FUNCULTURA DA MÚSICA E GERAL ABRE INSCRIÇÕES PRESENCIAIS

Produtores culturais de Pernambuco podem inscrever projetos nos editais da Música e Geral do Funcultura, a partir desta segunda-feira (20), presencialmente. Seguindo recomendações previstas no Plano de Convivência das Atividades Econômicas no Estado, a Secult-PE e a Fundarpe abrem atendimento físico com protocolo de atendimento diferenciado.

Interessado em inscrever projetos culturais de forma presencial devem usar obrigatoriamente máscaras, assim como terão suas temperaturas medidas na entrada do espaço, que neste primeiro momento será o Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da União, Boa Vista). No local haverá distribuição de alcool em gel para o público - que deve também respeitar o distanciamento de 1,5 m entre si.

Em rodadas que devem atender vinte pessoas por vez - com distribuição de fichas para atendimento direcionado ao Espaço Pasárgada - o horário para inscrições será das 8h às 12h e das 13h às 16h.

As inscrições para o Funcultura Geral também podem ser feitas a partir de hoje até 26 de julho de 2020, via Sedex para o endereço Rua da Aurora, nº. 463/469, Térreo, Boa Vista.

Já a partir do dia  27 de julho a 3 de agosto as inscrições poderão ser realizadas também presencialmente em locais específicos, de acordo com a Área Cultural/Linguagem do projeto:

- Proponentes das linguagens Artes Integradas, Artes Plásticas, Artes Gráficas e congêneres (Artes Visuais), Artesanato, Circo, Cultura Popular e Tradicional e Patrimônio que desejarem se inscrever presencialmente devem comparecer à Estação Central Capiba/Museu do Trem (Rua Floriano Peixoto s/n, São José – Recife), das 8h às 12h e das 13h às 16h;

-Já os proponentes de Design e Moda, Fotografia, Gastronomia, Literatura, Ópera, Dança e Teatro devem comparecer ao Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457 – Boa Vista, Recife ), das 8h às 12h e das 13h às 16h. 

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NEUROCIENTISTA DIZ QUE BRASIL SOFRE A PIOR TRAGÉDIA COLETIVA DA HISTÓRIA COM A PANDEMIA DO COVID-19 QUE ELE CONSIDERA FORA DE CONTROLE

O neurocientista Miguel Nicolelis, um dos cientistas mais influentes do Brasil, disse hoje que, com mais de 77.800 mortes, seu país sofre a pior tragédia coletiva da história com a pandemia do COVID -19, que ele considera “fora de controle” e com um cenário “dantesco” por ter mais vítimas do que a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) contra o Paraguai.

“Estamos em um cenário dantesco, é a pior tragédia humana da história do Brasil, sem considerar a escravidão ou o genocídio indígena, que são processos seculares. Estamos falando de apenas quatro meses. Brasil, na guerra da Tríplice Aliança (Argentina e Uruguai) contra o Paraguai, perdeu 50.000 soldados em seis anos. A pandemia já ultrapassou essa marca “, afirmou o especialista em entrevista à Xinhua.

O também coordenador do Comitê  Científico de Combate ao Novo Coranavírus do Consórcio Nordeste, que agrupa nove estados da região mais pobre do Brasil, elogiou a cooperação da China com o Brasil na pandemia e considerou “o caminho a seguir” em termos de equipamentos para enfrentar a emergência de saúde.

No entanto, afirmou que, sem dúvida, no Brasil a doença do novo coronavírus (covid-19) “carece de uma coordenação central nas ações para mitigá-lo”.

Nicolelis, que há 32 anos trabalha nos Estados Unidos, se estabeleceu em sua casa em São Paulo durante a pandemia e a partir daí coordena a equipe de especialistas do  Consórcio Nordeste que delineou políticas regionais contra o covid-19.

Ele indicou que neste momento a pandemia está experimentando o efeito “bumerangue”, já que o pico de contágio nas capitais mais afetadas do Nordeste, como Fortaleza (Ceará), Recife (Pernambuco) e São Luiz (Maranhão), já passou, mas o surto avançou para o interior dos estados e deve retornar aos grandes centros urbanos.

“São Luiz e Fortaleza foram as cidades que alcançaram resultados rápidos ao fazer duas semanas de ‘confinamento’ (confinamento total), mas agora podemos ver o efeito bumerangue. Um grande esforço está sendo feito para convencer os prefeitos de pequenas cidades a não ceder à abertura da atividade para evitar multidões e infecções “, explicou.

