JOANA ALVES: A VERDADEIRA HISTÓRIA DE TORNAR O FORRÓ PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL

Joana Alves. O pedido de reconhecimento como patrimônio cultural imaterial do Brasil surgiu no ano de 2011, em meio a diálogos da Associação Balaio Nordeste com forrozeiros atuantes no Estado da Paraíba que passaram a organizar o Fórum Forró de Raiz. 

O movimento articulado busca a promoção de debates e ações voltadas para a melhoria das condições de cidadania dos artistas que trabalham com o forró em suas diversas denominações.

Joana Alves licenciada em Educação Artística pela UFPB – Universidade Federal da Paraíba com especialidade em artes plásticas, é também artesã, produtora e articuladora cultural. Fundadora e presidente da Associação Cultural Balaio Nordeste (ACBN), instituição cultural sem fins lucrativos, atuou em várias frentes de valorização e promoção da cultura popular à exemplo da criação da Orquestra Sanfônica Balaio Nordeste, da Escola de Música Mestre Dominguinhos, do documentário/DVD do músico Pinto do Acordeon (parceria com o IPHAN), do Fórum de Forró Raiz e do I, II e III Encontro de Foles e Sanfonas da Paraíba., entre outras dezenas de eventos.

Joana Alves é o nome referência e responsável pelo título do Forró ser a partir de dezembro Patrimônio Cultural do Brasil.

Nos últimos 10 anos Joana foi garra, determinação na busca de alertar, valorizar e pelejar para promover o Encontro Nacional para Salvaguarda das Matrizes do Forró como Patrimônio Imaterial Brasileiro (parceria com o IPHAN), Homenagem a Luiz Gonzaga (edições 2012, 2013, 2014 e 2015); Forró Solidário do Balaio Nordeste (edições 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015), Mulheres Pintando o Sete (homenagem a cantora Marinês) e Balaio Nordeste Rumo à França.

Nascida no dia 07 de fevereiro de 1944 em Pirpirituba, Paraíba e mora em João Pessoa. Registrada como Joana Alves da Silva, conta que aos sete anos de idade ouvi pela primeira “Asa Branca” com Luiz Gonzaga. "Foi que me embalei com a cultura nordestina, especialmente o Forró", diz Joana.

“Para que um bem receba o título de Patrimônio Cultural é necessário demonstrar sua relevância para a memória nacional, sua continuidade histórica e de que forma este bem carrega as referências culturais de grupos formadores da sociedade brasileira”, explica o diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI) do Iphan, Tassos Lycurgo. 

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IV ENCONTRO DE FORROZEIROS E FÓRUM NACIONAL DE FORRÓ DE RAIZ ACONTECEM ENTRE OS DIAS 13 A 17 DE DEZEMBRO NA PARAÍBA

O IV Encontro Nacional de Forrozeiros e o III Fórum Nacional de Forró de Raiz serão realizados simultaneamente, de 13 a 17 de dezembro, no Espaço Cultural José Lins do Rego e na Usina Cultural Energisa, em João Pessoa. Durante a programação, músicos vão homenagear o cantor Genival Lacerda, que morreu em janeiro de 2021, vítima da Covid-19.

Além disso, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entregará à comunidade forrozeira o certificado do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil.

Os encontros acontecem de forma híbrida e recebem caravanas de Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo. Estes são os primeiros eventos com público presente promovidos pela Associação Cultural Balaio Nordeste, no período de retomada das atividades culturais na Paraíba.

As ações integradas reunirão artistas, detentores das matrizes do Forró, dançarinos, produtores culturais, comunicadores, pesquisadores e gestores públicos. O público poderá conferir as apresentações ao vivo pela TV Câmara e TV Assembleia de João Pessoa, também pelo canal do Balaio Nordeste no YouTube.

Além do certificado do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil e homenagem a Genival Lacerda, dentro da programação também acontecerá a entrega de certificados a personalidades e do Troféu do Encontro Nacional dos Forrozeiros. Além das atrações locais, grupos e artistas de outros países promoverão um grande intercâmbio entre os amantes do forró.

