PANDEMIA AFETA TRADIÇÃO DO SÃO JOÃO EM CAMPINA GRANDE E CARUARU

Por causa da pandemia de covid-19, o arrasta-pé junino que invade o Brasil, especialmente o Nordeste, nesta época do ano vai ser diferente. Nos berços das festas, as cidades de Caruaru, em Pernambuco, e de Campina Grande, no agreste da Paraíba, que disputam o título de maior São João do Mundo, os festejos vão ganhar versão inédita, exclusivamente online, este mês.

Segundo a empresa realizadora do evento, nos dias 23, 24 e 27 de junho, 17 artistas vão se apresentar.Com transmissão pelo canal do evento no YouTube, o São João virtual será realizado com a participação de artistas regionais e atrações nacionais, como a cantora Elba Ramalho – dia 23 de junho - e tem como objetivo inovar e levar a festa para perto do público. Os shows terão cenário junino, retratando o Parque do Povo, sem a participação do público, mas adotando todas as medidas de proteção determinadas pela Organização Mundial da Saúde e autoridades sanitárias, para garantir a segurança dos artistas e equipes de produção.

Em Campina Grande, que nos 30 dias de festa chega a movimentar R$ 300 milhões, os organizadores ainda pretendem fazer o evento da forma tradicional neste ano. A programação com os forrozeiros, no Parque do Povo, está marcado para o período de 9 de outubro a 8 de novembro deste ano, se não houver restrição na época por causa da pandemia do novo coronavírus.

Já Caruaru, que recebe mais de 3 milhões de pessoas nesta época, teve a festa cancelada, sem previsão de nova data. Para arrecadar donativos para 18 mil trabalhadores que se envolvem direta e indiretamente na realização do evento todos os anos, foi criada a plataforma São João Caruaru Solidário em parceria com igrejas, entidades da sociedade civil e organizações não governamentais.

Para doar, basta acessar o site do projeto, que oferece a possibilidade de custear cestas básicas (R$ 48), kits de higiene (R$ 25) e outros valores. Quem preferir também pode entregar a doação fisicamente na sede da prefeitura. Durante a apresentação do São João Caruaru Solidário, a prefeitura exibiu vídeos de artistas que apoiam a campanha, como Dorgival Dantas, o vocalista da banda Mastruz com Leite, Neto, Petrúcio Amorim, Elba Ramalho e Eric Land.

 "As cores e o brilho da nossa festa vão estar em nossa memória e no coração, guardados com carinho para o próximo ano, se Deus quiser", diz Dorgival Dantas. (Fonte: Agencia Brasil)
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FOTOS EM PRETO E BRANCO MOSTRAM SÃO JOÃO DE CAMPINA GRANDE NA PANDEMIA

Foto: Emanuel Tadeu
Acostumado a fotografar as cores do São João de Campina Grande, na Paraíba, e eternizar em seus registros a alegria desta festa, o publicitário e fotógrafo Emanuel Tadeu tenta se acostumar a ideia da não realização do evento neste ano, principalmente por tudo que o São João representa para a comunidade local.

“O São João é muito importante para Campina Grande, principalmente. Porque o comércio aqui no período junino, a economia é muito forte. Eu digo que é nosso 13º. Ele mesmo tendo que ser pausado, né, ele não deixa de existir. São João precisou ser pausado por força maior que é a nossa saúde, que é a nossa maior prioridade”, disse o fotógrafo.

E como está a vida das pessoas que dão vida ao São João de Campina Grande? Como eles estão encarando este período de pandemia e de isolamento social? Foi para responder a estas perguntas que o fotógrafo resolveu registrar um pouco da vida do cantor de forró, da costureira, do sanfoneiro, do quadrilheiro, do vendedor ambulante. Afinal, são essas pessoas que dão cor, tom, beleza e animação à festa.

“ É por conta dessas pessoas que o São João tem a força, a proporção que ele tem. Eu consegui extrair delas o sentimento de saudade que elas estão diante de todo esse cenário”, contou à reportagem da Rádio Nacional. 

Uma das fotos que chamou atenção foi de uma ambulante, pois “ela fala com o sorriso”, disse. “E num momento lá que eu tava fotografando eu falei, Fia, represente pra mim todo esse cenário que você está vivendo, no seu semblante”. Ela silenciou, olhou pra baixo, e começou a chorar. Eu vou levar aquela cena pro resto da minha vida. Eu aprendi muito com aquelas pessoas”.