Quando perguntado sobre como o vírus se espalhou no Brasil, ele citou como um dos motivos o fluxo de pessoas no final de fevereiro, após o Carnaval.

Mas também o fato do governo federal ter mantido em operação aeroportos e rodovias federais, que atravessam o país, transportando mercadorias e pessoas.

No segundo semestre, Nicolelis  informou que uma das recomendações que deu é adiar até 2021 as eleições municipais agendadas para novembro.

“Não vejo o Brasil fora da crise em novembro e o drama crescerá se houver multidões”, afirmou.

Os efeitos da pandemia durarão até 2021.

Diante dessa situação, o gabinete do prefeito de São Paulo, a maior cidade do Brasil e da América do Sul, decidiu suspender as tradicionais celebrações de rua do Ano Novo.

O relaxamento das quarentenas nos dois estados mais afetados, Rio de Janeiro e São Paulo, “pode ser dramático”, porque, segundo Nicolelis em setembro, o número de mortos pode chegar a 150.000.

“Além de todos os problemas, temos pessoal médico saturado e exausto, com altas taxas de mortalidade e doenças. O sistema de saúde não se mede apenas a disponibilidade de leitos”, enfatizou.

Nicolelis, professor de Neurociência da Universidade Duke, Estados Unidos, destacou as relações de cooperação do Brasil com a China, que ele descreveu como “fundamentais” para enfrentar a pandemia.

“A China é nosso principal parceiro comercial e deve ser um parceiro estratégico para a pandemia. A China tem capacidade industrial para dar o que o Brasil precisa, a China é um parceiro para aliviar o drama brasileiro”, acrescentou o neurocientista.

Fonte* Xinhua é a agência de notícias oficial do governo da República Popular da China
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MISSA VAQUEIRO SERRITA 50 ANOS DE HISTÓRIA, MISTICISMO E FÉ

Compreender que a história vem se tecendo com a força da própria vida. E por isto, disse o cantador Virgilio Siqueira, daí não ser possível guardar na própria alma a transbordante força de uma causa. Daí não ser possível retornar, afinal, a gente nem sabe ao certo se de fato partiu algum dia...

“Tengo/legotengo/lengotengo/lengotengo … O vaqueiro nordestino/morre sem deixar tostão/o seu nome é esquecido/ nas quebradas do Sertão ...” Os versos ecoam pelo lugar, realçados pelo trote dos animais e o balançar natural dos chocalhos trazidos pelos donos, todos em silêncio. É música. É arte.

Cada arte emociona o ser humano e maneira diferente! Literatura, pintura e escultura nos prendem por um viés racional, já a música nos fisga pelo lado emocional. Ao ouvir música penetramos no mundo das emoções, viajamos sem fronteiras.

A viagem através do "pensamento) mais uma vez é o destino Serrita, Pernambuco, município próximo a Exu, terra onde nasceu Luiz Gonzaga, ali no sítio Lages, um primo do Rei do Baião, no ano de 1951, Raimundo Jacó, homem simples, sertanejo autêntico, tendo por roupa gibão, chapéu de couro tombou assassinado.

Realizada anualmente sempre no quarto domingo do mês de julho, a Missa do Vaqueiro tem em suas origens uma história que foi consagrada na voz de Luiz Gonzaga e criada com os amigos Padre João Câncio e Pedro Bandeira, violeiro e o único que vive e participa da Missa. Pedro Bandeira atualmente mora em Juazeiro do Norte, Ceará.

Este ano a Missa do Vaqueiro de Serrita completa 50 anos. As celebrações serão virtuais devido ao decreto de pandemia que não permite aglomerações.

A música composta por Nelson Barbalho, ainda ecoa nos sertões brasileiros: Raimundo Jacó, um vaqueiro habilidoso na arte de aboiar. Reza a lenda que seu canto atraía o gado, mas atraía também a inveja de seus colegas de profissão, fato que culminou em sua morte numa emboscada. O fiel companheiro do vaqueiro na aboiada, um cachorro, velou o corpo do dono dia e noite, até morrer de fome e sede.

A história de coragem se transformou num mito do Sertão e três anos após o trágico fim, sua vida foi imortalizada pelo canto de Luiz Gonzaga. O Rei do Baião, que era primo de Jacó, transformou “A Morte do Vaqueiro” numa das mais conhecidas e emocionantes canções brasileiras. Luiz Gonzaga queria mais. Dessa forma, ele se juntou a João Câncio dos Santos, na época padre que ao ver a pobreza e as injustiças sociais cometidas contra os sertanejos passou a pregar a palavra de Deus vestido de gibão, para fazer do caso do vaqueiro Raimundo Jacó o mote para o ofício do trabalho e para a celebração da coragem.

Assim, em 1970, o Sítio Lajes, em Serrita, onde o corpo de Raimundo Jacó foi encontrado, recebe a primeira Missa do Vaqueiro. De acordo com a tradição, o início da celebração é dado com uma procissão de mil vaqueiros a cavalo, que levam, em honras a Raimundo Jacó, oferendas, como chapéu de couro, chicotes e berrantes, ao altar de pedra rústica em formato de ferradura. 

A missa, uma verdadeira romaria de renovação da fé, acontece sempre ao ar livre. A Missa do Vaqueiro enche os olhos e coração de alegria e reflexões. O poeta cantador de Viola, Pedro Bandeira se faz presente ao evento e o peso dos seus mais de 80 anos ilumina com uma mágica leveza rimas e versos nos improvisos da inteligência. Vaqueiros e suas mãos calejadas, rostos enrugados pelo sol iluminam almas.

Em Serrita ouvimos sanfonas tocando alto o forró e o baião. Corpo e espírito ali em comunhão. A música do Quinteto Violado, composto por Janduhy Filizola é fonte de emoção. A presença de Jesus Cristo está no pão, cuscuz, rapadura e queijo repartidos/divididos na liturgia da palavras.

Emoção! Forte Emoção é que sinto na Missa do Vaqueiro ao ouvir sanfona e violeiros:
“Quarta, quinta e sexta-feira/sábado terceiro de julho/Carro de boi e poeira/cerca, aveloz, pedregulho/Só quando o domingo passa/É que volta os viajantes aos seu locais primitivos/Deixa no caminho torto/ o chão de um vaqueiro morto úmido com lágrimas dos vivos.

E aqui um assunto místico: quando o gado passa diante do mourão onde se matou uma rês, ou está esticado um couro, é comum o gado bater as patas dianteiras no chão e chorar o sentimento pelo “irmao” morto. O boi derrama lágrimas e dá mugidos em tons graves e agudos, como só acontece nos sertões do Nordeste!

Assim eu escutei e aqui reproduzo...
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ALFREDO SIRKIS: UMA VIDA EM DEFESA DA VIDA

A imagem cristalizou desde que soube do seu carro estraçalhado num poste: Alfredo Sirkis de pé sobre a mesa da redação da Veja na sucursal do Rio fazendo um comício acalorado para os colegas. Ele contestava as regras de funcionamento da revista e resolveu reagir no momento em que deixava o emprego. Eram os anos 80, ele voltava de um exílio de oito anos e muitos comícios. Contava como escapou do golpe no Chile, no trabalho de estivador na Suécia, da sobrevivência pelo jornalismo na França e em Portugal onde deixou saudades como “Marcelo Dias”, um dos pseudônimos adotados lá fora.

As outras conversas eram sempre sobre política e ele tinha histórias. Fazia política desde os tempos de movimento estudantil no Colégio de Aplicação. No golpe de 1964 tinha 14 anos mas frequentou passeatas como a dos 100 mil em junho de 1968 e, aos 17 anos, resolveu entrar para a luta armada.

Estava longe de ser um terrorista sanguinário como pintava o regime. Sirkis era engraçado, pândego mesmo, tão humano que participou dos sequestros do embaixador alemão, Ludwig von Holleben, e do suíço Giovanni Bucher, seguro de que não conseguiria executar com sua krupskaia [apelido inspirado na companheira de Lenin da metralhadora soviética que utilizava] nenhum dos dois caso o governo não soltasse os presos em troca. Foram 40 no caso do alemão, 70 pelo suíço a quem se afeiçoou tanto que deu de presente um disco de Joan Baez.

Ele pertencia ao movimento da Vanguarda Popular Revolucionária e conversou com o líder do movimento sobre sua decisão de abandonar tudo e deixar o país, Carlos Lamarca o apoiou.

Quando integrou a redação da revista Veja na sucursal carioca, Sirkis tinha acabado de lançar Os Carbonários, que levou o Jabuti de 1981. Ali, avaliava os erros da luta armada por estar desconectada da base popular e os acertos utópicos da nossa geração. Sempre reafirmando sua vocação pacifista. Era um colega e tanto. “Não me orgulho, nem me envergonho”, escreveu na 14ª edição do livro Os Carbonários, um best-seller.

