CETEP SERTÃO DO FRANCISCO E SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE REALIZAM ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM JUAZEIRO, BAHIA

A Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano de Juazeiro (Semaurb) participou, nesta quarta-feira (21), da programação da IV Conferência Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, promovida pelo Centro Territorial de Educação Profissional do Sertão do São Francisco (Cetep), em parceria com a Universidade do Estado da Bahia (Uneb)e Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

Dentre as ações, a equipe de educação ambiental da Semaurb desenvolveu uma atividade em comemoração ao Dia da Árvore, celebrado neste dia 21 de setembro. Os estudantes da instituição, especialmente os do curso de Agropecuária, tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais de perto algumas espécies de árvores que estão presentes no Semiárido e que compõem o bioma Caatinga, como o Umbuzeiro, o Ipê-roxo e a Craibeira.

"Como Juazeiro é uma cidade quente, a arborização é importante para amenizar a temperatura. E essa ação é interessante também para nossa escola, porque tem a ver com os cursos que envolvem a questão da plantação e preservação do meio ambiente", explicou a estudante Júlia Café.

A equipe da Semaurb distribuiu entre os estudantes 200 mudas de espécies nativas, que foram doadas pela empresa Agrovale. A ação foi elogiada pelos alunos, que também participaram do plantio de algumas mudas no estacionamento da escola.

"Eu acho que a iniciativa é muito importante tanto para a beleza da cidade, pois ajuda a conservar as áreas verdes, quanto para conscientizar as pessoas a cuidarem e terem responsabilidade com as plantas", disse a estudante Sthefany Eduarda Couto.

"A atividade de educação ambiental promovida pelo CETEP Sertão do São Francisco aconteceu com a proposta de realizarmos uma conferência ambiental com algumas turmas do curso de agropecuária, onde apresentamos três projetos que já desenvolvemos aqui na escola. A Semaurb, assim como as demais instituições que nos apoiam, são nossos parceiros nessa atividade de educação ambiental. Nós realizamos o convite e a equipe da Semaurb se propôs a estar com nossos alunos, distribuindo aqui espécies nativas da Caatinga e também participando do plantio de algumas mudas. Nós do Cetep expressamos nossos agradecimentos", expressou o professor de Geografia, José Valdo Santana Bezerra.

A participação da programação da IV Conferência Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, promovida pelo CETEP Sertão do São Francisco é mais uma ação do programa Juá Arborizado, desenvolvido pela Prefeitura de Juazeiro, através da Semaurb.

"As árvores são o maior símbolo da natureza, produzem oxigênio, aumentam a umidade do ar, evitam erosões, reduzem a temperatura e fornecem sombra e abrigo para algumas espécies de animais. Estamos hoje aqui no CETEP a convite do professor José Valdo pra mostrar para os estudantes a importância e o cuidado que devemos ter com o nosso planeta de modo geral. Neste 21 de Setembro comemoramos o Dia da Árvore e também coincide com a chegada da Primavera. Esperamos que com ações semelhantes a esta a população tenha mais consciência da importância da preservação e seu papel fundamental para a vida no planeta", frisou a educadora ambiental da Semaurb, Thalita Carvalho.

(Fonte Texto: Edísia Santos – Ascom Semaurb/ PMJ

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LEMBRANÇAS DE REMEIRO, RIO SÃO FRANCISCO

Nas memórias do tempo, de todas as memórias da infância, a que me é mais grata é a do meu rio, o São Francisco, a transbordar e desbordar as águas barrentas pra deixar nas vazantes a terra enriquecida para os ribeirinhos.

A moldura sentimental e telúrica

que não é apenas evocativa

pois jamais disse adeus a minha terra

se completa com a visão das barcas a vela

subindo a correnteza e vencendo a calmaria

com a força dos peitos rijos dos remeiros.

São os remeiros dos peitos sangrentos

remeiros sofridos

calejados na adversidade

o ânimo forte e a alma em festa

nas canções que acompanham o impulso dos remos

e nos gritos de desafio à passagem dos vapores.

O menino beiradeiro,

que chega às alturas da direção de um grande Estado e de um povo,

tem a sua frente o mesmo quadro.

Se os bons ventos nos faltarem

estarei na proa para acertar a cadência das remadas.

Remando ou varejando

não importa sangre o peito:saberemos lutar.

A luta dos remeiros, como a nossa,

é o embate dos que não perderam a fé

dos que têm esperança

dos que firmam os pés molhados nas coxias

de olhos voltados sempre para a frente.

O peito rijo que se abre em calos

se enrijece na certeza de que a união nos fará fortes

no vislumbre de novos horizontes que juntos buscaremos.

