MUITO ALÉM DA FOLIA: DESCUBRA JUAZEIRO, O DESTINO QUE ENCANTA NO CARNAVAL

Juazeiro é muito mais do que palco de um dos carnavais mais vibrantes do interior da Bahia. Localizada às margens do Rio São Francisco, a cidade recebe quem chega com sol o ano inteiro, paisagens encantadoras e um povo acolhedor, que transforma cada visita em uma experiência inesquecível. Durante o Carnaval, essa energia se multiplica, misturando festa, cultura, sabores e natureza em um só destino.

Entre um trio elétrico e outro, Juazeiro convida o visitante a desacelerar e explorar sua rica história, marcada por personagens importantes da música e da cultura brasileira, além de espaços que preservam a memória e a identidade do Vale do São Francisco. Museus, centros culturais, mercados tradicionais e monumentos à beira-rio ajudam a contar a trajetória da cidade e fortalecem o sentimento de pertencimento de quem passa por aqui.

Para completar, o lazer se espalha por ilhas, orlas, praças e parques, com opções que vão do descanso à aventura. Gastronomia diversa, passeios fluviais, esportes aquáticos, enoturismo e experiências no campo fazem de Juazeiro um destino completo, perfeito para quem vem pelo Carnaval e acaba ficando pelo encanto do Velho Chico.

HISTÓRIA E CULTURA

Paço Municipal de Juazeiro – Seculte (Centro)

Memorial Casa da Bossa Nova (Centro)

Estátua de João Gilberto (Orla II)

Estátua do Nego D'água (Angari)

Vapor Saldanha Marinho – "Vaporzinho" (Orla II)

Mercado Joca de Souza Oliveira (Centro)

Acervo Maria Franca Pires (UNEB – São Geraldo)

Aqueduto do Horto Florestal (UNEB – São Geraldo)

Museu Regional do São Francisco, terça a sexta-feira das 14h as 18h (Centro)  

SOL E RIO

Ilha do Fogo


Ilha do Rodeadouro


Ilha de Nossa Senhora


Prainha da Orla II (Marinha)


Ilha do Massangano (Petrolina)


Ilha do Maroto


Cachoeira do Salitre (Distrito do Salitre)


Dunas do Velho Chico (Casa Nova)



GASTRONOMIA – ORLA I


22 bares e restaurantes



GASTRONOMIA – ORLA II


Vila Bossa Nova (Centro Gastronômico)


7 bares e restaurantes



AR LIVRE


Orla e Orla II


Parque Fluvial


Mirante da Orla II (vista do pôr do sol)


Praça da Catedral Nossa Senhora das Grotas


Praça Aprígio Duarte Filho (Jacaré)


Praça Dr. José Inácio da Silva (Misericórdia)


Praça Cordeiro de Miranda (São Tiago Maior)


Praça do Índio (Largo 2 de Julho)


Parque Municipal Lagoa de Calu (Alto da Maravilha)



LAZER, PASSEIOS E AVENTURA


Travessia de barca entre Juazeiro e Petrolina


Catamarã River Beer


Caiaque


Stand Up Paddle


Bike Boat


Piquenique na Orla


Canoa Havaiana


Rapel na Ponte


Tirolesa


Kitesurf


Passeios de lancha e jet ski



PARQUE FLUVIAL


Pista de cooper e ciclovia


Quadras poliesportivas


Pista de skate


Academia de Saúde



ENOTURISMO


Vapor do Vinho


Navegação pelo Lago de Sobradinho com música ao vivo, almoço a bordo, parada para banho e visita à Vinícola Terra Nova (Miolo), com degustação de vinhos, brandy e espumantes.


(87) 98130-5630 | Instagram: @vapordovinho



AGRONEGÓCIO E AGROTURISMO


Agropecuária Santa Isabel


Referência em agroturismo e turismo pedagógico em Juazeiro, com imersão na fruticultura irrigada, parreirais em latada, produção de uvas e mangas e aprendizado sobre as tecnologias do Vale do São Francisco.


