EMPREENDEDORA E HISTORIADORA AREENSE FAZ PALESTRA NO SALÃO DE TURISMO DO VALE DO SÃO FRANCISCO

Com quatro dias de intensa programação, o Salão de Turismo do Vale do São Francisco chega a Petrolina com mais de 50 atividades abertas ao público. Entre os destaques estão as palestras e oficinas, exposições de rotas turísticas e de artesanato, encontro literário e os festivais de bebidas, carnes e sabores da região.

Esse é o maior evento de turismo já realizado no sertão nordestino e são esperadas cerca 20 mil visitas na feira. A abertura oficial acontece na próxima quinta (19), às 17h30, na orla de Petrolina. A programação completa pode ser acessada no site www.salaodeturismovsf.com.br.

Durante toda a programação, estarão abertos para visitação o Espaço Literário, onde acontece o 1º Encontro de Leitores, Escritores e Influencers Literários do Vale do São Francisco (Editora Vecchio), além da Galeria dos Artistas, que expõe obras de pintores, artesãos, grafiteiros e outros. A Feira de Artesanato, com a maior variedade de produtos feitos por empreendedores da região, também ficará aberta para visitação durante os quatro dias de evento.

Outros destaques são o 1º Festival da Cerveja Artesanal Nordestina (Nordhaus); 1º Festival de Vinhos, Espumantes e Frisantes (Vinícolas Tropical, Rio Valley, Garziera e Terroir do São Francisco); 1º Festival de Cachaça, Cultura e Sabores (Butiquim Cachaçaria); e o Festival de Churrasco (Gelo & Sal Steak House), que acontecem na praça de alimentação.

Partindo para a programação mais técnica, no primeiro dia de evento, quinta-feira (19), os estandes já estarão abertos para visitação e algumas atividades serão realizadas no auditório e na arena gastronômica. O turismo rural será tema de palestra ministrada pela presidenta do Instituto Brasil Rural, Andreia Roque. Também acontece neste dia o 1º Seminário de Queijos de Cabras e Vinhos do Vale do São Francisco, organizado pela Univasf, Embrapa e Senac.

A partir do segundo dia, sexta-feira (20), palestras desenvolvidas pelo Sebrae e ITC Bio e oficinas ministradas pelo Senac e pelo IF Sertão Pernambucano movimentam a feira. Também vale o destaque para o 1º Fórum Interestadual Secretários, Dirigentes de Turismo, Desenvolvimento e Cultura, as visitas técnicas, tanto nas vinícolas (necessária inscrição prévia durante o Salão de Turismo) quanto na sede da Embrapa Semiárido.

Visitas técnicas, cases de sucesso e mais palestras e oficinas movimentam o terceiro dia do Salão de Turismo do Vale do São Francisco, já no sábado (21). O grupo responsável pela Expedição Científica do Velho Chico, da Universidade Federal de Alagoas, marca presença com palestra sobre o avanço das pesquisas para a preservação do Rio São Francisco. Também nesse dia acontece o 1º Encontro de Mulheres Empreendedoras do Vale, com trocas de experiências e homenagens.

Para finalizar, no domingo (22), terceiro e último dia de evento, além das palestras e visitas técnicas, o visitante também poderá acompanhar a exposição de veículos náuticos e se aventurar em passeios em lanchas, jet skis e outros. Nesse dia também será lançada a segunda edição da feira, que deve acontecer em 2023, na cidade de Juazeiro-BA.

Com uma diversidade na programação, o Salão de Turismo do Vale do São Francisco ainda busca valorizar a dança, os cantos e ritmos da região. Durante o evento, diversas atrações culturais irão se apresentar no palco da feira, alegrando ainda mais esse momento histórico para o Vale. As performances começam a partir das 17h e acontecem nas quatro noites do evento. Entre os convidados estão grupos de coco, maracatu, reisado, forró, além de apresentações de artistas regionais.

"Vai ser um momento histórico para o nosso Vale do São Francisco e a gente vem aqui convidar todos vocês para celebrar o turismo, nossas raízes e nossa cultura", reforça Gilberto Pires, um dos idealizadores do evento. A programação completa, com todas as palestras, oficinas, festivais, exposições e atrações culturais podem ser encontradas no site www.salaodeturismo.com.br.

SERVIÇO-1º Salão de Turismo do Vale do São Francisco

Data: 19 a 22 maio de 2022

Local: Orla de Petrolina-PE

CONTATOS-Sérgio Martins (Coopemvale): (87) 9 9997-7661

Cynthia Clause (Criatur): (87) 9 8809-7201

Gilberto Pires: (87) 9 8823-1262

Luciano Correia: (74) 9 8804-8233

www.salaodeturismovsf.com.br

salaodeturismovsf@gmail.com

Instagram: @salaodeturismovsf

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FÉ E EMOÇÃO NA EDIÇÃO 52º DA MISSA DO VAQUEIRO DE SERRITA PERNAMBUCO, ANO 2022

Este ano 2022, a Missa do Vaqueiro acontece no dia 24 de julho. Será a 52ª Missa do Vaqueiro de Serrita Pernambuco. Compreender que a história vem se tecendo com a força da própria vida. E por isto, disse o cantador, escritor Virgilio Siqueira, daí não ser possível guardar na própria alma a transbordante força de uma causa. 

“Tengo lengotengo lengotengo lengotengo … O vaqueiro nordestino/morre sem deixar tostão/o seu nome é esquecido/ nas quebradas do Sertão ...Os versos ecoam pelo lugar, realçados pelo trote dos animais e o balançar natural dos chocalhos trazidos pelos vaqueiros. É música. É arte.

A música, a Morte do Vaqueiro, composta por Nelson Barbalho, ainda ecoa nos sertões brasileiros: Raimundo Jacó, um vaqueiro habilidoso na arte de aboiar. Reza a lenda que seu canto atraía o gado, mas atraía também a inveja de seus colegas de profissão, fato que culminou em sua morte numa emboscada. O fiel companheiro do vaqueiro na aboiada, um cachorro, velou o corpo do dono dia e noite, até morrer de fome e sede.

Cada arte emociona o ser humano e maneira diferente! Literatura, pintura e escultura nos prendem por um viés racional, já a música nos fisga pelo lado emocional. Ao ouvir música penetramos no mundo das emoções, viajamos sem fronteiras.

A viagem mais uma vez é o destino Serrita, Pernambuco, sítio Lages, ali um primo de Luiz Gonzaga, Rei do Baião, no ano de 1951, Raimundo Jacó, homem simples, sertanejo autêntico, tendo por roupa gibão, chapéu de couro tombou assassinado.

Realizada anualmente sempre no mês de julho, a Missa do Vaqueiro de Serrita tem em suas origens uma história que foi consagrada na voz de Luiz Gonzaga, criada com os amigos Padre João Câncio e Pedro Bandeira, violeiro.

Este ano a Missa do Vaqueiro de Serrita completa 51 ano. As celebrações serão virtuais devido ao decreto de pandemia que não permite aglomerações.

A história de coragem se transformou num mito do Sertão e três anos após o trágico fim, sua vida foi imortalizada pelo canto de Luiz Gonzaga, A morte do vaqueiro. O Rei do Baião, que era primo de Jacó, transformou “A Morte do Vaqueiro” numa das mais conhecidas e emocionantes canções brasileiras. 

Luiz Gonzaga queria mais. Dessa forma, ele se juntou a João Câncio dos Santos, na época padre que ao ver a pobreza e as injustiças sociais cometidas contra os sertanejos passou a pregar a palavra de Deus vestido de gibão, para fazer do caso do vaqueiro Raimundo Jacó o mote para o ofício do trabalho e para a celebração da coragem.

Assim, em 1970, o Sítio Lajes, em Serrita, onde o corpo de Raimundo Jacó foi encontrado, recebe a primeira Missa do Vaqueiro. De acordo com a tradição, o início da celebração é dado com uma procissão dos vaqueiros a cavalo, que levam, em honras a memória do vaqueiro, oferendas, como chapéu de couro, gibao, queijo, farinha e rapadura, ao altar de pedra rústica em formato de ferradura. 

