Encontro de Saberes da Caatinga 2019 acontecerá em Exu, Pernambuco

Acontecerá nos dias 18 a 27 de janeiro de 2019, a 3ª edição do Encontro Saberes e Práticas da Caatinga: Raizeiro(a)s, Benzedeiro(a)s e parteiras, na Chapada do Araripe, Pernambuco.

O encontro será realizado em Exu, Pernambuco. O Encontro tem como objetivo promover a troca de saberes entre os raizeiros(as), benzedeiros(as) e parteiras da região da Chapada do Araripe contribuindo para o fortalecimento do papel cultural da sabedoria tradicional nos processos de cuidado e cura.

As inscrições para o evento serão realizadas até o dia 10 de dezembro de 2018. Poderão ser realizadas pessoalmente nos seguintes locais: Sindicato de Trabalhadores Rurais do Exu, ONG Caatinga - Ouricuri, Budega Cultural no Exu e ACB no Crato Ceará. 

As pessoas interessadas em realizar a inscrição online deverão preencher o formulário com seus dados pessoais e indicar posteriormente a modalidade de participação no evento, atentando-se para o valor a ser pago via depósito, na conta: Banco do Brasil; Conta: Ana Vartan Ribeiro de Alencar Ulisses; Agência: 1059-6; Conta Poupança: 12.791-4; Variação 01. 

O comprovante de depósito deverá ser enviado por email (saberesdacaatinga@gmail.com), até o dia 10 de dezembro de 2018.

Serão ofertadas oficinas sobre Quiropraxia, Bioenergética, Argiloterapia, Shiatsu, Introdução a cosméticos naturais, Agrofloresta Sintrópica, Essências do feminino (Aromaterapia na saúde da mulher), Saponificação, Meditação, Extração de óleos, Enema, Primeiros socorros com óleos essenciais, Extração de óleos, Alimentação viva e Biocontrução. 
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Exu e a falta de apoio e recursos públicos ao evento mais importante do Forró no Mundo

Um desabafo Gonzagueano! Em mais um ano tivemos a honra de celebrar em Exú - PE o aniversário do maior mito da cultura popular nordestina, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

O ato de celebrar mais uma Festa do Gonzagão muito nos orgulha, porém pelo terceiro ano custeamos 100% das despesas do próprio bolso. Isso mesmo, ônibus, combustível, 23 profissionais, material técnico, iluminação, painel de led, pirotecnia, etc. 

Fazemos isso em respeito ao nosso maior ídolo, Luiz Gonzaga, e aos milhares de gonzagueanos que estão todos os anos na festa. 

Gente das mais diversas partes do planeta vem prestigiar o evento e celebrar o aniversário do nosso mito nordestino. Meu desabafo e tristeza se dão em duas vertentes: 

Primeiro, a falta de apoio e recursos públicos ao evento mais importante do Forró no Mundo. Na Festa não celebramos apenas o aniversário de Gonzaga, mas também o Dia Nacional do Forró. Alô gestores, vamos dar uma atenção em 2019!

Segundo, aos artistas da cultura popular, em especial aos do segmento FORRÓ. Através da arte, obra e legado de Luiz Gonzaga, todos forrozeiros trabalham o ano inteiro. Muito me entristece ver tanta gente usando um discurso de seguidor e defensor da obra e do legado de Luiz Gonzaga, no Brasil e no Mundo, mas que na prática não lembram de reservar 01 dia do ano para celebração de nossa cultura Gonzagueana.

Temos 365 dias do ano para ganhar dinheiro com nosso trabalho, mas deixo meu desabafo com o intuito de tocar o coração dos colegas artistas do segmento, para 2019. Mesmo que não venha com sua banda, venha você artista, sua presença aumenta cada vez mais o público e a renda em prol do Parque.

O Parque Aza Branca vive totalmente de doações. A área necessita de limpeza diária e manutenção constante. Temos lá o mausoléu do nosso Rei do Baião, além do Museu com todos prêmios e homenagens, palcos para shows, a casa onde residiu com toda sua história, e a pousada para receber turistas. A casa museu está com o primeiro andar interditado por riscos de desabar. Todo esse patrimônio e história de Gonzaga estão sofrendo com a falta de recursos.

