MUITO ALÉM DA FOLIA: DESCUBRA JUAZEIRO, O DESTINO QUE ENCANTA NO CARNAVAL

Juazeiro é muito mais do que palco de um dos carnavais mais vibrantes do interior da Bahia. Localizada às margens do Rio São Francisco, a cidade recebe quem chega com sol o ano inteiro, paisagens encantadoras e um povo acolhedor, que transforma cada visita em uma experiência inesquecível. Durante o Carnaval, essa energia se multiplica, misturando festa, cultura, sabores e natureza em um só destino.

Entre um trio elétrico e outro, Juazeiro convida o visitante a desacelerar e explorar sua rica história, marcada por personagens importantes da música e da cultura brasileira, além de espaços que preservam a memória e a identidade do Vale do São Francisco. Museus, centros culturais, mercados tradicionais e monumentos à beira-rio ajudam a contar a trajetória da cidade e fortalecem o sentimento de pertencimento de quem passa por aqui.

Para completar, o lazer se espalha por ilhas, orlas, praças e parques, com opções que vão do descanso à aventura. Gastronomia diversa, passeios fluviais, esportes aquáticos, enoturismo e experiências no campo fazem de Juazeiro um destino completo, perfeito para quem vem pelo Carnaval e acaba ficando pelo encanto do Velho Chico.

HISTÓRIA E CULTURA

Paço Municipal de Juazeiro – Seculte (Centro)

Memorial Casa da Bossa Nova (Centro)

Estátua de João Gilberto (Orla II)

Estátua do Nego D'água (Angari)

Vapor Saldanha Marinho – "Vaporzinho" (Orla II)

Mercado Joca de Souza Oliveira (Centro)

Acervo Maria Franca Pires (UNEB – São Geraldo)

Aqueduto do Horto Florestal (UNEB – São Geraldo)

Museu Regional do São Francisco, terça a sexta-feira das 14h as 18h (Centro)  

SOL E RIO

Ilha do Fogo


Ilha do Rodeadouro


Ilha de Nossa Senhora


Prainha da Orla II (Marinha)


Ilha do Massangano (Petrolina)


Ilha do Maroto


Cachoeira do Salitre (Distrito do Salitre)


Dunas do Velho Chico (Casa Nova)



GASTRONOMIA – ORLA I


22 bares e restaurantes



GASTRONOMIA – ORLA II


Vila Bossa Nova (Centro Gastronômico)


7 bares e restaurantes



AR LIVRE


Orla e Orla II


Parque Fluvial


Mirante da Orla II (vista do pôr do sol)


Praça da Catedral Nossa Senhora das Grotas


Praça Aprígio Duarte Filho (Jacaré)


Praça Dr. José Inácio da Silva (Misericórdia)


Praça Cordeiro de Miranda (São Tiago Maior)


Praça do Índio (Largo 2 de Julho)


Parque Municipal Lagoa de Calu (Alto da Maravilha)



LAZER, PASSEIOS E AVENTURA


Travessia de barca entre Juazeiro e Petrolina


Catamarã River Beer


Caiaque


Stand Up Paddle


Bike Boat


Piquenique na Orla


Canoa Havaiana


Rapel na Ponte


Tirolesa


Kitesurf


Passeios de lancha e jet ski



PARQUE FLUVIAL


Pista de cooper e ciclovia


Quadras poliesportivas


Pista de skate


Academia de Saúde



ENOTURISMO


Vapor do Vinho


Navegação pelo Lago de Sobradinho com música ao vivo, almoço a bordo, parada para banho e visita à Vinícola Terra Nova (Miolo), com degustação de vinhos, brandy e espumantes.


(87) 98130-5630 | Instagram: @vapordovinho



AGRONEGÓCIO E AGROTURISMO


Agropecuária Santa Isabel


Referência em agroturismo e turismo pedagógico em Juazeiro, com imersão na fruticultura irrigada, parreirais em latada, produção de uvas e mangas e aprendizado sobre as tecnologias do Vale do São Francisco.


(74) 99137-0032 | Instagram: @agropecuaria.santaisabel


 Lucas Oliveira - Ascom/PMJ


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PROFETAS DA CHUVA AVALIAM INVERNO REGULAR DURANTE ENCONTRO NO CRATO

A esperança de um bom inverno marcou o tom da quarta edição do Encontro dos Profetas da Chuva do Cariri, reunindo os saberes tradicionais. O evento foi realizado nesta sexta-feira, 23, em Crato. Um momento de compartilhar o conhecimento ancestral sobre as previsões do inverno no sertão. Participaram 11 profetas do Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Quixadá. Mais chuvas nos meses de fevereiro e março deste ano foram previstas por alguns profetas, mas com perspectiva de fortes precipitações em algumas localidades.

A abertura foi realizada com apresentações culturais, incluindo os Irmãos Aniceto e a Banda da Outra Banda, com o tradicional forró. Técnicos, estudantes, agricultores e professores estiveram presentes. O encontro foi realizado através da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Recursos Hídricos do Crato e do Instituto Federal do Ceará, contando com a coordenação do professor Kael Rocha, e do secretário executivo do Desenvolvimento Rural do Crato, Tiago Ribeiro.

Leitura da natureza-Os trovões no final de julho e começo de agosto do ano passado apontavam para um inverno muito bom em 2026. É o que disse o profeta Zilcélio Alves. A partir dessa experiência, ele afirmou que a perspectiva de um grande inverno está praticamente descartada para este ano. "Mas em março e abril teremos boas chuvas", afirma. Ele destacou experiências com pedra de sal, ninho de pássaro, casa de João de Barro, além das florações de pé de juá, produção frutífera do oiti, entre outras.

O profeta José Flávio ressaltou que os últimos meses foram de pouca chuva, mas em fevereiro e março a expectativa é haver uma melhora e o agricultor ter uma colheita boa. "Não podemos desistir dessa coragem que o Nordestino tem de termos um bom inverno", salienta.

Já Manoel Costa atestou que somente a partir do dia 15 de fevereiro haverá um inverno mais regular. Ele alerta para a redução das chuvas principalmente por conta do desmatamento.

O professor do IFCE, Danusio Sousa, fez uma breve apresentação dos índices relacionados às chuvas no ano passado, e as perspectivas para esse ano, conforme a meteorologia. Segundo ele, o fenômeno El Nino pode vir mais forte nos próximos meses provocando a redução das chuvas. "A gente espera que esse ano o agricultor consiga uma produção maior", diz.

O  profeta Cícero Leite, num tom de alerta, ressaltou o risco das chuvas de maior intensidade em cidades da região. A líder indígena Wanda Cariri expôs um pouco dos saberes do Povo Cariri e a importância das populações tradicionais. "A ciência surge com os povos originários e somos uma família que se auto afirma nesse território Cariri, no Poço Dantas", completa. Ela destacou a importância de ter profetas mulheres na análise das previsões e citou como exemplo a experiência de Rosa Cariri. (Texto/Fotos: Elizangela Santos)