A missa, uma verdadeira romaria de renovação da fé, acontece sempre ao ar livre. A Missa do Vaqueiro enche os olhos e coração de alegria e reflexões. O poeta cantador de viola, Pedro Bandeira, falecido em agosto de 2020, era conhecido como o príncipe dos poetas populares do Nordeste, morreu aos 82 anos e se fez  presente em todas as missas, nas últimas venceu o peso da idade e iluminava com uma mágica leveza rimas e versos nos improvisos da inteligência.

Pedro Bandeira é autor de centenas de músicas, entre elas a  “Graça Alcançada”, que veio a ser gravada por mais de 20 intérpretes e pode ser considerada o hino dos romeiros e das romarias em Juazeiro do Norte.  

Vaqueiros e suas mãos calejadas, rostos enrugados pelo sol iluminam almas. Em Serrita ouvimos sanfonas tocando alto o forró e o baião. Corpo e espírito ali em comunhão. A música do Quinteto Violado, composto por Janduhy Filizola é fonte de emoção. A presença de Jesus Cristo está no pão, cuscuz, rapadura e queijo repartidos/divididos na liturgia da palavras.

Emoção! Forte Emoção é o sentimento na Missa do Vaqueiro ao ouvir sanfona e violeiros:

“Quarta, quinta e sexta-feira sábado terceiro domingo de julho/Carro de boi e poeira cerca, aveloz, pedregulho Só quando o domingo passa É que volta os viajantes aos seu locais primitivos/Deixa no caminho torto/ o chão de um vaqueiro morto úmido com lágrimas dos vivos".

E aqui um assunto místico: quando o gado passa diante do mourão onde se matou uma rês, ou está esticado um couro, é comum o gado bater as patas dianteiras no chão e chorar o "sentimento pelo irmão morto". O boi derrama lágrimas e dá mugidos em tons graves e agudos, como só acontece nos sertões do Nordeste!

Assim eu escutei e aqui reproduzo... Texto-Ney Vital-jornalista

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RIO SÃO FRANCISCO: EXPEDIÇÃO VAI PERCORRER CERCA DE 400 KM PARA OBSERVAR SITUAÇÃO DEPOIS DA CHEIA DO VELHO CHICO

Entre os dias 23 e 27 de maio, um grupo de expedicionários vai percorrer um trecho aproximado de 400 km do Rio Paracatu. A expedição ‘Rio Paracatu: a joia preciosa do São Francisco’ tem como objetivo analisar, através da calha do Rio Paracatu, a situação em que se encontra a bacia após as enchentes ocorridas no recente período chuvoso.

A iniciativa é uma ação conjunta entre o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paracatu (CBH Rio Paracatu), o Movimento Verde de Paracatu (MOVER), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, a Agência Peixe Vivo, e vários outros apoiadores.

De acordo com o presidente do CBH Paracatu, Antônio Eustáquio Vieira, o Tonhão, “este ano, a expedição vai levar educação ambiental para as cidades e comunidades do percurso, ensinando e disseminando os cuidados para a preservação e recuperação não só do Rio Paracatu, mas de toda a bacia. Serão realizadas atividades educativas nas cidades de Brasilândia (24/01), Santa Fé de Minas (26/05), e São Romão (27/05)”. Além disso, será produzido um vídeo mostrando a real situação da calha do Rio Paracatu, com as imagens coletadas durante o trajeto.

A Expedição, coordenada e executada pela ONG MOVER e pelo CBH PARACATU, contará com uma equipe de 15 pessoas, composta por pilotos profissionais, membros dos comitês dos rios Paracatu e São Francisco, representantes do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), do Movimento Verde de Paracatu, entre outros e a equipe de comunicação do CBH Rio São Francisco. Serão utilizados quatro barcos.

A saída será no dia 23 de maio, às 7:00 h, na ponte sobre o rio Paracatu, na BR 040. Todo o trajeto terá o apoio por terra, com um veículo cedido pela ONG MOVER/CBH Paracatu.

Confira a programação:

23/05: Saída às 07h – Ponte da BR040

PERNOITE: Rancho da Associação do Entre Ribeiros

24/05: Saída às 07h do Rancho da Associação do Entre Ribeiros

ATIVIDADES e PERNOITE: Brasilândia de Minas

25/05: Saída às 07h de Brasilândia de Minas

PERNOITE: Curralinho

26/05: Saída às 07h do Curralinho

ATIVIDADES e PERNOITE: Remanso do fogo (Santa Fé de Minas)

27/05: Saída às 07h do Remanso do fogo

CHEGADA e ATIVIDADES em SÃO ROMÃO

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CIDADES EM MOVIMENTO PROMOVE DEBATE VIRTUAL SOBRE SAÚDE E JUSTIÇA AMBIENTAL NESTA QUINTA (19)

Em 2022, se completam 30 anos desde a ECO 92, a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, marco nas discussões globais sobre os recursos naturais e a sociedade. 

Nesta quinta-feira (19), o canal Cidades em Movimento convida especialistas que atuam para a transformação das iniquidades socioambientais a nível local e nacional, debatendo as ações desenvolvidas e a participação na Cúpula dos Povos Rio+30. O debate será transmitido ao vivo, às 15h (horário de Brasília). 

O evento receberá Simone Mamede, professora de Turismo Patrimonial e Socioambiental e doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional pela Universidade Anhanguera; Jacqueline Guerreiro, professora e educadora ambiental, integrante da Coordenação do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais e especialista em Meio Ambiente; e Rennisy Rodrigues Cruz, gestora ambiental e professora, especialista em Educação e Meio Ambiente, mestra e doutoranda em Meio Ambiente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

A mediação será feita por Rejany Ferreira, geógrafa, integrante do Observatório da Bacia Hidrográfica do Canal do Cunha e do projeto de Promoção de Territórios Saudáveis e Sustentáveis em Centros Urbanos da Cooperação Social da Fiocruz (PTSSCU/CCSP/Fiocruz).

“Cidades em Movimento” é a plataforma de comunicação do projeto de Promoção de Territórios Saudáveis e Sustentáveis em Centros Urbanos, da Coordenação de Cooperação Social da presidência da Fiocruz. Por meio de debates, a plataforma traz à público a experiência de especialistas e militantes nas questões relativas às condições de vida em territórios socioambientalmente vulnerabilizados. Todos os temas são definidos à luz do conceito de Promoção da Saúde - que visa capacitar a comunidade para atuar na melhoria da sua qualidade de vida e saúde, incluindo maior participação social.

Serviço-Debate “Saúde e Justiça Ambiental”

Data: 19/05/2022

Horário: 15h

Plataforma Cidades em Movimento

Mais informações: comunicacao.cooperacaosocial@gmail.com 

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LUIZ GONZAGA SEMPRE INOVADOR. ELE CRIOU A ECONOMIA CRIATIVA DO SERTÃO

Ninguém mais do que Luiz Lua Gonzaga do Nascimento contribuiu, através da música, para o conhecimento do Nordeste brasileiro. Telúrico, contou e cantou a saga nordestina, inovando com sua sanfona os ritmos, tal e qual fez com o forró e o baião, o xote e o xaxado.

Uma sanfona que ele juntou ao triângulo e à zabumba, fazendo o esqueleto do Brasil remexer. Superando obstáculos, Gonzaga ganhou o mundo e no Rio de Janeiro, quando a sua musicalidade ganhou dimensão, a ponto de ter merecido um busto na Universidade de Oxford.

Fui amigo de Lua, apelido colocado por Paulo Gracindo, numa referência ao seu rosto arredondado. A sua doença, câncer de próstata, descoberta em junho de 1989, deixou-o fora do ciclo junino, uma frustração para ele.

Em 2 de agosto do mesmo ano, 1989, chegou o dia nefasto para a cultura pernambucana. Gonzaga, imortalizado na sua arte, fechava os olhos, para ganhar a eternidade.

Luiz Gonzaga deixa o legado da nordestinidade, colimando-se com os maiores da música popular brasileira, muitos dos quais também compondo e cantando o forró e o baião. Um outro legado, o da economia criativa quando se interligou ao artesanato de couro no chapéu de cangaceiro, no gibão de vaqueiro, nas alpercatas também de couro, sendo esta a indumentária de Gonzagão, o Rei do Baião.

