Candidatos a prefeito de Petrolina participam de debate

Sem a presença de Perpétua Rodrigues (PSOL), que disse não ter recebido convite da TV Grande Rio, os outros quatro candidatos a prefeito de Petrolina – Odacy Amorim (PT), Miguel Coelho (PSB), Edinaldo Lima (PMDB) e Adalberto Cavalcanti (PTB) – não saíram do roteiro no último debate entre eles, promovido  pela emissora TV Grande Rio/afiliada Globo. Mediado pelo jornalista Paulo Roberto Soares, o debate foi dividido em quatro blocos. O que ainda rendeu certa polêmica foi justamente quando um teve direito de formular perguntas ao outro.


Horário eleitoral custará meio bilhão e não sai de graça para a população

O horário eleitoral obrigatório exibido por emissoras de rádio e televisão foi criado para dar voz aos mais diversos candidatos, independente de seu poder econômico. Mas essa propaganda não sai de graça: ela é paga pelos contribuintes e também pelas emissoras privadas.

Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, realizado no início do ano, o ciclo eleitoral de 2016 deve custar cerca de R$ 576 milhões aos cofres públicos em abatimento de impostos.

Isso porque apesar das cerca de 320 empresas de TV e 10 mil emissoras de rádio do Brasil veicularem o horário político gratuitamente, elas têm direito por lei a uma compensação fiscal.

Segundo o fundador do Contas Abertas, Gil Castello Branco, o valor de R$ 576 milhões corresponde a uma previsão orçamentária da Receita Federal. Isso significa que cada cidadão deve pagar indiretamente cerca de R$ 2,80 para ver o horário eleitoral.



Assis Angelo: a batalha para digitalizar acervo cultural

Enquanto andava em direção ao centro do palco, a súbita cegueira apagava as últimas luzes de sua vida engolindo até vultos. A um passo do desespero, ele apegou-se a um livrinho de Gonzagão como se fosse Padre Cícero. Apalpou a capa e, antes de declamar o cordel de mote decassílabo que já sabia de cor, usou os olhos pela última vez para ver uma imagem de Luiz Gonzaga voando sobre um pássaro.

Assis Ângelo levou dois anos para conseguir dizer com todas as letras: “Eu estou cego”. Um dos maiores pesquisadores da cultura popular, nome de referência no setor cultural, jornalista e poeta, biógrafo e estudioso, radialista e escritor, ele luta contra as trevas desde a noite sem fim. Foram seis cirurgias no olho direito e três no esquerdo até que o diagnóstico de “descolamento de retina” o nocauteasse. “Cheguei a passar três noites sem dormir, sentindo a depressão e o desespero.”

Isso até que o paraibano de João Pessoa, 62 anos, resolveu colocar olhos nas mãos e na alma. “Seja bem-vindo ao mundo da cultura popular”, ele diz com simpatia e voz de trovão assim que o repórter chega ao seu apartamento de 120 metros quadrados, em Campos Elísios, São Paulo. Assis viveria só não fossem suas “150 mil coisas”, como ele chama, dentre elas discos de 78 rotações, LPs de raríssimas 10 e 33 polegadas, fitas cassete com gravações inéditas, fotografias e cerca de dez mil partituras que recolheu por cantos do Brasil e de outros países durante 40 anos.

Seu acervo parece prestes a expulsá-lo da casa. Os livros sobem pelas paredes e os discos rodeiam quartos e corredores. São oito toneladas de material, como ele diz: “Já fiz um estudo para saber se a estrutura do prédio suporta. Está tudo certo”.

Nada ali está catalogado. Na última prateleira de baixo de uma das estantes, dorme uma preciosidade. Um 78 rotações de 1953 gravado pela Capitol com a voz da cantora de jazz americana Peggy Lee. O selo informa que se trata da música Wandering Swallow, com orquestra conduzida pelo maestro Billy May. Assis ajusta o toca-discos para as 78 rotações e coloca o disco para girar. A música de Peggy Lee, em inglês, trata-se de uma antológica apropriação indevida de Juazeiro, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, de 1949. Um caso escabroso de plágio, sem nenhuma menção aos brasileiros. Um diamante de colecionador.

Outro canto guarda o disco que traz a primeira moda de viola gravada no Brasil, pelo produtor e cantor Cornélio Pires, de 1929. Jorginho (a música do outro lado é Moda de Pião) conta a história de um homem que, diante da paixão de três mulheres, decide partir.

Outro orgulho é um 78 rpm do cantor Bahiano, do início do século 20, cantando A Farofa e fazendo a primeira citação a Padre Cícero em áudio. “Este é o primeiro disco gravado no Brasil”, diz o pesquisador. Em mais pilhas aparecem um gravação original do hino do Corinthians, de 1954; um vinil feito para arrecadar dinheiro para a construção do Estádio do Pacaembu; LPs de 10 polegadas do violonista Laurindo de Almeida; originais de Inezita Barroso dos anos 50; uma música inédita de Paulo Vanzolini; e muitas gravações de Luiz Gonzaga cantadas pelo mundo em japonês, inglês e mesmo rapanui, o idioma da Ilha de Páscoa.

A cegueira deu um golpe no projeto de Assis de catalogar, digitalizar e criar um portal para tornar público seu acervo. Mesmo tendo criado em 2011 o Instituto Memória Brasil, ele não avançou. Sem mais poder encontrar títulos nas montanhas espalhadas pela casa, Assis é o capitão de um transatlântico à deriva.

Por considerar o caso de saúde (intelectual) pública, a reportagem do Estado procurou, à revelia de Assis, o Ministério da Cultura para saber como o poder público reage diante de um baú de pérolas transbordando. Um dia depois de receber o e-mail do jornal, assessores retornaram com as palavras do ministro então Juca Ferreira: “O Ministério da Cultura considera muito importante cuidar do acervo do pesquisador Assis Angelo, dada a sua relevância histórica e grandiosidade. O ministro já determinou à Fundação Nacional de Artes (Funarte) que entre em contato com o pesquisador e tome todas as providências necessárias para que o patrimônio acumulado por Assis Angelo seja preservado.”