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FESTIVAL MULHERES NO FORRÓ ACONTECE EM EXU, TERRA DE LUIZ GONZAGA

A cidade de Exu, berço cultural de Luiz Gonzaga, se prepara para receber, entre os dias 05 e 07 de fevereiro de 2026, o Festival Mulheres no Forró, evento pioneiro na região ao apresentar uma programação artística 100% feminina. O festival surge para celebrar, valorizar e dar visibilidade ao protagonismo da mulher no forró, gênero fundamental da cultura nordestina.
O festival integrará ações afirmativas à sua programação. O objetivo é promover conscientização, divulgando amplamente os canais de denúncia e informações sobre prevenção ao feminicídio e ao combate à violência contra a mulher, reforçando o compromisso social do evento.
Esta primeira edição do Festival Mulheres no Forró faz uma homenagem (In Memorian), a Sra. Maria Morena, figura proeminente na cultura do Exu.
Segundo a presidente do Coletivo Exu Criativo, Marlla Teixeira, a iniciativa é um marco. "O Festival Mulheres no Forró nasce para corrigir uma invisibilidade histórica. Dar à luz, no coração do Sertão, um palco onde apenas mulheres brilham é uma forma poderosa de valorizar nosso protagonismo, nossa arte e nossa força na construção desta cultura. Este festival é um ato de reconhecimento e um farol para as futuras gerações de artistas", afirma.
O Presidente da Associação Serra Cultural, Henrique Brandão, reforça o caráter pioneiro do evento. "Temos a honra de realizar na terra de Luiz Gonzaga o primeiro festival da região com uma grade 100% feminina. Mais do que uma sequência de shows, é uma afirmação cultural. Esta iniciativa vai agregar um novo e fundamental capítulo na valorização das mulheres no forró e na cultura nordestina como um todo, mostrando a diversidade e a potência da nossa música", destaca.
Todas as atividades do festival são gratuitas e abertas ao público. A programação está estruturada em oficinas, debates e shows, promovendo uma imersão cultural.
Dia 05/02 (Escola Municipal Josefa Cândida):
   09h – Oficina de Sanfona com Écore Nascimento.
   10h – Oficina de Canto com Madame Forró.
 Dia 06/02 (Câmara de Vereadores do Exu):
   14h – Mesa de Debates com artistas e autoridades para discutir "O protagonismo feminino e os rumos do forró".
Dia 06/02 (Estátua de Luiz Gonzaga – Em frente ao Parque Aza Branca):
   20h – Noite de Shows com Caminhada das Sanfonas, Hanna Camilly, Camylla Ferreira, Natália Gomes, Fabíola Leite e Sarah Leandro.
 Dia 07/02 (Estátua de Luiz Gonzaga – Em frente ao Parque Aza Branca):
  · 20h – Noite de Shows com Madame Forró, Écore Nascimento, Júlia Lorena, Monique D’ângelo, Izabelly Diniz e Gabi Cysneiros.
Importante: Todos os shows contarão com tradução em Libras, garantindo acessibilidade. O festival também orienta o público sobre a importância da preservação ambiental, solicitando a correta destinação de resíduos durante os dias do evento. Haverá coleta seletiva de resíduos.
Realização e Incentivo-O Festival Mulheres no Forró é uma realização do Coletivo Exu Criativo, do Ministério da Cultura e do Governo do Brasil, com produção da Associação Serra Cultural. O evento conta com incentivo da Lei Rouanet e patrocínio do Banco do Nordeste.
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ARTIGO: VOCÊ ESTÁ CONFUSO

 

Você está confuso? “Todos estão confusos, embora a maioria se envergonhe de confessar e troque a compreensão pelo achismo. Na nossa Babel contemporânea todos se arrogam o direito de pontificar sobre tudo”. Confira texto de Marília Fiorillo-Professora de Filosofia Política e Retórica da Escola de Comunicações e Artes da USP. 

Você está confuso? Não se exaspere, não se culpe, não desconfie que está com alguma dissociação cognitiva. Simplesmente, não dê bola: todos estão confusos, embora a maioria se envergonhe de confessar e troque a compreensão pelo achismo. Na nossa Babel contemporânea todos se arrogam o direito de pontificar sobre tudo, e as redes sociais estão aí para disseminar os palpites mais estapafúrdios, travestidos de opinião abalizada. Vale o parecer do estrategista militar sobre novos vírus. Vale a cartomante explicando a mecânica quântica. Vale tudo e qualquer coisa. Lógico! Porque tudo não passa de pretexto para botar a cara na tela, angariar milhares de seguidores e, suprassumo do sucesso, tornar-se um influencer.

O dilema das fake news foi superado pelo problema das news propriamente ditas. Mesmo quando são verificáveis (não mentirosas), as noticias andam tão voláteis que tanto faz se atualizar hoje, pois amanhã novos fatos desmentirão os fatos de 24 horas atrás. Uma potência invade um país latino-americano, em seguida era só ameaça, em seguida vai invadir mesmo. Ou democracia não se negocia, com a ressalva de que depende do dia. Esse carrossel de vaivéns alimenta o gosto pela procrastinação. Adiar é a pedida. É um game de soma zero. Daí os bocejos de tédio e extrema desconfiança. Daí o triunfo do “tanto faz”, do cansaço e da apatia. Pode apostar: você não está confuso. É o mundo que está uma balbúrdia geral.


Não é a primeira vez, nem será a última em que os donos do poder se entretêm conosco, nossas perplexidades e batalhas, como faziam os deuses do Olimpo na célebre partida Grécia versus Troia, conhecida como Ilíada. Talvez a novidade seja a aceleração deste caos. Como ainda é cedo para desanuviar horizontes e traçar perspectivas, vamos cultivar, mesmo que por um momento de calma, a “arte de perder”, exatamente como escreveu a poeta Elizabeth Bishop. “A arte de perder não é nenhum mistério. Tantas coisas contêm em si o acidente de perdê-las, que perder não é nada sério. Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero, a chave perdida, a hora gasta bestamente. 

A arte de perder não é nenhum mistério. Depois perca mais rápido, com mais critério: Lugares, nomes, a escala subsequente da viagem não feita. Nada disso é sério. Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero lembrar a perda de três casas excelentes. A arte de perder não é nenhum mistério. Perdi duas cidades lindas. E um império que era meu, dois rios, e mais um continente. Tenho saudade deles. Mas não é nada sério” (Poemas escolhidos, tradução de Paulo Henriques Britto).

Marília Fiorillo-Professora de Filosofia Política e Retórica da Escola de Comunicações e Artes da USP. 

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A ROTA CAMINHOS DE LUIZ GONZAGA. POR FLÁVIO PAIVA

Depois de cruzar a divisa entre Ceará e Pernambuco pelo topo da Chapada do Araripe, um dos primeiros lugares emblemáticos que se encontra é Tabocas, distrito de Exu, terra originária da etnia Ançu, da nação Cariri. Para chegar a essa reserva de mundo bucólico com pouco mais de dois mil habitantes, é preciso deixar a PE-585 e descer ladeira adentro em uma paisagem formada por escarpas, casas de fazendas, pastagens, roças e riachos até chegar à vila cheia de histórias e referências culturais.

Casas com fachadas coloridas, ruas de calçamento em pedra tosca e um céu tinindo de azul pontuado por nuvens de cúmulos pareciam esperar pacientemente a nossa chegada. Sentado em uma cadeira de balanço na entrada da sua bodega, estava um dos ricos personagens do lugar, o João Barela. Aquele típico ambiente de venda de secos e molhados do interior tem uma particularidade inusitada: pendurados no teto de madeira, pôsteres de Lampião, Bin Laden, Saddam Hussein e Che Guevara, entre outras figuras que o dono do estabelecimento recorre como chama para puxar assunto.

Mas a conversa fica boa mesmo é quando ele começa a contar da sua relação com Luiz Gonzaga no tempo em que ambos moravam no Rio de Janeiro. A admiração fabuladora que ele tem pelo Rei do Baião está visualmente em destaque na pintura disposta entre Lampião e Padre Cícero, logo na fachada do prédio. Ali, matriculamos a entrada na “Rota Caminhos de Gonzaga”, um dos roteiros conceituais que a secretária de Cultura e Turismo de Exu, Isa Apolinário, vem trabalhando com sua equipe, tendo o suporte de Júnior dos Santos, expert em turismo de base comunitária, que estava com a Andréa e comigo nessa vivência significativa.

