BRASIL DEVE ULTRAPASSAR A MARCA DE UM MILHÃO DE INFECTADOS PELO CORONAVÍRUS, PETROLINA E JUAZEIRO SOMAM 760 CASOS

Nesta quinta-feira (18), em mais um dia de intensificação de testagens rápidas para detectar a covid-19, Juazeiro e Prefeitura pode chegar ao número de 800 casos.

Dados divulgados ontem (17), a soma de casos positivos em Juazeiro e Petrolina e de 760 casos. São 493 casos em Petrolina e Juazeiro 267. 

Em Juazeiro são 72 pacientes clinicamente curados. De acordo com dados da Secretaria de Saúde são 12 óbitos registrados em Juazeiro em decorrência da COVID 19.

Em Petrolina as curas clínicas também aumentaram agora já são 179 recuperados. O total de óbitos subiu para quinze.

O prefeito Paulo Bomfim se reuniu com os representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Juazeiro e o do Sindicato dos Comerciários (Sindcom), ontem, quarta-feira, 17, no Paço Municipal, para informar que espera contar com as entidades e que vai endurecer a fiscalização para o cumprimento das regras sanitárias estabelecidas no Plano de Retomada, para que não haja a necessidade de fechamento do comércio.

Para o prefeito, a sociedade precisa colaborar para que o município não sofra perdas econômicas e um novo fechamento do comércio seria um grande impacto.

O Brasil registrou, pelo segundo dia consecutivo, mais de mil mortes e mais de 30 mil infectados pela covid-19. Somente ontem, o Ministério da Saúde contabilizou mais 1.269 óbitos e 32.188 casos confirmados. Com isso, 46.510 brasileiros já perderam a vida para o novo coronavírus e 955.377 diagnósticos positivos. O total de casos no país é superior à soma de confirmações em toda a América Latina. Caso mantenha a média de registro diário dos últimos seis dias, que é de 25.424, o Brasil passará, nesta quinta, a marca de um milhão de infectados.
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TRABALHO DE LUIZ GONZAGA É UM BOM EXEMPLO DE ECONOMIA CRIATIVA

Luiz Gonzaga conseguiu através de sua música unir o país, em um período em que pouco se sabia sobre o que era feito fora do eixo Rio-São Paulo. É assim que se cria uma nação, quando os cidadãos assumem a cultura de seu próprio povo e estabelecem uma identidade nacional. 

Nesse sentido, Luiz Gonzaga tem uma importância que a gente não consegue medir. Além de levar o novo ritmo para o mundo, ele revelou para o resto do Brasil as dificuldades do Nordeste, falando das mazelas da seca e da fome melhor que qualquer político”, diz Breno Silveira, diretor do filme “Gonzaga: de Pai para Filho”). Para o diretor que estuda a vida do sanfoneiro há 20 anos, Gonzaga é um real exemplo do poder da economia criativa ao gerar riqueza para seu povo a partir da música, vendendo e divulgando a cultura nordestina até hoje.

O termo economia criativa foi usado pela primeira vez no livro “Economia Criativa: Como as Pessoas Fazem Dinheiro com Ideias”, escrito pelo consultor inglês John Hawkins. Para o escritor formado em Relações Internacionais, a economia criativa trata de atividades que resultam de indivíduos que exercitam sua imaginação e exploram seu valor econômico. Nesse sentido, o que Luiz Gonzaga fez pelo Nordeste não tem preço.

Segundo Breno, Gonzaga, ao lado do cangaceiro pernambucano Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e do padre cearense Cícero Romão Batista, nosso Padim Ciço, compõem a base do imaginário sobre o Nordeste. No entanto, só Gonzaga fez ressoar a cultura nordestina com tamanha potência. Como explicou o artista plástico e organizador do livro “O Rei do Baiao”, Bené Fonteles, Gonzaga e seu parceiro Humberto Teixeira criaram um movimento cultural nordestino através de uma música-manifesto chamada Baião.

