FACULDADE UNIFTC SUSPENDE CONTRATO, SEM REMUNERAÇÃO DA MAIORIA DOS PROFESSORES DO VALE DO SÃO FRANCISCO

Apesar de manterem o ensino a distância (EaD) durante a pandemia, instituições particulares de ensino superior do Vale do São Francisco, a exemplo da faculdade UniFTC, é acusada de ter suspendido o contrato de professores em massa. O Sindicato do Professores em Entidades de Ensino Particulares já foi notificado.

Alunos da UniFTC foram às redes sociais para protestar contra a suspensão dos contratos dos professores da instituição de ensino superior. Segundo os estudantes, dezenas de  docentes tiveram o contrato suspenso sem remuneração. A medida, de acordo com os relatos dos alunos, viria para reduzir as despesas da faculdade em meio à crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus.

Conforme relatos de estudantes, vários professores são experientes que se empenharam por preparar material on-line para os estudantes no período sem aulas presenciais.

Um professor que preferiu não se identificar, recebeu a notificação de que teria o contrato suspenso. O sentimento é de tristeza. 

O docente não sabe dizer quantos professores já foram notificados, mas garante que ele não foi o único. “Estão aproveitando dessa pandemia para fazer isso. É uma injustiça muito grande porque o lucro que essas faculdades têm é alto".

A reportagem do BLOG NEY VITAL obteve a informação que o argumento é que agora os professores não serão mais das unidades, e sim, da rede, e que não há turmas suficientes para alocar todos os docentes" e com essa justificativa a UniFTC suspende o contrato sem remuneração da maioria do corpo docente da instituição. 

“CONSIDERANDO a Convenção Coletiva do Sindicato dos Professores no Estado de Pernambuco - SINPRO vigente que prevê na Cláusula 10a a possibilidade da suspensão do contrato de trabalho sem vencimentos, quando não forem disponibilizadas turmas ao Docente, por período não inferior a um semestre e nem superior a dois anos, resolvem as partes, em comum acordo, sem qualquer vício de consentimento, coação ou erro, suspender o Contrato de Trabalho durante o período de 01/07/2020 a 31/12/2020.” Esse é o argumento utilizado para a suposta suspensão. 

A Faculdade até o presente momento não mostrou o extrato da citada convenção, e de acordo com informações, agiu de "uma forma grosseira e imoral, levou vários professores a assinarem o documento por medo de sofrerem retaliação (não contratação em nenhuma outra unidade da rede, caso haja a demissão do professor)". 

Os setores responsáveis, RH, assessoria acadêmica e direção não se pronunciam e nem esclarecem as dúvidas dos profissionais. 

De acordo com a lei federal MP 936/20: suspensão temporária do contrato de trabalho é permitido, mas levando em consideração vários parâmetros como tempo de suspensão de contrato por no máximo 90 dias, ajuda de custo para o empregado e seguridade do emprego por tempo igual ao de afastamento, o que não está claro no documento emitido pela instituição UNIFTC para os seus docentes.

A cultura de suspensão contratual parece ser comum na rede da IES, contudo esse processo não tem nenhum embasamento jurídico, o que torna a ação ilegal e imoral. Para os alunos os valores das matriculas permanecem o mesmo e que embora tenha havido uma ajuda no decorrer do semestre anterior, o processo de pandemia não deveria ser uma oportunidade para unificação de turmas entre as unidades da rede. 

Professores acusam que a universidade tem uma trajetória com "vários problemas trabalhistas com os quanto ao não pagamento de FGTS por anos, a IES arbitraria as leis e tenta oprimir os professores com suspensões de contrato de forma arbitrária além de agora resolver unir todas as turmas da rede numa única turma, que terão número elevados de alunos, para apenas um professor lecionar.

Mesmo com o isolamento social, os alunos que estudavam presencialmente tiveram que se adaptar ao novo modelo de ensino virtual, e tanto os estudantes como os professores e a própria instituição, tiveram que se reinventar e se encaixar neste novo método de ensino, mas sempre com a presença dos catedráticos que encontravam nos corredores da faculdade.

Embora haja uma possível redução de turmas, essa ainda não é uma certeza, visto que o período de matricula está vigente até dia 20 de julho, dessa forma, essa não poderia ser a principal justificativa para a suspensão, que além disso está fora dos padrões impostos pela lei. A outra questão é a segurança não garantida do que poderá acontecer no semestre seguinte (2021.1).

