Se existe algo que lembra o sertão, sem dúvida, que é o aboio de um vaqueiro. Esse canto vagaroso que transparece um compasso que segue o ritmo da boiada e que termina por afervorar os animais, tem realmente a cara do Nordeste, apesar de também lembrar o interior das Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e do Goias.
ABRAHÃO COSTA ANDRADE, BOM POETA ME ACOMPANHA. POR HILDEBERTO BARBOSA FILHO
Abrahão Costa Andrade nasceu em 1974 tem formação em filosofia. Sua poesia tem acentos filosóficos, mas o poeta não se deixa cair na armadilha fácil do apelo doutrinário. Evita a teorização didática e investe, de maneira sólida e original, na energia poética das palavras e na espessura de um pensamento lírico que nos renova a percepção das coisas e do mundo.
Sua data de nascimento me diz que ele integra uma geração posterior a minha, que deu um Lúcio Lins, um José Antônio Assunção e um Águia Mendes. Sua geração é a de Edônio Alves Nascimento, Ed Porto, Antônio Mariano, André Ricardo Aguiar, Linaldo Guedes e, entre os mais novos, Astier Basílio e Bruno Gaudêncio, só para citar aqueles de presença visível e com inegável desenvoltura no trato com a linguagem.
Afroameríndia (tratado da sensibilidade) (1992); Mulãria da Macambária (1994); O idioma dos pães (1996); Educação do esquecimento (2009); Punhal a língua (2014) e A casca do tempo (poemas de tempo & desaforo) (2017) constituem, por enquanto, o seu patrimônio poético, numa demonstração de um esforço criador dos mais disciplinados e mais instigantes, se tenho como medida a meditação estética e a sondagem existencial.
Quero crer que, a partir deste instante de leitura e releitura de seus versos, sua arte expressiva ganha maturidade, sobretudo em Educação do esquecimento, já em seu talhe borgeano, e em A casca do tempo, que vejo e sinto como um pequeno tratado reflexivo acerca dessa categoria metafísica que tanto inquietou Santo Agostinho e Henry Bergson.
Mas não pense o leitor que as aporias e os silogismos do discurso filosófico enfeixam-se, aqui, no truque vazio dos hermetismos de ocasião em que tantos poetastros se comprazem, como se participassem de uma farra de cadáveres, embriagados com a sua própria podridão. Não. Em Abrahão Costa Andrade a realidade (o tempo, principalmente o tempo, a cidade, a casa, a irmã, as ideias e as emoções) não se esconde através da máscara dos falsos experimentalismos linguísticos, porém, revela-se, inteira e enigmática, na sua densidade semântica, na sua capacidade de ser e não ser, de ser mais e muito mais que aquilo a ser domado pelas táticas e artifícios de um paradigma estilístico.
Se no primeiro poema de A casca do tempo, “A cidade e seu duplo”, versos como “o rio sabe-se a si mesmo ∕ como a cidade nele se sabe”, lembram certos ecos cabralinos, embora esta elegia sobre o rio Tietê possa nos levar às águas escuras do longo poema de Mário de Andrade, Abrahão não perde, por sua vez, a autonomia de seu foco lírico, pois, nele, introduz o giroscópio da metalinguagem e amplia o espaço das margens, quem sabe, para uma terceira, misturando palavra e existência, como podemos inferir na possível mensagem destes versos magistrais:
o rio não está nem aí com o que se diga dele:
são confissões,
e o que vem de dentro já o atinge
anterior à fala;
é suporte para a sua autoimagem.
Para sondar o mistério do tempo e os outros motivos de sua seleção poética, o autor socorre-se de formas variadas. O minimalismo do haicai coexiste com a pegada mais expansiva de um texto como “Cotidiano”, na sua cadência aforismática, ou, em “Eu quero ficar em casa”, no seu tom monocórdico, quase prosaico, meio à Álvaro de Campos, mas com aquele sarcasmo tipicamente andradino, donde a poesia pode brotar com seus gumes de fogo, senão vejamos:
Não me chamem para vernissage, lançamentos
de livros ou de nave espacial. Nada tenho
de especial. Sou tranquilo e insuportável
como uma brasa. Por isso, deixem-me,
deixem-me ficar em casa.
“São Tomás de Aquino”, poema dedicado a Alda Costa Andrade, sua irmã, é dos mais tocantes, na sua prosódia subdividida em duas partes, visceralmente interligadas pelo timbre de fervor quase oracional que condiciona poeticamente o ritmo e a ideia que o formatam, na sua intrínseca estrutura artística. Leiamos a primeira parte, e veja, leitor, se tenho razão:
Filha, difícil é outro nome da vida.
