ARARINHA AZUL GANHARÁ CENTRO DE REINTRODUÇÃO DA ESPÉCIE NO MUNICÍPIO DE CURAÇA, BAHIA

O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, assinou em Bruxelas, na Bélgica, memorando de entendimento com organizações conservacionistas da Bélgica (Pairi Daiza Foundation) e da Alemanha (Association for the Conservation of Threatened Parrots) para trazer ao Brasil 50 ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii), espécie que só ocorre no país. 

A previsão é que os animais estejam em território nacional no primeiro trimestre de 2019. “A assinatura desse documento é um marco histórico da luta pela preservação das espécies”, afirmou Duarte.  

 “Eu nasci exatamente na mesma região onde existia a ararinha. Eu vi a última em liberdade, e estar aqui, e ver, tantos anos depois, uma ararinha é uma emoção especial. Por obra do destino, me transformei em ministro do Meio Ambiente do Brasil e estou aqui para realizar o sonho de ambientalistas, não só do Brasil, mas do mundo: trabalhar na reintrodução do animal no seu habitat natural e permitir que ele volte a voar em casa”, disse o ministro. 

Para a ministra de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Bélgica, Marie Christine Marghem, o encontro possibilitou uma compreensão de que existe uma relação próxima do povo brasileiro com a biodiversidade.

 “Tivemos uma troca muito rica, e isso foi importante para iniciarmos uma relação mais estreita com o Brasil, tanto na proteção da biodiversidade, como em outros setores”, avaliou Marghem.  

Durante a inauguração, o presidente da Fundação Pairi Daiza, Eric Domb, informou que será construído um viveiro para reprodução e reintrodução das ararinhas no Brasil. 

No dia 28 de junho, Edson Duarte participará da inauguração do Centro de Preparação para Reprodução e Reintrodução da Ararinha-Azul em Berlim, na Alemanha, criado especialmente para preparar as ararinhas-azuis para o retorno ao Brasil. 

Para que os animais sejam recebidos no país, a ACTP e o Pairi Daiza irão construir também um centro de reintrodução da espécie no município de Curaçá (BA). A parceria entre instituições privadas nacionais e internacionais e o governo brasileiro tem viabilizado diversas ações previstas no Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação da Ararinha-azul, que tem como objetivo o aumento da população manejada em cativeiro e a recuperação e a conservação do habitat de ocorrência da espécie. 

Esses esforços já possibilitaram que a população de ararinhas passasse de 79 indivíduos, em 2012, para 158 em 2018. Com isso, a meta mínima para o ano 2021, de 150 indivíduos, já foi ultrapassada.

Para garantir a reintrodução e preservação da espécie, no Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano, 5 de junho, o governo brasileiro criou o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-azul, no município de Curaçá, e a Área de Proteção Ambiental da Ararinha-azul, em Juazeiro (BA)  O objetivo dessa iniciativa, além de proteger o bioma Caatinga, é promover a adoção de práticas agrícolas compatíveis com a reintrodução e a manutenção da espécie na natureza. 

O Refúgio da Ararinha-azul tem 29,2 mil hectares e a Área de Proteção, possui 90,6 mil hectares. As unidades vão compor um mosaico de UCs para conciliar a conservação de remanescentes de Caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro, com o Programa de Reintrodução da Ararinha-azul na natureza, que prevê a soltura dos primeiros exemplares a partir de 2021.

Essas unidades também irão incentivar políticas para a melhoria da qualidade de vida da população local, além de estimular atividades que gerem emprego e renda para a comunidade por meio de projetos de produção sustentável, turismo, conservação e pesquisa. 

A ararinha-azul é uma espécie endêmica da Caatinga e considerada uma das espécies de aves mais ameaçadas do mundo. Em 2000, a espécie foi classificada como Extinta na Natureza (EW), restando apenas indivíduos em cativeiro.