Todas as atividades presenciais seguirão as normas de prevenção ao coronavírus (Covid-19) divulgadas pelos órgãos de saúde, sendo exigido na entrada o cartão de vacinação com as duas doses da vacina aplicadas.

Os encontros são realizados pelo Fórum Nacional Forró de Raiz e pela Associação Cultural Balaio Nordeste.

Os eventos nasceram em João Pessoa, capital da Paraíba, com o intuito de proteger, preservar e fomentar o forró e os seus elementos constituintes tradicionais. As iniciativas buscam também debater as condições de produção, circulação e preservação dos ritmos, das danças e das festas que dão forma e sentido a essa expressão cultural identitária da cultura nordestina.

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EXU CRIATIVO: II CAMINHADA DAS SANFONAS HOMENAGEIA VIDA E OBRA DE LUIZ GONZAGA

A 2º Caminhada das Sanfonas acontece este ano durante as festividades dos 109 anos de nascimento de Luiz Gonzaga. A II Caminhada das Sanfonas tem o objetivo de manter viva a memória de Luiz Gonzaga e o instrumento que o imortalizou para ser Rei do Baião: a sanfona. 

Para isso, a produtora cultural, Marlla Teixeira, dará mais uma vez aos sanfoneiros, a oportunidade de mostrar o trabalho deles e, consequentemente, prestar diversas homenagens ao Mestre Lua.

A II Caminhada das Sanfonas acontece na sexta-feira (10), às 17hs, com concentração na Praça Luiz Gonzaga, centro de Exu.

De acordo com Marlla Teixeira, esta segunda edição marca a retomada do setor cultural e de economia criativa. "A Caminhada das Sanfonas foi criada no ano de 2019, com o objetivo de resgatar e rastrear os sanfoneiros das regiões sertanejas, promovendo a cultura Gonzagueana e suas vertentes", conta Marlla, ressaltando que é um evento gratuito.

A primeira edição reuniu mais de 100 sanfoneiros, de todos os gêneros e faixas etárias, com a participação do Projeto Asa Branca – Escola de Sanfona de Exu. "Na programação de de 2019, contamos com a apresentações do Grupo da Associação de Mulheres As Karolinas, desfile de Vaqueiros encourados e um lanche com comidas típicas para os participantes", diz Marlla.

Este ano o evento fará parte do PRIMEIRO EVENTO-MODELO DE FEIRA DE ECONOMIA CRIATIVA, com exposição de artesanato, declamação de poesia, dança, apresentação cultural e artes de profissionais de Exu, com foco no trabalho manual feito nas associações, e que tenham como fonte de renda primaria. 

A programação seguirá com a 2ª Caminhada das Sanfonas, a 2ª Cavalgada Viva Gonzagão e a Feira de Artesanato das Karolinas. A feira acontece entre os dias 09 e 12 de Dezembro.

Informações: Marlla Teixeira - 87999547737

“A sanfona é um dos instrumentos mais populares do Brasil. Devido a pandemia da Covid 19 e as regras distanciamento social não tivemos a Caminhada ano passado. Portanto este encontro através da caminhada é importante porque possibilita aos cidadãos um tipo de entretenimento que ao mesmo tempo, promove e valoriza nossa cultura”, finalizou Marlla Teixeira.

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GONZAGUEANOS FESTEJAM LANÇAMENTO DO CD ÁLBUM LUIZ GONZAGA, BAIÃO DOS HIPPIES

Pesquisadores, estudiosos, admiradores e colecionadores da vida e obra de Luiz Gonzaga estão festejando o lançamento do novo álbum na voz do Rei do Baião em todo o Brasil. 