Tinha firmeza no produto defendido, a sanfona, sendo ele um autodidata, mas exímio nas tocatas que realizava a cada apresentação. Luiz Gonzaga perseverou diante de todos os seus sonhos, tendo realizad quase todos. Divulgou, o mais que possível, Pernambuco, além de ter cantado, com o seu vozeirão, a saga nordestina. 

Cantou a gastronomia e a culinária pernambucanas, incentivando os restaurantes a colocar, nosseus cardápios, pratos das letras de suas músicas ou das músicas de seu repertório, a exemplo da Feira de Caruaru e Ovo de Codorna, que fizeram sucesso na sua voz e, dentre tantas da sua autoria, Liforme Instravagante, que cria uma roupa à base de comidas nordestinas, como está, por exemplo, nos seus dois primeiros versos: “Mandei fazer um liforme / como toda a preparação / para botar no arraiá / na noite de São João.” “Chapéu de arroz doce / forrado com tapioca / as fitas de alfinim / e as fi velas de paçoca / a camisa de nata / e os botões de pipoca.”

Ainda podemos citar no plano da cultura (economia) criativa o quanto Luiz Gonzaga serviu de inspiração ao artesanato, principalmente o do couro, com relação à sua vestimenta, mas, também, ao artesanato de madeira, do barro etc., além da inspiração à música, à gastronomia e à moda. Estes valores culturais, da produção do Rei do Baião, formaram – e ainda formam –, com louvor, parte do tecido artístico-cultural pernambucano e nordestino, brasileiro.

Escolheu bons parceiros, o médico Humberto Teixeira e o advogado Zé Dantas, que abriram, ambos, portas à elite para o cancioneiro de Gonzagão. Disputou mercado com a música popular brasileira, cantando o forró e o baião, o xote e o xaxado, com um vasto repertório que ensejou uma grande produção de discos, que ocuparam posição de destaque no hanking nacional de tiragens e vendas. Toda essa cadeia produtiva foi motivada por Gonzaga, o Rei do Baião, gerando, desde então, a economia criativa, que nem tinha sido ainda conceituada como tal.

 (Fonte: Roberto Pereira-ex-secretário de Cultura de Pernambuco-JC On Line)-Artigo Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.

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CHAPADA CULTURAL DO ARARIPE – MOSTRA INTERNACIONAL DE PATRIMÔNIO E TURISMO ACONTECE ENTRE OS DIAS 03 E 05 DE JUNHO EM NOVA OLINDA CEARÁ


A Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri em parceria com a Secretaria de Turismo do Ceará, dentro do programa Rotas Cariris, apresenta a ”CHAPADA CULTURAL DO ARARIPE – Mostra Internacional de Patrimônio e Turismo”, um evento internacional que reunirá representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN e convidados da Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Peru e Portugal. 

O evento Acontecerá entre os dias 03 e 05 de Junho de 2022 em Nova Olinda, Ceará, Brasil e tem como objetivo promover a articulação e o intercâmbio de profissionais de áreas multidisciplinares através de ciclos de debates, formação de rede e celebrações musicais, com vistas para a disseminação do conteúdo em suas diversas formas e linguagens. 

A Mostra promoverá a rememoração do Povo Kariri, celebrando de forma inovadora a disseminação de conteúdo, conexões culturais e midiáticas entre pessoas, instituições e coletivo de artistas, formando uma grande rede que busca integrar, interagir e promover a formação de crianças e jovens apartir do encontro com o espaço de vivência em gestão institucional: a Fundação Casa Grande e a gestão do patrimônio cultural da Chapada do Araripe.

 A CHAPADA DO ARARIPE: A Chapada do Araripe é um platô central situado na divisa dos estados do Ceará, Pernambuco, Piauí e Paraíba, que abriga fontes naturais, grutas, sítios paleontológicos e arqueológicos, além de uma vasta cultura popular.

No Ceará, ela está situada no sul do Estado, no Cariri, uma região onde a cultura é viva, pulsante e original. Talvez por isso, a Chapada tenha recebido de Gilberto Gil o poético apelido de “bacia cultural”.

Araripe na língua tupi significa “lugar das araras”. Sua riqueza natural é tamanha que a Chapada abraça quatro biomas: a mata atlântica, caatinga, cerrado e o carrasco, sendo praticamente um resumo da biodiversidade do Nordeste.

Toda a região da Chapada do Araripe, bem como sua cultura, está em processo de candidatura ao título de Patrimônio da Humanidade. É nesse lugar de diálogos atemporais entre passado, presente e futuro, com bases em uma diversidade cultural e natural particular, no entanto em constante diálogo com o universal, que sediaremos a Mostra Internacional Chapada Cultural do Araripe.

Confira Programação:

09:00h - Grupo de Tradição Popular - Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, Crato, Ceará, Brasil.

09:30h - Abertura Oficial – Mesa de Abertura:

Iriane Inácio – Diretora Administrativa da Fundação Casa Grande, Nova Olinda, Ceará, Brasil;

 Arialdo Pinho - Secretário de Turismo do Governo do Estado do Ceará, Brasil;

Fabiano Piúba - Secretário de Cultura do Governo do Estado do Ceará, Brasil;

Luiz Gastão Bittencourt - Federação do Comércio do Estado do Ceará, Brasil;

 Tassos Lycurgo – Diretor do Departamento de Cooperação e Fomento do IPHAN, Brasil;

 Francisco Lima Junior – Reitor da Universidade Regional do Cariri - URCA, Ceará, Brasil.

10:00h às 12:00h - 1º Ciclo Matinal de Conversa: Dossiê, Candidatura e Plano de Gestão da Chapada do Araripe - Patrimônio Dá Humanidade: estratégias e articulação política e institucional.

Alemberg Quindins - Gestor Cultural criador da Fundação Casa Grande, Ceará, Brasil;

Fabiano Piúba - Secretário de Cultura do Governo do Estado do Ceará, Brasil;

 Candice Ballester – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional IPHAN, Brasil;

Isabel de Freitas Paula – Coordenadora de Cultura da UNESCO, Brasil;

Mediador: Patrício Melo - Coord. Grupo de Pesquisa Dossiê de Candidatura da Chapada do Araripe, Brasil.

12:00h - Almoço no Restaurante das Mães da Casa Grande.

14:00h às 15:00h - Formação de Redes

Jefferson Bob - Museu Casa dos Pássaros do Sertão, Potengi, Ceará, Brasil;

 Ernesto Rocha - Museu Casa Telma Saraiva, Crato, Ceará, Brasil;

15:00h às 16:00h - Formação de Redes

 Mestre Zé Artur – Sitio Escola de Agrofloresta, Nova Olinda, Ceará, Brasil;

 Damiana Vicente - Agricultura Familiar na Chapada do Araripe, Santana do Cariri, Ceará, Brasil;

17:00h às 18:00h - Cortejo dos Grupos de Tradição Popular - Passeio Público Cultural Dra. Rosiane Limaverde.

19:00h – Jantar no Nova Olinda Café Cultural

20:00h - Abertura da Exposição “A LENDA da Paisagem Sonora na Chapada do Araripe

Local: Galeria de Arte Luiz Gastão Bittencourt

21:00h – A LENDA - Audição da Paisagem Sonora da Chapada do Araripe

Local: Teatro Violeta Arraes - Engenho de Artes Cênicas.

2º Dia - SÁBADO-04 DE JUNHO DE 2022

09:00h às 11:00h - 2º Ciclo Matinal de Conversa: Patrimônio da Humanidade - Caminhos para o reconhecimento a partir de experiências implantadas.

 Ana da Silva - REDPES - Rede Portuguesa de Economia Solidária – Portugal;

Nuno Ribeiro Lopes – Arquiteto coordenador da Candidatura da Paisagem da Ilha da Vinha do Pico, Açores, Portugal;

Conceição Lopes – Coordenadora do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciência do Patrimônio da Universidade de Coimbra, Portugal.

11:00h às 1200h - 3º Ciclo Matinal de Conversa: Museologia Social e Turismo Responsável

 Bernarda Delgado - Diretora do Museu do Túcume, Peru;

 Juan Muñoz - Diretor do Museo Nacional Terry, Argentina.

12:00h – Almoço no Restaurante das Mães da Casa Grande.

