FORRÓ PODE SER CONSIDERADO PATRIMÔNIO IMATERIAL DO BRASIL

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) vai discutir formas para preservar a cultura do forró, que inclui o registro do ritmo musical como patrimônio imaterial do Brasil. Foi aprovada em reunião da comissão requerimento para realização de audiência pública sobre a proposta. O debate deve ocorrer durante o Encontro Nacional dos Forrozeiros, no dia 20 de novembro, em João Pessoa (PB).

A presidente da CDR, senadora Fátima Bezerra (PT-RN), lembrou que a Unesco já concedeu o título de Patrimônio Imaterial da Humanidade ao frevo pernambucano.

"Assim como merecidamente, acertadamente, já foi feito com o frevo, nós queremos que a mesma coisa seja feita com o forró. Seria por demais oportuno que a comissão fosse até lá como forma de a gente prestigiar toda essa mobilização, porque defender o forró é defender uma das expressões mais genuínas de identidade cultural do Nordeste e do Brasil", disse.

O senador Elmano Férrer (PMDB-PI) observou que o forró faz parte de festividades tradicionais, como as festas de São João, e tem importância cultural e social.

"Eu acho que isso faz parte da nossa tradição, da nossa cultura. Eu vejo o mérito da proposta, o alcance social e cultural sobretudo", afirmou.

Para a também piauiense senadora Regina Sousa (PT-PI), o forró é um ritmo genuinamente brasileiro. "É importante a gente estar resgatando e reavivando as nossas expressões culturais. Tem um preconceito ainda muito grande com o nordestino e o forró é nacional, acho que nos une, não nos separa", frisou.

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BIBLIOTERAPIA: O CUIDADO ATRAVÉS DO LIVROS

Apoiada numa visão de Psicologia como “o cultivo da alma”, a psicóloga Tereza Roberta dedica-se a “desatar os nós do ser” por meio da Biblioterapia. A psicóloga e biblioterapeuta, única em Pernambuco com habilitação para este curso, vai apresentar os caminhos que vem percorrendo nessa área de conhecimento. Entre os dias 27 e 29 em Petrolina quando promoverá o Encontro Biblioterapia Cuidado através dos livros.

O objetivo entre outros quesitos é compreender a função terapêutica da leitura, semear e potencializar a dimensão da literatura, além de partilhar com o leitor textos utilizados em sua prática de consultório e em outras atividades de leitura que iluminam sentidos e sentimentos.

Tereza Roberta explica que a biblioterapia é a utilização da literatura como recurso terapêutico no qual a leitura pode contribuir de diversas formas desde nomear angústias, promover um espelhamento interno, ao abrir para o dálago por encontrar afinidades de idéias e sentimentos ao descobrir crenças e linguagens cristalizadas ao expandir perspectivas e possibilidades de ser. 

O mini curso terá 16 horas de duração e é a possibilidade das pessoas que se identifiquem com a riqueza da literatura de todos os lugares e tempos ampliar as buscas para quem arte é necessidade vital, um instrumento de transformação interior, de encontro consigo e com o outro. O investimento custa R$ 120 e estudantes e professores tem desconte. Outras Informações: 87(9)88681902
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NÃO VIOLÊNCIA: MÚSICA QUE EDUCA E TORNA UMA PESSOA DO BEM

A Orquestra de Câmara da Escola de Música da Rocinha, Comunidade do Rio de Janeiro, iniciou suas atividades em agosto de 2012 quando a escola começou a oferecer cursos de violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta, clarinete, trompete, trompa e trombone, para jovens, inicialmente abrindo poucas vagas, mas já realizando ensaios visando às apresentações públicas.

Catorze desses jovens talentos de diferentes comunidades do Rio de Janeiro vão realizar um sonho: se apresentar em espaços consagrados para a música clássica, na Europa. O repórter Danilo Vieira, da Rede Globo acompanhou o último ensaio antes da viagem.

O conjunto de favelas do Alemão é um dos maiores complexos da cidade, e também um dos mais violentos. “O projeto se chama ‘Ação Social pela Música do Brasil'. Já existe há 22 anos. Nós iniciamos esse projeto para educar centenas de crianças e adolescentes através da música clássica”, explica Fiorella Solares.

