FESTIVAL JUÁ LITERÁRIA ACONTECE EM JUAZEIRO BAHIA ENTRE OS DIAS 20 A 25 DE JULHO

Entre os dias 20 e 25 de julho, Juazeiro será palco da segunda edição do Festival Juá Literária, realizado pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Educação (Seduc). Com uma programação gratuita e diversificada, o evento tem como objetivo fortalecer a formação leitora, artística e cultural no município, reunindo apresentações musicais e poéticas, mesas de debate, bate-papos, contações de histórias, oficinas, atividades infantis e lançamentos de livros.

Entre as atrações mais aguardadas desta edição está O Teatro Mágico, projeto artístico idealizado por Fernando Anitelli que há mais de duas décadas encanta o público ao unir música, poesia, artes cênicas e elementos circenses em espetáculos marcados pela sensibilidade, reflexão e interação com a plateia.

No Juá Literária, o grupo apresentará o show de lançamento do álbum A Corda Bamba no Pescoço, trazendo ao público toda a força poética e a identidade artística que transformaram O Teatro Mágico em um dos projetos mais singulares da música brasileira contemporânea. A apresentação acontecerá na quinta-feira (23), às 19h30, no Espaço Canções do Rio, na Orla Nova.

Outro nome de destaque é o da cantora Sarah Leandro, natural de Bodocó, no Sertão do Araripe pernambucano. Filha dos músicos e compositores Cissa Leandro e Flávio Leandro, a artista construiu sua trajetória inspirada nas raízes da música nordestina e do forró, sendo formada em Canto Popular pelo Conservatório Pernambucano de Música.

Em 2025, Sarah lançou seu primeiro álbum solo, Sarah Leandro e o Forró de Bodocó, trabalho que traduz suas vivências sertanejas e sua profunda conexão com a cultura popular nordestina. Desde então, vem percorrendo o Nordeste com apresentações em importantes festivais e eventos culturais. A artista fará a abertura musical do festival no dia 20 de julho, às 18h30, na Tenda das Palavras, instalada na Arena do Centro de Cultura João Gilberto.

Na literatura, um dos grandes destaques é a escritora Emília Nuñez, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Literatura Infantil com a obra Doçura. Escritora, palestrante e curadora, ela é considerada uma das principais vozes da literatura infantil contemporânea brasileira.

Autora de livros como A Menina da Cabeça Quadrada, Capaz e A Última Gota, Emília desenvolve narrativas que abordam temas como infância, inclusão, diversidade, meio ambiente, leitura e o uso consciente das tecnologias, sempre com sensibilidade, criatividade e afeto.

Além desses convidados, o Festival Juá Literária contará com a participação de Adriana Calcanhotto, Oswaldo Montenegro, Marcelo Jeneci, Bárbara Carine, Aline Bei, Renato Braz, Bob Fernandes, Emiliano José, Juliana Linhares, Flaira Ferro, Jéssica Caitano, Lirinha, Bule Bule, Fabiano Piúba, Rodrigo França, Fátima Freire Dowbor, Luís Osete, Paulo Soares, Alexandre Leão, Danilo Ribeiro, Ricardo Ishmael, Fernanda Luz, Ivan Greg, Dubaia, Trio Matingueiros, Samba de Véio da Ilha do Rodeadouro, entre outros representantes da literatura, da música e da cultura popular brasileira.


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LEI PREVÊ RECUPERAR A VEGETAÇÃO DO BIOMA CAATINGA

Agora é lei: a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga, aprovada em maio de 2026 pelo Senado Federal, foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Lei Nº 15.430, de 10 de junho de 2026, também cria o Programa Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga.

O principal objetivo da política é incentivar a recuperação das áreas degradadas do bioma, em consonância com o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB), que aponta o recaatingamento como uma das ações de destaque na convivência com o Semiárido.

Com a lei, o governo federal se compromete a:

Ampliar a produção sustentável de alimentos na região, contribuindo para a soberania e a segurança alimentar;

Contribuir para a garantia da segurança hídrica e da melhoria da qualidade e da disponibilidade da água; e Estimular a bioeconomia e o manejo florestal sustentável.

Dois dias antes, em 8 de junho, o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA) lançou, por meio do Departamento de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (DCDE), o Programa Recaatingar.

O foco do programa é recuperar 10 milhões de hectares de terras degradadas na Caatinga até 2045, utilizando a metodologia do recaatingamento, criada pela sociedade civil nordestina.

O público prioritário do Recaatingar é de agricultores e agricultoras familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais (incluindo fundo de pasto), povos indígenas e comunidades quilombolas.

