PRODUTORES DA MISSA DO VAQUEIRO ACUSAM FALTA DE PAGAMENTO ANO 2019 E GOVERNO PERNAMBUCO DIZ QUE EXISTE PROCESSO DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

A falta de pagamento de cachês por conta de apresentações na Missa do Vaqueiro de Serrita tem gerado transtorno entre artistas, técnicos, equipe de palco e fornecedores. Produtores alertam que só receberam do Governo do Estado 50% do prometido para 2018.

 O pagamento com relação ao evento em 2019 continua em aberto. Em nota, a Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco informou que o repasse dos valores ainda depende da resolução de "inconsistências identificadas pelo Tribunal de Contas de Pernambuco na execução e prestação de contas dos gastos apresentados pelos três produtores da Missa de Serrita, que foram devidamente informados à época sobre o parecer do TCE".

“Agora não é mais nem uma questão de paciência, é uma questão de necessidade.Tem profissionais passando por problemas sérios e nós não temos uma resposta assertiva da Empetur”, diz a presidente da Fundação Padre João Câncio, Helena Câncio, uma das produtoras do que é considerado o maior evento cultural/religioso do Sertão e que este ano completa emblemáticas 50 edições. 

Com relação às pendencias informadas pela Secretaria de Turismo e Lazer, os produtores da Missa do Vaqueiro de Serrita afirmam que ainda aguardam por mais explicações. E acrescentam: “Se havia pendências, como autorizaram a realização da edição do ano passado?  Não faz sentido. É um evento de grande importância pro estado e para o Brasil. Esses artistas, estes técnicos, estão quase sem trabalhar durante a pandemia. Isso agrava ainda mais a situação. Esperamos mais respeito e sensibilidade por conta das autoridades”. 

Apesar dos problemas, no ano em que completa suas 50 edições, a Missa do Vaqueiro de Serrita, primeira e mais tradicional festa do sertão, não vai deixar passar a data em branco por conta do Coronavírus e da falta de apoio. A Fundação Padre João Câncio organiza programação enxuta com apoio e colaboração dos artistas. 

Estão programadas duas lives com música e religião. Já estão confirmados Josildo Sá, Flávio Leandro e Coral Aboios, entre outros,  no dia 25. No dia seguinte, o domingo 26, participará o bispo da Diocese de Salgueiro - Dom Magnus, que fará uma fala com benção para os Vaqueiros. A programação pode ser conferida nas redes sociais da Missa. @missa_do_vaqueiro

Confira a nota oficial da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco:

A Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco, por meio da Empetur, esclarece que já cumpriu parcialmente o convênio firmado para a Missa do Vaqueiro de Serrita no ano de 2018 e que o processo se encontra inconcluso em face de inconsistências identificadas pelo Tribunal de Contas de Pernambuco na execução e prestação de contas dos gastos apresentados pelos três produtores da Missa de Serrita, que foram devidamente informados à época sobre o parecer do TCE. A Empetur busca com os produtores do evento a forma acertada de solucionar os entraves para o pagamento da segunda parcela restante. Apenas após a resolução do convênio de 2018, será dado início ao pagamento da edição de 2019. (Folha Pernambuco)

Nenhum comentário

PROJETO DA AGROVALE COMPLETA 12 ANOS COM A DOAÇÃO DE MAIS DE 300 MIL MUDAS DA CAATINGA

Marizeiro, ingazeiro, pau ferro, paineira, angico, umburana, ipê roxo e caraibeira, são algumas das espécies nativas da Caatinga mais requisitadas para projetos de arborização, paisagismo, repovoamento e reflorestamento de áreas degradadas.

Em Juazeiro, na Bahia, um projeto da Agrovale 'Viveiro de Mudas Nativas' completa 12 anos, agora em julho, com a marca de 312 mil mudas doadas para 45 municípios dos Estados nordestinos da Bahia, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, além de Curitiba, no Paraná.

O projeto socioambiental da empresa, que é a maior produtora de açúcar, etanol e bioeletricidade e também a que mais gera empregos na Bahia, começou com a infraestrutura instalada de um viveiro em uma área de 2 hectares com mais de 70 espécies de plantas nativas da Caatinga.