O que me deixa feliz é ver os milhares e milhões de seguidores do nosso Rei do Baião se manifestando positivamente, bem como alguns amigos e irmãos forrozeiros que todos anos estão lá, a exemplo de Flávio Baião, Targino Gondim, Flávio Leandro, Joquinha Gonzaga, Jorge de Altinho, Fábio Carneirinho, Waldonys, dentre outros maravilhosos artistas que contribuem voluntariamente com a festa todos os anos, como faz a Fulô de Mandacaru nos últimos 03 anos.

O texto ficou longo, porém necessário para refletir sobre a importância de sair do discurso e ir à prática do verdadeiro sentido do legado de Gonzagão. Um dos artistas populares que mais apadrinhou e ajudou diversos artistas, pessoas e comunidades onde passou ao longo da sua vida.
Viva Gonzagão!!!

Viva o Forró!!!

Armandinho do Acordeon
(Banda Fulô de Mandacaru)
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Isolda Bourdot, compositora de Roberto Carlos, sofre infarto e morre aos 61

Isolda Bourdot, conhecida como "a compositora do Rei", por ser a autora de "Outra Vez", um dos maiores sucessos de Roberto Carlos, morreu aos 61 anos. Segundo seu perfil no Facebook, ela sofreu um infarto na noite de domingo (16).

A compositora participou de vários festivais de música nos quais Milton Carlos, seu irmão, interpretava músicas de autoria da dupla. O primeiro grande sucesso de Isolda e Milton Carlos aconteceu em 1973, quando Roberto Carlos ouviu a música "Amigos, Amigos" e resolveu gravá-la.

Outras composições da parceria foram sucesso na voz de Roberto Carlos, como "Jogo de Damas", "Elas por Elas", "Um Jeito Estúpido de te Amar" e "Pelo Avesso", e na de intérpretes como Wando, Ângela Maria e Agnaldo Rayol.

Em 1976, a dupla teve fim com o acidente automobilístico que matou Milton Carlos.

O grande sucesso de Isolda veio com "Outra Vez". "Gravei essa canção numa fita entre outras e entreguei para Roberto Carlos", afirmou ela em depoimento em seu site.

"'Outra vez' é uma canção que nunca mais me abandonou. Ela já fez parte de trilhas para novelas, foi gravada pela maioria dos nossos intérpretes, instrumentada ou cantada nas mais diferentes interpretações e arranjos, ganhou muitos prêmios, inclusive o de música do ano e eu sei que sempre vai me acompanhar", completou. O velório está marcado para terça (18), a partir das 10h, no cemitério São Pedro, em São Paulo.
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Mega-Sena pode pagar R$ 48 milhões nesta terça-feira (18)

A Mega-Sena poderá pagar hoje (18) um prêmio de R$ 48 milhões a quem acertar as seis dezenas do concurso 2.108, que será realizado, às 20h, no Caminhão da Sorte, que está estacionado na cidade de Conselheiro Pena, em Minas Gerais.
Segundo a Caixa, o prêmio principal, caso aplicado na poupança, renderia mensalmente mais de R$ 178 mil. “O valor também seria suficiente para comprar 20 casas de luxo, mobiliadas, com carro na garagem, nas mais valorizadas localizações do país”.
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Encontro de Saberes da Caatinga 2019 acontecerá em Exu, Pernambuco

Acontecerá nos dias 18 a 27 de janeiro de 2019, a 3ª edição do Encontro Saberes e Práticas da Caatinga: Raizeiro(a)s, Benzedeiro(a)s e parteiras, na Chapada do Araripe, Pernambuco.

O encontro será realizado em Exu, Pernambuco. O Encontro tem como objetivo promover a troca de saberes entre os raizeiros(as), benzedeiros(as) e parteiras da região da Chapada do Araripe contribuindo para o fortalecimento do papel cultural da sabedoria tradicional nos processos de cuidado e cura.

