TVE EXIBE O DOCUMENTÁRIO XINGU, CARIRI, CARUARU, CARIOCA NESTA QUINTA-FEIRA (23)

Raízes, ancestralidade, história, música e memória são os elementos centrais da narrativa do documentário "Xingu, Cariri, Caruaru, Carioca". A obra mergulha na busca pelas origens do pife, instrumento musical que marcou a cultura nordestina. O filme será exibido pela TVE nesta quinta-feira (23), às 21h.

O documentário apresenta o músico Carlos Malta em busca das raízes do instrumento, investigando as transformações pelas quais ele passou ao longo do tempo até chegar aos dias atuais. Em sua viagem pela matriz histórica da sonoridade do pife, Malta transita entre as culturas populares e a cultura pop, debruçando-se sobre a influência indígena na musicalidade.

Lançado em 2017, com direção de Beth Formaggini, o documentário tem início na aldeia Kuikuro, onde apresenta os flautistas indígenas do Alto Xingu, no estado de Mato Grosso. Os pontos de parada seguintes são as comunidades do Cariri, no Ceará, e de Caruaru, em Pernambuco, até chegar ao Rio Carioca, no Rio de Janeiro.

"Xingu, Cariri, Caruaru, Carioca" foi premiado como melhor filme no Festival IN-EDIT SP/Barcelona, Festival In-Edit Brasil (8ª edição) e no 10º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões, além de ter sido eleito melhor filme pelo júri popular na mostra competitiva de longas do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe (Curta-SE).

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POBRES NÃO PODEM PAGAR POR IRRESPONSABILLIDADE DAS GUERRAS, DIZ LULA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um duro discurso contra as guerras em curso e em defesa do fortalecimento do multilateralismo, na manhã deste sábado (18), em Barcelona, na Espanha. Ele participa da quarta reunião de alto nível do Fórum de Defesa da Democracia. 

O presidente está na Europa onde cumprirá agenda em três países. Em sua manifestação, Lula destacou que as consequências dos conflitos armados recaem sobre os mais pobres.

"O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, o milho no México, aumenta a gasolina em outro país. É o pobre que vai pagar pela irresponsabilidade de guerras que ninguém quer?", questionou.  

Lula destacou que os países têm outros problemas para enfrentar e o mundo "não está precisando de guerra".

"Temos mais de 760 milhões de pessoas passando fome, temos milhões de pessoas analfabetas, tivemos milhões de pessoas que morreram porque não tinha vacina contra a covid-19", continuou.

Lula observou que o mundo vive o período com o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial e pediu ação coordenada da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Precisamos exigir que o secretário-geral da ONU convoque reuniões extraordinárias, mesmo sem pedir aos cinco membros do Conselho de Segurança", afirmou.

O presidente criticou algumas das principais guerras em andamento, como a invasão da Ucrânia pela Rússia, a destruição da Faixa de Gaza por Israel e a o conflito dos Estados Unidos contra o Irã, no Oriente Médio.

"Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. Nenhum. E os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU devem se reunir para mudar seu comportamento.Nós não podemos levantar todo dia de manhã, e dormir todo dia a noite, com tuíte de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra. Ou seja, e todos eles tomam decisão sem consultar a ONU, da qual são eles membros e fazem parte do conselho", prosseguiu Lula.

O presidente brasileiro lamentou o silêncio dos países e pontuou que a democracia nas Nações Unidas depende do envolvimento dos países. "Fortalecer o multilateralismo depende de nós". (Agencia Brasil)


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RÁDIO EDUCADORA DO CARIRI: NAS ASAS DA ASA BRANCA O VOO GONZAGUEANO COM NEY VITAL

O Programa ‘Nas Asas da Asa Branca – Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos’, apresentado aos domingos às 10h na Rádio Educadora do Cariri FM 102.1, no Crato (CE), recebeu no dia (16) de setembro de 2025  uma Moção de Aplausos da Câmara de Vereadores. A homenagem, aprovada pelo Poder Legislativo, foi apresentada pelo vereador José Wilson da Silva Gomes (Wilson do Rosto) e aprovada por unanimidade.

A produção e apresentação do programa é do jornalista Ney Vital. O programa é pautado em músicas de Luiz Gonzaga, informações em defesa do meio ambiente, agroecologia (destacando a Floresta Nacional da Chapada do Araripe), a cultura da região do Cariri, seus cantadores de Pífano e violeiros.