O propósito da iniciativa, é a preservação dos ecossistemas da Caatinga e das matas ciliares do Rio São Francisco. Segundo a coordenadora do Departamento de Meio Ambiente da empresa, Thaisi Tavares, o projeto cresceu muito e tem potencial para ampliar os benefícios.

"Nosso viveiro conta com uma equipe de 9 profissionais, é aberto ao público e recebemos constantemente visitas acadêmicas e técnico-científicas, além de representantes dos municípios e das entidades que vem buscar as mudas deste bioma que é exclusivamente brasileiro", pontuou a coordenadora, acrescentando que a doação de mudas vem ampliando a cobertura verde das cidades e contribuindo para uma maior conscientização e sustentabilidade ambiental da biodiversidade regional.

Descoberto também por estudantes e professores, o projeto socioambiental da Agrovale, já marcou presença em inúmeras ações de preservação, conscientização e respeito à natureza e ao meio ambiente em Juazeiro e Petrolina.

São exemplos, "A paz começa em mim", em 2018, onde as crianças da escola Prisma distribuíram mudas da Caatinga nas principais ruas de Juazeiro e as comemorações da Semana do Meio Ambiente, em 2019, quando estudantes de 4 escolas, também de Juazeiro e Petrolina,  plantaram mil mudas  e participaram de palestras educativas. Uma parceria da Agrovale com as Secretarias de Educação dos dois municípios.

Destacando a importância e os benefícios das árvores na vida das pessoas e do meio ambiente, o vice-presidente da empresa, Denisson Flores, ressaltou a intenção de ampliar as ações do projeto. "Vamos melhorar ainda mais a capacidade de produção de mudas de potencial ornamental de médio e grande porte para atender mais cidades melhorando seus espaços de lazer e convivência", concluiu Flores.(Fonte: Class Comunicação e Marketing)

Nenhum comentário

LIVE NESTA TERÇA (21) DESTACA AS VIVÊNCIAS DAS CRIANÇAS DA CASA GRANDE, NOVA OLINDA, CEARÁ

A atriz Luisa Arraes disponibilizou o espaço do seu Instagram para apresentar a Fundação Casa Grande e suas ações durante uma semana. No Instagram @luisaarraes você pode conferir a live com Alemberg Quindins, criador do projeto e vídeos e fotografias da instituição. 

Nesta terça-feira, dia 21 de Julho, as 15h, Fabiana Barbosa, diretora da Fundação Casa Grande estará realizando um bate papo com as crianças Anna Beatriz (Recepcionista do Memorial do Homem Kariri e Gerente da Gibiteca da Casa Grande), com Letícia Diniz (Recepcionista do Memorial do Homem Kariri e Gerente da Tv Casa Grande) e com Ana Luiza (Recepcionista do Memorial do Homem Kariri e Gerente da Biblioteca Infantil) sobre as suas vivências na instituição.
Nenhum comentário

LIVRO POR AMOR AO FORRÓ RETRATA VIDA E OBRA DE PINTO DO ACORDEON

Francisco Ferreira Lima, o Pinto do Acordeon, saiu do Sertão para conquistar seu espaço nos palcos e na música brasileira. Ele nasceu em Conceição, na Paraíba, e virou um dos grandes nomes do forró, baião, xaxado e do xote. Foi vereador, também, em João Pessoa, na década de 1990. Compôs uma das mais belas músicas em homenagem a Luiz Gonzaga: Missão Cumprida.

A trajetória de vida e obra de Pinto do Acordeon é contada no livro do juiz, escritor e pesquisador Onaldo Queiroga, ‘Por amor ao forró’, biografia do artista Pinto do Acordeon selo da Editora Latus da Universidade Estadual da Paraíba. O livro foi lançado em 2015.