(74) 99137-0032 | Instagram: @agropecuaria.santaisabel


 Lucas Oliveira - Ascom/PMJ


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PROFETAS DA CHUVA AVALIAM INVERNO REGULAR DURANTE ENCONTRO NO CRATO

A esperança de um bom inverno marcou o tom da quarta edição do Encontro dos Profetas da Chuva do Cariri, reunindo os saberes tradicionais. O evento foi realizado nesta sexta-feira, 23, em Crato. Um momento de compartilhar o conhecimento ancestral sobre as previsões do inverno no sertão. Participaram 11 profetas do Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Quixadá. Mais chuvas nos meses de fevereiro e março deste ano foram previstas por alguns profetas, mas com perspectiva de fortes precipitações em algumas localidades.

A abertura foi realizada com apresentações culturais, incluindo os Irmãos Aniceto e a Banda da Outra Banda, com o tradicional forró. Técnicos, estudantes, agricultores e professores estiveram presentes. O encontro foi realizado através da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Recursos Hídricos do Crato e do Instituto Federal do Ceará, contando com a coordenação do professor Kael Rocha, e do secretário executivo do Desenvolvimento Rural do Crato, Tiago Ribeiro.

Leitura da natureza-Os trovões no final de julho e começo de agosto do ano passado apontavam para um inverno muito bom em 2026. É o que disse o profeta Zilcélio Alves. A partir dessa experiência, ele afirmou que a perspectiva de um grande inverno está praticamente descartada para este ano. "Mas em março e abril teremos boas chuvas", afirma. Ele destacou experiências com pedra de sal, ninho de pássaro, casa de João de Barro, além das florações de pé de juá, produção frutífera do oiti, entre outras.

O profeta José Flávio ressaltou que os últimos meses foram de pouca chuva, mas em fevereiro e março a expectativa é haver uma melhora e o agricultor ter uma colheita boa. "Não podemos desistir dessa coragem que o Nordestino tem de termos um bom inverno", salienta.

Já Manoel Costa atestou que somente a partir do dia 15 de fevereiro haverá um inverno mais regular. Ele alerta para a redução das chuvas principalmente por conta do desmatamento.

O professor do IFCE, Danusio Sousa, fez uma breve apresentação dos índices relacionados às chuvas no ano passado, e as perspectivas para esse ano, conforme a meteorologia. Segundo ele, o fenômeno El Nino pode vir mais forte nos próximos meses provocando a redução das chuvas. "A gente espera que esse ano o agricultor consiga uma produção maior", diz.

O  profeta Cícero Leite, num tom de alerta, ressaltou o risco das chuvas de maior intensidade em cidades da região. A líder indígena Wanda Cariri expôs um pouco dos saberes do Povo Cariri e a importância das populações tradicionais. "A ciência surge com os povos originários e somos uma família que se auto afirma nesse território Cariri, no Poço Dantas", completa. Ela destacou a importância de ter profetas mulheres na análise das previsões e citou como exemplo a experiência de Rosa Cariri. (Texto/Fotos: Elizangela Santos)