O declínio da espécie foi atribuído a dois fatores principais: a destruição em larga escala do seu habitat e a captura para comércio ilegal nas últimas décadas. Atualmente, existem 11 ararinhas em território brasileiro. 

Fonte: Ascom MMA


AGRICULTURA FAMILIAR É RESPONSÁVEL PELO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE DIVERSAS CIDADES DO INTERIOR

Entre os setores econômicos que impulsionaram o crescimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco no ano passado, em relação a 2016, a agropecuária teve o maior destaque, com aumento de 19%. E o segmento da agricultura é responsável pelo desenvolvimento econômico em diversas cidades do interior do Estado. 

No levantamento do PIB, as lavouras temporárias cresceram 45,6% através do incremento na produção de milho, cana-de-açúcar e arroz. E esse resultado não é à toa. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros são produzidos pela agricultura familiar.

No Brasil, o setor é responsável pela produção de 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz e 21% do trigo. E na semana em que se comemora o Dia Nacional da Agricultura Familiar, celebrado na próxima segunda-feira, é sempre importante lembrar da assistência ao segmento.

“A base alimentar do brasileiro é da agricultura familiar. Esse fato caracteriza a importância do setor, que produz a maior parte da farinha, feijão e mandioca do País, por exemplo”, registrou Alberico Rocha, diretor de Extensão Rural do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária. Para ele, a agricultura é o que tem elevado o PIB brasileiro, o que gera renda e movimenta a economia.

Em Pernambuco, o segmento se torna presente em diversas regiões. O Estado conta com 275 mil estabelecimentos que se enquadram na agricultura familiar. A grande variedade de alimentos é o que promove o sustento dos proprietários do Sítio Canaã, localizado em Escada, Mata Sul de Pernambuco. O agricultor Joaquim Barreto, juntamente com sua esposa Maria Lúcia da Silva, plantam, colhem e comercializam a produção.

“Minha principal renda é a piscicultura (criação de peixes), que trabalho há 20 anos. Mas produzo vários outros alimentos, como macaxeira, batata-doce, cará, milho e jerimum”, contou Barreto, que tem o apoio diário da esposa. “Já trabalhei em roça, sei como funciona. Então aqui com meu marido eu fico muito no campo, cavo a terra, planto e limpo”, disse Maria Lúcia.

A partir da venda direta ao consumidor final, o agricultor sustenta a família com o que produz. “Algumas pessoas vêm direto na roça para comprar e também participo de uma feira para vender. Um peixe do tipo tilápia, por exemplo, é vendido a R$ 1. E com o dinheiro pago minhas despesas e gasto também com alimentos para os animais, máquinas e equipamentos”, contou Barreto.

E a experiência no campo foi capaz de gerar novos conhecimentos para o agricultor Jandelson Amâncio de Oliveira reaproveitar todos os materiais. “Tudo que se decompõe na propriedade a gente usa na lavoura, seja cinza de fogão a lenha, mato verde, esterco de gado. Meu filho Jandelson Junior prepara a ração para as galinhas e faz o capim para o gado”, contou Oliveira, que é dono do Engenho Crimeia, em Escada, junto com a esposa Fabricia Alves de Andrade e o filho. No estabelecimento, eles produzem mel, leite, hortaliças, galinha e ovos.

Segundo a família, a agricultura representa uma vida tranquila, apesar da rotina intensa. “Aqui eu tenho qualidade de vida, um clima mais de sossego. Eu mesmo faço meu horário de trabalho e minha renda. Além disso, eu levo meu produto direto para o cliente, fidelizando cada um deles. E a venda é feita com preço justo”, complementou Oliveira, ao complementar que ainda sente uma resistência de certa parcela da população.

“Ainda sinto um preconceito por parte da sociedade em comer saudável. Nossos alimentos orgânicos precisam ter um cuidado com mais tempo e muitas vezes as pessoas escolhem comer alimentos com químicos”, disse o agricultor, ao lembrar que a agricultura depende da natureza e do tempo.