É entre espinhos sempre que floresce a rosa.
Acertar é coisa de quem atira, e atirar,
Filha, é contra minha doutrina. Descalços os pés
Melhor sentes a terra que te fiz e de que te fiz.
E isso que chamas de fraquezas, não são.
Filha, é apenas o movimento bambo em direção
Ao eterno recomeço de uma alegria
Que a ti te preparo a cada instante. Olha!.
Outros poemas me parecem antológicos, a exemplo de “Coração precário”, “Palavras redondas”, “Bilhete”, “Agulha”, “Rochas”, “Ode ao presente”, “Ladra, é isso que é a morte”, “A tristeza é uma mendiga velha” e “Quando eu morrer eu quero me encontrar com Borges”. Em todos a poesia se faz aquela “metafísica instantânea” de que fala Gaston Bachelard.
Na Apresentação, a professora da Universidade Federal do Espírito Santo, Ester Abreu Vieira de Oliveira, afirma, como arremate de suas justas palavras: “Em sua poesia não há confecção intelectual que possa vir de um filósofo intelectual que é”. Assino embaixo.
Mas ainda diria: a poesia de Abrahão Costa Andrade, mormente aqui, neste A casca do tempo, no seu rigoroso equilíbrio entre som e sentido, para lembrar a exigência de Valéry, se tem acentos filosóficos como já disse, e se filosofia é sabedoria, o seu saber não vem das escolas, vem das vértebras incontornáveis da vida, da vida e sua “agitação feroz e sem finalidade”, para lançar mão do grande verso de Manuel Bandeira.
Sua poesia também traz a marca do leitor. Sua poesia também assume os riscos do diálogo. Há muitos textos entranhados nas malhas de seus versos. Há muitos versos que são plurais, não somente pela ambivalência das formas e dos metros, mas, sobremaneira, pelas provas polissêmicas, pelos indícios de sugestão estética, pela verticalidade do pensamento e pela verdade das emoções. Isto me parece mais que suficiente para dizer, sem titubeios e sem louvações ilusórias, lendo Abrahão Costa Andrade leio um dos mais fortes poetas de sua geração. Leio, não, releio e releio, porque um bom poeta me acompanha sempre. (Texto publicado no Jornal da Paraiba)
NÚMERO DE ELEITORES COM MAIS DE 60 ANOS CRESCEU 74%, APONTA PESQUISA
Um levantamento realizado pela Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados a partir do Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que a chamada Geração Prateada, de pessoas 60+ aptas a votar, cresceu cinco vezes mais do que o eleitorado geral nos últimos 16 anos.
Enquanto o número de eleitores de todas as faixas etárias cresceu 15% entre 2010 e 2026, o eleitorado 60+ aumentou 74% no período, o que revela expansão de 20,8 milhões em 2010 para 36,2 milhões em março deste ano.
Segundo a Nexus, os números podem aumentar ainda mais até o dia 6 de maio, que é o prazo final para o cadastro de eleitores no TSE.
Até a data da coleta, 156,2 milhões de pessoas estavam aptas a participar do processo eleitoral no próximo mês de outubro, contra 135,8 milhões, em 2010. O levantamento sugere que em um cenário de polarização aguda, como ocorreu na eleição de 2022, obter o voto da população 60+ é estratégico.
De acordo com o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, a Geração Prateada pode definir o resultado das eleições deste ano.
“É bastante plausível afirmar que a chamada Geração Prateada (60+) pode ser decisiva nas eleições, embora não se possa dizer que ela, sozinha, definirá o resultado”.
LULA CRITICA AMEAÇAS DE TRUMP AO MUNDO E DEFENDE PAPA LEÃO XIV
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (14), que a guerra dos Estados Unidos, liderada por Donald Trump, contra o Irã é inconsequente e que o presidente estadunidense não precisa ameaçar o mundo. Lula também foi solidário ao papa Leão XIV, que trocou críticas com Trump esta semana.
Para o presidente Lula, Trump faz jogo de narrativas na tentativa de agradar à população e para tentar passar a ideia de os Estados Unidos serem “país onipotente, daquele povo superior”. O brasileiro afirmou que admira os Estados Unidos como maior economia do mundo, mas que isso é resultado da capacidade de trabalho do povo do país norte-americano.
“Isso não é pelo autoritarismo do presidente. Isso é pela conjuntura econômica, pela importância do país, pelo grau de universidade que eles têm. Então, o Trump não precisava ficar ameaçando o mundo”, disse Lula.