Ney Vital, que atua há mais de 35 no jornalismo, agradeceu à Moção de Aplausos do presidente e aos demais vereadores.

‘Nas Asas da Asa Branca – Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos’ segue uma trilogia amparada na cultura, cidadania e informação. Programa com roteiro usado para contar a história da música brasileira a partir da voz e sanfona de Luiz Gonzaga, seus amigos e seguidores.

Fiquei surpreso e em dobro muito feliz. Moção de Aplausos para toda equipe da Rádio Educadora comandada pelo Padre Ricardo Pereira. A voz da Câmara Municipal representa a população do Crato e assim aumenta nosso compromisso com a vida e obra de Luiz Gonzaga, ética e condução do programa, visto que a Rádio Educadora vai completar 67 anos de serviços prestados à região do Cariri e ao Brasil“, afirmou Ney Vital.

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O DERRADEIRO ABOIO, POR ONALDO QUEIROGA

Se existe algo que lembra o sertão, sem dúvida, que é o aboio de um vaqueiro. Esse canto vagaroso que transparece um compasso que segue o ritmo da boiada e que termina por afervorar os animais, tem realmente a cara do Nordeste, apesar de também lembrar o interior das Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e do Goias. 

Parece que estou vendo, o vaqueiro tangendo o gado pelas veredas levando-o para as  pastagens e de volta ao curral. Ei boi! Ei boi! Boi, boi, boi. Com esse introito, o vaqueiro vai conduzindo os animais e construindo seus versos em forma de aboio, modalidade de origem moura, cultura trazida pelos escravos portugueses da Ilha da Madeira. 
Com versos centrados em temas agropastoris, o aboio é um dos mais belos traços da nossa cultura. Encantador  também é quando estamos diante de uma vaqueirama. Nessa reunião de vaqueiros para apartar o gado em meio ao movimento de apartação, eles aboiam, numa erupção de versos dolentes, parecem  conversar com o gado. O barulho do chocalho misturado com o mugido e os aboios, são sons místicos que ainda ecoam no sertão nordestino. 

Embrenhado nas ressequidas e cinzentas terras sertanejas, com suas indumentárias típicas e montados em seus cavalos, os vaqueiros desviam cactus espinhosos, buscam pegar no rabo do boi, levá-lo ao chão, dominá-lo e conduzi-lo ao curral. Toda essa cena é comumente retratada nos aboios que sonorizam o mundo chamado sertão. Falando em aboio, não podemos deixar de registrar que o Gonzagão foi um grande aboiador.  Uma simples incursão por sua obra constata este aspecto. Com o Padre João Câncio criou a própria "Missa do Vaqueiro", em Serrita, onde no curso das celebrações aboiou muitas vezes para uma imensidão de vaqueiros, que sob um causticante sol carregavam uma inquebrantável de fé. 

Conversando com Joquinha Gonzaga, seu sobrinho, ele me relatou que presenciou o derradeiro aboio. Imaginem Gonzaga muito doente, interno no Hospital Santa Joana, Recife, numa última madrugada, tomado pelas dores ósseas que lhe dominavam impiedosamente. Ele não gritava, me falou Joquinha com os olhos marejando: - "Não, doutor. Ele olhava para mim e Edeuzuíta Rabelo e aboiava. Aboiava com toda força de sua alma, e de forma dolente, ecoava um aboio tangendo um gado imaginário, aboiava como se tangesse as suas dores e sofrimentos. Eram aboios do adeus, algo que nos levava às lágrimas. Era um homem forte demais". 

O aboiador não morreu, nunca morrerá. Continua vivo nos aboios que ainda ecoam pelo Nordeste, denunciando injustiças e para mostrar a fortaleza e alegria de seu povo.

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ABRAHÃO COSTA ANDRADE, BOM POETA ME ACOMPANHA. POR HILDEBERTO BARBOSA FILHO

Abrahão Costa Andrade nasceu em 1974 tem formação em filosofia. Sua poesia tem acentos filosóficos, mas o poeta não se deixa cair na armadilha fácil do apelo doutrinário. Evita a teorização didática e investe, de maneira sólida e original, na energia poética das palavras e na espessura de um pensamento lírico que nos renova a percepção das coisas e do mundo.

Sua data de nascimento me diz que ele integra uma geração posterior a minha, que deu um Lúcio Lins, um José Antônio Assunção e um Águia Mendes. Sua geração é a de Edônio Alves Nascimento, Ed Porto, Antônio Mariano, André Ricardo Aguiar, Linaldo Guedes e, entre os mais novos, Astier Basílio e Bruno Gaudêncio, só para citar aqueles de presença visível e com inegável desenvoltura no trato com a linguagem.