Apesar das cores do São João, a retratação deste momento foi em preto e branco. A razão, o fotógrafo explica: “o objetivo do projeto é justamente esse: mostrar essa descontinuação das cores e da vida e mostrar os sonhos em quarentena dessas pessoas que estão acostumadas a viver em um período junino totalmente colorido e do nada se deparar com o preto e branco”. 

Neste momento de isolamento social as fotografias estão expostas na internet no site vivavampina.com.br, a partir de segunda-feira (22).

“As fotos expostas relatam a descontinuação das cores da vida e mostram também os sonhos, em quarentena, daqueles que são um dos maiores responsáveis por fazer o Maior São João do Mundo acontecer em Campina Grande (PB). É necessário passar por isso com a convicção que iremos voltar. O São João encontra-se ausente, nesse momento, mas ele vai voltar, em perspectiva. ”, explicou Emanuel.

Emanuel Tadeu da Silva tem 24 anos e é natural de Campina Grande, Paraíba. Ele é graduado em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda e atua como fotógrafo há seis anos. Nos últimos cinco anos fotografou o Maior do São João do Mundo e teve fotos publicadas em veiculos nacionais e internacionais. Emanuel costuma fotografar o cotidiano de Campina com muita sensibilidade, a exemplo do registro das ruas da cidade vazias em período de pandemia. (Fonte: Rádio Nacional) 
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CENTENÁRIO DE FLORESTAN FERNANDES: UM MESTRE QUE ATRAVESSA O TEMPO

Hoje com 90 anos, o Professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP João Baptista Borges Pereira lembra com saudade e orgulho as aulas do professor Florestan Fernandes (1920-1995), que define como um docente rigoroso e até bravo, mas sensível e muito humano. “Vivemos uma sincera amizade, mas eu não o tratava como amigo, de igual para igual”, diz Borges Pereira. “Eu o via como um mestre.” Nesta segunda-feira, 22 de julho, completa-se o centenário de nascimento de Florestan Fernandes.

Quando entrou na USP, o paulistano Florestan Fernandes tinha 21 anos. Fez bacharelado em Ciências Sociais na então chamada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) da USP, enveredando por um caminho em que questionava as raízes políticas e sociais da formação da sociedade brasileira.

Em 1945, iniciou sua carreira como professor assistente auxiliando o professor Fernando de Azevedo na cadeira de Sociologia II. Entre 1944 e 1946, fez mestrado em Antropologia na Escola Livre de Sociologia e Política, iniciando uma ampla pesquisa sobre os índios tupinambá. Uma pesquisa que continuou em sua tese de doutorado, A Função Social da Guerra na Sociedade Tupinambá, considerada um clássico da etnologia brasileira.

“Quando entrei na graduação em Ciências Sociais, em 1955, Florestan estava substituindo Roger Bastide e sempre me incentivou a ir para a sociologia, mas acabei optando pela antropologia”, explica João Baptista.

Florestan Fernandes continuou como professor titular interino até 1964, quando se efetivou na cátedra com a tese A Inserção do Negro na Sociedade de Classes, um trabalho que continua atual diante do questionamento sobre a democracia e as questões raciais. Defendia: “Na verdade, nós nos acostumamos à situação existente no Brasil e confundimos tolerância racial com democracia racial. Para que esta última exista, não é suficiente que haja alguma harmonia nas relações raciais de pessoas pertencentes a estoques raciais diferentes ou que pertencem a ‘raças’ distintas”.

Segundo Florestan, democracia significa fundamentalmente igualdade racial, econômica e política. E ponderava: “ O padrão brasileiro de relação social, ainda hoje dominante, foi construído por uma sociedade escravista, ou seja, para manter o negro sob a sujeição do branco. Enquanto esse padrão de relação social não for abolido, a distância econômica, social e política entre o negro e o branco será grande, embora tal coisa não seja reconhecida de modo aberto, honesto e explícito”.

