ATO POLÍTICO CULTURAL EM DEFESA DA CHAPADA DO ARARIPE ACONTECE SÁBADO (24)

O Movimento Salve a Chapada do Araripe realiza, no próximo sábado, 24 de janeiro, um ato político-cultural em defesa da Chapada do Araripe — território estratégico para a segurança hídrica, ambiental, cultural e social do Nordeste. A mobilização acontece em Exu (PE), com concentração às 16h, na Chácara Espaço Curart – Saberes da Caatinga / Posto da Serra, seguida de cortejo pela BR – Rodovia Asa Branca até a Escola Municipal Joaquim Ulisses de Carvalho, no Triângulo do Posto da Serra.

Conhecida como a “Caixa d’Água do Sertão”, a Chapada do Araripe abriga nascentes, aquíferos e uma biodiversidade fundamental para os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. Nos últimos anos, o território vem sofrendo pressões crescentes provocadas pelo desmatamento, queimadas, avanço do agronegócio e pela fragilização das políticas públicas de proteção ambiental. Esse cenário tem mobilizado comunidades locais, pesquisadores, ativistas, artistas, movimentos sociais e instituições.

O ato integra a programação do Encontro de Saberes e antecede o II Seminário Salve a Chapada, que acontece no dia 27 de janeiro de 2026, também em Exu. A iniciativa busca dar visibilidade pública às ameaças que atingem a Chapada, fortalecer a mobilização popular e cobrar ações efetivas do poder público. A programação contará com manifestações culturais, participação de artistas, músicos, ativistas, povos e comunidades tradicionais, além de falas políticas e distribuição de materiais informativos.

O movimento também articula a construção de uma Carta de Compromisso com a Chapada, que será apresentada às autoridades competentes. O evento é aberto ao público e convida toda a população do Cariri, Sertão do Araripe e demais interessados a participarem.


Nenhum comentário

SÃO PAULO DE TODOS NÓS, ALDY CARVALHO

Quando aqui cheguei, ainda carregando na pele o sol do meu sertão senti como se estivesse entrando na barriga de um monstro. Um gigante que avançava por avenidas intermináveis, edifcios altíssimos multicores luzes e uraência até se perder nas periferias distantes, mas também com alamedas garbosas e parques, parques no meio da cidade monstro. Entre assustado e deslumbrado, vi-me engolido pelo virtuosismo pulsante da metrópole: não para, não para, não pode parar. E de fato, não para nunca.

Com o tempo descobri que esse monstro não era ameaça, era pulmão um pulmão que acolhe e dá fôlego a quem chega com sonhos debaixo do braço. Em São Paulo, a cidade e o cidadão se reinventam mutuamente Aprendemos a dividir calçadas com todos os sotaques, a conviver com diferenças, com a diversidade, a negociar cada centímetro de esperança

A se em q pelas pelas a pelas Su

São Paulo é trabalho, diversão e arte. Um poema com linguagem própria. Há beleza, há poesia num por de sol despontado sobre uma floresta de prédios, numa lua lânguida que insiste em banhar de prata as noites dessa metrópole frenética. É a cidade que assimila o novo sem expulsar o velho, onde o samba encontra o rock, onde o sertanejo abraça ○ forro, onde o italiano divide a mesa com o japonês, o árabe e o brasileird de todas as origens.

Selva de Pelo conde

Em 2026, ao celebrar mais um aniversário, São Paulo reafirma seu maior talento: ser casa para quem ainda está chegando. Aqui, cada um encontra um canto, um ritmo e uma razão para ficar mesmo quando a cidade parece grande demais para caber no peito,

São Paulo é assim: imensa, intensa, imperfeita, teimosa, generosa. infinita. São Paulo se esconde nos detalhes, e quem só olha para OS arranha-céus perde o melhor da história. Eu, agradeço, porque essa gigante que um dia me assustou é, na verdade, a prova viva de que quando muitos constroem juntos, a cidade se torna de todos.