O jornal voltou então a falar com Assis sobre o que parecia ser uma boa notícia não fosse a descrença do pesquisador embasada em argumentos contundentes. Assim como vários estudiosos proprietários de acervos robustos, Assis não acredita no poder público. “Juca Ferreira pode estar muito bem intencionado, mas é um homem que vai passar. Não posso deixar esse material que pesquisei por 40 anos nas mãos de um Estado que não investe em cultura, uma ‘pátria educadora’ que, na crise, faz seus primeiros cortes na educação. Eles não enxergam e dizem que o cego sou eu.”

No dia em que o jornalista conversava com Assis em seu apartamento, um homem chegou sem avisar. Ressabiado, passou pelo repórter e se sentou entre livros e discos. Quando ouviu a voz do amigo, Assis o reconheceu: “Tinhorão, é você!” O referencial pesquisador e crítico musical José Ramos Tinhorão foi impetuoso ao ouvir Assis falar sobre o sonho de ver seu material digitalizado por uma instituição pública ou privada: “Não vejo muita chance de isso dar certo”. E passou a dar exemplos de museus e institutos que perderam ou quebraram discos ao transportá-los até em caminhões de lixo e de homens públicos de altos cargos perguntando a Tinhorão qual era mesmo a importância de seu acervo.

O jogo se inverte quando o Estado, mesmo querendo, pode deixar de levar uma riqueza de memória cultural por uma questão de credibilidade. Qual a garantia a Assis de que seu patrimônio seria bem guardado? Qual a certeza de que, um dia, governantes vão entender que a pior cegueira se combate com cultura? Assis Ângelo adquiriu uma visão de longo alcance.

Fonte: O Estado de S.Paulo-Julio Maria


Vazão do Rio São Francisco na barragem de Sobradinho, Bahia será reduzida

A vazão do Rio São Francisco a partir do reservatório de Sobradinho (norte da Bahia) será reduzida ainda mais. Após vários pedidos apresentados pelo setor elétrico, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu parecer que autoriza a diminuição do nível atual, de 800 metros cúbicos por segundo (m³/s), para 700 m³/s, com controles rigorosos.

O anúncio foi feito pela diretora de Licenciamento do Ibama, Rose Hofmann, durante reunião de monitoramento dos efeitos da vazão reduzida, promovida pela Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília (DF). A medida começará a ser aplicada a partir do dia 10 de outubro. Também ficou definido que a vazão no reservatório de Três Marias (MG) passará para 480m³/s, a partir de outubro, e para 280m³/s, em novembro.

Diante das exigências do Ibama para aplicação de controles rigorosos dos efeitos da vazão, o superintendente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), João Henrique Franklin, explicou que deverá ser aplicada a redução gradual, para 750 m³/s, a partir de 10 de outubro, e para 700 m3/s, uma semana depois, caso não haja grandes alterações na bacia. Vale frisar que o Lago de Sobradinho está com pouco mais de 10% de seu volume total de armazenamento, conforme dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).


Sensação térmica em Petrolina atinge mais de 45 graus

Para a ciência é uma grande massa de ar quente e seco que está atuando sobre o Petrolina. A temperatura está em torno de 40º na sobra durante o dia e à noite impressionante média de 28 a 30 graus.

Na prática os moradores tem a sensação térmica de uns 45 graus. Sensação insuportável, principalmente devido a baixa umidade do ar, que está em torno de 10%.

Com a chegada da Primavera e proximidade do verão, de acordo com os dados ClimaTempo, a tendência é o calor aumentar nos próximos dias. Os dias mais longos e noites mais curtas. Resultado: mais aquecimento.

Mesmo com um bom ar-condicionado é bom seguir algumas regras para conviver com o forte calor: mais do que se refrescar, você deve tomar alguns cuidados para impedir que as altas temperaturas e o tempo seco tragam complicações para o seu organismo. Uma das orientações mais importantes é ingerir bastante água, sucos naturais e água de coco. Os especialistas recomendam um consumo médio de 3 litros por dia.

Para combater a baixa umidade relativa do ar, espalhe por toda a casa toalhas de banho molhadas. Você pode colocá-las sobre as portas ou na cabeceira das camas. Outra alternativa para driblar este problema é colocar baldes cheios d’água nos quartos quando for dormir.


Movimento dos Trabalhadores Sem Terra alerta para o golpe de privatizar a Educação

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público reafirmar a luta permanente contra o golpe. Este governo ilegítimo, movido pelos interesses do capital em assegurar suas taxas de lucro durante este período de crises, vem implementando uma nova ofensiva neoliberal, tendo como linha de frente as instituições do estado, os poderes executivo, legislativo e judiciário e a mídia golpista.

A Constituição brasileira está sob ameaça, revelando a natureza antidemocrática e golpista desse governo, que promove grandes retrocessos constitucionais e acentua a crise social. Estamos vivendo na prática um verdadeiro Estado de Exceção.

Aumentam o uso da violência e repressão contra os movimentos populares, entidades de esquerda e democráticas, assim como a qualquer mobilização que se oponha a esse projeto.

A reforma do ensino médio anunciada pelo governo de Michel Temer já foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. O texto, que institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, será analisado primeiro por uma comissão mista e de lá enviado aos Plenários da Câmara e do Senado.

Com a medida provisória, a carga horária mínima anual do ensino médio deverá ser progressivamente ampliada para 1.400 horas, a partir das atuais 800 horas. A MP altera diversos trechos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB — Lei 9.394/1996). O texto tem efeitos imediatos, mas deve ser aprovado pelo Legislativo em 120 dias, sob pena de perder a validade.
Grade curricular

De acordo com a MP, o currículo do ensino médio continua abrangendo, obrigatoriamente, língua portuguesa, matemática, mundo físico e natural, realidade social e política — o mesmo vale para a educação infantil e para o ensino fundamental.

Temas transversais, como filosofia e sociologia, que até então eram disciplinas obrigatórias, poderão ser incluídos nesses currículos se previstos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), dependendo de aprovação do Conselho Nacional de Educação e de homologação pelo ministro da Educação. Tendo sido ouvidos o Conselho Nacional de Secretários de Educação e a União Nacional de Dirigentes de Educação.