O aluno João Baptista Borges Pereira e o professor Florestan Fernandes eram vizinhos, moravam no bairro paulistano de Moema. Em 1964, quando João Baptista apresentou a dissertação de mestrado Cor, Profissão e Mobilidade – O Negro e a Rádio de São Paulo, orientado por Oracy Nogueira, fez questão de chamar Florestan Fernandes para a banca. 

“Ele foi muito severo. Fez muitas críticas, talvez ainda chateado por eu ter seguido a antropologia e não tê-lo chamado como orientador”, relembra. “Mas fui aprovado. E naquele dia voltei devagar para casa. Quando cheguei, encontrei o professor Florestan sentado na sala. Levei um susto. Mas ele disse: ‘Vim me desculpar e parabenizar pelo trabalho’. Fiquei feliz. Era o mestre.” O aluno na antropologia e o professor na sociologia seguiram dividindo ideias e defendendo a ciência e a cultura, o respeito à diversidade e a tolerância.

Em 1964, com o golpe militar, Florestan foi preso. Em 1969, obrigado a se aposentar na USP, foi exilado pela ditadura militar. Viveu no Canadá e nos Estados Unidos. Atuou como professor nas Universidades de Columbia e Toronto. Em 1972, retornou ao Brasil. Em 1977, foi lecionar na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e no ano seguinte voltou ao Brasil contratado pela Universidade Católica (PUC) de São Paulo como professor titular.

João Baptista Borges Pereira homenageia os 100 anos de nascimento de Florestan destacando o seu trabalho na sociologia, reconhecido no Brasil e na América Latina. “Ele orientou inúmeros trabalhos de mestrado e doutorado e tem um legado importante para o passado, o presente e o futuro do País, com cerca de  50 obras publicadas.” (Fonte:  Leila Kiyomura-Jornal da USP)
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GESTORES ESTADUAIS DE CULTURA TORCEM POR MUDANÇA DE POSTURA DO GOVERNO FEDERAL

Considerada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como uma área estratégica no ponto de vista ideológico e como mecanismo de propagação de ideias conservadoras, a Cultura teve, ao longo do ano e meio do mandato do presidente, uma das gestões mais polêmicas e instáveis do governo.

 Inicialmente, já perdeu o status de ministério, passando a ser uma Secretaria Especial que, atualmente, faz parte do Ministério do Turismo. Em dezoito meses, Bolsonaro já nomeou cinco secretários distintos, o último, que inicia as atividades nesta semana, é o ator Mário Frias. Ele assume a gestão com a responsabilidade de coordenar e fomentar a cultura do País em meio à pandemia de coronavírus (Covid-19), fator que praticamente inviabilizou atividades culturais e sufocou o setor.  

A expectativa dos gestores de Cultura em Pernambuco é de mudança de postura do Governo Federal. Até aqui, todas as quatro gestões já finalizadas - sendo a mais recente a da atriz Regina Duarte - foram marcadas pela falta de diálogo, de acordo com o secretário de Cultura de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto. 

“Nós, como parte do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes da Cultura, nunca fomos recebidos, nunca houve diálogo. Essa condução nos deixa, como Estado, acéfalos naquilo que significa ser reconhecido como parte da cultura brasileira, em toda a sua diversidade.  A ausência do reconhecimento dessa riqueza pelo Governo Federal nos coloca numa situação muito delicada, porque não há indicativos daquilo que vai caber a cada Estado da federação, no sentido de saber se serão protagonistas das próprias ações ou se terão órgãos no auxílio da condução das políticas”, avalia Freyre.

Marcelo Canuto, presidente da Fundação do Patrimônio Artístico de Pernambuco (Fundarpe) considera que o governo Bolsonaro “neutralizou a execução da política cultural do país ao extinguir o Ministério da Cultura, e substituí-lo pela Secretaria de Cultura”. Isso somado à troca constante de dirigentes, para ele, indica a “falta de interesse e instabilidade no comando da pasta” e inviabiliza o planejamento de políticas e gera a redução de recursos. “Diversas políticas foram desmontadas ou descontinuadas. Em Pernambuco, por exemplo, podemos citar  a suspensão do aporte recebido via Fundo Setorial do Audiovisual, da Ancine, que chegou a incrementar com R$ 15 milhões o edital do Funcultura do Audiovisual”, afirma Canuto. 

Para a escritora e secretária da Mulher do Recife, Cida Pedrosa, "a gestão de Mário Frias é natimorta".