São Paulo de todos nos

Nenhum comentário

EDITAL ESTIMULA PESQUISA ECONOMICA NO BIOMA CAATINGA

A Caatinga é um patrimônio biológico único no mundo, mas vive hoje um momento crítico. Ameaçada por um processo severo de desertificação, a região enfrenta riscos diretos à segurança hídrica e alimentar, impactando a renda e a sobrevivência de milhões de nordestinos. É nesse cenário de urgência que o Instituto Escolhas abriu, nesta quinta-feira (8), as inscrições para a segunda edição da Cátedra Escolhas de Economia e Meio Ambiente – Edição Caatinga.

A Agência Eco Nordeste destaca que o programa é a única iniciativa de bolsas no Brasil dedicada especificamente à intersecção entre Economia e Ecologia. O objetivo é claro: fomentar pesquisas acadêmicas que tragam respostas práticas para o desenvolvimento socioeconômico aliado à preservação ambiental.

O edital é voltado a pesquisadores que estão na linha de frente do conhecimento no Nordeste. As bolsas oferecidas possuem os seguintes valores mensais:

Mestrado: R$ 2.520,00

Doutorado: R$ 3.100,00

“Acreditamos que as pesquisas acadêmicas têm um papel fundamental na busca de respostas que possam ajudar o bioma e sua população”, afirma Rafael Giovanelli, gerente de Pesquisa do Instituto Escolhas. Embora o foco central seja o bioma Caatinga, ele ressalta que estudos sobre outros biomas presentes no Nordeste também serão considerados no processo seletivo.

Quem pode participar?

Para concorrer, o candidato deve atender a critérios específicos de origem e atuação acadêmica:

Naturalidade: ser nascido em qualquer município da região Nordeste.

Vínculo acadêmico: estar matriculado em curso de mestrado ou doutorado vinculado a um programa de pós-graduação stricto sensu em instituição situada na região Nordeste.

Área de estudo: o Programa deve ser em Economia ou interdisciplinar (desde que a linha de pesquisa e o orientador sejam da área de Economia).

Em consonância com políticas de inclusão, o processo seletivo dará prioridade aos candidatos indígenas ou afrodescendentes, repetindo o modelo de sucesso aplicado pelo Instituto na Amazônia Legal desde 2022.

Os bolsistas poderão explorar diversas frentes da “Economia Verde”:

a) Justiça climática

b) Transição justa para uma economia de baixo carbono

c) Instrumentos econômicos para uma economia de baixo carbono

d) Valoração de serviços ecossistêmicos

e) Finanças verdes e precificação de riscos climáticos e socioambientais

f) Adaptação e mitigação da crise climática nas cidades

g) Fontes renováveis de energia e transição para uma matriz energética de baixo carbono

h) Economia circular

i) Bioeconomia

j) Sistemas alimentares

k) Mineração 

l) Desenvolvimento regional sustentável da região Nordeste

Cronograma e Inscrições

Os interessados têm até o dia 31 de março para submeter suas candidaturas. Desde sua criação, em 2017, a Cátedra Escolhas já viabilizou mais de 40 pesquisas de alto nível, consolidando-se como um pilar de apoio ao desenvolvimento sustentável do Brasil. (Agencia Eco Nordeste)

Nenhum comentário

POR QUE FORÇAR AS PESSOAS A ADOTAR PRÁTICAS ECOLÓGICAS PODE SAIR PELA CULATRA

Combater as mudanças climáticas pode parecer particularmente difícil nos dias de hoje. Países, estados e municípios ao redor do mundo estão deixando de cumprir metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e, nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump revogou elementos centrais da agenda climática de seu antecessor.

Diante dessa trajetória, pode ser tentador para formuladores de políticas pró-clima recorrerem a medidas mais agressivas para fazer com que as pessoas ajam, como normas, proibições ou restrições. Assim, as pessoas teriam de salvar o planeta.