O sertão-lembrança do cancioneiro de Gonzaga rapidamente me trouxe uma imagem musical involuntária: “Lá no meu pé-de-serra / deixei ficar meu coração”, sua primeira parceria com Humberto Teixeira. Embalado por esse xote comovente, visitei três museus orgânicos que remetem à indumentária característica de um artista que levou o país a abraçar sua região pela grandeza da cultura. Os mestres Zé Venceslau, Xico Aprígio e Tonho dos Couros estavam todos em suas oficinas, e o que não faltou foi uma rodada de bem-humoradas histórias de gibão e chapéu-de-couro. Não à toa que o Rei do Baião encantou o Brasil com o artesanato coureiro daquelas paragens.

A particularidade permanente encontrada nas pessoas e no mundo vivido por elas em plenitude agita camadas de signos poéticos e sonoros como uma mediação sensível entre o lugar e a música de Luiz Gonzaga. Tudo tem algo a dizer, do canto das casacas-de-couro às sombras frescas que negam o domínio absoluto do sol. Aparentemente quieta, a região se oferece com familiaridade à reconstituição dos conectivos cruzados que nos aproximam da substância telúrica que propaga, em um afetivo reouvir do tempo social nordestino, sua labuta, suas crenças, sua diáspora e seus ritmos.

A estrada de terra termina no asfalto da BR-122, e tomamos o rumo da cidade de Exu, tendo a presença de Luiz Gonzaga por todo canto, porque ele está no ar que se respira naquela cartografia que nos conduz pela intimidade fecunda de sua obra. É como se cada exuense estivesse a nos dizer que seu pertencimento também nos pertence. Não tinha como ser diferente, com o povo de um lugar que acompanhou seu rei por todo o país, recebendo aplausos calorosos pelo brilho radiante da cultura nordestina, e que, como memória viva, continua sentado no alpendre natural do sopé da Chapada do Araripe. (Fonte: Jornal O POVO-Foto: Flávio Paiva)

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ATO POLÍTICO CULTURAL EM DEFESA DA CHAPADA DO ARARIPE ACONTECE SÁBADO (24)

O Movimento Salve a Chapada do Araripe realiza, no próximo sábado, 24 de janeiro, um ato político-cultural em defesa da Chapada do Araripe — território estratégico para a segurança hídrica, ambiental, cultural e social do Nordeste. A mobilização acontece em Exu (PE), com concentração às 16h, na Chácara Espaço Curart – Saberes da Caatinga / Posto da Serra, seguida de cortejo pela BR – Rodovia Asa Branca até a Escola Municipal Joaquim Ulisses de Carvalho, no Triângulo do Posto da Serra.

Conhecida como a “Caixa d’Água do Sertão”, a Chapada do Araripe abriga nascentes, aquíferos e uma biodiversidade fundamental para os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. Nos últimos anos, o território vem sofrendo pressões crescentes provocadas pelo desmatamento, queimadas, avanço do agronegócio e pela fragilização das políticas públicas de proteção ambiental. Esse cenário tem mobilizado comunidades locais, pesquisadores, ativistas, artistas, movimentos sociais e instituições.

O ato integra a programação do Encontro de Saberes e antecede o II Seminário Salve a Chapada, que acontece no dia 27 de janeiro de 2026, também em Exu. A iniciativa busca dar visibilidade pública às ameaças que atingem a Chapada, fortalecer a mobilização popular e cobrar ações efetivas do poder público. A programação contará com manifestações culturais, participação de artistas, músicos, ativistas, povos e comunidades tradicionais, além de falas políticas e distribuição de materiais informativos.

O movimento também articula a construção de uma Carta de Compromisso com a Chapada, que será apresentada às autoridades competentes. O evento é aberto ao público e convida toda a população do Cariri, Sertão do Araripe e demais interessados a participarem.


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SÃO PAULO DE TODOS NÓS, ALDY CARVALHO

Quando aqui cheguei, ainda carregando na pele o sol do meu sertão senti como se estivesse entrando na barriga de um monstro. Um gigante que avançava por avenidas intermináveis, edifcios altíssimos multicores luzes e uraência até se perder nas periferias distantes, mas também com alamedas garbosas e parques, parques no meio da cidade monstro. Entre assustado e deslumbrado, vi-me engolido pelo virtuosismo pulsante da metrópole: não para, não para, não pode parar. E de fato, não para nunca.

Com o tempo descobri que esse monstro não era ameaça, era pulmão um pulmão que acolhe e dá fôlego a quem chega com sonhos debaixo do braço. Em São Paulo, a cidade e o cidadão se reinventam mutuamente Aprendemos a dividir calçadas com todos os sotaques, a conviver com diferenças, com a diversidade, a negociar cada centímetro de esperança

A se em q pelas pelas a pelas Su

São Paulo é trabalho, diversão e arte. Um poema com linguagem própria. Há beleza, há poesia num por de sol despontado sobre uma floresta de prédios, numa lua lânguida que insiste em banhar de prata as noites dessa metrópole frenética. É a cidade que assimila o novo sem expulsar o velho, onde o samba encontra o rock, onde o sertanejo abraça ○ forro, onde o italiano divide a mesa com o japonês, o árabe e o brasileird de todas as origens.

Selva de Pelo conde

Em 2026, ao celebrar mais um aniversário, São Paulo reafirma seu maior talento: ser casa para quem ainda está chegando. Aqui, cada um encontra um canto, um ritmo e uma razão para ficar mesmo quando a cidade parece grande demais para caber no peito,

São Paulo é assim: imensa, intensa, imperfeita, teimosa, generosa. infinita. São Paulo se esconde nos detalhes, e quem só olha para OS arranha-céus perde o melhor da história. Eu, agradeço, porque essa gigante que um dia me assustou é, na verdade, a prova viva de que quando muitos constroem juntos, a cidade se torna de todos.

São Paulo de todos nos

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EDITAL ESTIMULA PESQUISA ECONOMICA NO BIOMA CAATINGA

A Caatinga é um patrimônio biológico único no mundo, mas vive hoje um momento crítico. Ameaçada por um processo severo de desertificação, a região enfrenta riscos diretos à segurança hídrica e alimentar, impactando a renda e a sobrevivência de milhões de nordestinos. É nesse cenário de urgência que o Instituto Escolhas abriu, nesta quinta-feira (8), as inscrições para a segunda edição da Cátedra Escolhas de Economia e Meio Ambiente – Edição Caatinga.

A Agência Eco Nordeste destaca que o programa é a única iniciativa de bolsas no Brasil dedicada especificamente à intersecção entre Economia e Ecologia. O objetivo é claro: fomentar pesquisas acadêmicas que tragam respostas práticas para o desenvolvimento socioeconômico aliado à preservação ambiental.

O edital é voltado a pesquisadores que estão na linha de frente do conhecimento no Nordeste. As bolsas oferecidas possuem os seguintes valores mensais:

Mestrado: R$ 2.520,00

Doutorado: R$ 3.100,00

“Acreditamos que as pesquisas acadêmicas têm um papel fundamental na busca de respostas que possam ajudar o bioma e sua população”, afirma Rafael Giovanelli, gerente de Pesquisa do Instituto Escolhas. Embora o foco central seja o bioma Caatinga, ele ressalta que estudos sobre outros biomas presentes no Nordeste também serão considerados no processo seletivo.

Quem pode participar?

Para concorrer, o candidato deve atender a critérios específicos de origem e atuação acadêmica:

Naturalidade: ser nascido em qualquer município da região Nordeste.

Vínculo acadêmico: estar matriculado em curso de mestrado ou doutorado vinculado a um programa de pós-graduação stricto sensu em instituição situada na região Nordeste.

Área de estudo: o Programa deve ser em Economia ou interdisciplinar (desde que a linha de pesquisa e o orientador sejam da área de Economia).

Em consonância com políticas de inclusão, o processo seletivo dará prioridade aos candidatos indígenas ou afrodescendentes, repetindo o modelo de sucesso aplicado pelo Instituto na Amazônia Legal desde 2022.