Até o momento a Universidade UniFTC não se pronunciou.
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IF SERTÃO REALIZA SEMINÁRIO SOBRE AGROECOLOGIA E PRODUÇÃO ORGÂNICA

Nos dias 09 e 10 de julho o Instituto Federal do Sertão Pernambucano, Campus Floresta, realiza a primeira edição do Seminário do Núcleo de Estudos Agroecológicos e Produção Orgânica – I SENEAS: Semeando Agroecologia no Sertão Pernambucano. O evento é direcionado para produtores rurais, comerciantes, estudantes, pesquisadores, e pessoas interessadas em agroecologia  e produção sustentável.

O I SENEAS será realizado de forma virtual, via Google Meet, e a programação é composta de mesas de conversa e palestras. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas por meio da plataforma IF Eventos no endereço: https://ifeventos.ifsertao-pe.edu.br/public/event/247 . Fazem parte da programação temas como transição agroecológica, certificação de produtos orgânicos, logística de compra e venda, agroecologia e pesca artesanal, e controle de insetos. O evento poderá ser acessado a partir das 14h, do dia 09 de julho, no endereço: https://meet.google.com/kyc-ktiu-kco .

Economia e divulgação de técnicas de comercialização durante o período de isolamento social decorrente da pandemia mundial da Covid-19 também serão temas debatidos no I SENEAS, os produtores e comerciantes poderão se informar sobre as novidades em plataforma on-line para comercialização, logística de vendas e produção de orgânicos, além de dicas que facilitam a compra e venda de produtos orgânicos.  

De acordo com a organização do evento o foco é a divulgação para produtores e consumidores sobre a possibilidade de uso de produtos saudáveis e livres de agrotóxicos, "atualmente por conta dos perímetros irrigados o sertão pernambucano tem aumentado o uso de defensivos químicos, enquanto muitos países estão retirando dos campos produtivos estes agentes químicos o Brasil vai na contramão, por isso a importância da realização deste evento, buscar a divulgação de tecnologias alternativas", disse Luenda Sá, professora do IF Sertão-PE Campus Floresta e coordenadora do evento.

Após o I SENEAS haverá a emissão de certificados com carga horária total de 5h para os participantes inscritos para àqueles que acompanharem 75% da programação, ou certificado individual por palestra assistida.

Programação do I SENEAS:
09 de junho--

14h às 14h30 - Palestra: Transição Agroecológica Palestra
Profº Antonio Roberto Mendes Pereira
Serviço de Tecnologia Alternativa - SERTA

14h30 às 14h59 – Palestra Certificação de Produtos Orgânicos
Profª Felizarda Viana Bebé
IF Baiano Campus Guanambi


15h às 15h29 - Palestra Agroecologia e Pesca Artesanal: Elaboração de Projeto Extrativista Sustentável e Orgânico

Profº Diogo Martins Nunes (UFRPE / UAST)

15h30 às 15h59 – Palestra Plataformas On-Line para Comercialização de Produtos Orgânicos
Profº Severino do Ramo de Paiva (IFPB Campus Monteiro)

16h às 16h30 –Mesa Redonda: Debate Agroecológico e mostra de vídeo com Guardiões de Sementes

--10 de julho--
14h às 14h29 – Palestra Controle de Insetos na Produção Orgânica
Engº Agrônomo Leandro Venturin
Terra do Futuro Consultoria e Planejamento Ambiental

14h30 às 14h59 – Palestra Logística de Produção e Venda de Orgânicos
Engº Agrônomo Júlio Militão dos Santos Neto
FRUTHORGANICA

15H –Palestra Bioconstrução na Agroecologia
Téc. Agropecuária Ricardo Diangele Scalco
Bioconstrução Guaraciaba

15h30 - Produção Orgânica: Do Campo a Mesa Uma Experiência de Produção
Produtor Engº Agrônomo Ismar José de Matos
Biosalitre Produtos Orgânicos

16h- Debate Agroecológico e mostra de vídeo com Guardiões de Semente (Fonte: Elidiane Poquiviqui Tecnóloga em Comunicação Institucional Jornalista e Radialista)

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CANTOR E COMPOSITOR FLÁVIO LEANDRO DESTACA QUE CONSCIÊNCIA AMBIENTAL DEVE SER PRIORIDADE

Em entrevista à Rádio Folha, Flávio Leandro fala da afinidade com as redes sociais. Artista que tem fama nacional, mas que optou por viver, desde 2013, num sítio em Bodocó, no sertão pernambucano, o cantor Flávio Leandro conversou com a âncora da Rádio Folha FM 96,7, Patrícia Brêda, sobre as dificuldades que os artistas têm em tempos de pandemia e como tiveram que fazer um São João de uma forma jamais vivida. 