Mas um estudo publicado na semana passada na revista Nature Sustainability sugere que essa abordagem pode trazer riscos reais. A pesquisa constatou que políticas climáticas voltadas a forçar mudanças de estilo de vida – como proibições à circulação de carros em centros urbanos – podem sair pela culatra ao enfraquecer valores pró-ambientais já existentes e provocar reações políticas contrárias, inclusive entre pessoas que já se preocupam com as mudanças climáticas. Os resultados indicam que a forma como a política climática é desenhada pode ser tão importante quanto o grau de agressividade adotado.

“Medidas obrigatórias às vezes podem ajudar a superar um obstáculo e alcançar um ponto de inflexão, mas elas têm custos”, afirmou Sam Bowles, autor do artigo e economista do instituto sem fins lucrativos Santa Fe Institute. “Pode haver impactos negativos que as pessoas não antecipam.”

Pesquisadores entrevistaram mais de 3.000 alemães e constataram que até mesmo pessoas que se preocupam com as mudanças climáticas reagiram de forma significativamente negativa a medidas obrigatórias ou proibições que, por exemplo, limitavam a temperatura de termostatos ou o consumo de carne, por perceberem essas ações como restrições às suas liberdades.

 O artigo também comparou essa reação com a resposta das pessoas a exigências relacionadas à COVID, como a obrigatoriedade de vacinas e do uso de máscaras. Embora os pesquisadores tenham identificado um efeito de reação adversa – ou “custo do controle” – em ambos os casos, ele foi 52% maior no caso das políticas climáticas do que nas políticas relacionadas à COVID.

“Não esperava que a oposição das pessoas a um estilo de vida imposto pelas mudanças climáticas fosse tão extrema”, disse Katrin Schmelz, a outra autora do estudo que também atua no Instituto Santa Fé. Ela afirmou que a confiança das pessoas em seus líderes pode mitigar o impacto negativo e observou que, em comparação com os Estados Unidos, os alemães têm um nível relativamente alto de confiança no governo. Isso, segundo ela, significa que “esperaria que as medidas impostas fossem menos aceitas e provocassem mais oposição aqui”.

Ben Ho, economista comportamental do Vassar College, não participou do estudo e não se surpreendeu com os resultados. “Isso diz respeito, fundamentalmente, à forma como uma sociedade equilibra valores individuais de liberdade e expressão com valores coletivos, como segurança”, afirmou, apontando para um amplo conjunto de pesquisas semelhantes sobre o potencial de reação contrária a políticas climáticas. “O que há de novo nesse trabalho é mostrar que esses efeitos de retrocesso ainda são verdadeiros hoje e, de maneira especialmente interessante, o esforço de conectar esses dados à forma como as pessoas se sentiram em relação à COVID.”

As consequências políticas de mandatos relacionados ao clima podem ser dramáticas. Na Alemanha, uma lei aprovada em 2023 pelo então governo de centro-esquerda do país buscava acelerar a transição para fora dos combustíveis fósseis ao praticamente proibir novos sistemas de aquecimento a gás e promover o uso de bombas de calor. Embora a política previsse exceções e subsídios, opositores rapidamente a enquadraram como uma proibição, apelidando-a de heizhammer, ou “martelo do aquecimento”.

A medida tornou-se um símbolo poderoso de excesso de intervenção do Estado, explorado por partidos de extrema direita e contribuindo para uma reação pública mais ampla contra a coalizão governista. “O último governo alemão basicamente caiu porque foi visto como responsável por instituir uma proibição ao gás”, disse Gernot Wagner, economista climático da Columbia Business School. O governo atual tenta agora revogar a legislação.

A experiência alemã ressalta os riscos identificados pelo estudo. Políticas percebidas como restritivas à escolha individual podem desencadear resistências que vão além da medida em si, enfraquecendo o apoio público à ação climática de forma mais ampla. Até agora, políticas nos Estados Unidos têm evitado em grande parte esse tipo de oposição. Isso se deve, em boa medida, ao fato de que as políticas climáticas americanas historicamente foram muito menos agressivas, onde até mesmo progressistas raramente recorrem à proibições diretas. Ainda assim, há precedentes para uma possível reação adversa e sinais de conflitos que podem surgir.