Entre tantos que morreram na tortura ou sob o rótulo de “desaparecidos”, e foram executados na volta do exílio, Sirkis retornou em 1979 com a lei da Anistia e juntou-se aos sobreviventes como Cid e César Benjamin ou Daniel Aarão Reis, todos atuando por um Brasil melhor até hoje. Lamarca não teve o mesmo final, executado junto com a companheira, Iara Iavelberg, na Bahia no ano em que Sirkis deixou o país em 1971.

Foi em busca da democracia e de um Brasil mais humano que ele dedicou o resto da vida à defesa do Meio Ambiente, mordido, como ele dizia ter sido, depois de assistir uma palestra de uma líder esquimó sobre o derretimento do gelo. Se até lá existe essa preocupação, por que não no Brasil? O ambientalismo não era um problema da humanidade. Era “o” problema.

Foi um dos fundadores do Partido Verde, que presidiu mas abandonou ao dizer que tinha sido transformado em “puteiro pelos parasitas”. Participou de várias convenções sobre mudanças climáticas, de Bali a Durban, elaborou leis como a lei Sirkis que viabilizou o Fórum Global na Rio 92. Foi Secretário Executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima e diretor executivo do Centro Brasil no Clima.

Foi o vereador mais votado quatro vezes no Rio, secretário municipal de meio ambiente entre 1993 e 1996, deputado federal de 2011 a 2015. Resolveu não se recandidatar em 2014. Estava famoso pelas campanhas que fez enterrado na areia da praia até a cabeça, sufocado pela poluição, tomando banho para alegar que no Rio só existem dois tipos de água – a poluída e a que falta, entrando num dos buracos de esgoto da cidade, correndo da polícia ou acendendo um fósforo contra o desmatamento da Amazonia.

Suas aparições públicas eram um show e chamavam atenção para a causa ambiental. Quando defendeu um transporte menos poluente, sua obsessão, inventou uma viagem de catmarã da Praça XV à Barra, no qual todos os convidados importantes passaram mal, incluindo Gilberto Gil que foi presidente da Fundação Onda Azul enquanto ele era vice, de 1997 a 2001.

Este era o Sirkis, que numa conversa com Bolsonaro, muito antes de se tornar presidente, questionou o capitão que apontava a superpopulação como o mal maior do Brasil. E Sirkis, “Olha só, Jair, você acabou de dar um excelente argumento a favor do casamento gay”. Dizia que Bolsonaro odiava o meio ambiente, os ecologistas, e se identificava com os grileiros e o garimpo ilegal. “Ele tem alma de Bandeirante, naqueles que entram na mata para procurar pedra preciosa e matar índio”.

Carluxo aproveitou para fazer uma gozação no twitter no dia da sua morte, ridicularizando o ambientalista na série “ódio do bem”.

Não foi à toa que no último dos 10 livros que Sirkis deixou, Descarbonários, ele faz um duro ataque a Bolsonaro e ao regime. E relata, junto com o descalabro ambiental, que se não nos cuidarmos a natureza seguirá em frente e quem vai estar em extinção no futuro próximo é a raça humana. “Quem está seriamente ameaçado é homo sapiens, habitante do planeta”. Nossa sina seria similar a dos dinossauros.

Sirkis sai da vida aos 69 anos de pé, sobre a mesa, como a imagem que cristalizei.

Texto publicado originalmente no site da ABI.

*Norma Couri é jornalista.
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FEMINICÍDIO: 61% DAS VÍTIMAS SÃO MULHERES NEGRAS

Um relatório produzido pela Rede de Observatórios da Segurança, grupo de estudos sobre violência nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Pernambuco, reuniu dados que demonstram como a população negra é a principal vítima da violência no país. Os negros (pretos e pardos) são 75% dos mortos pela polícia.

Entre as vítimas de feminicídio, 61% são mulheres negras. Enquanto a taxa geral de homicídios no Brasil é de 28 pessoas a cada 100 mil habitantes, entre os homens negros de 19 a 24 anos esse número sobe para mais de 200.

Segundo o relatório, as operações policiais violentas em áreas onde predominam populações negras e as abordagens ao “elemento suspeito cor padrão” são difundidas e interpretadas por parte da sociedade como ações de combate ao crime e não como política pública altamente racializada.
Para repercutir a violência contra a população negra, Jota Batista conversa nesta segunda-feira (20), às 10h40, no Espaço Aberto, com a advogada especialista em Direitos Humanos e ativista do Movimento das Mulheres Negras, Vera Baroni, Yabassé do Terreiro de Mãe Amara.
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NOTA: AGROVALE INFORMA QUE INCÊNDIO DE GRANDES PROPORÇÕES ATINGIU ÁREA DE 75 HECTARES ESTE SÁBADO 18

A Agrovale informa que na manhã deste sábado (18), por volta das 12h20, um incêndio de grandes proporções devastou uma área de 75,22 hectares de cana-de-açúcar provocando um prejuízo ainda incalculável para a empresa.