14:00h às 15:00h - Formação de Rede

Weber Girão - Biólogo, Sócio da ONG Aquasis, Projeto Soldadinho do Araripe, Crato, Ceará, Brasil;

 Eduardo Guimarães – Diretor do Geopark Araripe, Ceará, Brasil;

15:00h às 16:00h - Formação de Rede

 Gerardo Sousa - Cajuína São Geraldo, Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil;

 Demétrio Jereissati – IU-Á HOTEL, Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil;

16:00h - Visita ao Museu Orgânico do Mestre Antônio Luiz e Terreirada com o Reisado do Couro em Potengi, Ceará, Brasil.

19:00h – Jantar no Nova Olinda Café Cultural.

20:00h - Concerto com Juan Quintero – Argentina

Local: Teatro Violeta Arraes - Engenho de Artes Cênicas.

3º Dia - DOMINGO-05 DE JUNHO DE 2022

09:00h às 10:30h – 4º Ciclo Matinal de Conversa: Patrimônio Mundial na América do Sul

 Viviana Usubiaga - Diretora Nacional de Gestão Patrimonial, Argentina;

Claudia Prado - Secretária Técnica do Sistema Vial Andino - Qhapaq Nana, Chile;

 Tatiana Plazas - Assessora da Direção de Patrimônio e Memória, do Ministério da Cultura, Colômbia.

10:30h às 12:00h – 5º Ciclo Matinal de Conversa: Turismo Responsável e Desenvolvimento Social

 Gustavo Pinto - Membro fundador do MUDA - Coletivo Brasileiro Pelo Turismo Responsável, Brasil;

 Ederon Marques – Membro do Projeto Bagagem, Brasil;

 Ana Lima - Rede Tucum Cearense de Turismo Comunitário do Assentamento Sabiaguaba, Amontada, Ceará, Brasil

Junior dos Santos – Rede de Turismo Comunitário da Chapada do Araripe, Ceará, Brasil.

12:00h – Almoço no Restaurante da Fundação Casa Grande

14:00h às 16:00h - Formação de Rede

 Marcilene Barbosa - Artesã e Presidente da Associação Mulheres da Várzea Queimada, Jaicós, Piauí, Brasil;

 Cicero Marcelino - Coordenador de Turismo de Exú, Sertão do Araripe, Pernambuco, Brasil;

Valdir Nogueira - Membro da Associação Cultural Pedra do Reino, São José do Belmonte, Pernambuco, Brasil.

16:00h às 17:00h - Estratégias e articulação da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade

 Juca Ferreira – Conselheiro Científico da Pesquisa Dossiê da Chapada do Araripe, Ceará, Brasil.

17:00h às 18:00h - Lições aprendidas: síntese e observações sobre as experiências e estratégias apresentadas

Mercês Parente - Consultora e Comunicadora Social especialista em Gestão Política Cultural, Brasília, Brasil.

19:00h – Jantar no Nova Olinda Café Cultural

20:00h – Noite de Celebração - Roda de Toré com a Mestra Bizuga no Passeio Público Cultural Dra. Rosiane Limaverde.

Confira Programação:

09:00h - Grupo de Tradição Popular - Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, Crato, Ceará, Brasil.

09:30h - Abertura Oficial – Mesa de Abertura:

 Iriane Inácio – Diretora Administrativa da Fundação Casa Grande, Nova Olinda, Ceará, Brasil;

Arialdo Pinho - Secretário de Turismo do Governo do Estado do Ceará, Brasil;

Fabiano Piúba - Secretário de Cultura do Governo do Estado do Ceará, Brasil;

 Luiz Gastão Bittencourt - Federação do Comércio do Estado do Ceará, Brasil;

Tassos Lycurgo – Diretor do Departamento de Cooperação e Fomento do IPHAN, Brasil;

Francisco Lima Junior – Reitor da Universidade Regional do Cariri - URCA, Ceará, Brasil.

10:00h às 12:00h - 1º Ciclo Matinal de Conversa: Dossiê, Candidatura e Plano de Gestão da Chapada do Araripe - Patrimônio Dá Humanidade: estratégias e articulação política e institucional.

 Alemberg Quindins - Gestor Cultural criador da Fundação Casa Grande, Ceará, Brasil;

 Fabiano Piúba - Secretário de Cultura do Governo do Estado do Ceará, Brasil;

Candice Ballester – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional IPHAN, Brasil;

Isabel de Freitas Paula – Coordenadora de Cultura da UNESCO, Brasil;

Mediador: Patrício Melo - Coord. Grupo de Pesquisa Dossiê de Candidatura da Chapada do Araripe, Brasil.

12:00h - Almoço no Restaurante das Mães da Casa Grande.



14:00h às 15:00h - Formação de Redes


● Jefferson Bob - Museu Casa dos Pássaros do Sertão, Potengi, Ceará, Brasil;


● Ernesto Rocha - Museu Casa Telma Saraiva, Crato, Ceará, Brasil;


 


15:00h às 16:00h - Formação de Redes


● Mestre Zé Artur – Sitio Escola de Agrofloresta, Nova Olinda, Ceará, Brasil;


● Damiana Vicente - Agricultura Familiar na Chapada do Araripe, Santana do Cariri, Ceará, Brasil;


 


17:00h às 18:00h - Cortejo dos Grupos de Tradição Popular - Passeio Público Cultural Dra. Rosiane Limaverde.


 


19:00h – Jantar no Nova Olinda Café Cultural


 


20:00h - Abertura da Exposição “A LENDA da Paisagem Sonora na Chapada do Araripe


Local: Galeria de Arte Luiz Gastão Bittencourt

21:00h – A LENDA - Audição da Paisagem Sonora da Chapada do Araripe

Local: Teatro Violeta Arraes - Engenho de Artes Cênicas.

2º Dia - SÁBADO-04 DE JUNHO DE 2022

09:00h às 11:00h - 2º Ciclo Matinal de Conversa: Patrimônio da Humanidade - Caminhos para o reconhecimento a partir de experiências implantadas.


● Ana da Silva - REDPES - Rede Portuguesa de Economia Solidária – Portugal;


●Nuno Ribeiro Lopes – Arquiteto coordenador da Candidatura da Paisagem da Ilha da Vinha do Pico, Açores, Portugal;


●Conceição Lopes – Coordenadora do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciência do Patrimônio da Universidade de Coimbra, Portugal.

11:00h às 1200h - 3º Ciclo Matinal de Conversa: Museologia Social e Turismo Responsável

Bernarda Delgado - Diretora do Museu do Túcume, Peru;

Juan Muñoz - Diretor do Museo Nacional Terry, Argentina.

12:00h – Almoço no Restaurante das Mães da Casa Grande.

14:00h às 15:00h - Formação de Rede

Weber Girão - Biólogo, Sócio da ONG Aquasis, Projeto Soldadinho do Araripe, Crato, Ceará, Brasil;

Eduardo Guimarães – Diretor do Geopark Araripe, Ceará, Brasil;

15:00h às 16:00h - Formação de Rede

Gerardo Sousa - Cajuína São Geraldo, Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil;

 Demétrio Jereissati – IU-Á HOTEL, Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil;

16:00h - Visita ao Museu Orgânico do Mestre Antônio Luiz e Terreirada com o Reisado do Couro em Potengi, Ceará, Brasil.

19:00h – Jantar no Nova Olinda Café Cultural.

20:00h - Concerto com Juan Quintero – Argentina


Local: Teatro Violeta Arraes - Engenho de Artes Cênicas.


3º Dia - DOMINGO-05 DE JUNHO DE 2022

09:00h às 10:30h – 4º Ciclo Matinal de Conversa: Patrimônio Mundial na América do Sul

Viviana Usubiaga - Diretora Nacional de Gestão Patrimonial, Argentina;

Claudia Prado - Secretária Técnica do Sistema Vial Andino - Qhapaq Nana, Chile;

Tatiana Plazas - Assessora da Direção de Patrimônio e Memória, do Ministério da Cultura, Colômbia.