A Lei de Independência e Segurança Energética de 2007, por exemplo, estabeleceu o caminho para a eliminação gradual das lâmpadas incandescentes. Isso levou à apresentação de dois projetos de lei em 2011 — Light Bulb Freedom of Choice (Liberdade de Escolha para Lâmpada) e Better Use of Light Bulbs (Melhor uso de Lâmpadas) — impulsionados pelo então emergente movimento Tea Party, embora sem sucesso. Hoje, o metano, também conhecido como gás natural, está no centro de disputas culturais semelhantes, à medida que cidades tentam proibir novas investidas e adotar outras medidas para restringir seu uso.

Negacionistas da ação climática também parecem ter se dado conta do poder das proibições para gerar reação contrária. O presidente Trump frequentemente se refere a metas de eficiência de combustível como uma “norma de veículos elétricos”. A indústria do gás natural também tem enquadrado padrões de eficiência para aparelhos a gás como proibições e explorado esse efeito de rejeição para ajudar a retardar com sucesso outras proibições explícitas ao gás natural em novas construções, como no estado de Nova York.

À primeira vista, pesquisas como essa colocam os legisladores em uma posição difícil: se uma política não for suficientemente rigorosa, pouco fará para combater as mudanças climáticas. Mas, se for agressiva demais, as pessoas podem se voltar contra ela – ou até contra todo o movimento político que a sustenta, como ocorreu na Alemanha – e o avanço pode estagnar.

“Isso não significa que devamos desistir das políticas climáticas”, disse Ho. “Significa apenas que precisamos ter mais cuidado na forma como as políticas são desenhadas, e que a confiança pode ser um componente fundamental.”

Schmelz e Bowles chegam a uma conclusão semelhante e afirmam que qualquer política deveria ao menos levar em conta a plasticidade das crenças e dos valores dos cidadãos. “Compromissos éticos e normas sociais são muito frágeis e podem ser facilmente destruídos”, disse Bowles. Schmelz acrescentou que pessoas no poder “podem abalar e reduzir a disposição para cooperar ao elaborar políticas mal desenhadas”.

Uma forma de evitar reações adversas é focar menos em proibir uma determinada ação e mais em tornar as alternativas mais abundantes e atraentes – por exemplo, por meio de incentivos fiscais ou subsídios. “Oferecer alternativas ajuda a reforçar valores ambientais”, disse Schmelz. Outra opção seria tornar as atividades prejudiciais ao clima mais caras, em vez de restringi-las diretamente. Como resumiu Bowles, “as pessoas não sentem que estão sendo controladas por um preço mais alto/aumento do preço”.

Os autores do estudo afirmam que quanto mais uma política se aproxima da vida particular das pessoas, mais importante é estar atento a possíveis erros. Eles também enfatizam que não estão dizendo que normativas ou proibições nunca funcionam – leis do cinto de segurança e restrições ao fumo, por exemplo, tornaram-se comuns. Mas essas medidas foram implementadas em outra época e houve pouca discordância pública quanto aos seus benefícios para a saúde individual.

“Sempre havia alguém na família daquela pessoa dizendo: ‘Olha, querido, eu realmente gostaria que você estivesse usando o cinto de segurança’”, disse Bowles. “Não temos isso no caso do meio ambiente, então mudar essa retórica é um desafio muito maior.”

Por fim, Bowles afirmou que a mensagem mais ampla que deseja transmitir é que as pessoas, em geral, são generosas, e querem que suas ações estejam alinhadas com seus valores. Essa nova pesquisa reforça a necessidade de políticas que ajudem a canalizar essa inclinação, em vez de contê-la – algo que normas ou proibições podem acabar fazendo.

