COMEÇA A VALER O PLANO NACIONAL DO LIVRO E DA LEITURA 2026-2030

Começam a valer nesta quarta-feira (29) novas metas de incentivo à leitura em todo o país. Pelos próximos dez anos, o Plano Nacional do Livro e Leitura 2026-2036 pretende ampliar o número de bibliotecas e facilitar o acesso da população a livros.

O documento, publicado no Diário Oficial da União, serve de instrumento para que estados, municípios e sociedade civil conheçam e implantem os novos normativos de gestão cultural aprovados desde 2023, como o Sistema Nacional de Cultura, o Programa Escola em Tempo Integral e o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares.

A base do plano é a compreensão de que a leitura e a escrita são instrumentos indispensáveis ao desenvolvimento das capacidades individuais e coletivas, de acordo com os princípios a seguir:

compreensão do livro como economia, da leitura como cidadania e da literatura como valor simbólico criativo;

valorização da leitura como ato criativo de construção de sentidos;

promoção do direito à literatura;

desenvolvimento da escrita criativa e literária;

garantia de acesso ao livro e a outros materiais de leitura.

Página exclusiva-O Ministério da Cultura lançou no dia 23 deste mês a nova página do Plano Nacional do Livro e Leitura. A navegação foi organizada em áreas temáticas que facilitam o acesso aos conteúdos. Entre os destaques estão as seções Políticas e Programas, Legislação, Guias e Cartilhas.

Após um período de desatualização desde o ciclo anterior (2006–2016), a retomada do Ministério da Cultura, em 2023, recolocou a construção do novo Plano como prioridade. A execução do plano envolve, além do Ministério da Cultura e da Educação, instâncias colegiadas responsáveis por sua governança.


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FLORESTA NACIONAL DO ARARIPE COMPLETA 80 ANOS NESTE SÁBADO 02 DE MAIO

A Floresta Nacional Araripe-Apodi, criada em 2 de maio de 1946, constitui a primeira Unidade de Conservação de sua categoria estabelecida no Brasil, cuja estratégia era conservar os recursos florestais, para manter as nascentes d’água que irrigavam os vales.

A Flona tem sua administração e gestão a cargo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Conhecida como o Oásis do Sertão, a FLONA é uma rica área de conservação ambiental, que abriga nascentes, fauna e flora diversificadas, além de paisagens únicas da Chapada do Araripe. O espaço também desempenha papel fundamental na preservação dos recursos hídricos e na manutenção do equilíbrio climático da região, sendo um dos principais patrimônios naturais do Cariri.

Por isso, celebrar sua existência, com respeito, cuidado e valorização, é um compromisso de todos que fazem parte desta região.

No dia 2 de maio, dia do aniversário da floresta, o Mirante do Caldas promoverá uma programação cultural com a Feira Mirarte, show musical Em-CANTA-mentos: uma Odisséia Musical e Ecológica, com Luiz Carlos Salatiel, Cleivan Paiva, Abidoral Jamacaru, Pachely Jamacaru, Pedro Paulo, Cláudio Mappa e Ney Alencar, às 20h; e a apresentação da Nazirê, às 22h, com o projeto Reggae Love.

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ENCONTRO DEBATE IMPORTÂNCIA DE JORNALISMO DIANTE DE INTELIGENCIA ARTIFICIAL

Os avanços das tecnologias de inteligência artificial (as IAs) e também da desinformação impõem às faculdades de jornalismo a necessidade de potencializar uma formação humana baseada em crítica e ética. Essa é uma das considerações da professora Marluce Zacariotti, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), presidente da Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (Abej). 

Para ela, é indispensável que esses pilares sejam responsáveis para a permanente conquista da confiança social, em dias tão desafiadores. A pesquisadora está em Brasília para o 25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (ENEJor), na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB). As atividades acontecem até 24 de abril.