A Política Nacional de Agricultura Familiar é regida pela Lei 11.326/2006, que caracteriza o agricultor que possui propriedade de até quatro módulos rurais fiscais. “Esses módulos variam de região. Na Mata Sul, por exemplo, um módulo é de seis a 11 hectares de terra”, explicou Rocha. Além disso, a atividade deve ter mão de obra da própria família e renda vinculada ao estabelecimento.


É SÃO JOÃO A NOITE É DE SÃO JOÃO

VIVA LUIZ GONZAGA, JACKSON DO PANDEIRO, SIVUCA, TRIO NORDESTINO E TODOS QUE FAZEM O FORRÓ VERDADEIRO.

FELIZ SÃO JOÃO E ACENDA A FOGUEIRA DA PAZ NO SEU CORAÇÃO.


SANFONEIRO DE LUZ DOMINGUINHOS SEMPRE FIEL Á SANFONA E A LUIZ GONZAGA

Na mais tenra infância, José Domingos de Morais, o Dominguinhos, já tocava sua sanfona tão bem que, num sábado, sua mãe se aprontou, colocou o instrumento num saco, pegou o menino e ia saindo quando o pai perguntou: “Onde cê vai, Mariinha” e ela respondeu: “Vou ali”. “Ali” era a feira, explicou o músico ao GLOBO, em 23 de fevereiro de 1973.

-Quando chegamos, ela tirou a sanfoninha de dentro do saco e disse: “Agora pode tocar”. Botamos o chapéu no chão e choveu tanta prata de um cruzado (cruzeiro) e quinhentos réis, que encheu o chapéu. — contou o sanfoneiro na ocasião.

O chapéu de couro cru de boiadeiro permaneceu para sempre na vida do menino, que, por mais de 60 anos continuou ganhando a vida da mesma forma: tocando sua sanfona para quem quisesse ouvi-la. Os palcos, entretanto, se tornaram muito maiores.

Nascido em 12 de fevereiro de 1941, logo cedo Dominguinhos começou a experimentar o instrumento do pai, seu Francisco, o Chicão, um dos melhores tocadores e afinadores de sanfona de Garanhuns, no interior de Pernambuco, a 230 quilômetros do Recife. Depois do sucesso na primeira apresentação, ele passou a tocar sempre que podia. Então, Dominguinhos teve um momento de sorte: Luiz Gonzaga, o rei do baião, viu uma apresentação sua em 1949, quando ele se apresentava em frente a um hotel da cidade.

— Tocamos, e no final o seu Luiz Gonzaga nos deu o endereço dele aqui no Rio e também 300 mil réis. Ora, a gente que vivia naquele tempo com quinhentos réis, um cruzado (cruzeiro), dez tostões, quase morremos de alegria com tanto dinheiro. Sabe, nós passamos muito tempo comendo daquele dinheiro. Foi uma coisa louca — afirmou o músico, que, no entanto, não pôde por muito tempo ir atrás do ídolo no Rio.

Em 1954, ele chegou a Nilópolis, na Baixada Fluminense, para morar com o pai e o irmão. O jovem músico lavou roupas, fez entregas em uma tinturaria, até que um dia decidiu ir ao endereço de Luiz Gonzaga e de lá, como o próprio Dominguinhos costumava dizer, não saiu mais. Era o início de uma parceria que iria durar até o fim da vida de Gonzagão, e que fez dele o mentor de Dominguinhos, que seria considerado seu sucessor musical. Gonzaga até sugeriu a mudança do nome artístico de seu protegido, que até então se apresentava como “Neném”:

— Ele me disse: “Rapaz, esse negócio de Neném é apelido que veio de casa, você já está crescido, que tal mudar para Dominguinhos?” — afirmou ao GLOBO em 14 de agosto de 2010.