“Essas ameaças do Trump não fazem bem para a democracia. Essa guerra do Irã é inconsequente”, acrescentou o presidente ao destacar as consequências do conflito na economia, sobretudo nos preços dos combustíveis.
No domingo (12), ao comentar as críticas do papa sobre as ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela, Trump afirmou que Leão XIV é "terrível em política externa" e pediu que ele deixe de agradar a esquerda radical. O papa respondeu que não tem medo do presidente estadunidense e que acredita na mensagem de paz do Evangelho.
“Estive com ele [papa Leão XIV] e saí muito bem-impressionado. [Quero] ser solidário a ele, porque está correta a crítica que ele fez ao presidente Trump. Ninguém precisa ter medo de ninguém”, disse Lula em entrevista aos veículos Brasil247, Revista Fórum e DCM.
PADRE CÍCERO, A FÉ OS PRECEITOS ECOLÓGICOS
“O nome do padre Cícero / ninguém jamais manchará, / porque a fé dos romeiros / viva permanecerá, / pois nos corações dos seus / foi ele um santo de Deus / é e pra sempre será.” Tema de incontáveis folhetos de cordel espalhados pelas feiras sertão afora.
Quem já ouviu falar dos preceitos ecológicos do Padre Cicero, muitos o seguem como exemplo de fé e religiosidade, mas poucos sabem que ele foi um dos primeiros defensores do meio ambiente, do bioma caatinga.
Cícero Romão Batista nasceu em Crato, Ceará no dia 24 de março de 1844. Foi ordenado no dia 30 de novembro de 1870. Celebrou a sua primeira missa em Juazeiro em 1871. No dia 11 de abril de 1872 fixou residência em Juazeiro. Padre Cícero faleceu no dia 20 de julho de 1934, na cidade de Juazeiro.
A jornalista Camila Holanda escreveu que nas entranhas do Cariri do Ceará foi emergido uma versatilidade de ícones que, entrelaçados povoam o imaginário cultural que habita a região.
Nas terras do Ceará ouvi uma das mais belas histórias. Resumo: o teatrólogo, pesquisador cultural Oswaldo Barroso, ressalta um dos mais valiosos símbolos, a vigorosa força mítica e religiosa. Oswaldo, cidadão honorário de Juazeiro do Norte, diz que a primeira vez que esteve no Cariri foi nos anos 70 e a experiência fez com que suas crenças e certezas de ateu fossem desconstruídas e reconstruídas com bases nos sentimentos das novas experiências e epifanias vividas.
"Desde o início, não acreditava em nada de Deus. Mas quando fiz a primeira viagem ao Horto do Juazeiro do Norte, foi que eu compreendi o que era Deus. Isso mudou minha vida completamente", revelou Oswaldo.
Um outra narrativa importante encontrei na mitologia dos Indios Kariris. Nela a região é tratada como sagrada, centro do mundo, onde no final dos tempos, vai abrir um portal que ligará o Cariri para a dimensão do divino.
A estátua do Padre Cícero encontra-se no topo da Colina. Muitos romeiros percorrem a Trilha do Santo Sepulcro. A pé eles percorrem às 14 estações trajeto marcado por frases e conselhos ambientais do Padre Cícero, que já alertava naquela época para os muitos desequilíbrios ambientais e impactos da agressão humana na natureza.
Padre Cicero descreveu os preceitos ecológicos:
1) Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau;
2) Não toque fogo no roçado nem na caatinga;
3) Não cace mais e deixe os bichos viverem;
4) Não crie o Boi e nem o bode solto; faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer;
5) Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água de chuva;
6) Não plante em serra a cima, nem faça roçado em ladeira que seja muito em pé; deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca sua riqueza;
7) Represe os riachos de 100 em 100 metros, ainda que seja com pedra solta;
8) Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, ate que o sertão todo seja uma mata só;
9) Aprenda tirar proveito das plantas da caatinga a maniçoba, a favela e a jurema; elas podem ajudar a conviver com a seca;
10) Se o sertanejo obedecer a estes preceitos a seca vai aos poucos se acabando o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer, mas se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.
Rezemos com Fé! . Os sorrisos são a alegria da alma.
DESTRUIÇÃO DO BIOMA CAATINGA PODE DESERTIFICAR O BRASIL, ALERTA MINISTRO DO MEIO AMBIENTE
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que o governo federal tem ampliado as ações de preservação da Caatinga, de forma a evitar a desertificação de uma área cada vez maior do território nacional.