Os bolsistas poderão explorar diversas frentes da “Economia Verde”:

a) Justiça climática

b) Transição justa para uma economia de baixo carbono

c) Instrumentos econômicos para uma economia de baixo carbono

d) Valoração de serviços ecossistêmicos

e) Finanças verdes e precificação de riscos climáticos e socioambientais

f) Adaptação e mitigação da crise climática nas cidades

g) Fontes renováveis de energia e transição para uma matriz energética de baixo carbono

h) Economia circular

i) Bioeconomia

j) Sistemas alimentares

k) Mineração 

l) Desenvolvimento regional sustentável da região Nordeste

Cronograma e Inscrições

Os interessados têm até o dia 31 de março para submeter suas candidaturas. Desde sua criação, em 2017, a Cátedra Escolhas já viabilizou mais de 40 pesquisas de alto nível, consolidando-se como um pilar de apoio ao desenvolvimento sustentável do Brasil. (Agencia Eco Nordeste)

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POR QUE FORÇAR AS PESSOAS A ADOTAR PRÁTICAS ECOLÓGICAS PODE SAIR PELA CULATRA

Combater as mudanças climáticas pode parecer particularmente difícil nos dias de hoje. Países, estados e municípios ao redor do mundo estão deixando de cumprir metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e, nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump revogou elementos centrais da agenda climática de seu antecessor.

Diante dessa trajetória, pode ser tentador para formuladores de políticas pró-clima recorrerem a medidas mais agressivas para fazer com que as pessoas ajam, como normas, proibições ou restrições. Assim, as pessoas teriam de salvar o planeta.

Mas um estudo publicado na semana passada na revista Nature Sustainability sugere que essa abordagem pode trazer riscos reais. A pesquisa constatou que políticas climáticas voltadas a forçar mudanças de estilo de vida – como proibições à circulação de carros em centros urbanos – podem sair pela culatra ao enfraquecer valores pró-ambientais já existentes e provocar reações políticas contrárias, inclusive entre pessoas que já se preocupam com as mudanças climáticas. Os resultados indicam que a forma como a política climática é desenhada pode ser tão importante quanto o grau de agressividade adotado.

“Medidas obrigatórias às vezes podem ajudar a superar um obstáculo e alcançar um ponto de inflexão, mas elas têm custos”, afirmou Sam Bowles, autor do artigo e economista do instituto sem fins lucrativos Santa Fe Institute. “Pode haver impactos negativos que as pessoas não antecipam.”

Pesquisadores entrevistaram mais de 3.000 alemães e constataram que até mesmo pessoas que se preocupam com as mudanças climáticas reagiram de forma significativamente negativa a medidas obrigatórias ou proibições que, por exemplo, limitavam a temperatura de termostatos ou o consumo de carne, por perceberem essas ações como restrições às suas liberdades.

 O artigo também comparou essa reação com a resposta das pessoas a exigências relacionadas à COVID, como a obrigatoriedade de vacinas e do uso de máscaras. Embora os pesquisadores tenham identificado um efeito de reação adversa – ou “custo do controle” – em ambos os casos, ele foi 52% maior no caso das políticas climáticas do que nas políticas relacionadas à COVID.

“Não esperava que a oposição das pessoas a um estilo de vida imposto pelas mudanças climáticas fosse tão extrema”, disse Katrin Schmelz, a outra autora do estudo que também atua no Instituto Santa Fé. Ela afirmou que a confiança das pessoas em seus líderes pode mitigar o impacto negativo e observou que, em comparação com os Estados Unidos, os alemães têm um nível relativamente alto de confiança no governo. Isso, segundo ela, significa que “esperaria que as medidas impostas fossem menos aceitas e provocassem mais oposição aqui”.

Ben Ho, economista comportamental do Vassar College, não participou do estudo e não se surpreendeu com os resultados. “Isso diz respeito, fundamentalmente, à forma como uma sociedade equilibra valores individuais de liberdade e expressão com valores coletivos, como segurança”, afirmou, apontando para um amplo conjunto de pesquisas semelhantes sobre o potencial de reação contrária a políticas climáticas. “O que há de novo nesse trabalho é mostrar que esses efeitos de retrocesso ainda são verdadeiros hoje e, de maneira especialmente interessante, o esforço de conectar esses dados à forma como as pessoas se sentiram em relação à COVID.”

As consequências políticas de mandatos relacionados ao clima podem ser dramáticas. Na Alemanha, uma lei aprovada em 2023 pelo então governo de centro-esquerda do país buscava acelerar a transição para fora dos combustíveis fósseis ao praticamente proibir novos sistemas de aquecimento a gás e promover o uso de bombas de calor. Embora a política previsse exceções e subsídios, opositores rapidamente a enquadraram como uma proibição, apelidando-a de heizhammer, ou “martelo do aquecimento”.

A medida tornou-se um símbolo poderoso de excesso de intervenção do Estado, explorado por partidos de extrema direita e contribuindo para uma reação pública mais ampla contra a coalizão governista. “O último governo alemão basicamente caiu porque foi visto como responsável por instituir uma proibição ao gás”, disse Gernot Wagner, economista climático da Columbia Business School. O governo atual tenta agora revogar a legislação.

A experiência alemã ressalta os riscos identificados pelo estudo. Políticas percebidas como restritivas à escolha individual podem desencadear resistências que vão além da medida em si, enfraquecendo o apoio público à ação climática de forma mais ampla. Até agora, políticas nos Estados Unidos têm evitado em grande parte esse tipo de oposição. Isso se deve, em boa medida, ao fato de que as políticas climáticas americanas historicamente foram muito menos agressivas, onde até mesmo progressistas raramente recorrem à proibições diretas. Ainda assim, há precedentes para uma possível reação adversa e sinais de conflitos que podem surgir.

A Lei de Independência e Segurança Energética de 2007, por exemplo, estabeleceu o caminho para a eliminação gradual das lâmpadas incandescentes. Isso levou à apresentação de dois projetos de lei em 2011 — Light Bulb Freedom of Choice (Liberdade de Escolha para Lâmpada) e Better Use of Light Bulbs (Melhor uso de Lâmpadas) — impulsionados pelo então emergente movimento Tea Party, embora sem sucesso. Hoje, o metano, também conhecido como gás natural, está no centro de disputas culturais semelhantes, à medida que cidades tentam proibir novas investidas e adotar outras medidas para restringir seu uso.

Negacionistas da ação climática também parecem ter se dado conta do poder das proibições para gerar reação contrária. O presidente Trump frequentemente se refere a metas de eficiência de combustível como uma “norma de veículos elétricos”. A indústria do gás natural também tem enquadrado padrões de eficiência para aparelhos a gás como proibições e explorado esse efeito de rejeição para ajudar a retardar com sucesso outras proibições explícitas ao gás natural em novas construções, como no estado de Nova York.

À primeira vista, pesquisas como essa colocam os legisladores em uma posição difícil: se uma política não for suficientemente rigorosa, pouco fará para combater as mudanças climáticas. Mas, se for agressiva demais, as pessoas podem se voltar contra ela – ou até contra todo o movimento político que a sustenta, como ocorreu na Alemanha – e o avanço pode estagnar.

“Isso não significa que devamos desistir das políticas climáticas”, disse Ho. “Significa apenas que precisamos ter mais cuidado na forma como as políticas são desenhadas, e que a confiança pode ser um componente fundamental.”

Schmelz e Bowles chegam a uma conclusão semelhante e afirmam que qualquer política deveria ao menos levar em conta a plasticidade das crenças e dos valores dos cidadãos. “Compromissos éticos e normas sociais são muito frágeis e podem ser facilmente destruídos”, disse Bowles. Schmelz acrescentou que pessoas no poder “podem abalar e reduzir a disposição para cooperar ao elaborar políticas mal desenhadas”.

