ANA DAS CARRANCAS, A DAMA DO BARRO VOLTA A GANHAR DESTAQUE COM LANÇAMENTO DE LIVRO

A obra e a trajetória da Dama do Barro, Ana das Carrancas, voltam a ganhar destaque no livro “Curadoria, memória e contemporaneidade: reflexões sobre a exposição Os Olhos Cegos do Rio”, de autoria de André Vitor Brandão. A publicação será lançada também nas versões em audiobook e e-book no dia 3 de março, às 19h, no Museu Ana das Carrancas. Na oportunidade, também será lançado o documentário “Ser mulher, ser Negra, Ser Nordestina”, de Raquel Marques, neta da artista.

“O livro propõe uma investigação sensível e crítica sobre a produção artística de Ana das Carrancas, articulando sua trajetória criativa às dimensões simbólicas do território, da memória e da cultura ribeirinha”, explica o autor.

A obra, fruto da graduação do autor em Licenciatura em Artes Visuais, apresenta uma análise dos processos que envolveram a construção da exposição, desde a concepção curatorial até as estratégias educativas e as escolhas expográficas, evidenciando os diálogos entre tradição e contemporaneidade.

Ao longo do livro, Brandão estimula o debate sobre as práticas curatoriais no contexto nordestino e reafirma a potência da arte como campo de resistência, identidade e reinvenção cultural.

A publicação conta com o incentivo do Funcultura. O lançamento da obra em suas três versões conta acontece com o incentivo da Lei Paulo Gustavo do município de Petrolina. O projeto tem a realização da Qualquer um dos 2 Produções Artísticas, apoio do Sesc Petrolina e do Museu Ana Das Carrancas. O evento terá tradução simultânea em Libras, a Língua Brasileira de Sinais

O Autor -  André Vitor Brandão é doutorando em Formação de Professores e Práticas Interdisciplinares (UPE), mestre em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos (UNEB), especialista em Dança Educacional e Artes Cênicas (CENSUPEG) e licenciado em Artes Visuais (Univasf). Investiga como a arte produzida no Vale do São Francisco desenvolve metodologias decoloniais que tensionam e rompem com imposições e opressões históricas sobre o território. Suas pesquisas atravessam ecologias, cosmologias, resistências, estéticas e memórias da região. Atua nas áreas de dança, artes visuais, gestão cultural e curadorias contemporâneas.

Serviço: Data: 3 de março

Horário 19h

Local: Museu Ana das Carrancas (R. Martiniano Cândido Silva – Cohab Massangano)


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