Flávio Leandro lembrou que estava para lançar um CD no dia 14 de março quando foi surpreendido pela proibição dos eventos e teve todos os shows cancelados. Ele resolveu, então, fazer o clipe “Vai Ter São João”. Disse que ficou feliz de ter podido levar esse trabalho para as pessoas, falando das tradições juninas, que, em tempos de pandemia, aconteceriam nos “casebres ou nos casarões”. Ele lembrou que realmente os eventos de rua, além de entretenimento, são parte significativa de uma cadeia produtiva, que gera emprego e renda. Mas reconheceu que o caminho das lives é o que tem que ser trilhado pelos artistas.

A realização de lives não é novidade para Flávio Leandro, que há cerca de três anos já estava inserido nesse mercado e já tinha toda a estrutura montada para esse tipo de produção. Dessa forma, quando teve suspensos 35 shows juninos deste ano devido à pandemia, partiu para alternativas e conseguiu dez apresentações virtuais, oito delas vendidas para empresas, e duas abertas para o público em geral.“Toda hora estamos fazendo uma gravação, uma live... é uma reinvenção de tudo. E agora os forrozeiros estão entrando nesse caminho. Temos que aproveitar mais esses espaços para falar com nosso público”, reforçou.

Flávio Leandro disse que imaginava como devem ter sofrido as vítimas da pandemia de 1918, da gripe espanhola: “Como esse povo não sofreu, por falta de conhecimento, de informação. E a gente agora, com a internet, consegue fazer muita coisa”. O artista lembrou que, para o clipe, mandou para o estúdio a ideia do arranjo “e o pessoal deu um banho”, se referindo ao músico Luciano Magno e Fabiano Menezes, no Recife; Claudinho do Acordeon e outros músicos, de Monteiro, na Paraíba; e à ajuda dos filhos, Sara e Davi, que também estão trilhando a carreira musical. Eles fizeram o que define de “um clipe singelo, mas lindo”.

Ao declarar que se orgulha de há mais de sete anos estar comendo do que planta no seu sítio, Flávio Leandro falou que possui três canções que chamam para a reflexão sobre o papel do homem diante do planeta, destacando entre elas “Fornalha Global”, que fala sobre a convivência do homem com a natureza. 

“O quanto a gente tira; o quanto devolve; e o quanto ela nos dá de puxavante de orelha; o quanto nos repreende e a gente não escuta... aí vem uma voz silenciosa dessa agora, minúscula e nos transforma em partículas insignificantes diante da grandiosidade do universo.” Refletiu e acrescentou que “a interferência humana em busca do dinheiro danifica e prejudica a existência da própria humanidade. Essa casa não é nossa. A gente recebe e tem que passar adiante. É vergonhosos a gente não ter a competência de passar para a geração seguinte. É uma incompetência fora do comum e de uma irracionalidade gigantesca. É lamentável".

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"A GENTE TEM QUE SE REINVENTAR PARA ENTRAR NESSE MUNDO TOTALMENTE DIFERENTE DO QUE ERA, AVALIA MACIEL MELO

Em entrevista à âncora da Rádio Folha FM 96,7, Patrícia Breda, o cantor e compositor pernambucano Maciel Melo disse que não está se sentindo confortável com o período de isolamento, mas que entende ser preciso seguir e acha que o mundo não será mais o mesmo depois desse período. 

Ele confidenciou que está fazendo novas composições, mas não adiantou nenhum dos trabalhos inéditos, e que aproveita a convivência em família, com os irmãos, em Petrolina, depois de 38 anos só de pé na estrada. “Agora estou fazendo uma retrospectiva do que fiz de bom e de ruim e do que tenho pra melhorar no meu trabalho. Porque a gente tem que se reinventar para entrar nesse mundo totalmente diferente do que era.”

