Exu, Pernambuco: Terra onde nasceu Luiz Gonzaga vai celebrar 28 anos de morte do Rei do Baião

A celebração de morte de Luiz Gonzaga do Nascimento será nos dias 29 e 30 de julho. Luiz Gonzaga morreu no dia 02 de agosto de 1989.

Para lembrar o legado do cantor, será celebrada a 'Festa da Saudade". São 28 anos de saudades.

As homenagens ao músico serão no Parque Aza Branca, local onde estão o acervo, o museu e o mausoléu do artista. De acordo com o presidente da organização não governamental (ONG) que administra o parque, Francisco Parente Júnior, as celebrações além do tradicional forró terá uma missa no domingo, iniciando às 11horas.

“A missa acontece embaixo do pé de juazeiro. A cerimônia religiosa deve contar com a presença do sobrinho de Luiz Gonzaga, o sanfoneiro Joquinha Gonzaga. A escolha do local faz referência a “Juazeiro”, uma das mais famosas canções de Luiz Gonzaga.

É também à sombra das árvores que segue a programação da Festa da Saudade. A parti das 16h, mais de 20 forrozeiros se apresentam no palco do Parque. Além de Joquinha Gonzaga, estarão presentes Flávio Leandro, Zézinho do Exu, Jaiminho de Exu, Tárcio Carvalho, Joãozinho do Exu, Jaiminho  Fábio Carneirinho, Donizete Batista, Ana Paula Nogueira, Cosmo do Acordeon, entre outros sanfoneiros.

“É um evento tradicional que atrai gente de várias cidades de Pernambuco e de outros estados, como Bahia e Ceará”, afirmou o presidente da ONG. A entrada para o evento é franca.


Festival Garanhuns: Paulo Vanderlei, Bene Fonteles e Antonio Vilela comandam a conversa "Uma tarde para Dominguinhos"

A 27ª edição do Festival de Inverno de GaranhunsNo terá nesta terça-feira 25, às 10hs o lançamento do livro “O Rei do Baião”, que valoriza a memória do ícone musical Luiz Gonzaga, e conversa sobre o ele com a participação de Bené Fonteles, autor da obra, e do pesquisador Paulo Vanderlei.

Paulo Vanderlei, Bene Fonteles Antonio Vilela vão comandar a conversa “Uma tarde para Dominguinhos”, considerando o legado do artista para o Brasil. Conversas para adiar o fim do mundo é um programa de encontros e apresentações proposto por Bené Fonteles .

Paulo Vanderlei foi amigo de Luiz Gonzaga e Dominguinhos  e é o responsável pelo mais completo sites de informações da música brasileira. Paulo criou e organiza as informações e a memória de Luiz Gonzaga e Dominguinhos da rede de computadores.



Seminário Cariri Cangaço e Sentimento da terra, lugar universal

O  professor sociólogo Stuart Hall, pesquisador da área de estudos sociais apontou  que a questão da identidade está sendo extensamente discutida na teoria social. Em essência os argumentos são os mais diversos e complexos. Novas identidades vem fragmentando o indivíduo moderno.

 Discute-se assim a chamada  "crise de identidade". Crise vista como parte de um processo mais amplo de mudança, que está deslocando as estruturas e processos centrais das sociedades modernas e abalando os quadros de referência que davam aos indivíduos uma ancoragem estável no mundo social.

Stuart Hall dialoga também que a identidade cultural surge a partir da noção de pertecimento, associada a memória, etnias, raciais, linguísticas, religiosas e acima de tudo nacionais. Já Habermas diz que "saber do que se fala sempre ajuda; de resto, se se trata do problema de legitimidade, é preciso sabê-lo de modo particularmente exato".

A lembrança dessas frases e dos estudiosos da comunicação e da cultura, frases sábias me veio a cabeça quando da participação do evento Cariri Cangaço 2017, realizado em Exu e Serrita, Pernambuco, entre os dias 20 a 23 de julho. Conferências, visitas técnicas, debates, o diálago com referência a vida e obra de Lampião e Luiz Gonzaga marcaram a essencia do encontro.

Parabenizo Manoel Severo, curador do evento. Severo um defensor da cultura com capacidade de liderar uma equipe de valentes e valiosos cangaceiros da cultura. Cangaceiros culturais do bom combate. Na condição de convidado (serei sempre muito grato) impressionou-me a tarefa dos membros do Cariri Cangaço a missão de serem ousados. Ousadia de enfrentar a crise cultural e mostrar a riqueza de valores da cultura brasileira/universal.

Escutar e olhar a Cecília do Acordeon e Pedro Lucas Feitosa é saber do significado da esperança de um mundo melhor. Cecilia e Pedro Lucas são crianças que tem a identidade de sanfona.  Possuem o sentimento da terra, região. Corações tão puros e um futuro que deve ter como base os estudos e a educação para quando chegarem a maturidade e tempo adulto estarem prontos e preparados para enfrentar novos desafios em defesa da cultura. 

Manoel Severo, Conselheiros e membros do Cariri Cangaço clamam o mais alto possível pela valorização da cultura e exigem respeito ao legado histórico cultural. As conferências, em especial da minha linha de pesquisa/estudo, foram realizadas com Paulo Vanderley, Wilson Seraine, José Nobre, Kydelmir Dantas,  Múcio Procopio, Joquinha Gonzaga e Fausto Maciel (Piloto), os dois últimos sobrinhos de Luiz Gonzaga e netos de Januário. 

O professor Wilson Seraine na apresentação do Livro O Rei do Baião e a Princesa do Cariri (autoria do escritor Rafael Lima), indica uma trilha segura e aponta "para os pesquisadores iniciantes e aqueles menos informados para não serem surpreendidos com livros que expoem belas capas bonitas, bonitas ilustrações, mas com conteúdo duvidoso ou mesmo errados". 

A lição é tiro certeiro para a morte dos traidores da cultura e também para a falsa noção do atual quadro musical brasileiro que está plastificando o toque da sanfona em nome do capitalismo tão selvagem que mata até mesmo esperança e a memória do tocador de sanfona Lampião e do Rei do Baião.

No Cariri Cangaço existe a ousadia da resistência aos valores mais nobres da cultura: o talento, o abraço e o sorriso.

Portanto, ao participar do Cariri Cangaço ninguém sai impune. Conviver com os cangaceiros da cultura é ganhar mais inteligência, engenho e arte. Eles tem a magia da valorização da memória e da cultura na alma.


Cariri Cangaço e Cecília do Acordeon

Luiz Gonzaga tem sido nos últimos anos tema de trabalhos acadêmicos, e gradualmente sua obra vem sendo relida, ouvida, tocada. Durante o evento Cariri Cangaço, em conversa com os pesquisadores, Paulo Vanderley, José Nobre apontei o quanto a realização de um seminário é importante para a consolidação de valores culturais.

Nestes encontros surge a possibilidade de conhecer e  termos novos olhares. A obra de Luiz Gonzaga sempre vai renascer. No próximo dia 02 de agosto, completam-se 28 anos da partida física, a viagem para o sertão da eternidade do Rei do Baião. A menina Cecilia do Acordeon representa este novo olhar. Olhar da possibilidade do renascimento. O novo olhar para a vida e obra de Luiz Gonzaga. Cecília possui a humildade, sorriso, a grandeza dos trabalhadores e a vontade de vencer.

Cecília do Acordeon começou seu envolvimento com a Cultura participando e dançando no Reisado. Continua ainda hoje, brincando no Reisado e agora é a sanfoneira. Foi no Reisado Boi Surubim, conta Cecilia que ela teve o primeiro contato com a sanfona. "Foi a sanfona do Mestre Cícero que vi. Parecia me chamar e brilhar e eu chorei querendo ter uma e então fiquei apaixonada pelo som da sanfona".

Durante o Cariri Cangaço, que adotou Cecilia com seu talento e sorriso sincero, a criança contou que teve aulas de sanfona com o Mestre Cicero. "As primeiras notas da sanfona aprendi e ainda hoje busco mais conhecimento e não perco oportunidade de sempre aprender e estudar".

Cecília ganhou o Diploma Amiga do Cariri Cangaço e cantou puxou a sanfona:
"Sou bisneta de um mestre da cultura e nasci vendo o Surubim dançar. Ainda pequena com quatro anos de idade, da brincadeira comecei a participar, acompanhando o cortejo do reisado com alegria e amor no coração/.

Na temporada de 2014 o meu avô convidou um sanfoneiro para o reisado ficar mais animado. O povo dançou alegre no terreiro naquela noite. Fiquei encantada e nem dormi pois perdi o sono. Foi a primeira vez que vi de perto esse instrumento que se chama sanfona.