A causa do incêndio, que foi debelado pelo Corpo de Bombeiros de Juazeiro, ainda não foi identificada, mas os policiais que ajudaram a encerrar o sinistro informaram que possivelmente o fogo começou de uma combustão natural na vegetação nativa, à margem da estrada, e adentrou o canavial.

O fogo se alastrou rapidamente em função do clima, temperatura e a baixa umidade relativa do ar, queimando um campo que seria colhido no próximo dia 04 de setembro através do sistema de colheita mecanizada, sem queima.

O Corpo de Bombeiros de Juazeiro informou também que outros focos de incêndio foram detectados neste sábado a exemplo de um sinistro debelado na região do Salitre.

A Agrovale adiantou ainda que já foram tomadas todas as providências e que será criado, na próxima segunda-feira (20), um grupo de trabalho multidisciplinar para prevenção e controle de sinistros na empresa e nas margens das estradas de acesso aos canaviais. (Fonte: CLAS Comunicação & Marketing)
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ESCRITORA E PROFESSORA CLARISSA LOUREIRO APRESENTA LIVE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS NA QUARENTENA NA QUARTA (22)

Literatura e Erotismo. Este é o tema da live da escritora e professora do curso de Letras da Universidade de Pernambuco (UPE) do campus de Petrolina, Clarissa Loureiro , na quarta-feira (22), às 20h. A transmissão será ao vivo pelo instagram @loureiroclarissa

Muitos dos grandes autores brasileiros, como Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade, exploraram a temática. Especialistas como a professora da Universidade de São Paulo (USP) Eliane Robert Moraes, destaca e cita a grande quantidade e qualidade dos textos eróticos da literatura nacional.

“A Casa dos Budas Ditosos”, de João Ubaldo Ribeirofoi originalmente publicado na série “Pleno Pecados”, em 1999, ainda é um dos livros mais citados, tendo a luxuria como o seu tema central. A trama é narrada por uma mulher de 68 anos, nascida na Bahia. Ela descreve acontecimentos da própria vida e mostra em detalhes como viveu todos os prazeres que podia, dentro das infinitas possibilidades do sexo. O autor afirma que o livro foi baseado em depoimentos de uma mulher real, enviados a ele em um pacote. Além do teor sexual, críticas sociais, políticas e à igreja fizeram com que o livro escandalizasse alguns setores mais conservadores da sociedade.

Clarissa Loureiro nasceu em Campina Grande, Paraíba. A autora possui mestrado e doutorado em teoria da literatura pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente atua como professora de Literatura na UPE em Petrolina, dedicando-se aos estudos de memória, identidade, gênero e Semiótica associada à literatura comparada. É autora dos livros Invertidos, Mau hábito e Laurus.

Tema recorrente na literatura contemporânea, o erotismo desperta, no entanto, curiosidade e se mostra um rico ingrediente nas narrativas de ficção desde que o homem descobriu a capacidade de contar histórias. Alguns estudiosos consideram o erotismo o tema mais antigo da literatura, que surgiu da necessidade de verbalizar o sexo. A representação dele, na literatura, portanto, é bastante ampla. É certo que, em alguns períodos, tal verbalização era algo considerado pecaminoso. Então, cabia ao autor explorar o tema nas entrelinhas e o tratamento do assunto ganhou novas formas em diferentes épocas, seja em narrativas eruditas ou seja, de massa.


Se em Senhora, clássico romântico de José de Alencar, há, em alguns trechos, a sugestão da consumação do amor por meio do ato sexual, ao leitor cabe a tarefa de imaginar. O romance não apresenta cenas eróticas picantes e, durante todo o desenrolar da história, os personagens Aurélia e Fernando não se envolvem sexualmente. É somente após ambos acertarem suas diferenças e, depois de Aurélia ter a certeza do amor espiritual de Fernando que ela se entrega aos prazeres da carne (características típicas do Romantismo).

No entanto, não há nada explícito e nem descrição dessa suposta entrega. Há somente uma sugestão nas últimas duas linhas do romance, que se dá pela seguinte passagem: “As cortinas cerraram-se, e as auras da noite, acariciando o seio das flores, cantavam ainda o hino misterioso do amor conjugal.”
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