Maciel disse não estar plenamente adaptado a esses tempos e garantiu: “Eu sou analógico, gosto do corpo a corpo. Forró só presta pra dançar agarradinho, cheirando o cangote; sinto falta do público presente, de olhar no olho da plateia, saber se está gostando. Tem os músicos, que dependem da gente. Então isso me deixa preocupado, isto me incomoda. Mas sei que agora é preciso se adaptar à Internet. Eu acho que, mesmo que acabe a pandemia, as pessoas vão ficar temerosas por muito tempo. Acho que as coisas talvez só voltem para o ano, depois do Carnaval. Não sei como vão ficar depois essas casas de shows e os grandes eventos, como o São João de Caruaru.”

O artista disse esperar que as pessoas saiam melhores dessa pandemia e principalmente cuidando do planeta.“Acho que o projeto capitalista não deu certo. O homem se isolando dentro de casa, a natureza está se recuperando. Pelo menos uma coisa boa vai ter: a natureza vai estar um pouco melhor. É preciso que o homem tome cuidado para não ficar cinzenta de novo.” 

Outro ponto positivo que a pandemia trouxe, segundo Maciel Melo, foi que, antes de tudo isso, só os artistas renomados eram contratados para grandes shows e agora, com as lives pelas redes sociais, muitos talentos novos podem mostrar seu trabalho. “Estou vendo tanto artista bom, que não conhecia, com cada coisa linda. Eu estou gostando disto: pessoas que não tinham espaço e hoje consegue apresentar seu trabalho, dentro da nossa casa.” 

As lives de Maciel Melo podem ser encontradas no endereço Youtube.com/macielmelooficial.
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CEARÁ: UM EM CADA QUATRO MORADORES DE SOBRAL FOI INFECTADO PELO CORONAVÍRUS, MOSTRA ESTUDO, TAXA É A MAIS ALTA DO BRASIL

A cidade de Sobral, na região norte do Ceará, já teve 26,4% da população infectada pelo novo coronavírus, a maior prevalência da doença em todo o Brasil. Já Fortaleza registra 20,2% de prevalência de pessoas com o agente infeccioso, terceiro maior índice do país.

Os dados referem-se às 133 cidades brasileiras abordadas pelo Estudo de Prevalência da Infecção por Coronavírus no Brasil (EPICOVID19-BR), maior levantamento sobre Covid-19 no país, realizado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e divulgados nesta quinta-feira (2) por meio de coletiva do Ministério da Saúde.

As informações correspondem à terceira fase da pesquisa, coletada entre os dias 21 e 24 de junho. No total, 89.397 pessoas participaram do levantamento.

As cidades de Sobral, Juazeiro do Norte, Iguatu, Tianguá, Crato, Barbalha e Brejo Santo estão em lockdown por decreto estadual, medida para combater a disseminação do vírus.

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MISSA VAQUEIRO COMPLETA 50 ANOS E PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA CELEBRAÇÕES SERÃO VIRTUAIS

Compreender que a história vem se tecendo com a força da própria vida. E por isto, disse o cantador Virgilio Siqueira, daí não ser possível guardar na própria alma a transbordante força de uma causa. Daí não ser possível retornar, afinal, a gente nem sabe ao certo se de fato partiu algum dia...

“Tengo/legotengo/lengotengo/lengotengo … O vaqueiro nordestino/morre sem deixar tostão/o seu nome é esquecido/ nas quebradas do Sertão ...” Os versos ecoam pelo lugar, realçados pelo trote dos animais e o balançar natural dos chocalhos trazidos pelos donos, todos em silêncio. É música. É arte.

Cada arte emociona o ser humano e maneira diferente! Literatura, pintura e escultura nos prendem por um viés racional, já a música nos fisga pelo lado emocional. Ao ouvir música penetramos no mundo das emoções, viajamos sem fronteiras.

A viagem dessa vez é o destino Serrita, Pernambuco, município próximo a Exu, terra onde nasceu Luiz Gonzaga, ali no sítio Lages, um primo do Rei do Baião, no ano de 1951, Raimundo Jacó, homem simples, sertanejo autêntico, tendo por roupa gibão, chapéu de couro tombou assassinado.

Realizada anualmente sempre no quarto domingo do mês de julho, a Missa do Vaqueiro tem em suas origens uma história que foi consagrada na voz de Luiz Gonzaga e criada com os amigos Padre João Câncio e Pedro Bandeira, violeiro e o único que vive e participa da Missa.

Este ano a Missa do Vaqueiro de Serrita completa 50 anos. Pela primeira vez na história as comemorações serão virtuais devido o decreto da pandemia não permitir aglomerações.