Aos 16 anos, o recém nomeado Dominguinhos já acompanhava Luiz Gonzaga em shows e gravações. Um pouco depois, ele conseguiu um emprego na Rádio Nacional, onde tocou com nomes como Jackson do Pandeiro, Marinês, Genival Lacerda, Trio Nordestino, Jorge Veiga, Ciro Monteiro e outros. Em 1960, o menino do forró e do baião entraria na MPB, e um pouco mais tarde, em 1965, conheceu Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Chico Buarque.

— Em 1972, compus com Anastácia “Eu só quero um xodó”. Gil ficou maluco pela música. Então, fui tocar na banda da Gal e do Gil, ele aprendeu o “Xodó” e tudo floriu — contou em entrevista de 21 de setembro de 2000, sobre o maior sucesso de sua carreira, composto com a parceira e mulher na época.

No mesmo ano, o empresário dos baianos, Guilherme Araújo, o convidou para fazer parte das apresentações de Gal e Gil no Festival de Midem, em Cannes, na França.

— O povo todo endoidou com o nosso ritmo e nossa espontaneidade. Não foi como os outros artistas que vieram com show montado, como o Isaac Hayes. — afirmou Dominguinhos na época.

O impacto do espetáculo em sua carreira foi imenso e ficou registrado em crítica de Sérgio Cabral, publicada no GLOBO em 25 de junho de 1976: “Se outro mérito não tivesse o chamado grupo baiano, o de ter tornado o sanfoneiro Dominguinhos um nome conhecido nacionalmente já contaria muitos pontos a seu favor”.

Em 2002, ele venceu o Grammy Latino de melhor álbum local, com o CD “Chegando de mansinho”. Em 2007, ganhou o Prêmio TIM na categoria de melhor cantor regional. No ano seguinte, esse mesmo prêmio o homenageou, numa cerimônia que teve convidados como Nana Caymmi, Elba Ramalho, Gilberto Gil, Zezé di Carmago & Luciano, Ivete Sangalo e Vanessa da Mata. Em 2010, Dominguinhos ganhou o Prêmio Shell de Música pelo conjunto da carreira.

Na sanfona e voz de Domiguinhos, a cantora Elba Ramalho (“De volta pro aconchego”), em entrevista ao GLOBO, em 20 de março de 2005, disse sobre o amigo com quem lançara um disco:

— Ele é um dos maiores músicos do mundo, e não sou eu que digo isso, é Gil, Lenine, Chico, toda a música brasileira acha isso. Mas acho que há um descuido em relação à obra dele, que é um grande sanfoneiro, é um grande cantor, mas também é um grande compositor. Talvez seja um preconceito contra a música nordestina, de não reconhecer num sanfoneiro um grande compositor.

Dominguinhos faleceu, aos 72 anos, em 23 de julho de 2013, devido a complicações infecciosas e cardíacas, depois de passar meses internado no Hospital Síro-Libanês, em São Paulo, por complicações decorrentes de um câncer no pulmão, descoberto em 2006. 

Alguns dos maiores nomes da música brasileira, como Chico Buarque, Moraes Moreira, Elba Ramalho e Wagner Tiso divulgaram notas lamentando a morte do artista. No dia 25 de julho, O GLOBO publicou um artigo assinado pelo cantor e compositor Chico César chamado “É forró no céu, comandado por Gonzagão”, sobre a vida e a história de Dominguinhos. Na mesma edição, Moraes Moreira, o cantor, escreveu um poema especialmente para O GLOBO, chamado “Outrora foi o Gonzaga, agora vai Dominguinhos”.

Fonte: *Augusto Decker*


PROFESSOR JOSÉ URBANO: NORDESTE, UMA NAÇÃO E OS SEUS VALORES

Fechando o primeiro semestre do ano, entramos no processo de execução do ciclo junino.  E discorrer sobre esse período, é mergulhar no que temos de melhor na grandiosa nação nordestina.  União de nove estados, abrangendo litoral, agreste e sertão, somos uma região geográfica convivendo com cruéis períodos de secas, mas também com um ecossistema próprio, na beleza rudimentar da caatinga e no encanto das águas quilométricas do belo rio São Francisco, que nasce mineiro-sulista e tem a sua foz na alagoana nordestina cidade de Penedo. 