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SANTANA, O CANTADOR, MANTÉM VIVA A HERANÇA DE LUIZ GONZAGA E DEFENDE O FORRÓ

Considerado um dos maiores intérpretes da música nordestina, Santanna, O Cantador, construiu uma trajetória de mais de 30 anos marcada pela valorização do forró tradicional e da cultura popular do Nordeste.

Natural de Juazeiro do Norte, no Ceará, o cantor e compositor conviveu com Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, tornando-se um dos principais responsáveis por manter viva a musicalidade e os ensinamentos deixados pelo mestre.

Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, Santanna falou sobre sua relação com Luiz Gonzaga, a importância da cultura popular nordestina e os desafios para manter o forró tradicional em evidência nos festejos juninos.

“Nós temos uma festa e ela só se tornou grande desse jeito porque é diferente. Em lugar nenhum do mundo tem, só tem aqui”, afirma Santanna, O Cantador.

Em seus shows, Santanna costuma declamar poesias de renomados poetas populares, além de fazer questão de tocar o Hino de Pernambuco. Defensor da cultura nordestina, também levanta a bandeira da valorização dos artistas da terra e da preservação das tradições juninas.

 

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NEY VITAL SACODE O FORRÓ COM JORNALISMO

O Programa ‘Nas Asas da Asa Branca – Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos’, apresentado aos domingos às 10h na Rádio Educadora do Cariri FM 102.1, no Crato (CE), recebeu uma Moção de Aplausos da Câmara de Vereadores. A homenagem, aprovada pelo Poder Legislativo, foi apresentada pelo vereador José Wilson da Silva Gomes (Wilson do Rosto) e aprovada por unanimidade.

A produção e apresentação do programa é do jornalista Ney Vital. O programa é pautado em músicas de Luiz Gonzaga, informações em defesa do meio ambiente, agroecologia (destacando a Floresta Nacional da Chapada do Araripe), a cultura da região do Cariri, seus cantadores de Pífano e violeiros.

Ney Vital, que atua há mais de 35 no jornalismo, agradeceu à Moção de Aplausos do presidente e aos demais vereadores.

Raiz cultural-‘Nas Asas da Asa Branca – Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos’ segue uma trilogia amparada na cultura, cidadania e informação. Programa com roteiro usado para contar a história da música brasileira a partir da voz e sanfona de Luiz Gonzaga, seus amigos e seguidores.

“Fiquei surpreso e em dobro muito feliz. Moção de Aplausos para toda equipe da Rádio Educadora comandada pelo Padre Ricardo Pereira. A voz da Câmara Municipal representa a população do Crato e assim aumenta nosso compromisso com a vida e obra de Luiz Gonzaga, ética e condução do programa, visto que a Rádio Educadora vai completar 67 anos de serviços prestados à região do Cariri e ao Brasil“, afirmou Ney Vital.

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MARIA BETHANIA COMPLETA 80 ANOS

A presença de Maria Bethânia na música e na cultura brasileiras é marcante. Foi em 60 dos seus 80 de vida que a carreira da cantora se desenvolveu com grandes momentos, como quando saiu de Salvador, Bahia, para o Rio de Janeiro, enfrentar o desafio de substituir Nara Leão no Show do Opinião, em 1965.

O país estava sob a ditadura e o grupo do Teatro Arena de São Paulo se dispersou com a repressão da época. Foi quando a artista baiana subiu ao palco.

O dramaturgo Augusto Boal foi para o Rio e se integrou ao Centro Popular de Cultura da União Nacional de Estudantes (CPC da UNE) na intenção de criar um espetáculo em resposta à ditadura. Encontrou a resposta que desejava frequentando o restaurante Zicartola, um espaço político-cultural criado pelo compositor e cantor Cartola e pela esposa dele, Dona Zica.

No Zicartola, costumavam se reunir Zé Keti, Nara Leão e João do Vale, artistas do elenco original do Opinião, que estreou em dezembro de 1964. Entre as músicas estava Carcará, que marca a história de Maria Bethânia desde a estreia profissional da cantora..

Da jovem nascida Maria Bethânia Viana Telles Veloso, em 18 de junho de 1946, na cidade de Santo Amaro da Purificação, no recôncavo baiano, até os dias de hoje, foram muitas fases, sempre na busca do sentimento, de trazer as poesias, poemas e textos de grandes autores como Fernando Pessoa e Clarice Lispector, da preservação da cultura popular, do novo e de muita autonomia.