Uma forma de evitar reações adversas é focar menos em proibir uma determinada ação e mais em tornar as alternativas mais abundantes e atraentes – por exemplo, por meio de incentivos fiscais ou subsídios. “Oferecer alternativas ajuda a reforçar valores ambientais”, disse Schmelz. Outra opção seria tornar as atividades prejudiciais ao clima mais caras, em vez de restringi-las diretamente. Como resumiu Bowles, “as pessoas não sentem que estão sendo controladas por um preço mais alto/aumento do preço”.

Os autores do estudo afirmam que quanto mais uma política se aproxima da vida particular das pessoas, mais importante é estar atento a possíveis erros. Eles também enfatizam que não estão dizendo que normativas ou proibições nunca funcionam – leis do cinto de segurança e restrições ao fumo, por exemplo, tornaram-se comuns. Mas essas medidas foram implementadas em outra época e houve pouca discordância pública quanto aos seus benefícios para a saúde individual.

“Sempre havia alguém na família daquela pessoa dizendo: ‘Olha, querido, eu realmente gostaria que você estivesse usando o cinto de segurança’”, disse Bowles. “Não temos isso no caso do meio ambiente, então mudar essa retórica é um desafio muito maior.”

Por fim, Bowles afirmou que a mensagem mais ampla que deseja transmitir é que as pessoas, em geral, são generosas, e querem que suas ações estejam alinhadas com seus valores. Essa nova pesquisa reforça a necessidade de políticas que ajudem a canalizar essa inclinação, em vez de contê-la – algo que normas ou proibições podem acabar fazendo.

“As pessoas têm muitos bons valores”, disse ele. “Quando olhamos para nossos cidadãos e desenhamos políticas, não os tratemos como idiotas.” *Esta história foi originalmente publicada em Inglês. A tradução foi feita com o auxílio de Inteligência Artificial, com revisão final do jornalista Vinícius Nunes.

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LIVRO MAPEIA FORNECEDORES DE SEMENTES E MUDAS REVELANDO DESAFIOS DE RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA NO BRASIL

O Portal de Livros Abertos da USP disponibilizou gratuitamente a obra Fornecimento de Sementes e Mudas Nativas no Brasil, um trabalho fundamental para a agenda de conservação e recuperação ambiental do País. Com autoria das pesquisadoras Samira Rodrigues Miguel, engenheira florestal e mestranda no Programa de Pós-Graduação em Recursos Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, e Nathália Cristina Costa do Nascimento, geógrafa e professora do Departamento de Ciências Florestais da Esalq, o livro de 59 páginas, composto de figuras, gráficos e tabelas é um guia estratégico que oferece um panorama atualizado da oferta desses insumos biológicos.

O foco central é a restauração ecológica, destacando a importância de uma cadeia produtiva organizada para atingir as metas de reflorestamento e mitigação das mudanças climáticas.

Para além da visão geral, a publicação aprofunda-se na análise da infraestrutura de apoio à restauração, um dos grandes gargalos do setor. O estudo aborda a situação dos viveiros no País, identificando onde estão as capacidades produtivas e, crucialmente, onde se encontram as principais deficiências logísticas e de insumos. Também contribui diretamente para o planejamento ao mapear as condições de infraestrutura regional necessárias. Com isso, ele permite que gestores públicos e investidores privados saibam exatamente quais regiões precisam de maior suporte em termos de capacitação, armazenamento de sementes e melhoria na distribuição de mudas, garantindo que os esforços de restauração sejam mais eficazes e direcionados.

Para construção do conteúdo do livro foram realizadas 77 entrevistas com fornecedores, e foram obtidas informações fundamentais sobre a produção média anual de sementes e mudas, bem como sobre os preços praticados e a diversidade de espécies comercializadas. Esses dados são essenciais para compreender a capacidade produtiva das iniciativas mapeadas, a qual apresenta variações significativas em função da região geográfica e do tipo de insumo oferecido.


Segundo as autoras no livro, a restauração florestal ocupa posição central na estratégia brasileira de enfrentamento às mudanças climáticas. “A Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, submetida à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), estabelece como meta a restauração de 12 milhões de hectares de florestas até 2030. Essa meta está alinhada a compromissos internacionais, como o Desafio de Bonn e a Iniciativa 20×20, que promovem a recuperação de áreas degradadas na América Latina”, escrevem.


No plano nacional, o Brasil tem lançado políticas e programas com vistas a viabilizar essas metas. Elas destacam o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que orienta ações para a restauração em larga escala, além do Código Florestal Brasileiro, que também é instrumento-chave ao estabelecer a obrigatoriedade de recomposição de áreas de Reserva Legal (RL) e de Preservação Permanente (APPs) suprimidas ou degradadas ilegalmente. Em nível subnacional, diversos Estados têm adotado iniciativas próprias, informam, citando, por exemplo, o programa Refloresta SP, que visa a restaurar 800 mil hectares no Estado de São Paulo. Também falam do Estado do Pará, que criou uma categoria específica de unidade de conservação voltada à recuperação de áreas degradadas, denominada Unidade de Recuperação, cuja concessão está atrelada à geração de créditos de carbono como incentivo à restauração (Lei nº10.259 de 2023).

Para elas, é urgente ampliar os esforços de restauração em larga escala como resposta aos impactos ambientais, sociais e climáticos. No entanto, elas lembram que o êxito desses projetos depende, entre outros fatores, da disponibilidade, diversidade e qualidade dos insumos utilizados — especialmente sementes e mudas de espécies nativas. “Essa demanda crescente por insumos qualificados exige uma rede de fornecedores bem estruturada e articulada, capaz de atender a diferentes regiões e contextos ecológicos. Para tanto, é fundamental contar com uma infraestrutura robusta e descentralizada, que permita o acesso eficiente a sementes e mudas adaptadas às condições locais. Além disso, a presença de fornecedores em regiões estratégicas contribui para reduzir custos logísticos, ampliar a adesão de produtores e garantir o sucesso das ações de restauração”, garantem.

As autoras lembram, ainda, que o fortalecimento dessa cadeia não apenas atende às exigências técnicas dos projetos de restauração ecológica, como também viabiliza a expansão dos sistemas agroflorestais. “Estes, por sua vez, aliam produção agrícola à conservação da biodiversidade, promovendo alternativas econômicas, contribuindo para a soberania alimentar e fornecendo suporte para usos da terra mais sustentáveis em diferentes territórios do País. Além disso, também contribuem em ações de arborização urbana e de educação ambiental.”

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MINISTÉRIO QUER PROTEGER CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Carnaval é tempo de pular e brincar, mas também de assegurar o cumprimento dos direitos humanos, especialmente de crianças e adolescentes. Com isso em mente, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) lançou, nesta quinta-feira (15), uma campanha nacional para conscientizar a população sobre a importância da proteção integral de meninos e meninas durante grandes eventos populares, como a folia de Momo.

Realizada anualmente, a campanha Pule, Brinque e Cuide – Unidos pela proteção de crianças e adolescentes, busca sensibilizar a sociedade acerca da responsabilidade coletiva na prevenção e no enfrentamento de violações de direitos, especialmente o abuso, a exploração sexual, o trabalho infantil e outras situações de vulnerabilidade que tendem a se intensificar em momentos de grande mobilização popular – e que podem ser denunciadas por meio do Disque 100.

“O Carnaval é uma das maiores expressões culturais do nosso país e precisa ser, acima de tudo, um espaço seguro para meninas e meninos. A campanha busca mobilizar foliões, famílias, trabalhadores informais, comerciantes, organizadores de eventos e gestores públicos para a corresponsabilidade na garantia de um ambiente seguro e respeitoso aos direitos humanos”, explicou a secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Pilar Lacerda, em nota.