Descrever o mês de junho é altamente desafiador, quando ele nos abre um panorama cultural que o nordeste tem, o Brasil conhece e o mundo reverencia. Afinal de contas, esse povo festeiro e valente, é o dono das terras onde nasceu o próprio país, em 1500, a partir da aventura marítima dos portugueses, em busca do “novo mundo”.  

Foi do encontro com os Cariris, nação indígena ainda presente em partes do território, que desenhamos a identidade de brasilidade.  A exaltação nordestina nos deu nomes do quilate dos religiosos Antonio Conselheiro, Padres Ibiapina e Cícero Romão, este último misto de sacerdote e político, personagens da grandeza musical de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, Alceu Valença e Raul Seixas, Elba Ramalho e Marinês, Jorge de  Altinho e Fagner, Belchior e Trio Nordestino, entre tantos outros. 

 A literatura de Castro Alves e Jorge Amado, José Condé e Nelson Barbalho, o humor de Ludugero e Otrope, Chico Anysio e Renato Aragão.  É do nordeste, o paraibano Assis Chateaubriand, o mega empresário das comunicações brasileiras, que nos trouxe o primeiro canal de TV, em 1950, e fundou o “Diários Associados”. 

É sergipano João Carlos Paes Mendonça, gigante do comércio varejista nacional.  A poesia cearense e matuta de Patativa do Assaré, em contraste com a guerrilha rural do pernambucano  Virgulino Lampião e sua baiana Maria Bonita. Quem por aqui aportou, se apaixonou de imediato, que o diga Maurício de Nassau, o conde de origem alemã e administrador apaixonado por nossa gente. 

 Nas lutas sociais, cruzamos os atos heroicos de Frei Caneca e seu sonho republicano, e a luta por liberdade a partir de Zumbi dos Palmares.  As mãos iluminadas do mestre Vitalino, e a voz libertadora de Joaquim Nabuco, a missão de paz de Dom Hélder, e alegria televisiva de Abelardo Barbosa, o saudoso Chacrinha, ícone da TV brasileira. 

A trajetória política de Miguel Arraes, a ruptura institucional do marechal Deodoro da Fonseca, a grandeza cordelística de Leandro Gomes de Barros, fonte inspiradora  da magnífica obra literária e  teatral de Ariano Suassuna.  E a veia criadora de Chico Science, pai do manguebeat, inserido no panorama musical do nível de Maria Betânia, Caetano Veloso e Gilberto Gil, e o pai da bossa nova, João Gilberto. 

 Na educação, temos Paulo Freire, o maior filósofo da educação brasileira, o folclorista potiguar Luiz da Câmara Cascudo, o samba de Bezerra da Silva e Alcione...é muita gente boa, filhos e filhas dessa encantadora região do Brasil.  Problemas sociais? Temos muitos, é verdade, mas são menores do que a capacidade de nos tornarmos um povo batalhador, criativo, empreendedor entre a fábrica e a feira, a roça e o shopping, a charrete e o avião, a lamparina e o led.  

O que dizer do nosso tão original dialeto?  As vaquejadas que remontam lutas medievais na Europa, e os jangadeiros na sua luta incessante na grandeza do Oceano Atlântico.  A cana de açúcar e a produção do ouro branco, adoçando as mesas mundo a fora, junto com o cacau baiano e seus cafezais. 

