Espaço Cultural Asa Branca de Caruaru e o legado do gonzagueano Luiz Ferreira

Caruaru, no Agreste Pernambuco, possui o título de Capital do Forró. Caruaru possui o Espaço Cultural Asa Branca do Agreste, idealizado pelo diretor e fundador Luiz Ferreira. Neste local todo mês de novembro acontece o grande encontro com os estudiosos e pesquisadores, especialistas da vida e obra de Luiz Gonzaga – os gonzagueanos’, como também são conhecidos.

O Espaço Cultural Asa Branca está localizado no bairro Kennedy e é coordenado pelo pesquisador Luiz Ferreira. Nele consta um dos mais organizados
acervos culturais voltados ao conhecimeto e valorização da música brasileira.

Luiz Ferreira promove o encontro para homenagear compositores, cantores e personagens ligados a vida e obra de Luiz Gonzaga. Eles recebem o troféu ‘Luiz Gonzaga – Orgulho de Caruaru’, criado em 2012.

O Grande Encontro dos Gonzagueanos de Caruaru tem o objetivo de manter viva a memória de Luiz Gonzaga. O grupo de amigos se reúne todos os anos e trocam idéias, experiências e falam sobre a vida e obra do Rei do Baião.

Luiz Ferreira diz que a iniciativa já produziu até o interesse de produzir um filme/documentáro. O vídeo é resultado de um trabalho desenvolvido por um grupo de alunos do curso de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo, do Centro Universitário do Vale do Ipojuca (Unifavip), sob a orientação do professor e escritor Jurani Clementino, cearense, radicado em Campina Grande. Ano passado foi lançado o livro Gonzagueano-legitimadores de um legado.
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Forró de Cesár Durando comemora Dia Municipal do Sanfoneiro

O Dia Municipal do Sanfoneiro foi estabelecido pelo Projeto de Lei de autoria do então vereador Cesar Durando com o objetivo de valorizar o patrimônio maior da cultura brasileira. Por este motivo todo ano acontece o "Forró Pé de Cesar", que não deixa ninguém parado, religiosamente.

No próximo sábado dia 17, a concentração do Forró Pé de Cesar será na Praça 21 de setembro, a partir das 11h30.

No autêntico clima de São João, Cesar Durando e um grupo de amigos sai pelas ruas de Petrolina, ao som da sanfona, zabumba e triangulo.

Solidário a causa dos forrozeiros sinônimos de Luiz Gonzaga, Cesar Durando é um dos legítimos defensores do forró familiar. “Comemoramos a data como um marco que valoriza Luiz Gonzaga e todos os sanfoneiros. Um momento de encontro de várias gerações com música genuína, que homenageia nosso mestre, mas que também se abre para outros nomes que seguiram o mesmo caminho, como Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Ary Lobo, Trio Nordestino, e também seus discípulos atuais”, antecipa Cesar Durando.

Sempre animado quando o assunto é forro e cultura Cesar conta que proposta do Dia Municipal do Sanfoneiro é que a festividade valorize o calendário junino em Petrolina. “Nós fizemos uma inovação, criamos o forró Pé de César, e colocamos como marca o forró itinerante. Todo ano mobilizamos as pessoas com maior ênfase para o forró e visitamos diversos bairros levando a alegria junina que deve ser presente durante todo o ano", finalizou Cesar Durando.


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O buraco é mais embaixo viu dona Marilia Mendonça?

Por Blog Magno Martins  *Maciel Melo-cantor e compositor

Estamos às vésperas da mais ilustre e importante festa, que representa – ou deveria representar – as nossas tradições. No entanto, não escuto uma música sequer que alavanque o mais imperioso gênero musical nordestino, o Forró.