Capobianco participou, nesta terça-feira (14), do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Durante a entrevista, ele lembrou que a Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, importante para a biodiversidade do país, sobretudo por servir de barreira natural contra a desertificação.
“A Caatinga é um bioma fascinante, de uma beleza paisagística incrível e de uma biodiversidade também incrível. As pessoas, quando pensam no Brasil, pensam na Amazônia. Quando muito, na Mata Atlântica. Mas esquecem que o Brasil possui seis biomas absolutamente diferentes e complexos, que fazem do país a maior biodiversidade do planeta.”
Desertificação-Capobianco ressaltou que o desmatamento excessivo deste bioma tem contribuído para o avanço da desertificação e que, neste sentido, a conservação da Caatinga é uma prioridade ambiental.
“Está demonstrado que a destruição e o desmatamento excessivo da Caatinga vêm provocando a expansão da área em processo de desertificação no país”, acrescentou.
O ministro informou que o Brasil concluiu o plano nacional de ações para cumprir a Convenção de Combate à Desertificação, que será apresentado na Conferência das Partes (COP 17), marcada para agosto, na Mongólia.
Segundo ele, o plano desenvolve medidas para conter processos de degradação do solo – o que abrange ações a serem adotadas para conter o avanço da desertificação, especialmente nas áreas de Caatinga.
Programa Recatingar-Entre as iniciativas em andamento, Capobianco destacou o lançamento do programa Recatingar, voltado à recuperação de áreas degradadas e à substituição de atividades econômicas predatórias por práticas sustentáveis.
O programa contará com a participação dos estados do Nordeste, que devem discutir ações conjuntas em reunião prevista para a primeira semana de maio, em Brasília.
FORRÓ A CAMINHO DO TÍTULO DE PATRIMÔNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE
Neste momento em que todo nordestino já está preparando as sandálias e contando os dias para o São João, o coração bateu mais forte com a notícia da entrega para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) do dossiê de candidatura do Forró Tradicional ao título de Patrimônio Imaterial da Humanidade.
A entrega do documento foi formalizada nesta terça-feira (31), em Brasília, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), pelo Ministério da Cultura (MinC) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Pedro Santos, coordenador da Câmara Temática de Cultura do Consórcio Nordeste e secretário de Cultura da Paraíba, relembrou a atuação do bloco para o levantamento de informações e para as ações de visibilidade do gênero no Brasil e no mundo.
“Promovemos eventos em Portugal e na França. Estivemos em duas ocasiões reunidos com a Delegação Permanente do Brasil junto à Unesco, inclusive levamos os forrozeiros para falar um pouco sobre a importância da salvaguarda das Matrizes Tradicionais do Forró. Além de termos dado apoio ao Iphan na mobilização dos estados nordestinos e na produção de materiais audiovisuais que integraram o dossiê submetido à Unesco”, explicou.
“E hoje recebemos essa notícia maravilhosa! É um momento simbólico, um momento para a gente celebrar e desejar sucesso a essa candidatura que eu tenho certeza que vai ser exitosa”, completou.
A secretária de Cultura de Pernambuco, Cacau de Paula, também comemorou a formalização da candidatura. “É mais um avanço importante para fortalecer e valorizar a força da cultura nordestina e da cultura popular!”
O Forró Tradicional, também conhecido como Forró de Raiz, representa uma imersão na identidade e tradição nordestina e brasileira, que envolve desde a música e dança, como baião, xaxado, xote, arrasta-pé, até instrumentos musicais, como sanfona, zabumba e triângulo, passando pelo cordel, bandas pífano e mestres rabequeiros, e todas técnicas, práticas e saberes que envolvem o fazer e o viver o Forró.
Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a entrega “é um gesto de reconhecimento, reparação e afirmação da cultura brasileira no cenário internacional. Estamos falando de uma expressão profundamente ligada à formação do nosso povo, à memória das migrações, à força criativa do Nordeste e à capacidade da cultura de manter vivos os vínculos entre território, identidade e pertencimento”, afirmou.
Para o presidente do Iphan, Leandro Grass, a candidatura reflete a consolidação da retomada da política do patrimônio cultural vivida pelo país. “A cultura brasileira voltou a ser reconhecida e valorizada mundialmente”, destacou.
Com a entrega do dossiê, a Unesco inicia uma série de processos internos para analisar as documentações da candidatura. Não existe um prazo determinado para a apreciação.
O Forró Raiz é conhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, pelo Iphan, desde 2021.