São ao todo 900 alunos de diferentes favelas do Rio. O projeto oferece aulas de teoria e prática musical. Os mais avançados vão para a Camerata. São jovens virtuoses aprendendo e ensinando os valores da virtude. “Tem como você vencer através da música. Tem como você ser uma pessoa do bem através da música”, afirma Renan.

A Camerata embarca pra uma série de apresentações na Europa durante esta semana.“Por exemplo, na Holanda. o grupo foi convidado pra tocar na sala dos espelhos do Concertgebouw, em Amsterdam. Essa sala é conhecida como a melhor sala de concertos do mundo”, explica Fiorella Solares .

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NETO TINTAS FOI SORRIR E COLORIR CÉUS E ESTRELAS DO SERTÃO DA ETERNIDADE

Desafinados cantávamos. Cantar para viver a arte de ser Feliz. Cantar para afirmar que Luiz Gonzaga vive! E na curva da estrada eu escutava sempre o homem/criança dizer assim: Poeta Amigo Jornalista Vitalino estamos chegando em Exu. Aumenta o som:
"Meu Araripe Meu relicário. Eu vim aqui rever meu pé de serra Beijar a minha terra Festejar seu centenário/. Sejam bem vindos os filhos de Januário/Pro Araripe festejar...Meu Araripe. Meu relicário...

E hoje na madrugada, "Eu vi a Morte, a moça Caetana, com o Manto negro, rubro e amarelo.Vi o inocente olhar, puro e perverso, e os dentes de Coral da desumana...vi asas deslumbrantes que, rufiando nas pedras do Sertão, pairavam sobre Urtigas causticantes, caules de prata, espinhos estrelados e os cachos do meu sangue iluminado". 

Eu vi, juro que vi a Moça Caetana levando Anésio Lino de Souza Neto Tintas...e ele foi com o sorriso e braços abertos. E partiu assim...Nas asas do Pensamento uma lágrima. Petrolina, Garanhuns, Barbalha-Ceará, Juazeiro do Padim Ciço, Serrita-Missa do Vaqueiro, Feira de Caruaru, Paraíba-Campina Grande, rua Indio Cariris são cidades sonhos que choram tua saudade. E o Riacho do Navio onde nós e Italo/Abilio/Icaro pareciamos meninos a brincar de atravessar pontes e cantar...e o nosso relicário-Fazenda Araripe centenário festeja. E a hora mágica quando na Igreja do Araripe às 18horas rezavamos Ave Maria.

Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum...Perdoe-me Pai Criador. Morrer tem seu sentido...as escrituras sagradas afirmam que sim: "Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer". A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. 

É assim que Penso: Anésio Lino de Souza-Neto Tintas fez a grande viagem. Foi colorir os céus do Sertão da Eternidade e em algum lugar vai garantir mais Felicidades e sorrisos na vida dos amigos...tornar mais belo a razão de viver...e de haver estrelas...
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PROJETO SOLDADINHO DO ARARIPE LANÇA CAMPANHA PARA EVITAR EXTINÇÃO

Com o objetivo de ajudar o soldadinho-do-araripe a sair do risco de extinção, aumentando assim sua qualidade de vida, a campanha “Deixa que eu cuido”, realiza um evento de lançamento na próxima sexta-feira (13), às 20h, durante a Feira Cariri Criativo, na RFFSA, em Crato.

Símbolo do Cariri, o soldadinho-do-araripe é uma ave que se destaca pela sua beleza e canto singular, porém, essa não é a sua única particularidade. A ave compõe a lista de animais mais ameaçados do mundo. A campanha “Deixa que eu cuido”, tem o apoio do Projeto Soldadinho-do-Araripe da Aquasis, tem como principal objetivo alertar a comunidade caririense sobre o risco de extinção que o Soldadinho-do-Araripe se encontra. 

A campanha consiste em unificar empresas para preservação do meio ambiente da região. Através de parceria com as companhias de luz (ENEL) e água (SAAEC) ,as pessoas poderão realizar doações para o Projeto Soldadinho-do-Araripe a partir de uma pequena quantia adicionada à fatura das contas de água e luz.