Segundo o ministério, a edição da campanha deste ano consolida uma estratégia que articula comunicação pública, mobilização social, inovação tecnológica e presença institucional qualificada, reafirmando o compromisso do Estado brasileiro com o direito ao lazer, à convivência comunitária e à participação cultural. *Com informações da Ascom/MDHC

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LULA CONVERSA COM WAGNER MOURA E KLEBER MENDONÇA SOBRE FORÇA DO CINEMA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou nesta quarta-feira (14), nas redes sociais, o reconhecimento internacional do cinema brasileiro em uma conversa com o ator Wagner Moura e o diretor Kleber Mendonça Filho, vencedores do Globo de Ouro com o filme O agente secreto. 

Na publicação, Lula afirmou ter sido uma “alegria” conversar com os artistas, ressaltando o orgulho que a conquista representa para o país. O presidente também destacou o talento e a força da cultura brasileira, apontando que o reconhecimento em premiações internacionais projeta o Brasil para o mundo e fortalece a imagem do país no setor criativo.

O diretor Kleber Mendonça Filho, responsável pela obra premiada, e Wagner Moura, um dos principais nomes do elenco, vêm sendo apontados como símbolos dessa fase de maior projeção do cinema nacional. A vitória no Globo de Ouro reacendeu expectativas em torno de novas conquistas, inclusive no Oscar, principal premiação da indústria cinematográfica mundial.

Ao encerrar a mensagem, Lula expressou otimismo em relação às próximas etapas da temporada de premiações, desejando que o Brasil continue brilhando e chegue com força ao Oscar, consolidando o cinema nacional como referência global.


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II SEMINÁRIO SALVE A CHAPADA DO ARARIPE DISCUTE RISCOS AMBIENTAIS

Território estratégico para a vida, a água e o futuro do Cariri e Sertão nordestino, a Chapada do Araripe será o centro dos debates do 2º Seminário Salve a Chapada do Araripe, que acontece no dia 27 de janeiro de 2026, a partir das 8h30, no Auditório do Colégio Municipal Bárbara de Alencar, em Exu (PE).

Com o tema “Riscos socioambientais: a caixa d’água do Sertão”, o seminário se consolida como um espaço de encontro, diálogo e mobilização social, reunindo representantes da sociedade civil, especialistas e instituições públicas para discutir os desafios que ameaçam a Chapada do Araripe, como o desmatamento e a expansão da monocultura da soja, além de seus impactos diretos sobre os recursos hídricos, a biodiversidade e as comunidades locais.

A proposta do evento é denunciar ameaças, fortalecer a consciência coletiva e construir um grande manifesto em defesa da Chapada do Araripe, reconhecida como uma das mais importantes reservas ambientais do Nordeste. A iniciativa busca articular diferentes saberes e experiências, estimulando ações concretas para a preservação desse território essencial.

Entre os convidados confirmados estão Arnaldo Sampaio, advogado (Exu/PE); Vilmar Lermen, da Agrodoia (Exu/PE); e Dra. Belize Câmara, representante do Ministério Público Estadual de Pernambuco, que contribuirão com análises técnicas, jurídicas e socioambientais sobre a problemática atual da região.

O 2° Seminário Salve a Chapada do Araripe reafirma o compromisso com a defesa do meio ambiente, da água e da vida no Sertão, convocando a sociedade a se engajar na proteção de sua maior riqueza natural.

SERVIÇO-2º Seminário Salve a Chapada do Araripe

Tema: Riscos socioambientais: a caixa d’água do Sertão Data: 27 de janeiro de 2026

Horário: A partir das 8h30

Local: Auditório do Colégio Municipal Bárbara de Alencar Endereço: Rua Bárbara de Alencar, 246 – Exu (PE) (Fotos: Fred Rahal/ Movimento Salve a Chapada do Araripe)

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TECNOLOGIAS SOCIAIS GARANTEM SEGURANÇA HIDRICA E FORTALECEM A AGRICULTURA FAMILIAR NO SEMIÁRIDO

Entre cisternas, barreiros, passagens molhadas e recuperação de aguadas, o Governo da Bahia, por meio do Programa Água para Todos, implantou 2.819 tecnologias sociais, com investimento superior a R$ 31,3 milhões, em 2025, sob a execução da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Com essas ações, garantiu à agricultura familiar água para consumo humano, produção de alimentos e criação de animais, gerando redução dos impactos causados pelas estiagens.

A coordenadora do Programa Água para Todos/CAR e Projeto Sertão Vivo, Kamilla Santos, falou da importância das ações desenvolvidas ao longo de 2025. "Essas iniciativas reforçam o compromisso da CAR com a promoção da segurança hídrica e com a melhoria das condições de vida das famílias do Semiárido baiano, ampliando a resiliência das comunidades diante das mudanças climáticas", informou.

Contemplado com uma cisterna de calçadão, o agricultor Ernando Santos, do povoado de São João, no município de Ribeirão do Largo, falou do benefício que veio para melhorar a produção. "Agora temos um lugar para armazenar água nos tempos das chuvas e conseguimos regar as plantas para a produção de parte dos nossos alimentos, que são mais saudáveis e livres de agrotóxicos. Na minha propriedade estou cultivando hortaliças e em breve irei cultivar outras plantações", destacou.

Para a agricultora Vilma Domingues, que teve a sua família contemplada com um barreiro na comunidade de Riachão do Jacaré, em Caturama, as perspectivas de produção aumentaram com a implantação da tecnologia social. "Temos muitos problemas na região com a falta de água, a partir do barreiro, pretendemos plantar uma horta e começar a criação de peixes".

Ainda em Caturama, na comunidade de Riachão das Pimentas, Leandro Oliveira observou que a implantação de um barreiro proporcionou que a dessedentação do rebanho de ovelha e gado seja feita na própria propriedade. "A gente tinha que sair com os animais para uma aguada à uma distância de 1 km, por isso agradeço muito a essas ações que pensam de fato na família do campo". 

A infraestrutura para facilitar o transporte da produção está entre os benefícios da implantação de tecnologias sociais de armazenamento de água. O agricultor Juarez dos Santos, da comunidade de Abelha, em Dom Basílio, ressaltou a importância de contar com a implantação de uma passagem molhada na região. "Ficávamos até 30 dias sem conseguir passar com os veículos pela estrada, mas com a implantação desta ponte molhada, foi um verdadeiro sonho realizado para diversas comunidades. Essa obra foi fundamental devido a necessidade que tínhamos no local", afirmou.    

Sertão Vivo-Para 2026, estão previstas as instalações de mais de 9.600 novas tecnologias, integradas ao Projeto Sertão Vivo, que irão atender 75 mil famílias em 49 municípios do Semiárido baiano, com investimentos superiores a R$ 300 milhões.

O projeto apoia comunidades rurais do semiárido baiano, com ações integradas voltadas à sustentabilidade, ao acesso à água e à inclusão social. Entre seus objetivos estão o aumento da renda e da segurança alimentar das famílias; o acesso ampliado à água por tecnologias sustentáveis; o estímulo a práticas agroecológicas e a redução das emissões de carbono; além da valorização e do protagonismo de mulheres e jovens na gestão comunitária.

"A perspectiva é de ampliação e integração dessas ações, com foco em soluções sustentáveis, adaptadas à realidade local e articuladas a projetos estruturantes de desenvolvimento rural. O Projeto Sertão Vivo chega para somar a um conjunto de outras políticas públicas voltadas para os povos do semiárido, avançando na promoção da inclusão produtiva, autonomia das famílias e desenvolvimento local", explicou Kamilla.

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BAIXA UMIDADE EM PETROLINA/JUAZEIRO COLOCA SAÚDE EM ATENÇÃO

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Defesa Civil, alerta a população para o aviso de baixa umidade relativa do ar emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O alerta classificado como Perigo Potencial teve início nesta terça-feira (13) e segue durante a semana.

De acordo com o INMET, a umidade relativa do ar na região pode variar entre 20% e 30%, índice considerado abaixo do ideal para a saúde humana. Embora o risco seja classificado como baixo, a condição pode provocar desconfortos respiratórios, ressecamento da pele, irritação nos olhos e nas vias aéreas, além de aumentar a possibilidade de incêndios florestais.