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FESTIVAL MULHERES NO FORRÓ ACONTECE EM EXU, TERRA DE LUIZ GONZAGA

A cidade de Exu, berço cultural de Luiz Gonzaga, se prepara para receber, entre os dias 05 e 07 de fevereiro de 2026, o Festival Mulheres no Forró, evento pioneiro na região ao apresentar uma programação artística 100% feminina. O festival surge para celebrar, valorizar e dar visibilidade ao protagonismo da mulher no forró, gênero fundamental da cultura nordestina.
O festival integrará ações afirmativas à sua programação. O objetivo é promover conscientização, divulgando amplamente os canais de denúncia e informações sobre prevenção ao feminicídio e ao combate à violência contra a mulher, reforçando o compromisso social do evento.
Esta primeira edição do Festival Mulheres no Forró faz uma homenagem (In Memorian), a Sra. Maria Morena, figura proeminente na cultura do Exu.
Segundo a presidente do Coletivo Exu Criativo, Marlla Teixeira, a iniciativa é um marco. "O Festival Mulheres no Forró nasce para corrigir uma invisibilidade histórica. Dar à luz, no coração do Sertão, um palco onde apenas mulheres brilham é uma forma poderosa de valorizar nosso protagonismo, nossa arte e nossa força na construção desta cultura. Este festival é um ato de reconhecimento e um farol para as futuras gerações de artistas", afirma.
O Presidente da Associação Serra Cultural, Henrique Brandão, reforça o caráter pioneiro do evento. "Temos a honra de realizar na terra de Luiz Gonzaga o primeiro festival da região com uma grade 100% feminina. Mais do que uma sequência de shows, é uma afirmação cultural. Esta iniciativa vai agregar um novo e fundamental capítulo na valorização das mulheres no forró e na cultura nordestina como um todo, mostrando a diversidade e a potência da nossa música", destaca.
Todas as atividades do festival são gratuitas e abertas ao público. A programação está estruturada em oficinas, debates e shows, promovendo uma imersão cultural.
Dia 05/02 (Escola Municipal Josefa Cândida):
   09h – Oficina de Sanfona com Écore Nascimento.
   10h – Oficina de Canto com Madame Forró.
 Dia 06/02 (Câmara de Vereadores do Exu):
   14h – Mesa de Debates com artistas e autoridades para discutir "O protagonismo feminino e os rumos do forró".
Dia 06/02 (Estátua de Luiz Gonzaga – Em frente ao Parque Aza Branca):
   20h – Noite de Shows com Caminhada das Sanfonas, Hanna Camilly, Camylla Ferreira, Natália Gomes, Fabíola Leite e Sarah Leandro.
 Dia 07/02 (Estátua de Luiz Gonzaga – Em frente ao Parque Aza Branca):
  · 20h – Noite de Shows com Madame Forró, Écore Nascimento, Júlia Lorena, Monique D’ângelo, Izabelly Diniz e Gabi Cysneiros.
Importante: Todos os shows contarão com tradução em Libras, garantindo acessibilidade. O festival também orienta o público sobre a importância da preservação ambiental, solicitando a correta destinação de resíduos durante os dias do evento. Haverá coleta seletiva de resíduos.
Realização e Incentivo-O Festival Mulheres no Forró é uma realização do Coletivo Exu Criativo, do Ministério da Cultura e do Governo do Brasil, com produção da Associação Serra Cultural. O evento conta com incentivo da Lei Rouanet e patrocínio do Banco do Nordeste.
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ARTIGO: VOCÊ ESTÁ CONFUSO

 

Você está confuso? “Todos estão confusos, embora a maioria se envergonhe de confessar e troque a compreensão pelo achismo. Na nossa Babel contemporânea todos se arrogam o direito de pontificar sobre tudo”. Confira texto de Marília Fiorillo-Professora de Filosofia Política e Retórica da Escola de Comunicações e Artes da USP. 

Você está confuso? Não se exaspere, não se culpe, não desconfie que está com alguma dissociação cognitiva. Simplesmente, não dê bola: todos estão confusos, embora a maioria se envergonhe de confessar e troque a compreensão pelo achismo. Na nossa Babel contemporânea todos se arrogam o direito de pontificar sobre tudo, e as redes sociais estão aí para disseminar os palpites mais estapafúrdios, travestidos de opinião abalizada. Vale o parecer do estrategista militar sobre novos vírus. Vale a cartomante explicando a mecânica quântica. Vale tudo e qualquer coisa. Lógico! Porque tudo não passa de pretexto para botar a cara na tela, angariar milhares de seguidores e, suprassumo do sucesso, tornar-se um influencer.

O dilema das fake news foi superado pelo problema das news propriamente ditas. Mesmo quando são verificáveis (não mentirosas), as noticias andam tão voláteis que tanto faz se atualizar hoje, pois amanhã novos fatos desmentirão os fatos de 24 horas atrás. Uma potência invade um país latino-americano, em seguida era só ameaça, em seguida vai invadir mesmo. Ou democracia não se negocia, com a ressalva de que depende do dia. Esse carrossel de vaivéns alimenta o gosto pela procrastinação. Adiar é a pedida. É um game de soma zero. Daí os bocejos de tédio e extrema desconfiança. Daí o triunfo do “tanto faz”, do cansaço e da apatia. Pode apostar: você não está confuso. É o mundo que está uma balbúrdia geral.


Não é a primeira vez, nem será a última em que os donos do poder se entretêm conosco, nossas perplexidades e batalhas, como faziam os deuses do Olimpo na célebre partida Grécia versus Troia, conhecida como Ilíada. Talvez a novidade seja a aceleração deste caos. Como ainda é cedo para desanuviar horizontes e traçar perspectivas, vamos cultivar, mesmo que por um momento de calma, a “arte de perder”, exatamente como escreveu a poeta Elizabeth Bishop. “A arte de perder não é nenhum mistério. Tantas coisas contêm em si o acidente de perdê-las, que perder não é nada sério. Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero, a chave perdida, a hora gasta bestamente. 

