Cajuína é Patrimônio Cultural Brasileiro

"Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina/ Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina"

Com esses versos da canção "Cajuína", o cantor e compositor Caetano Veloso divulga e a imortalizou uma das bebidas típicas do Piauí: Cajuína.

Por sua importância, é considerada símbolo da cultura e da cidade de Teresina, capital piauiense, tendo sido recentemente registrada como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, um órgão colegiado do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O objetivo é preservar sua identidade local, valorizar o produto e o modo artesanal de produzi-la, além de atrair maior visibilidade para a bebida e estimular o surgimento de políticas destinadas à qualidade do produto.

O consumo da cajuína, que é rica em vitamina C e ferro, é um ato de degustação, geralmente acompanhado de comentários e comparações sobre as qualidades daquela garrafa da bebida, ressaltando sua cor, doçura, cristalinidade, leveza ou densidade, qualidades que derivam tanto do caju escolhido, quanto das técnicas de cada produtor. Essas referências revelam o sentimento de pertencimento do grupo ou família produtora e reforçam os laços entre os membros das redes familiares por onde a cajuína circula.

Apesar de raro no Brasil, o processo de tombamento de práticas ligadas à feitura de alimentos existe e, a passos lentos, vem engrossando o livro de bens imateriais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que, no Nordeste, já reconheceu como patrimônio imaterial a atividade das acarajezeiras da Bahia. São essas baianas que garantem a perpetuação da receita tradicional do mais famoso acepipe daquele estado.

Há dois anos, o mesmo Iphan - único órgão, junto à Unesco, a ter autoridade para definir patrimonializações oficiais - incluiu no seu Livro de Registro dos Saberes a produção tradicional e as práticas socioculturais associadas à cajuína no Piauí. Isso significa dizer que quem recebeu o tombamento não foi a bebida pronta, mas, sim, a forma como ela é feita, garantindo que sabor, cor e propriedades nutricionais sejam exatamente as mesmas com o passar do tempo, evitando a descaracterização do produto.




Punições mais severas a motoristas irresponsáveis a partir de novembro

Punições mais severas a motoristas infratores começam a ser aplicadas na próxima terça-feira, 1º de novembro, em todo o Brasil. As multas sofreram reajustes que variam de 52% a 244%. Alguns dos maiores penalizados serão aqueles que forem flagrados usando aparelhos celulares ou dirigindo sob efeito de álcool. As alterações são as maiores desde a criação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em 1997. A multa por falar ou usar aplicativos de celular mais do que triplica: passa de R$ 85,13 para R$ 293,47, reclassificada de média para gravíssima.  “Com certeza vai ajudar, porque o bolso é o que mais pesa na tomada de decisão do motorista”, acredita Paulo Bacaltchuck, consultor e professor de Engenharia de Tráfego da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Para quem se recusar a fazer o teste do bafômetro a penalização aumenta de R$ 1.915,40 para R$ 2.934,70. Também é criada uma infração específica para a recusa do exame – que, na avaliação de Mauricio Januzzi Santos, presidente da Comissão de Direito Viário da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), abrirá brecha para ainda mais contestações judiciais. “É inconstitucional desde a alteração anterior, porque vai contra o princípio de presunção de inocência.”

Outra mudança é no tempo mínimo de suspensão do direito de dirigir, quando o condutor atinge 20 pontos na CNH, que aumenta de um para seis meses. Além disso, haverá mais rigidez com aqueles que usarem irregularmente vagas destinadas a idosos ou deficientes físicos em estacionamentos, até privados. A multa passa de grave a gravíssima, de R$ 127,69 para R$ 293,47.

Embora os reajustes venham em período de crise econômica, o argumento do governo foi o período de 19 anos sem aumento das multas. A Lei 13.281/2016 foi sancionada por Dilma Rousseff em maio deste ano, dias antes de seu afastamento da Presidência. Alguns itens previstos, como um sistema eletrônico para substituir notificações pelos Correios, ainda devem demorar a ser implementados.

Fonte: O Estado de S. Paulo.


Faculdade de Tecnologia e Ciências Sociais realiza palestra nesta quarta-feira 26

“Programação Mental Para o Sucesso Financeiro”. este é o tema a ser ministrado pela consultora Jena Agra, nesta quarta-feira (26) em Petrolina. O evento acontecerá na Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), Rua Clementino Coelho, s/nº, no Centro da cidade, às 19h30. A palestra é gratuita e aberta ao público.

Numa linguagem simples e aplicando técnicas de coaching e da famosa PNL (Programação Neurolinguística), a consultora vem ensinando como lidar com o dinheiro para ter uma vida próspera.

Jena Agra é graduada em Administração  de Empresas e credenciada do Sebrae, além de ser assessora Financeira, Practitioner em PNL e Coach. Atua como palestrante e consultora financeira empresarial e pessoal, com trabalhos desenvolvidos em vários municípios do Nordeste. (foto/divulgação)


Ana das Carrancas e Zé dos Barros, saudade na dimensão da sanfona de Luiz Gonzaga

"Ana Leopoldina Santos Lima era o nome dela. Isso muito antes de o barro moldar seu destino lhe dando por amor um homem que não tinha olhos para enxergá-la. Os monstros gerados pelas mãos de Ana eram cegos como o companheiro de sua vida. Com um golpe rápido, certeiro, ela vazava os olhos de suas criaturas com a ponta de um pedaço de pau. Com Ana era assim, a desgraça virava épico". 

O texto acima é da jornalista Eliane Brum. Esta semana visitei o Memorial Ana das Carrancas. Havia dois anos que não ia...o vazio, a amizade de Ana e Zé me deixaram uma solidão! Uma saudade das tardes e noites de café e conversas...

 Ana "partiu para o sertão da eternidade" numa quarta-feira dia primeiro de outubro de 2008, aos 85 anos, a maior
carranqueira do São Francisco voltou ao barro que a fez. E deixou Zé dos Barros, pela primeira vez, na escuridão.