A medida provisória determina que o ensino médio pode ser organizado em módulos e com sistema de créditos ou disciplinas, que poderão contar até para um futuro curso superior. Estabelece também que o ensino de arte e de educação física integram obrigatoriamente os currículos do ensino infantil e do ensino fundamental. O mesmo não ocorre no caso do ensino médio.

A MP permite que sejam professores da educação escolar básica profissionais com notório saber reconhecido pelos respectivos sistemas de ensino “para ministrar conteúdos de áreas afins à sua formação”. O governo anunciou, também, que vai investir R$ 1,5 bilhão em políticas de escolas em tempo integral, para atender a 500 mil novos estudantes de ensino médio nesse regime até 2018.

Fonte: Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


Circo! Lua! Baião!

O interior do Nordeste foi marcado pela presença do circo. E o circo, pela presença litúrgica de um palhaço desbocado. Havia, porém, um ponto alto todos os dias. Era a segunda parte do espetáculo: a encenação de um drama. Vimos centenas de vezes a Paixão de Cristo. Além de sofrermos solidários ao Cristo crucificado, regozijavamo-nos com Judas se enforcando. Era uma limpeza de alma, uma calma para o espírito.

O circo ficava entre nós geralmente por um mês e nós, da cidade, terminávamos por conhecer as famílias circenses e participar de sua dura vida na perpetuação de sua arte. Muitos partiram com o circo e nunca mais voltaram. Tivemos essa vontade, mas vontade dá e passa. Os circos maiores traziam, de vez em quando, um cantor da moda, que tocava no rádio, e lotava a arquibancada.

Entre encenações de dramas, palhaços infames e cantores bissextos, vimos certa vez um negro vestido de cangaceiro, tocando sanfona e cantando “no gogó”, sem microfone, transformando o circo num arrasta-pé. Mais tarde saberíamos tratar-se de Luiz Gonzaga, fazendo o maior forró do mundo, preenchendo o nosso vazio, construindo o nosso itinerário. Aquela voz poderosa reside ainda hoje, fazendo eco, em nosso coração.

Foi a união da fantasia do circo e da música gonzagueana que deu-nos coragem de arribar e fazer o nosso verão. Foi com ela que embalamos nossos sonhos, malabaristas que somos na corda-bamba do tempo. Foi com ela que, como bons filhos, voltamos ao chão de onde brotamos e respiramos o ar de nossos tempos idos. Luiz Gonzaga é o arquétipo nordestino por excelência e o picadeiro é a vida a encenar-se.

 Hoje voltamos para dentro da lona e compreendemos o que vem a ser o círculo. Como naqueles antigos circos sertanejos, retornando sempre na mesma época do ano, cá estamos nós, esperançosos para ver a cortina se abrir e lá, de um misterioso e secreto lugar, ver o Lua surgir, crescendo e se fazendo vivo, abrindo a sanfona branca e arrancando do peito a voz mais terna e saudosa a cantar: — Eu vou mostrar pra vocês… como se dança o Baião!

Fonte> O texto de Aderaldo Luciano foi escrito para o programa do espetáculo Baião – a homenagem do circo a Luiz Gonzaga, encenado pela trupe do Circo Crescer e Viver, dirigido por Ernesto Piccolo, com roteiro de Rogério Blat e direção musical de Daniel Gonzaga.


Passeio ciclístico encerra Semana do Trânsito em Petrolina

Um passeio ciclístico marcará neste domingo (25), em Petrolina, o encerramento da programação referente à Semana Nacional do Trânsito, promovida pela prefeitura, por meio da Autarquia Municipal de Mobilidade (AMMPLA). O evento tem previsão para começar às 8h.

Os participantes se reunirão na Avenida Cardoso de Sá, na orla da cidade, de onde percorrerão diversas ruas e avenidas até concluir o passeio no Parque Josepha Coelho. A previsão é de que mais de 200 ciclistas participem do evento. Na ocasião a AMMPLA realizará sorteios de bicicletas.

A Semana Nacional tem como principal objetivo abordar o respeito às leis de trânsito e sensibilizar motoristas sobre o bom convívio no tráfego diário.


Lucy Alves e Elba Ramalho indicadas para o Prêmio da Música-Grammy Latino 2017

A cantora, musicista e atriz Lucy Alves, foi indicada ao Grammy Latino de 2017. Ela está disputando a categoria de melhor álbum de músicas de raízes brasileiras, pelo disco ‘No Forró do Seu Rosil’, gravado juntamente com o grupo Clã Brasil. A cerimônia de premiação vai acontecer no dia 17 de novembro, na T-Mobile Arena, na cidade de Las Vegas.

Lucy Alves concorre na categoria ao lado dos cantores Heraldo do Monte, com o disco ‘Heraldo do Monte’, Alceu Valença com ‘A Luneta e o Tempo’, Elba Ramalho com o disco ‘Cordas, Gonzaga e Afins’, e Almir Sater e Renato Teixeira, apresentando o disco ‘AR’.

Nas redes sociais, a cantora demonstrou o carinho e a felicidade que sentiu com a indicação. “A deusa música trazendo as alvíssaras”, escreveu. Lucy Alves também é compositora e participou da segunda edição do The Voice Brasil, onde foi finalista.


Congresso de Educação Ambiental Interdisciplinar acontecerá em novembro

Foi definida a programação do II Congresso Brasileiro de Educação Ambiental Interdisciplinar, previsto para ocorrer nos dias 9, 10, 11 e 12 de Novembro deste ano, no Complexo Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Campus de Juazeiro-Bahia.

O II COBEAI cujo tema central "Meio Ambiente: Nosso desafio comum" será composto por 15 Minicursos, 8 Oficinas, Visitas Técnicas, Conferências, Mesas Redondas, Lançamento de livro, Apresentações e Exposições Artísticas e Científicas; além das apresentações orais e banners dos Artigos e Resumo aprovados nos 16 Grupos de Trabalho (GTs) do evento.