10:30h às 12:00h – 5º Ciclo Matinal de Conversa: Turismo Responsável e Desenvolvimento Social

Gustavo Pinto - Membro fundador do MUDA - Coletivo Brasileiro Pelo Turismo Responsável, Brasil;

Ederon Marques – Membro do Projeto Bagagem, Brasil;

Ana Lima - Rede Tucum Cearense de Turismo Comunitário do Assentamento Sabiaguaba, Amontada, Ceará, Brasil

 Junior dos Santos – Rede de Turismo Comunitário da Chapada do Araripe, Ceará, Brasil.

12:00h – Almoço no Restaurante da Fundação Casa Grande

14:00h às 16:00h - Formação de Rede

Marcilene Barbosa - Artesã e Presidente da Associação Mulheres da Várzea Queimada, Jaicós, Piauí, Brasil;

Cicero Marcelino - Coordenador de Turismo de Exú, Sertão do Araripe, Pernambuco, Brasil;

Valdir Nogueira - Membro da Associação Cultural Pedra do Reino, São José do Belmonte, Pernambuco, Brasil.

16:00h às 17:00h - Estratégias e articulação da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade

 Juca Ferreira – Conselheiro Científico da Pesquisa Dossiê da Chapada do Araripe, Ceará, Brasil.17:00h às 18:00h - Lições aprendidas: síntese e observações sobre as experiências e estratégias apresentadas

 Mercês Parente - Consultora e Comunicadora Social especialista em Gestão Política Cultural, Brasília, Brasil.

19:00h – Jantar no Nova Olinda Café Cultural

20:00h – Noite de Celebração - Roda de Toré com a Mestra Bizuga no Passeio Público Cultural Dra. Rosiane Limaverde.

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REVISTA O CRUZEIRO, ANO 1952 QUE DESTACA LUIZ GONZAGA COMPLETA 70 ANOS

O jornalista Ney Vital possui em seu arquivo de pesquisas sobre a vida e obra de Luiz Gonzaga, duas revistas ano 1952, consideradas relíquias. Este ano o Brasil comemora os 110 anos da data do nascimento de Luiz Gonzaga, no dia 13 de dezembro.

Por este motivo pesquisadores gonzagueanos de todo o Brasil marcam o encontro para o mês de dezembro em Exu. A revista é uma reportagem, com o título Luiz Gonzaga e sua alegria, registrada na Revista O Cruzeiro, Rio de Janeiro-RJ, ano XXIV, nº 39, edição 12 de setembro de 1952. Segundo Dominique Dreyfus, escritora francesa que escreveu a biografia Vida de Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga, os anos de 1952, 1953 e 1954 foram de muitas viagens para realização de tournées pelo Brasil afora. 

O jornalista também possui selos originais, raros, estes fazem parte da coleção de Música, vida e obra de Luiz Gonzaga. Detalhe: percebam escrita Rosil, data 10-07-1967, ele pertenceu a Rosil Cavalcanti, parceiro, compositor de Luiz Gonzaga e de Jackson do Pandeiro. 

O que impressiona? No dia 10 de julho de 1968 Rosil Cavalcanti morreu. Percebam o valor das datas...a assinatura é exatamente um ano antes dele falecer!

Rosil Cavalcanti é o autor de centenas de clássicos da música brasileira. Sebastiana, Aquarela Nordestina, Saudade de Campina Grande, Amigo Velho, Faz Força Zé...Rosil de Assis Cavalcanti nasceu em Macaparana, Pernambuco.  "Eu tive a honra de conhecer na década de 90, a viúva de Rosil, Maria das Neves-Dona Nevinha e ganhei presente discos e outras riquezas culturais, verdadeiros patrimônios culturais da cultura brasileira", diz Ney Vital.

A capa deste disco vinil consta no livro biografia do músico pernambucano Rosil Cavalcanti. O livro “Pra Dançar e Xaxar na Paraíba: Andanças de Rosil Cavalcanti”, de  Rômulo Nóbrega e José Batista Alves, tem prefácio de Agnello Amorim.

Radialista, humorista, percussionista e compositor, Rosil Cavalcanti era radicado na Paraíba, foi autor de obras clássicas da música  brasileira, na voz de Jackson do Pandeiro, Marinês e Luiz Gonzaga, dentre outros intérpretes nacionais.

A biografia de Rosil Cavalcanti foi lançada em 2015 uma homenagem ao seu centenário de nascimento, 47 anos depois de sua morte, em 1968, aos 53 anos de idade, em Campina Grande, onde viveu a maior parte de sua vida e se projetou no Brasil.

O livro “Pra Dançar e Xaxar na Paraíba” é enriquecido com vasta iconografia do biografado, suas fotos desde a infância, juventude, a vida de casado, em programa de rádio no papel do famoso personagem Capitão Zé Lagoa, além de imagens de Rosil com colegas de trabalho, artistas, músicos, suas caçadas e pescarias, capas e selos de discos.

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ALÉM DA IMPORTÂNCIA ECONÔMICA: AGRICULTURA FAMILIAR É PARTE DA CONSTRUÇÃO CULTURAL DO BRASIL

A agricultura familiar representa um dos maiores setores da economia no País. De acordo com o último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2017, ela é responsável por 70% de todos os alimentos consumidos e produzidos no Brasil.  

Mas, para o professor Luís Fernando Soares Zuin, do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP em Pirassununga, a agricultura familiar também traz enorme importância na construção cultural do Brasil. 

Para o professor, o modo de vida das famílias que vivem da agricultura é de extrema riqueza para a sociedade. “Essa construção cultural se dá no modo de viver, de se relacionar com o mundo e expressar seus sonhos, necessidades e expectativas da vida, nos seus mais variados momentos do dia, aliado à diversidade de territórios rurais existentes no Brasil, cada um com as suas tradições, com as suas culturas, que são passadas de geração em geração”, afirma. 

Ainda de acordo com o professor, o dia a dia dos agricultores familiares é uma forma de lutar pelo reconhecimento e lembra a relevância que tiveram durante a pandemia, garantindo a segurança alimentar e nutricional da população. 

Segundo especialistas do setor, a agricultura familiar ficou às margens das políticas públicas do País, voltadas ao agronegócio, até os anos 90, quando foi criado o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, que gera renda e melhora o uso da mão de obra familiar. 

O programa é o precursor de propostas voltadas para o setor; entretanto, para a professora do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, Cláudia Souza Passador, o País passa por um retrocesso no ramo das políticas públicas. “Houve uma redução na oferta de políticas em termos de incentivos, de manutenção, de compra de equipamentos, de uma série de políticas que haviam sido estruturadas nas últimas décadas.”

Mesmo com a desvalorização, a agricultura familiar ainda é um importante fator para a garantia da segurança alimentar e da oferta de trabalho e renda no campo. Cláudia afirma que esse modo de trabalho gera desenvolvimento em áreas que não interessam muito ao agronegócio de larga escala ou à industrialização. “Pensar agricultura familiar é pensar emprego e renda, é pensar a diminuição da pobreza e da desigualdade no Brasil”, diz a professora. (Fonte: Jornal da USP-Laura Oliveira)

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MÊS DE MAIO E JUNHO AUMENTA EXPECTATIVA PARA VENDAS DE BOLOS NA REGIÃO DE JUAZEIRO E PETROLINA


Com a chegada do mês de junho 2022, nada melhor que um bolo quentinho para reunir a família em torno da mesa! Ele é capaz de aquecer a casa, o paladar, os corações.  Em Juazeiro, Bahia, a CASA DO BOLO BOM JESUS é um exemplo da produção de bolos caseiros. O empresário Dvenilsom Matias Oliveira, tem expectativa de crescimento de mais de 20%.

Para atender a demanda, a unidade da Casa do Bolo Bom Jesus, localizada na Avenida Flaviano Guimarães, 87 A, possui o fone 7399159 5000 a disposição dos clientes.

 “Todos os meses e dias da semana combina com bolo, com café e ou sucos. Temos produtos saborosos que atendem bem essa necessidade e sempre com a melhor qualidade do sabor e atendimento", explica Matias.

Nascido na Paraíba, no município de Barra de Santa Rosa, Devenilsom Matias, traz a receita tradicional dos bolos caseiros e os clientes definem os sabores mais procurados como: chocolate, laranja, aipim/macaxeira, cenoura, uvas passas, laranja com chocolate, formigueiro, coco com chocolate, queijo com goiaba, milho verde, entre outros preferidos.