Para se ter ideia de sua força, só na indústria do cinema, nos últimos dez anos, Gonzaga foi motivo de dois importantes filmes nacionais: “Viva São João”, de Andrucha Waddington, e sua biografia “Gonzaga - de Pai para Filho”. Na indústria fonográfica, suas músicas já foram regravadas por grandes nomes da MPB - Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethania, Gal Costa. Na literatura de cordel, Gonzagão é personagem de centenas de publicações. No artesanato, graças à sua maneira de se vestir, gibões e chapéus de cangaceiros são vendidos em feiras nordestinas como lembrança de viagem por todo país.

Por causa de Gonzaga a festa de São João entrou para o calendário nacional e é celebrada Brasil afora. Por sua influência também, a pequena cidade de Exu entrou para o mapa e hoje recebe milhares de turistas curiosos para conhecer a terra do Rei do Baião. “A cidade era quase isolada. O Gonzaga foi quem lutou para conseguir ligar Exu ao Ceará e a Pernambuco com asfalto. Ele também conseguiu trazer a TV para cá muito antes de outras cidades do Nordeste. Lutou pelo desenvolvimento da cidade e pela melhoria das condições de vida do nosso povo”, conta Clemilce Cardoso Parente, administradora do Parque da Aza Branca na cidade natal do músico.

Gonzaga era um músico popular e do povo. Em sua sanfona, deixou gravada a inscrição "É do povo". Gostava mesmo de cantar para as multidões e se pudesse evitava casas de show com preços abusivos. Cruzou em caravana de Norte a Sul, cantando, promovendo grandes encontros e levando sua alegria contagiante por onde passava. Faz tempo que ele se foi, mas sua marca vai ficar para sempre entre nós. Que Deus salve o Rei!
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DISCOS DE VINIL E REVISTAS RARAS NA VIDA E OBRA DE LUIZ GONZAGA

Coloquei aqui discos selos originais, raros, estes fazem parte da minha coleção de Música, vida e obra de Luiz Gonzaga. Detalhe: percebam escrita Rosil, data 10-07-1967, ele pertenceu a Rosil Cavalcanti, parceiro, compositor de Luiz Gonzaga e de Jackson do Pandeiro. 

O que impressiona? No dia 10 de julho de 1968 Rosil Cavalcanti morreu. Percebam o valor das datas...a assinatura é exatamente um ano antes dele falecer!

Rosil Cavalcanti é o autor de centenas de clássicos da música brasileira. Sebastiana, Aquarela Nordestina, Saudade de Campina Grande, Amigo Velho, Faz Força Zé...Rosil de Assis Cavalcanti nasceu em Macaparana, Pernambuco.  Eu tive a honra de conhecer na década de 90, a viúva de Rosil, Maria das Neves-Dona Nevinha e ganhei presente o livro estes e outros de riqueza cultural que não tem valor.

A capa deste disco vinil consta no livro biografia do músico pernambucano Rosil Cavalcanti. O livro “Pra Dançar e Xaxar na Paraíba: Andanças de Rosil Cavalcanti”, de  Rômulo Nóbrega e José Batista Alves, tem prefácio de Agnello Amorim.

Radialista, humorista, percussionista e compositor, Rosil Cavalcanti era radicado na Paraíba, foi autor de obras clássicas da música  brasileira, na voz de Jackson do Pandeiro, Marinês e Luiz Gonzaga, dentre outros intérpretes nacionais.

A biografia de Rosil Cavalcanti foi lançada em 2015 uma homenagem ao seu centenário de nascimento, 47 anos depois de sua morte, em 1968, aos 53 anos de idade, em Campina Grande, onde viveu a maior parte de sua vida e se projetou no Brasil.

O livro “Pra Dançar e Xaxar na Paraíba” é enriquecido com vasta iconografia do biografado, suas fotos desde a infância, juventude, a vida de casado, em programa de rádio no papel do famoso personagem Capitão Zé Lagoa, além de imagens de Rosil com colegas de trabalho, artistas, músicos, suas caçadas e pescarias, capas e selos de discos.