Confira no site do evento todas as informações: http://cobeai.escolaverde.org/site/2016/


Dia de Conscientização sobre riscos de bebidas alcoolicas durante gravidez

O início da Primavera será marcado por um dia de conscientização sobre os riscos a que as crianças são expostas quando há ingestão de bebidas alcoólicas durante a gestação. O dia escolhido é 23 setembro e o  objetivo principal é alertar a comunidade e, em especial, as futuras mães a respeito de um problema que se agrava a cada ano: a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF).

Pediatras e grafiteiros famosos estarão unidos a fim de transmitir conhecimento de forma lúdica, porém assertiva. Sob o mote “Gravidez sem álcool: trabalhando por um futuro melhor”, Binho Ribeiro, um dos pioneiros do street art na América Latina, ilustrará um mural de 9 metros quadrados. Binho, cujos desenhos espalham-se por quase todos os estados brasileiros e por diversos países do mundo, coordenará um grupo de mães grafiteiras, que o auxiliarão na elaboração da obra.

Além de conferir o trabalho do renomado artista, os presentes poderão esclarecer todas as dúvidas acerca da Síndrome Alcoólica Fetal e dos riscos que a bebida alcoólica acarreta no desenvolvimento da criança, a curto e longo prazo. Médicos estarão à disposição da população, para orientação.


Inclusão social necessita de mudança cultural

O maior desafio da inclusão social é a mudança cultural. A conclusão da Academia Brasileira de Ciências (ABC) acaba de fazer 20 anos. Em 1996, realizou um estudo a fim de encontrar alternativas que poderiam amenizar as dificuldades e melhor integrar pessoas com deficiência com as famílias e as comunidades.

Nesta quarta-feira 21 é comemorado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Em todo o país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14,5% da população têm algum tipo de deficiência — algo em torno de 25 milhões de pessoas. Os direitos dos deficientes estão garantidos na Constituição Federal, e o Brasil tem uma das legislações mais avançadas sobre o assunto (leia Proteção).



Produção familiar de queijo de cabra desenvolve o crescimento regional

A produção familiar de queijo de cabra no projeto público de irrigação Pontal, implantado e gerido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no município de Petrolina, sertão pernambucano, será ampliada e fortalecida. A Queijaria Coletiva, da cooperativa de produtores do perímetro, está sendo estruturada com tanques, balança e outros equipamentos, um investimento de R$ 12 mil oriundo do Orçamento Geral da União.

A caprinovinocultura leiteira é desenvolvida por um grupo de 16 mulheres que fazem parte da Cooperativa de Desenvolvimento Agropecuário e extrativista do Projeto Pontal (Coopontal). O projeto começou em 2012 com apoio da Codevasf, que forneceu a assistência técnica e extensão rural (Ater) para qualificar o grupo de produtoras para a atividade.

“A assistência técnica prestada pela Codevasf foi importante porque adquirimos os conhecimentos necessários para a criação de caprinos e orientações para iniciarmos a produção do queijo. Foi um incentivo muito grande da empresa”, ressalta Maria de Lourdes de Menezes Lima, presidente da Coopontal.


Barragem de Sobradinho, no Rio São Francisco apresenta a pior seca registrado em 85 anos

A quantidade de chuva que caiu nos nove primeiros meses de 2016 representa o pior cenário registrado em 85 anos na bacia do Rio São Francisco, que abastece o Reservatório do Sobradinho, principal do Nordeste, e que está localizado na região norte da Bahia. A afirmação é do diretor de operações da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), João Henrique Franklin.

“Essa é a grande caixa d’água que tem no Nordeste“, diz ele, resumindo a importância do reservatório, que tem previsão de chegar a zero o volume útil até o final de 2016. Atualmente, este índice está em torno de 12%.
Diante do cenário de esvaziamento, o governo encaminhou à Casa Civil, para análise, um pedido da Chesf para reduzir a vazão de água de 800 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 700 m³/s. “É uma medida de guardar mais água no reservatório“, explica.

O pedido de redução, no entanto, enfrenta resistência de órgãos ambientais como o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e de companhias estaduais de água. Franklin explica que a diminuição progressiva do nível do Sobradinho ocorre porque a vazão de saída (800 m³/s), é a metade da água que chega, cujo volume é de 400 m³/s. Sobre a previsão do nível chamado de “volume morto“, ele detalha que quando a situação ocorre ainda há água no reservatório, mas em um nível mínimo para a geração de energia.

Fonte> G1 Bahia


Medida Provisória do senado aprova recriação do Ministério da Cultura

 O Senado aprovou a medida provisória que recria o Ministério da Cultura. A MP 728/2016 desfaz uma das primeiras medidas do governo do presidente Michel Temer, ainda no período da interinidade, que foi a incorporação da pasta da Cultura à da Educação, em meio a uma minirreforma ministerial. Após a reação dos artistas e de vários políticos, vários deles aliados ao governo, Temer voltou atrás. A matéria sofreu alterações durante a tramitação e segue para sanção presidencial.

Além de restabelecer o Ministério da Cultura e retomar os cargos separados de ministro da Cultura e ministro da Educação, o projeto também cria as secretarias especiais dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, no âmbito do Ministério da Justiça e Cidadania.

Fonte: Agência Senado


Antonio Vicelmo e Huberto Cabral: ícones da comunicação e história do Crato, Ceará

A Rádio Educadora do Crato é um ícone na região do cariri. Uma das primeiras fontes de informações do sul do Ceará. Os radialistas Huberto Cabral e Antonio Vicelmo são duas referências na emissora. Os dois somam 110 anos de atuação no Rádio. Antonio Vicelmo, completou este ano 50 anosde locução e Huberto Cabral já ultrapassou seis décadas de trabalho.

Os dois comentaram "o amor e a dedicação e paixão que Luiz Gonzaga tinha pelo Crato". Revelaram que em  1953, Luís Gonzaga abrilhantou a Festa do Centenário do Crato, cariri cearense,  realizou show na Feira de Amostra, instalada na Praça da Sé, trazido pela Rádio Araripe, sob o comando de Wilson Machado. Em 1974, tornou-se cidadão cratense, título outorgado pela Câmara Municipal, em solenidade realizada no auditório do Sesi.