 "Ele não tem representatividade da categoria. A única coisa que podemos esperar dele é que ele faça o presidente assinar a Aldir Blanc. É impossível esperar alguma coisa de bom do governo Bolsonaro. É um governo que tem aproximação com o fascismo e dificilmente fará algo importante para a cultura. São autoritários e não aceitam a arte como processo de transformação e trabalham com um projeto de censura", avalia. Ainda de acordo com ela, Frias enfrentará o descrédito com o qual os setores culturais olham a gestão bolsonarista. "O maior desafio dele é o fato da cadeia de cultura estar completamente desacreditada desse governo e com o que ele vem fazendo com a categoria", afirma. 

Freyre frisa que “faz votos” para que Mário Frias “tenha a capacidade de conversar e transmitir o que ele imagina que seja coerente para a retomada da relação do Governo Federal com estados e municípios, dentro do Sistema Nacional de Cultura”. O desejo do secretário pernambucano é que a gestão do ator seja “um ponto de inflexão ao modelo de gestão que nos está sendo exposto pelo governo Bolsonaro, que é a da ausência completa de relacionamento”. 

Para Canuto, Frias deve “de imediato” conhecer a estrutura que compõe a gestão pública nacional da cultura.  “Apesar de toda instabilidade, importantes instituições que eram ligadas ao MinC, permanecem sob a gestão da Secretaria de Cultura e são essenciais na condução das políticas, sejam voltadas diretamente para os trabalhadores na cultura, sejam em sua interface com as gestões estaduais e municipais. Possibilitar o pleno funcionamento destas instituições, para que cumpram com suas funções que já estão determinadas e se constituem em políticas de estado, já será uma grande contribuição”, destaca Canuto. 

Assim como Freyre, Marcelo Canuto considera essencial e urgente a retomada do diálogo do Governo Federal com os estados e municípios, “sobretudo em virtude da situação que estamos vivenciando neste momento”. 

“Temos, por um lado, estados com grande dificuldade de executar as ações planejadas na área da cultura, por conta da queda brusca sofrida na arrecadação, resultado da parada das atividades econômicas, decorrentes da pandemia. Por outro lado, temos a expectativa da execução da Lei Aldir Blanc, que distribuirá R$ 3 bilhões para ações emergenciais, em estados e municípios, para minimizar os efeitos da pandemia sobre os trabalhadores da Cultura. Esperamos que o novo secretário seja capaz de conduzir da melhor forma esse processo que, se exitoso, como esperamos e trabalhamos para que seja, poderá significar a retomada de uma política de cultura nacional mais integrada e descentralizada”, enfatiza. 

Freyre acredita que o fato da Secretaria Especial de Cultura, aparentemente, ficar em definitivo sob o Ministério do Turismo é um fato que pode ser aproveitado. “Isso, por um lado, pode nos gerar uma oportunidade  de aumentar o diálogo do setor Cultura com o setor Turismo, coisa que a tradição dos últimos anos tinha afastado. Se houver diálogo, poderá ser uma boa oportunidade”, explica. (Folha Pernambuco)
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ECONOMIA SOLIDÁRIA APOSTA EM VENDAS ONLINE DURANTE PERÍODO JUNINO

Com a finalidade de propagar os princípios da economia solidária, escoar a produção e ampliar as vendas durante a crise sanitária mundial, empreendimentos econômicos solidários da Bahia participam, até 24 de junho, do Festival de Economia Solidária São João da Minha Terra. O evento conta com ações de comercialização e apresentações culturais em plataformas digitais. A expectativa de faturamento é de R$ 90 mil.

O festival junino tem a participação de cerca de 450 empreendimentos do segmento. Ao todo, 800 produtos são comercializados com destaque para itens de artesanato, bebidas e alimentos típicos de diversas regiões do estado que estão que podem ser adquiridos no site www.festivalecosolba.com.br e nos perfis de Instagram dos 13 Centros Públicos de Economia Solidária da Bahia (Cesol), equipamentos ligados à Secretaria do Trabalho Emprego, Renda e Esporte (Setre). A entrega dos itens é realizada de acordo com todas as recomendações de higiene e segurança dos órgãos de saúde.