“Sim, não deixa de ser uma biografia, apesar de, também, possibilitar ao leitor uma viagem a um olhar crítico sobre uma boa parte da obra musical de Pinto, com crônicas, que mostram o convívio dele com Luiz Gonzaga e outros, esclarecendo como ocorrera a criação de algumas canções. O livro, ainda, trás depoimentos de diversos artistas, tais como Fagner, Xico Bezerra, Dominguinhos, Chico César e Valtinho do Acordeon.”.

Onaldo Queiroga lembra que sempre procurou ouvir e observar os descendentes musicais do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, e daí veio o interesse de escrever sobre o compositor e sanfoneiro Pinto do Acordeon.  “Lembro-me que a primeira vez que assisti Pinto cantar foi no ano de 1983, em Pombal, Paraíba. Naquele dia, já me chamou atenção. Com o tempo, me tornei pesquisador da música de raiz do Nordeste e amigo de Pinto do Acordeon, encontrei nele um poeta, um compositor e um cantor muito ligado as suas origens”.

O livro de Onaldo Queiroga começa com uma entrevista que ele fez com o personagem que lhe conta muita coisa de sua vida. “Também há o registro de depoimentos de artistas que pessoalmente entrevistei. Ressalta-se, ainda, que há um capítulo onde detalho uma visão sobre a criação de diversas músicas de Pinto, demonstrando o lado versátil do compositor, mostrando o aspecto ideológico, político-social, de protesto, ecológico, cotidiano”.

Segundo o juiz a biografia trás fatos marcantes da vida do músico e também relatos dele comentando os momentos de sua história como sua passagem pela carreira política, toda a luta para conseguir comprar sua primeira sanfona e a parceria com o rei do baião, Luiz Gonzaga.

Questionado sobre qual seria para o músico a principal música de sua vasta carreira música e como compositor, Onaldo citou algumas músicas como Neném Mulher, que foi tema de novela e assim foi tocada em diversas nações, assim como também a música Por Amor ao Forró, gravada por Dominguinhos que dá nome ao livro e contaria a história de amor do músico com o ritmo que o consagrou na história da música brasileira. 

Pinto do Acordeon faleceu na madrugada desta terça-feira (21) de julho de 2020.
Nenhum comentário

PINTO DO ACORDEON, MESTRE DA ARTE, MÚSICO PARAIBANO, MORRE AOS 70 ANOS

O músico paraibano Pinto do Acordeon morre na madrugada desta terça-feira (21), aos 70 anos, vítima de um câncer. De acordo com o filho dele, Mô Lima, Pinto estava internado no Hospital da Beneficiência Portuguesa, em São Paulo, desde janeiro, onde faleceu.

O corpo do músico será velado na cidade de João Pessoa, em um cemitério privado, e enterrado no município de Patos, no Sertão paraibano. A previsão é que o corpo chegue em João Pessoa por volta das 16h.

Em 2015, Pinto do Acordeon teve parte de uma das pernas amputadas por conta de complicações causadas por diabetes. Anteriormente, o cantor já havia sido internado e submetido a uma angioplastia.

Francisco Ferreira Lima, o Pinto do Acordeon, nasceu no município de Conceição, no Sertão paraibano. Ele se tornou popular a partir de apresentações que realizava junto a trupe de Luiz Gonzaga. Ele gravou cerca de 20 álbuns durante a carreira. "Neném Mulher" é uma das músicas mais conhecidas do repertório.

Ele lançou seu primeiro LP solo (1976), no mesmo ano, a canção “Arte culinária”, uma parceria sua com Lindolfo Barbosa, fez sucesso com o Trio Nordestino; o LP “Gosto da Bahia”, pela Gravadora Japoti (1970); o álbum “As filhas da viúva” (1980); o LP “O rei do forró sou eu” Nova Produções (1994); participou da gravação do DVD do grupo paraibano Clã Brasil (2006); e os CDS: 20 anos de estrada, De língua, Forró Cocota, Me botando pra roer, Projeto divino, Eco nordeste, Vem viver essa paixão, Deixa o dia clarear; Sertanejo, entre outros. Durante toda a carreira, somam-se cerca de 20 álbuns gravados, entre LPs e CDs.