“As pessoas têm muitos bons valores”, disse ele. “Quando olhamos para nossos cidadãos e desenhamos políticas, não os tratemos como idiotas.” *Esta história foi originalmente publicada em Inglês. A tradução foi feita com o auxílio de Inteligência Artificial, com revisão final do jornalista Vinícius Nunes.

Nenhum comentário

LIVRO MAPEIA FORNECEDORES DE SEMENTES E MUDAS REVELANDO DESAFIOS DE RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA NO BRASIL

O Portal de Livros Abertos da USP disponibilizou gratuitamente a obra Fornecimento de Sementes e Mudas Nativas no Brasil, um trabalho fundamental para a agenda de conservação e recuperação ambiental do País. Com autoria das pesquisadoras Samira Rodrigues Miguel, engenheira florestal e mestranda no Programa de Pós-Graduação em Recursos Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, e Nathália Cristina Costa do Nascimento, geógrafa e professora do Departamento de Ciências Florestais da Esalq, o livro de 59 páginas, composto de figuras, gráficos e tabelas é um guia estratégico que oferece um panorama atualizado da oferta desses insumos biológicos.

O foco central é a restauração ecológica, destacando a importância de uma cadeia produtiva organizada para atingir as metas de reflorestamento e mitigação das mudanças climáticas.

Para além da visão geral, a publicação aprofunda-se na análise da infraestrutura de apoio à restauração, um dos grandes gargalos do setor. O estudo aborda a situação dos viveiros no País, identificando onde estão as capacidades produtivas e, crucialmente, onde se encontram as principais deficiências logísticas e de insumos. Também contribui diretamente para o planejamento ao mapear as condições de infraestrutura regional necessárias. Com isso, ele permite que gestores públicos e investidores privados saibam exatamente quais regiões precisam de maior suporte em termos de capacitação, armazenamento de sementes e melhoria na distribuição de mudas, garantindo que os esforços de restauração sejam mais eficazes e direcionados.

Para construção do conteúdo do livro foram realizadas 77 entrevistas com fornecedores, e foram obtidas informações fundamentais sobre a produção média anual de sementes e mudas, bem como sobre os preços praticados e a diversidade de espécies comercializadas. Esses dados são essenciais para compreender a capacidade produtiva das iniciativas mapeadas, a qual apresenta variações significativas em função da região geográfica e do tipo de insumo oferecido.


Segundo as autoras no livro, a restauração florestal ocupa posição central na estratégia brasileira de enfrentamento às mudanças climáticas. “A Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, submetida à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), estabelece como meta a restauração de 12 milhões de hectares de florestas até 2030. Essa meta está alinhada a compromissos internacionais, como o Desafio de Bonn e a Iniciativa 20×20, que promovem a recuperação de áreas degradadas na América Latina”, escrevem.


No plano nacional, o Brasil tem lançado políticas e programas com vistas a viabilizar essas metas. Elas destacam o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que orienta ações para a restauração em larga escala, além do Código Florestal Brasileiro, que também é instrumento-chave ao estabelecer a obrigatoriedade de recomposição de áreas de Reserva Legal (RL) e de Preservação Permanente (APPs) suprimidas ou degradadas ilegalmente. Em nível subnacional, diversos Estados têm adotado iniciativas próprias, informam, citando, por exemplo, o programa Refloresta SP, que visa a restaurar 800 mil hectares no Estado de São Paulo. Também falam do Estado do Pará, que criou uma categoria específica de unidade de conservação voltada à recuperação de áreas degradadas, denominada Unidade de Recuperação, cuja concessão está atrelada à geração de créditos de carbono como incentivo à restauração (Lei nº10.259 de 2023).