A arte de perder não é nenhum mistério. Depois perca mais rápido, com mais critério: Lugares, nomes, a escala subsequente da viagem não feita. Nada disso é sério. Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero lembrar a perda de três casas excelentes. A arte de perder não é nenhum mistério. Perdi duas cidades lindas. E um império que era meu, dois rios, e mais um continente. Tenho saudade deles. Mas não é nada sério” (Poemas escolhidos, tradução de Paulo Henriques Britto).

Marília Fiorillo-Professora de Filosofia Política e Retórica da Escola de Comunicações e Artes da USP. 

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A ROTA CAMINHOS DE LUIZ GONZAGA. POR FLÁVIO PAIVA

Depois de cruzar a divisa entre Ceará e Pernambuco pelo topo da Chapada do Araripe, um dos primeiros lugares emblemáticos que se encontra é Tabocas, distrito de Exu, terra originária da etnia Ançu, da nação Cariri. Para chegar a essa reserva de mundo bucólico com pouco mais de dois mil habitantes, é preciso deixar a PE-585 e descer ladeira adentro em uma paisagem formada por escarpas, casas de fazendas, pastagens, roças e riachos até chegar à vila cheia de histórias e referências culturais.

Casas com fachadas coloridas, ruas de calçamento em pedra tosca e um céu tinindo de azul pontuado por nuvens de cúmulos pareciam esperar pacientemente a nossa chegada. Sentado em uma cadeira de balanço na entrada da sua bodega, estava um dos ricos personagens do lugar, o João Barela. Aquele típico ambiente de venda de secos e molhados do interior tem uma particularidade inusitada: pendurados no teto de madeira, pôsteres de Lampião, Bin Laden, Saddam Hussein e Che Guevara, entre outras figuras que o dono do estabelecimento recorre como chama para puxar assunto.

Mas a conversa fica boa mesmo é quando ele começa a contar da sua relação com Luiz Gonzaga no tempo em que ambos moravam no Rio de Janeiro. A admiração fabuladora que ele tem pelo Rei do Baião está visualmente em destaque na pintura disposta entre Lampião e Padre Cícero, logo na fachada do prédio. Ali, matriculamos a entrada na “Rota Caminhos de Gonzaga”, um dos roteiros conceituais que a secretária de Cultura e Turismo de Exu, Isa Apolinário, vem trabalhando com sua equipe, tendo o suporte de Júnior dos Santos, expert em turismo de base comunitária, que estava com a Andréa e comigo nessa vivência significativa.

O sertão-lembrança do cancioneiro de Gonzaga rapidamente me trouxe uma imagem musical involuntária: “Lá no meu pé-de-serra / deixei ficar meu coração”, sua primeira parceria com Humberto Teixeira. Embalado por esse xote comovente, visitei três museus orgânicos que remetem à indumentária característica de um artista que levou o país a abraçar sua região pela grandeza da cultura. Os mestres Zé Venceslau, Xico Aprígio e Tonho dos Couros estavam todos em suas oficinas, e o que não faltou foi uma rodada de bem-humoradas histórias de gibão e chapéu-de-couro. Não à toa que o Rei do Baião encantou o Brasil com o artesanato coureiro daquelas paragens.

A particularidade permanente encontrada nas pessoas e no mundo vivido por elas em plenitude agita camadas de signos poéticos e sonoros como uma mediação sensível entre o lugar e a música de Luiz Gonzaga. Tudo tem algo a dizer, do canto das casacas-de-couro às sombras frescas que negam o domínio absoluto do sol. Aparentemente quieta, a região se oferece com familiaridade à reconstituição dos conectivos cruzados que nos aproximam da substância telúrica que propaga, em um afetivo reouvir do tempo social nordestino, sua labuta, suas crenças, sua diáspora e seus ritmos.

