O Brasil celebra neste domingo, 02 de agosto, 37 anos da morte do cantor e compositor Luiz Gonzaga, o rei do baião. Lua, como também era conhecido, foi essencialmente um telúrico. Ele soube como ninguém cantar o Nordeste e seus problemas. Pernambucano, nordestino ou simplesmente brasileiro, Luiz Gonzaga encantou o Brasil com sua música, tornando-se um daqueles que melhor souberam interpretar a alma de sua gente.
O escrito Gilberto Amado disse a propósito da morte: "Apagou-se aquela luz no meio de todos nós". O ex ministro e senador Marco Maciel escreveu que Para o Nordeste, e tenho certeza para todo o país, a morte de Luiz Gonzaga foi o apagar de um grande clarão. Mas com seu desaparecimento não cessou de florescer a mensagem que deixou, por meio da poesia, da música e da divulgação da cultura do Nordeste.
Em sua obra ele está vivo e vive no sertão, no pampa, na cidade grande, na boca do povo, no gemer da sanfona, no coração e na alma da gente brasileira, pois, como disse Fernando Pessoa, "quem, morrendo, deixa escrito um belo verso, deixou mais ricos os céus e a terra, e mais emotivamente misteriosa a razão de haver estrelas e gente".
A expressão que Luiz Gonzaga não morreu e vive em Exu, Pernambuco e se propaga pelo mundo é real. Cicero Gomes filho, ganhou uma sanfona de 32 baixos do hoje saudoso Chico Gomes. A sanfona de cor vermelha passou para a mão de Pedro Rafael Amorim Gomes, 11 anos, conhecido por Rafael do Acordeon.
Cicero Gomes conta que "não tinha talento para tocar sanfona e então aos 6 anos o filho, Rafael herdou a sanfona e hoje faz os acordes soarem na região de Exu e sul do Ceará".
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