Rio acima contra a correnteza

e a alma cheia de esperança.

 

(Fonte: Nilo Coelho-ex Governador de Pernambuco)

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V ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISADORES EM JORNALISMO AMBIENTAL ACONTECE ENTRE OS DIAS 27 E 28 SETEMBRO

O V Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental (ENPJA) recebe convidados nacionais e internacionais para debater as questões ambientais de nosso tempo, convocando os participantes a imaginarem futuros possíveis para o jornalismo e os ambientalismos.  O evento ocorre em 27 e 28 de setembro (terça e quarta-feira) de modo online. 

As inscrições para ouvintes são gratuitas e podem ser realizadas diretamente no site do encontro: https://www.even3.com.br/enpja2022/

Nesta edição, o ENPJA contará com quatro mesas e palestras. No dia 27, às 10h, a conferência Pesquisa em Jornalismo ambiental nos EUA e América Latina abrirá o evento. A palestra será proferida por Bruno Takahashi, que é professor associado de jornalismo e comunicação ambiental na Michigan State University e diretor de pesquisa do Centro Knight para Jornalismo Ambiental.

Pela tarde haverá a reunião das Redes de Pesquisa em Jornalismo Ambiental, com a presença confirmada de Ilza Maria Tourinho Girardi (UFRGS), Katarini Miguel (UFMS), Simão Farias Almeida (UFRR), Rachel Mourão (Michigan State University) e Luciana Miranda Costa (UFRN). A partir das 14h, os pesquisadores se reúnem para debater as principais agendas de pesquisa em Jornalismo Ambiental, enfatizando as lacunas e avanços dos últimos anos.

Já na quarta-feira, dia 28, o ENPJA apresenta a mesa Desafios ambientais do Brasil. Das 14h às 17h, Alana Keline Manchineri (Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira/Rede de comunicadores Tambores da Selva da Coordenação de Organizações Indígenas Bacia Amazônica), Juliana Arini (O Eco) e Fernando Aristimunho (Comitê dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa) apresentarão suas perspectivas para o futuro do país.

A conferência de encerramento, Desafios do jornalismo diante do desmonte ambiental e da crise climática, inicia às 19h, com a presença de Maristela Crispim. A jornalista, que acumula mais de 40 prêmios ao longo de sua carreira, é idealizadora da agência de conteúdo Eco Nordeste.

A realização é do Grupo de Pesquisa em Jornalismo Ambiental (UFRGS/CNPq) e do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS), responsáveis pela organização do evento. Ambos possuem trajetória de décadas na mobilização e formação de jornalistas para a abordagem das questões ambientais. A iniciativa conta com apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRGS, do Curso de Jornalismo da UFSM/FW e do Curso de Jornalismo da Uniritter/POA.

O evento é gratuito e fornece certificado de participação aos inscritos. Outras informações podem ser obtidas no site especial do evento (https://www.even3.com.br/enpja2022/) e pelas redes sociais do GPJA (https://www.instagram.com/jornalismoemeioambiente/).

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CAETANO VELOSO, LUIZ CALDAS E TARGINO GONDIM SÃO INDICADOS AO PRÊMIO GRAMMY LATINO DE MÚSICA

O anúncio dos indicados ao Grammy Latino aconteceu nesta terça-feira (20) e diversos artistas baianos estão entre os indicados. Ao todo, a premiação conta com 53 categorias e o anúncio dos vencedores acontece em 17 de novembro.

Caetano Veloso foi indicado em duas categorias: Melhor Álbum de Música Popular Brasileira e Melhor Canção em Língua Portuguesa.Baco Exu do Blues concorre na categoria Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa.

Na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa os indicados Mateus Aleluia, Luiz Caldas e Targino Gondim (com Nilton Freittas, Roberto Malvezzi), com o album BELO CHICO concorrem ao prêmio.

BELO CHICO: Os músicos e compositores Nilton Freittas, Targino Gondim e Roberto Malvezzi (Gogo), lançaram este ano o projeto "O Belo Chico – Convivência com o Rio São Francisco através da música". A produção teve como objetivo chamar a atenção para luta em defesa do Velho Chico e, através das canções, animar o povo, estimular a construção de reflexões sobre o rio e a consciência política e socio-mbiental.  

O projeto Belo Chico consiste num álbum com canções que que falam da situação do São Francisco, seu povo, suas comunidades, potencialidades, perigos e esperanças. O CD é composto por 13 músicas, sendo algumas inéditas dos autores de Belo Chico, e outras já consagradas e conhecidas, de autoria própria ou de terceiros, selecionadas pelo conteúdo das letras e pela melodia.

O CD é de cunho educativo e está sendo utilizado em atividades lúdicas, místicas, dinâmicas, entretenimento e ações diversas que envolvem a interatividade de pessoas envolvidas no processo de construção de saberes, no desenvolvimento de políticas públicas de Convivência com o Semiárido e de defesa, proteção e revitalização da bacia do rio São Francisco.

Pela sua essência e finalidade o Belo Chico foi incorporado a um projeto executado pelo Irpaa, entidade que trabalha com a defesa da Convivência com o Semiárido, que consiste em  um conjunto de técnicas, métodos e hábitos de vida compatíveis com as condições climáticas do lugar, tendo como princípios o acesso à terra, compreensão sobre o clima, acesso à água, educação contextualizada, direito à comunicação, produção de alimentos e criação de animais apropriados, empoderamento político, preservação e recuperação da biodiversidade, acesso ao saneamento, em vista ao Bem Viver no Semiárido. 

Fruto da construção coletiva de saberes e do amor pelo rio São Francisco, o Belo Chico provocou um olhar para a cena artística nacional elementos da riqueza cultural dos povos que ocupam suas margens. A produção é da Toca Pra Nós Dois , realização do Irpaa e a Articulação Popular São Francisco Vivo, com apoio do Ministério de Cooperação Alemã por intermediação da Cáritas Alemã. 

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ALVORADA FESTIVA É RETOMADA E MARCA INÍCIO DO ANIVERSÁRIO DE 127 ANOS DE PETROLINA

Mantendo a tradição no dia em que Petrolina comemora aniversário, a centenária Philarmônica 21 de Setembro despertará a partir das 5h da manhã, os moradores do centro da cidade. Com muita música e homenagens, a Alvorada saíra da 'Praça da 21', seguindo pelas principais ruas da Petrolina Antiga. 

O evento é realizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Executiva de Cultura e a expectativa é que dezenas de pessoas acompanhem a orquestra nas primeiras horas da manhã, dando início ao dia festivo.

O secretário executivo de Cultura, Cássio Lucena, destaca a importância cultural da alvorada no aniversário de Petrolina.

 "É um dia festivo, vamos parabenizar nossa cidade. Faz dois anos que nós não tínhamos festividades de aniversário por conta da pandemia e poder realizar a Alvorada é motivo de grande emoção. Alvorecer passeando pelo centro histórico da nossa terra escutando a Philarmônica é lembrar o nosso passado. A história de uma cidade cresce diariamente, mas também valoriza as suas raízes", disse Cássio.

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CONCERTO PARA O GONZAGÃO, FEIRA AGROECOLOGIA E CULTURAL ACONTECEM NA SEXTA-FEIRA (23), EM OURICURI

Concerto para o Gonzagão será realizado no próximo dia 23 de setembro, às 19hs, na Praça Frei Damião, em Ouricuri, Pernambuco. O evento contará com atrações Elmo Oliveira, Arlisson Tores, Vital Barbosa, Kaline Muniz e Junior Balandeira.

O evento terá apresentação do poeta Juarez Nunes e Jane do Caatinga. O evento também abre espaço para feira de agroecologia e artesanatos.

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A JUAZEIRENSE MILENA, JOÃO DO VALE, SONORIDADE DE PALAVRA BODOCÓ E CORONÉ ANTÔNIO BENTO

"Carcará pega, mata e come/ Carcará, não vai morrer de fome/ Carcará, mais coragem do que homem..." A metáfora social de Carcará, imortalizada por Maria Bethânia no lendário show "Opinião", nos anos 60, é de autoria de um poeta, compositor negro e semi analfabeto chamado João Batista do Vale,  autor de dezenas de músicas inesquecíveis que marcam a canção brasileira.

O compositor maranhense, idolatrado por Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Luiz Gonzaga, Nara Leão e outros grandes nomes da música brasileira tem um capítulo que o liga a Juazeiro Bahia e aos sertões.

Em 1977, ao ser convidado para fazer show no Projeto Pixinguinha, pela então recém-criada Funarte, o cantor e compositor maranhense João do Vale (nascido em 11 de outubro de 1934 e falecido em 6 de dezembro de 1996) pediu que a companheira de palco fosse Milena.

Tratava-se da cantora Milena, nascida em Juazeiro, Bahia,  terra de João Gilberto, dona de uma das mais belas vozes do cancioneiro brasileiro.