Ela era uma mulher de solenidades. Não falava, entoava. “Minha vida é extensa...”, era a frase com que iniciava a narrativa. Analfabeta, fazia literatura pela boca. E mesmo limitada por uma seqüência de derrames, parte dos dedos com que tocava a lama do mundo paralisados, Ana era grande. Carregava nos gestos uma largura de alma. E o rio era seu espelho em mais de um sentido. A mulher que moldava o barro do chão só pisava o reflexo do céu.

Ana das Carrancas costumava dizer que sua arte era a síntese de seu amor por um cego que via o mundo mas não era visto por ele. Entre ela e Zé dos Barros nunca se soube quem era criador, quem era criatura. 

Ela já veio ao mundo retirante, na cidade pernambucana de Santa Filomena. Mas diferente de quase todos, nunca lamentou a terra estéril sob seus pés. A estirpe de mulheres da qual era continuidade moldava pratos, panelas, vasos. Ana aprendeu com a mãe, e antes dela a avó, que do barro se arranca tudo, até a vida.

Uns poucos anos depois dela, José Vicente de Barros nasceu em Jenipapo, outro canto sertanejo. Desembarcou na vida sem olhos, por culpa do amor incestuoso entre primo-irmãos. Desde cedo a ele ensinaram que “quando Deus faz uma criança sem vista é porque quer que ela sobreviva como pedinte”. Para se localizar na escuridão, desde menino ele balançava a cabeça. E nesse de lá pra cá, de cá pra lá, encontrava equilíbrio mesmo nas trevas.

Ana e Zé só cruzaram seus pés descalços quase trinta anos mais tarde. Ana tornara-se viúva desde que seu marido despencara de um pau-de-arara. Conheceu Zé pedindo esmolas na feira de Picos, Piauí. Ele balançava guizos, cantava cantigas. Mas era um cego desaforado por anos ouvindo os meninos mangando dele, pegando nele. Ana, não. Era resignada, como costumam ser as mulheres com fome e filhos para dar de comer. Ana dava comida a Zé sem que ele precisasse implorar.
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Um dia a vizinha abordou Ana na rua. “Desenteirei açúcar do meu filho para dar esmola a Zé”, queixou-se. O rosto de Ana queimou de vergonha. Tirou uma nota do bolso e retrucou: “Enteire de novo o açúcar do seu filho. Por Zé ele não vai passar fome”. Naquela noite não dormiu. Sua tristeza não coube na rede que dividia com Zé. Quando acordou, chamou o marido e anunciou: “Meu velho, nunca lhe fiz um pedido. Mas hoje lhe peço. De agora em diante, você não vai mais pedir esmola". Assustado, Zé rebateu: “Deus me fez sem vista para que eu pedisse esmola”. Ana fincou pé: “De hoje em diante sua vista é a minha. Você pisa o barro, eu faço a peça. Nós vamos levar para a feira, nós vamos ser felizes”.

Ana pegou a enxada e caminhou até as margens do São Francisco, em Petrolina. Diante da fartura de líquidos, invocou o espírito do rio: “Meu grande Nosso Senhor São Francisco. Pelo poder que ostenta, pelas águas que estão correndo, do próprio barro melhore a nossa vida”. 


Ao terminar, juntou um bolo de lama e fez, sem que até hoje saiba como, a primeira carranca. Começou levando na feira, suportando calada riso e maldades. “É tão feia quanto a dona”, cutucavam. No dia seguinte, em vez de uma, Ana levava duas. Até que caiu nas graças dos turistas e dos ricos da cidade e, de lá, suas obras ganharam o mundo. Ela então deixou de ser Ana do Cego e virou Ana das Carrancas. E ele virou Zé dos Barros.

As carrancas de Ana são diferentes de todas as outras que, desde o final do século XIX, apontaram a face horrenda na proa das barcas do São Francisco. A maioria dos carranqueiros célebres esculpe em madeira, Ana, em barro. Mas a maior singularidade são mesmo os olhos vazados. São eles que dão a expressão melancólica, contendo mais sofrimento do que ameaça, à obra de Ana. É do feminino que Ana tira sua carranca dilacerada diante da dor do mundo.

Os traços deformados das carrancas de Ana expressam, pelo avesso, a perfeição de seu amor. É este sentimento avassalador que tomava conta de Ana, anos atrás, quando ela começou a pressentir que o fio de sua vida atingia seu cumprimento. “O barro é como gente. Tem o barro ruim e o barro bom. E até o barro regular. Conhecendo o barro se conhece o mundo”, sussurrava ela. “O barro é o começo e o fim de tudo. Sem ele não sou ninguém. Foi ele que me deu o direito. Não me separo dele pra coisa nenhuma, porque eu amo aquilo que ama a mim. O barro é um caco de mim. Nas minhas veias corre sangue de barro.

As lágrimas abriam então sulcos em sua face. Por um momento, ela assemelhava-se à sua criação. Movia o rosto em direção a Zé, que não a via com os olhos, mas era o único a abarcá-la por completo. Ana então dizia: “Não estou pedindo a morte. Mas quando eu me for, qualquer pedacinho de orelha, nariz ou olho é lembrança dele. E de mim”. 

Zé Vicente infartou em 2014...ganhou definitivamente Luz...

Fonte: Eliane Brum-Jornalista


João Guimarães Rosa: Livro Grande Sertão Veredas completa 60 anos

O romance flui como o riacho, limitado por ambos os lados de terra e mato do cerrado (que é pra não perder o curso), numa longa narrativa oral entre os personagens, que são muitos. Riobaldo, um velho fazendeiro, declara sua experiência de vida a um interlocutor que jamais tem a palavra e cuja fala é apenas sugerida. Conta histórias de vingança, seus amores, perseguições, lutas pelo sertão de Minas Gerais, Goiás, e sul da Bahia. Tudo isso entremeado de reflexões um tanto quanto poéticas e filosóficas. Mas a verdade mesmo é que, ao redor de um mito universal, o autor conseguiu edificar uma obra de valor também universal e com elementos indígenas, até. É parida do meio. Autóctone que nem nativo da terra.