Não precisa nova disciplina-A pesquisadora entende que a formação e a profissão passam por momentos que pedem reflexão e ações. Não se trata, então, apenas de aperfeiçoamento técnico, de acrescentar uma disciplina de inteligência artificial ou de combate à desinformação na matriz curricular. Para ela, esses temas devem ser trabalhados de forma transversal nas disciplinas do curso. “É preciso olhar para a pedagogia do jornalismo com o objetivo de reafirmar o papel clássico da atividade”, disse à Agência Brasil. 

A formação não deve abrir mão, segundo ela Marluce, de trabalhar a pesquisa jornalística e as metodologias de verificação de dados. Para ela, as tecnologias devem potencializar essas atividades, mas é preciso que seja reforçado o papel humano do fazer jornalístico. Olhar além dos muros da faculdade. Esse seria um papel da extensão universitária. Pensar em públicos e parcerias que vão colaborar com o aprendizado. “O jornalismo é um curso, por natureza, extensionista”. 

No evento em Brasília, ela citou que é fundamental que os cursos de jornalismo estabeleçam parcerias para reafirmar o papel da extensão no processo de ensino e aprendizagem.

As instituições podem ajudar à pedagogia para ajudar a decifrar o “novo universo”, a fim de identificar contextos econômicos e políticos. “É preciso entender que a gente vive nesse novo universo. Fechar as portas para isso é estar distante também dos nossos alunos”.

O viés social seria, então, inerente à formação. Dentro desse olhar humano que se exige do estudante e do jornalista, a formação, segundo entende, não deve vilanizar as tecnologias. Ela defende que os pesquisadores não devem olhar para as novidades de forma apocalíptica. 

“É preciso olhar e entender que são ferramentas que a gente precisa saber usar da melhor maneira possível. É não negar, mas aproveitar o potencial que elas podem ter para nos ajudar”. 

Para ela, há alunos também sem entender como fazer a utilização dessas ferramentas. O diálogo com os alunos é fundamental para a busca de soluções. 

Expor o método-Ela ressalta que é preciso que o jornalista seja formado com consciência cidadã. “É um caminho do qual não podemos abrir mão para o fortalecimento perante a sociedade. É preciso investir em educação midiática, a literacia midiática a fim de explicar para o público sobre o ecossistema mediático. 

Neste cenário, será preciso compreender as diferenças sobre o que fazem os jornalistas e o que realizam os influenciadores. “Muitas vezes, as pessoas não sabem se aquilo é uma informação jornalística produzida por profissionais, com visões, abordagens e contextualização do tema”. 

Sistema midiático-Não obstante, os professores devem levar em consideração que, na escalada da desinformação, o cenário é de completa reconfiguração do ecossistema midiático. Ela explica que os pesquisadores avaliam que as grandes corporações midiáticas são as big techs (gigantes de tecnologia) e não mais os veículos tradicionais. 

“Se antes a gente falava de impérios midiáticos, agora lidamos com forças um pouco mais ocultas porque a gente está lidando com algoritmos”, argumenta. Um sistema midiático em que cada indivíduo é um gerador de dados. Esse sistema midiático, “digitalizado e plataformizado”, requer colocar a crítica e a ética antes da técnica. 

Até por isso, ela diz que a formação em jornalismo deve prever uma preparação para encarar os desafios de forma responsável a fim de fazer o diferencial. “Não reproduzindo, mas produzindo com essas possibilidades tecnológicas”. 

Presença-A pesquisadora também destaca que a formação na profissão deveria priorizar aspectos presenciais. “O jornalismo é uma atividade coletiva, que exige a troca. É sempre muito difícil imaginar como fazer isso totalmente online”.

Da mesma forma, as redações coletivas no campo profissional são mais ricas de discussão do que o trabalho virtual. “Isso afeta, inclusive, o perfil do próprio jornalista”. O jornalista está cada vez mais na redação e menos na rua. Isso também tem relação com as condições precarizadas de trabalho.