Afroameríndia (tratado da sensibilidade) (1992); Mulãria da Macambária (1994); O idioma dos pães (1996); Educação do esquecimento (2009); Punhal a língua (2014) e A casca do tempo (poemas de tempo & desaforo) (2017) constituem, por enquanto, o seu patrimônio poético, numa demonstração de um esforço criador dos mais disciplinados e mais instigantes, se tenho como medida a meditação estética e a sondagem existencial.

Quero crer que, a partir deste instante de leitura e releitura de seus versos, sua arte expressiva ganha maturidade, sobretudo em Educação do esquecimento, já em seu talhe borgeano, e em A casca do tempo, que vejo e sinto como um pequeno tratado reflexivo acerca dessa categoria metafísica que tanto inquietou Santo Agostinho e Henry Bergson.

Mas não pense o leitor que as aporias e os silogismos do discurso filosófico enfeixam-se, aqui, no truque vazio dos hermetismos de ocasião em que tantos poetastros se comprazem, como se participassem de uma farra de cadáveres, embriagados com a sua própria podridão. Não. Em Abrahão Costa Andrade a realidade (o tempo, principalmente o tempo, a cidade, a casa, a irmã, as ideias e as emoções) não se esconde através da máscara dos falsos experimentalismos linguísticos, porém, revela-se, inteira e enigmática, na sua densidade semântica, na sua capacidade de ser e não ser, de ser mais e muito mais que aquilo a ser domado pelas táticas e artifícios de um paradigma estilístico.

Se no primeiro poema de A casca do tempo, “A cidade e seu duplo”, versos como “o rio sabe-se a si mesmo ∕ como a cidade nele se sabe”, lembram certos ecos cabralinos, embora esta elegia sobre o rio Tietê possa nos levar às águas escuras do longo poema de Mário de Andrade, Abrahão não perde, por sua vez, a autonomia de seu foco lírico, pois, nele, introduz o giroscópio da metalinguagem e amplia o espaço das margens, quem sabe, para uma terceira, misturando palavra e existência, como podemos inferir na possível mensagem destes versos magistrais:

o rio não está nem aí com o que se diga dele:

são confissões,

e o que vem de dentro já o atinge

anterior à fala;

é suporte para a sua autoimagem.

Para sondar o mistério do tempo e os outros motivos de sua seleção poética, o autor socorre-se de formas variadas. O minimalismo do haicai coexiste com a pegada mais expansiva de um texto como “Cotidiano”, na sua cadência aforismática, ou, em “Eu quero ficar em casa”, no seu tom monocórdico, quase prosaico, meio à Álvaro de Campos, mas com aquele sarcasmo tipicamente andradino, donde a poesia pode brotar com seus gumes de fogo, senão vejamos:

Não me chamem para vernissage, lançamentos

de livros ou de nave espacial. Nada tenho

de especial. Sou tranquilo e insuportável

como uma brasa. Por isso, deixem-me,

deixem-me ficar em casa.

“São Tomás de Aquino”, poema dedicado a Alda Costa Andrade, sua irmã, é dos mais tocantes, na sua prosódia subdividida em duas partes, visceralmente interligadas pelo timbre de fervor quase oracional que condiciona poeticamente o ritmo e a ideia que o formatam, na sua intrínseca estrutura artística. Leiamos a primeira parte, e veja, leitor, se tenho razão:

Filha, difícil é outro nome da vida.

É entre espinhos sempre que floresce a rosa.

Acertar é coisa de quem atira, e atirar,

Filha, é contra minha doutrina. Descalços os pés

Melhor sentes a terra que te fiz e de que te fiz.

E isso que chamas de fraquezas, não são.

Filha, é apenas o movimento bambo em direção

Ao eterno recomeço de uma alegria

Que a ti te preparo a cada instante. Olha!.

Outros poemas me parecem antológicos, a exemplo de “Coração precário”, “Palavras redondas”, “Bilhete”, “Agulha”, “Rochas”, “Ode ao presente”, “Ladra, é isso que é a morte”, “A tristeza é uma mendiga velha” e “Quando eu morrer eu quero me encontrar com Borges”. Em todos a poesia se faz aquela “metafísica instantânea” de que fala Gaston Bachelard.