Outra raridade. Luiz Gonzaga e sua alegria, registrada na Revista O Cruzeiro, Rio de Janeiro-RJ, ano XXIV, nº 39, edição 12 de setembro de 1952. Segundo Dominique Dreyfus, escritora francesa que escreveu a biografia Vida de Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga, os anos de 1953 e 1954 foram de muitas viagens para realização de tournées pelo Brasil afora. 
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NORDESTE É UM DOS PRINCIPAIS DESAFIOS NO COMBATE À DESERTIFICAÇÃO NO BRASIL

Em 17 de junho é celebrado o Dia Mundial de Combate à Seca e à Desertificação. No Brasil, o problema afeta, especialmente, as regiões Nordeste e Sul. Desmatamento, queimadas e outras práticas agrícolas inadequadas, como o excesso de agrotóxicos, são as principais causas de desertificação, o que gera, entre outros problemas, redução da produtividade agropecuária e aumento da subnutrição e doenças por falta de água potável. 

Depois de 2015, com a aprovação do projeto que que instituiu a Política Nacional de Combate e Prevenção à Desertificação (Lei 13.153, de 2015), o Congresso Nacional tem dado ênfase a propostas para minimizar os efeitos da seca, que atinge especialmente os pequenos produtores. (Fonte: Rádio Senado)



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MÚSICOS FAZEM O FORRÓ PÉ DE SERRA RESISTIR EM TEMPOS DE PANDEMIA

Neste período do ano era comum passar pelo centro de Juazeiro e Petrolina e ouvir um trio de forró, sanfona, zabumba e triangulo. Uma verdadeira "industria cultural" criada pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

A não realização dos festejos juninos durante a pandemia do novo coronavírus impacta diretamente esta cadeia produtiva que vive e sobrevive do são-joão: os forrozeiros. Os trios de forró costumam ter visibilidade no período, que é quando a agenda de shows fica lotada, mesmo que tenham que dividir espaços com outras vertentes mais comerciais do ritmo nordestino.

Em contato com a reportagem do BLOG NEY VITAL, o sanfoneiro Manoel Rodrigues Paixão, 48 anos, nasceu em Afrânio, Pernambuco. Mora em Petrolina. Apaixonado por sanfonas é tocador desde os 12 anos. Possui o dom cada vez mais raro no Brasil e em especial no Nordeste: conserta e afina sanfonas.

Nos outros anos, a agenda de Manoel Paixão estava lotada nessa época. Apresentações em Juazeiro, Petrolina, e outras regiões do entorno. Um afinador de sanfona profissional tem sempre agenda cheia. Manoel Paixão herdou do pai os ensinamentos sobre o instrumento, que já vieram do avô e irmãos.

"Nesta época, entre o mês de maio ao final de junho, era lugar para tocar quase todo dia. Mês de junho. Festejos juninos, nós sanfoneiros tinhamos garantido, apesar das dificuldades que o forró pé de serra enfrenta o seu ganha pão garantido".

A produtora cultural, a Presidente da Associação Balaio Nordeste, Joana Alves da Silva, coordenadora do Fórum Nacional de Forró e que articula o movimento do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil desde 2011, lamenta o momento de crise vivido pela classe dos sanfoneiros e músicos dos trios de forró.

“As dificuldades são imensas, toda a cadeia produtiva sofrendo muito, principalmente os pequenos artistas e músicos que são os mais penalizados. Estamos cobrando políticas públicas dos governantes, editais, mas até agora não conseguimos muitas coisas”. Segundo ela, o fórum vem fazendo ações emergenciais, como distribuição de cestas básicas.

Mas o forró resiste. Foi lançado no último dia 12, e segue até o dia 28, o Festival São João na Rede nas principais redes sociais. Serão mais de 200 artistas envolvidos nos dias de festa virtual, com muita música, apresentação de contadores de histórias, professores de dança, mestres da cultura nordestina, poetas e palestrantes.

O festival se destina, segundo os organizadores, a arrecadar donativos para profissionais da cadeia produtiva do forró que estão em situação de vulnerabilidade por causa do isolamento social. “Essas doações serão captadas e distribuídas através de plataforma eletrônica”.

