EM MENSAGEM DE ANO NOVO, CNBB PEDE ESPERANÇA ATIVA

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou a tradicional mensagem de Ano Novo, na qual reafirma a esperança cristã como força transformadora, ao mesmo tempo em que faz um duro alerta sobre retrocessos éticos, sociais e democráticos no país. Os bispos se dirigem ao povo brasileiro com palavras de encorajamento, mas também de “grave preocupação” diante de situações que ferem a dignidade humana.

Segundo a CNBB, a mensagem nasce do espírito do Natal e do encerramento do Ano Jubilar nas dioceses, tempo marcado pela alegria da encarnação de Jesus Cristo, mas também pela responsabilidade diante da realidade nacional. “Como pastores, exultamos com as vitórias e conquistas e nos inquietamos – e até nos indignamos – com alguns retrocessos no campo da ética e do cuidado com os pobres”, afirmam.

Entre os pontos positivos de 2025, os bispos destacam avanços na área da saúde, como o aumento do número de médicos por habitante e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). No campo econômico, citam a queda do desemprego, a estabilidade da inflação, o crescimento do PIB, a expansão do cooperativismo e a abertura de novos mercados internacionais. Na mensagem, a CNBB também celebra a realização da COP-30, em Belém, e o protagonismo do Brasil na área de energias renováveis, além do aumento dos investimentos em sustentabilidade e práticas de governança ambiental e social.

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MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE PREVÊ INICIATIVAS PARA COMBATER A DESERTIFICAÇÃO

Importante sumidouro de gás carbônico e com enorme capacidade de infiltrar água no solo e garantir a recarga de aquíferos no semiárido brasileiro, a Caatinga é o bioma mais ameaçado pela desertificação. A recuperação de 10 milhões de hectares de terras degradadas do bioma é uma das principais metas Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil).

Apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o plano prevê 175 iniciativas focadas em combater à desertificação e recuperar terras degradadas em todos os biomas até 2045.

“Com isso, queremos alavancar todo o processo de restauração socioprodutiva, assegurando a recuperação do solo degradado, da recomposição vegetal, da disponibilidade de água, da produção de alimentos saudáveis, da geração de trabalho e emprego e de outros serviços ecossistêmicos”, afirmou o diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA, Alexandre Pires.

De acordo com as Nações Unidas, a degradação ambiental causada pelo mal uso do solo e a seca intensificada pelas mudanças climáticas são as principais causas da desertificação, que é a perda da capacidade produtiva da terra. As regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas são as mais ameaçadas, mas em todo o mundo 75% da população pode ser atingida nas próximas décadas.

No Brasil, segundo estudo divulgado em junho pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a desertificação ameaça a capacidade produtiva do solo de 18% do território nacional. Na área, concentrada principalmente na Região Nordeste, vivem 39 milhões de pessoas.

Biomas-Além da Caatinga, o Cerrado e a Mata Atlântica já vivem sob ameaça e, de acordo com relatório apresentado no lançamento do PAB-Brasil, pela primeira vez foram identificadas áreas suscetíveis à desertificação no Pantanal.

Diante disso, todos os povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares (PIPCTAFs) foram incluídos no cadastro de pagamento por serviços ambientais (PSA), uma política pública de promoção do desenvolvimento sustentável, que remunera quem promove a conservação e a melhoria ambiental.

“Somente juntos vamos avançar no combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca”, destacou a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT) do MMA, Edel Moraes.

Entre as iniciativas previstas no PAB-Brasil, estão a construção do Sistema de Alerta Precoce de desertificação e Seca (SAP); o apoio financeiro para elaboração dos Planos Estaduais de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, a criação de unidades de conservação e a conectividade da paisagem por meio de recuperação da vegetação nativa.







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MAIS DE 16 MILHÕES DE MULHERES FORAM ATENDIDAS PELO LIGUE 180 EM 20 ANOS

Em 20 anos de existência, o Ligue 180 atendeu 16 milhões de mulheres. Por dia, o número de atendimentos chega a 900 mil em todos os estados brasileiros. "E eu quero dizer que não é só uma central de atendimento e de denúncia, como às vezes as pessoas pensam, na verdade é um serviço público essencial", destacou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, em entrevista à Voz do Brasil na última sexta-feira (26/12).