No outro dia eu estava decidida uma sanfona queria aprender a tocar. Fiquei insistindo com meu pai até que ele comprou uma sanfona pequena de brinquedo mesmo assim fazia fom fom e corri para pegar umas aulas com o mestre Cicero do Acordeon./

Depois foi preciso uma sanfona maior, mas meu meu pai não tinha dinheiro. Conseguimos com um bingo de um garrote e um encontro de sanfoneiros. Agora estou aprendendo a tocar com muito esforço e dedicação os estilos que gosto de cantar é Luiz Gonzaga nosso rei do baião"/.

Eu sou a Cecilia do Acordeon e da minha sanfona eu já tiro um som".

E assim ouvi no Cariri Cangaço e aqui reproduzo. Salve Salve Cecilia do Acordeon.


Pesquisadores e estudiosos da vida e obra de Lampião e Luiz Gonzaga movimentam o Seminário Cariri Cangaço 2017

De 20 a 23 de julho de 2017, a cidade de Exu, Pernambuco, terra de Luiz Gonzaga e Barbara de Alencar será o palco do "Seminário Cariri Cangaço 2017".

O evento é voltado para pesquisadores, escritores, professores, universitários, artistas e demais curiosos da temática. Cinco Estados integram as discussões do Cariri Cangaço, sendo Ceará; com Crato, Juazeiro, Barbalha, Missão Velha, Aurora, Barro, Porteiras, Lavras da Mangabeira e Brejo Santo; Paraíba, com Sousa, Nazarezinho, Lastro, Princesa Isabel e São José de Princesa; Alagoas, com Piranhas; Pernambuco, com Floresta e Sergipe com Poço Redondo.

Manoel Severo Gurgel Barbosa, é fundador e Curador do Cariri Cangaço, Presidente do Conselho Consultivo, Diretor da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço; Diretor do GECC – Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará; Sócio Honorário do GPEC e do GFEC, afirma que o Cariri Cangaço é mais que um evento. "É um sentimento", define Manoel Severo.

"A partir dessa quinta-feira 20 serão dois grandes eventos acontecendo e que se encontrarão no domingo, dia 23 de julho quando o Cariri Cangaço Exu 2017 celebra junto com a Fundação Padre João Câncio a 47ª Missa do Vaqueiro, em Serrita".

Confira a programação completa: cariricangaco.blogspot.com e  www.exu.pe.gov.br


Dominguinhos, o discípulo que inovou a arte do mestre Luiz Gonzaga

Dominguinhos morreu/desncarnou no dia 23 de julho. Lutou durante mais de seis anos contra um câncer de pulmão. O músico morreu às 18h.

"Que saudade matadeira eu sinto no meu peito. Faço tudo para esquecer, mas não tem jeito."Este é um dos muitos versos de Anastácia que Dominguinhos cantou e tocou com sua sanfona, transformando-a em um instrumento da saudade, sentimento que persiste no coração de todos nós que convivemos com o cantor, compositor e instrumentista.

Dominguinhos deixou o legado da genialidade, simplicidade, humildade. Em especial a gratidão que o discípulo tinha por Luiz Gonzaga. Dois filmes falam sobre vida e obra de Dominguinhos: primeiro o documentário "O milagre de Santa Luzia" (2008), de Sergio Roizenblit, no qual o instrumentista viaja pelo Brasil para mostrar as diferentes formas regionais de se tocar sanfona e os principais sanfoneiros do país.

E aquele que mais me toca: O longa metragem webserie "+Dominghinhos". Neste filme é mostrado “Um Dominguinhos que pouca gente conhece: jazzista, improvisador, seu refinamento musical, sua universalidade".

Assim era Dominguinhos. Grande, muito grande. Simples, muito simples.

Aos 6 anos, José Domingos de Morais, O Dominguinhos ganhou a primeira sanfona do pai, o mestre Chicão. Aos 8, já se apresentava com os irmãos, Morais e Valdomiro, em feiras livres e portas de hotel de Garanhuns-Pernambuco, onde nasceu em 12 fevereiro de 1941.

Dominguinhos foi nome dado por Luiz Gonzaga, com quem gravou, em 1957, Moça de Feira. “O menino chegou de um ambiente diferente e começou a viver num mundo glamourizado. Mas foi sempre na dele, sempre com esse jeitão sertanejo”, diz Gilberto Gil no primeiro episódio da web série +Dominguinhos.

A riqueza dessa história levou os músicos Mariana Aydar, Duani e Eduardo Nazarian a promover encontros entre o sanfoneiro e parceiros, antigos e jovens que tocam e contam histórias vividas nos palcos da vida.

Em uma delas, Giberto Gil lembra do tour do álbum Refazenda (1975), em que viajaram juntos mais de 20 mil quilômetros. Em certo momento, Dominguinhos pergunta: “Isso é reggae, é?”. Quando o amigo responde que sim, ele rebate: “Que reggae nada, isso aí é um xotezinho sem-vergonha”.

Dominguinhos conseguiu inovar a arte do mestre! 

Antes de começar a luta contra o câncer que o submeteria a uma injustiça do destino vivida em um quarto do Hospital Sírio Libanês, convalescendo na dor física e da alma que sofria Dominguinhos recebeu uma equipe de jovens cineastas. Estavam ali para colocar a água do Rio São Francisco em uma garrafa. Ou, se fosse preciso, em duas.

Ao lado de Djavan, Dominguinhos chorou. Estava visivelmente abatido pela doença, mais magro do que em outras cenas, e parecia sentir as próprias notas em dobro. "Seu Domingos" tirou a água dos olhos e pediu a Djavan um favor com uma humildade de estraçalhar os técnicos do estúdio. "Se você tivesse trazido seu violão, eu ia pedir pra tocar uma música pra mim".

Quando a música aparece, ela vem em turbilhão. Um Dominguinhos de cabeça baixa, de pé, à frente de um grupo, tocando sua sanfona como se estivesse em transe. De olhos fechados, transpassa dedos uns sobre os outros como se tivessem vida própria, como se nem dos comandos do cérebro precisassem.

No documentário é o próprio músico quem narra sua história: o pai que já tocava na roça, lembra de sua sanfoninha de 8 baixos e do primeiro grupo que formou com dois irmãos no Nordeste, quando tinha 8 anos.

Dominguinhos fala das brincadeiras e dos passatempos. "Eu não matava nem passarinho, por pena." A mãe, alagoana filha de índios como o pai, teve 16 filhos, muitos dos quais "iam morrendo" e sendo enterrados em caixõezinhos que o pai já construía como um especialista.

Seus olhos se enchiam de água depressa, sobretudo depois que ele começou seu tratamento contra o câncer. Em uma noite, deixou o quarto do hospital com seu chapéu de vaqueiro, apertou o botão do elevador e fez o nome do pai.

Momento de emoção no filme quando Dominguinhos chega ao teatro no qual a Orquestra Jazz Sinfônica o esperava e sentou-se para tocar De Volta pro Aconchego. Quando sentiu os arranjos sinfônicos atravessando seu peito, não se conteve e chorou uma lágrima graúda, como se soubesse que, ali, era a hora de se despedir.

Levantou a cabeça, tirou o chapéu e chorou...


Ney Vital sacode o forró, cantoria de viola, xote, xaxado e baião com o Programa Nas Asas da Asa Branca-Viva Luiz Gonzaga

O rádio continua sendo o principal veículo de comunicação do Brasil. Aliado a rede de computadores está cada vez mais forte e potente. Na rádio Emissora Rural-A voz do São Francisco, www.730am.com.br o jornalista Ney Vital vai apresentar o Programa Nas Asas da Asa Branca-Viva Luiz Gonzaga, às 7hs, todo domingo, a partir do dia 30 de julho.

O programa segue uma trilogia amparada na cultura, cidadania e informação. "É a forma, o roteiro concreto para contar a história da música brasileira a partir da voz e sanfona de Luiz Gonzaga", explica Ney Vital.

O programa Nas Asas da Asa Branca-Viva Luiz Gonzaga é um projeto que teve início em 1990, numa rádio localizada em Araruna, Paraíba. "Em agosto de 1989 perdemos o Rei do Baião e então, o amigo, hoje professor radicado no Rio de janeiro, o doutor em Ciência da literatura, Aderaldo Luciano fez o convite para participar de um programa de rádio. E até hoje continuo neste bom combate".

No programa o sucesso pré-fabricado não toca e o modismo de mau gosto passa longe."Existe uma desordem , inversão de valores no jornalismo e na qualidade das músicas apresentadas no rádio e por isto a necessidade de um programa voltado para um dialágo com a cultura", avalia o jornalista.