Três anos depois do Opinião, Bethânia já indicava que cabia a ela decidir o que queria cantar, se apresentando ao vivo na Boite Barroco, pequeno espaço musical em Copacabana. Fez a escolha do repertório com clássicos da MPB trazendo compositores como Noel Rosa, Tom Jobim, Torquato Neto, Gilberto Gil, Vinícius de Moraes, Assis Valente e Dorival Caymmi. Dali surgiu o disco Recital da Boite Barroco, até hoje aclamado.


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FESTAS JUNINAS: A ECONOMIA POR TRÁS DA FESTA, POR CARLOS FALCÃO

O São João não é apenas uma das maiores manifestações culturais da Bahia, mas também uma força econômica. A cada ano, a festa movimenta bilhões de reais, atrai milhões de visitantes e impulsiona setores estratégicos como turismo, comércio, agricultura, transporte e serviços. Mais do que tradição e entretenimento, os festejos juninos representam um poderoso motor de geração de renda, empregos e desenvolvimento para centenas de municípios baianos.

Em 2026, o governo do estado pretende destinar mais de R$ 146 milhões para apoiar a realização das festas em 282 municípios baianos. Os números impressionam. De acordo com estimativas do setor de turismo, o São João deve movimentar entre R$ 2,1 bilhões e R$ 2,5 bilhões na economia baiana este ano, consolidando-se como o segundo maior evento econômico do calendário festivo brasileiro, atrás apenas do Carnaval. Em 2025, cerca de 1,8 milhão de visitantes circularam pelo território baiano durante o período junino, injetando aproximadamente R$ 2,3 bilhões na economia estadual. A expectativa para 2026 é superar esses resultados.

O impacto é percebido principalmente no interior do estado. Cidades como Cruz das Almas, Amargosa, Santo Antônio de Jesus, Senhor do Bonfim, Ibicuí, Irecê, Jequié e Serrinha recebem milhares de visitantes, registrando altas taxas de ocupação hoteleira e forte crescimento no consumo local. Restaurantes, bares, pousadas, supermercados, postos de combustíveis e pequenos comerciantes experimentam um aumento significativo no faturamento durante o período.

Outro aspecto relevante é a geração de empregos. Os festejos criam milhares de vagas temporárias para músicos, técnicos de som e iluminação, montadores de estruturas, seguranças, ambulantes, motoristas, garçons, profissionais da limpeza e trabalhadores do setor de turismo. Para muitas famílias, a renda obtida em junho representa um importante complemento financeiro para os meses seguintes. A União dos Municípios da Bahia destaca que os festejos aquecem setores como comércio, agricultura, turismo e serviços, ampliando a arrecadação municipal e fortalecendo a economia local.

A agricultura familiar também é beneficiada. O aumento da demanda por milho, amendoim, mandioca, licores, frutas e outros produtos típicos impulsiona a produção rural, fortalecendo pequenos produtores e cooperativas espalhados pelo interior baiano. Trata-se de uma cadeia econômica que conecta o campo às cidades, distribuindo renda de forma descentralizada.

O São João é muito mais do que uma celebração tradicional, mas também um importante motor da economia baiana, que transforma cultura em desenvolvimento, criando oportunidades, ampliando a arrecadação dos municípios e contribuindo diretamente para o crescimento econômico da Bahia.


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MESTRE VITALINO RECEBE TÍTULO DE DOUTOR HONORIS CAUSA EM MEMÓRIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) realiza, nesta sexta-feira (26), a cerimônia de outorga do título de Doutor Honoris Causa in memoriam ao Mestre Vitalino, um dos maiores nomes da arte popular brasileira. A solenidade ocorre no Auditório do Núcleo de Ciências da Vida (NCV), no Centro Acadêmico do Agreste (CAA), em Caruaru, às 15h, e será presidida pelo reitor Alfredo Gomes e pelo vice-reitor Moacyr Araújo.

A homenagem reconhece a relevância de Vitalino Pereira dos Santos (1909–1963) para a cultura popular nordestina. Natural de Caruaru, o artista destacou-se pela produção de esculturas em barro que retratam o cotidiano, o folclore e os costumes do Agreste de Pernambuco, alcançando projeção internacional. Seu trabalho tornou-se símbolo da arte popular e referência para gerações de artesãos.

A proposta de concessão do título partiu do Núcleo de Formação Docente do CAA e foi aprovada pelo Conselho Universitário (Consuni) em dezembro de 2025. O legado de Mestre Vitalino permanece vivo em acervos como o do Alto do Moura, em Caruaru, além de museus no Recife e no Rio de Janeiro, onde suas obras seguem sendo apreciadas como expressão autêntica da cultura brasileira.


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