A realização do evento é fruto de edital público lançado pelo Governo do Estado, por meio da Setre. "Neste momento de crise econômica e sanitária, compreendemos que era necessário fomentar a comercialização das cooperativas, associações e grupos produtivos da Bahia. O festival oferece produtos de qualidade vendidos a preços justos, além de incentivar a população a apreciar o São João em casa, cumprindo o distanciamento social", ressalta o titular da pasta, Davidson Magalhães.

O evento oferece ao público aulas de culinária com chefes renomados como Bela Gil, Guga Rocha e Rosa Gonçalves, além de apresentações musicais de nomes tradicionais do forró, entre eles Targino Gondim, Adelmário Coelho e Zelito Miranda que integram a programação nos dias 22, 23 e 24 de junho. A transmissão oficial é feita pelo Coletivo Mídia Ninja no Youtube e Facebook e tem retransmissão nas redes da Economia Solidária da Bahia. (Fonte: Sertre)

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UNEB DIVULGA NOTA DE REPÚDIO À REVOGAÇÃO DA PORTARIA DO MEC E AFIRMA QUE CONTINUARÁ MANTENDO SUA POLÍTICA DE INCLUSÃO SOCIAL

A Universidade do Estado da Bahia (UNEB), vanguardista na defesa da adoção do sistema de cotas como política institucional, através da implantação da reserva de vagas para negros, em 2002, recentemente ampliou seu programa de políticas afirmativas a outras populações que sofrem com a desigualdade social e encontram sérias restrições de acesso ao ensino superior.

Essa decisão institucional, deliberada através de seu Conselho Universitário, tem proporcionado o acesso e formação na educação superior de diversos grupos identitários. Por isso, recebemos com perplexidade a posição retrógrada e perversa de revogação da Portaria Normativa Nº 13/2016, pelo Ministério da Educação (MEC), publicada no D.O.U. de 18/06/2020 (Portaria nº 545/2020).

Tal revogação, associada a outras medidas igualmente nocivas à educação brasileira, tomadas pelo Governo Federal, constitui um duro golpe ao desenvolvimento da pesquisa no país, ao tempo em que dificulta ainda mais o ingresso de pessoas em risco social, e historicamente apartadas da educação formal, na universidade pública, legitimando o processo de elitização dos programas de pós-graduação nas universidades brasileiras.

Essa medida incide como um ataque à autonomia universitária, garantida por nossa Constituição, valor transversal a todas as práticas acadêmicas, especialmente aquelas que nos autorizam decidir sobre nosso ordenamento ou sobre o modo como agimos e nos dirigimos à sociedade. A UNEB no uso de sua autonomia reafirma que continuará mantendo sua política de inclusão social através da manutenção da política de cotas na graduação e pós-graduação.

A UNEB sublinha a sua postura, não só de repúdio, mas, sobretudo, de aguerrida oposição a esse ato descabido e com um evidente propósito, a saber, elitizar a pós-graduação e impedir a emancipação de consciência daqueles que, agora e em um futuro breve, podem fazer frente à ignorância do julgo de governantes que seguem indiferentes ao valor de suas vidas.

Universidade do Estado da Bahia
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NEY VITAL SACODE O FORRÓ COM BOM JORNALISMO AUDIÊNCIA RÁDIO AUMENTA NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

A audiência de rádio durante a pandemia de COVID-19 no Brasil vem crescendo desde o início da crise sanitária, segundo dados do Kantar IBOPE Media. O número de pessoas que ouvem rádio e mantêm o hábito com o distanciamento social aumentou para 74%.

Mesmo com mudanças na rotina, o tempo médio de audiência segue estável, apontou o levantamento. Se comparado com o mesmo período do ano passado, há registro significativo de crescimento.

A integração entre o rádio e as plataformas digitais é uma realidade que vem ganhando corpo nos últimos anos no Brasil. Se no início da ascensão digital se falava em ouvir rádio pelo site das emissoras, hoje muitas delas já contam com aplicativos e uma série de conteúdos e promoções exclusivas para os meios digitais. Para se ter uma ideia, segundo estudo recente do Kantar Ibope Media, 89% das pessoas escutam Rádio via mobile, pelo computador, enquanto 56% seguem nos receptores convencionais, em casa ou no carro.


