PROFESSOR CITA BENEFÍCIOS PROPORCIONADOS PELA CHEIA DO RIO SÃO FRANCISCO

O aumento das vazões das hidrelétricas de Sobradinho e Xingó trazem mais benefícios do que malefícios para a bacia hidrográfica do Rio São Francisco do ponto de vista ambiental. Desde o dia 24 de janeiro, o fluxo de água liberado nas hidrelétricas é de 4.000 m³/s e deve ser mantido, já que, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), não há perspectivas de redução, nem de aumento no curto prazo, desde que as previsões climáticas se confirmem.

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), José Maciel Nunes de Oliveira, explica que o aumento das vazões atenua um período de seca intensa e não deve colocar vidas em risco. “A preocupação inicial com o aumento da vazão foi de preservar a vida dos ribeirinhos, visto que muitos ocupam áreas alagáveis. Por isso o CBHSF emitiu nota alertando a população a deixar as áreas de risco. Depois de 12 anos, as regiões do Submédio e Baixo São Francisco terão vazões em patamares elevados, o que é ótimo para o rio. O Velho Chico e seu ecossistema estão vivos!”, disse.

Maciel Oliveira explica ainda que o aumento das vazões trará diversos benefícios do ponto de vista ambiental. “Para o Velho Chico e sua bacia as cheias de agora são um alívio, promovendo uma ‘limpeza’ e inaugurando um novo ciclo de reprodução de peixes nativos”, acrescentou.

O professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e coordenador da Expedição Científica do Baixo São Francisco, Emerson Soares, destaca pelos menos oitos pontos positivos que poderão ser percebidos com a cheia do Rio São Francisco, como, por exemplo, a renovação da água e a diluição de poluentes.

“O aumento nas vazões proporcionará uma melhora na qualidade da água, diminuição de riscos de doenças e parasitas de veiculação hídrica, reprodução das espécies de peixes migradoras, maior volume de água de defeso natural para as espécies aquáticas, diminuição da quantidade de macrófitas aquáticas (plantas aquáticas) que causam problemas, quando em excesso, diminuição da quantidade de bancos de areia no meio do rio, além de encher algumas lagoas marginais, importantes para manutenção dos peixes”, afirmou.

De forma prática, o aumento da vazão vai ocasionar a subida do nível do rio em 2,5 metros na margem. Já no meio do rio o aumento pode chegar a até 4 metros. De acordo com Emerson Soares, os impactos negativos serão sentidos nas áreas onde houve avanço sobre o curso d’água.

“Nos trechos onde o homem desmatou vai haver erosão e desmoronamento das margens do rio pela fragilidade do solo sem a proteção da vegetação. Já nos casos em que houve a construção irregular ou avanço sobre o rio, o curso vai voltar ao local original e isto é uma consequência das escolhas que foram feitas porque uma hora o rio ia tomar o seu espaço de volta. Para as pessoas que ao longo do tempo vinham avançando sobre o rio, desmatando, vai haver sim impacto”, finalizou. 

(FONTE: Assessoria de Comunicação CBHSF *Texto: Luiza Baggio. Foto: Juciana Cavalcante)

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LALÁ DANCE JANUÁRIO: NA TERRA DE LUIZ GONZAGA DANÇA TEM PODER

Na terra onde nasceu Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, o ano de 2022 iniciou literalmente e musicalmente com a efervescência da diversidade cultural através da dança.

A arte na terra onde nasceu Luiz Gonzaga a palavra tem poder. Wiharley Januario (Lalá Dance) cearense de Juazeiro do Norte, mora em Exu, Pernambuco desde os 05 anos de idade.

São quase 30 anos trabalhando com arte. Tem experiência em danças de rua e danças populares, é competidor e júri de battles de breaking, festivais de dança e eventos em todo Nordeste e Brasil, faz trabalhos ministrando workshops, oficinas e cursos de danças Populares e breaking. 

Lalá Dance Januário. É assim que é conhecido na região. Ele é Professor da modalidade Dança Fitness-aulas exclusivas para mulheres, foi dançarino de Flávio Leandro e banda Cabas de Gonzaga. Diretor e b.boy do grupo Sertão breaking, Coordenador do projeto sociocultural de Hip Hop Geração Mulekes, diretor ator, cantor, dançarino e coreografo da Cia de Espetáculos Luiz Gonzaga e Quadrilha Junina Luiz Gonzaga, produtor cultural é idealizador do EDACRA – Encontro de Dança , artes e Cultura da Região do Araripe - Festival Multicultural, Batalha dos Mulekes, Exu Junino – Festival de Quadrilhas e Cultura Junina eventos esses todos realizados na cidade de Exu.

Sertão Breaking é uma das sensações em Exu Pernambuco. Lalá diz que a dança é de origem do movimento cultural chamado Hip Hop hoje integra o quadro de esportes olímpicos e estará nos jogos de 2024 em Paris – França.

"Com esse poder de visibilidade torna-se uma grande ferramenta de oportunidades para crianças e adolescentes pobres sonharem em um dia ser um atleta olímpico, ou simplesmente aprender a arte da dança como muitos que passaram por nossos projetos e atualmente integram Companhias e grupos artísticos ou uma vida no meio da arte consolidada com seus trabalhos individuais, sempre com o lugar de destaque na sociedade nos setores que representam", revela Lalá. 

O grupo (Crew) Sertão Breaking tem um trabalho existente há cerca de 15 anos em Exu-PE e Região, sempre representando no cenário nacional ganhando festivais e competições de dança em todo Nordeste, produzindo e realizando umas das mais importantes etapas competitivas de breaking do nordeste.

"EDACRA, Encontro de Dança, Artes e Cultura da Região do Araripe é realizado em Exu-PE, por isso acreditamos que precisamos de mais visibilidade e oportunidade de mostrar nosso talento e capacidade de transformação social, sem sermos segregados por ser da terra do forró ou de Luiz Gonzaga, entendendo que cada arte tem sua importância para a cultura da cidade, uma arte nunca vai tirar o espaço de outra, com esse pensamento temos a proposta de preparar nossas crianças e adolescentes através desse projeto de breaking e elementos da cultura Hip Hop para vislumbrar oportunidades e afasta-las de temas negativos de suas vidas, tentando apenas ofertar arte e cultura dando dignidade de ser e ter representatividade na sociedade mesmo pertencendo a uma classe excluída e marginalizada", explica.

No mês passado (Janeiro 2022), no espaço Farol Escola foi lançado de forma oficial o Projeto Social-Geração Mulekes que através do Hip Hop vai trabalhar nos bairros Vila Nossa Senhora Aparecida e Gonzagão na cidade de Exu-PE, instruindo crianças e adolescente carente sujeito a vulnerabilidade social, afastando-as do crime, das drogas e temas negativos da sociedade, levando-as a prática da dança, da música, do grafite e também do conhecimento, direcionando essas crianças e jovens ao caminho do bem fortalecendo as comunidades.

"Agora estamos numa etapa e passaremos a existir de forma organizada para conseguir alcançar mais mais jovens, sendo assim fazer de fato e direito que nossa voz seja ouvida. O Projeto Sociocultural Geração Mulekes, tem essa proposta de contribuir com nossos dons artísticos para a formação cidadã de crianças e adolescentes de nosso cidade, esse é nosso compromisso, já fazemos isso há décadas,  hoje estamos  mais ainda fortalecidos,  ficaremos grato com o apoio de cada um de vocês. AQUI É HIP HOP LEVADO A SÉRIO!", concluiu  Lalá Dance.

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CENSO ESCOLAR: MAIS DE 650 MIL CRIANÇAS SAÍRAM DA ESCOLA EM TRÊS ANOS

O número de matrículas na educação infantil registrou queda de 7,3% entre os anos de 2019 e 2021. Segundo informações da primeira etapa do Censo Escolar 2021 divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta segunda-feira (31), nesse período, 653.499 crianças de até 5 anos saíram da escola.  

O índice de crianças matriculadas em creches caiu 9% entre 2019 e 2021. A queda mais expressiva foi registada na rede privada, que apresentou uma redução de 21,6% de 2019 a 2021. Na rede pública, a queda foi de 2,3% nesse período. Ao todo, o Censo Escolar 2021 registrou 69,9 mil creches em funcionamento no Brasil.