Na Apresentação, a professora da Universidade Federal do Espírito Santo, Ester Abreu Vieira de Oliveira, afirma, como arremate de suas justas palavras: “Em sua poesia não há confecção intelectual que possa vir de um filósofo intelectual que é”. Assino embaixo.

Mas ainda diria: a poesia de Abrahão Costa Andrade, mormente aqui, neste A casca do tempo, no seu rigoroso equilíbrio entre som e sentido, para lembrar a exigência de Valéry, se tem acentos filosóficos como já disse, e se filosofia é sabedoria, o seu saber não vem das escolas, vem das vértebras incontornáveis da vida, da vida e sua “agitação feroz e sem finalidade”, para lançar mão do grande verso de Manuel Bandeira.

Sua poesia também traz a marca do leitor. Sua poesia também assume os riscos do diálogo. Há muitos textos entranhados nas malhas de seus versos. Há muitos versos que são plurais, não somente pela ambivalência das formas e dos metros, mas, sobremaneira, pelas provas polissêmicas, pelos indícios de sugestão estética, pela verticalidade do pensamento e pela verdade das emoções. Isto me parece mais que suficiente para dizer, sem titubeios e sem louvações ilusórias, lendo Abrahão Costa Andrade leio um dos mais fortes poetas de sua geração. Leio, não, releio e releio, porque um bom poeta me acompanha sempre. (Texto publicado no Jornal da Paraiba)

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NÚMERO DE ELEITORES COM MAIS DE 60 ANOS CRESCEU 74%, APONTA PESQUISA

Um levantamento realizado pela Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados a partir do Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que a chamada Geração Prateada, de pessoas 60+ aptas a votar, cresceu cinco vezes mais do que o eleitorado geral nos últimos 16 anos. 

Enquanto o número de eleitores de todas as faixas etárias cresceu 15% entre 2010 e 2026, o eleitorado 60+ aumentou 74% no período, o que revela expansão de 20,8 milhões em 2010 para 36,2 milhões em março deste ano.

Segundo a Nexus, os números podem aumentar ainda mais até o dia 6 de maio, que é o prazo final para o cadastro de eleitores no TSE. 

Até a data da coleta, 156,2 milhões de pessoas estavam aptas a participar do processo eleitoral no próximo mês de outubro, contra 135,8 milhões, em 2010. O levantamento sugere que em um cenário de polarização aguda, como ocorreu na eleição de 2022, obter o voto da população 60+ é estratégico.

De acordo com o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, a Geração Prateada pode definir o resultado das eleições deste ano. 

“É bastante plausível afirmar que a chamada Geração Prateada (60+) pode ser decisiva nas eleições, embora não se possa dizer que ela, sozinha, definirá o resultado”. 

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LULA CRITICA AMEAÇAS DE TRUMP AO MUNDO E DEFENDE PAPA LEÃO XIV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (14), que a guerra dos Estados Unidos, liderada por Donald Trump, contra o Irã é inconsequente e que o presidente estadunidense não precisa ameaçar o mundo. Lula também foi solidário ao papa Leão XIV, que trocou críticas com Trump esta semana.

Para o presidente Lula, Trump faz jogo de narrativas na tentativa de agradar à população e para tentar passar a ideia de os Estados Unidos serem “país onipotente, daquele povo superior”. O brasileiro afirmou que admira os Estados Unidos como maior economia do mundo, mas que isso é resultado da capacidade de trabalho do povo do país norte-americano.

“Isso não é pelo autoritarismo do presidente. Isso é pela conjuntura econômica, pela importância do país, pelo grau de universidade que eles têm. Então, o Trump não precisava ficar ameaçando o mundo”, disse Lula.

“Essas ameaças do Trump não fazem bem para a democracia. Essa guerra do Irã é inconsequente”, acrescentou o presidente ao destacar as consequências do conflito na economia, sobretudo nos preços dos combustíveis.

No domingo (12), ao comentar as críticas do papa sobre as ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela, Trump afirmou que Leão XIV é "terrível em política externa" e pediu que ele deixe de agradar a esquerda radical. O papa respondeu que não tem medo do presidente estadunidense e que acredita na mensagem de paz do Evangelho.

“Estive com ele [papa Leão XIV] e saí muito bem-impressionado. [Quero] ser solidário a ele, porque está correta a crítica que ele fez ao presidente Trump. Ninguém precisa ter medo de ninguém”, disse Lula em entrevista aos veículos Brasil247, Revista Fórum e DCM.


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