Em 1975, levou o Coral da Sociedade Cultural Artística do Crato para cantar a Quinta Missa do Vaqueiro, criada por ele, padre João Câncio e Pedro Bandeira, em  Serrita, localizado no Estado de Pernambuco, em homenagem ao vaqueiro Raimundo Jacó. Luiz Gonzaga sempre valorizou a cultura e a arte cratense. O Crato foi o seu ponto de apoio nos grandes eventos promovidos por ele na região.

O Rei do Baião participou também da inauguração da Rádio Araripe, juntamente com seu pai, Januário, e seu irmão, Zé Gonzaga, bem como da Rádio Educadora do Cariri e do Gaibu Avenida. Foi sempre uma das maiores atrações artísticas da Exposição do Crato, além de seu grande divulgador. A música "Eu Vou Pro Crato", interpretada por ele, ainda hoje emociona os cratenses de todas as gerações.


Frevo de luto: morre o maestro Nunes, Patrimônio Vivo da Cultura

O frevo perdeu um dos seus maiores ícones. José Nunes de Souza, o Maestro Nunes, Patrimônio Vivo de Pernambuco, morreu aos 85 anos por problemas pulmonares. A data ganha duplo significado: 14 de setembro é o Dia Nacional do Frevo, que se soma ao 9 de fevereiro, considerada a data de nascimento do ritmo.

Nunes nasceu em Vicência, na Mata Norte de Pernambuco, em 22 de julho de 1931, filho do clarinetista e violonista José Francisco Nunes e de Maria Apolônia Nunes. Desde criança, seu talento musical era evidente: aos 9 já era clarinetista, quando adolescente já sabia orquestrar. Aos 19 anos, mudou-se com a família para o Recife, onde dedica-se com mais afinco aos estudos musicais.

Participou do Movimento de Cultura Popular (MCP), ao lados de nomes como Paulo Freire, Germano Coelho, Abelardo da Hora e Miguel Arraes, que foi encerrado violentamente pelo golpe de Estado de 1964. A militância política (era filiado ao Partido Comunista Brasileiro) lhe rendeu perseguições no período, mas sempre esteve presente em suas composições.

Maestro Nunes criou, em 1984, a Banda de Frevos do Nordeste. Foi fundador do Centro de Educação Musical de Olinda (CEMO) e regente da banda de música 10 de Agosto, em São Lourenço da Mata, município da Região Metropolitana do Recife. Integrou ainda a banda de música do Liceu de Artes e Ofícios, da Universidade Católica de Pernambuco. Ainda em 1972, fundou a Escola Musical do Frevo, focada em ensinar música a crianças de comunidades de baixa renda. Apesar da idade avançada, o músico continuava ensinando emantinha a Escola de Frevos do Nordeste Maestro Nunes, no Largo de Santa Cruz, no Centro do Recife.

Criador prolífico, compôs inúmeros frevos. Seu maior clássico, considerado o hino do frevo de rua, é Cabelo de Fogo, presença garantida no repertório de todas as orquestras e melodia cantarolada e assobiada por todos os amantes do frevo e do carnaval pernambucano.

Em 2009, Maestro Nunes recebeu o título de Patrimônio Vivo, como reconhecimento ao seu valor artístico e cultural. Ele foi um dos sete maestros homenageados no filme Sete Corações, idealizado pelo também maestro. "Ninguém é mais tocado que ele nas ruas, nenhum compositor de frevo é mais tocado que ele, por todas as orquestras. As crianças e jovens que começam no frevo começam tocando as músicas dele", disse Maestro Spok.

O jovem maestro, responsável pela última grande renovação do frevo à frente da Spok Frevo Orquestra ainda afirmou que Nunes é "Muito especial e importante. Muito simples e grande. Nunes é realmente uma lenda do frevo. Cabe a gente, às orquestras, continuar seu legado, sua música".


Casal tem 13 filhos homens e mulher diz que só "vai parar" quando nascer uma menina

Um casal do município de Conceição de do Coité, na Bahia, que tem um desejo de ter uma menina há mais de 20 anos, prometeu a si mesmos não desistir de tentar ter uma filha até que um dia eles consigam – apesar de agora já terem 13 filhos.

Irineu Cruz e sua esposa Jucicleide Silva tem 13 filhos, com idades que varia de 1 mês ate 18 anos de idade – mas o casal diz que não vai parar de tentar até que uma menina chegue.

Durante a primeira gravidez, eles concordaram que o Irineu (pai) iria dar nome aos filhos homens, e que Jucicleide (mãe) daria nome as meninas.
 
Jucicleide conta que, apenas nasceram-lhes rapazes e Irineu se encarregou de dar os nomes, e algo curioso é que todos os 13 meninos têm nomes de jogadores de futebol famosos – todos começando com a letra R.


Instituto Federal de Educação abre inscrições para dois cursos

O campus Petrolina Zona Rural do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão de Pernambuco (IF Sertão-PE) está com inscrições abertas para dois cursos de Formação Inicial e Continuada: Literatura de Poesia Lírica Moderna e Literatura de Cordel. São oferecidas 40 vagas em cada curso, com duração de 40 horas.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 19 de setembro, na Coordenação de Formação Inicial e Continuada do campus, das 9h às 12h, das 13h às 16h ou através do envio da documentação para o e-mail zr.cfic@ifsertao-pe.edu.br

Os cursos são abertos para pessoas com idade mínima de 14 anos e que tenham, pelo menos, Ensino Fundamental I completo.

As vagas disponíveis serão distribuídas em duas turmas de 20 estudantes, em cada curso. No ato da inscrição, o candidato opta por qual turma quer concorrer. A seleção será feita de acordo com a ordem de inscrição. As aulas acontecerão nas quartas e quintas-feiras, no período de 22 de setembro a 14 de dezembro. A relação dos aprovados será divulgada no dia 20 de setembro.


Semana Nacional do Trânsito prevê mudança de comportamento dos motoristas

A Autarquia Municipal de Mobilidade de Petrolina promove entre os dias 16 a 25 de setembro, A Semana Nacional do Trânsito.A abertura do evento vai ocorrer na sexta-feira 16, no auditório do Sest/Senat a partir das 8hs. Na programação consta palestras, blitz educativas e de pilotagem defensiva. No domingo 25 vai acontercer o Passeio Ciclístico, saindo da avenida Cardoso de Sá, às 9hs,

Este ano, o tema da Semana Nacional de Trânsito é: “Década Mundial de Ações para a Segurança no trânsito – 2011/2020: Eu sou + 1 por um trânsito + seguro”.

O tema acompanha a evolução das ações de campanha de educação de trânsito e as ações da “Década Mundial de Ações Para a Segurança do Trânsito – 2011/2020”. o diretor presidente da AMMPLA, Ryan Pedro diz que a principal finalidade desta semana é conscientizar o cidadão de sua responsabilidade no trânsito, valorizando ações do cotidiano e visando a participação de todos para o alcance da segurança viária.

"A meta é realizar sempre ações focadas em todos os integrantes do trânsito (pedestres, ciclistas, motociclistas, passageiros e condutores), para garantir um trânsito mais seguro. Cada um é responsável pelas atitudes no dia a dia no trânsito e que cada um pode e faz a diferença!", declarou Ryan.

Confira a Programação:
Sexta-feira 16 - Abertura Sest/Senat às 8hs.
Segunda-feira 19-Forum professor Amigo do Trânsito - Auditório Detran Recife-PE às 8hs
Terça-feira 20, Blitz Educativa. Avenida Clementino Coelho às 14hs
Quinta-feira 22, Palestras nas Escolas Públicas. Manhã e Tarde
Sexta-feira 23, Blitz Avenida Monsenhor Angelo Sampaio. Manha e Tarde
Domingo - 9hs Passeio Ciclístico - Avenida Cardoso de Sá

Se nada for feito, a Organização Mundial da Saúde estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a “Década de Ação para a Segurança no Trânsito” é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.


Funcionários dos correios vão entrar em greve

Depois da greve dos bancários, deflagrada há uma semana, os funcionários dos Correios podem cruzar os braços nesta quarta-feira (14) por tempo indeterminado. Em assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Pernambuco (Sintect-PE), a categoria optou pela paralisação das atividades. O Sintect-PE aponta para a manutenção do estado de greve e o indicativo de paralisação.


Músicas alegres são capazes de melhorar ambiente

Pesquisadores da Universidade Cornell nos EUA demonstraram recentemente que músicas alegres são capazes de melhorar o ambiente de trabalho, com mais cooperação entre os colaboradores e melhor estado de humor.

Eles compararam ambientes com músicas ritmadas (e.g. tema de Happy Days, Brown Eyed Girl de Van Morrison, Yellow Submarine dos Beatles e Walking on Sunshine de Katrina and the Waves) com ambientes de trabalho com músicas desconhecidas e outro sem música. As turmas que trabalharam sem música tiveram índices de cooperação  menores que aqueles que trabalharam com músicas alegres. A pesquisa foi publicada no Journal of Organizational Behavior.

Em 2013, pesquisadores do Instituto Max Planck na Alemanha, junto a outros grupos de pesquisa, demonstraram que a música ajuda na hora de fazer um esforço físico não simplesmente por distrair a atenção do sofrimento do corpo. A música realmente é capaz de reduzir o esforço na hora de executar uma tarefa.

Para chegar a essa conclusão os cientistas realizaram experimentos em que voluntários tinham que se exercitar em um aparelho de musculação ora ouvindo uma música de forma passiva, ora ouvindo a música, mas podendo interferir na sua estrutura de acordo com o ritmo que imprimiam no aparelho. Eles ainda eram monitorados quanto ao consumo de oxigênio e a experiência subjetiva do esforço físico. Quando eles “produziam” a música, a percepção do esforço era menor e os músculos realmente eram mais eficientes: faziam o corpo consumir menos energia.
 
*Fonte Doutor. Ricardo Teixeira é neurologista do Instituto do Cérebro de Brasília e professor de pós-graduação em divulgação científica e cultural na Unicamp.


Descaso da política cultural do Governo de Pernambuco atinge Museu Luiz Gonzaga Cais do Sertão

Quem passou pelo Museu Cais do Sertão deu com a cara na porta e a placa de “fechado para manutenção”. Sim, o equipamento situado no Bairro do Recife e dedicado a Luiz Gonzaga realmente estava passando por cuidados. Mas outro motivo também justificava o fechamento das portas do museu ao público. Trabalhadores da instituição pararam as atividades devido ao atraso no repasse das verbas do Governo do Estado e da Empetur à Fundação Gilberto Freyre, responsável por gerir o equipamento cultural desde janeiro.

Os funcionários não haviam recebido os auxílios-alimentação e transporte equivalentes a agosto e setembro, nem o salário referente ao mês corrente.

Ao ser procurado para falar sobre o assunto, o gestor Gilberto Freyre Neto declarou desconhecer a paralisação do pessoal. “Não identifiquei esse movimento. Sei apenas que o museu está fazendo manutenção dos circuitos elétricos, cujos equipamentos não têm vida útil muito longa e não é possível programar a revisão com muita antecedência”, explica Freyre Neto.

Já a assessoria de imprensa da Empetur disse que as verbas devidas à fundação serão repassadas, mas que o museu ainda ficará fechado para continuidade da manutenção, que é sempre realizada mensalmente durante dois dias.

Mudança
No começo de 2016, o Cais do Sertão mudou de mãos. Deixou de ser ligado ao Instituto de Desenvolvimento Gerencial (IDG), para passar à Fundação Gilberto Freyre. Teve problemas com os aparelhos de ar-condicionado e no final de julho, ficou sem energia elétrica por falta de pagamento das contas à Celpe.

Fonte: Folha Pernambuco







Somos Todos Beatriz: Polícia mostra video do suspeito crime

A Polícia Civil divulgou, mostrou um vídeo com imagens do homem suspeito de matar a menina Beatriz Angélica Mota, assassinada a facadas no dia 10 de dezembro do ano passado, durante uma festa no colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina. Nas filmagens é possível ver o suspeito andando ao redor do colégio e entrando na quadra onde acontecia a festa, 20 minutos antes de Beatriz ser vista pela última vez.