A música composta por Nelson Barbalho, ainda ecoa nos sertões brasileiros: Raimundo Jacó, um vaqueiro habilidoso na arte de aboiar. Reza a lenda que seu canto atraía o gado, mas atraía também a inveja de seus colegas de profissão, fato que culminou em sua morte numa emboscada. O fiel companheiro do vaqueiro na aboiada, um cachorro, velou o corpo do dono dia e noite, até morrer de fome e sede.

A história de coragem se transformou num mito do Sertão e três anos após o trágico fim, sua vida foi imortalizada pelo canto de Luiz Gonzaga. O Rei do Baião, que era primo de Jacó, transformou “A Morte do Vaqueiro” numa das mais conhecidas e emocionantes canções brasileiras. Luiz Gonzaga queria mais. Dessa forma, ele se juntou a João Câncio dos Santos, na época padre que ao ver a pobreza e as injustiças sociais cometidas contra os sertanejos passou a pregar a palavra de Deus vestido de gibão, para fazer do caso do vaqueiro Raimundo Jacó o mote para o ofício do trabalho e para a celebração da coragem.

Assim, em 1970, o Sítio Lajes, em Serrita, onde o corpo de Raimundo Jacó foi encontrado, recebe a primeira Missa do Vaqueiro. De acordo com a tradição, o início da celebração é dado com uma procissão de mil vaqueiros a cavalo, que levam, em honras a Raimundo Jacó, oferendas, como chapéu de couro, chicotes e berrantes, ao altar de pedra rústica em formato de ferradura. 

A missa, uma verdadeira romaria de renovação da fé, acontece sempre ao ar livre. A Missa do Vaqueiro enche os olhos e coração de alegria e reflexões. O poeta cantador de Viola, Pedro Bandeira se faz presente ao evento e o peso dos seus mais de 80 anos ilumina com uma mágica leveza rimas e versos nos improvisos da inteligência. Vaqueiros e suas mãos calejadas, rostos enrugados pelo sol iluminam almas.

Em Serrita ouvimos sanfonas tocando alto o forró e o baião. Corpo e espírito ali em comunhão. A música do Quinteto Violado, composto por Janduhy Filizola é fonte de emoção. A presença de Jesus Cristo está no pão, cuscuz, rapadura e queijo repartidos/divididos na liturgia da palavras.

Emoção! Forte Emoção é que sinto na Missa do Vaqueiro ao ouvir sanfona e violeiros:
“Quarta, quinta e sexta-feira/sábado terceiro de julho/Carro de boi e poeira/cerca, aveloz, pedregulho/Só quando o domingo passa/É que volta os viajantes aos seu locais primitivos/Deixa no caminho torto/ o chão de um vaqueiro morto úmido com lágrimas dos vivos.

E aqui um assunto místico: quando o gado passa diante do mourão onde se matou uma rês, ou está esticado um couro, é comum o gado bater as patas dianteiras no chão e chorar o sentimento pelo “irmao” morto. O boi derrama lágrimas e dá mugidos em tons graves e agudos, como só acontece nos sertões do Nordeste!

Assim eu escutei e aqui reproduzo...
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INDICADORES DE ALFABETIZAÇÃO, EDUCAÇÃO INTEGRAL E PROFISSIONAL FICAM ESTAGNADOS NO 1º ANO DE BOLSONARO

O primeiro ano do governo Jair Bolsonaro (sem partido) foi marcado por estagnação nos indicadores educacionais relacionais à alfabetização de jovens, escola em tempo integral, educação profissional e acesso à universidade.

Os dados são do 3º Relatório de Monitoramento do PNE (Plano Nacional de Educação), produzido pelo próprio governo.

O PNE é uma lei que estipulou metas educacionais para serem alcançadas até 2024. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) tem a responsabilidade de publicar o acompanhamento do plano.

No ano passado, o Brasil registrou 14,9% dos alunos de escolas de tempo integral, enquanto a meta é chegar a 25%. Em 2018 o índice era praticamente o mesmo, de 14,4%.

A educação profissional técnica de nível médio também ficou estagnada. O país registrava no ano passado 1.874.974 alunos na modalidade, contra 1.869.917 em 2018.

Com relação ao ensino superior, a taxa bruta de matrícula foi de 37,4% em 2019 e 2018. A meta é alcançar 50%.

A taxa de alfabetização de jovens com 15 anos ou mais também ficou estagnada em 2019. O índice era de 93,2% em 2018 e passou para 93,4%. (FolhaPress)
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