A obra do cantor e compositor Pinto do Acordeon se tornou Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado da Paraíba no dia 13 de julho de 2019. O  projeto de lei foi aprovado por unanimidade na Assembleia legislativa, durante uma votação realizada no dia 18 de junho.

Em setembro do mesmo ano, ele foi reconhecido com o título "Mestre das Artes Canhoto da Paraíba". A homenagem foi oficializada pela Secretaria de Cultura do Estado através de uma publicação no Diário Oficial do Estado.

O título de Mestre das Arte’ foi criado pela Lei Estadual º 7.694, conhecida como Lei Canhoto da Paraíba. Ela é uma homenagem ao músico Francisco Soares de Araújo, conhecido como Canhoto da Paraíba, que morreu em 2008. O objetivo é proteger e valorizar os conhecimentos, fazeres e expressões das culturas tradicionais paraibanas.

Por meio do Registro no Livro de Mestres das Artes (REMA), as pessoas que contribuem há mais de 20 anos com atividades culturais na Paraíba recebem o título de “Mestres e Mestras”, ao terem suas artes reconhecidas.

Nenhum comentário

ESTUDO DA UNIVASF APONTA TENDÊNCIA DE CRESCIMENTO DA COVID-19 EM PETROLINA E JUAZEIRO

Diariamente, pesquisadores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) se debruçam sobre os números oficiais da disseminação do novo coronavírus em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) para abastecer modelos matemáticos epidemiológicos que ajudam a compreender o comportamento da pandemia nestas duas cidades. 

Sempre no final da tarde da sexta-feira, o Grupo Modelos Matemáticos para Covid-19 (GMC-Vasf) divulga um boletim com uma análise semanal sobre a doença e estimativas para a semana seguinte. O último boletim (Nº 6/2020), divulgado na sexta-feira (17), mostra que permanece uma tendência de aumento do número de casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus e também do número de óbitos nos municípios.

No cenário estimado para a próxima sexta-feira (24), o número de infectados pela doença deverá variar entre 4.622 e 4.995 pessoas. Já o número de óbitos previsto para a mesma data irá variar em torno de 99 a 109 casos. De acordo com os dados do estudo, cerca de 60% da população da região estaria infectada pela Covid-19 na primeira semana de setembro. O boletim mais recente também confirmou as estimativas que haviam sido apontadas para a semana passada, período em que foram confirmados 3.602 casos de pessoas infectadas e 90 óbitos na região.

Um dos integrantes do GMC-Vasf, professor Paulo de Carvalho, do Colegiado de Engenharia Agrícola e Ambiental, explica que as estimativas que constam nos boletins, disponíveis no site do grupo de pesquisa, refletem a situação da região e são obtidas por meio de modelos matemáticos ajustados aos dados disponibilizados pela Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape) e Secretarias de Saúde das duas cidades. Ele esclarece que as medidas adotadas para o controle da doença não são sentidas de forma imediata. “Em média, as medidas adotadas levam 15 dias para surtir efeito. Portanto, os números mostram o impacto de ações que foram tomadas duas semanas antes, a exemplo de um afrouxamento no isolamento social ou de uma maior rigidez nestas ações”, observa.

O grupo utiliza um conjunto de modelos matemáticos distintos e faz o cruzamento das informações para chegar à variação média divulgada a cada semana. “São equações já consolidadas e utilizadas no mundo inteiro para estudos epidemiológicos”, frisa. O pesquisador destaca também que esta é a primeira semana que o grupo utiliza a média móvel, que é a média aritmética dos sete dias anteriores, para fazer as estimativas, o que possibilita uma maior confiabilidade dos números, por diminuir a influência da variação dos dias.

Além do boletim semanal, o GMC-Vasf elabora um relatório mensal com uma análise mais abrangente e aprofundada sobre a situação da pandemia nas duas cidades, incluindo a disseminação da doença pelos bairros. O estudo visa subsidiar o poder público com informações que podem contribuir para a elaboração de políticas públicas e estratégias de enfrentamento e combate ao novo coronavírus. 