Atenta ao bem-estar da população, a gestão municipal reforça a importância da adoção de medidas preventivas, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. Entre as principais orientações estão: ingerir bastante líquido ao longo do dia, evitar atividades físicas intensas nos horários mais secos, reduzir a exposição direta ao sol nas horas mais quentes e manter ambientes arejados.

A Prefeitura de Petrolina segue monitorando a situação e orienta que, em caso de necessidade, a população busque mais informações junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, ou ao Corpo de Bombeiros, pelo 193. A gestão municipal reafirma seu compromisso com a saúde e a segurança do povo petrolinense, atuando de forma preventiva e integrada para minimizar os impactos das condições climáticas adversas.

Texto: Iana Lima - Assessoria de Comunicação da Secretaria de Serviços Públicos e Defesa Civil. Foto: Prefeitura de Petrolina.

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HÁ UMA ÁRVORE IMENSA NO CENTRO DO MUNDO. POR EDMERSON DOS SANTOS REIS

Há uma árvore imensa no centro do mundo. À primeira vista, seus galhos parecem representar nações, seus troncos parecem carregar discursos de liberdade, suas folhas balançam como se anunciassem a democracia ao vento. Muitos a contemplam com reverência, acreditando que ela sustenta a vida coletiva. Mas poucos se abaixam para observar o solo que a alimenta.

O problema nunca foi a árvore em si. O problema sempre foi o chão. Esse solo, escuro e aparentemente fértil, é composto por camadas antigas de pactos silenciosos, acordos econômicos excludentes, interesses travestidos de neutralidade, riquezas acumuladas sobre a fome alheia. É um húmus histórico de iniquidades. Nele repousam restos de povos silenciados, culturas subjugadas, territórios saqueados, direitos relativizados. É dessa terra que brota a seiva que percorre o tronco e alimenta cada galho visível.

As raízes da árvore não são inocentes. Elas se aprofundam nesse terreno e dele retiram sua força. Por isso, mesmo quando perde folhas, quando alguns galhos são quebrados pela pressão das lutas sociais, quando certos discursos parecem murchar diante das denúncias, a árvore continua viva. Mais ainda: continua frutificando. Seus frutos, embora muitas vezes embalados como progresso, carregam sementes de repetição, novas formas de dominação, novas estratégias de controle, novas linguagens para velhas desigualdades. Assim, brotam outras árvores semelhantes, em diferentes territórios, sob outras bandeiras, mas nutridas pela mesma lógica e essência do capital, que transforma vidas em recurso e dignidade em mercadoria.

A tragédia está em acreditar que basta podar galhos. Que basta reformar a copa. Que basta trocar algumas folhas. A transformação verdadeira exige coragem para tocar o solo. Exige remexer a terra, questionar seus nutrientes, desnaturalizar seus pactos. Exige interromper o ciclo da seiva que carrega privilégios para cima enquanto deixa a base ressecada. É preciso adubar esse chão com outros valores: justiça, solidariedade, escuta dos povos, reconhecimento das diferenças, cuidado com a vida em todas as suas expressões.

Quando o solo muda, a árvore muda.

Quando a seiva se transforma, os frutos também se transformam.

E quando os frutos mudam, as sementes deixam de reproduzir a lógica da iniquidade e passam a germinar novas possibilidades de mundo.

Talvez o nosso tempo histórico não seja o de derrubar árvores, mas o de cultivar outros solos. Solos onde a dignidade não seja exceção, mas regra. Onde cada criança, jovem, mulher, homem, idoso, cada corpo diverso, cada povo, possa fincar suas próprias raízes sem medo de ser arrancado. Solos onde a humanidade floresça não pela força do mercado, mas pelo potencial da vida partilhada.

Porque no fim, o futuro não depende da árvore que hoje domina a paisagem, depende da terra que estamos dispostos a cuidar. Essa terra ela começa nas minhas relações, na família, na  vizinhança, escola, no bairro, na sociedade e, se materializando no planeta.

Por Edmerson dos Santos Reis[1 Edmerson dos Santos Reis é Pedagogo, Mestre e Doutor em Educação. Professor Pleno da Univerisade do Estado da Bahia, no Departamento de Ciências Humanas – Campus III, em Juazeiro - BA

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VITÓRIA DO FILME AGENTE SECRETO TEM FORTE REPERCUSSÃO NAS REDES SOCIAIS

Conforme publicado na REDEGN, em plena madrugada o filme brasileiro O Agente Secreto ganhou, na noite deste domingo (11), dois troféus do Globo de Ouro, um de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator para Wagner Moura (foto). É a primeira vez que o país conquista duas premiações na mesma edição do evento.

A conquista do longa dirigido por Kleber Mendonça Filho gerou reação imediata nas redes sociais. Políticos, atores e críticos repercutiram a conquista.

O presidente Lula escreveu em seu perfil no X: “Melhor Filme de Língua não Inglesa e Melhor Ator de Drama. Uma dupla vitória de O Agente Secreto no @goldenglobes para entrar para a história do cinema brasileiro. Dia de glória e reconhecimento ao talento de nossos artistas. Quanta honra foi receber, em agosto do ano passado, parte do elenco e da produção do filme para uma sessão no Cine Alvorada. Eu e Janja guardamos na nossa memória cada momento daquela noite extraordinária. As portas estarão sempre abertas para a arte e a cultura brasileiras”.

Ator do mundo-O deputado federal Guilherme Boulos também fez uma postagem na mesma rede social: “Wagner Moura melhor ator do mundo! O Globo de Ouro premiou não apenas um ator extraordinário, mas um brasileiro que nunca teve medo de estar do lado certo. Parabéns, meu irmão!”.

Rosana Hermann, roteirista e colunista da Folha de S.Paulo, foi ao seu perfil no X e postou: “Um filme sobre memória. Sobre trauma de uma geração. Discurso lindo do gigante Wagner Moura. Viva a cultura brasileira!”.

Erika Hilton, deputada federal, escreveu: “Parabenizo o ator Wagner Moura, assim como todos os trabalhadores envolvidos na produção e promoção do filme O Agente Secreto, pelo mais do que merecido Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama. Por mais um ano, uma atuação brasileira foi premiada e celebrada em um dos mais importantes prêmios de Hollywood. Uma atuação estelar, e que só foi possível dentro de um filme feito com excelência, com uma direção primorosa e um elenco maravilhoso. E tudo isso também só foi possível com apoio e financiamento. O Agente Secreto recebeu R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual. Perto dos gastos do nosso país com supersalários e com bolsa-empresário, isso não é nada. Mas, na cultura, cada real investido movimenta um setor inteiro. Vira investimento, emprego, faturamento e, agora, como podemos ver, mais um grande prêmio”.

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, postou o seguinte: “Wagner Moura é gigante. O prêmio é mais do que merecido e reconhece uma atuação forte e emocionante em O Agente Secreto”.  Margareth Menezes, ministra da Cultura, comemorou a vitória da película brasileira. Ela escreveu: “UAUUUUUU! O Agente Secreto ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro! Parabéns!!!”.

O apresentador Serginho Groisman também usou sua conta no X para comemorar a vitória do filme brasileiro: "O Agente Secreto. Parabéns! Nosso cinema brasileiro brilha!"


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INSETICIDAS PODEM COMPROMETER CAPACIDADE DE VOAR DE ABELHAS, APONTA PESQUISA

Uma pesquisa desenvolvida pela cientista Juliana Coutinho, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), revelou que inseticidas podem comprometer a habilidade de voar das abelhas – insetos que são importantes polinizadores na produção de alimentos e contribuem para a biodiversidade e segurança alimentar global.

