procuro desempenhá-la com todo respeito”. Emocionei-me com sua resposta. Abracei-o e lhe disse: “a sua fé é muito grande. Vá em frente!”.

O Capitão era um homem de fé e transmitia essa fé e força a quem com ele convivia ou simplesmente se relacionava.

Juvenal fez Cursilho em Feira de Santana, encaminhado com mais três companheiros por Dom Luciano e ele, como os outros, nada sabiam sobre Cursilho – seguiu porque o Bispo encaminhou e ele confiava no Bispo. Mas também o Bispo nada lhe disse e ele foi, na confiança, junto com os demais. Chegaram cedo em Feira, apresentaram-se ao Monsenhor que os recebeu e marcou o horário que eles deveriam voltar – “vão caminhar, conhecer um pouco a cidade e às 18 horas estejam aqui”.

Instigado pelos companheiros, perguntou ao Monsenhor: “O senhor pode nos dizer o que é Cursilho?”. E o Monsenhor respondeu: “é uma coisa muito boa, vocês vão ver”. “Mas o senhor não poderia dizer assim mais ou menos o que é, como é?” E o Monsenhor: “Não! É uma coisa muito boa, vocês vão ver, não tenho o que adiantar – vivam o Cursilho e vocês terão a explicação”.

 “Tá danado, o homem é duro. Mais tarde pergunto e ele vai dizer. Passeamos, merendamos e às 18 horas nos apresentamos pra seguir para o local onde seria realizado o Cursilho – e aí tornei a perguntar: e agora, Monsenhor, já pode dizer pra gente o que é Cursilho? E ele disse: É uma coisa de Deus. Mais uma vez: Monsenhor, nós já estamos aqui, não vamos fugir, não dá pra dizer nem um pouquinho pra gente o que é, como é? E ele: Eu já lhe disse que é coisa de Deus – vocês vão viver o Cursilho e no final saberão. 

Vocês estão com medo, é? Vocês não são homens não? Aguardem! E eu disse pros outros: vamos parar com tanta pergunta que o homem já está pondo em dúvida a nossa masculinidade. E realmente, foi certo. Só ao final podemos entender que o Cursilho não se explica, sente-se, vive-se, como tudo o que é de Deus”.

Todas essas coisas ele conversava conosco, rindo, comentando e, vez por outra, entoava um pouco do Decolores, que ele preferia na forma original... “e os pintinhos?”, “Viva vida”, etc... etc... Juvenal já não está conosco. Foi para a casa do Pai com a calma dos puros. Tenho certeza que ele lá está, com sua mansidão, rezando por nós. Um dia a gente se encontra.

Setembro/2014 – Após o desfile da Independência, que ele não perdia.




Horário de Verão começa dia 19 de outubro

O horário brasileiro de verão 2014/2015 começa no dia 19 deste mês, quando os relógios serão adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A medida, adotada para economizar energia no horário de maior consumo, vai até o dia 22 de fevereiro do ano que vem.

Pelo decreto que instituiu o horário de verão, a medida deve ser iniciada sempre no terceiro domingo de outubro e encerrada no terceiro domingo de fevereiro do ano subsequente. Mas, no ano em que houver coincidência com o domingo de carnaval, o fim do horário de verão deve ser no domingo seguinte. Como em 2015 o carnaval será no dia 17 de fevereiro, o horário de verão deverá acabar no dia 22 de fevereiro. O objetivo é evitar que, em meio a um feriado, alguns esqueçam de ajustar os relógios.


Eleições: Brasil faz festa da democracia neste domingo 5

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra que 142,8 mihões de brasileiros estão aptos a ir às urnas neste domingo 5. Todos os cidadãos com 16 anos ou mais podem votar. Nem sempre, entretanto, o direito de escolher os representantes foi tão abrangente no país.

O documento Eleições no Brasil – Uma História de 500 Anos, produzido pelo TSE, mostra que durante o período colonial e imperialista os brasileiros tinham de obedecer a critérios de posição social e renda para votar. A democracia, como a conhecemos, começou a se consolidar a partir da Proclamação da República, em 1889. Mas o sistema tinha defeitos graves, e ainda era excludente.

