É ali no caminho de Luiz Gonzaga, no rumo da descida de Exu, Pernambuco para o Crato, Ceará que o Movimento Salve a Chapada do Araripe dará o segundo grito do ano, no sábado (28). O fole vai roncar em nome da causa mais urgente. É grito agora ou deserto logo mais. O evento acontece às 8h na Praça Siqueira Campos, Crato – CE
O jornalista Xico Sá alerta que Uma das áreas de proteção ambiental mais devastadas do país, a região da Chapada do Araripe vive mais uma nova ameaça — nem tão nova assim — de grupos pesados do agronegócio. Com latifúndios prontinhos para o cultivo da soja, a “caixa d´água do sertão”, como é definida a chapada, corre perigo.
"Oásis de umidade que junta as terras do Ceará, Pernambuco e Piauí, o fim da mata seria um desastre para o Nordeste. Quase uma atualíssima Guerra dos Bárbaros (1683–1713), aquela que dizimou os Kariris e outros povos indígenas das nossas bandas. Um dos lugares mais importantes do Nordeste, a Chapada do Araripe, que abrange os territórios de Ceará, Pernambuco e Piauí, está sob ameaça. O agronegócio predador está devastando um local tido como “oásis” no meio do sertão", diz Xico Sá.
Segundo o Relatório Anual de Desmatamento (RAD 2024) do MapBiomas, a Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Araripe registrou 5.965 hectares desmatados, se tornando a terceira unidade de conservação mais desmatada do país, em 2024.
Os dados do ano passado (2025) ainda não foram contabilizados, mas matérias na imprensa já indicam aquisição de aproximadamente 30 mil hectares para o agronegócio, podendo chegar a 100 mil. E tudo isso com apoio do Governo do Estado e dos seus órgãos de fiscalização.
"A quem interessa esse “desenvolvimento”? Interessa ao povo do Cariri? De onde virá a água? Quais serão os impactos causados pelo despejo indiscriminado de agrotóxicos? A gente se une nesse chamado pela defesa deste patrimônio do Brasil. Vamos salvar a Chapada do Araripe", conclama os movimentos sociais!
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