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CHICO PEDROSA RECEBE TÍTULO DE CIDADÃO DE PERNAMBUCO

O poeta paraibano Francisco Pedrosa Galvão, popularmente conhecido como Chico Pedrosa, recebe, nesta terça-feira (10), às 18h, o título de Cidadão Pernambucano, em solenidade na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A proposição, do deputado estadual Waldemar Borges, foi aprovada em 2019, mas só acontece agora devido a pandemia da Covid-19 e da volta das atividades presenciais na Alepe.

Chico nasceu em Guarabira, na Paraíba, no dia 14 de março, Dia da Poesia e Dia de Castro Alves. Grande contador de histórias do imaginário e da realidade popular, ele é um dos grandes expoentes contemporâneos da poesia nordestina. Ao longo de seus 83 anos, o poeta já lançou sete livros e inúmeros cordéis. Seus poemas estão nas músicas de cantores e grupos como Maciel Melo, Cordel de Fogo Encantado, Vates e Violas, Em Canto e Poesia, Fim de Feira, Téo Azevedo, Moacir Laurentino, Sebastião da Silva e Geraldo do Norte.

Lançou nove CDs que registram a sua poesia oral. Em 2009, o DVD Causos e Contos foi gravado ao vivo no Teatro de Santa Isabel e teve a participação de Amazan, Zé Laurentino e Jessier Quirino. Chico é presença marcada nas bienais do livro de Pernambuco e São Paulo, levando sua arte através de recitais poéticos. Nos últimos anos, vem se apresentando nas grandes capitais do país declamando suas poesias.

Chico Pedrosa veio morar em Pernambuco, em Caruaru, no ano de 1957. Seguiu Brasil a fora e viajou se apresentando em todos os Estados da Federação, tornando-se conhecido e decantando a cultura popular. No ano de 1999 veio morar em Petrolina e, desde então, não saiu mais de Pernambuco. No Sertão, foi representante de vendas de peças carro, depois se aposentou e passou a viver exclusivamente da poesia.

Seu legado atravessou o Atlântico e encantou a plateia Lusitana, quando uma trupe portuguesa adaptou seu poema A Briga na Procissão, para peça de teatro, exibida em Setúbal e Lisboa. Hoje temos uma vasta geração de jovens poetas e artistas influenciados pela obra de Chico Pedrosa. “A sua cultura é do povo, é do campo, é das ruas e é de todos, por isso que reconhecemos e entregamos o Título de Cidadão Pernambuco ao mestre Chico Pedrosa”, declara Waldemar Borges.

Logo após a solenidade haverá uma homenagem a Chico Pedrosa na Bodega do Veio, no Recife Antigo. O cantor Bruno Lins (Fim de Feira) vai comandar as apresentações, que vai contar com palhinhas de Maciel Melo, Reinivaldo Pinheiro (Crentinho), Publius e Tonino de Arcoverde, além de outros que por ventura aparecerem, e também de nomes expressivos da poesia sertaneja como o próprio Chico Pedrosa, Bia Marinho, Jorge Filó, Dedé Monteiro, Zelito Nunes, Ivan Ferrz, Marcos Passos, entre outros.

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DÉCIMA ROMARIA EM DEFESA DA VIDA ACONTECERÁ NO PRÓXIMO DOMINGO (15) EM CAMPO ALEGRE DE LOURDES

Após dois anos em isolamento social por conta da pandemia da covid-19, romeiros e romeiras do município de Campo Alegre de Lourdes se reunirão no próximo domingo, dia 15 de maio, para a 10ª Edição da Romaria em Defesa da Vida. 

O evento, que este ano terá como lema "Educar para Acordar, Lutar para Transformar", marca um momento de celebração da fé, da vida e abre espaço para a  reflexão sobre as dificuldades enfrentadas pelas comunidades camponesas da região. 

A romaria, organizada pela Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e pelo Fórum de Entidades Populares de CAL,  começará às 8h na comunidade do Barreiro (próximo ao velame) com celebração e reflexões sobre o tema proposto e seguirá com uma caminhada em direção ao Morro do Tuiuiú. 

Romeiros e romeiras que participarem do evento podem levar imagens dos padroeiros e padroeiras que festejam, faixas, cartazes e também bonés ou chapéus para se proteger do sol. 

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VI ENCONTRO DE SABERES DA CAATINGA DA CHAPADA DO ARARIPE VAI ACONTECER ENTRE OS DIAS 11 A 17 DE JULHO

A valorização e a troca de saberes populares relacionados às práticas de cura ligadas à natureza, contribuindo para o fortalecimento do papel cultural da sabedoria tradicional, serão os objetivos do VI Encontro de Saberes da Caatinga e Práticas de Cura da Chapada do Araripe realizado no município de Exu, no sertão de Pernambuco. 

O evento vai acontecer este ano no período de 11 a 17 de julho de 2022.

O encontro serve para incentivar e manter vivas práticas de cura (algumas milenares). Nesta segunda edição do evento. Na programação que ainda será divulgada consta vários serviços, oficinas de agrofloresta, extração de óleos vegetais, arteterapia, aromaterapia e bioenergética.

O evento contará com a presença de raizeiros, rezadores e parteiras da região da chapada do Araripe, dos estados de Pernambuco e Ceará, também médicos, profissionais de saúde, representantes de instituições públicas, organizações não governamentais e aprendizes de várias partes do Brasil.

Segundo a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, Islândia Sousa, o encontro reforça a política de práticas integrativas e complementares instituída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006. 

O site da Fiocruz destaca que as práticas do Encontro de Saberes da Caatinga são caracterizadas pela Organização Mundial de Saúde como Medicina Tradicional ou Medicina Complementar. Esse termo significa um conjunto diversificado de ações terapêuticas que difere da biomedicina ocidental, incluindo práticas manuais e espirituais, com ervas sem uso de medicamentos quimicamente purificados, além de atividades corporais.

As práticas trabalhadas e saberes compartilhados durante o encontro, no âmbito da conservação da sociobiodiversidade, relacionam-se diretamente com objetivos para incentivar as manifestações culturais e contribuir para a valorização da diversidade cultural e assegurar a sustentabilidade dos recursos naturais, com ênfase na melhoria da qualidade de vida.

A biologa Ana Vartan, através de artigo escreveu que o "uso das plantas medicinais pelos seres humanos faz parte de seu modo de sobrevivência, tanto para suprir necessidades urgentes, como nos processos de adoecimento e no uso simbólico. A inserção das plantas medicinais nos sistemas de saúde tem sido incentivada em todo mundo pela OMS, seja como fitoterapia ou inatura. 

No Brasil, o uso das plantas medicinais pelos povos indígenas e pelas populações é muito antigo, embora muitos povos tradicionais e população em geral tem modificado esta prática. Assim, faz-se necessário estimular os jovens a reconhecer essa prática. 

O Encontro Saberes da Caatinga busca valorizar o saber tradicional, apoiando e

disseminando o conhecimento das práticas ancestrais de cura. Objetivo: Conhecer e estimular o reconhecimento do saber tradicional no uso das plantas medicinais na caatinga.


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PROJETO CULTURAL BULE CULTURAL COMEÇA NO DIA 18 DE MAIO

Um evento que vai reunir música, memória e literatura com a participação de autores e autoras da cultura regional e nacional, em oficinas literárias, saraus poéticos, lançamentos de livros, cantorias, glosas e shows gratuitos. O projeto Bule Cultural começa no dia 18 de maio e prossegue nos dias 2, 3, 4 e 5 de junho, em Juazeiro.

Na abertura do grande encontro, em homenagem ao poeta, cantador e repentista Bule Bule, patrimônio cultural do Brasil, o movimento tem início às 8h, na Escola Modelo com a realização de oficinas para 240 alunos. À noite, começando às 19h, a pauta inclui a apresentação da programação completa, seguida do show musical ‘Teclas, Acordes e Sons’ com Rennan Mendes e Maviael Melo, este último idealizador e realizador do projeto.

Na etapa junina, o Bule Cultural segue de forma presencial com nomes a exemplo de Roberto Mendes, Raimundo Sodré e Chico Pedrosa e no formato virtual, através de vídeos de Xangai, Maciel Melo e Flávio Leandro. 