Beatriz foi morta com 42 facadas dentro de um dos mais tradicionais colégios de Petrolina.  Segundo as investigações, foram identificados dois perfis de DNA, distintos, do sexo masculino. Um deles foi encontrado na faca utilizada no crime e o outro nas unhas da mão direita da criança.  A última imagem que a polícia tem de Beatriz foi registrada às 21h59, quando ela se afasta da mãe e vai até o bebedouro do colégio, localizado na parte inferior da quadra.


Congresso de Psicologia do Vale do São Francisco acontecerá em outubro

Estão abertas as inscrições para o 1º Congresso de Psicologia (Congrepsi) do Vale do São Francisco realizado pelo Colegiado de Psicologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). O evento acontecerá entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro, no Complexo Multieventos, no Campus Juazeiro (BA). O tema do congresso será “A prática da psicologia no Vale do São Francisco: aspectos teóricos, éticos e políticos”.

As inscrições on-line poderão ser realizadas até o dia 24 de outubro, com valores diferentes conforme a data e a categoria (estudante de graduação, estudante de pós-graduação e profissionais). Os valores e as datas estão disponíveis no site do evento. O prazo para quem deseja submeter trabalhos vai até o dia 23 de setembro, nas modalidades: relato de pesquisa; relato de experiência e vivências.


Leo Rugero e Galvão do Juazeiro do Ceará: 8 baixos que clareiam a Alma

Na madrugada recebi notícias do bom amigo professor e sanfoneiro, guardião da cultura de tocar sanfona de 8 baixos. Transcrevo as notícias de Leo Rugero:

"Hoje, fechando com chave de ouro minha passagem por Juazeiro do Norte, estive pessoalmente com Galvão de Juazeiro, cavaleiro sertanejo, ancestralidade da cultura do sertão nordestino personificada.

O que motivou nosso encontro foi nossa devoção mútua por este instrumento, o fole de oito baixos, instrumento matricial na cultura nordestina, que se encontra em processo de extinção na microrregião do Cariri cearense. De acordo com Galvão, ele é o mais jovem remanescente desta tradição sonora, no alto de seus 68 anos.

Galvão de Juazeiro ficou maravilhado com meu livro, "Com Respeito aos Oito Baixos". De acordo com suas palavras, foi o livro que ele esperou ser escrito por uma vida inteira. Maior elogio não poderia ser recebido, vindo deste profundo conhecedor da história oral nordestina.

Nesta tarde de fole e prosa, também fui presenteado pela sabedoria de Galvão de Juazeiro, que conhece em detalhes, nomes de personagens que constituem a história do fole de oito baixos no sertão nordestino. Também é um profundo conhecedor da história do fole, revelando dados que nem mesmo os livros de historiadores europeus como o notório Pierre Monichon, descreveram, pois tratam de vestígios históricos no processo migratório e na colonização nordestina que passaram desapercebido por historiadores e etnógrafos do passado.

Outro ponto de contato que alimentou nossa conversa, foi a maestria do fole de oito baixos paraibano, centro irradiador da afinação "transportada"e da soberba influência da família Calixto como uma dos principais genealogias desta tradição sonora. Sabendo de minha estreita relação de aprendizado e pesquisa com Zé Calixto, o mestre Galvão ficou embevecido ao ouvir minha interpretação de algumas músicas do repertório de Zé Calixto, observando como o mestre foi cuidadoso na transmissão de detalhes de técnica, postura, dedihado e articulação. Se meu repertório não se esgotasse, creio que a audição se prolongaria por horas.Nunca senti tamanho orgulho por ter um dia encontrado Zé Calixto e, através dele, ter conhecido a fundamentação técnica do fole paraibano.

Também conversamos sobre a técnica suprema de Luizinho Calixto, assim como do talento de Bastinho Calixto e João Calixto. Galvão discorreu sobre os tempos de Seu João de Deus Calixto e de tempos que nem mesmo Seu Dideus conheceu, de quando se concebeu a afinação e técnica do estado da Paraíba, admirada por todos.

Tocou seu fole Koch centenário, exemplar raro entre os primeiros foles alemães que alcançaram o solo nordestino. Também se encantou com meu fole Todeschini de 1967 e seus botões de acrílico, outrora confeccionados por Zé Aragão, sob o desenho e especificação de Zé Calixto, no início da década de 1970.

Galvão do Juazeiro mantém um museu no interior do município, que contém, entre outras coisas, uma das maiores coleções de acordeões diatônicos do Brasil e, seguramente, do mundo, totalizando 23 foles em diferentes procedências, épocas e afinações.

Criticou algumas instituições, petrificadas pelo "apadrinhamento" de resquício colonialista, impedindo, muitas vezes,que a cultura seja contada e cantada pela perspectiva nativa e encontre vitalidade para superar as imposições de cunho midiático.

Também revelou seu pendor às questões mais sensíveis da cidadania, em seu trabalho de cuidado com a saúde e o bem estar de animais abandonados no sertão, onde, desde que as motocicletas e os automóveis substituíram o papel de condução e tropa,despedidos de suas funções de serventia, foram soltos, muitas vezes velhos e enfraquecidos, pelas estradas de terra do sertão.

Enfim, Galvão do Juazeiro é uma daquelas pessoas iluminadas que clareiam com sua luz por onde passa, trazendo-nos conforto ao coração e alimentando nossa alma com sua sabedoria e conhecimento.

Voltando ao Rio de Janeiro, eis que senti meu velho fole de oito baixos ressignificado, e a história de meu aprendizado e pesquisa, faz-se novamente refortalecida com a benção deste encontro.

Até logo Galvão do Juazeiro, que os bons ventos permitam que possamos nos encontrar em breve!!! Os oito baixos agradeçem".

Fonte: Leo Rugero-professor e sanfoneiro 8 Baixos


Grito dos Excluídos Vida em Primeiro Lugar




Encontro dos Gonzagueanos acontecerá em Caruaru, Pernambuco

A coordenação do Encontro dos Pesquisadores, Admiradores da vida e obra de Luiz Gonzaga, o tradicional Encontro dos Gonzagueanos de Caruaru, Pernambuco será realizado no dia 12 de novembro.