Ney Vital usa a credibilidade e experiência em mais de 20 anos atuando no rádio e televisão. "O programa incentiva o ouvinte a buscar qualidade de vida. É um diálogo danado de arretado. As novas ferramentas da tecnologia da comunicação permitem ficarmos cada vez mais próximo dos ouvintes", finalizou Ney Vital.


Lucas Campelo e Anastácia fazem homenagem ao mestre Dominguinhos

Neste sábado, 22, o Teatro Atheneu será palco de uma merecida reverência ao grande mestre Dominguinhos. O músico sergipano Lucas Campelo recebe a compositora pernambucana Anastácia no espetáculo “Dominguinhos, Através”, apresentado pela primeira vez em 2016 por Campelo, após a conclusão do seu mestrado pela Universidade Federal da Bahia, e abrilhantado, agora, com a participação da Rainha do Forró, autora de diversas músicas que destacaram Dominguinhos no cenário nacional.

Foram dois anos de pesquisa sobre o processo de aprendizagem de Dominguinhos. Nesse período, Lucas revela ter percorrido a trajetória de autodidatismo deste, que é um dos grandes ícones da cultura nordestina, herdeiro e continuador do legado de Luiz Gonzaga. “Para entender melhor todos os processos que envolveram esse percurso marcante, entrevistei Anastácia, o filho de Dominguinhos, além de sanfoneiros e músicos que conviveram com ele, inspirado pelo documentário ‘O Milagre de Santa Luzia’”, revela.

De maneira intimista e trazendo ao público o mais autêntico forró pé de serra, o espetáculo conta, então, a trajetória de Dominguinhos por meio de um repertório instrumental, canções singulares e relatos pronunciados por Lucas Campelo e Anastácia. A sanfona, instrumento maior do forró, e a identidade nordestina são - segundo Lucas - os elementos centrais da proposta. “É uma forma de reconhecimento, valorização e fortalecimento da vida e obra do mestre Dominguinhos”, pontua.

De acordo com Lucas, a expectativa é que as pessoas estejam abertas para ouvir as histórias, que refletem a identidade cultural do povo nordestino. “Espero que a gente alcance essa fonte de inspiração que está nas nossas raízes, e que o nosso show consiga despertar essa memória no público e construir novas sensações. Para mim, pessoalmente, é uma grande realização poder conviver, aprender e ter a oportunidade de fazer esse projeto com uma pessoa que é fonte viva da nossa história; enquanto referência musical, compositora, cantora e mulher”.

Com produção de Simone Fontes e cenário de Fábio Sampaio, o show acontece no sábado, 22 de julho, às 20h; com participação de Alberto Silveira, Bárbara Sandes, Denisson Cleber, Izabel Nascimento, Maestro Evanilson Vieira, Saulo Ferreira, Sidcley Santos e Betinho Caixa d’Água. Os ingressos estão à venda na bilheteria do Atheneu, por R$ 40 inteira e R$ 20 meia entrada.



Missa do Vaqueiro de Serrita denuncia todos os desmantelos políticos de solo e alma do Jesus Sertanejo

Por todo o século XIX, a cidade do Recife foi se constituindo no grande portal da cultura brasileira. A literatura e a filosofia deitaram-se em suas ruas a partir de sua Faculdade de Direito. Nos becos e vielas estavam se fortalecendo os movimentos culturais do povo: um pouco de maracatu, um pouco de frevo surgindo devagar, o mela-mela e tudo que confluiria para uma produção artística imponente na primeira metade do século XX. Já a partir da década de 60 desse mesmo século, o XX, forjaram-se alguns movimentos musicais determinantes.

A Paraíba recebia esses manifestos sonoros e os deglutia pensando também em fortalecer sua própria vida. De alguma forma, chegaram até nós, habitantes das soleiras interioranas, os discos produzidos no cenário sócio-temporal recifense. A formação de grupos musicais assentados na tradição, aplicando elementos da modernidade em seus arranjos, subvertendo esteticamente as melodias e harmonias, escrevendo frases tangentes, mas nunca centrífugas, esses elementos nos ofertaram cachoeiras de prazeres acústicos.

Foi assim que o Quinteto Violado nos ofereceu um disco temático de intervenção social e política tão forte que nos encantou em todos os aspectos. Missa do Vaqueiro, cumprindo a tradição litúrgica, mas pautando-a pela necessidade cabocla, denunciava todos os desmantelos políticos infectantes do solo e da alma do Jesus Sertanejo. Preparado a partir da missa real, tomou nosso imaginário e fortaleceu-nos na tomada de consciência quanto à civilização do couro e sua importância.

Na mesma pisada a Banda de Pau e Corda, com o disco Frevo, nos oferecia a rua primordial recifense, aquela adornada com o frevo vindo de Olinda amolando as Pás, afinando as Vassouras, gritando que o Recife acordou e observando que, nos cabelos de Rosinha (o próprio Recife) a rosa nunca amarelou. Os arranjos deixaram de lado o furor dos clarins, trombones, trompetes e clarinetas e abraçaram os bordões, as primas, as sextas e as nonas dos instrumentos de bojo de madeira. Foi eletrizante, incluindo uma formação sonora diferente, como um regional.

Se o Quinteto trouxera o gado e seus tangedores e a Pau e Corda, a rua e seus habitués, o Quinteto Armorial vestia sua armadura e nos apresentava o Imaginário Armorial, codificado por um Ariano mais radical, quase sectário. A proposta, conduzida com a observação rigorosa dos ditames do mestre e mentor, consumara-se no disco inviolável Do Romance ao Galope Nordestino. Com aquele som peninsular, dialogando com o mourisco, o andaluz e a alma sertaneja, o pacote musical nos trazia uma canção chamada Toré, uma arquitetura africana e indígena, com um pife intrometendo-se todo o tempo entre as violas, os violinos e a percussão.

Mas, vocês convirão comigo que em todo o percurso cultural de uma cidade as inovações, as ousadias requerem sempre a mão viva do talento, a técnica: o engenho e a arte. Entre eles, num repente sagrado e necessário, surgiu um som tão diferente e, ao mesmo tempo tão aparentado que nos causou espanto e arrepio: era o voo da Ave Sangria dizendo logo na abertura que, lá fora, "é esse cansaço!"

 A capa com uma figura mítica meio ave, meio mulher, num cenário também sertanejo, vestindo uma túnica e vendo-se por ela o corte vaginal. Eram balada e rock e letras psicodélicas. Bem diferente dos três anteriores, a Ave Sangria nos sangrava com outra proposta. O decorrer da década de 70 consolidaria esse estilo em outros artistas. Nós vivemos essas coisas. E sobrevivemos. Ainda!

Fonte: Aderaldo Luciano-professor, doutor em Ciencia da Literatura


Frio intenso muda hábitos dos moradores do Araripe, Vale do São Francisco e Pajeu

O frio tem mudado os hábitos dos moradores do Sertão do Araripe, Vale do São Francisco e Pajeu. Acostumados com temperaturas que, normalmente, chegam perto dos 40º C, eles estão tendo que conviver com outra realidade. Neste inverno, diferente de anos anteriores, os termômetros na região estão registrando, com frequência, temperaturas de até 17º C. Já em Triunfo, o frio tem sido muito mais intenso, chegando a 7 graus.

Os termômetros das Estações Meteorológicas Automáticas do Laboratório de Meteorologia (LabMet), da Univasf, marcaram 17 graus e uma sensão térmíca próximo aos 13 graus, em Petrolina e Juazeiro. O aumento da velocidade do vento e a umidade elevada do ar contribuíram para que a sensação térmica mais baixa. A sensação térmica provocada pela velocidade dos ventos faz com que as pessoas percebam o frio com mais intensidade. Segundo registros do Laboratório de Meteorologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em determinados momentos a velocidade média dos ventos na cidade tem sido de até 54 km/h.

O professor e meteorologista da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Mário Miranda, explica os motivos da mudança climática. “Isso se deve a um centro de alta pressão que se encontra sobre o Oceano Atlântico na altura do Sul e Sudeste do país, que está empurrando o ar frio para a região Nordeste. O professor lembra ainda que nesta época do ano, os dias são mais curtos e as noites mais longas. Com isso a incidência de raios solares sobre a Terra é menor, o que diminui o aquecimento do ar próximo da superfície no Hemisfério Sul.

As baixas temperaturas são registradas também em outras cidades da Bahia e de Pernambuco, a exemplo de Senhor do Bonfim, Jaguarari, Triunfo e Garanhuns onde fez 14°C. A previsão até o início de agosto, de acordo com o meteorologista, é que a nebulosidade permaneça sobre a região, assim como as temperaturas mais amenas, especialmente durante as madrugadas de céu estrelado. E os ventos poderão se tornar ainda mais fortes.