O​ ​Soldadinho-do-Araripe Descoberto em 15 de setembro de 1996, pelos pesquisadores Galileu Coelho e Weber Girão, na fonte do Farias em Arajara, em Barbalha (CE), região Nordeste do Brasil, o soldadinho-do-araripe é a única ave que é exclusiva da região do Cariri. A ave está na Lista Internacional e Nacional de Espécies Ameaçadas na categoria “Criticamente em Perigo”. 

Para preservar a ave, foi fundado o Projeto Soldadinho-do-Araripe em 2003, liderado por Weber, com o intuito de impedir a extinção da espécie. A equipe do Projeto é responsável pelo monitoramento quantitativo e ações de intervenção no ecossistema para melhorar o habitat do soldadinho-do-araripe e conscientização da população para preservação da espécie.

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ONDE HÁ LUTA CONTRA TODA FORMA DE INJUSTIÇA, CHE GUEVARA VIVE!

Podemos pensar no mundo a partir das condições de vida que são apresentadas para nos fazermos potentes em nossos ideais e em nossos sonhos. O período histórico profundamente grave em que vivemos, em que se recolocam e aprofundam toda forma de injustiça, requer que os defensores desse estado de coisas se especializem em coagir qualquer pessoa que se rebele contra os senhores do mundo e seus interesses.

É necessário nos sacudirmos e nos livrarmos a todo momento das teias da indiferença, da resignação, da intolerância, do ódio. Somos instados a nos curvar diante da potência infame daqueles que exploram nosso povo de forma brutal e querem acreditar e nos fazer acreditar que humilham nossas lutadoras e lutadores.

Nossos inimigos, aqueles que contam seu enriquecimento diário aos milhares, aos milhões, fingem se inconformar com os problemas do mundo: “quanta incompetência e ineficiência!” - não cansam de repetir os magnatas do mundo empresarial e financeiro. Ao mesmo instante em que isso é afirmado, já abocanham mais alguns milhões na sociedade transformada em cassino. 

No jogo do mercado, aparentemente asséptico e quase neutro para alguns, os ganhos se dão em cima de mais miséria e sofrimento humano. E um dos principais desafios das classes dominantes é o de convencer sobre a aceitabilidade e o caráter privado do sofrimento socialmente determinado. “Se preocupe com você mesmo e cuide do seu sofrimento!”

Nestes dias, celebramos a morte de alguém que é símbolo de um tipo de existência que “diz” com a própria vida, e com a própria morte, que viver em conivência às injustiças e bajulando os reis da tirania, os heróis do capitalismo, é viver indignamente. 

O exemplo de Che foi acima de tudo o de mostrar que o conforto, a adequação à ordem das agradáveis sensações bem compradas, com prazeres bem postos por consumo e por status, distorcem o real sentido da existência humana. “Essa vida” nos mostrou que é possível ampararmo-nos na indignação e que podemos sempre, cotidiana e extraordinariamente, fazermos de nossa indignação potência. Assim, e só assim, a vida se confunde com o trabalho e o sentimento de transformar e estar no mundo.

Che sabia que herdamos um mundo com muita riqueza. A humanidade aprendeu a usar de várias formas de energia, a manipular e mesmo criar diferentes materiais e conhecemos muito dos ciclos naturais. Mas todas essas conquistas, frutos de toda a evolução desde os que primeiro foram tendo a possibilidade de organizar seu papel no mundo (que nem esses humanos que conhecemos por sinal eram), estão sendo malditas por um sistema que se especializa em utilizar irracionalmente a energia e tudo o que a natureza dispõe, tendo instaurado o desperdício como necessidade e a degradação do mundo como regra. Che também percebeu que a utilização e descarte das vidas humanas, em exploração, indiferença, sofrimento e morte, também foi sempre uma necessidade crescente do capitalismo.

Nesse momento, personagens políticos prepotentes, cínicos e ignorantes ganham espaço para apresentarem saídas que radicalizam a forma dominante de tratar os problemas do mundo. Os que também concordam com o status quo, mas acham que o aprofundamento do capitalismo tem de vir com estabilidade política estão desmoralizados, e não poderia ser diferente.