Em todas as etapas da educação, foram registradas, em 2021, 46,7 milhões de matrículas – cerca de 627 mil a menos em comparação a 2020, o que corresponde a uma redução de 1,3%. A rede municipal atende à maioria (49,6%) dos alunos. A rede estadual é a segunda maior (32,2%), seguida pela privada (17,4%). A União (rede federal) é responsável por 0,8% dos alunos matriculado. O país tem, ao todo, 178,4 mil escolas de educação básica.

O Censo Escolar 2021 apontou estabilidade com relativo aumento do número de matrículas nos anos finais do ensino fundamental. A etapa educacional é a maior entre todas na educação básica, com 26,5 milhões de alunos. Em 2020, o país contabilizou 11.928.415 estudantes do 6º ao 9º ano. Já em 2021, houve 11.981.950 matrículas nesses mesmos anos – um acréscimo de mais de 53 mil alunos.

O levantamento mostrou também que a proporção de alunos do ensino fundamental matriculados em tempo integral voltou a aumentar. Entre 2019 e 2020, a taxa caiu de 9,6% para 7,6% nos anos iniciais e de 9,3% para 6,9% nos anos finais. Já em 2021, foram registrados 8,5% e 9,2%, respectivamente. No caso dos primeiros anos da etapa educacional, o patamar de estudantes em tempo integral é praticamente o mesmo do ano que precedeu a pandemia de covid-19.

De acordo com a pesquisa, também houve aumento no número de matrículas no ensino médio. Foram registrados 7,8 milhões alunos em 2021 – um acréscimo de 2,9% em relação a 2020. Segundo o Inep, há uma tendência de evolução nas matrículas nos últimos dois anos do segmento educacional, com crescimento de 4,1% entre 2019 e 2021. Nessa etapa, o número de alunos em tempo integral aumentou significativamente na rede pública – de 13,8% para 16,4% em um ano. Na rede privada, a evolução foi menor, saindo de 5,4% para 5,8% entre 2020 e 2021.

Redes de ensino: A rede municipal é a principal responsável pela oferta dos primeiros anos do ensino fundamental. São 10,1 milhões de alunos (69,6%), o que corresponde a 84,8% dos alunos da rede pública. Nos anos iniciais, 18% dos alunos frequentam escolas privadas. A proporção do segmento diminuiu 7,1 pontos percentuais entre 2020 e 2021.

Já a rede estadual responde por 40% das matrículas dos anos finais do ensino fundamental, com 4,8 milhões de alunos. Nessa etapa, há uma divisão majoritária de responsabilidade entre estados e municípios – a rede municipal atende 5,3 milhões de alunos (44,7%). As escolas privadas reúnem 15% das matrículas. Ao todo, 12 milhões de estudantes cursam os anos finais do ensino fundamental no Brasil.

A rede estadual tem a maior participação no ensino médio, atendendo 6,6 milhões de alunos (84,5%). Nela, também está a maioria dos estudantes de escolas públicas (96%). Em seguida, estão as redes privada, com cerca de 935 mil alunos (12%), e federal, com 229 mil matrículas (3%), respectivamente.

Educação profissional-O número de estudantes matriculados na educação profissional apresentou queda considerada pequena em meio ao cenário de pandemia. Em 2020, foram registrados 1.936.094 alunos no segmento. Em 2021, foram 1.892.458 matrículas. As matrículas da educação profissional estão principalmente concentradas na rede estadual, representando 42,6% do total, seguida pelas redes privada e federal, com 37,7% e 17,6%, respectivamente.

Censo Escolar-A primeira etapa do Censo Escolar 2021 traz informações sobre todas as escolas, os professores, os gestores e as turmas (nas suas diferentes etapas), além de revelar dados relativos a alunos e suas características.

Em 2021, foram registrados 2,2 milhões de professores e 162.796 diretores na educação básica brasileira. O Censo Escolar 2021 mostrou que maioria dos profissionais que exercem o cargo de direção têm formação superior (89,5%) e é mulher (80,7%).

A segunda etapa do Censo Escolar 2021 será realizada a partir de fevereiro. O Inep aplicará o questionário “Resposta educacional à pandemia de covid-19 no Brasil” pelo segundo ano consecutivo.

O levantamento foi feito pela primeira vez na edição de 2020, com o objetivo de verificar as consequências da crise sanitária no sistema educacional, além de mapear as estratégias adotadas para minimizar os danos no ensino e na aprendizagem. (Fonte: Agencia Brasil)

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VALDI GERALDO, ALEGRIA E BELEZA DA MÚSICA BRASILEIRA GONZAGUEANA

Hoje é dia do aniversário de Valdi Geraldo Teixeira. 