Triunfo: Festa do Estudante terá Alceu Valença e Lucy Alves

A 59ª edição da Festa do Estudante, começa em Triunfo, Pernambuco no próximo sábado dia 22. O evento vai até o dia 29 e é consolidado no calendário de inverno do Governo do Estado.

Este ano participam da festa nomes da música, como Alceu Valença, Frejat, Lucy Alves e Forró da Galera. Durante a programação ocorrem feiras literárias, exposições artísticas e culturais, festival de cinema, mostra de dança e música e competições esportivas. Triunfo está localizada no Planalto da Borborema, no vale do Pajeú, com mais de 1000 metros de altitude. É cercada de montanhas e no período do inverno a sua temperatura desce chega a 10 graus, atraindo milhares de turistas.


Receita começa a pagar hoje o 2º lote de restituição do Imposto de Renda

Receita Federal começa a pagar hoje (17) o segundo lote de restituição do Imposto de Renda de Pessoas Físicas 2017. Este lote também incluirá restituições residuais de 2008 a 2016, segundo informou o órgão. Cerca de 1,3 milhão de contribuintes que declararam Imposto de Renda neste ano vão receber dinheiro do Fisco. Ao todo, serão desembolsados R$ 2,533 bilhões. A Receita também pagará R$ 467,2 milhões a 148,2 mil contribuintes que fizeram a declaração entre 2008 e 2016, mas estavam na malha fina. Considerando os lotes residuais e o pagamento de 2016, o total gasto com as restituições chegará a R$ 3 bilhões.

As restituições terão correção de 2,74%, para o lote de 2016, a 97,03% para o lote de 2008. Em todos os casos, os índices têm como base a taxa Selic (juros básicos da economia) acumulada entre a data de entrega da declaração até este mês. O dinheiro será depositado nas contas informadas na declaração. O contribuinte que não receber a restituição deverá ir a qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para os telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para ter acesso ao pagamento.


Seminário Cariri Cangaço: Missa Vaqueiro, Lampião e Luiz Gonzaga em destaque entre os dias 20 e 23 em Exu e Serrita

O pesquisador e escritor Rafael Lima lançara o livro "O Rei do Baião e a Princesa do Cariri, durante o Cariri Cangaço 2017 em Exu, Pernambuco. A programação do Cariri Cangaço 2017 acontece de 20 a 23 de julho. A abertura terá a Conferência tema  “A Influência do Cangaço na Obra de Luiz Gonzaga”, ministrada pelo professor Wilson Seraine, na Escola Bárbara de Alencar – Centro, Exu.

O livro de Rafael Lima traz a revelação do "amor e a dedicação, olhar e paixão que Luiz Gonzaga tinha pelo Crato". Conta por exemplo que em  1953, Luís Gonzaga abrilhantou a Festa do Centenário do Crato, cariri cearense,  realizou show na Feira de Amostra, instalada na Praça da Sé, trazido pela Rádio Araripe, sob o comando de Wilson Machado. Em 1974, tornou-se cidadão cratense, título outorgado pela Câmara Municipal, em solenidade realizada no auditório do Sesi.

Em 1975, Luiz Gonzaga levou o Coral da Sociedade Cultural Artística do Crato (SCAC) para cantar a Quinta Missa do Vaqueiro, criada por ele, padre João Câncio e Pedro Bandeira, em Lajes, Município de Serrita, localizado no Estado de Pernambuco, em homenagem ao vaqueiro Raimundo Jacó. Luiz Gonzaga sempre valorizou a cultura e a arte cratense. O Crato foi o seu ponto de apoio nos grandes eventos promovidos por ele na região.

O Rei do Baião participou também da inauguração da Rádio Araripe, juntamente com seu pai, Januário, e seu irmão, Zé Gonzaga, bem como da Rádio Educadora do Cariri e do Gaibu Avenida. Foi sempre uma das maiores atrações artísticas da Exposição do Crato, além de seu grande divulgador. A música "Eu Vou Pro Crato", interpretada por ele, ainda hoje emociona os cratenses de todas as gerações.

O livro de Rafael Lima é um importante instrumento de conhecimento para as novas gerações.

No sábado 22 em Exu também acontecerá às 18hs, a Conferência "Luiz Gonzaga: O Homem e o Mito, participação de Juliana Pereira, Joquinha Gonzaga, Fausto Luiz Maciel "Piloto" e Reginaldo Silva.

ÀS 19h40min – Conferência "O Legado e a Espetacular Obra de Luiz Lua Gonzaga", participação dos pesquisadores Múcio Procopio, Paulo Vanderly, Jose Nobre, Kydelmir Dantas.



Pernambuco ganha 6 novos Patrimônios Vivos da Cultura

A lista de Patrimônios Vivos de Pernambuco reconhecida pela Fundarpe acaba de aumentar. São mais seis nomes, que vão ganhar, além do reconhecimento oficial de sua importância para a cultura pernambucana, uma bolsa vitalícia. O ator e diretor José Pimentel, a parteira Maria dos Prazeres, o fundador do Balé Popular do Recife André Madureira, o músico Mestre Chocho, decano do choro no Estado, o Reisado Inhanhum de Santa Maria da Boa Vista e Sociedade de Bacamarteiros do Cabo foram os contemplados em votação realizada na sede do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC). 

Pernambuco passa a ter 51 Patrimônios Vivos. A entrega do título será realizada no dia 17 de agosto, no Teatro de Santa Isabel, juntamente com a cerimônia dos vencedores do 2° Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho.

O Reisado Inhanhum - Tradição do sertão do São Francisco, as primeiras atividades do Reisado do Inhanhum estão associadas às festas de reis que acontecem desde o século XVIII na comunidade Quilombola de Inhanhum, no município de Santa Maria da Boa Vista. Nos últimos dez anos, participa ativamente de festivais de cultura e promoveu festas de Santos Reis entre 2011 e 2013, contribuindo para valorização e divulgação do Reisado.


Baterias Heliar: marca se consolida no mercado e mostra personalidade junto aos clientes


Desde o lançamento de sua campanha "Neymar é Heliar", as Baterias Heliar estão apostando nas redes sociais com o conceito de cross media, no Twitter, Facebook e no canal YouTube. Aliado a este conceito o empresário Jadiel Santos revela que o mercado é conquistado com muito trabalho, contatos e dedicação por isto cresce a  ampliação do nome Heliar na hora da compra de baterias e mostra a personalidade, credibilidade das Baterias Heliar que está há 85 anos no mercado.

Jadiel conta que a Heliar foi a primeira bateria chumbo ácido para veículos produzida no Brasil e desde então é pioneira em inovações que trazem benefícios reais para os revendedores e clientes. Jadiel ainda ressalta que a Heliar tem uma preocupação com a melhoria do meio ambiente e com o futuro das novas gerações e por isto já foram recicladas mais de 8 milhões de baterias e serão mais de 30 milhões até 2020.

Com tecnologia de ponta, a Heliar é a marca líder nas montadoras e oferece a maior garantia do mercado.  Em Petrolina você encontra a Norbat-Distribuidor Exclusivo Baterias Heliar )Avenida Sete de Setembro 36

Além de transmitir a personalidade e posicionar a marca e os produtos no mercado, Jadiel revela a importância de aliar a adesão às redes sociais a comunicação com o maior número de pessoas, fornecedores, revendedores, clientes  aumentando assim a lembrança dos consumidores em relação às Baterias Heliar e também a preferência dos clientes e parceiros.

"Ir muito além da partida, também é oferecer o melhor atendimento para nossos revendedores e clientes", finaliza Jadiel Santos.

Serviço: Em Petrolina você encontra Norbat-Distribuidor Exclusivo Baterias Heliar)Avenida Sete de Setembro 36
Petrolina-Pernambuco
Telefone: (87) 3861-8937 e 30315275


Museu Forró de Caruaru valoriza a memória de Luiz Gonzaga

Caruaru, no Agreste de Pernambuco, é dona do título de Capital do Forró. Além de possuir o "Maior e Melhor São João do Mundo", o município é também sede do Museu do Forró Luiz Gonzaga. Fundado em 1985 apenas com o nome de "Museu do Forró de Caruaru".

De acordo com o historiador Walmiré Dimeron, o espaço foi criado como sendo um "núcleo inicial com exposição decorativa de capas de LPs de artistas caruaruenses". A partir de 1989, segundo conta Dimeron, o museu passou a carregar o nome de Luiz Gonzaga, após a aprovação de um projeto de lei proposto pela Câmara de Vereadores. Somente em 1996 o material foi instalado em um prédio localizado no Pátio de Eventos do município.