As inscrições para o evento serão realizadas até o dia 10 de dezembro de 2018. Poderão ser realizadas pessoalmente nos seguintes locais: Sindicato de Trabalhadores Rurais do Exu, ONG Caatinga - Ouricuri, Budega Cultural no Exu e ACB no Crato Ceará. 

As pessoas interessadas em realizar a inscrição online deverão preencher o formulário com seus dados pessoais e indicar posteriormente a modalidade de participação no evento, atentando-se para o valor a ser pago via depósito, na conta: Banco do Brasil; Conta: Ana Vartan Ribeiro de Alencar Ulisses; Agência: 1059-6; Conta Poupança: 12.791-4; Variação 01. 

O comprovante de depósito deverá ser enviado por email (saberesdacaatinga@gmail.com), até o dia 10 de dezembro de 2018.

Serão ofertadas oficinas sobre Quiropraxia, Bioenergética, Argiloterapia, Shiatsu, Introdução a cosméticos naturais, Agrofloresta Sintrópica, Essências do feminino (Aromaterapia na saúde da mulher), Saponificação, Meditação, Extração de óleos, Enema, Primeiros socorros com óleos essenciais, Extração de óleos, Alimentação viva e Biocontrução. 
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Procissão das Sanfonas acontecerá sábado 22, em São Raimundo Nonato, Piauí

No próximo sábado, dia 22, acontece em São Raimundo Nonato, Piauí, mais uma edição do festival da “Orquestra Sanfônica do Sertão e Procissão de Sanfona”, evento este que reúne centenas de sanfoneiros do Piauí e dos estados vizinhos.

O Festival será realizado na Avenida dos Estudantes, a partir das 14hs e na programação consta às 16hs a tradicional Procissão das Sanfonas, apresentação do Grupo de Violão Acordes do Campestre e Paloma Nunes e convidados lançando Cd.

Ás 22hs Orquestra Sanfônica do Sertão e Convidados e o encerramento do festival com Epitácio Pessoa do Ceará e Convidados.

Durante o evento haverá exposição artesanatos e oficinas de manutenção e captação de sanfona.

O fundador da Associação Acordes do Campestre, Sandrinho do Acordeon, destaca que o projeto surgiu para contribuir com a educação e cultura das crianças carentes do bairro Campestre.
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Alceu Valença, um dos nossos maiores patrimônios culturais

No auge dos seus 72 anos, o múltiplo artista pernambucano Alceu Valença fez mais de 80 shows só neste ano e, ao longo da carreira, vendeu milhões de discos, ganhou prêmios importantes, dirigiu e lançou o filme A luneta do tempo - obra da qual ele se orgulha muito -, acumula inúmeras músicas de sucesso e seu público alcança diferentes gerações. 

Toda essa honrosa bagagem justifica a escolha do público em nomear Alceu como o vencedor da categoria Música, do Grande Prêmio Orgulho de Pernambuco, promovido pelo Diario de Pernambuco. 

“É uma honra e um prazer. Pernambuco está na essência da minha arte. Praticamente toda a minha obra gira em torno de temas que aprendi desde menino em Pernambuco. Minha poética e musicalidade estão diretamente ligadas a essas influências. É como sempre digo: me sinto como um espelho do meu povo. Eu me reconheço nele, ele se reconhece em mim”, poetiza.

Na infância, não havia radiola na casa onde ele morava com seus pais Décio e Adelma, em São Bento do Una, no Agreste pernambucano. O motivo era o medo que o pai tinha de que o pequeno Alceu se tornasse boêmio e, por isso, não incentivava a sua veia artística. Essa condição da época fez com que o músico escutasse poucas músicas até os dias de hoje. 

“A música que conheço, eu aprendi com os vaqueiros, os trios de forró, as duplas de violeiros e emboladores. Uma vez, no início da minha carreira, perguntei ao Hermeto Pascoal o que ele costumava escutar. Sabe o que ele respondeu? Nada. Para não me influenciar”, diz, aos risos. 