Pois bem, diante dessa celeuma toda, me ponho aqui, como um dos representantes legítimos desse legado de Luiz Gonzaga, para dar o meu parecer a respeito da preservação da nossa identidade cultural

A meu ver, esta deveria ser mais valorizada pelos órgãos públicos. Por exemplo, ao invés de facilitar a contratação dos artistas, burocratizam cada vez mais o processo. Ora, a obrigação de fiscalizar se o evento está ou não sendo executado é do contratante, não do contratado. Mas somos obrigados a cantar e filmarmos o show senão não receberemos nossos caches. Precisamos assoviar e chupar cana ao mesmo tempo.

Esta é apenas uma das coisas que acho equivocadas no meio de tantas outras. Assino embaixo de tudo que Elba Ramalho falou e faço minhas as palavras de Petrúcio Amorim, Alcimar Monteiro e quem mais estiver defendendo essa bandeira. Fui um dos primeiros a contestar isso, quando comecei a despontar, e daí passei a levar fama de arengueiro, briguento e sei lá mais o quê. Como estava no começo de tudo e sendo retaliado em alguns eventos, resolvi não me calar, mas ficar um pouco mais comedido.

O único que levou esses questionamentos adiante foi o Alcimar Monteiro, que passou a ser rotulado com esses mesmos adjetivos. As retaliações são um fato, mas nem por isso vou aqui culpar nossos artistas correligionários. A culpa também é do sistema atual, da situação em que se encontra o país que a cada ano vai tirando o patriotismo de nossos cidadãos. Quanto mais alienado for o povo, mais políticos corruptos serão eleitos.

Essa juventude que abre as malas de seus carros com seus equipamentos de sons superpotentes, espalhando músicas de péssima qualidade, vai gerar em breve um vereador, um prefeito, um deputado, um governador. Consequentemente, irá trazer para os seus redutos as atrações que que representem seu gosto musical e não a verdade de seu povo. O problema está na educação, na falta de orgulho por parte de nossa gente.

Não vou desistir, a cada dia que passa vou aprimorando mais o que aprendi com o rei do baião Luiz Gonzaga. A cada dia que passa vou ficando mais criterioso com a minha música e com a música brasileira.

Devolvam o nosso São João, por favor, não apaguem a fogueira que ainda teima em permanecer acesa no interior de alguns sertanejos. Música sertaneja pra mim é outra coisa, não isso que a Marília Mendonça faz. Viva Elba Ramalho, viva Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, viva a música brasileira.

O buraco é mais embaixo, viu Dona Marília?
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Emissora Rural promove hoje o 19º Concurso de Sanfoneiros do Vale do São Francisco

Realizado pela rádio A Voz do São Francisco – Emissora Rural/Diocesse de Petrolina em parceria com a Prefeitura Municipal de Petrolina há 19 anos, o Concurso de Sanfoneiros tem como objetivo valorizar e promover a arte de tocar sanfona, estimulando novos talentos, alimentando o intercâmbio cultural entre as regiões. 

Este ano o Concurso de Sanfoneiros atinge a 19º edição e será realizado ás 20hs na Concha acústica, no centro de Petrolina. Nesta edição são 14 concorrentes que participam do concurso – dez na categoria Sanfoneiro Adulto (acima de 15 anos) e quatro na categoria Sanfoneiro Jovem (até 15 anos).

O concurso terá R$ 5 mil em premiação, mais entrega de troféus.

O professor e sanfoneiro Sandrinho do Acordeon, do Piauí, é coordenador do Projeto social que ensina música as crianças, o Acordes Campestres, em São Raimundo Nonato. Sandrinho já venceu nos anos 2009, 2010 e 2011 e foi homenageado pela emissora no ano passado. "Todo ano realizamos uma eliminatória em Dom Inocencio, Piaui, e trazemos os alunos para participar da final aqui em Petrolina. É uma oportunidade de aprendizado", avalia Sandrinho.

Ano passado o vencedor da 18º edição do Concurso de Sanfoneiros foi um dos alunos do Projeto Acordes do Campestre, Rafael Lima da Silva.