A audiência ainda está ligada ao aparelho receptor comum, mas o ouvite também está no computador e, principalmente, no celular.


O rádio continua sendo o principal veículo de comunicação do Brasil. Aliado a rede de computadores está cada vez mais forte e líder. Na rádio Cidade AM 870, Petrolina/Juazeiro, Bahia, o jornalista Ney Vital apresenta o Programa Nas Asas da Asa Branca-Viva Luiz Gonzaga e Amigos. O programa é transmitido todos os domingos,  a partir das 9hs da manhã, www.radiocidadeam870.com.br, também no instagram, YouTube.

A direção da emissora apostou na reinvenção, no projeto especial e aposta no conteúdo cultural e os resultados aparecem. 

O Programa NAS ASAS DA ASA BRANCA VIVA LUIZ GONZAGA e SEUS AMIGOS segue uma trilogia amparada na cultura, cidadania e informação. "É o roteiro usado para contar a história da música brasileira a partir da voz e sanfona de Luiz Gonzaga, seus amigos e seguidores", explica Ney Vital. 

O programa Nas Asas da Asa Branca-Viva Luiz Gonzaga é um projeto que teve início em 1990, numa rádio localizada em Araruna, Paraíba. "Em agosto de 1989 Luiz Gonzaga, o  Rei do Baião fez a passagem, partiu para o sertão da eternidade e então, naquela oportunidade, o hoje professor doutor em Ciência da literatura, Aderaldo Luciano fez o convite para participar de um programa de rádio. E até hoje continuo neste bom combate". 

O programa é o encontro da família brasileira. Ney Vital não promove rituais regionalistas, a mesquinhez saudosista dos que não se encontram com a arte e cultural, a não ser na lembrança. Ao contrário, o programa evoluiu para a forma de espaço reservado à cultura mais brasileira, universal, autêntica, descortinando um mar e sertões  de ritmos variados e escancarando a infinita capacidade criadora dos que fazem arte no Brasil. 

É o conteúdo dessa autêntica expressão nacional que faz romper as barreiras regionais, esmagando as falsificações e deturpações do que costuma se fazer passar como patrimônio cultural brasileiro.

Também por este motivo no programa o sucesso pré-fabricado não toca e o modismo de mau gosto passa longe."Existe uma desordem , inversão de valores no jornalismo e na qualidade das músicas apresentadas no rádio", avalia Ney Vital que recebeu o titulo Amigo Gonzagueano Orgulho de Caruaru, e Troféu Luiz Gonzaga 2014 Exu,  recentemente em evento realizado no Espaço Cultural Asa Branca, foi um dos agraciados com o Troféu Viva Dominguinhos em Garanhuns.

Ney Vital usa a credibilidade e experiência de 30 anos atuando no rádio e tv. Nas filiadas do Globo TV Grande Rio e São Francisco foi um dos produtores do Globo Rural, onde exibiu reportagens sobre Missa do Vaqueiro de Serrita e festa aniversário de Luiz Gonzaga e dos 500 anos do Rio São Francisco, além de dezenas de reportagens pautadas no meio ambiente do semiárido e ecologia.

Formado em Jornalismo na Paraíba e com Pós-Graduação em Ensino de Comunicação Social pela UNEB/Universidade Federal do Rio Grande do Norte faz do programa um dos primeiros colocados na audiência do Vale do São Francisco, segundo as pesquisas. 

O Programa Nas Asas da Asa Branca, ao abrir as portas à mais genuína música brasileira, cria um ambiente de amor e orgulho pela nossa gente, uma disseminação de admiração e confiança em nosso povo — experimentada por quem o sintoniza, dos confins do Nordeste aos nossos pampas, do Atlântico capixaba ao noroeste mato-grossense.

Ney Vital usa a memória ativa e a improvisação feita de informalidade marcando o estilo dos diálogos e entrevistas do programa. Tudo é profundo. Puro sentimento.O programa Flui como uma inteligência relâmpago, certeira e  hospitaleira.

"O programa incentiva o ouvinte a buscar qualidade de vida. É um diálogo danado de arretado. As novas ferramentas da comunicação permitem ficarmos cada vez mais próximo das pessoas, através desse mundo mágico e transformador que é a sintonia via rádio", finalizou Ney Vital.
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