“Teremos atrações pela manhã, de tarde e a noite em lugares como o Centro de Cultura João Gilberto, Galpão do Armazém da Caatinga e na Orla de Juazeiro, onde realizaremos também uma Feira de Economia Solidária e atividades de conscientização ambiental na orla do Rio São Francisco com distribuição de mudas e recitais ambientais”, conforme adiantou Maviael Melo.

O evento que também já confirmou uma mesa literária com Xico Sá, um show com Lazzo Matumbi, feira e desfile da economia solidária, cortejo poético e até uma mesa sobre poesia e glosa com Jorge Filó, Antônio Marinho e Isabely Moreira, também promete surpreender com as presenças de Mariana Guimarães, Adila Madança e Sertão Sol, mostrando ‘Literáridas’. E para o encerramento, no dia 5 ao meio dia, o Bule Cultural dá adeus a primeira edição com uma cantoria reunindo João Sereno, Maviael Melo e Alisson Menezes.

O projeto é realizado pela Entre Versos e Canções e conta com as parcerias/patrocínio da Bahiagás, Secretaria de Educação do Estado da Bahia – NTE Juazeiro, TVE Bahia, TV UNEB, Colégio Modelo, APLB, Editora IMEPH, IRPAA, Agrovale, Centro de Cultura João Gilberto e rádios da região.

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MST LANÇA DOCUMENTÁRIO SOBRE PRODUÇÃO AGROECOLÓGICA DO CAFÉ NA BAHIA

Com ou sem açúcar, quente ou gelado, um dos personagens mais presentes no dia-a-dia do brasileiro. Grão que mudou a história da humanidade, o café atravessa gerações e possui muitas dimensões, como a cultura, produção, direitos humanos, política e saúde. E é ele que ocupa a centralidade na produção “Sabor da Terra: a experiência da produção de café na Bahia”, que estreou nas redes sociais do MST.

O café no Movimento dos Trabalhadores Sem Terra ocupa lugar de destaque, já que envolve pautas de campo e da cidade de todo o país, desde a escravidão até a mesa dos brasileiros. As maiores cadeias produtivas dos cafés do MST se concentram em Rondônia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Bahia. No curta, conhecemos um pouco sobre a cadeia produtiva do café na Bahia, onde o grão ocupa um importante papel de unir história e prática.

“Na Bahia, a gente tem uma produção bastante significativa e um potencial muito grande de produção de café agroecológico. Temos uma unidade demonstrativa nacional de mais ou menos 35 hectares de produção agroecológicas, que é coordenado pelo grupo gestor da cadeia produtiva do café, o que tem uma abrangência pedagógica não só para a Bahia, mas para a cadeia produtiva como um todo, sobre o manejo e o processo de transição”, afirma Daniel Mancio, do Setor de Produção do MST.

O objetivo do curta é ampliar o conhecimento sobre o cultivo na área e quais são os desafios na produção e comercialização do café agroecológico no estado, trazendo um pouco da perspectiva de trabalhadores e trabalhadoras do campo a partir de entrevistas, personagens e enredos.

Este é o segundo filme que aborda esta perspectiva. Em 2019, o documentário “Café com sabor de Resistência!” mostrou um pouco da história e contexto do Café Guaií, produzido por 450 famílias do interior de Minas Gerais, em uma área conhecida como Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio. Há mais de 20 anos as famílias estão na área, e sofrem ainda hoje diversas ameaçadas de despejo, mas resistem e continuam produzindo a partir da lógica da agroecologia.

A campanha “No Meu Bule Não”, vem promovendo um boicote contra as marcas de café que utilizam grãos do grupo Terra Forte Exportação de Café, do latifundiário João Faria da Silva. O intuito é fortalecer a resistência contra a ordem judicial de despejo da fazenda Ariadnópolis (MG), em que 450 famílias do MST moram e produzem há mais de 20 anos. 

Assim como na Bahia, a terra em Minas Gerais estava lavada de agrotóxicos e com as nascentes em volta destruídas. Diante disto, as famílias recuperaram a área e além de produzir café, realizam o cultivo de alimentos para subsistência como milho, feijão, amendoim e abóbora. Toda a agricultura da área ocupada segue o modelo de produção agroecológica.

Escola Popular Egídio Brunetto: Em “Sabor da terra: a experiência da produção de café da Bahia”, também é possível acompanhar o trabalho realizado na Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto (EPAAEB), espaço do MST que propõe caminhos e metodologias para a Agroecologia no estado da Bahia.

Localizada no município de Prado, regional extremo sul da Bahia, a EPAAEB iniciou recentemente a segunda colheita do café agroecológico, onde foi apresentado o processo de organização e construção da Rede do Café da região, incluindo o pré-lançamento do filme.
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CAMPANHA EU VIRO CARRANCA PARA DEFENDER O VELHO CHICO VOLTA AO FORMATO PRESENCIAL

Em sua nona edição, a campanha “Eu viro carranca para defender o Velho Chico” já faz parte do calendário anual de eventos, tendo sido agraciada, em 2020, com o Prêmio ANA, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, conquistando o 1° lugar na categoria Singreh (Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos). O Prêmio ANA reconhece o mérito das iniciativas que se destacaram pela excelência de sua contribuição para a segurança hídrica do Brasil.

Com o objetivo de jogar luz sobre os graves problemas enfrentados pelo rio São Francisco, a campanha, promovida pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, traz como tema deste ano a importância de se cuidar do manancial e de seus afluentes. 

Com o mote O VELHO CHICO SÃO MUITOS, a campanha irá abordar assuntos polêmicos que estão na pauta do dia, como o PL 4.546, as mudanças climáticas, entre outros. Um rio já tão demandado e tão degradado não suporta mais intervenções. Precisamos garantir que o Velho Chico continue atendendo a todos que dele tiram o seu sustento.

Este ano, a campanha volta a ter atividades presenciais no dia 03 de junho, data em que se comemora o Dia Nacional em Defesa do Velho Chico. As atividades ocorrerão simultaneamente em quatro cidades da Bacia, uma em cada região fisiográfica. São elas: Pirapora (MG – Alto SF), Ibotirama (BA – Médio SF), Glória (BA – Submédio SF) e Gararu (SE – Baixo SF).

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SEXTA EDIÇÃO DA FEIRA DE CAPRINOS E OVINOS DO DISTRITO DE JUREMAL ACONTECE ENTRE OS DIAS 13 A 15 DE MAIO

A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Pecuária (ADEAP), divulgou a programação da 6ª edição da Feira de Caprinos e Ovinos de Juremal. O evento terá início sexta-feira (13), e segue até domingo (15), no Parque J Neves, no distrito de Juremal.

Popularizada como manifestação das tradições regional, a feira recebe produtores, representantes de instituições ligadas ao setor agropecuário e a população em geral, buscando atualizar os conhecimentos dos negócios do setor de caprinos e ovinos na região. O evento tem crescido significativamente a cada edição, movimentando a comercialização de animais, valorizando as tradições culturais e fortalecendo a caprinovinocultura.

O secretário municipal da ADEAP, Francisco Assis de Almeida, incentiva a população a participar do evento. "A feira reúne representantes da caprinovinocultura local, onde são apresentados os avanços nos padrões de qualidade que acompanham as necessidades de crescimento deste setor. A caprinovinocultura é responsável pela renda de várias famílias da região, o que torna ainda mais importante que órgãos públicos e organizações da sociedade civil andem alinhados, fortalecendo o desenvolvimento desta economia."

Confira a programação:

SEXTA-FEIRA (13):

16h – Abertura do parque para recepção dos animais e acolhida dos expositores;

19h – Solenidade de abertura;

20h – Atração musical – Seresta das mães (Cidinho);

20h – Inscrição das cabras participantes do Torneio Leiteiro;

23h30 – Fechamento do parque.