O segundo lugar foi da sanfoneira Lais Bagagi. Na terceira colocação ficou com Paulo da Manga. Na categoria mirim o vencedor foi Thiago Castro Costa. O segundo lugar foi para o sanfoneiro Luan Bagagi.



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Zé Marcolino se vivo fosse completaria 87 anos de nascimento dia 28 de junho

Pela sua importância na história da música brasileira, o Poeta Zé Marcolino,  merecia mais de atenção das entidades culturais do Estado. Um disco-tributo, com suas principais composições, um Memorial, um Seminário...

No dia 20 de setembro de 1987 a voz de José Marcolino Alves  silenciava por ocasião da morte causada de acidente de carro próximo a São José do Egito, Pernambuco.

Em Sumé, na Paraíba, Zé Marcolino veio à luz no dia 28 de junho de 1930. Venceu os obstáculos da vida simples e quando teve oportunidade deixou o Rei do Baião...digamos "bestim com tamanha genialidade do Poeta"...

 Pra encurtar a conversa metade do repertório do LP Ô Véio Macho, de 1962, tem Luiz Gonzaga interpretando as

composições que José Marcolino lhe mostrou em Sumé:
Zé Paulo, filho do Poeta Zé Marcolino
Sertão de aço, Serrote agudo, Pássaro carão, Matuto aperriado, A Dança do Nicodemos e No Piancó. Estes seriam os  forrós de Zé Marcolino gravados  pelo Rei do Baião. Ele interpretaria várias outras, entre as quais as antológicas Numa Sala de reboco e Quero chá.

Zé Marcolino participou da turnê de divulgação do LP Veio Macho, viajando de Sul a Norte do País com Luiz Gonzaga, no entanto, a saudade da família e suas raízes sertanejas foram mais fortes. Depois de um show no Crato, Ceará,  ele tomou um ônibus até Campina Grande e de lá foi para Sumé, de onde fretou um táxi para a Prata, onde morava.

Com o sucesso de suas canções cantadas por vários artistas (Quinteto Violado, Assisão, Genival Lacerda, Ivan Ferraz, Dominguinhos, Fagner, Jorge de Altinho, Elba Ramalho, Mastruz com Leite e tantos outros nomes da música brasileira), é atualmente Zé Marcolino um dos mais talentosos compositores da música brasileira de todos os tempos.

Somente em 1983, produzido pelos integrantes do Quinteto Violado, Zé Marcolino lançou seu primeiro e único, hoje fora de catálogo, LP Sala de Reboco (pela Chantecler). Um disco que está merecendo uma reedição em CD, assim como também seu único livro, necessita uma reedição.

No citado disco Véio Macho, com seis músicas de Marcolino, ele toca gongue. No LP A Triste Partida, Luiz Gonzaga gravou Cacimba Nova, Maribondo, Numa Sala de Reboco e Cantiga de Vem-vem.

Zé Marcolino morou em Juazeiro da Bahia e ficou até 1976, quando foi para Serra Talhada, Pernambuco. Inteligente, bem-humorado, observador,  Zé Marcolino tinha os versos nas veias como a caatinga do Sertão.

 Zé Marcolino casou com Maria do Carmo Alves no dia 30 de janeiro de 1951 com quem teve os filhos Maria de Fátima, José Anastácio, Maria Lúcia, José Ubirajara, José Walter, José Paulo e José Itagiba.

É José Marcolino, um dos nomes mais valiosos da música brasileira. O Poeta Zé Marcolino Vive! Tenho dito...
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Banhistas assustados com presença de caramujos na Ilha do Fogo

Um dos símbolos da região e considerado ponto turístico do Vale do São Francisco, a Ilha do Fogo – que fica entre os municípios de Petrolina-Pernambuco e Juazeiro-Bahia, a Ilha do Fogo, tem causado preocupação aos banhistas e turístas que frequentam a Ilha devido a presença de caramujos nas águas.