"Desde 1998, o material que o governo do Estado tinha adquirido da segunda mulher de Gonzaga - Maria Edelzuíta Rabelo - veio para o Museu do Forró de Caruaru", conta Dimeron. Para o historiador, os objetos possuem um diferencial. "O acervo daqui apresenta muito da vida pessoal de Gonzaga. Tem documentos, cartas de amor, entre outras coisas que, de fato, mostram o lado humano dele. 

Segundo Dimeron, o lugar é marcante por causar grande emoção aos adeptos do Rei do Baião. "O museu tem uma característica muito importante, que é a de preservar a memória de Gonzaga e, além disso, também sensibilizar a quem visita. Isso por conta da aproximação que os objetos lá expostos promovem entre o eterno Gonzaga e os fãs que aqui ficaram", ressalta.

Chegando ao espaço, a primeira sala é a "Olha Pro Céu Meu Amor", cujo nome relembra uma composição de autoria de Luiz Gonzaga e José Fernandes. No local são encontradas cerca de 150 peças que ilustram a memória do Rei do Baião. São bonecos e artigos decorativos em barro, parte da discografia do cantor e compositor, além de outros adereços. Todo o material é oriundo de doações de fãs e outra parte foi adquirida pelo museu. O ambiente foi montado em 2012, em homagem ao centenário de Gonzaga.

Já no ambiente inaugurado na década de 90, onde está o acervo pessoal do Rei do Baião, há entre 400 e 450 objetos. No espaço é possivel apreciar documentos pessoais de Gonzaga, como a carteira de identidade, cartas amorosas, peças de roupas, discos, livros, placas de homenagens, instrumentos, óculos, entre outros artigos que foram utilizados por Luiz Gonzaga. Entre as peças, destaque para a sanfona utilizada pelo cantor no último show realizado em Caruaru em 1988.

Nos outros dois ambientes do museu é possível encontrar objetos que relembram artistas locais e os festejos juninos caruaruenses do passado, a exemplo de fotografias, painéis, entre outros. Um deles é dedicado à cantora Elba Ramalho, no qual é possível observar centenas de artigos e acessórios pessoais da artista, todos doados por um fã-clube.

O Museu do Forró Luiz Gonzaga está localizado dentro do Museu do Barro Espaço Zé Caboclo, no Espaço Cultural Tancredo Neves, na praça de mesmo nome, número 100, Centro. O local funciona de terça a sábado, das 8h às 17h, e aos domingos, das 9h às 13h.


Tribunal de Justiça de Pernambuco abre inscrições para concurso público

Daqui a um mês, em 13 de agosto, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) completa 195 anos. Dentro das ações programadas, está a realização de concurso público para o provimento do cargo de servidor do Poder Judiciário estadual. As inscrições, que têm início em 24 de julho e seguem até 24 de agosto, custarão R$55,00 para os cargos de nível médio e R$63,00 para superior. A isenção da taxa poderá ser solicitada entre os dias 24 e 27 deste mês. Esses procedimentos devem ser realizados no site http://www.ibfc.org.br/

O edital prevê funções para quem possui diplomas de ensino médio e médio técnico em Informática, Rede de Computadores, Manutenção e Suporte em Informática, Sistemas de Computação, Telecomunicações ou Sistema de Transmissão. Para ensino superior, em áreas diversas e nas especificas de Direito, Serviço Social, Pedagogia, Psicologia, Contabilidade, Informática e engenharias Física ou Mecânica com pós-graduação na área de Informática. Os vencimentos variam de R$4.222,45 (médio) a R$5.502,12 (superior). Outras informações no edital publicado no Diário de Justiça eletrônico.


Programação comemora os 120 anos de nascimento de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião

O município de Serra Talhada, no sertão de Pernambuco, está comemorando os 120 anos de nascimento de Virgulino Ferreira da Silva, popularmente conhecido como Lampião “O Rei do Cangaço”.

A Fundação Cultural Cabras de Lampião realizará  entre os dias 26 e 30 de julho, o ‘Tributo a Virgolino: A Celebração do Cangaço – 120 Anos de Lampião’. Serão 47 atividades culturais, entre filmes, espetáculos teatrais, exposições fotográficas, shows, quadrilhas juninas, poetas, contadores de causos e capoeiristas, entre outras.

Segundo a presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião, Cleonice Maria dos Santos a ideia é ir além do aniversário do célebre cangaceiro. “Esse é o mote para celebrarmos nossa cultura, valorizando o potencial de Serra Talhada, unificando diferentes linguagens artísticas“, afirma.

Virgulino Ferreira da Silva nasceu em 7 de julho de 1897, no Sítio Passagem das Pedras, zona rural da Capital do Xaxado, conforme consta na certidão de nascimento do Cartório São João do Barro Vermelho.

Lampião foi o segundo filho dos oito tidos por José Ferreira da Silva e Maria Selena da Purificação. Virgulino iniciou sua vida de Cangaceiro quando se alistou a tropa de Sinhô Pereira para ingressar na vida do cangaço.

Em poucos meses, Lampião começou a ganhar notoriedade no meio dos outros cangaceiros. Em 1922, Sinhô Pereira se aposentou do cangaço, e Virgulino assumiu a liderança do bando.

Em 1938, o bando de Lampião acampa na Fazenda de Angicos, no sertão de Sergipe – na época, era o esconderijo mais seguro dos cangaceiros. No entanto, na noite de 28 de julho daquele ano, Pedro Cândido denunciou a localização do bando e a elite do tenente João Bezerra e sargento Aniceto Rodrigues da Silva invadiu o local e matou os cangaceiros do bando. Poucos conseguiram fugir– e 11 cangaceiros, incluindo Lampião, foram mortos no local.

Após a derrota, as 11 cabeças dos cangaceiros foram arrancadas e expostas para população daquele Estado para mostrar o que acontecia com quem desobedecia as leis brasileiras.

De acordo com a Secretaria de Cultura e Turismo de Serra Talhada, durante este ano, todos os eventos realizados carregaram o slogan e selo “120 anos de Lampião”.


Seminário Cariri Cangaço 2017 terá Lançamento de livros e conferências da vida e obra de Luiz Gonzaga

 O pesquisador e escritor Rafael Lima lançara o livro "O Rei do Baião e a Princesa do Cariri, durante o Cariri Cangaço 2017 em Exu, Pernambuco. A programação do Cariri Cangaço 2017 acontece de 20 a 23 de julho. A abertura terá a Conferência tema  “A Influência do Cangaço na Obra de Luiz Gonzaga”, ministrada pelo professor Wilson Seraine, na Escola Bárbara de Alencar – Centro, Exu.
 
O livro de Rafael Lima traz a revelação do "amor e a dedicação, olhar e paixão que Luiz Gonzaga tinha pelo Crato". Conta por exemplo que em  1953, Luís Gonzaga abrilhantou a Festa do Centenário do Crato, cariri cearense,  realizou show na Feira de Amostra, instalada na Praça da Sé, trazido pela Rádio Araripe, sob o comando de Wilson Machado. Em 1974, tornou-se cidadão cratense, título outorgado pela Câmara Municipal, em solenidade realizada no auditório do Sesi.

Em 1975, Luiz Gonzaga levou o Coral da Sociedade Cultural Artística do Crato (SCAC) para cantar a Quinta Missa do Vaqueiro, criada por ele, padre João Câncio e Pedro Bandeira, em Lajes, Município de Serrita, localizado no Estado de Pernambuco, em homenagem ao vaqueiro Raimundo Jacó. Luiz Gonzaga sempre valorizou a cultura e a arte cratense. O Crato foi o seu ponto de apoio nos grandes eventos promovidos por ele na região.

O Rei do Baião participou também da inauguração da Rádio Araripe, juntamente com seu pai, Januário, e seu irmão, Zé Gonzaga, bem como da Rádio Educadora do Cariri e do Gaibu Avenida. Foi sempre uma das maiores atrações artísticas da Exposição do Crato, além de seu grande divulgador. A música "Eu Vou Pro Crato", interpretada por ele, ainda hoje emociona os cratenses de todas as gerações.

O livro de Rafael Lima é um importante instrumento de conhecimento para as novas gerações.

No sábado 22 em Exu também acontecerá às 18hs, a Conferência "Luiz Gonzaga: O Homem e o Mito, participação de Juliana Pereira, Joquinha Gonzaga, Fausto Luiz Maciel "Piloto" e Reginaldo Silva.

ÀS 19h40min – Conferência "O Legado e a Espetacular Obra de Luiz Lua Gonzaga", participação dos pesquisadores Múcio Procopio, Paulo Vanderly, Jose Nobre, Kydelmir Dantas.