Sempre é bom lembrar: o grande balaio musical de Luiz Gonzaga tem um exuense. A cada viagem que fazia pela região Nordeste Luiz Gonzaga "descobria", encontrava um compositor. Em Caruaru: Onildo Almeida. Rio Grande do Norte o Janduhy Finizola. Paraíba, José Marcolino, Antonio Barros. Em Pesqueira, Nelson Valença. Campina Grande, Rosil Cavalcanti. Arcoverde João Silva. No Rio de Janeiro encontrou o parceiro Humberto Teixeira, nascido em Iguatu, Ceará. José Clementino, em Varzea Alegre. Zé Dantas, em Pernambuco, para citar alguns destes poetas parceiros que deram Luz a obra e vida do Rei do Baião.

E pertinho dele, ali na curva da Chapada do Araripe, em Exu, na sua terra, Valdi Geraldo, o Neguinho do Forró. Músico, compositor de quem Luiz Gonzaga gravou a música "Nessa Estrada da Vida" em 1984 no disco (LP), Danado de Bom. Neguinho do Forró é um desses talentosos compositores que contribui com o reinado de Luiz Gonzaga. 

Valdi é compositor do sucesso da música Nessa Estrada Vida, em parceria com Aparecido José. A história conta que ao ouvir a música Luiz Gonzaga teve paixão de primeira. Tarimbado, o Lua, sabia quando estava diante de uma riqueza musical, viu que melodia, ritmo e harmonia são frutos do seu Reinado. Gravou.

Hoje "Nessa Estrada da Vida" é uma das músicas mais interpretadas no cancioneiro brasileiro. Recebeu regravações de Dominguinhos, Jorge de Altinho, Waldonis, fiéis seguidores e discípulos do Rei do Baião.

Detalhe: o disco "Danado de bom" vendeu mais de um Milhão de cópias, contou com a participação de Elba Ramalho na faixa "Sanfoninha choradeira" (João Silva) e Luiz Gonzaga ganha o Disco de Ouro considerado no mundo musical um dos mais belos trabalhos de um artista brasileiro.

Com a morte de Luiz Gonzaga, em agosto de 1989, foi também em Valdi Geraldo que o Gonzaguinha, o poeta da resistência, que por centenas de vezes caminhou nas estradas, visitando lugares e construindo sonhos no pé da serra do Araripe pensando em concretizar o projeto do Parque Asa Branca, Museu Gonzagão. 

Desde 1999, quando conheci, Valdi Geraldo em Exu, tenho o maior respeito e admiração por este artista. Homem de Bem. Alma de cantador. Ele, não vive comercialmente da música. É funcionário do Ministério da Saúde. Na época produzimos uma reportagem para a TV Grande Rio/Afiliada Globo destacando a obra e vida do Neguinho do Forró. As imagens foram do produtor Luciano Peixinho.

Em 2012, Neguinho do Forró, lançou um CD, Alegria e Beleza do Sertão, uma das composições mais belas da música brasileira, que se junta a larva criativa do poeta. Valdi Geraldo cultiva a simplicidade, ou seja, sabe tratar o povo, que tanto Luiz Gonzaga pedia para não esquecer, e valorizar o seu pedaço de terra se fazendo universal.

Valdi Geraldo está marcado para a eternidade e o Brasil poderia ainda em Vida ser mais grato pela trajetória desse cantor e compositor. Caruaru, Pernambuco, através do pesquisador Luiz Ferreira souberam valorizar o artista e ele, em 2014, recebeu o título troféu Orgulho de Caruaru, através do Espaço Cultural Asa Branca do Agreste.

Luiz Gonzaga é citado por todos os compositores como um mestre na arte de sanfonizar as canções. Sanfonizar é um termo criado pelo próprio Luiz Gonzaga. O pesquisador José Teles, afirma que a maioria dos seus parceiros de Luiz Gonzaga não escondem que cederam parceria para o Rei do Baião, porém, geralmente, suavizam a revelação com um argumento: ninguém interpretaria a composição igual a ele. Ou ressaltam o talento de Gonzagão para “sanfonizar” as composições – ou seja, como usava seus dons de arranjador para enriquecê-las.