O estudo, que foi publicado na revista Brazilian Journal of Biology, foi realizado no Laboratório de Entomologia da UFCG, no campus de Pombal, no Sertão paraibano, e avaliou os níveis de toxicidade dos inseticidas na sobrevivência e capacidade de voo da abelha africanizada Apis mellifera.

Abelhas adultas foram expostas aos inseticidas do tipo Clorantraniliprole e Ciantraniliprole de dois modos: por meio da pulverização direta sobre as abelhas e ingestão de dieta contaminada.

A pesquisa apontou que ambos os inseticidas causaram baixa mortalidade, porém a capacidade de voo das abelhas foi afetada pelo modo de exposição por pulverização direta nas maiores doses testadas.

Apesar do pequeno número de mortes, qualquer prejuízo na mobilidade dos insetos pode proporcionar falhas na sua capacidade de polinização e redução drástica na obtenção de alimento.

De acordo com o professor Ewerton Marinho, que orientou o estudo da pesquisa de mestrado de Juliana Coutinho, os resultados do trabalho são importantes para orientar produtores sobre inseticidas mais prejudiciais.

"É preciso avaliar os inseticidas em condições reais de campo, considerando fatores ambientais como temperatura, vento e horário de aplicação", afirmou.

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O NOVO VELHO ROTEIRO PARA O FIM DO MUNDO: UMA REFLEXÃO SOBRE COMO DISCUTIMOS AS CRISES CLIMÁTICAS

O Novo Velho Roteiro Para o Fim do Mundo: uma reflexão sobre como discutimos as crises climáticas (Fonte: Por Maria Helena Almeida Estudante do curso de Jornalismo da Uneb campus DCH III – artigo de opinião desenvolvido na disciplina redação II)

Vivemos em um tempo onde as ausências definem uma sociedade que mercantiliza até o fim do mundo, como se transformar crises em produto fosse uma forma de resolver problemas. Esse conceito, ecoado pelo escritor e ativista indígena Ailton Krenak, explica a lógica mais nociva dos planos comerciais atuais. A crítica à modernidade aparece, então, não só no cotidiano, mas também nos desfechos da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas (COP 30), marcada por uma ambiguidade econômica que interrompe o avanço dos acordos climáticos. Realizada no final de 2025, na cidade de Belém do Pará, considerada o coração da Amazônia por sua posição geográfica, importância cultural e econômica, a conferência permanece atual não apenas pela proximidade temporal, mas por expor contradições estruturais que seguem moldando as negociações climáticas globais.   

O que se esperava ser um momento de ação definitiva para as crises climáticas, com o peso simbólico e real da Amazônia guiando o centro do debate, tornou-se ironicamente a celebração da inércia e da desorganização. O esvaziamento político ficou evidente nas falhas logísticas e até no incêndio que paralisou temporariamente as negociações, que acabou funcionando como uma metáfora da própria crise ambiental, como se o fogo simbolizasse o abafamento das vozes que exigem urgência.

A maior evidência dessa paralisia foi a ausência de um plano claro para proibir o uso de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás, no documento final. Essa lacuna não é apenas um descuido, mas revela a força das empresas petrolíferas dentro das conferências climáticas. Segundo o relatório Cumplicidade na Destruição III, instituições financeiras como BlackRock, Citigroup, JPMorgan Chase, Vanguard e Bank of America investiram mais de 18 bilhões de dólares, entre 2017 e 2020, em empresas responsáveis pela destruição de territórios indígenas. Esses investimentos alimentam conflitos, pressionam comunidades tradicionais e ampliam violências. Paradoxalmente, são justamente as Terras Indígenas que guardam 56 por cento de todo o carbono estocado na Amazônia brasileira.

Os números reforçam a gravidade da situação. Pesquisadores da The Conversation apontam que, entre 2019 e 2021, a Amazônia perdeu mais de 10 mil quilômetros quadrados de floresta por ano, 56,6% a mais que no período anterior. Nas Terras Indígenas, o desmatamento cresceu 153%; nas Unidades de Conservação, 63,7%. Ao mesmo tempo, avançaram as campanhas de desinformação climática, que distorcem dados, confundem a população e travam políticas ambientais. Esse ambiente favorece quem lucra com a destruição e enfraquece soluções reais.

A contradição se aprofundou na postura do próprio Brasil durante a conferência. Enquanto buscava se apresentar como líder ambiental, o governo defendeu a exploração de petróleo na Margem Equatorial, próxima à Foz do Amazonas. A justificativa era financiar a transição energética, mas ambientalistas e lideranças indígenas classificaram a proposta como incoerente. A região tem ecossistemas sensíveis e comunidades tradicionais que seriam diretamente afetadas. Insistir em abrir uma nova fronteira petrolífera na Amazônia evidencia que, na prática, o lucro ainda fala mais alto do que a ciência e a proteção da vida.

Enquanto isso, cerca de três mil representantes indígenas levaram propostas baseadas em conhecimentos tradicionais, soluções sustentáveis aprimoradas ao longo de séculos. Mesmo assim, quase nada do que apresentaram entrou no texto final. Isso reforça uma injustiça histórica: os povos que mais protegem a Amazônia seguem como os menos ouvidos quando as decisões são tomadas.

O fechamento da COP 30 deixa uma mensagem preocupante. A política internacional parece preferir falar sobre a crise em vez de enfrentar quem realmente a causa. A falta de compromisso com a redução dos combustíveis fósseis, a postura contraditória do Brasil e a influência dos interesses financeiros mostram que a conferência que deveria representar um novo começo terminou repetindo a lógica de sempre, que transforma o planeta e o futuro em mercadoria, enquanto o relógio climático continua correndo.

A COP 30, sediada na Amazônia, terminou não como um farol de esperança, mas como um espelho da modernidade. Ao priorizar os bilhões de dólares do capital fóssil e ignorar a urgência da floresta e dos povos indígenas, a conferência apenas repetiu a lógica denunciada por Krenak. O roteiro traçado em Belém é, na verdade, o velho roteiro de sempre, adiar a vida pelo lucro, reafirmando a trágica vocação da sociedade em mercantilizar o próprio fim do mundo.

Por Maria Helena Almeida Estudante do curso de Jornalismo da Uneb campus DCH III – artigo de opinião desenvolvido na disciplina redação II





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DESMATAMENTO: MEIO AMBIENTE RECONHECE QUE É PRECISO ATUAR ALÉM DA FISCALIZAÇÃO

São os dois maiores biomas do país. O sistema deter, do INPE, emite alertas em tempo real. Na Amazônia, o monitoramento é feito desde 2016. Os índices mais altos foram registrados em 2022, com mais de 10 mil quilômetros quadrados de florestas derrubadas. De lá para cá, o desmatamento vem caindo.

Em 2025, a área sob alerta foi de 3.817 quilômetros quadrados, quase 9% a menos que em 2025. Foi a terceira queda seguida, e o melhor resultado em oito anos.  

O desmatamento caiu, mas o ritmo da queda também vem diminuindo. Isso mostra o tamanho do desafio para que o país consiga cumprir a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030.  

O ministério do Meio Ambiente reconhece que é preciso atuar além da fiscalização:  

"Investir em atividades produtivas sustentáveis, investir em atividades econômicas com a floresta em pé, investir em melhorar a produção nas áreas já desmatadas", diz André André Lima, secretário de Controle de Desmatamento/ Ministério do Ambiente.
Pelo segundo ano consecutivo, os satélites do Inpe identificaram uma redução na área destruída no cerrado, que foi de 5.357 quilômetros quadrados. Os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia registraram os maiores índices.  

Para o presidente do instituto cerrados, o bioma tem características que dificultam o combate ao desmatamento.  

"São reduções que ainda vêm de um numero muito alto. O Cerrado já tem mais de 50% da sua área desmatada. A gente precisava frear esse desmatamento de uma maneira muito mais severa", diz Yuri Salmona, diretor do Instituto Cerrados.

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