RÁDIO: PRIMEIRA VOZ FEMININA NO PROGRAMA A VOZ DO BRASIL NASCEU NO CRATO CEARÁ

A primeira voz feminina a apresentar o programa A Voz do Brasil foi a jornalista e radialista cearense Rejane Limaverde, nascida no Crato

Rejane quebrou a hegemonia masculina do programa em 1979, quando passou a apresentar a primeira metade do noticiário (dedicada ao Poder Executivo).

Na época, o programa era gerado pela Agência Nacional e ela assumiu a bancada a convite do jornalista Ralph Siqueira. Antes de fazer história na radiodifusão nacional em Brasília, Rejane trabalhou na TV Ceará (onde apresentou os programas Dimensão Total e Stúdio 2) e participou da inauguração da TV Educativa do Ceará em 1974.

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CONFIRA PREVISÃO TEMPO REGIÃO NORDESTE

 Região Nordeste: Ocorrem pancadas de chuva isoladas no litoral leste (pegando do litoral norte da Bahia até o Rio Grande do Norte, incluindo Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba) e no agreste desses estados. O centro-norte do Ceará, norte do Piauí e Maranhão, e o litoral sul da Bahia ficam com muitas nuvens, mas sem chuva. Céu com poucas nuvens em grande parte da Bahia, oeste de Pernambuco e da Paraíba, sul do Ceará e centro-sul do Piauí e Maranhão. Temperaturas em elevação no interior do Nordeste. 

A máxima pode chegar a 39º C em Teresina, enquanto a mínima prevista (21ºC) entre as capitais nordestinas podem ocorrer em Salvador e Maceió.

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AFETADA POR DISPUTAS GEOPOLÍTICAS, COP17 TERMINA COM POUCOS AVANÇOS

Depois de duas semanas, chegou ao fim a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) em Ulaanbaatar, capital da Mongólia. Realizada pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) em um momento em que até 40% das terras do planeta estão degradadas, a conferência teve poucos avanços para a concretização de compromissos internacionais.

A urgência dos problemas exigia anúncios significativos. As principais expectativas para o evento, porém, não se tornaram realidade: a criação de um regime global contra as secas foi adiada mais uma vez e os valores de financiamento ficaram abaixo do cálculo estimado para conter a degradação da terra.

Negociadores ouvidos pela Agência Brasil ponderam que o resultado final poderia ter sido pior, dadas às condições geopolíticas desfavoráveis e às tentativas dos Estados Unidos de enfraquecer os instrumentos multilaterais.

Logo no primeiro dia do evento, representantes de Washington bloquearam um conjunto de itens da agenda de negociações: gênero, participação da sociedade civil e integração entre as três COPs do meio ambiente (desertificação, biodiversidade e clima).

Uma atitude sem precedentes na história da conferência, já que o texto inicial parte de consensos estabelecidos na COP anterior. Ao fim da conferência na Mongólia, todos os itens foram reintroduzidos no programa de trabalho para a COP18, que será realizada no Egito em 2028.

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PROFESSOR DA UNIVASF DEBATE DESERTIFICAÇÃO NO SEMIÁRIDO NA COP17

O coordenador do Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental (Nema) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), professor Renato Garcia, participou da 17ª Conferência das Partes (COP17) da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), que acontece em Ulaanbaatar, na Mongólia, até hoje (28). Garcia foi um dos debatedores de diversos painéis realizados durante o evento como parte da programação do Pavilhão Brasil. 

Os debates abordaram a contribuição das políticas ambientais, da pesquisa científica e da restauração ecológica para o desenvolvimento sustentável e o enfrentamento da desertificação na Caatinga. A COP17 teve início em 17 de agosto e reuniu representações de 197 países para discutir o tema "Restaurando a Terra. Restaurando a Esperança.".

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HORÁRIO ELEITORAL TEM INÍCIO NA TV E RÁDIO NESTA SEXTA-FEIRA (28)

 O horário eleitoral gratuito do primeiro turno começa a ser veiculado nesta sexta-feira (28) nas emissoras de rádio e televisão em todo país e vai até 1° de outubro.  Ao longo de 35 dias, candidatos aos cargos que estarão em disputa nas eleições deste ano terão dois blocos diários de 25 minutos para apresentar suas propostas aos eleitores.

No rádio, a propaganda política será veiculada às 7h e ao meio-dia. Na TV, o horário eleitoral vai ao ar às 13h e às 20h30.

A propaganda dos candidatos à Presidência da República e a deputado federal será exibida às terças, quintas e sábados.

Nas segundas, quartas e sextas-feiras, o horário será destinado os postulantes aos cargos de senador, deputado estadual e distrital e governador.

Além dos blocos fixos, os candidatos terão direito a inserções diárias durante a programação das emissoras.

Se houver segundo turno, o horário eleitoral será exibido entre os dias 9 e 23 de outubro.

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LIVRO RETRATA O LADO MATERNO DE ELIS REGINA

Há uma Elis Regina que pertence à memória coletiva do Brasil, aquela cuja voz arrebatadora e presença de palco a transformaram em um dos maiores nomes da música brasileira. Existe, porém, uma outra Elis, menos conhecida, que conheceu as alegrias, os dilemas e as imperfeições de exercer a maternidade.