O encontro tem o objetivo de manter viva a memória de Luiz Gonzaga. O grupo de amigos se reúne todos os anos onde compartilham os saberes e dividem experiências e falam sobre a vida e obra do Rei do Baião – são os chamados Gonzagueanos.  O diretor presidente e fundador do Espaço Cultural Asa Branca, Luiz Ferreira disse que o encontro já produziu através dos alunos do curso de Jornalismo do UNIFAVIP um filme documentário sobre os Gonzagueanos.

O coordenador do evento, Luiz Ferreira, é um exemplo do que essa paixão por Luiz Gonzaga  é capaz. O espaço foi criado por Luiz Ferreira, um dos gonzagueanos, a partir da coleção que guardava em um cômodo de sua casa.
 
“Estamos ansiosos para o encontro 2016 e já estamos fazendo os contatos com os homenageados desse ano que receberão o Troféu Luiz Gonzaga Orgulho de Caruaru”, revelou Luiz Ferreira.


Projeto Sinfonia no Parque tem programação para o mês de setembro todos os domingos



O  Projeto ‘Sinfonia no Parque’, idealizado pela Secretaria de Educação e Secretaria Executiva de Petrolina, consiste em concertos ao ar livre realizados pela Philarmonica 21 de Setembro no Parque Josepha Coelho, todos os domingos a partir das 10h.

A programação será aberta neste domingo 4,  com o concerto ‘Rock 21’, que terá a regência de Hélio Lima; no dia 11/09 será a vez de ‘Trilhas Inesquecíveis’, cuja regência será de Ozenir Luciano; no dia 18/09, ‘Nordestinês’, também regido por Ozenir; e fechando o mês, no dia 25/09 será apresentado ao público ‘Uma Brasileira’, que terá Hélio Lima como regente.


Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Banda Cabruêra e Aderaldo Luciano

A banda paraibana Cabruêra desceu ao sul e instalou-se no Rio de Janeiro em setembro de 2001. Lá, fundou a Cabrahouse, primeiro em Copacabana, depois em Santa Teresa, tradicional bairro de artistas. Ao chegar, debutou na TV Brasil e lançou disco no palco da resistência cultural carioca, o Teatro Rival, e assim seguiu arrebanhando um cordão de adoradores. 

Zé Guilherme, o Munganzé, um dos melhores percussionistas do Brasil, um dos pilares da Cabruêra, vindo aqui em casa, incitou-me a explicar a origem do termo “forró” para uma oficina de percussão no Festival de Inverno de São João del Rey, em Minas Gerais, onde a banda tocaria.

Pois bem. Discutíamos a gênese da palavra a partir de duas explicações para o que se passou a chamar de forró. A primeira está ligada à construção da malha ferroviária no interior de Pernambuco por engenheiros ingleses que, em suas horas de folga, patrocinavam pequenas rodas nas quais a liberdade, municiada pelo consumo de álcool, pontuou a descontração e a dança. Essas rodas eram “for all”, para todos, no idioma nativo dos ingleses. Daí a pronúncia aberta “forró”. Sem registro que legitime tal origem, fica-se no âmbito da lenda.

A segunda é apresentada pelo folclorista Rodrigues de Carvalho, em seu Cancioneiro do Norte de 1903, aponta uma associação entre forró e forrobodó, festa popular das pontas de rua, baile popular aberto para toda a população pobre. Câmara Cascudo registra a mesma origem fazendo um levantamento da aparição do termo desde 1833, para encontrar uma variante datada de 1952, num semanário chamado A Lanceta, sem indicação de local. O termo é forrobodança, uma espécie de dança chula popular.

Acredito que essas duas teses sejam insuficientes, mesmo porque fica difícil determinar data para surgimento de qualquer palavra. Respeitando a pesquisa, talento e autoridade dos dois folcloristas, lanço uma terceira via. Quero aproximar o termo português forró, ao termo árabe alforria, liberdade dada aos escravos. 

Quando um destes era alforriado a palavra “fôrro” servia-lhe de epíteto, recebendo, inclusive um par de sapatos, se para dançar, não sabemos. Elomar, em sua cantiga O Violeiro, canta “Deus fez os home e os bicho tudo fôrro...”. De forria para fôrro, de fôrro para forró, celebração da liberdade, da quebra do jugo e dos grilhões. Não é isso que o forró faz?

Os testemunhos populares na diferenciação entre as festas de São João, festa popular, marca indelével das tradições nordestinas, e Natal, tradição européia, servem de esteio para minha tese. Enquanto a festa de Natal é descrita como uma festa formal, o São João prega a liberdade, é festa livre e comunitária, não requer roupa nova, nem champanhe para comemorar. E todas as classes e raças são chamadas ao arrasta-pé, criando um valor fundamental para a miscigenação de raças e culturas, no dizer de Darcy Ribeiro, e imprescindível para a construção do humanismo, segundo Jorge Amado.

O que nos interessa, também, é a divulgação desse ritmo propagada pelo pioneiro Luiz Gonzaga, primeiro nordestino a assumir compromisso com esse suposto novo estilo musical, depois de fazer o caminho do sul. Falar de Gonzaga é repetir-se, sempre. Sua história e sua vida estão na boca do povo e dos artistas, transformado em ícone institucional na etno-musicalidade brasileira. Muito embora construindo uma realidade folclórica do Nordeste, com seus vaqueiros e cangaceiros, plantou a semente da música popular regional nordestina em todo o Brasil. Asa Branca transformando-se na bandeira, estandarte dessa visão.

Gonzaga sofre, entretanto, críticas oriundas de um outro mito: Jackson do Pandeiro. O ritmista paraibano apregoava que o baião originou-se do coco e que o feito do Rei do Baião não passava de um novo invólucro para um velho ritmo. Zé Guilherme me diz que o jornalista Rômulo Azevêdo, de Campina Grande, numa tentativa de conciliação entre os pilares formadores do forró, um paraibano e o outro pernambucano, defende o império imaginário de Parabuco, um híbrido situado entre Caruaru, a capital do forró, e Campina Grande, terra do Maior São João do Mundo. Essa, para mim, a melhor opção, o lúdico, a criatividade, a liberdade, a alforria.

Fonte> Aderaldo Luciano-professor. Doutor em Ciência da Literatura


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