Ao se revisitar a obra de Guimarães Rosa, percebe-se a força e atualidade de seus livros. O que faz uma obra de arte ser considerada bela, eterna e sobreviver ao tempo é uma questão com muitas respostas. As hipóteses passam pelas grandes revoluções técnicas como o sfumato de Leonardo da Vinci, a grandeza e a beleza estética de Dante Alighieri ou a espiritualidade de Johann Sebastian Bach.

Suzi Sperber, professora de literatura da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), acredita que a atemporalidade da obra de Guimarães Rosa se deve "à extraordinária beleza do texto e forma como ele trabalha com as palavras". Segundo ela, a obra dele nos obriga a abordá-la com a emoção e não com a razão. "Ele quer a derrota da razão. O leitor não é obrigado a ter conhecimentos literários para ser envolvido pelo texto", afirma.

O livro Grande sertão: veredas, a obra mais aclamada de João Guimarães Rosa.O livro publicado em 1956, Grande sertão: veredas foi escrito quatro anos depois de uma famosa viagem do autor pelo interior de Minas Gerais, acompanhando a condução de uma boiada. Rosa anotou exaustivamente dados concretos da realidade física e da cultura sertaneja, e esses registros – suas famosas cadernetas de viagem, que atualmente se encontram no Instituto de Estudos Brasileiros da USP – foram utilizados como matéria-prima que o escritor trabalhou esteticamente para compor os livros. As anotações incluíam dados sobre a flora, a fauna e a gente sertaneja, usos, costumes, crenças, linguagem, superstições, versos, anedotas, canções, casos, estórias, enfim, tudo que lhe despertasse algum interesse.

A união desses dois universos, do homem que falava sete idiomas e possuía uma vasta cultura, com o apreciador da cultura popular, é, talvez, o traço mais característico de Rosa. Pesquisadores afirmam que percebem nas anotações a que teve acesso, que o autor gostava de conversar com as pessoas mais humildes. "As pessoas que não tiveram instrução, procuram palavras para exprimir aquilo que experienciam, criam novas palavras, imagens, ou transformam outras que conhecem, mas não sabem o que significa. Essas pessoas humildes abriram o caminho para que Rosa partisse nessa busca por novas palavras e imagens".


Aderaldo Luciano: O Bicho do Mazagão, Rosil Cavalcanti e o Cordel

Rosil Cavalcanti, o compositor e radialista, o Zé Lagoa, foi o criador de uma perene tradição de cocos e rojões. Não alcancei o Forró de Zé Lagoa, seja na Rádio Caturité ou na Borborema, mas ouvi ecos de sua fama no Forró de Seu Vavá pela Rádio Cariri, apresentado por Genival Lacerda, cujo título foi claramente inspirado no seu antecessor. 

Por esse tempo, eu já era fã de Zé Bezerra com seu Bom Dia, Nordeste, com a vinheta criada por João Gonçalves. Mas voltando a Rosil Cavalcanti e, ainda pegando carona nas intervenções de seu centenário no ano passado, lembro de duas novidades da época: o disco de Chico Salles Araujo, Rosil do Brasil, e o livro de Rômulo Nóbrega e José Alves Batista, Para Dançar e Xaxar na Paraíba: ­ Andanças de Rosil Cavalcanti. Homenagens elevadas ao terceiro patamar da excelência.

As canções de Rosil transformaram-se em clássicos na primeira voz de Jackson do Pandeiro e nas demais que se seguiram, entre Alceu e Lenine, Elba e Zé Ramalho, o mesmo Genival Lacerda e Luiz Gonzaga e outros camaradas do alto escalão. Ficava-me obscura a face cordelística do personagem nascido em Macaparana, no Pernambuco, em 1915. Todavia, 101 anos depois alcançou-me, finalmente, a prova física definitiva, dependurada na vitrina da Letra Viva, ali no Largo de São Francisco, ao lado do IFCS, da UFRJ. O Bicho do Mazagão é o exemplar caído dos céus, delicadíssimo devido à idade, publicado em maio de 1964, como diz a capa, mais velho do que eu. Em princípio não acreditei, pensei ser propaganda de algum espertalhão, mas ao manusear e ler, está lá a marca indelével da autoria.

O Bicho do Mazagão, de Rosil Cavalcanti, foi impresso na Gráfica Júlio Costa, em Campina Grande. Patrocinado pelo "Açúcar Puro, Fino e Granulado" Marilúz, da companhia de Artur Freire. Co-patrocinado por Familho, da São Braz, de José Carlos, e pela "Aguardente Que Resolve O Problema" Paturí, de F. Aleixo & Filho, todos de Campina Grande. A narrativa se passa na Serra da Catruzama, avizinhada do Pindurão, no Piauí, divisa com Maranhão. As terras do Major Figal eram uma espécie de paraíso, abandonadas pelo dono. No tempo remoto, sem as comunicações, seus moradores sabiam o mundo formado por vastas e misteriosas matas, cavernas profundas, pedreiras e túneis adornadas de lendas. O cordel de Rosil, em setilhas, é mais uma assinatura magistral do inesquecível artista. Agora, repousa em paz em meu baú do tesouro.

Fonte: Aderald Luciano-professor Doutor em Ciência da Literatura


Agricultores armazenam água para conviver com seca

Família de agricultores armazenam água em cisternas
Sertão do Araripe, Sertão do Moxotó, Agreste, Sertão do São Francisco. É para estes territórios do semiárido pernambucano castigados pelas estiagens prolongadas que a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) está levando a água retirada de poços artesianos que vêm dando alívio a uma população de quase 20 mil pessoas.

São 1.186 poços perfurados e instalados em 49 municípios. Os poços perfurados e instalados pela Codevasf no semiárido de Pernambuco são uma tecnologia de convivência com a seca que se divide em dois tipos: poços sedimentares ou cristalinos. Os sedimentares são perfurados nos locais que possuem manchas de sedimentos (arenito, calcário), escavados a profundidades que podem variar de 100 a 200 metros, e fornecem grandes volumes de água oriunda do lençol freático. A captação da água é feita por meio de motobombas de alta potência.