Foi apenas em 1969 que Alceu Valença, o então jovem de 23 anos, descobriu que tinha talento para a música, durante um curso de férias para o qual foi selecionado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Depois das aulas, ele levava seu violão para a praça e cantava xotes, baiões e martelos agalopados.

 “Os hippies e hare krishnas adoravam e dançavam em torno de mim”, recorda. Essas despretensiosas apresentações despertaram a curiosidade de um jornal de Massachusetts, que perguntou o que ele cantava. “Protest songs”, respondeu. Esse mesmo jornal definiu o pernambucano como o “Bob Dylan brasileiro”, quando ele nunca havia escutado uma música sequer do cantor e compositor norte-americano.

De volta ao Brasil, Alceu classificou uma música no Festival Internacional da Canção (FIC), e foi ali que ele começou a se sentir profissional. Dois anos depois, gravou o primeiro disco, Quadrafônico, em dupla com Geraldo Azevedo.

“Eram poucas as horas de estúdio e gravávamos de madrugada, escondidos. Foi utilizado o sistema quadrafônico, uma novidade para a época”, relata. No início da carreira, as metáforas usadas em suas letras eram um método para driblar os censores. Em Quadrafônico, por exemplo, havia uma música chamada Talismã, com uma letra que dizia: “Joana, me dê um talismã / viajar”. A princípio, a letra não apresentava uma mensagem explícita, mas a censura alegou que “Joana é marijuana e viajar é uma referência a isso”. Por este motivo, a letra teve de ser modificada para “Diana, a caçadora”. “Troquei Joana por Diana e saí de lá com a música liberada”, relembra. 

Os Estados Unidos não foram o único país do exterior em que Alceu fez morada. Ele também residiu durante um ano - e depois voltou diversas vezes - na França, lugar pelo qual nutre um carinho especial. Durante as idas a Paris, o músico compôs aquele que seria o seu primeiro grande sucesso, Coração bobo.

“Escrevi em uma noite em que eu tive muita saudade de casa. Eu me sentia em uma espécie de autoexílio. E essa música acabou abrindo o caminho para que eu me tornasse um artista realmente popular”, avalia.

 Alceu afirma que tem a expertise de compor uma música com facilidade e agilidade. Ele tem canções que falam de amor, de lembranças, de lugares. Outras que falam do Brasil, com mais ou menos esperança, dependendo da fase que o país esteja passando. “Muitas coisas me inspiram. Como diria o filósofo Ortega y Gasset: ‘Eu sou eu e as minhas circunstâncias’. Minha música reflete isso”, diz. 

Embora seu grande talento seja na música, Alceu vem de uma família de advogados. Seu pai foi procurador do estado e o incentivou a ingressar na profissão.

“Eu fiz o curso completo na Faculdade de Direito do Recife, cheguei a estagiar em um escritório de advocacia, mas desisti porque achei que o réu tinha razão na primeira causa que apareceu”, diverte-se. “O Direito me ensinou a ver sempre os dois lados, a ter uma noção mais completa do que seja cidadania. E a Filosofia, minha disciplina favorita na faculdade, me ensinou a questionar sempre”, conclui. O artista também trabalhou como jornalista na sucursal do Jornal do Brasil e nas revistas da Editora Bloch. 

Atualmente, o Maluco Beleza se prepara para o show que fará no Recife Antigo, durante o Réveillon Parador, no último dia do ano. Em janeiro, ele viaja de férias para Portugal e, no carnaval, volta à capital pernambucana para se apresentar na festa momesca, como faz quase todos os anos. 

Em 2019, a casa que o artista possui em Olinda será reformada e aberta ao público com exposição de fotos, discografias e figurinos de Alceu, nos quatros domingos de fevereiro que antecedem a festividade do carnaval. 

“A casa vai abrigar diversas atividades culturais. Será um lugar dedicado não só a mim, mas à cultura pernambucana e nordestina”, adianta. Já durante os quatros dias de carnaval, o espaço vai se transformar em camarote e casa de apoio para os foliões.

Fonte: Diário de Pernambuco-Caio Ponciano


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