Diante de um impasse histórico da envergadura do que vivemos há anseio por saídas que se propõem a ir à raiz dos problemas, legitimando ou questionando com tenacidade os problemas sociais. Com o agravamento dos conflitos de classe, estão colocadas formas de violência distintas: de um lado, aqueles que querem resolver os problemas violentando ainda mais os pobres e a natureza, criando um mundo de intolerância, medo e resignação à miséria e a toda sorte de sofrimento social; de outro, estão aqueles que se dispõem a frutificar seus anseios de justiça em toda forma de luta por direito e dignidade. Estes últimos têm aprendido que desmascarar os vigaristas bilionários e todo o seu séquito é e será a atitude mais reprovável, a violência mais inadmissível existente para as classes dominantes. 

Che levou ao paroxismo a luta contra as injustiças. Compreendeu o absurdo das relações humanas de seu tempo, de nosso tempo, sugerindo e ensinando que a organização popular contra a exploração tem consequência prática e revolucionária.

Abreviar cronologicamente a vida significou para o nosso companheiro latino-americano, e símbolo de rebeldia dos povos oprimidos do mundo, preencher de vida a história. Por isso, onde há luta contra toda forma de injustiça, Che vive!

Fonte: Potiguara Lima é educador.

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CARIRI CANGAÇO TERÁ INÍCIO EM FLORESTA NESTA QUINTA-FEIRA 12

O professor sociólogo Stuart Hall, pesquisador da área de estudos sociais apontou  que a questão da identidade está sendo extensamente discutida na teoria social. Em essência os argumentos são os mais diversos e complexos. Novas identidades vem fragmentando o indivíduo moderno.

Discute-se assim a chamada  "crise de identidade". Crise vista como parte de um processo mais amplo de mudança, que está deslocando as estruturas e processos centrais das sociedades modernas e abalando os quadros de referência que davam aos indivíduos uma ancoragem estável no mundo social.

Stuart Hall dialoga também que a identidade cultural surge a partir da noção de pertecimento, associada a memória, etnias, raciais, linguísticas, religiosas e acima de tudo nacionais. Já Habermas diz que "saber do que se fala sempre ajuda; de resto, se se trata do problema de legitimidade, é preciso sabê-lo de modo particularmente exato".

A lembrança dessas frases e dos estudiosos da comunicação e da cultura, frases sábias me veio a cabeça quando da participação do evento Cariri Cangaço 2017, realizado em Exu e Serrita, Pernambuco, entre os dias 20 a 23 de julho. Conferências, visitas técnicas, debates, o diálago com referência a vida e obra de Lampião e Luiz Gonzaga marcaram a essencia do encontro.

Dessa vez o encontro está marcado para acontece no município de Floresta, Pernambuco, entre os dias 12 e 15.

Parabenizo Manoel Severo, curador do evento. Severo um defensor da cultura com capacidade de liderar uma equipe de valentes e valiosos cangaceiros da cultura. Cangaceiros culturais do bom combate. Na condição de convidado (serei sempre muito grato) impressionou-me a tarefa dos membros do Cariri Cangaço a missão de serem ousados. Ousadia de enfrentar a crise cultural e mostrar a riqueza de valores da cultura brasileira/universal.

Escutar e olhar a Cecília do Acordeon e Pedro Lucas Feitosa é saber do significado da esperança de um mundo melhor. Cecilia e Pedro Lucas são crianças que tem a identidade de sanfona.  Possuem o sentimento da terra, região. Corações tão puros e um futuro que deve ter como base os estudos e a educação para quando chegarem a maturidade e tempo adulto estarem prontos e preparados para enfrentar novos desafios em defesa da cultura. 

Manoel Severo, Conselheiros e membros do Cariri Cangaço clamam o mais alto possível pela valorização da cultura e exigem respeito ao legado histórico cultural. 

No Cariri Cangaço existe a ousadia da resistência aos valores mais nobres da cultura: o talento, o abraço e o sorriso.

Portanto, ao participar do Cariri Cangaço ninguém sai impune. Conviver com os cangaceiros da cultura é ganhar mais inteligência, engenho e arte. Eles tem a magia da valorização da memória e da cultura na alma.

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