Em 2025, a prioridade foi avançar na integração e gestão do atendimento do Ligue 180, ampliando a articulação com os estados e as oficinas de capacitação e qualificação das atendentes da Central, fortalecendo o acolhimento e a escuta das mulheres.

Nós estamos aprimorando cada vez mais o Ligue 180 e fazendo uma campanha para que todos os municípios do Brasil, para que a mídia assuma, para que as empresas assumam o 180 como um serviço público de absoluta relevância", afirmou a ministra.

Em agosto, foi lançado o Painel de Dados do Ligue 180, plataforma interativa que reúne e organiza informações sobre os atendimentos, reforçando a transparência e subsidiando políticas públicas baseadas em evidências. Em dezembro, o Ministério realizou encontro nacional reunindo pontos focais do Ligue 180 de 15 estados para alinhar fluxos de encaminhamento das denúncias registradas pela Central e fortalecer a atuação em rede.

A celebração dos 20 anos do Ligue 180 integrou a mobilização nacional dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres e do Racismo e contou com projeções em Brasília (DF), no prédio do Congresso Nacional; em São Paulo (SP), no edifício da Fiesp; no Rio de Janeiro (RJ), no Cristo Redentor; e em Salvador (BA), no Farol da Barra, entre outras ações como o lançamento do “Guia Prático – Ligue 180”.

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TARGINO GONDIM GRAVA AUDIOVISUAL COM FLÁVIO JOSÉ E SANTANA O CANTADOR

Targino Gondim reuniu Flávio José e Santanna O Cantador na gravação do audiovisual "TRÊS NORDESTINOS Um por Todos e Todos por Um!" na Ilha do Rodeadouro, às margens do Rio São Francisco, entre Juazeiro e Petrolina.

O encontro aconteceu em formato intimista e apostou em um repertório conhecido do público, com canções como "Petrolina, Juazeiro", "Eu Só Quero Um Xodó" e "Só Xote". A escolha do local reforçou a proposta do projeto, que uniu música e paisagem natural em um registro ao ar livre, acompanhado por convidados e equipe técnica.

Durante uma pausa da gravação, Santanna recitou versos que provocaram reação imediata do público presente. A cena se integrou ao clima do encontro, marcado por conversas, música e troca entre os artistas.

A gravação começou no fim da tarde e seguiu até a noite. Mesmo após o encerramento oficial, os músicos permaneceram no local, mantendo o repertório em clima informal. Registros do momento circularam nas redes sociais ao longo da noite.

Em publicação nas redes, Targino Gondim celebrou a parceria e indicou que o material integra um projeto previsto para 2026, reunindo os três artistas em torno de um trabalho conjunto.Targino Gondim grava audiovisual com Flávio José e Santanna no Vale do São Francisco

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LULA FAZ DISCURSO DE NATAL EM CADEIA NACIONAL DE RÁDIO E TELEVISÃO

Nesta véspera de Natal (24), o tradicional pronunciamento presidencial pelas festas de fim de ano será veiculado em cadeia nacional de rádio e televisão às 20h30. O conteúdo do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi gravado ao longo da semana, mas não foi antecipado à imprensa.

Na noite de terça-feira (23), Lula encerrou a agenda oficial com deslocamento para a cidade de São Paulo, onde celebrará o Natal ao lado da primeira dama Janja Lula da Silva e dos filhos. Após as festividades de Natal, o presidente pretende passar o Réveillon na base naval da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro.

No discurso do último ano, Lula reafirmou o cuidado com as pessoas, a prioridade aos mais pobres, o diálogo entre os Poderes e a sociedade e a defesa da democracia.  Este ano, a expectativa é que o presidente apresente um balanço de resultados alcançados pelo governo.

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DESERTIFICAÇÃO: CAATINGA É O BIOMA MAIS AMEAÇADO

A desertificação, suas consequências e diretrizes para seu enfrentamento foram pautas importantes da 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30), realizada no último mês, em Belém (PA). Para se ter ideia, cerca de 18% do território brasileiro pode passar por este processo, sendo que grande parte desta área está localizada na região Nordeste, nas Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD) e seus entornos.