A estrada de terra termina no asfalto da BR-122, e tomamos o rumo da cidade de Exu, tendo a presença de Luiz Gonzaga por todo canto, porque ele está no ar que se respira naquela cartografia que nos conduz pela intimidade fecunda de sua obra. É como se cada exuense estivesse a nos dizer que seu pertencimento também nos pertence. Não tinha como ser diferente, com o povo de um lugar que acompanhou seu rei por todo o país, recebendo aplausos calorosos pelo brilho radiante da cultura nordestina, e que, como memória viva, continua sentado no alpendre natural do sopé da Chapada do Araripe. (Fonte: Jornal O POVO-Foto: Flávio Paiva)

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ATO POLÍTICO CULTURAL EM DEFESA DA CHAPADA DO ARARIPE ACONTECE SÁBADO (24)

O Movimento Salve a Chapada do Araripe realiza, no próximo sábado, 24 de janeiro, um ato político-cultural em defesa da Chapada do Araripe — território estratégico para a segurança hídrica, ambiental, cultural e social do Nordeste. A mobilização acontece em Exu (PE), com concentração às 16h, na Chácara Espaço Curart – Saberes da Caatinga / Posto da Serra, seguida de cortejo pela BR – Rodovia Asa Branca até a Escola Municipal Joaquim Ulisses de Carvalho, no Triângulo do Posto da Serra.

Conhecida como a “Caixa d’Água do Sertão”, a Chapada do Araripe abriga nascentes, aquíferos e uma biodiversidade fundamental para os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. Nos últimos anos, o território vem sofrendo pressões crescentes provocadas pelo desmatamento, queimadas, avanço do agronegócio e pela fragilização das políticas públicas de proteção ambiental. Esse cenário tem mobilizado comunidades locais, pesquisadores, ativistas, artistas, movimentos sociais e instituições.

O ato integra a programação do Encontro de Saberes e antecede o II Seminário Salve a Chapada, que acontece no dia 27 de janeiro de 2026, também em Exu. A iniciativa busca dar visibilidade pública às ameaças que atingem a Chapada, fortalecer a mobilização popular e cobrar ações efetivas do poder público. A programação contará com manifestações culturais, participação de artistas, músicos, ativistas, povos e comunidades tradicionais, além de falas políticas e distribuição de materiais informativos.

O movimento também articula a construção de uma Carta de Compromisso com a Chapada, que será apresentada às autoridades competentes. O evento é aberto ao público e convida toda a população do Cariri, Sertão do Araripe e demais interessados a participarem.


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SÃO PAULO DE TODOS NÓS, ALDY CARVALHO

Quando aqui cheguei, ainda carregando na pele o sol do meu sertão senti como se estivesse entrando na barriga de um monstro. Um gigante que avançava por avenidas intermináveis, edifcios altíssimos multicores luzes e uraência até se perder nas periferias distantes, mas também com alamedas garbosas e parques, parques no meio da cidade monstro. Entre assustado e deslumbrado, vi-me engolido pelo virtuosismo pulsante da metrópole: não para, não para, não pode parar. E de fato, não para nunca.

Com o tempo descobri que esse monstro não era ameaça, era pulmão um pulmão que acolhe e dá fôlego a quem chega com sonhos debaixo do braço. Em São Paulo, a cidade e o cidadão se reinventam mutuamente Aprendemos a dividir calçadas com todos os sotaques, a conviver com diferenças, com a diversidade, a negociar cada centímetro de esperança

A se em q pelas pelas a pelas Su

São Paulo é trabalho, diversão e arte. Um poema com linguagem própria. Há beleza, há poesia num por de sol despontado sobre uma floresta de prédios, numa lua lânguida que insiste em banhar de prata as noites dessa metrópole frenética. É a cidade que assimila o novo sem expulsar o velho, onde o samba encontra o rock, onde o sertanejo abraça ○ forro, onde o italiano divide a mesa com o japonês, o árabe e o brasileird de todas as origens.

Selva de Pelo conde

Em 2026, ao celebrar mais um aniversário, São Paulo reafirma seu maior talento: ser casa para quem ainda está chegando. Aqui, cada um encontra um canto, um ritmo e uma razão para ficar mesmo quando a cidade parece grande demais para caber no peito,

São Paulo é assim: imensa, intensa, imperfeita, teimosa, generosa. infinita. São Paulo se esconde nos detalhes, e quem só olha para OS arranha-céus perde o melhor da história. Eu, agradeço, porque essa gigante que um dia me assustou é, na verdade, a prova viva de que quando muitos constroem juntos, a cidade se torna de todos.

São Paulo de todos nos

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