Para elas, é urgente ampliar os esforços de restauração em larga escala como resposta aos impactos ambientais, sociais e climáticos. No entanto, elas lembram que o êxito desses projetos depende, entre outros fatores, da disponibilidade, diversidade e qualidade dos insumos utilizados — especialmente sementes e mudas de espécies nativas. “Essa demanda crescente por insumos qualificados exige uma rede de fornecedores bem estruturada e articulada, capaz de atender a diferentes regiões e contextos ecológicos. Para tanto, é fundamental contar com uma infraestrutura robusta e descentralizada, que permita o acesso eficiente a sementes e mudas adaptadas às condições locais. Além disso, a presença de fornecedores em regiões estratégicas contribui para reduzir custos logísticos, ampliar a adesão de produtores e garantir o sucesso das ações de restauração”, garantem.

As autoras lembram, ainda, que o fortalecimento dessa cadeia não apenas atende às exigências técnicas dos projetos de restauração ecológica, como também viabiliza a expansão dos sistemas agroflorestais. “Estes, por sua vez, aliam produção agrícola à conservação da biodiversidade, promovendo alternativas econômicas, contribuindo para a soberania alimentar e fornecendo suporte para usos da terra mais sustentáveis em diferentes territórios do País. Além disso, também contribuem em ações de arborização urbana e de educação ambiental.”

Nenhum comentário

MINISTÉRIO QUER PROTEGER CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Carnaval é tempo de pular e brincar, mas também de assegurar o cumprimento dos direitos humanos, especialmente de crianças e adolescentes. Com isso em mente, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) lançou, nesta quinta-feira (15), uma campanha nacional para conscientizar a população sobre a importância da proteção integral de meninos e meninas durante grandes eventos populares, como a folia de Momo.

Realizada anualmente, a campanha Pule, Brinque e Cuide – Unidos pela proteção de crianças e adolescentes, busca sensibilizar a sociedade acerca da responsabilidade coletiva na prevenção e no enfrentamento de violações de direitos, especialmente o abuso, a exploração sexual, o trabalho infantil e outras situações de vulnerabilidade que tendem a se intensificar em momentos de grande mobilização popular – e que podem ser denunciadas por meio do Disque 100.

“O Carnaval é uma das maiores expressões culturais do nosso país e precisa ser, acima de tudo, um espaço seguro para meninas e meninos. A campanha busca mobilizar foliões, famílias, trabalhadores informais, comerciantes, organizadores de eventos e gestores públicos para a corresponsabilidade na garantia de um ambiente seguro e respeitoso aos direitos humanos”, explicou a secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Pilar Lacerda, em nota.

Segundo o ministério, a edição da campanha deste ano consolida uma estratégia que articula comunicação pública, mobilização social, inovação tecnológica e presença institucional qualificada, reafirmando o compromisso do Estado brasileiro com o direito ao lazer, à convivência comunitária e à participação cultural. *Com informações da Ascom/MDHC

Nenhum comentário

LULA CONVERSA COM WAGNER MOURA E KLEBER MENDONÇA SOBRE FORÇA DO CINEMA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou nesta quarta-feira (14), nas redes sociais, o reconhecimento internacional do cinema brasileiro em uma conversa com o ator Wagner Moura e o diretor Kleber Mendonça Filho, vencedores do Globo de Ouro com o filme O agente secreto. 

Na publicação, Lula afirmou ter sido uma “alegria” conversar com os artistas, ressaltando o orgulho que a conquista representa para o país. O presidente também destacou o talento e a força da cultura brasileira, apontando que o reconhecimento em premiações internacionais projeta o Brasil para o mundo e fortalece a imagem do país no setor criativo.

O diretor Kleber Mendonça Filho, responsável pela obra premiada, e Wagner Moura, um dos principais nomes do elenco, vêm sendo apontados como símbolos dessa fase de maior projeção do cinema nacional. A vitória no Globo de Ouro reacendeu expectativas em torno de novas conquistas, inclusive no Oscar, principal premiação da indústria cinematográfica mundial.

Ao encerrar a mensagem, Lula expressou otimismo em relação às próximas etapas da temporada de premiações, desejando que o Brasil continue brilhando e chegue com força ao Oscar, consolidando o cinema nacional como referência global.


Nenhum comentário

← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial