Severino Vitalino, filho do Mestre Vitalino, está internado em Caruaru, após sofrer um infarto

Severino Vitalino, filho do Mestre Vitalino, está internado em Caruaru,  após sofrer um infarto. Único dos quatros filhos do Mestre do Barro que decidiu seguir os passos do pai, passará por uma cirurgia de revascularização, nesta quinta-feira (8). 

Por coincidência, ele encontra-se no Hospital  que leva o nome do Mestre Vitalino, dirigido pelo Governo do Estado, na  capital do Agreste e sendo tratado com toda a atenção devida pela equipe médica.   Segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira (6), ele segue consciente e estável.

Vitalino Pereira dos Santos (1909-1963), conhecido como Mestre Vitalino, nasceu na cidade de Caruaru, Pernambuco, no dia 10 de julho de 1909. Filho de um lavrador e de uma artesã que fazia panelas de barro para vender na feira, desde seis anos de idade já fazia transparecer seu talento moldando pequenos animais com as sobras do barro.

O barro tirado do Rio Ipojuca, em cujas margens, Vitalino brincava na infância, foi desde cedo a matéria-prima que sem imaginar, mais tarde daria forma a sua arte e o tornaria famoso, produzindo uma arte simples que encantou o mundo, e que os especialistas decidiram batizar como arte figurativa.
O caminho para sair do anonimato foi longo. Do Alto do Moura, onde o artista viveu e contava com a ajuda dos filhos, produzia as peças para vender na feira de Caruaru. Só a partir de 1947 a vida começou a melhorar, com o convite do artista plástico Augusto Rodrigues para uma exposição no Rio de Janeiro, passando a apresentar suas peças na Exposição de Cerâmica Popular Pernambucana.
Em janeiro de 1949, a fama do Mestre Vitalino foi se ampliando com uma exposição no MASP, e em 1955 fez parte de uma exposição de Arte Primitiva e Moderna, em Neuchâtel, na Suíça. Suas obras passaram a ser valorizadas no Sudeste, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Sua arte está exposta não só em grandes museus brasileiros, mas também no Museu de Arte Popular de Viena, na Áustria e no Museu do Louvre, em Paris. No Brasil, grande parte de seu trabalho está nos museus Casa do Pontal e na Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, no Acervo Museológico da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife, e no Alto do Moura, em Caruaru, onde o artista viveu.
Mestre Vitalino deu vida a sua arte de barro, como “os bois”, “as vacas”, “os cangaceiros”, “a ciranda”, “a banda de pífanos”, “o violeiro”, “o zabumba”, “o cavalo-marinho”, “a casa de farinha”, “os noivos a cavalo”, “Lampião”, “Maria Bonita”, “a vaquejada”, entre outros. Sua produção artística passou a ser iconográfica, influenciando a formação de novas gerações de artistas, principalmente no Alto do Moura. A casa onde o artista viveu foi transformada no Museu Vitalino, e seu entorno é ocupado por oficinas de artesãos.

Mestre Vitalino faleceu em Caruaru, no dia 20 de janeiro de 1963.
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Filme Légua Tirana vai contar trajetória infantil de Luiz Gonzaga e tempo menino em Exu

As comunidades de Pamonhas, Barro, Tabocas, Brejo de Santo Inácio, Serrinha, Araripe, Gritadeira, Caiçara e Gameleira, todos localizados em Exu, Pernambuco, através de uma parceria com a produção e direção do Filme Légua Tirana, já vislumbram um novo cenário no local.

A iniciativa de preservar e cuidar da manutenção do patrimônio, valorizar o espaço artístico e cultural é da equipe do filme Légua Tirana.

Os moradores das comunidades revelam a garantia e a permanência da identidade cultural, além de incentivar outras ações que atuarão na manutenção da memória coletiva.