Com capa criada por Bady Cartier a partir de foto de Luiz Gonzaga (1912 – 1989) extraída do Arquivo Nacional, o álbum Baião dos hippies chegou ao mercado fonográfico primeiramente em CD,  antes de desembarcar nos aplicativos de música em 13 de dezembro, dia do 109º aniversário do cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano.

Editado pelo selo Discobertas, o álbum Baião dos hippies reproduz oito números e três falas de Luiz Gonzaga na apresentação feita pelo artista há 50 anos no Festival de Verão de Guarapari, evento de aura hippie, realizado de 11 a 14 de fevereiro de 1971 na praia Três Marias, no litoral da cidade capixaba de Guarapari (Espírito Santo).

Gonzagueanos espalharam nas redes sociais a aquisição "da novidade". O Encontro dos Gonzagueanos está marcado para acontecer em Exu, na semana do aniversário do Rei do Baião, 13 dezembro.

O empresário Italo Lino disse que 'este álbum representa a identidade cultural de Luiz Gonzaga, presente em todos os atos revolucionários do período vivido pelo Rei do Baião".

O repertório do disco Baião dos hippies inclui sucesso do universo sertanejo, A moda da mula preta (Raul Torres, 1945) entre standards da basilar obra autoral de Luiz Gonzaga como Asa branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, A volta da asa branca (Luiz Gonzaga e Zé Dantas), Assum preto (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) e O xote das meninas (Luiz Gonzaga e Zé Dantas).

É preciso compreender todo o movimento da trajetória profissional de Luiz Gonzaga (13 de dezembro de 1912 – 2 de agosto de 1989) para dimensionar o valor do álbum Baião dos hippies, com o registro da apresentação feita pelo artista pernambucano há 50 anos no Festival de Verão de Guarapari, realizado em fevereiro de 1971.

Gonzaga nunca deixou de ser rei em todo o nordeste do Brasil. No entanto, em mercados capitais para o reconhecimento midiático, o reinado do cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano implodiu com a revolução estética feita pela bossa nova em 1958 e com o surgimento da MPB na plataformas dos festivais da canção a partir de 1965.

Em 1971, Gonzaga ensaiou aproximação com o universo da MPB no álbum O canto jovem de Luiz Gonzaga – editado naquele ano com repertório que incluía músicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Edu Lobo, entre outros então jovens compositores – em movimento iniciado justamente com a apresentação do rei do baião no antológico evento musical de Guarapari.

Realizado de 11 a 14 de fevereiro de 1971 na praia Três Marias, situada no litoral da cidade capixaba de Guarapari (ES), o Festival de Verão de Guarapari teve aura hippie por ter sido inspirado no célebre festival norte-americano de Woodstock, marco da contracultura que, em agosto de 1969, irradiou a ideologia de paz & amor para todo o universo pop.

A programação do festival brasileiro do Espírito Santo contou com show de artistas identificados com o público jovem e/ou com a cultura hippie, como a banda A Bolha e os cantores Erasmo Carlos, Gonzaguinha, Milton Nascimento e Tony Tornado.

Estranho nesse ninho de contracultura, assim como Angela Maria (1929 – 2018), cantora da era do rádio que na época também buscava renovar o público e o repertório, Luiz Gonzaga mostrou como se dançava o baião para o público hippie de Guarapari.

O festival entrou para a história, o que justifica, 50 anos depois, a edição do álbum Baião dos hippies, iniciativa do produtor e pesquisador musical Marcelo Fróes.

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LUIZ DO HUMAYTÁ: VIDEOCLIPE "VOU ME EMBORA PRO SERTÃO É LANÇADO NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

O cantor, compositor, poeta Luiz do Humaytá disponibilizou através de seu canal oficial no YouTube, um videoclipe para a canção “Vou me embora pro Sertão”.

Trata-se de uma música autoral de Luiz do Humaytá que é uma das faixas mais executadas nas plataformas digitais. O lançamento do videoclipe foi lançado em ritmo de confraternização em Curaçá, Bahia, terra da ararinha azul.