SÁBADO (14):

07h – Abertura do parque – Recepção dos animais;

8h às 22h – Exposição e comercialização de animais, demonstrativo de raças nativas de caprinos, serviços itinerantes da Prefeitura Municipal (ADEAP itinerante, Saúde em Movimento, Social até Você, CSTT, SEMAURB, SESP), exposição e comercialização de produtos afins, tecnológicos, artesanatos, culinário, entre outros;

8h30 – Primeira ordenha do Torneio Leiteiro;

10h – Teste andrológico em reprodutores – caprinos e ovinos;

14h às 17h – Atração musical – voz e violão (Juana e Wilson Freitas)

17h – Participação da prefeita Suzana Ramos e comitiva;

17h30 – Ato solene com apresentação do Cordel da história do doce de Juremal e homenagem à mulher produtora;

18h – Desfile do Bode Rei;

19h à 01h – Atrações musicais (Edinho e banda e Jô do acordeom);

20h30 – Segunda ordenha do Torneio Leiteiro;

01h – Fechamento do parque.

DOMINGO (15):

07h – Abertura do parque;

08h – Café do Bode com produtores e parceiros, com a participação da Prefeita Suzana Ramos;

08h às 13h – Exposição e comercialização de animais, demonstrativo de raças nativas de caprinos, serviço itinerante da prefeitura municipal (ADEAP Itinerante, Saúde em Movimento e Social até Você), exposição e comercialização de produtos afins, tecnológicos, artesanatos, culinário, entre outros;

08h30 – Terceira ordenha do Torneio Leiteiro;

08h às 09h30 – Inscrição dos animais para o Torneio de Pista (raças);

09h30 às 12h – Julgamento do Torneio de Pista e entrega da premiação;

10h – Premiação de caprinos de raças nativas;

12h às 15h – Atração musical voz e violão (Quél Barreto);

13h – Encerramento da Feira de Animais;

17h às 20h – Atração musical (Skema 02)

O acesso do público ao parque é gratuito. Mais informações sobre o evento: adeap.juazeiro@gmail.com

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CULTURA: PROJETO DE PAULO VANDERLEY COM PODCAST CELEBRA 110 DO NASCIMENTO DE LUIZ GONZAGA



Luiz Gonzaga (1912 - 1989), um dos principais nomes da história da música brasileira, completará 110 anos em dezembro. E, para comemorar a data, Paulo Vanderley, que desenvolve pesquisas sobre a vida e a obra do artista, iniciou uma série de ações. Uma destas atividades é o podcast “Luiz Gonzaga - 110 anos do Nascimento”, que está disponível nas plataformas de streaming Spotify e Anchor.

Os episódios já podem ser escutados. Nesta quarta-feira a conversa é com o padre José Fábio e o jornalista e pesquisador Ney Vital.

Paulo Vanderley diz que o objetivo do programa durante o ano, é dialogar com pessoas próximas do artista e de seu trabalho. Nos conteúdos já houve conversas com Lenine, Fábio Passadisco, Breno Silveira e Chambinho. Os episódios são lançados sempre às quartas-feiras.

PAULO VANDERLEY: O lendário Luiz Gonzaga voltou a ter no ar uma das principais fontes de acesso à sua história. O site Luiz Lua Gonzaga foi idealizado e construído pelo colecionador Paulo Vanderley em 2004, carregando entrevistas, discos, digitalização de materiais gráficos e vários outros materiais sobre o legado do Rei do Baião. 

A iniciativa se tornou um dos principais meios de pesquisa sobre o músico de Exu, levando Paulo Vanderley a ser consultor em projetos como o Museu do Cais do Sertão e a cinebiografia de Gonzagão. O site Luiz Lua Gonzaga parte do projeto de seu criador em celebrar os 110 anos de seu ídolo, comemorados em 2022.

O site luizluagonzaga.com.br está com um novo projeto gráfico e abastecido com uma infinidade de materiais que contam a trajetória de Luiz Gonzaga e já é um dos mais visitados. “Para nós, gonzaguianos, que admiramos tudo o que ele foi, é quase que um princípio propagar a vida e a obra dele. Apesar das dificuldades de trabalhar com cultura no Brasil, trazer mais pessoas para admirá-lo é o que nos anima, é o nosso combustível para fazer esse trabalho”, afirma Paulo.

A produção pela memória de Gonzaga começou a tomar forma na vida de Paulo ainda na infância. Filho de um funcionário do Banco do Brasil, o colecionador morou em 16 cidades do Nordeste com a família e uma delas foi justamente Exu, onde conheceu pessoalmente aquele que se tornaria seu ídolo. Em 1989, quando Gonzagão faleceu, o garoto recebeu a missão do pai de filmar o cortejo fúnebre, evento que colocou dentro de si a vontade de colecionar tudo o que podia de um dos maiores artistas da história do país, assim como levar adiante o encanto que vivenciou naquela época.

“Hoje eu ainda tento contribuir com essa história. O Luiz Lua Gonzaga chegou a ser o maior acervo sobre um artista brasileiro. No ano do centenário dele, tivemos 9 milhões de acessos e milhares de contatos, se tornando a base de dados mais procurada por jornalistas e pesquisadores. Levamos de 4 a 5 anos para abastecer o site. Hoje, com a retomada, estamos com 30% do que teremos até 2022, quando Gonzagão completará 110 anos”, elabora Paulo.

Para firmar ainda mais esse projeto de digitalizar o máximo possível da história de Luiz Gonzaga, Paulo está desenvolvendo um livro sobre o artista pernambucano para ser lançado no próximo ano, escrito em primeira pessoa, com o próprio Rei do Baião contando sua história, a partir de uma intensa pesquisa em acervos de entrevistas. O projeto também será lançado em formato de áudio, narrado pelo próprio biografado a partir desse material. 

Esta obra, que pretende homenagear o 110º aniversário de Gonzaga, também se transformou em um podcast e uma websérie, garantindo o caráter multimídia do livro. Dessa forma, o público conseguirá ter acesso ao conteúdo de parceiros musicais e os herdeiros de Gonzaga no forró em diversas plataformas.

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CAMPANHA EU VIRO CARRANCA EM DEFESA DO VELHO CHICO SERÁ LANÇADA NO DIA 18 DE MAIO

No próximo dia 18 de maio será lançada a Campanha "Eu viro carranca para defender o Velho Chico", a Expedição Científica, que este ano se amplia e chega ao Submédio São Francisco, e o Simpósio da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, que reunirá os mais renomados cientistas e acadêmicos da bacia para o debate e a busca de soluções para os problemas que afetam o manancial.

A coletiva será realizada no dia 18 de maio, às 13h30, em Ouro Preto (MG). O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, José Maciel Oliveira, irá apresentar a campanha e falar sobre os projetos do CBHSF. 

Serão abordados também assuntos como o PL 4.546, que apresenta alterações à Política Nacional de Recursos Hídricos, trazendo a proposta de instituição do "Mercado de Águas" ou da cessão onerosa de direito de uso de recursos hídricos, afrontando o fundamento da água como um bem de domínio público, permitindo a sua comercialização.

Em sua nona edição, a campanha "Eu viro carranca para defender o Velho Chico" já faz parte do calendário anual de eventos, tendo sido agraciada, em 2020, com o Prêmio ANA, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, conquistando o 1° lugar na categoria Singreh (Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos). O Prêmio ANA reconhece o mérito das iniciativas que se destacaram pela excelência de sua contribuição para a segurança hídrica do Brasil.

Com o objetivo de jogar luz sobre os graves problemas enfrentados pelo rio São Francisco, a campanha, promovida pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, traz como tema deste ano a importância de se cuidar do manancial e de seus afluentes. 

Com o mote O VELHO CHICO SÃO MUITOS, a campanha irá abordar assuntos polêmicos que estão na pauta do dia, como o PL 4.546, as mudanças climáticas, entre outros. Um rio já tão demandado e tão degradado não suporta mais intervenções. Precisamos garantir que o Velho Chico continue atendendo a todos que dele tiram o seu sustento.

Este ano, a campanha volta a ter atividades presenciais no dia 03 de junho, data em que se comemora o Dia Nacional em Defesa do Velho Chico. As atividades ocorrerão simultaneamente em quatro cidades da Bacia, uma em cada região fisiográfica. São elas: Pirapora (MG – Alto SF), Ibotirama (BA – Médio SF), Glória (BA – Submédio SF) e Gararu (SE – Baixo SF)

SERVIÇO: Coletiva de Imprensa Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco

Data: 18/05/2022

Horário: 13:30h

Local: GRANDE HOTEL DE OURO PRETO - Rua Senador Rocha Lagoa, Centro - Ouro Preto/MG

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