Pesquisa mostra que consumidores de café são mais felizes e vivem mais

Dois estudos publicados em uma revista científica estão fazendo a alegria dos amantes de café. As pesquisa divulgadas na “Annals of Internal Medicine” afirmam que pessoas com o hábito diário de consumir a bebida vivem mais.

De autoria de pesquisadores da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer do Imperial College London, com informações do Grupo Europeu de Investigação para o Câncer e a Nutrição (EPIC), um dos estudos descobriu que os consumidores da bebida têm um menor risco de morte em comparação com os não-consumidores.

Os dados são de 10 países europeus e incluem 520 mil homens e mulheres, uma das maiores amostras para uma pesquisa já feita em relação ao café.

A outra pesquisa, de cientistas da Universidade do Sul da Califórnia, Estados Unidos, é mais específica e atribui um maior consumo de café a um menor risco de morte em diferentes etnias. De acordo com o levantamento, a análise por cor de pele é importante porque cada raça tem um estilo de vida diferente.

Segundo os dados, pessoas que consomem uma xícara de café por dia são 12% menos propensas a morrer do que quem não bebe. Essa associação foi ainda mais forte para quem bebe de duas a três xícaras por dia: 18% reduziram a chance de morte.

Antes desses dois estudos, a bebida já era associada a um menor risco de morrer por doenças do coração, câncer, infarto, diabetes, doenças respiratórias e renais.

Um outro estudo apontava que a bebida também provoca felicidade nas pessoas. O estudo descobriu o motivo: o café ajuda o cérebro no reconhecimento mais rápido de palavras ou expressões positivas - como amor e feliz - em comparação com as negativas - como raiva ou tédio.

A pesquisa foi liderada pelos psicólogos Lars Kuchinke e Vanessa Lux. A pesquisa mostra ainda que a cafeína acelera o processamento verbal do cérebro.


Disco raro de Luiz Gonzaga marca assinatura de Rosil Cavalcanti

Discos de Vinil, Rádios, Feira das cidades do interior. Três paixões que tenho. Coloquei aqui dois discos selos originais, raros, estes fazem parte da minha coleção de Música, vida e obra de Luiz Gonzaga. Detalhe: percebam escrita Rosil, data 10-07-1967. Este compacto  perteceu a Rosil Cavalcanti, parceiro, compositor de Luiz Gonzaga e de Jackson do Pandeiro. O que impressiona? No dia 10 de julho de 1968 Rosil Cavalcanti morreu. Percebam o valor das datas...a assinatura é exatamente um ano antes dele falecer!

Rosil Cavalcanti é o autor de centenas de clássicos da música brasileira. Sebastiana, Aquarela Nordestina, Saudade de Campina Grande, Amigo Velho, Faz Força Zé...Rosil de Assis Cavalcanti nasceu em Macaparana,
PE.  Eu tive a honra de conhecer na década de 90, a viúva de Rosil, Maria das Neves-Dona Nevinha...

A capa desse disco vinil consta no livro biografia do músico pernambucano Rosil Cavalcanti. O livro “Pra Dançar e Xaxar na Paraíba: Andanças de Rosil Cavalcanti”, de  Rômulo Nóbrega e José Batista Alves, tem prefácio de Agnello Amorim.
Radialista, humorista, percussionista e compositor, Rosil Cavalcanti era radicado na Paraíba, foi autor de obras clássicas da música  brasileira, na voz de Jackson do Pandeiro, Marinês e Luiz Gonzaga, dentre outros intérpretes nacionais.

A biografia de Rosil Cavalcanti foi lançada em 2015 uma homenagem ao seu centenário de nascimento, 47 anos depois de sua morte, em 1968, aos 53 anos de idade, em Campina Grande, onde viveu a maior parte de sua vida e se projetou no Brasil.

O livro “Pra Dançar e Xaxar na Paraíba”, 444 páginas, editado pela gráfica Marcone, é enriquecido com vasta iconografia do biografado, suas fotos desde a infância, juventude, a vida de casado, em programa de rádio no papel do famoso personagem Capitão Zé Lagoa, além de imagens de Rosil com colegas de trabalho, artistas, músicos, suas caçadas e pescarias, capas e selos de discos.


Gestor imobilário diz que segundo semestre é bom para comprar casas e loteamentos

A crise econômica prejudicou diversos segmentos nos últimos anos, entre eles o mercado imobiliário. Porém, a expectativa dos consumidores, dos gestores e também das imobiliárias é de números ainda melhores para este segundo semestre de 2017.

"O ano é considerado bom e até ótimo para fazer negócios em função da redução da taxa de juros e da estabilização dos preços", avalia o gestor imobiliário Aldizio Barbosa, profissional que possui mais de 20 anos atuando no setor.

Aldizio aponta as medidas do governo para fomentar o mercado, como a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a redução da taxa de juros visando ajudar na aquisição da casa própria são benéficas. De acordo com Aldizio a linha de crédito criada para pessoas que comprovem carteira do trabalho e ganho de até um salário mínimo e meio recebeu aprovação dos clientes. "Também trabalhadores com mais de 3 anos de carteira e dependentes podem ter subsidio de até R$ 31.661,00 e juros de 4.5% ano", diz o gestor

Ainda segundo ele  a ideia de baixar os juros é interessante, pois dá uma condição melhor para adquirir imóveis em longo prazo. Como o financiamento depende do pagamento de várias prestações, às vezes em 360 meses, isso dá resultado prático em longo prazo.

Aldizio lembra que a demanda por moradia em Petrolina é constante, independentemente da situação econômica do país. “Independentemente de crises ou de facilidades de crédito, a demanda continua. Então, as pessoas têm de se organizar para encontrar a sua moradia”, finalizou Aldizio Barbosa.



Rádio: "Nas Asas da Asa Branca Ney Vital sacode o forró, cantoria de viola, xote e baião com bom jornalismo

O rádio continua sendo o principal veículo de comunicação do Brasil. Aliado a rede de computadores está cada vez mais forte e potente. Na rádio Emissora Rural-A voz do São Francisco, www.730am.com.br o jornalista Ney Vital vai apresentar o Programa Nas Asas da Asa Branca-Viva Luiz Gonzaga, às 7hs, todo domingo, a partir do dia 30 de julho.

O programa segue uma trilogia amparada na cultura, cidadania e informação. "É a forma, o roteiro concreto para contar a história da música brasileira a partir da voz e sanfona de Luiz Gonzaga", explica Ney Vital.

O programa Nas Asas da Asa Branca-Viva Luiz Gonzaga é um projeto que teve início em 1990, numa rádio localizada em Araruna, Paraíba. "Em agosto de 1989 perdemos o Rei do Baião e então, o amigo, hoje professor radicado no Rio de janeiro, o doutor em Ciência da literatura, Aderaldo Luciano fez o convite para participar de um programa de rádio. E até hoje continuo neste bom combate".

No programa o sucesso pré-fabricado não toca e o modismo de mau gosto passa longe."Existe uma desordem , inversão de valores no jornalismo e na qualidade das músicas apresentadas no rádio e por isto a necessidade de um programa voltado para um dialágo com a cultura", avalia o jornalista.

Ney Vital usa a credibilidade e experiência em mais de 20 anos atuando no rádio e televisão. "O programa incentiva o ouvinte a buscar qualidade de vida. É um diálogo danado de arretado. As novas ferramentas da tecnologia da comunicação permitem ficarmos cada vez mais próximo dos ouvintes", finalizou Ney Vital.


Programa Viola, minha Viola, a valorização da música caipira reestreia na TV Cultura

O tom saudosista é imposto nos primeiros segundos, tão logo a violeira Adriana Farias surge à tela embalando a clássica valsinha caipira Lampião de Gás, composição de Zica Bergami (1914-2011) imortalizada na voz de Inezita Barroso (1925-2015). A música marcou a estreia do Viola, Minha Viola, todo domingo às 9h, na TV Cultura, uma reedição do programa de auditório mais longevo da emissora, interrompido há dois anos em decorrência da morte de Inezita.

Serão 38 episódios, e cada um reverencia a carreira de um artista consagrado do gênero, e exibe momentos marcantes de suas participações no Viola original. Inezita Barroso, por motivos óbvios, encabeça a lista. “Em termos de personalidade, ela é irretocável. Ela sempre será um espelho, um molde”, diz Adriana Farias, escolhida pela Cultura para comandar o programa.

Inezita esteve no programa pela primeira vez em 1980, quando era comandado por Moraes Sarmento e Nonô Basílio. Cantou A Moda da Mula Preta, contou sua história, e agradou ao público. De convidada, virou apresentadora. E nele permaneceu por mais de 1.500 edições.