A água captada do poço, segundo explica Elijalma Augusto, engenheiro civil da Codevasf em Petrolina (PE), é direcionada através de uma boia para um reservatório – que funciona como um chafariz de onde a comunidade recolhe a água usando diversos tipos de recipientes –, e para um bebedouro, onde é consumida por animais. Há poços desse tipo instalados também nas imediações de escolas rurais.

Elijalma Augusto informa que, na região de Pernambuco atendida pela 3ª Superintendência Regional da Codevasf, existem diversas bacias sedimentares, sendo as maiores as de Jatobá, de Araripe e de São José de Belmonte; e outras menores, como as de Cedro, Tupã-Nancy, Araras e Fátima.

O outro tipo de poço, o cristalino, é perfurado e instalado em regiões de subsolo rochoso, entre 50 a 70 metros de profundidade, e a água é captada das fendas nas rochas, onde se acumula. O volume é menor, e a captação é feita por catavento ou por bomba submersa.

Em 37 municípios do sertão de Pernambuco, 38,5 mil famílias contam, em meio à estiagem, com o abastecimento de água via carros-pipa graças a uma outra tecnologia de convivência com a seca que também teve instalação feita pela Codevasf: as cisternas, reservatórios de polietileno com capacidade de armazenar 16 mil litros de água.

A agricultora Joseilza Souza Ferreira, que vive no Assentamento Cacimba dos Sonhos, atesta que a vida da família melhorou. “Os filhos e netos têm uma vida melhor. Podemos tomar banho e fazer comida com a água do reservatório”, diz Joseilza. No Assentamento Mandacaru, também localizado na área rural de Petrolina, o agricultor Benedito do Nascimento afirma que vai começar usar a água da cisterna para cultivar uma pequena horta.

O coordenador da ação na 3ª Superintendência Regional da Codevasf, Ivolnaldo Lacerda, destaca que as cisternas de consumo humano de água abastecem uma família de cinco pessoas por até seis meses no período da estiagem com água de qualidade para beber, fazer comida e para a higiene da rotina doméstica.

Monitor de Secas
O relatório mais recente do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA) informa que as poucas chuvas ocorridas no mês de agosto colaboraram para o agravamento da seca em Pernambuco. De acordo com o sistema, houve expansão da área com seca excepcional nas mesorregiões do Sertão e Agreste, e segue predominando no estado a seca com intensidade extrema.

Os impactos da estiagem no estado, segundo o monitor, permanecem de curto e longo prazo em todo Sertão e Agreste, mas também tiveram um pequeno avanço pela Zona da Mata. Apenas numa estreita faixa ao longo litoral pernambucano, abrangendo a mesorregião Metropolita do Recife e parte da Zona da Mata, os impactos permaneceram de curto prazo.

Ouça a Rádio Codevasf:
https://soundcloud.com/codevasf


Músico e professor Leonardo Fuks participa da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Petrolina

Petrolina vai sediar de 18 a 21 de outubro, a 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e já conta com a presença do professor e músico Leonardo Fuks.

Leonardo Fuks,  criou uma orquestra em cima de bicicletas. No Brasil foi o primeiro doutor em Acústica Musical, o pesquisador carioca possui formação acadêmica em Acústica Musical e Engenharia, o que lhe permite dialogar constantemente entre conhecimentos práticos e teóricos, visando ao desenvolvimento instrumental e musical.  "Ciclofônica é a única orquestra de bicicletas do mundo. Criada em 1999 por Leonardo Fuks e colegas músicos-ciclistas. Música, esporte, urbanismo e lazer, estabelecendo uma nova proposta de escuta e produção de som".


Em meio as palestras, oficinas, minicursos e exposições que vão movimentar a 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, uma atração promete educar pela acústica musical. É a mostra Sesc Prismas do Som-O som nutre o espírito que será apresentada gratuitamente de 18 a 21.

A mostra, que atende distintas faixas etárias e dialoga com várias disciplinas, entre elas, a física, matemática e biologia, se divide em 20 estações compactas de experimentação e demonstração. Em cada uma delas o visitante é apresentado a uma série de instrumentos incomuns, a exemplo de aerofones, cordofones, membranofones e eletrofones.

O resultado é uma verdadeira caixa de ressonância das experimentações, criações e improvisações sonoro-musicais do público, que desmistifica o som, o silêncio e o ruído, em meio a uma série de jogos e brincadeiras didáticas.
 

A Mostra, mexe com os sentidos, significados e singularidades musicais de cada um. “As estações expõem desde as reações do aparelho respiratório, perpassando por conceitos da física, que tratam de pressão arterial, por exemplo, até as emoções. As pessoas costumam ficar empolgadas, bem humoradas e até reflexivas, nunca indiferentes”.
 

Durante todos os dias, das 8h às 18h, o Ginásio do Sesc vai se transformar numa grande feira de exposições com livre acesso, onde os visitantes poderão conferir,  desde produtos orgânicos até uma exposição de abelhas, além de orientação nutricional, saúde holística e um museu de ciências. Outra atração que também deverá chamar a atenção do público é a Sala de Ciências, com mostra e inúmeros experimentos na área alimentar, orientações e degustações.

A 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é uma realização do Sesc Petrolina em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Durante o evento serão arrecadados alimentos para doação às instituições cadastradas no Banco de Alimentos do Sesc Petrolina, que atende 39 instituições sociais beneficiando cerca de 9 mil pessoas.


Programação completa: www.sescpe.com.br


Brasil celebra 20 anos morte de Renato Russo

Ele estava em casa quando morreu. Era o começo da madrugada do dia 11 de outubro de 1996, quando Renato Russo não resistiu a complicações provocadas pelo vírus da Aids. O corpo pediu trégua e o país se despediu de um dos seus maiores ídolos. Acabava ali a jornada da maior banda da música nacional, a Legião Urbana. Vinte milhões de discos vendidos e, de fato, uma legião de fãs órfã.