Segundo o Boletim Desertificação, documento lançado neste ano como resultados de pesquisas realizadas por uma coalizão entre o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Observatório da Caatinga (OCA), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), nessas áreas vulneráveis e em seus entornos vivem aproximadamente 39 milhões de pessoas, que poderão sentir os efeitos deste fenômeno que afeta a produtividade dos solos, os recursos hídricos e a biodiversidade, e que compromete a segurança alimentar, a economia rural e a qualidade de vida das pessoas que habitam esses territórios.

É importante ter atenção para um dado apontado pelo Boletim: entre os anos de 2000 e 2020, esse território suscetível à desertificação expandiu 170 mil km2, fato que alerta para a urgência de medidas de enfrentamento deste desafio socioeconômico que pode resultar em maiores desigualdades sociais, intensificação da pobreza rural e migrações forçadas.

Regiões que antes eram caracterizadas por climas úmidos, como algumas áreas do Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, agora enfrentam o clima subúmido seco. A nova zona árida entre Pernambuco e Bahia, com 6 mil km², é um exemplo evidente das consequências dessas transformações.

De acordo com estudos realizados entre 2001 e 2021, a degradação cresceu até 5,5% nas terras de pequenos agricultores. Territórios Indígenas e Quilombolas também perderam áreas conservadas. Isso significa menos milho, feijão, mandioca no prato e mais insegurança alimentar nas mesas das pessoas que vivem no sertão. Além disso, As secas severas, cada vez mais longas, atingiram 90% das áreas suscetíveis à desertificação e deixaram metade desse território por mais de três anos consecutivos sob colapso hídrico. O resultado é cruel: rios secando, preços de alimentos subindo e famílias dependendo de programas de emergência para não passar fome.

É no Norte e no Nordeste onde esses impactos tendem a ser ainda piores. Já é possível observar que algumas áreas dessas duas regiões já registram mais de 54 meses sob seca severa e longa, ou seja, mais de 15% do tempo avaliado. Nas Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD) e entorno, 90% do território registraram ao menos 18 meses de seca severa, enquanto 50% dessas áreas passaram mais de 36 meses nessa situação crítica.

A Caatinga, bioma exclusivo do território brasileiro, é um dos mais afetados, com 11% de sua extensão em estado de degradação crítica e severa, o que equivale a 100 mil km2. Além disso, as pesquisas apontam que na extensão das áreas conhecidas como Suscetíveis à Desertificação esses processos já afetam de forma crítica e severa 14,2% do território, com sinais claros de erosão e a diminuição dos teores de carbono, fósforo e nitrogênio nos solos.

Para Aldrin Marin, pesquisador do Insa e um dos autores do Boletim Desertificação, é um grande desafio romper com um círculo vicioso que se retroalimenta há décadas no Brasil, sustentado por um processo histórico-colonial que aprofunda desigualdades e fragiliza o território. Segundo o cientista, esse ciclo tem sido a raiz da desertificação, da perda de biodiversidade e do agravamento das mudanças climáticas.

“É justamente essa lógica histórica que se atualiza no presente. O modelo econômico atual, baseado em commodities e grandes empreendimentos, tem agravado a crise. Usina eólicas e solares mal planejadas, agronegócio, monoculturas irrigadas e mineração intensiva ocupam o território sem respeitar limites ambientais nem as comunidades locais”, destaca.

Apesar da vulnerabilidade de suas áreas, o Semiárido brasileiro vem conquistando protagonismo como laboratório de resiliência e exemplo de convivência com os efeitos das adversidades climáticas, principalmente por meio de práticas agrícolas sustentáveis e regenerativas, ao mesmo tempo em que protege sua biodiversidade.

“No coração do Semiárido, brotam práticas de Agroecologia, cisternas comunitárias, quintais produtivos e bancos de sementes crioulas. Experiências que mostram que resistir é possível e que regenerar a terra é também regenerar a dignidade. É o momento de fazermos do Semiárido um espaço de produção de soluções que contribuam para reverter o quadro atual de degradação e promover a sustentabilidade na nossa região. Ao lado de nossos parceiros, instituições científicas e comunidades locais, vamos trilhar o caminho para garantir um futuro próspero para o Semiárido brasileiro”, ressalta Aldrin Marin.