Adriana diz se inspirar na própria Inezita para sua estreia como apresentadora. “A única coisa que eu tenho certeza de que quero manter é a oportunidade que ela dava para as pessoas da nossa cultura. Essa coisa da tradição, de ter pessoas que vestem a roupa da música caipira, para manter a chama viva. O público ficou órfão desde o fim do Viola, não existiu um programa na TV com essa temática.”

A escolha de Adriana para o comando do programa não exigiu muita pesquisa por parte da TV Cultura. Assídua frequentadora do Viola, Minha Viola, ela participou de diversas edições em que Inezita enaltecia o trabalho das poucas mulheres violeiras em atividade. “Eu tenho ela como uma figura mágica. Ela chegava perto de mim e eu não conseguia falar, gaguejava. Minha admiração era por toda a sua história e pela mulher que ela era”, afirma.

Adriana tem 41 anos de idade, mas mais de 30 dedicados à música. Autodidata, aprendeu sozinha a tocar violão e seu primeiro sopro em um berrante, segundo ela, paralisou os bezerros que corriam em torno de um lago na chácara de sua família, no interior de São Paulo.

Apaixonou-se pela música caipira ao ver seus tios, Nardo e Dora, cantarem A Lua É Testemunha, de Cascatinha & Inhana, em uma festa, aos 9 anos. Desde este episódio, nunca mais abandonou o estilo. “A música caipira não precisa de defesa, ela é a nossa história, feita por pessoas que construíram o Brasil. E a moda de viola não tem refrão chiclete, tem uma história. Quanto mais você se aprofunda na música caipira, nos compositores e nos violeiros, mais ela vira uma religião”, avalia.

Fonte: Gabriel Perline, O Estado de S.Paulo


Brasil celebra 35 anos de morte de Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo


No dia 10 completam-se 35 anos da morte de Jackson do Pandeiro e, para celebrar a memória do cantor e compositor, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro abrigará um festival em tributo a ele. A primeira edição do Festival Harmonia dedicará no dia 20 um show em tributo ao artista, com músicas suas interpretadas por nomes como Lenine, Roberta Sá, as instrumentistas do Trio Capitu e o grupo musical Carlos Malta & Pife Muderno, responsável pela base sonora da apresentação.

Há exatos 35 anos silenciavam a voz e o instrumento do artista que ganhou o apelido de Rei do Ritmo. Nascido em Alagoa Grande, na Paraíba, Jackson do Pandeiro trocou Campina Grande e João Pessoa pelo Recife, para crescer na carreira artística. No início dos anos 1950, veio a estreia na Rádio Jornal do Commercio e o que seria seu primeiro sucesso, o coco Sebastiana (aquele do "A, E, I, O U, Ypisilone"), composto por Rosil Cavalcanti, com quem Jackson fez dupla.

Na segunda-feira dia 10 de julho é o 35º aniversário da morte de José Gomes Filho, muito mais conhecido como Jackson do Pandeiro. O pseudônimo foi inspirado nas estrelas de cinema do anos 1940 – “todos se chamavam Jack”, contava Jackson e, claro, no inseparável instrumento, o pandeiro.

Entre 1953, quando gravou os compactos “Forró de Limoeiro” (Edgar Ferreira) e “Sebastiana” (Rosil Cavalcanti), e sua morte por embolia pulmonar e cerebral em 1982, em Brasília, acompanhado de seu Pandeiro Jackson criaria uma obra que lhe credenciaria como um dos grandes nomes da música brasileira.

Toda a geração de cantores apontam que alcunha de Rei do Ritmo vinha não apenas das irresistíveis levadas usadas por Jackson nas gravações de baião, baião e xaxado, mas sobretudo de sua habilidade única em encaixar ritmicamente letras nas músicas, e de alterar livremente esta divisão métrica em incríveis improvisos.

Não é por menos que Chico Buarque, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Paralamas do Sucesso e Lenine são alguns dos artistas brasileiros que, em algum momento da carreira, regravaram suas canções ou prestaram-lhe homenagem.

Junto com o pernambucano Luiz Gonzaga, cantou a realidade do povo pobre do Nordeste e foi, nas décadas de 50 e 60 do século passado, um ídolo nacional.

No palco, tinha uma ginga toda especial, uma mistura de malandro carioca com nordestino. Ficou famoso pelas umbigadas que trocava com a parceira e esposa Almira. Jackson do Pandeiro merece toda nossas homenagens.

*Ney Vital- Jornalista


Luiz Gonzaga, Lampião e Missa do Vaqueiro são temas do Seminário Cariri Cangaço 2017 em Exu e Serrita

De 20 a 23 de julho de 2017, a cidade de Exu, Pernambuco, terra de Luiz Gonzaga será o palco da  “Semana Cariri Cangaço 2017”. A programação prevê Seminário em Exu e a Missa do Vaqueiro em Serrita. O evento é voltado para pesquisadores, escritores, professores, universitários, artistas e demais interessados da temática. Cinco Estados integram as discussões do Cariri Cangaço, sendo Ceará; com Crato, Juazeiro, Barbalha, Missão Velha, Aurora, Barro, Porteiras, Lavras da Mangabeira e Brejo Santo; Paraíba, com Sousa, Nazarezinho, Lastro, Princesa Isabel e São José de Princesa; Alagoas, com Piranhas; Pernambuco, com Floresta e Sergipe com Poço Redondo.

Confira a PROGRAMAÇÃO CARIRI CANGAÇO EXU 2017
QUINTA-FEIRA
Dia 20 de Julho de 2017
19h - Noite Solene de Abertura
Escola Bárbara de Alencar - Centro, Exu
 Apresentação da Orquestra SONATA DE EXU
19h20min - Formação da Mesa de Autoridades
19h30min - Hino Nacional
19h35min - Apresentação do Cariri Cangaço
Por Conselheiros
CRISTINA COUTO e WESCLEY RODRIGUES
19h45min - Fala das Autoridades
MANOEL SEVERO
RODRIGO HONORATO
RAIMUNDINHO SARAIVA
20h10min - Entrega do Título de Cidadão Florestano a Luiz Gonzaga
BIA NUMERIANO
20h20min - "Personalidade Eterna do Sertão"
Por Conselheiros
JULIANA PEREIRA e KYDELMIR DANTAS
20h30min - Lançamento
"Aboio Poesia Improviso Cantoria, Origens"
JOÃO MONTEIRO NETO
20h50min - Conferência de Abertura
"A Influência do Cangaço na Obra de Luiz Gonzaga"
WILSON SERAINE DA SILVA FILHO
21h30min - Lançamento
"Cordéis Gonzaguianos - Antologia"
"A Festa da Asa Branca"
WILSON SERAINE e REGINALDO SILVA
22h - Coquetel de Abertura
ORQUESTRA DE SANFONA DOMINGUINHOS


*SEXTA-FEIRA
Dia 21 de Julho de 2017
8h30min - Saída para Serrita
9h30min - Capela da Vila de Ipueira dos Xavier
Entrega de Diploma à Família Xavier
Por Conselheiros JOÃO DE SOUSA LIMA e PROFESSOR PEREIRA
Conferência "O Fogo da Ipueira"
EIMAR XAVIER

14h - Fazenda Caiçara - Exu
14h10min - Marco da Casa de Luiz Gonzaga
14h20min - Casa Museu de Dona Bárbara
AMPARO ALENCAR
14h40min- Entrega de Diploma Museu de Dona Bárbara
Por Conselheiros
RAUL MENELEU e MANOEL SERAFIM
14h50min- Homenagem a Dona Bárbara. Palestra historiador HUBERTO CABRAL
15h30min - Fazenda Araripe
15h35min - Visita a Casa de Januário
15h50min - Igreja de São João Batista do Araripe
AMPARO ALENCAR
16h - Saudação pelo Cariri Cangaço a Exu e à Família Nordestina
DIMAS MACEDO
16h30min - Visita a Casa do Barão de Exu
17h - Trio Pé de Serra no Araripe CECÍLIA DO ACORDEON
Entrega de Diploma Por NARCISO DIAS e FRANCIMARY OLIVEIRA

19h30min - Escola Bárbara de Alencar
19h40min - ICC - Instituto Cultural do Cariri
Lançamento da Parceria ICC - Cariri Cangaço
Revista 10 anos do Cariri Cangaço
HEITOR FEITOSA MACEDO EMERSON MONTEIRO

19h50min - Segunda Noite de Lançamentos
"Cem Anos - Luiz Gonzaga" JOÃO DE SOUSA LIMA
"Padre Cícero, Lampião e Coronéis" DANIEL WALKER
"A Maior Batalha de Lampião - Serra Grande " LOURINALDO TELES
"Considerações sobre a Invasão Lavras por Quinco Vasques em 1910" JOÃO TAVARES CALIXTO JUNIOR
20h30min - Posse no Conselho Cariri Cangaço
Por Conselheiros ANA LÚCIA GRANJA SOUZA e LUIZ RUBEN