As principais doenças causadas pelo caramujo são a esquistossomose ou simplesmente barriga d'água. Os caramujos são pequenos moluscos facilmente encontrados em plantações e água. Deve-se suspeitar de que o rio, lago ou açude esteja contaminado se ele receber esgoto sem tratamento ou se houver caramujos próximos aos seus leitos.

Médicos infectologistas procurados pelo blog Ney Vital alertam que existe risco de contaminação visto que  a esquistossomose é adquirida mediante o contato com águas contaminadas com ovos do Schistosoma e a presença do caramujo, onde o parasita passa uma parte do desenvolvimento dele e tem a sua maturação para a forma larval denominada cercaria.

Ainda de acordo com os médicos é preciso fazer um certo monitoramento em locais onde consta presença de caramujos e solicitar às autoridades de controle sanitário do município a avaliação da água e do local.

As secretarias de Saúde de Petrolina e Juazeiro ainda não responderam a solicitação do blog www.neyvital.com.br quanto as medidas que devem ser tomadas.

A esquistossomose é uma doença grave causada, no Brasil, pelo parasito Schistosoma mansoni, que tem no homem seu hospedeiro definitivo e nos caramujos de água doce, seus hospedeiros intermediários. As pessoas são contaminadas pelo verme quando entram em contato com águas de rios, riachos, vales de irrigação e lagoas contaminadas. Em contato com a água, os ovos eliminados pelas fezes do homem infectado eclodem e libertam larvas que se alojam nos caramujos que, por sua vez, liberam novas larvas que infectam as águas e, posteriormente, o homem, pela pele ou mucosa.

 
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Livro Aboio, Poesia, Improviso, Cantoria e Origens será lançado dia 20 de julho durante Seminário Cariri Cangaço

O livro “Aboio, Poesia, Improviso, Cantoria: Origens” será lançado no dia 20 de julho, durante da 4ª edição do ‘Seminário Cariri Cangaço’, que será realizado em Exu, no Sertão do Araripe. O autor do livro é O advogado, poeta, escritor e pesquisador João Monteiro Neto.

O evento Seminário Cariri Cangaço reunirá grandes estudiosos da cultura brasileira entre os dias 20 e 23 de julho em Exu e Serrita.

A publicação do livro Aboio, Poesia, Improviso, Cantoria: Origens é fruto de quarenta anos de pesquisa no Nordeste e diversos países. Com ela, Monteiro Neto percorre o caminho do Litoral ao Sertão, partindo para o Interior - onde se encontram os focos principais do estudo: as manifestações culturais sertanejas.

O autor percorre a história, desde antiga civilizações até chegar na caatinga. E cita o historiador Câmara Cascudo, a quem chama de "maior nome da história do folclore brasileiro", como alguém que apontou o oriente como origem dessas manifestações culturais, da poesia, do canto de aboio, da cantoria, do repente e do improviso.

João Monteiro Neto, então, reconstrói o caminho. "Porque nós irradiamos, a cultura nordestina é muito forte, é muito original. Ela é única. E tem origens no judaísmo, tem origem no cristianismo, tem origem no islamismo e tem origem no hinduísmo, que é a principal raiz, a mais profunda e mais antiga", explica. Influências trazidas pelos portugueses até o Brasil. Segundo o autor, os portugueses trouxeram o trânsito de todo o conhecimento humano entre oriente e ocidente.

E para poder entender todas essas influências, conheceu a Europa de carro, Oriente Médio. Foi ao norte da África. Fez o percurso da cultura humana, do homem, inclusive pré-histórico.

Questionado sobre obras complementares, João Monteiro Neto afirmou que o livro faz parte de uma trilogia. "Embora elas sejam interligadas, elas são completamente independentes. Cada livro explica uma fase", disse. O segundo já está terminado e aprofunda, segundo o autor, o porquê da religiosidade do nosso povo. O terceiro aprofunda a cultura nos seus países de origem.
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