O período conhecido como Primeira República, que durou até a Revolução de 1930, permitia, por exemplo, o voto a descoberto, sem excluir a votação secreta da legislação. Na modalidade, o eleitor podia declarar seu voto e receber um comprovante. O TSE aponta que, na prática, era uma forma de controlar a decisão dos eleitores e facilitar o chamado voto de cabresto. Essa forma de votar deixa de existir somente com a Constituição de 1934, que prevê exclusivamente o voto secreto.

As mulheres também não têm direito a votar durante a Primeira República, adquirindo a prerrogativa somente a partir de 1932. O voto feminino já vinha sendo reivindicado há algum tempo. De acordo com o TSE, em 1928, 20 eleitoras do Rio Grande do Norte conseguem se registrar e 15 votam nas eleições daquele ano. Mas a Comissão de Poderes do Senado descarta os votos como "inapuráveis". Os analfabetos ficaram privados do voto por ainda mais tempo do que as mulheres. Eles só foram reconhecidos como eleitores pela Constituição de 1988.

O Brasil também registra dois golpes de Estado em sua história, com restrição das liberdades democráticas. Um deles, o do Estado Novo, em 1937. O país só voltaria a ser uma democracia em 1945, e ganharia novamente uma Constituição um ano depois, em 1946. No ano de 1964, o golpe militar novamente instaura uma ditadura no país. A redemocratização só viria em 1985. Quatro anos depois, em 1988, os parlamentares eleitos nas primeiras eleições diretas após 21 anos de governo militar apresentam a nova Constituição do país, vigente hoje.

É ela que prevê alistamento eleitoral e voto obrigatórios. Mas os analfabetos, os que têm entre 16 e 18 anos e os que têm 70 anos ou mais têm a opção de se abster. O eleitor que estiver fora de seu domicílio eleitoral, na data da eleição, deve justificar a ausência às urnas preenchendo formulário no próprio dia da votação ou até 60 dias depois.

Fonte: Agencia Brasil


Justiça Eleitoral: confira algumas regras de quinta até domingo

Com a proximidade do primeiro turno das eleições no domingo (5), a Justiça Eleitoral tem algumas regras que não podem ser esquecidas por candidatos, partidos políticos e coligações.

De acordo com a Lei Eleitoral, amanhã é o último dia para a exibição da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. É também o prazo final para os candidatos fazerem reuniões públicas de campanha, comícios e para a utilização de aparelhagem de som fixa, entre as 8h e a meia-noite.

Quinta-feira também é a data limite para a realização de debates políticos na televisão ou no rádio. Debates iniciados no dia 2 podem se estender, no máximo, até as 7h do dia 3 de outubro. Também até amanhã, partidos políticos e coligações terão que indicar à Justiça Eleitoral o nome das pessoas autorizadas a expedir as credenciais dos fiscais e delegados de partido que estarão habilitados a acmpanhar os trabalhos de votação.

Sexta-feira (3) será a data limite para que se faça a divulgação paga, na imprensa escrita, a reprodução na internet do jornal impresso, de propaganda eleitoral. Ainda nesta sexta-feira, os presidentes de mesa que não tiverem recebido o material destinado à votação deverão comunicar a falha ao juiz eleitoral.

No sábado (4), termina a propaganda eleitoral com uso de alto-falantes ou amplificadores de som, entre as 8h e as 22h. Carreatas, caminhadas, passeatas e a distribuição de material gráfico também só poderão ser feitos até as 22h deste sábado.

Desde terça-feira (30), até 48 horas depois do encerramento da votação, nenhum eleitor pode ser preso ou detido, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou ainda por desrespeito a salvo-conduto. A proibição de prisão de candidatos está em vigor desde o último dia 20. No entanto, quem concorre a cargo eletivo pode ser detido ou preso em caso de flagrante delito.


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