Milena percorreu o Brasil e soltou a voz mostrando os sucessos como Carcará (João do Vale e José Cândido, 1965), Estrela Miúda, Peba na pimenta (João do Vale, José Batista e Adelino Rivera, 1957) e Pisa na fulô (João do Vale, Silveira Junior e Ernesto Pires, 1957).

A juazeirense faleceu no ano de 2020, marcando, infelizmente a falta de valorização da cultura brasileira e seus artistas. A amizade gerou shows e programas de TV feitos por Milena com João do Vale na década de 1980. Milena ainda em vida chegou a lançar o álbum João do Vale – Muita gente desconhece.

João do Vale é ainda autor da música Na asa do vento (João do Vale e Luiz Vieira, 1956), O canto da ema (João do Vale, Ayres Viana e Alventino Cavalcanti, 1956), De Teresina a São Luiz e Coroné Antonio Bento (João do Vale e Luiz Wanderley, 1970), nesta composição é citada o nome BODOCÓ.

Uma linha de pesquisa busca evidências que João do Vale esteve visitando Juazeiro e também Bodocó e Exu, terra de Luiz Gonzaga. Detalhe: Zé Gonzaga, irmão de Luiz Gonzaga, na época deu várias oportunidades para que João do Vale, na Rádio Tupi, mostrasse as suas músicas.

O cantor e compositor Chico Buarque afirma que "João do Vale está na mesma linha de Luiz Gonzaga e a sua obra tem tanto peso e valor quanto a do rei do baião".

No ano de 2019, visitei o norte do Paraná,  caminhando pelos sertões do Paraná, lembrei de Milena e João do Vale. Lembrei de Luiz Gonzaga e Gonzaguinha interpretando o baião Fogo do Paraná. 

A história conta que o Incêndio florestal no Paraná foi um grande incêndio que ocorreu na década de 1960, no século XX, no estado do Paraná, Brasil. O incêndio atingiu principalmente a região do norte pioneiro e campos gerais do Paraná além de alguns municípios da região central e norte do estado. É ainda considerado um dos maiores incêndios ocorridos no Brasil e no mundo.

Este incêndio é tema do livro “1963-O Paraná em chamas” que traz a história de um incêndio florestal que ocorreu há cinquenta anos sete anos no Paraná.   Foram 3 anos de trabalho que incluiu pesquisas em mais de 1000 documentos, entre periódicos, estudos acadêmicos, arquivos eletrônicos, relatórios governamentais além de entrevistas com jornalistas, profissionais agrônomos da época e integrantes da Defesa Civil do Paraná.

Naquela época agosto e setembro foram meses de fortes estiagem no Paraná e o estado vinha passando por um período bem seco. Como era de costume, os lavradores faziam pequenas queimadas para limpar o terreno. Com os fortes ventos, não demorou muito para o fogo avançar sem controle. Essa combinação de fatores foi o estopim para o fogo se alastrar pelo interior do Paraná.

Jornais da época mostram que imóveis, entre casas, galpões e silos, viraram cinzas. Cerca de 10 mil famílias, a grande maioria formada por trabalhadores rurais, ficaram desabrigadas. Tratores, equipamentos agrícolas e incontáveis veículos foram atingidas.

O fogo causou a morte de cerca de 300 pessoas. Entretanto, não chegaram a um consenso sobre o número de mortos, que teria sido maior, segundo os jornais da época.

Naquela época João do Vale compôs, o baião Fogo do Paraná e Luiz Gonzaga cantou:

"José Paraíba  seu Zé das Crianças foi pro Paraná cheio de esperanças.

Levou a mulher e seis barrigudinhos:  Pedro, Juca e Mané, Severino, Zefa e Toínho. No norte do Paraná todo serviço enfrentou batendo enxadas no chão mostrou que tinha valor...Dois anos de bom trabalho até cavalo comprou.

A meninada crescia, robusta e muito feliz, estudava animada. A mulher sempre dizia: Ninguém tá com pança inchada tudo igualzinho a sulista, muita saúde de bochechinhas rosadas.

Se nordestino é pesado é do ofício, o cavaco é como diz o ditado, a corda só quebra no fraco. Deus quando dá a farinha o diabo vem, rasga o saco.

Aquele fogo, maldito que o Paraná quase engole e José lutava contra ele acompanhado da prole. 

Vosmicê fique sabendo que José nunca foi mole. 

Depois de tudo perdido chegando no seu ranchinho foi conferir os meninos e estava faltando Toínho...Voltou em cima do rastro gritando pelo caminho:

Cadê Toínho...Toínho num veio. Cadê Toínho, Responde pelo amor de Deus Toinho...

 

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