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TVE EXIBE O DOCUMENTÁRIO XINGU, CARIRI, CARUARU, CARIOCA NESTA QUINTA-FEIRA (23)

Raízes, ancestralidade, história, música e memória são os elementos centrais da narrativa do documentário "Xingu, Cariri, Caruaru, Carioca". A obra mergulha na busca pelas origens do pife, instrumento musical que marcou a cultura nordestina. O filme será exibido pela TVE nesta quinta-feira (23), às 21h.

O documentário apresenta o músico Carlos Malta em busca das raízes do instrumento, investigando as transformações pelas quais ele passou ao longo do tempo até chegar aos dias atuais. Em sua viagem pela matriz histórica da sonoridade do pife, Malta transita entre as culturas populares e a cultura pop, debruçando-se sobre a influência indígena na musicalidade.

Lançado em 2017, com direção de Beth Formaggini, o documentário tem início na aldeia Kuikuro, onde apresenta os flautistas indígenas do Alto Xingu, no estado de Mato Grosso. Os pontos de parada seguintes são as comunidades do Cariri, no Ceará, e de Caruaru, em Pernambuco, até chegar ao Rio Carioca, no Rio de Janeiro.

"Xingu, Cariri, Caruaru, Carioca" foi premiado como melhor filme no Festival IN-EDIT SP/Barcelona, Festival In-Edit Brasil (8ª edição) e no 10º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões, além de ter sido eleito melhor filme pelo júri popular na mostra competitiva de longas do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe (Curta-SE).

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POBRES NÃO PODEM PAGAR POR IRRESPONSABILLIDADE DAS GUERRAS, DIZ LULA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um duro discurso contra as guerras em curso e em defesa do fortalecimento do multilateralismo, na manhã deste sábado (18), em Barcelona, na Espanha. Ele participa da quarta reunião de alto nível do Fórum de Defesa da Democracia. 

O presidente está na Europa onde cumprirá agenda em três países. Em sua manifestação, Lula destacou que as consequências dos conflitos armados recaem sobre os mais pobres.

"O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, o milho no México, aumenta a gasolina em outro país. É o pobre que vai pagar pela irresponsabilidade de guerras que ninguém quer?", questionou.  

Lula destacou que os países têm outros problemas para enfrentar e o mundo "não está precisando de guerra".

"Temos mais de 760 milhões de pessoas passando fome, temos milhões de pessoas analfabetas, tivemos milhões de pessoas que morreram porque não tinha vacina contra a covid-19", continuou.

Lula observou que o mundo vive o período com o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial e pediu ação coordenada da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Precisamos exigir que o secretário-geral da ONU convoque reuniões extraordinárias, mesmo sem pedir aos cinco membros do Conselho de Segurança", afirmou.

O presidente criticou algumas das principais guerras em andamento, como a invasão da Ucrânia pela Rússia, a destruição da Faixa de Gaza por Israel e a o conflito dos Estados Unidos contra o Irã, no Oriente Médio.

"Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. Nenhum. E os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU devem se reunir para mudar seu comportamento.Nós não podemos levantar todo dia de manhã, e dormir todo dia a noite, com tuíte de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra. Ou seja, e todos eles tomam decisão sem consultar a ONU, da qual são eles membros e fazem parte do conselho", prosseguiu Lula.

O presidente brasileiro lamentou o silêncio dos países e pontuou que a democracia nas Nações Unidas depende do envolvimento dos países. "Fortalecer o multilateralismo depende de nós". (Agencia Brasil)


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RÁDIO EDUCADORA DO CARIRI: NAS ASAS DA ASA BRANCA O VOO GONZAGUEANO COM NEY VITAL

O Programa ‘Nas Asas da Asa Branca – Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos’, apresentado aos domingos às 10h na Rádio Educadora do Cariri FM 102.1, no Crato (CE), recebeu no dia (16) de setembro de 2025  uma Moção de Aplausos da Câmara de Vereadores. A homenagem, aprovada pelo Poder Legislativo, foi apresentada pelo vereador José Wilson da Silva Gomes (Wilson do Rosto) e aprovada por unanimidade.