“A grande questão é entender que o forró pé de serra é uma cultura de resistência. Não tem apelo comercial. Então, é uma luta levar adiante algo com um público muito segmentado”, avalia Marcão, produtor do Trio Balançado, formado por Vavá Gomes (sanfona e voz), Leandro Medeiros (triângulo e voz) e Zé Carlos (zabumba e voz).

“Muitos trios não vivem só da música, mas é evidente que era um complemento que dava qualidade de vida. Essa pandemia é terrível e muito complicada. Tem forrozeiro passando fome”, comenta Marcão.

A apresentação de música ao vivo foi a primeira a parar com o decreto em março e certamente os sanfoneiros estão entre os últimos a voltar ao trabalho depois dessa pandemia.

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SÃO JOÃO 2020: LETREIRO CARUARU CAPITAL DO FORRÓ É ACESSO NO PÁTIO DE EVENTOS LUIZ GONZAGA

Foi aceso o letreiro "Caruaru Capital do Forró" no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, principal polo dos festejos juninos do município. Neste ano, a festa foi suspensa devido à pandemia do novo coronavírus.

O letreiro é um dos símbolos do popularmente conhecido Pátio do Forró durante o Maior e Melhor São João do Mundo.

A campanha "São João Caruaru Solidário 2020" deu lugar à tradicional festa junina realizada nas ruas devido à pandemia do novo coronavírus. O objetivo é "arrecadar fundos para doação de cestas básicas ao setor produtivo do São João, que está sendo afetado diretamente com a impossibilidade da realização do São João no formato tradicional", conforme destacou a prefeitura.

Esta é a primeira vez que o São João não é realizado em 40 anos. Sem a festa, a prefeitura estima um prejuízo de R$ 200 milhões.
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LAMPIÃO ABRE SÉRIE GRANDES PERSONALIDADES DO NORDESTE PROMOVIDA PELA FUNDAJ

A riqueza cultural do Nordeste, cujas referências percorrem País e mundo afora, ganha mais um canal de acesso dentro da série “Grandes Personalidades  do Nordeste”, promovida pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

Biografias como as de Padre Cícero, Zumbi dos Palmares e Nísia Floresta farão parte dos programas, que ganha também um espaço de discussão digital, integram a programação da série que conta com sete edições programadas para irem ao ar às quintas-feiras - a primeira delas marcada para o próximo dia 18, sempre às 17h. Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, será tema do programa de estreia, que pode ser acompanhado no perfil do Instagram @FundajOficial. 

De acordo com o diretor do espaço Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundaj, Mario Helio. “a série vai destacar alguns dos nomes que fizeram a cultura nordestina ir além da cana-de-açúcar e dos verdes mares bravios de sua terra”. Ele completa ainda que, nas palestras, sempre que possível, o acervo da Fundaj será utilizado, em especial o que está disponível no Centro de Estudos da História Brasileira. 

A personalidade Lampião, que estreia a série, era natural de Serra Talhada, no Sertão pernambucano. Lampião, que viveu apenas quarenta anos e fez-se uma lenda, é fonte de permanentes pesquisas, estudos, leituras e releituras de um tempo em que no Brasil imperava mais a força do que a lei em si. 

Nesta primeira palestra, que terá o pesquisador Frederico Pernambucano de Mello, o público vai conhecer as “faces” do nordestino e a importância do movimento ao qual fazia parte, com mediação do jornalista Marcelo Abreu. A programação ficará dividida em origem do cangaço, revoluções históricas e a figura de Lampião neste contexto. 

O cangaço será apresentado como uma insurgência coletiva, grupal, armada, e meta racial; e Lampião, como uma espécie de rei que impunha seu reinado pela força. Mas que, apesar disso, tinha um lado sensível à arte, pois, quando menino, aprendeu a ser alfaiate. 

Serviço: Série Grandes Personalidades do Nordeste
Tema “Lampião, com palestra do pesquisador Frederico Pernambucano de Mello
Quinta-feira (18), 17h, no Instagram @FundajOficial 

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