Agora Luiz do Humaytá segue com a série de shows do Projeto Som na Caatinga e também com apresentações no Estado do Ceará, em Jericoacoara e mais na região metropolitana de Salvador, Praia Forte.

Neste segundo semestre do ano o cantor trouxe várias  novidades para os fãs e admiradores, ele ampliou o trabalho que agora pode ser encontrado no canal youTube e spotify, que é o serviço de streaming de música mais popular do mundo.

Luiz do Humaytá completou, em junho de 2021, 10 anos de vida profissional na música. Iniciou sua trajetória em 2011, ao criar a banda Forró Avulso em Salvador. Com essa banda, tocou na noite soteropolitana por 5 anos e também fez apresentações em outros estados, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Em 2016, iniciou carreira solo e se mudou para o sertão baiano, onde mora atualmente.

Neste ano de 2021, lançou o oitavo CD da carreira, o álbum Boemia Cult, em que interpreta grandes sucessos já consagrados da música romântica, além de alguns bregas clássicos.

O poeta, que mora na Fazenda Humaytá em Curaçá da Bahia, tem o nome de batismo de Luiz Carlos Forbrig. Quando foi para o sertão, passou a ser chamado de Luiz do Humaytá, contemplando, assim, esta peculiaridade, típica do sertanejo, de incorporar um adjetivo de identificação aos nomes.

O cantador é natural de Jabuticaba Velha, pequeno distrito de Palmeira das Missões, no interior do Rio Grande do Sul. Com os pais Anoly e Guilhermina, aprendeu a veia musical: a mãe era puxadeira dos cantos religiosos na igreja católica e o pai, tocador de gaita de boca.

DISCOGRAFIA CD’s

2012 Acústico

2014 Pé de Chão

2015  Luiz do Humaytá Canta Músicas Gaúchas

2016  Luiz do Humaytá e Forró Avulso – 5 Anos de Estrada

2017  Luiz do Humaytá Avulso

2019  Decanto o Sertão

2020  Luiz do Humaytá ao Vivo

2021  Boemia Cult

71 98869-4488 74 99914-8813 Luiz do Humaytá luizdohumayta@gmail.com

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IV ENCONTRO NACIONAL DE FORROZEIROS E III FÓRUM NACIONAL DO FORRÓ ACONTECEM NA PARAÍBA

O IV Encontro Nacional de Forrozeiros e o III Fórum Nacional de Forró de Raiz serão realizados simultaneamente, de 13 a 15 de dezembro, no Espaço Cultural José Lins do Rego e na Usina Cultural Energisa, em João Pessoa. Durante a programação, músicos vão homenagear o cantor Genival Lacerda, que morreu em janeiro de 2021, vítima da Covid-19.

Além disso, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entregará à comunidade forrozeira o certificado do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil.

Os encontros acontecem de forma híbrida e recebem caravanas de Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo. Estes são os primeiros eventos com público presente promovidos pela Associação Cultural Balaio Nordeste, no período de retomada das atividades culturais na Paraíba.

As ações integradas reunirão artistas, detentores das matrizes do Forró, dançarinos, produtores culturais, comunicadores, pesquisadores e gestores públicos. O público poderá conferir as apresentações ao vivo pela TV Câmara e TV Assembleia de João Pessoa, também pelo canal do Balaio Nordeste no YouTube.

Além do certificado do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil e homenagem a Genival Lacerda, dentro da programação também acontecerá a entrega de certificados a personalidades e do Troféu do Encontro Nacional dos Forrozeiros. Além das atrações locais, grupos e artistas de outros países promoverão um grande intercâmbio entre os amantes do forró.

Todas as atividades presenciais seguirão as normas de prevenção ao coronavírus (Covid-19) divulgadas pelos órgãos de saúde, sendo exigido na entrada o cartão de vacinação com as duas doses da vacina aplicadas.

Os encontros são realizados pelo Fórum Nacional Forró de Raiz e pela Associação Cultural Balaio Nordeste.