A produção e apresentação do programa é do jornalista Ney Vital. O programa é pautado em músicas de Luiz Gonzaga, informações em defesa do meio ambiente, agroecologia (destacando a Floresta Nacional da Chapada do Araripe), a cultura da região do Cariri, seus cantadores de Pífano e violeiros.

Ney Vital, que atua há mais de 35 no jornalismo, agradeceu à Moção de Aplausos do presidente e aos demais vereadores.

‘Nas Asas da Asa Branca – Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos’ segue uma trilogia amparada na cultura, cidadania e informação. Programa com roteiro usado para contar a história da música brasileira a partir da voz e sanfona de Luiz Gonzaga, seus amigos e seguidores.

Fiquei surpreso e em dobro muito feliz. Moção de Aplausos para toda equipe da Rádio Educadora comandada pelo Padre Ricardo Pereira. A voz da Câmara Municipal representa a população do Crato e assim aumenta nosso compromisso com a vida e obra de Luiz Gonzaga, ética e condução do programa, visto que a Rádio Educadora vai completar 67 anos de serviços prestados à região do Cariri e ao Brasil“, afirmou Ney Vital.

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O DERRADEIRO ABOIO, POR ONALDO QUEIROGA

Se existe algo que lembra o sertão, sem dúvida, que é o aboio de um vaqueiro. Esse canto vagaroso que transparece um compasso que segue o ritmo da boiada e que termina por afervorar os animais, tem realmente a cara do Nordeste, apesar de também lembrar o interior das Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e do Goias. 

Parece que estou vendo, o vaqueiro tangendo o gado pelas veredas levando-o para as  pastagens e de volta ao curral. Ei boi! Ei boi! Boi, boi, boi. Com esse introito, o vaqueiro vai conduzindo os animais e construindo seus versos em forma de aboio, modalidade de origem moura, cultura trazida pelos escravos portugueses da Ilha da Madeira. 
Com versos centrados em temas agropastoris, o aboio é um dos mais belos traços da nossa cultura. Encantador  também é quando estamos diante de uma vaqueirama. Nessa reunião de vaqueiros para apartar o gado em meio ao movimento de apartação, eles aboiam, numa erupção de versos dolentes, parecem  conversar com o gado. O barulho do chocalho misturado com o mugido e os aboios, são sons místicos que ainda ecoam no sertão nordestino. 

Embrenhado nas ressequidas e cinzentas terras sertanejas, com suas indumentárias típicas e montados em seus cavalos, os vaqueiros desviam cactus espinhosos, buscam pegar no rabo do boi, levá-lo ao chão, dominá-lo e conduzi-lo ao curral. Toda essa cena é comumente retratada nos aboios que sonorizam o mundo chamado sertão. Falando em aboio, não podemos deixar de registrar que o Gonzagão foi um grande aboiador.  Uma simples incursão por sua obra constata este aspecto. Com o Padre João Câncio criou a própria "Missa do Vaqueiro", em Serrita, onde no curso das celebrações aboiou muitas vezes para uma imensidão de vaqueiros, que sob um causticante sol carregavam uma inquebrantável de fé. 

Conversando com Joquinha Gonzaga, seu sobrinho, ele me relatou que presenciou o derradeiro aboio. Imaginem Gonzaga muito doente, interno no Hospital Santa Joana, Recife, numa última madrugada, tomado pelas dores ósseas que lhe dominavam impiedosamente. Ele não gritava, me falou Joquinha com os olhos marejando: - "Não, doutor. Ele olhava para mim e Edeuzuíta Rabelo e aboiava. Aboiava com toda força de sua alma, e de forma dolente, ecoava um aboio tangendo um gado imaginário, aboiava como se tangesse as suas dores e sofrimentos. Eram aboios do adeus, algo que nos levava às lágrimas. Era um homem forte demais". 

O aboiador não morreu, nunca morrerá. Continua vivo nos aboios que ainda ecoam pelo Nordeste, denunciando injustiças e para mostrar a fortaleza e alegria de seu povo.

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