 Esse é um pequeno ensaio do nordeste, que celebra a sua religiosidade e tradições culturais no ciclo junino, no colorido da decoração, no calor da fogueira, nos movimentos de suas danças, na beleza de sua poesia, e na musicalidade sanfonada por Sivuca e Dominguinhos, moradores da eternidade.  A emoção nos une, famosos ou anônimos, formando uma só voz: Olha Pro Céu Meu Amor, é São João, é Nordeste.  Abram as porteiras do coração, deixa a cultura passar.  Viva a nossa gente, viva o povo nordestino.

Fonte: Professor José UrbanoHistoriador


LUIZ ROSA, APRENDEU TOCAR SANFONA QUANDO SE APOSENTOU E DIZ QUE LUIZ GONZAGA TOCA A ALMA DO POVO

‘’Sanfona Brasileira toca a alma da gente’’. A frase de Dominguinhos, um sanfoneiro que deixou saudades nos meios musicais, principalmente do caboclo do sertão, permanecerá viva na mente de todos por muito tempo. É o que promete o aposentado Luiz Rosa, sanfoneiro e proprietário da Casa dos Artistas em Petrolina, Pernambuco.

Luiz Joaquim Rosa nasceu em Floresta, Pernabuco. Apaixonado pela origem de agricultor e pela região sempre ouviu a voz e os baiões de Luiz Gonzaga. Despertou que tinha vocação para ser tocador de sanfona. "Fiquei aposentado e resolvi aos 60 anos aprender tocar sanfona. Hoje já faço forró é so chamar que junto com a sanfona, zabumba e triangulo, a animação está garantida", diz Luiz Rosa.

Detalhe:  Luiz Rosa se tornou professor de aula de sanfona. "Nós sanfoneiros fazemos uma roda e vamos ensinando os acordes, e o principal incentivo é quando temos crianças e jovens interessadas na arte da sanfona". Na casa dos artista o aprendiz não paga."O objetivo é manter principalmente para os mais jovens a tradição de tocar sanfona e valorizar Luiz Gonzaga, Dominginhos", ressalta Luiz Rosa.

Na casa dos artista já existe mais de 80 sanfonas. "Na verdade é uma coleção de sanfona. Temos até uma sanfona de 8 baixos, a origem de todo forró brasileiro, a famosa sanfona pé de bode", conclui Luiz Rosa. 

Nas gravações realizadas em Exu, durante os festejos dos 70 anos da música Asa Branca, Luiz Rosa foi um dos sanfoneiros em destaque do documentário. Ele também participou do Clisertão 2018=Congresso de Literatura, Leitura e Linguagens do Sertão

Os interessados podem se inscrever e agendar as aulas na Casa dos Artistas, das 7h30 às 14h e das 14h às 16h30, que fica na Rua Engenheiro Valmir Bezerra, centro de Petrolina,  fone watsap 87996085740.




CONCURSO SARAU POÉTICO, A PROMESSA DO BARÃO DE EXU, 150 ANOS DE HISTÓRIA, ACONTECE NESTA QUINTA-FEIRA 21, EM EXU

Este ano a igreja de São João Batista do Araripe comemora 150 anos. A Budega Cultural Vale do Ançu, realiza o concurso “Sarau poético, com o tema "a promessa do Barão de Exu, 150 anos de história". 

A divulgação do resultado e a cerimônia de premiação acontecerá em um evento público a ser realizado no dia 21 de junho de 2018, a partir das 21 horas, nos festejos da igreja de São João Batista, no povoado do Araripe no municipio de Exu.

O Concurso tem o objetivo de comemorar o aniversário de 130 anos de Fernando Pessoa e os 150 anos da igreja São João Batista do Araripe, que foi construída por Gualter Martiniano de Alencar Araripe (O Barão de Exu), como pagamento a uma promessa feita a São João Batista por salvar seu povo de uma epidemia de cólera que invadiu principalmente o nordeste brasileiro, tendo atacado o Crato, Ceará de 1862 a 1864.

Serão premiadas com um certificado comemorativo todas as poesias selecionadas, e mais premiação em dinheiro para as três poesias finalistas do concurso.


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