Em vez de, mais uma vez, rememorarmos a trajetória do cantor e compositor, que saiu de Brasília e se transformou em um fenômeno nacional, talvez seja melhor abrir espaço para que os próprios legionários nos contem um pouco mais sobre a intrigante figura que foi Renato Russo. Duas décadas depois, ele ainda vende como poucos, ocupa as salas de cinema, rende peças de teatro e ganha ares messiânicos por parte dos fiéis seguidores da banda, que enxergam o grupo e, principalmente Renato, quase como uma religião.

Entre eles, talvez esteja o paulista Rogério Santos. “Eu conheci a banda em 1988, em um show no Ibirapuera”, conta. Foi o bastante para que Rogério inaugurasse um fã-clube dedicado ao grupo. Dedicação, inclusive, não faltou. Eles logos entraram em contato com a gravadora e estreitaram os laços. “A EMI começou a intermediar nossos contatos com a banda, até que o Renato nos conhece. Nosso primeiro encontro pessoal foi no show seguinte. Falamos sobre o fã-clube, que ele passou a reconhecer.”

A partir daí, Rogério manteve uma relação próxima com o cantor. Eles se falavam por telefone mensalmente e Hoje, Rogério ainda nutre o mesmo carinho por Renato. Falar da Legião sempre o motiva. E não à toa: Rogério é dono de um dos maiores acervos relacionados ao grupo, com mais de 450 fotos próprias, infinitos discos, apresentações gravadas e singles. Aos 47 anos, Rogério alterna o cotidiano entre duas funções. Como representante comercial, paga contas. Mas, nas horas vagas, ele ainda cuida da paixão maior, a Legião Urbana. O fã-clube ainda existe: Legião Urbana Infinito. Pode procurar.

Quem também teve a chance de manter uma relação ainda mais próxima com Renato Russo foi a carioca Cristina Valente, que trabalhou por anos como supervisora de imprensa na gravadora do grupo, a EMI. Ela participou, inclusive, do momento em que os meninos assinam o primeiro contrato. Dali em diante, Renato seria uma companhia constante.

Cristina pôde conhecer Renato na íntegra, e não somente o homem em cima do palco. “Conviver com Renato era meio difícil naquela época, porque ele bebia muito. Era punk, literalmente. Mas sempre tivemos muitas afinidades. Tanto que me elegeram para acompanhá-lo em programas de tevê e nas viagens promocionais”, recorda.

Ela teve a oportunidade de testemunhar um dos mais trágicos episódios da banda, principalmente na memória do brasiliense, o fatídico show de 1988 no Mané Garrincha, que gerou uma rebelião pela cidade. “Deu toda aquela confusão. Depois, no hotel, ele foi se encontrar com os jornalistas, entre eles Arthur Dapieve e Beatriz Coelho. Ainda espantado, ele disse que nunca mais faria show em Brasília”. Como se sabe, Renato cumpriu a palavra.

Ao falar do compositor e poeta, principalmente às vésperas do aniversário de morte, Cristina acaba por fazer um depoimento, que define bem quem era Renato Manfredini Júnior: “Doce, maluco e inteligente, acima de tudo. Todos enxergavam nele uma luz, um caminho. Quando penso em Renato, lembro de um menino gentil, amável, mas com uma personalidade forte. Um gigante do bem, que só se destruía. Ele era destrutivo sim.


Aderaldo Luciano: Tempos do bom Forró e Suíte Nordestina

O IPHAN recebeu o pedido para transformar o Forró em Patrimônio Imaterial do Brasil. Mesmo que o órgão não consiga prosseguir, depois falarei sobre isso, independente de qualquer querer das elites, o forró é a música patrimonial do Brasil. E todos sabemos que o Brasil não é só samba, sertanejo, axé e funk. 

O Brasil é verdadeiramente uma grande sala de chão batido, uma sala de reboco, com folhas de eucalipto espalhadas e lá no canto da parede um trio tocando sanfona, triângulo e melê. Quem não souber o que é um melê, procure saber, forrozeiro não é.

A juventude forrozeira tem como base para seu gosto, geralmente, os acordes de Luiz Gonzaga, as sincopadas de Jackson, a genialidade de Dominguinhos e a leveza de Sivuca. De vez em quando adentram no universo dos trios e têm no Trio Nordestino a voz das vozes de Lindú; entram pelo swing de Os Três do Nordeste, com Parafuso rodopiando assustadoramente; entranham-se pelo Trio Mossoró, com a identidade mais sertaneja de João Mossoró; alguns distanciam-se um pouco mais no tempo e chegam ao Trio Nagô ou ao Trio Marayá.

Mas quero trazer para os amantes da arte forrozal quatro pilares para nossa sala. Não sei mais qual foi o ano no qual estreamos na Rádio Serrana de Araruna, ZYI 692, AM 590, aos domingos, entre 6 e 9 das manhãs paraibanas. Éramos três a escrever o Suíte Nordestina: Ney Vital Guedes, Pedro Freire e eu. Depois veio Ednaldo da Silva, o Dina. Procurávamos não ficar na mesmice e vivíamos a vasculhar as feiras do brejo em busca de discos de artistas anônimos e outros que não chegavam em nosso cidade. Os sebos de Campina Grande e João Pessoa eram vasculhados, visita a amigos da zona rural, era uma caçada épica. No repertório dos discos de vinil tocávamos não os carros chefes, mas músicas de boa qualidade escondidas nas 12 faixas tradicionais.

Nessas buscas encontramos o magnífico Azulão. A primeira canção do mestre de Caruaru que toquei no rádio foi Apanhadeira de Café, de Brito Lucena e Azulão. Uma marchinha que eu ouvia de Xuxu, um vizinho que, quando bebia, a cantava com uma emoção de doer o peito da gente. De Azulão a Jair Alves, cognominado O Barão do Baião, foi um pulo. 