Os eventos nasceram em João Pessoa, capital da Paraíba, com o intuito de proteger, preservar e fomentar o forró e os seus elementos constituintes tradicionais. As iniciativas buscam também debater as condições de produção, circulação e preservação dos ritmos, das danças e das festas que dão forma e sentido a essa expressão cultural identitária da cultura nordestina.

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BAIXO ÍNDICE DE LEITURA ENTRE JOVENS BRASILEIROS PODE INDICAR FUTURO DE DIFICULDADES

Baixo índice de leitura de jovens brasileiros pode indicar dificuldades no mercado de trabalho e demais esferas da vida em sociedade, além de apontar para a necessidade de investimento na educação do País, sobretudo de escolas públicas, avalia Filomena Elaine Paiva Assolini, professora do Departamento de Educação, Informação e Comunicação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.

De acordo com o Relatório Brasil no Pisa 2018, elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), estudantes brasileiros de 15 anos de idade, avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) em 2018, registraram média de proficiência em leitura de 413 pontos, enquanto alunos de outros 16 países da OCDE alcançaram média de 487 pontos, isto é, 74 pontos acima do Brasil.

“Quando existem essas avaliações externas, as crianças brasileiras e os jovens brasileiros sempre se saem muito mal. Por quê? Porque eles não aprenderam a interpretar, eles não aprenderam a fazer leituras outras além da leitura do livro didático, além da leitura que é pré-fixada pela escola”, explica a professora. Nesse sentido, Filomena acredita na importância de urgentes investimentos na educação pública do Brasil, que possibilitem ferramentas e recursos necessários ao aprendizado na leitura para os alunos.

Mercado de trabalho e exclusão
Ainda conforme o documento elaborado pela OCDE, apenas 50% dos estudantes brasileiros alcançaram o nível mínimo ou acima de letramento em leitura a ser atingido até o final do ensino médio, em contraste com 77,4% dos estudantes dos países da OCDE. Trata-se de uma situação grave, afirma a professora da USP, pois “esses sujeitos já vão sendo excluídos do mercado de trabalho ou, por exemplo, não conseguem ser aprovados em um concurso público”, o que, em sua análise, os coloca em marginalização social. Nesse sentido, Filomena considera as exigências atuais do mercado: “Nós precisamos de sujeitos que pensem, precisamos de sujeitos capazes de contestar, capazes de refletir, capazes de se incomodar”.

De acordo com o Relatório, letramento em leitura é a “capacidade de compreender, usar, avaliar, refletir sobre e envolver-se com textos, a fim de alcançar um objetivo, desenvolver conhecimento e potencial e participar da sociedade”. 

A professora também analisa a relação direta entre o baixo índice de status econômico, social e cultural (ESCS) de países como o Brasil e o Peru, que registraram -1,1, e a Colômbia e o México, que registraram  -1,2 em uma escala de 1,0 a -2,0, e a baixa pontuação em leitura.  É que, segundo Filomena, “uma sociedade com baixo nível social e cultural é uma sociedade que vai sofrer em diferentes aspectos, porque não produz conhecimento, não produz tecnologia”, e, com isso, fica “sempre nas mãos de países e sociedades mais cultas, mais bem preparadas”, que valorizam a cultura, letramento e tecnologia.

Construir leitores: Em sua perspectiva, a leitura pode contribuir para o rompimento de tal círculo vicioso, com preços mais acessíveis para os livros, por exemplo, e investimento em construir leitores fora dos muros das escolas, mas também dentro, explica Filomena. “A escola é fundamental, porque é a escola que traz conteúdos, historicamente produzidos, traz os conteúdos acumulados pela história da humanidade”. 

Com isso, destaca a importância em mostrar aos alunos “que vivemos em uma sociedade letrada, marcada por práticas discursivas letradas”, o que “requer leitores” e “pessoas que escrevem, requer pessoas que saibam argumentar”. (Fonte: Jornal da USP)
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