Para o pesquisador, a convivência com o Semiárido, a preservação da Caatinga e o combate à desertificação exigem uma abordagem integrada que contemple as potencialidades da região e promova soluções adequadas às suas características ambientais e sociais. Esse caminho envolve uma mudança de paradigma, especialmente em relação ao modelo de desenvolvimento econômico atual.

“O sistema de consumo desenfreado e o modelo econômico linear de produção e exploração dos recursos naturais são incompatíveis com a ideia de desenvolvimento sustentável. Para combater a desertificação, é necessário adotar uma visão holística, que priorize a conservação ambiental e a justiça social”, ressalta.

Caminhos para soluções-Marin destaca como caminho para soluções a transição para energias renováveis, como a eólica e a solar, que já representam uma parte significativa da matriz elétrica brasileira, mas enfatiza que a transição deve ser acompanhada por uma gestão que respeite os ecossistemas e os direitos das populações locais. A democratização do acesso à terra, a regularização fundiária e a garantia dos direitos territoriais das comunidades quilombolas e povos indígenas como questões fundamentais para o avanço de um modelo de desenvolvimento mais justo e sustentável.

“Precisamos substituir a lógica de ‘viver melhor’, que assume um crescimento ilimitado e a exploração desenfreada dos recursos naturais, pelo ‘bem viver’. Conceito baseado em suficiência, equilíbrio e harmonia com o meio ambiente, que propõe um modelo de desenvolvimento mais sustentável, que respeita os limites naturais do Planeta”, finaliza.

As diretrizes propostas pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD) indicam que o enfrentamento da desertificação deve ir além da recuperação ambiental, devendo promover mudanças estruturais nos territórios, com participação social, valorização dos saberes locais, transversalidade nas políticas públicas e fortalecimento da resiliência comunitária.

Para enfrentar esses desafios, a Sudene vem atuando por meio do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), com duração entre os anos de 2024 e 2027, abordando a desertificação como um desafio estratégico para o Nordeste brasileiro, com ações específicas voltadas para o combate e a mitigação desse processo:

Recuperação de ecossistemas degradados, com prioridade para o bioma Caatinga, mediante ações de revegetação, manejo sustentável do solo e implementação de sistemas agroflorestais adaptados ao Semiárido

Ampliação da infraestrutura hídrica, com construção de barragens, cisternas e sistemas de irrigação eficientes, garantindo acesso à água para consumo humano e produção

Fomento a práticas produtivas resilientes, como a Agroecologia e a criação de animais adaptados, associadas a programas de capacitação técnica e acesso a mercados

Monitoramento e alerta precoce, com modernização de sistemas de acompanhamento da degradação do solo e integração de dados climáticos (Fonte_Agencia Eco Nordeste/Alice Sales e Isabelli Fernandes)

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JORNALISTA NEY VITAL RECEBERÁ MENÇÃO HONROSA EM EXU, TERRA DE LUIZ GONZAGA

O  jornalista Ney Vital vai receber na quinta-feira  (11) uma Menção Honrosa da Prefeitura do Exu, Pernambuco. O reconhecimento é justificado pela dedicação e contribuição para o desenvolvimento turístico, educativo e cultural de Exu, Terra de Luiz Gonzaga e de Barbara de Alencar.

A cerimônia será realizada durante a inauguração do CAT GONZAGUINHA-Centro de Atendimento ao Turista), às 18hs na Praça da Estátua de Luiz Gonzaga.

Ney Vital é jornalista e técnico em agroecologia e atua há mais de 30 anos na produção de jornalismo para TV e Rádio. Atua no Sistema de Comunicação REDEGN e aos domingos 10hs, apresenta e produz o programa Nas Asas da Asa Branca Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos, na Rádio Educadora do Cariri FM 102.1.

Em dezembro de 2020 Ney Vital recebeu o título de Cidadão da Cidade de Exu.


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