21h - Conferência "Exu ; Tres Séculos de História" THEREZA OLDAM ALENCAR PEIXOTO
MESA MODERADOR: LEANDRO CARDOSO FERNANDES
GIVALDO PEIXOTO
ALVENIR PEIXOTO TENÓRIO

**SABADO Dia 22 de Julho de 2017
8h30min - Parque Aza Branca, Exu
9h - Os Desafios do Cariri Cangaço CONSELHO ALCINO ALVES COSTA
9h10min - Apresentação do Projeto "Lampião do Inicio ao Fim de Aderbal Nogueira MANOEL SEVERO
9h20min - Entrega de Comendas pela SBEC-Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço BENEDITO VASCONCELOS MENDES
9h30min - Lançamento CARIRI CANGAÇO "TRILOGIA"
CELSINHO RODRIGUES - Conselheiro, Município de Piranhas
PADRE ERALDO - Prefeito Município de Delmiro Gouveia
MACIEL SILVA - Vice-Prefeito de Água Branca
EDVALDO FEITOSA - Conselheiro, Município de Água Branca
10h - Lançamento CARIRI CANGAÇO FLORESTA
MANOEL SERAFIM - Conselheiro, Município de Floresta
MABEL NOGUEIRA - Comissão Organizadora, Nazaré do Pico
ANA  GLEIDE SOUZA LEAL - Comissão Organizadora, Floresta
10h30min -Lançamento CARIRI CANGAÇO "POÇO REDONDO 2018"
RANGEL ALVES DA COSTA
MANOEL BELARMINO
11h - Xaxado com os Meninos da APAE de Serra Talhada

11h30min - Roda de Conversa
"A Importância das Redes Sociais na Promoção dos Destinos Turísticos"
MODERADOR: HELENILDA MOREIRA
PAINELISTA: SÉRGIO BRAYNER
DEBATEDORES: KIKO MONTEIRO E IVANILDO SILVEIRA

EXU
15h - Inauguração da Estátua de Luiz Gonzaga
Por: PREFEITURA MUNICIPAL DE EXU
PREFEITO RAIMUNDINHO SARAIVA
SECRETÁRIO RODRIGO HONORATO
FAMÍLIA DE LUIZ GONZAGA

15h45min - Parque Aza Branca.Mausoléu de Luiz Gonzaga. Museu de Luiz Gonzaga. Casa de Luiz Gonzaga. EQUIPE PARQUE AZA BRANCA. Entrega de Diploma ao Museu Luiz Gonzaga. CARLOS ALBERTO e CAMILO LEMOS
16h45min - Entrega de Comendas Cariri Cangaço a Personalidades
ARQUIMEDES MARQUES, JORGE REMIGIO e CELSINHO RODRIGUES
17h - Terceiro Dia de Lançamentos
"O Rei do Baião e a Princesa do Cariri"- RAFAEL LIMA
"As Mulheres de Luiz Gonzaga"-MARCELO LEAL
"Lampião na Historiografia de Sergipe"-ARQUIMEDES MARQUES
"Dominguinhos - O Neném de Garanhuns"-ANTONIO VILELA

18h - Conferência
Luiz Gonzaga: O Homem e o Mito
 MODERADORA - JULIANA PEREIRA
JOQUINHA GONZAGA
FAUSTO LUIZ MACIEL "PILOTO"
REGINALDO SILVA

19h - Apresentação do Museu de Luiz Gonzaga de Dom Quintino-PEDRO LUCAS FEITOSA
Entrega de Diploma ao Museu - Luiz Gonzaga de Dom Quintino
NOÁDIA COSTA e JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO
19h20min - "Menino Pedro, do Cordel e do Baião"
PEDRO MOTTA POPOFF

19h40min - Conferência:
O Legado e a Espetacular Obra de Luiz Lua Gonzaga
MODERADOR: MÚCIO PROCÓPIO
PAULO VANDERLEY
JOSÉ NOBRE
KYDELMIR DANTAS

20h50min - Lançamento de Documentário
 "O vaqueiro, a missa e o couro"-LAINA RAMOS- DALILA CARLA DOS SANTOS

***DOMINGO
Dia 23 de Julho de 2017
8h - Saída para Serrita
 Parque Raimundo Jacó
 Missa do Vaqueiro de Serrita
Entrega do Diploma
"Personalidade Eterna do Sertão"
Padre João Câncio in memoriam
CONSELHO DO CARIRI CANGAÇO
10h MISSA DO VAQUEIRO DE SERRITA
Fundação Padre Joao Câncio -HELENA CÂNCIO


Rio São Francisco está cada vez mais seco e previsão não são otimistas para os próximos anos

A estátua do Negro D'Agua um dos principais símbolos turísticos de Juazeiro da Bahia localizada no Bairro Angary, não tem mais nenhum centímetro dos seus doze metros dentro do Rio São Francisco. A escultura está cercada de barro e areia. Um cenário triste que prova o Rio  São Francisco sofrendo um tragédia da seca.

A reportagem foi mostrada pelo Blog Preto no Branco. Os moradores da área contaram que a água já chegou a aproximadamente nove metros de altura, “ficando no peito do Nego”.

“A água já chegou a ficar próximo ao peito do Nego D’Água. De uns tempos pra cá, depois da seca, foi baixando e hoje está assim, como você está vendo. Os meninos brincam de esconde-esconde e vão para trás da estátua”, relata Cosme dos Santos.

As previsões são alarmantes, apontam em novembro próximo, o nível de armazenamento de água no volume útil do Lago de Sobradinho fique abaixo de zero. Hoje, a vazão da represa de Sobradinho está em 600 metros cúbicos de água por segundo (m³/s).

Segundo o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), a solução para o reservatório não chegar ao índice zero de armazenamento do seu volume útil seria aplicar uma redução ainda maior da vazão na região do Baixo São Francisco, saindo do atual de 600 m³/s para 570 m³/s. A medida depende de autorização do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama).


Em 2014 a nascente do Rio São Francisco, situada em São Roque de Minas, secou. Essa nascente é a principal de toda a extensão do rio, que tem 2.700 km. O Rio São Francisco é o maior rio totalmente brasileiro, e sua bacia hidrográfica abrange 504 municípios de sete unidades da federação – Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Goiás e Distrito Federal. Ele nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e desemboca no Oceano Atlântico na divisa entre Alagoas e Sergipe.


Gennaro, João Neto, Marcelo Melo e Sergio Andrade, do Projeto Cantoria Agreste farão homenagem a Dominguinhos

O Projeto Cantoria Agreste fará um show em homenagem ao cantor Dominguinhos no dia 12 de julho, às 20h, no teatro Santa Isabel. O quarteto formado por Gennaro, João Neto, Marcelo Melo e Sérgio Andrade irá cantar os maiores sucessos de um dos maiores expoentes musicais do agreste nordestino.

O Cantoria Agreste foi concebido por Rafael Moura, produtor do espetáculo, que conversou Sério Andrade para colocar o projeto em ação. "Rafael pediu que eu convidasse as pessoas que iriam compor o projeto. Então, falei com Gennaro, João e Marcelo, pois todos possuem alguma ligação com o Dominguinhos", diz Sério Andrade, um dos músicos que formam o Cantoria Agreste.

O repertório do show irá contar com clássicos como Eu só quero um xodó, Sanfona sentida, Lamento sertanejo e Arrebol. Além dos sucessos do homenageado, o quarteto vai explorar canções de outros músicos como Luiz Gonzaga, Geraldo Vandré e João do Vale. "São músicas que falam sobre o agreste, tendo como ponto de partida o trabalho de Dominguinhos. Como somos quatro artistas de bandas diferentes, também colocamos uma ou duas músicas nossas", explica Sérgio.

O espetáculo já passou por Garanhuns, cidade natal do sanfoneiro, e por São Paulo, local em que o cantor passou grande parte de sua vida e veio a falecer. "Em São Paulo nos apresentamos no SESC Belenzinho, o show foi muito bem recebido". Em Ganharuns, o grupo foi atração do Festival Viva Dominguinhos, com um público de 100 mil pessoas. Assim como nas cidades anteriores, o show em Recife pretente reverenciar os momentos mais marcantes da carreira de Dominguinhos e a cultura do agreste em geral.

SERVIÇO
Cantoria Agreste canta Dominguinhos
Onde: Teatro Santa Isabel (Praça da República, bairro de Santo Antônio)
Quando: 12 de junho (segunda-feira), às 20h


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