O cineasta Marcos Carvalho agradece o empenho, a parceria de todos os moradores e proprietários dos imóveis parceiros do projeto. "Isto é a realidade vivida aqui neste momento. Muito Trabalho, comprometimento com a valorização da Cultura gonzagueana e da classe dos artistas", diz Marcos.

A história de Luiz Gonzaga, dessa vez terá nas telas dos cinemas a história focada na infância, trata-se do novo filme: ‘Legua Tirana’. 

O Projeto Légua Tirana foi aprovado no VIII edital de Fomento ao audiovisual do Estado de Pernambuco- Funcultura. 

Légua Tirana contará com nomes, dos mestres do cinema, Tairone Feitosa, Sergio Silveira, Diogo Fontes, Antonio Luiz Mendes Soares, Rubens Shinki. No elenco já confirmados os nomes de Claudia Ohana, Matheus Nachtergaele, Chico Diaz, Jackson Antunes, Bruno Goya, Kayro Oliveira, Reinaldo Oliveira, Joquinha Gonzaga, Eliana Figueredo, Erivaldo Oliveira, Tonico Pereira, Luiz Carlos Vasconcelos, entre outros grandes nomes.

O idealizador do projeto é Marcos Carvalho, considerado na atualidade um dos mais talentosos cineastas brasileiros. Marcos é também o idealizador do Projeto Cinema no Interior e um dos diretores e produtores do longa-metragem “Na quadrada das águas perdidas”, realização da Mont Serrat Filmes e vencedor de mais de 16 prêmios, dentre eles, melhor filme, fotografia e trilha sonora no IV Festival de Cinema de Triunfo.

Foi em Exu e adjacências que Luiz Gonzaga, ainda criança ao lado do pai, Januário, afamado tocador de 8 baixos e acompanhado da mãe Santana que o menino "Lua aprendeu a ouvir a natureza sertaneja que veio a alicerçar o olhar universal da cultura brasileira, a partir de Exu."

Légua Tirana é um mergulho no universo de cores, ritmos e sonoridades de onde Luiz Gonzaga surgiu para revolucionar a música brasileira. seguindo o fluxo de consciência do artista em seu momento final, o filme acompanha o menino Luiz Gonzaga em seu aprendizado de vida. 

Nesta jornada em busca do seu dom e do seu destino, ele aprende a ouvir o mundo escutando músicos, rezadeiras, romeiros, cegos de feira, retirantes e finalmente com a própria natureza. De cada um desses mestres, recolhe o essencial para construir a matriz sonora da sua revolução musical.
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Carnaíba promove a 25º edição da Festa Zé Dantas, com lançamento de livros e shows

Até este sábado (10), a cidade de Carnaíba, no Sertão do estado, recebe a 25ª edição da festa de Zé Dantas, que homenageia o parceiro de Luiz Gonzaga. Os festejos no município de aproximadamente 20 mil habitantes serão encerrados com show d'O Grande Encontro, com Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Alceu Valença.

O primeiro show do então quarteto, em 1996, aconteceu no estádio Canecão, no Rio de Janeiro. À época, o cancioneiro era apresentado de forma mais acústica, característica mudada na nova fase, tida como mais "elétrica" e "percussiva".  Anunciação, Banho de cheiro, Dia branco, Tropicana, Moça bonita, Caravana, Belle de Jour, Canção da despedida, Coração bobo, Táxi lunare Bicho de sete cabeças.

O evento em Carnaíba vai oferecer ainda oficinas de música, exibição do filme Psiu, lançamento do livro Baião de Dois, de Mundicarmo Maria Ferrete, e apresentações de cantatas e de bandas de pífanos. Entre as apresentações musicais estão Fulô do Mandacaru, Genailson do Acordeon, Santanna.
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Fórum na UFPB vai homenagear a pifeira/compositora Zabé da Loca

O Grupo de Pesquisa em Etnomusicologia, do Programa de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal da Paraíba (PPGM/UFPB), vai reunir músicos profissionais, pesquisadores, estudantes e demais entusiastas da música instrumental brasileira para uma celebração à memória e ao legado da musicista Zabé da Loca. A homenagem vai acontecer o “III Fórum de Etnomusicolofia da UFPB/ABET” que acontecerá nos dias 7 a 9 de novembro, na UFPB.

Zabé da Loca (Isabel Marques da Silva. Buíque/PE, 1924 – Monteiro/PB, 2017) foi uma pifeira, compositora e líder de banda Cabaçal no cariri paraibano, que se tornou nacionalmente conhecida pelo seu brilhantismo e pela sua trajetória musical construída na contramão do universo historicamente masculinizado das bandas de pífano. Em 2004, aos 80 anos, recebeu o prêmio “Mestres das Artes”, pela Secretaria de Educação e Cultura da Paraíba; em 2008 foi condecorada com a “Ordem do Mérito Cultural”, pelo Ministério da Cultura; e em 2009 foi eleita “Revelação da Música Brasileira”, pelo Prêmio da Música Brasileira.

O “III Fórum de Etnomusicologia” se constituirá de mesas-redondas, oficinas de práticas instrumentais, grupos de discussão, apresentações artísticas e uma festiva homenagem a Zabé da Loca, na noite de abertura, com participação da Orquestra Jovem da Paraíba e a Banda Cabaçal Avuô. Constará também da programação a participação de músicos da cena instrumental, tais como Luisinho Calixto, Laís Assis e Adelmo Arcoverde.

Neste ano de 2018, o “III Fórum de Etnomusicologia” se reúne às diversas comunidades musicais locais, nacionais e internacionais para celebrar os 40 anos do Departamento de Música (DEMUS) da UFPB (1978-2018).
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Manipulação de usuários na internet é tema da redação do Enem 2018

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 é “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”, conforme informou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O texto deve ser dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas, e ser desenvolvido a partir da situação-problema e de subsídios oferecidos pelos textos motivadores. O texto dissertativo-argumentativo precisa ser opinativo e organizado para a defesa de um ponto de vista.  A opinião do autor deve estar fundamentada com explicações e argumentos.
Os critérios de correção da redação, com cinco competências, estão detalhados na Cartilha de Participante - Redação no Enem 2018.
As provas começaram às 13h30 e os participantes terão 5 horas de 30 minutos para resolvê-las. Aqueles com direito a tempo adicional e que solicitaram o recurso durante a inscrição terão uma hora a mais. Deficientes auditivos e surdos que optaram fazer a Videoprova Traduzida em Libras terão duas horas a mais de prova.
Hoje (4) é o primeiro dia de prova do Enem. Mais de 5,5 milhões de estudantes farão provas de linguagem, ciências humanas e redação em mais de 1,7 mil municípios. O exame segue no dia 11 de novembro, quando serão aplicadas as provas de ciências da natureza e matemática.
A nota do exame poderá ser usada para concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
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Luiz Gonzaga, sanfona 13 dezembro

O Nordeste continuaria existindo caso Luiz Gonzaga não tivesse aterrissado por lá há cem anos. Teria a mesma paisagem, os mesmos problemas. Seria o mesmo complexo de gentes e regiões. Comportaria os mesmos cenários de pedras e areias, plantas e rios, mares e florestas, caatingas e sertões.

Mas faltaria muito para adornar-lhe a alma. Sem Gonzaga quase seríamos sonâmbulos. Ele, mais que ninguém, brindou-nos com uma moldura indelével, uma corrente sonora diferente, recheada de suspiros, ritmos coronários, estalidos metálicos. A isso resolveu chamar de BAIÃO.

Luiz Gonzaga plantou a sanfona entre nós, estampou a zabumba em nossos corpos, trancafiou-nos dentro de um triângulo e imortalizou-nos no registro de sua voz. Dentro do seu matulão convivemos, bichos e coisas, aves e paisagens. Pela manhã, do seu chapéu, saltaram galos anunciando o dia, sabiás acalentando as horas, acauãs premeditando as tristezas, assuns-pretos assobiando as dores, vens-vens prenunciando amores.