Nessa Estrada da Vida segue o poeta compositor Valdi Geraldo, o Neguinho do Forró. Poeta dos bons que caminhada na Luz da Chapada do Araripe.

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COMPORTAS DA USINA SANTA MARIA SERÁ FECHADA A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA (31)

A Cemig informou que vai iniciar o fechamento gradual do vertedouro da Usina Hidroelétrica de Três Marias, na Região Central Mineira. De acordo com a estatal, passados os reflexos do evento chuvoso que produziu o recorde de afluência ao reservatório, a Cemig, a partir de segunda-feira (31) será iniciado o fechamento gradual das comportas.

O vertimento foi capaz de reduzir de 94% para 90% o volume útil do reservatório, sem causar grandes inundações nas cidades abaixo da barragem.

O fechamento será realizado em patamares, da mesma forma que foi realizada a abertura, para evitar impactos à vida aquática do rio São Francisco e proteger os terrenos das planícies naturais ocupada pelas águas. Partindo do patamar final de liberação que hoje totaliza 3.040 m³/s, as reduções seguirão um cronograma conforme abaixo:

31/01/2022, segunda-feira: redução da liberação de vazão para 2.640 m³/s (vazão turbinada + vazão vertida);

01/02/2022, terça-feira: redução da liberação de vazão para 2.200 m³/s (vazão turbinada + vazão vertida);

02/02/2022, quarta-feira: redução da liberação de vazão para 1.640 m³/s (vazão turbinada + vazão vertida);

03/02/2022, quinta-feira: redução da liberação de vazão para 1.300 m³/s (vazão turbinada + vazão vertida);

04/02/2022, sexta-feira: redução da liberação de vazão para 800 m³/s (vazão turbinada e fechamento total do vertedouro).

A Cemig destacou a importância da atuação das Defesas Civis locais, bem como da Defesa Civil Estadual e do IEPHA, auxiliando no acompanhamento dos efeitos da cheia natural que ocorreu ao longo do mês de janeiro.

“É com muita felicidade que se passa pelo evento crítico de maior valor já vivido e, mesmo assim, foi possível garantir a proteção ao importante patrimônio histórico e cultural da bacia do rio São Francisco, o vapor Benjamin Guimarães, que segue atracado para reforma e revitalização”, disse a empresa em comunicado.

Serão 21 dias de vertimento, desde a abertura, no dia 12, até o fechamento total no dia 4, “buscando controlar os possíveis efeitos para o trecho de jusante e dar transparência à operação, bem como garantir tempo hábil para o monitoramento e as ações preventivas dos municípios ribeirinhos”, destacou a Cemig.

As chuvas de dezembro e janeiro foram capaz de produzir a subida no armazenamento do reservatório em mais de 7 metros, o que representou um aumento de mais de 40% em apenas 20 dias. Ainda assim, o poder de amortecimento dessa acumulação de água durante a cheia natural garantiu que o nível na região de Pirapora e Buritizeiro se mantivesse mais baixo que o evento vivenciado no dia 12 de janeiro, quando a usina se mantinha com o vertedouro fechado, mas o rio Abaeté (que deságua após a barragem) por si só foi capaz de produzir uma cota de inundação mais alta que as vividas ao longo desse período de vertimento.

Para os municípios mineiros é visto, pelo monitoramento da Rede Hidrometeorológica Nacional, que já se iniciou o esvaziamento da calha do rio São Francisco. Considerando que para o presente evento o tempo de viagem da cheia natural tem sido bastante lento, para os municípios baianos ainda é esperada a estabilização do nível do rio apenas ao longo deste final de semana.

Previsão de Chuvas-Deve voltar a chover nos próximos dias nas regiões de cabeceira do rio São Francisco e de alguns de seus afluentes

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CANTOR E COMPOSITOR JOÃOZINHO DE EXU PARTICIPA DO PROGRAMA NAS ASAS DA ASA BRANCA-VIVA LUIZ GONZAGA E SEUS AMIGOS

O cantor e compositor Joãozinho do Exu participa neste domingo (30), a partir das 8hs, na Rádio Cidade Am 870, e em todas as plataformas digitais do Programa Nas Asas da Asa Branca-Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos.

Joãozinho do Exu, traz no nome a referência da cidade onde nasceu o Rei do Baião Luiz Gonzaga. É considerado um dos principais compositores da atualidade da música brasileira, basta citar gravações na voz de Dorgival Dantas, Xand do Aviões, Joquinha Gonzaga. 

Na sua trajetória artística e musical gravou Lps com a participação de sanfoneiros da categoria de Severo e Duda da Passira, e produção de João Silva, um dos principais compositores e parceiro e produtor musical dos Lps de Luiz Gonzaga, que na época ficaram entre os mais vendidos.

Joãozinho nasceu na zona rural, Sítio Mandacaru. Herdou o talento do avô tocador de sanfona de 8 Baixos, o Pé de Bode. O talento o fez ganhar o mundo. 

Luiz Gonzaga que sempre foi capaz de reconhecer um talento, o presenteou com uma sanfona. Na época Joãozinho tinha 10 anos. São diversos os sucessos que o Brasil e especial o Nordeste canta embalado nas composições de Joãozinho de Exu. 

Antes do decreto da calamidade devido a pandemia do coronavírus, Joãozinho do Exu, estava programado a gravação do DVD, no Parque Asa Branca, data que também marca o Aniversário do sanfoneiro e teria a presença do cantor e compositor Dorgival Dantas, Fabio Carneirinho, Caninana do Forro, Valdonys, Edson Lima, Joquinha Gozanga, Flavio Leandro, Targino Gondim além de outros, parceiros e amigos que participam desta 'Vida de Viajante".

No programa deste domingo, numa conversa com o jornalista Ney Vital, o cantor Joãozinho de Exu, vai contar a curiosidade que envolve a Barraca Verifique, que por anos foi ponto de parada no Sítio Guaribas, próximo ao Crato Ceará, local onde Luiz Gonzaga "gostava de saborear uma cachaça com catuaba".

Joãozinho também cita amigos e homenagens feitas para valorizar o taleto de Luiz Gonzaga, exemplo Saudade do Rei e O Gonzagão.

"Andou pelo mundo inteiro tocando xote e baião voltou com a sanfona branca pra descansar no sertão. Eu sou Joãozinho do Exu e falo do Gonzagão! Seu Lula guarda a sanfona que agora eu vou falar das coisas lindas do Exu dos belos tempos de lá. Eu era ainda menino ouvindo você tocar!

O tempo foi se passando e o menino cresceu ainda guardo comigo aquele presente seu relembro aquela sanfona que um dia você me deu!

Hoje está tudo mudado tem até irrigação cuidando da plantação. Asa Branca é rodovia cruzando nosso sertão! Chapéu de couro e gibão ainda se vê por lá xaxado, xote e baião dá gosto se escutar. Uma morena bonita uma noite de luar, pois quem visita o Exu um dia tem que voltar! Andou pelo mundo inteiro tocando xote e baião voltou com a sanfona branca pra descansar no sertão. Eu sou Joãozinho do Exu e falo do Gonzagão!

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LIXÕES A CÉU ABERTO AINDA REPRESENTAM PROBLEMA AMBIENTAL NA BACIA DO SÃO FRANCISCO

Mesmo previsto em lei (nº 12.305, em vigor desde 2 de agosto de 2010), a exigência de que todos os rejeitos do país devem ter uma disposição final ambientalmente adequada, a realidade do Brasil, quando se fala em destinação do lixo, ainda é muito precária.

 A Política Nacional de Resíduos Sólidos deu prazo até 2014 para que todos os lixões a céu aberto fossem encerrados e quase oito anos após a data estabelecida, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), o Brasil ainda conta com mais de 2.700 lixões a céu aberto em funcionamento.

Cerca de 3 mil municípios fazem uso de unidades de destinação inadequadas, em lixões ou em aterros controlados, representando mais da metade das cidades brasileiras nesta situação. Cerca de 730 aterros sanitários, tecnicamente adequados, recebem 59% do total de resíduos gerados diariamente nas cidades do país e só 4% do total de resíduos sólidos urbanos no país são reciclados, ainda de acordo com a Abrelpe.

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) já financiou mais de 100 planos de saneamento básico (PMSB) de municípios da bacia. Deste montante, 67 planos já foram concluídos, em um investimento de mais de R$ 10 milhões. Outros 46 seguem em elaboração e mais seis estão em fase de licitação. Neste novo lote são investidos cerca de R$ 6,5 milhões.

Com os resultados obtidos dos estudos dos PMSBs, verificou-se que boa parte das cidades da bacia enfrentam desafios ao tratar o lixo e dar a destinação adequada. 

“Os problemas associados à destinação inadequada do lixo são muitos, e provocam danos primeiramente ao meio ambiente com a emissão de gases. Às vezes fazem queimadas no próprio lixão, o que piora a qualidade do ar. Segundo, por não terem infraestrutura (manta PEAD de isolamento), o chorume vai todo para os lençóis freáticos, além dos problemas de saúde por proliferação de vetores como, ratos, moscas, baratas e etc”, pontuou o secretário do CBHSF, Almacks Luiz Silva.

A destinação e tratamento adequado do lixo é um dos eixos previstos no saneamento básico, direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei nº. 11.445/2007. O Saneamento Básico é definido como o conjunto dos serviços de infraestrutura e instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais.

Dados apontaram que durante o ano de 2020 a geração de resíduos sólidos alcançou um total de aproximadamente 82,5 milhões de toneladas ou 225.965 toneladas diárias. Com isso, cada brasileiro gerou, em média, 1,07 kg de resíduo por dia. Nas regiões Sudeste e Nordeste, por onde passa o Rio São Francisco, 26,6% e 63,7% do lixo, respectivamente, ainda tem disposição inadequada.

A especialista em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Raissa Vitareli, lembra ainda que mesmo após a inativação, os lixões a céu aberto necessitam de ações continuadas. 

“Destaca-se que, apesar de serem grandes problemas, é sabido que o adequado manejo dos resíduos, desde a coleta até a destinação final, exige um grande investimento que os municípios de pequeno porte não possuem. Ademais, uma grande parcela desse investimento refere-se à implantação e manutenção do aterro sanitário. Assim, ainda de maneira geral, os consórcios entre municípios têm se apresentado como uma opção viável para solucionar a destinação inadequada dos resíduos, todavia, destacam-se também outras medidas/ações como capacitar e dar condições adequadas aos catadores, capacitar gestores municipais e a realização de campanhas junto à população para redução do volume de resíduos gerados e para o incentivo à coleta seletiva, dentre outras práticas”.

Diversas cidades da bacia do Rio São Francisco ainda possuem algum grau de dificuldade para tratamento do lixo e destinação adequada dos resíduos

NOVOS PRAZOS: Com a aprovação do novo marco regulatório do saneamento, novas regras e prazos foram definidos para a universalização dos serviços de água, esgoto e para a erradicação dos lixões. Em agosto de 2021, terminou o prazo para que todas as capitais e cidades com mais de 150 mil habitantes resolvessem o problema. Para os municípios com mais de 100 mil habitantes a data limite é agosto de 2022. Em 2023, encerra-se o prazo para os municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes e em 2024, para cidades com menos de 50 mil habitantes.

“Muitos municípios da Bacia se encontram nesta situação que prevê prazos mais longos, primeiramente devido a Bacia ser composta pela grande maioria de municípios pequenos. E o pior agora pelo favorecimento do prazo na Lei 14.026/2020 (Atualização do Marco do Saneamento) que permite até 2 de agosto de 2024, para Municípios com população inferior a 50 mil habitantes”, acrescentou o secretário do CBHSF.

O engenheiro sanitarista Rafael Meira lembra que um dos problemas associados é a ausência da coleta seletiva nas cidades, ação que poderia reduzir a quantidade de lixo descartado. “A destinação inadequada do lixo, pode ser sim um dos grandes problemas dos municípios, mas além disso, tem o agravante que é a falta da coleta seletiva, porque muitas cidades destinam aos aterros ou lixões, materiais como plástico, metais que poderiam ser reciclados e que infelizmente não são. Essa é uma realidade preocupante, que tem melhorado em cidades do Sudeste, mas ainda precisa avançar mais na região Nordeste”.

A política de saneamento básico e seus eixos, como os serviços de água tratada, coleta e tratamento dos esgotos, quando bem aplicados, levam à melhoria da qualidade de vidas das pessoas, principalmente na saúde das crianças, reduzindo a mortalidade infantil, além de, como consequência, proporcionar melhorias na educação, expansão do turismo, despoluição dos rios e preservação dos recursos hídricos. (FONTE-CHBSF-Juciana Cavalcante)

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