“Os modelos apontam, com uma dada margem de segurança, as curvas características da disseminação da Covid-19, que têm um comportamento padrão já identificado no mundo inteiro. Dessa forma, é possível prever o período de ascensão, de estabilização e de decréscimo da doença”, diz Carvalho. A expectativa, segundo indicam os dados, é que o período de queda nos números da Covid-19 na região seja alcançado a partir do início de agosto.

Grupo multidisciplinar de pesquisadores que reúne docentes e estudantes de pós-graduação da Univasf, o GMC-Vasf deu início ao trabalho de análise dos dados em maio e a divulgação do primeiro boletim ocorreu em meados de junho. Os pesquisadores utilizam os números do “Report sobre o avanço do Covid-19 no Brasil e no mundo”, da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape), da Secretaria de Saúde de Juazeiro e do Grupo de Pesquisa em Doenças Infecciosas e Negligenciadas do Vale do São Francisco (GPDIN) da Univasf para analisar a evolução da pandemia de Covid-19 na região. Os dados da pesquisa são divulgados no site e nas redes sociais (Instagram,  YouTube e Twitter) do GMC-Vasf.
Nenhum comentário

FATOS HISTÓRICOS POLITICO, CULTURAL E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS: OS 50 ANOS DA MISSA DO VAQUEIRO DE SERRITA

Quando meus querido e inesquecíveis  amigos padre João Câncio, Luiz Gonzaga e Pedro Bandeira criaram a Missa do Vaqueiro, há meio século,  no Sitio Lajes, o fundamento foi a defesa do homem do campo, na pessoa do vaqueiro Raimundo Jacó e, por extensão, toda a vaqueirama e trabalhadores deste Sertão "judiado", como dizia o sacerdote filho do barbeiro Mestre Chico, lá de Petrolina.

João Câncio era uma criatura extremamente humana, político e socialmente centrado na obra de Deus através da Igreja Católica de Dom Helder Câmara. Ora, ele foi ordenado, juntamente com meu inesquecível amigo Mansueto de Lavor, filho de Serrita, em 1964, em plena ditadura militar.

Foi assim que João Câncio dos Santos transformou-se no padre-vaqueiro, que fazia a celebração paramentado com as vestimentas do vaqueiro. E participava das vaquejadas em muitos municípios do Sertão.

O filho de Mestre Chico surpreendeu a própria Igreja quando sugeriu aos vaqueiros (durante a missa assistida por milhares de pessoas, com a participação de turistas nacionais e  estrangeiros),  que assistissem  a celebração montados nos cavalos e apresentassem seus instrumentos de trabalho – da cela até a última peça de sua vestimenta, durante o ofertório e a hóstia seria trocada pelo queijo, rapadura e farinha, alimentos básicos do homem da lida do campo.

João Câncio – que enfrentava os políticos atrasados da região de fronte erguida, resumia o verdadeiro sentido da Missa do Vaqueiro como "Um Grito de Justiça no Sertão".

Hoje, porém, tudo isso foi esquecido...

Transformaram a missa em uma coisa que trata de despesas, de dinheiro, contratação de artistas, aluguel caro de barracas e até cobrança de estacionamento dos familiares dos vaqueiros que tanto foram defendidos por João Câncio.

Eu continuo com o compromisso de não deixar que enterrem em "cova rasa" a memória e o sentimento cristão daqueles que fundaram a Missa do Vaqueiro do Sítio Lajes.

Viva João Câncio e Luiz Gonzaga. Um forte abraço ao meu amigo Pedro Bandeira, hoje com a saúde abalada, mas que deve mais uma vez comparecer ao altar de pedra do Sitio Lajes nos próximos  anos (depois da pandemia do novo coronavírus) , lembrando nosso primeiro encontro ali no centro das caatingas, onde os vaqueiros Raimundo Jacó Mendes e Miguel Lopes (acusado de matar seu colega) trabalhavam para os fazendeiros São do Alferes e dona Tereza.

Pela primeira vez em 50 anos a Missa do Vaqueira não vai realizada, presencialmente!
Nenhum comentário

← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial