PETRUCIO AMORIM E O DESABAFO: ESTÃO TIRANDO OS FORROZEIROS DOS PALCOS

 O cantor pernambucano fez um desabafo durante o show de sábado (20), no polo do Alto do Moura, em Caruaru, no Agreste pernambucano. Registros da declaração têm repercutido nas redes sociais.

O compositor pernambucano, nascido na cidade considerada a capital do forró, contou que tentaram retirá-lo da programação do palco e levar o show para a área rural do município.

“Estou muito triste, não era para eu estar aqui. Eles tinham me colocado lá na Zona Rural. Depois de muita conversa me trouxeram para cá”, revelou Petrúcio.

Ainda segundo ele, o show ficou marcado para o meio-dia, horário distante dos principais shows da programação.

Atualmente, aos 67 anos, o artista soma mais de 200 canções gravadas e mais de 15 trabalhos lançados entre LPs, CDs e DVDs. Entre os sucessos que ganharam o Brasil estão músicas como “Tareco e Mariola”, “Filho do Dono”, “Anjo Querubim” e tantas outras que se tornaram presença obrigatória no período junino.

Além do carinho do público, Petrúcio revelou que deve receber em breve um reconhecimento importante ao lado de Santanna, que lançou recentemente o projeto “Santanna, O Cantador canta Petrúcio Amorim”, reunindo interpretações de músicas compostas pelo pernambucano.

Segundo o artista, o trabalho já é considerado um sucesso e pode render uma premiação nacional ligada ao Prêmio da Música Brasileira, criado em 1987 pelo produtor Zé Maurício Machline e considerado uma das mais importantes premiações da música nacional.

“É um reconhecimento fenomenal. Tenho certeza de que esse trabalho terá um êxito muito grande”, afirmou.

Mesmo após 40 anos de carreira, Petrúcio diz viver uma das fases mais intensas da vida artística. Segundo ele, o período junino segue com agendas cada vez mais lotadas.

“Quando comecei, a gente fazia 10 ou 15 shows no São João. Hoje chegamos a fazer mais de 26 apresentações. Isso é uma alegria muito grande”, contou.

Ao final da entrevista, o cantor deixou uma mensagem de valorização da cultura nordestina e da tradição junina.

“Vamos manter acesa a chama da fogueira, da quadrilha, da canjica, do forró e da união. O São João é um presente da nossa cultura e precisa continuar vivo nas próximas gerações.”


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