Depois da sua morte em 19 de janeiro de 1982, quando morreu aos 36 anos, restaram para os filhos João Marcello Bôscoli, Pedro Mariano e Maria Rita as lembranças de uma convivência interrompida cedo demais. Algumas se apagaram, outras permaneceram vivas – mas boa parte passou a ser reconstruída no documentário “Elis & Eu”, disponível a partir desta terça-feira (25) no Universal+. O filme revisita a relação entre mãe e filhos e apresenta a artista em sua dimensão mais materna e humana.

Dirigido pelo cineasta André Bushatsky, o longa expande para o audiovisual, de forma ainda mais profunda e afetiva, as memórias do produtor musical João Marcello reunidas no livro “Elis e eu – 11 anos, 6 meses e 19 dias com minha mãe”, publicado em 2019. Ao longo de 80 minutos, a perspectiva íntima do primogênito, que viveu 12 anos ao lado da mãe, é o fio condutor de “Elis & Eu”.

“Nem sempre a pessoa por trás de um grande artista é tão interessante quanto a obra que ela produz. No caso da Elis, acho que havia uma sintonia entre as duas coisas”, destaca João Marcello em entrevista ao Diario.

Seu depoimento se entrelaça a imagens de arquivo e entrevistas inéditas com pessoas que fizeram parte da trajetória da cantora, como o filho Pedro Mariano, a cantora e amiga Wanderléa, a ex-secretária pessoal Celina Silva, o jornalista Julio Maria, autor da biografia “Elis Regina – Nada Será Como Antes” (2015), e o guitarrista e diretor musical Natan Marques, que acompanhou Elis em seu último show.

Em um dos relatos, Natan revela os bastidores da escolha de “Como Nossos Pais”, de Belchior, para o disco “Falso Brilhante” (1976). Ele sugeriu que os arranjos da canção fossem inspirados em “Something” (1969), dos Beatles. “Eu não sabia disso. Na hora, essa informação puxou lembranças de situações em que eu tive a oportunidade de estar perto e acompanhar como Elis tomava suas decisões”, conta João.

O passado também ganha uma dimensão visual por meio de sequências dramatizadas que reconstituem episódios da vida de Elis e da infância de João Marcello. Para interpretar a cantora, o filme convidou Lilian Menezes, que já havia vivido Elis no espetáculo “Elis, A Musical”. Os atores mirins Antônio Menqui e Victor Constantino representam o filho aos 6 e 9 anos, respectivamente.

Essa reconstrução, reservou novas perspectivas até para quem viveu essa história de perto. “Antes, eu precisava fechar os olhos para visitar essas memórias. Agora posso vê-las de olhos abertos”, celebra João.

Um dos relatos mais marcantes do documentário remonta aos primeiros meses de vida de João Marcello, quando ele enfrentou sérias complicações de saúde e os médicos chegaram a avisar Elis de que o bebê provavelmente não sobreviveria àquela noite. Diante da possibilidade de perder o filho, ela o colocou sobre o peito e passou a madrugada inteira conversando com ele, em uma espécie de despedida. Na manhã seguinte, porém, João apresentou uma melhora inesperada. Surpreso com a recuperação, o médico ouviu o relato de Elis e teria dito: “A sua voz salvou o seu filho”.

Uma história que ficou fora do documentário, mas que ajuda a dimensionar a mulher que Elis foi, aconteceu em sua última passagem pelo Recife, dois anos antes de sua morte. Entre 13 e 17 de dezembro de 1979, ela apresentou o espetáculo “Essa Mulher” no Teatro do Parque. A primeira sessão foi dedicada ao estudante pernambucano conhecido como Cajá, que estava preso.

No segundo dia, após ser ameaçada, Elis foi mais sutil. Entrou no palco sem o baterista Dudu Portes e disse que não poderia iniciar o espetáculo sem ele. O músico estava escondido em meio à plateia. “Vem cá, já. Não posso começar o espetáculo sem você”, disse ela. O público entendeu o recado e aplaudiu. “Essa história já diz muito sobre quem ela era. Acho que o filme honra justamente essa mulher”, conclui João Marcello.

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CIÊNCIA BRASILEIRA DEBATE RESTAURAÇÃO DO BIOMA CAATINGA E COMBATE À DESERTIFICAÇÃO

A restauração da Caatinga, a conservação da biodiversidade e o fortalecimento das ações ambientais estão entre os temas presentes nos debates da COP17, acompanhados pelo g1 em Ulaanbaatar, Mongólia. No Pavilhão Brasil, a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) participa das discussões sobre desenvolvimento sustentável, regularização ambiental e restauração da Caatinga. No Sertão de Pernambuco, a universidade mantém, há cerca de 18 anos, projetos de pesquisa, monitoramento e recuperação ambiental no Núcleo de Desertificação de Cabrobó.

Um dos painéis apresentados na programação do Pavilhão Brasil foi “Environmental Licensing as a Tool to Drive Sustainable Development” (“Licenciamento Ambiental como Ferramenta para Promover o Desenvolvimento Sustentável”). O painel teve como um dos participantes Renato Garcia Rodrigues, professor e pesquisador das áreas de ecologia e conservação da Univasf, que conversou com o g1 Petrolina durante a COP17, em Ulaanbaatar. A atividade tratou da experiência dos programas ambientais desenvolvidos para o Projeto de Integração do Rio São Francisco.

Renato também apresentou outro painel na COP17, intitulado “From Environmental Regularization to Restoration at Scale: Strengthening Institutional Capacity to Combat Desertification in the Caatinga” (“Da Regularização Ambiental à Restauração em Escala: Fortalecendo a Capacidade Institucional para Combater a Desertificação na Caatinga”).

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