O seu peito abrigava o canto dolente e retorno dos vaqueiros mortos e a pabulagem dos boiadeiros vivos. As ladainhas e os benditos aninhavam-se por ali buscando eternidade. Viva Luiz Gonzaga do Nascimento!

Fonte: *Aderaldo Luciano professor doutor em Ciencia da Literatura
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Pesquisa da Embrapa descobre que o Juazeiro pode amenizar os impactos da seca

A seca tem afetado o estado de Pernambuco. Dos 185 municípios, 118 estão em situação de emergência. Em menos de seis meses, quatro reservatórios entraram em colapso no Sertão de Pernambuco. Um deles é o de Pau ferro, em Petrolina que ficou totalmente seco.

"Eu me sinto triste, porque está vazio e quando ele estava cheio era muito bom. Geralmente eu vinha para cá com meus animais, às vezes assim, para eles pastarem, porque meus animais são poucos, passavam os dias embaixo do juazeiro, olhando os pescadores, cheios de tarrafa. Era bom, era bom e era bonito e era alegre. Hoje tá triste porque tá nessa situação", descreveu o aposentado José Evilásio Ferreira.

A falta de chuva e de água nos açudes tem prejudicado a agricultura. "A seca aqui está muito avançada, não tem capacidade da gente plantar, a gente fez planta esse ano, mas a chuva foi pouca, não veio chuva para cá esse ano, então quem plantou perdeu tudo aqui nessa região", explicou o agricultor Reginaldo José de Amorim.

Um estudo do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indica que a seca que atinge o Nordeste há sete anos é a mais intensa desde 1850, quando o monitoramento começou a ser feito. São mais de 100 mil municípios atingidos e mais de 20 milhões de pessoas afetadas. O estudo ainda estima mudanças climáticas na região até o final do século. Num cenário em que o acordo para diminuir as temperaturas não seja cumprido e o aquecimento global aumente em até 4 graus, a tendência é de que o Nordeste se transforme em um deserto.

Para amenizar estes efeitos, pesquisadores da Embrapa Semiárido descobriram que a árvore típica da caatinga, o juazeiro, pode ser uma aliada na diminuição dos impactos causados pela seca e para evitar a desertificação. Os estudos realizados pela Embrapa revelaram que o juazeiro tem papel fundamental na recuperação de áreas degradadas, em um trabalho com auxílio de abelhas.

"O juazeiro é uma espécie importante fornecendo néctar e pólen para as abelhas, numa época em que a caatinga tem pouca oferta. Com essa interação vai haver a frutificação, esses frutos vão servir de alimento para os passaros que, consequentemente vão dispersar as sementes, originando assim novas plantas de juazeiro, que vão então sombrear novamente e repovoar essa região. Por ser uma espécie que se mantém enfolhada ao longo do ano, ele ameniza essa situação criando um ambiente propício para germinação, inclusive, de sementes de outras espécies nativas da região", declara a Bióloga e Doutora em Caracterização de Ecossistemas da Embrapa, Lúcia Kill.

Após os resultados, mudas foram distribuídas para projetos de recuperação e recomposição da caatinga. O objetivo é fazer com que o juazeiro seja usado da melhor forma possível. "As informações geradas já estão disponíveis na forma de calendários para as abelhas, orientando a época de floração e a oferta de néctar e pólen, bem como na forma de cartilhas, orientando no plantio dessas árvores, quer seja para recuperação de áreas degradadas, quer seja no uso do paisagismo urbano. Com isso a gente espera que reabrir o papel ecológico do juazeiro seja reconhecido e que a espécie seja preservada, concluiu Lúcia.

*Fonte: Paulo Ricardo Sobral, TV Grande Rio
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