Comprei o disco em Remígio e corri pra casa para ouvir. Chamou-me atenção o baião Aproveita a Maré, de Valdrido Silva e Humberto de Carvalho. Quando ouvi fiquei meio aéreo com um baião que não falava de seca, nem de amor perdido, mas do mar, das sereias e seus cantos. A eles, certa vez, juntou-se Assisão, que tempos depois viraria febre nas rádios com Eu Fiz Uma Fogueirinha. Mas Sebastião do Rojão foi quem surpreendeu-me com canções que iam entre o baião e o bolero, entre o rojão e a dor de cotovelo. Foram os quatro cavaleiros durante um bom tempo em minha radiola Aiko e nas ondas da Rádio Serrana, no Suíte Nordestina.


Musical São Francisco de Assis movimentará católicos de Juazeiro Bahia

Os católicos de Juazeiro-Bahia, já vivem os preparativos para o musical “São Francisco de Assis, o irmão sempre alegre”, que acontecerá nos dias 13 e 14 de outubro, no Centro de Cultura João Gilberto, às 20h.

O musical é formado pela juventude católica do município e tem o objetivo de despertar nos jovens a importância do conhecimento da vida dos santos que se tornaram exemplos de vida para seguidores de várias partes do mundo, a exemplo de São Francisco de Assis, que segundo relatos, foi um jovem rico que descobriu a vocação de servir os pobres, segundo os ensinamentos da palavra de Deus.

A apresentação é composta por cenas divertidas e emocionantes com música ao vivo e mostra personagens que conviveram com o padroeiro dos pobres e do meio ambiente.

Os ingressos antecipados custam R$ 10 e estão à venda nas secretarias das Paróquias Santo Afonso (bairro Castelo Branco), Santo Antônio, Santa Terezinha (bairro Piranga) e Catedral (no Centro).


Instituro Nacional de Estudos e Pesquisas e mostra abismo entre ensino privado e público

As notas do Enem 2015 por escola foram divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os arquivos reúnem as notas de 1.212.908 estudantes de 14.998 escolas do país que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio no ano passado. Os dados são divulgados anualmente pelo governo federal para fomentar o debate sobre a qualidade na educação.

É possível fazer recortes que levam em conta desde o porte da escola até a condição socioeconômica dos alunos, fatores que influenciam no desempenho acadêmico dos estudantes e que, portanto, devem ser considerados na hora de avaliar a situação de cada escola.

Entretanto, em uma análise que considera apenas a nota das provas objetivas (excluindo redação), os dados apontam um aumento do abismo que separa as escolas públicas e as privadas. Neste ano, das 100 escolas com maior nota média no Enem 2015, 97 são privadas. No universo de 1 mil escolas, somente 49 são da rede pública. No ano anterior, eram 93, e em 2013, 78.

Para Francisco Soares, presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), e ex-presidente do Inep, a lista do "Enem simplesmente consagra as escolas que fazem seleção de seus alunos".

"Entre as melhores classificadas, um primeiro fato a considerar é que as privadas selecionam primeiro seus alunos pela renda e também pelo desempenho em provas. Esta seleção é frequentemente feita ao longo dos anos, convidando os estudantes mais fracos a saírem. As escolas públicas que estão nas melhores colocações são também aquelas que admitem seus alunos através de difíceis vestibulares", afirmou Francisco Soares.


Brasileiros terão até o fim do ano três luas super cheias

O Observatório Astronômico de Lisboa (OAL) informou, em comunicado, que até o fim deste ano todas as luas cheias - que ocorrerão nos dias 16 de outubro, 14 de novembro e 14 de dezembro - serão superluas, fenômeno que ocorre quando o satélite natural parece estar maior do que o habitual.

No dia 16 de outubro, a lua vai parecer maior, não apenas devido à ocorrência de superlua, mas também porque estará mais próxima do horizonte, quando ocorre um efeito extra de ampliação.

De acordo com o OAL, é normal ver a lua cheia próxima da linha do horizonte muito maior do que quando se encontra mais alta no céu noturno. “Esse efeito não é ótico, mas apenas cerebral, ou seja, é o cérebro humano que cria a ‘imagem fictícia’ de uma lua enorme”, diz o comunicado.

As superluas são visíveis quando as luas cheias ocorrem próximas do perigeu, que é o ponto mais próximo que a lua atinge em relação à Terra. Segundo essa definição, a superlua pode ser frequente, mas nem todas terão o mesmo tamanho e brilho.


Codevasf: peixamento marcará os 515 anos do Rio São Francisco

Para marcar a passagem de 515 anos do rio São Francisco, a 3ª Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) irá promover um peixamento simbólico às margens do Velho Chico, dentro do perímetro público de irrigação de Bebedouro, zona rural de Petrolina (PE).

Serão soltos 40 mil alevinos de piau e curimatã produzidos no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Bebedouro, unidade gerida pela Codevasf.

“Os peixamentos visam não apenas à revitalização do rio, mas também à sustentabilidade da atividade pesqueira com o aumento da abundância de peixes e a diminuição da pressão do esforço de pesca sobre algumas espécies mais visadas, além de adicionalmente possibilitar a recuperação de espécies de peixes em processo de extinção”, destaca o Diretor de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Codevasf, Inaldo Guerra.

“Os peixamentos também são uma importante forma de divulgar conceitos de educação ambiental com foco nos recursos pesqueiros e ictiofauna da bacia do São Francisco”, aponta.

O rio São Francisco banha pela margem esquerda o estado de Pernambuco desde o município de Petrolina até o município de Jatobá e Taracatu, onde o rio Moxotó separa aquele estado do de Alagoas, região de influência da barragem de Itaparica. Os principais afluentes na porção pernambucana do rio são Pontal, Garças, Brígida, Terra Nova, Pajeú e Moxotó. Sua extensão no estado é de cerca de 472 km.

O berço do São Francisco fica na Serra da Canastra, no município de São Roque de Minas, em Minas Gerais. Da nascente, ele percorre cerca de 2.800 quilômetros até desaguar no Oceano Atlântico, passando por cinco estados: além de Minas Gerais, o rio banha as terras de Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe.

Todo o vale sanfranciscano ocupa uma área aproximada de 620 mil quilômetros quadrados, incluindo 505 municípios, com uma população de cerca de 18,2 milhões de pessoas.

Fonte: Assessoria Imprensa/Codevasf


Sanfoneiro e cantor Amazan é eleito prefeito de Jardim do Seridó, Rio Grande do Norte

Famoso pelas poesias que retratam a lida do nordestino, o cantor Amazan vai se enveredar pelo mundo da política. Ele foi eleito neste dia 02 de outubro, o novo prefeito de Jardim do Seridó, cidade do Rio Grande do Norte onde foi criado.

Ele obteve 4.600 votos (51,13%). O candidato foi apoiado pelo governador Robinson Faria. Amazan venceu o candidato do grupo de situação, Doutor Anchieta (PMDB), que era apoiado pelo atual prefeito, Padre Jocimar (PMDB). O músico já havia tentado se eleger em 2012, mas foi derrotado pelo padre Jocimar. Amazan é pai de Luan, que ficou conhecido nacionalmente como Luan Estilizado, após participar do programa global Super Star.


Morre o zabumbeiro Parafuso do grupo Os 3 do Nordeste

O zabumbeiro da banda paraibana 'Os 3 do Nordeste', Carlos Albuquerque de Melo, conhecido como Parafuso, morreu na madrugada de hoje na cidade de Colônia, na Alemanha, com 76 anos. De acordo com informações repassadas pela família, ele sofreu um um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e um infarto.

'Os 3 do Nordeste' estava participando de uma turnê com outros artistas. Ainda segundo informações de familiares, no sábado (1) Parafuso passo mal e foi internado em um hospital alemão, onde passou todo o domingo (2). Por volta da 1h desta segunda-feira em Colônia, 5h no horário brasileiro, a morte foi confirmada pela unidade de saúde. Ainda não há confirmação sobre o dia do envio do corpo para a Paraíba.

O 3 do Nordeste foi fundado em 1972, por Parafuso, Cacau e Zé Pacheco. Ao longo da carreira, o grupo lançou cerca de 30 discos e sucessos como "É Proibido Cochilar", "Forró de Tamanco" e "Forró do Poeirão". Atualmente, o cantor dos s 3 do Nordeste é Deda e o sanfoneiro é Hedran Barreto.


3 de outubro data do nascimento Allan Kardec, considerado o fundador da Doutrina Espírita

O pseudônimo "Allan Kardec", segundo biografias, foi adotado pelo Professor Rivail a fim de diferenciar a Codificação Espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores. Segundo algumas fontes, o pseudônimo foi escolhido pois um espírito revelou-lhe que haviam vivido juntos entre os druidas, na Gália, e que então o Codificador se chamava "Allan Kardec".
                            
Allan CardecN nasceu numa antiga família de orientação católica com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia.

Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Zahringenem, em Yverdon-les-Bains, na Suíça, tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos quatorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados, criando cursos gratuitos para os mesmos. Aos dezoito, bacharelou-se em Ciências e Letras.

Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das "mesas girantes", bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal de que era estudioso, só em maio de 1855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a frequentar reuniões em que tais fenômenos se produziam.

"Substituindo a fé cega numa vida futura, pela inquebrantável certeza, resultante de constatações científicas, tal é o inestimável serviço prestado por Allan Kardec à humanidade."

Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores. Faleceu em Paris, a 31 de março de 1869, aos 64 anos (65 anos incompletos) de idade, em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho.

Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmens druídicos, Acima de sua tumba, seu lema: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei", em francês.



Petrolina tem novo prefeito e em Recife decisão ficará para o 2º turno

Com 100% das urnas apuradas, o candidato da Frente Popular em Petrolina, Miguel Coelho (PSB) ganhou a eleição com 60.509 votos. Em segundo lugar ficou Odacy Amorim(PT) com 39.618 votos. O candidato Edinaldo Lima, apoiado pelo atual prefeito Julio Lóssio, ficou em terceiro lugar.

Já em Recife, o atual prefeito e candidato à reeleição na Capital, Geraldo Júlio (PSB), vai disputar o segundo turno na cidade com o ex-prefeito petista, João Paulo. Geraldo alcançou 49,34% (430.997) dos votos válidos, enquanto João Paulo conseguiu 23,76% (207.529).


Em Petrolina sujeira nas ruas com "santinhos" de candidatos e ritmo lento nas filas marcam eleição

Foi dada a largada das eleições municipais em todo o país, neste domingo 2. A cidade se encontra com bastante sujeira das campanhas dos candidatos. Santinhos, panfletos, adesivos são encontrados em todas as ruas, principalmente perto dos locais de votação.

A doméstica Lucimarie Pereira conta que ontem vários carros jogavam pela janela o lixo eleitoral. "Eu acho um absurdo. Olha a situação que está isso aqui. Dinheiro pra isso eles têm, agora para ajudar o povo não", reclama.

Na Escola Moyses Barbosa, bairro da Areia Branca as votações iniciaram no horário marcado as 8h. A reclamação além da sujeita na avenida os eleitores reclamaram da demora. Os fiscais justificam ser devido o sistema biométrico.

  
O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco,  o desembargador Antônio Carlos Alves da Silva, informou que a previsão para o término da apuração será no máximo até as 22h15.             


Horário de verão vai obrigar brasileiros que moram no sul, sudeste e centro oeste adiantarem os relógios

Em 15 dias começa o horário brasileiro de verão e os relógios deverão ser adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Neste ano, o horário diferenciado vai vigorar entre 16 de outubro e 19 de fevereiro.

O objetivo da medida, adotada no Brasil desde 1931, é proporcionar uma economia de energia para o país, com menor consumo no horário de pico (entre as 18h e as 21h), pelo aproveitamento maior da luminosidade natural. Com isso, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade.

No ano passado, a adoção do horário de verão possibilitou uma economia de R$ 162 milhões, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A economia foi possível porque não foi preciso adicionar mais energia de usinas termelétricas para garantir o abastecimento do país nos horários de pico.



Brasileiros vão às urnas neste domingo 2

Neste domingo (2), 144.088.912 brasileiros estão aptos a ir às urnas para escolher 5.568 prefeitos e 57.945 vereadores.

Do total do eleitorado, 46.305.957 utilizarão a biometria. O eleitor deve votar entre 8h e 17h, considerando o horário local de seu município. É necessário levar um documento oficial com foto (carteira de identidade, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho ou carteira nacional de habilitação).

 Não são aceitas certidões de nascimento ou casamento. Embora o título de eleitor não seja documento obrigatório para votar, ele contém informações que facilitam a vida do eleitor, como o número de sua seção eleitoral.


Oração do Rio São Francisco em tempos de poucos rios

Foi assim que ouvi e aqui reproduzo. Oração do Rio São Francisco em Tempos de poucos rios.

O Rio São Francisco não nasce na Serra da Canastra. Digo isso porque a correria estressante das ruas do Rio de Janeiro me oprime. Os olhos dessas crianças nuas me espetam e essa população de rua dormindo pelas calçadas me joga contra o muro. Esse Cristo economiza abraços e atende a poucos.

Só uma coisa me alenta hoje: a saudade do meu santo rio. O Rio São Francisco, o Velho Chico, Chiquinho. Escuto o murmurar de suas verdes águas: — Deixai vir a mim as criaturas... E assim foi feito. Falar de desrespeito e depredação tornou-se obsoleto. Denunciar matanças e desmatamentos resultou nulo. Orar e orar. Pedir ao santo do seu nome a sua oração.

Lá do Cristo Redentor da cidade de Pão de Açúcar, nas Alagoas, um moleque triste escutou a confissão das águas. Segundo ele, o Velho Chico dizia:

“Ó, Senhor, criador das águas, benfeitor dos peixes, escultor de barrancas e protetor de homens fazei de mim bem mais que um instrumento de tua paz. Se paz não mais tenho faz-me levar um pouquinho aos que em mim confiam. Paz para as lavadeiras que, em Própria, choram a sua fome de pão. Que, em Brejo Grande, soltam lágrimas pelos filhos mortos no sul do país. Que, em Penedo, já perderam a fé de serem tratadas como gente sã.

Onde houver o ódio dos poderosos que eu leve o amor dos pequeninos. O amor dos que cavam a terra a plantam o aipim. Dos que cavam a terra e usam-na como cama e lençol para sempre. Dos que querem terra para suas mãos, para os seus grãos, para a sua sede. O amor que não é submisso, mas escravizado. O amor que tem coragem de um dia dizer não. Coragem diante das balas e das emboscadas, das más companhias e da solidão.

Onde houver a ofensa dos governos que eu leve o perdão dos aposentados e servidores públicos. O perdão, nunca a omissão. A luta, porque perdoar não requer calar. Perdoar não quer dizer parar. Como minhas águas, tantas e tantas vezes represadas, mas nunca paradas e que, quando em minha fúria, carregam muralhas, absorvem barreiras e escandalizam Três Marias, Xingó e Paulo Afonso.

Onde houver a discórdia dos que mandam que eu leve a união dos comandados. A suprema união dos que sonham com as mudanças, dos que querem quebrar hegemonias e oligarquias. A discórdia dos reis contra a união dos plebeus. Um povo unido é força de Deus, dizia o velho bendito e sejais bendito, Senhor. A união das águas, a união das lágrimas, a união do sangue e a união dos mesmos ideais.

Onde houver a dúvida dos que fraquejam, que eu leve a fé dos que constroem seu tempo. Na adversidade, meio ao deserto e ao clima árido, a fé dos que colhem uvas e mangas em minhas margens. Dos que colhem arroz em minhas várzeas, dos que criam peixes com minhas águas em açudes feitos. A fé dos xocós lá em Poço Redondo. A fé que cria cabras nos Escuriais. Dos que colhem cajus e criam gado em Barreiras e outros cafundós.

Onde houver o erro dos governantes que eu leve a verdade de Canudos. O bom senso dos conselheiros de encontro à insanidade dos totalitários. Os canhões abrindo fendas na cidade sitiada e a verdade expondo cada vez mais a ferida da loucura na caricatura da História. O confisco da poupança e o rombo na previdência. O fim da inflação e o pão escasso, o emprego rarefeito, a dignidade estuprada em cada lar de nordestinos.

Onde houver o desespero das crianças da Candelária que eu leve a esperança das mães de Acari. E aqui, Senhor, te peço com mais fé. A dor dos deserdados, dos que perderam seus pais, filhos ou irmãos, seja de fome, doença ou assassínio, inundai-os com as águas esmeraldas da justiça. A justiça da terra e dos céus. Pintai de verde o horizonte das famílias daqueles que foram jogados mortos em minhas águas. Eles não foram poucos.

Onde houver a tristeza dos solitários que eu leve a alegria das festas de São João. Solitário eu banho muitas terras e em todas, das Gerais, do Pernambuco, das Alagoas e do Sergipe, não há tristeza ao pé da fogueira, nas núpcias entre a concertina e o repente, entre a catira e o baião.. Das festas do Divino ao Maior São João do Mundo, deixai-me levar, Senhor, o sabor de minhas águas juninas e seus fogos de artifícios.

Onde houver as trevas da ignorância que eu leve a luz do conhecimento e da sabedoria. A escuridão dos homens dementes que teimam em querer ferir-me de morte seja massacrada pela luz de um futuro negro, sem água potável, sem terra e sem ar.. Dai-me esse poder, de entrar nas mentes e nos corações, de espraiar-me pelos mil recantos dos que querem mal à nossa casinha, nossa pequena Terra. O homem sábio seja sempre sábio e contamine os povos com ensinamentos de preservação.

Ó, Senhor, dai-me vocação para consolar os que se lamentam de má sorte. Fazei-me compreender porque tanto mal há nos corações. Sobretudo, Senhor, não autorizeis que eu deixe de ser o Rio São Francisco, que há tantos anos não foge do seu leito, espalha e espelha vida em abundância. Que, embora tenha dado, quase nada recebo, que perdoando sempre, continuo sendo morto enquanto todos pensam que serei eterno.”

Fonte: Confraria do Vento. Professor doutor em ciencia da literatura-Aderaldo Luciano


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