RENATO TEIXEIRA, MACIEL MELO E RAIMUNDO SODRÉ PARTICIPAM USINA CULTURAL EM JUAZEIRO

Oficinas de literatura, fotografia, canto e saraus poéticos em escolas públicas, cinema na praça e shows gratuitos com cantadores, seresteiros, sanfoneiros e atrações, a exemplo de Renato Teixeira, Maciel Melo e Adelmário Coelho. Começa no dia 06, e prossegue até o dia 9 de novembro, em Juazeiro – BA, o festival Usina Cultural Vale do São Francisco.

Na quarta-feira (6), o poeta, cantador e coordenador do Usina Cultural, Maviael Melo, abre os trabalhos às 9h, na escola Mandacaru (bairro Jardim Primavera), ministrando uma oficina de literatura de cordel. Na sequência, o movimento desloca-se para o Salitre (interior do município), com oficinas de fotografia e de cordel, sarau poético, e encerramento às 19h30, com o cinema na praça, exibindo o filme O Auto da Compadecida.

De volta à cidade, a quinta-feira será recheada com espetáculos de literatura na Orla Nova. A partir das 19h30, se apresentam os coletivos Literáridas, Semiáridas e Em Canto e Poesia, com encerramento às 22h, ao som da sanfona de Raimundinho do Acordeon.

"Durante quatro dias, o festival Usina Cultural Vale do São Francisco vai enaltecer a diversidade artística, compartilhando atrações pela manhã, à tarde e à noite em lugares como o Colégio Modelo e o Lar São Vicente de Paula, onde os Seresteiros do Vale apresentam um sarau especialmente criado para os idosos na sexta-feira (8), a partir das 10h", ressaltou Maviael.

Ainda na sexta-feira, a Orla Nova de Juazeiro também será contemplada com um show especial do grupo de Seresteiros do Vale, a partir das 19h. No mesmo palco, apresentam-se em seguida, os artistas Ana Barroso, Maviael Melo, João Sereno e Rennan Mendes. Um show com Renato Teixeira e Maciel Melo encerra a noite com muita poesia e musicalidade.

O Usina Cultural se despede no sábado (9), na Orla Nova de Juazeiro, com um grande encontro de vozes e talentos artísticos para agradar os mais distintos gostos. Na abertura da noite, canta Andrezza Santos, depois vem Roberto Mendes e Raimundo Sodré. E fechando o programa, o público encontra-se com o 'Forrozeiro do Brasil', Adelmário Coelho (BA), mostrando um show novo.

O projeto Usina Cultural do Vale do São Francisco tem patrocínio da Agrovale e do Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.

Serviço: O quê: Festival Usina Cultural do Vale do São Francisco

Quando: 06 a 09 de novembro de 2024

Onde: diversos espaços de Juazeiro da Bahia

Quanto: programação gratuita

Classificação: Livre para todos os públicos

Mais informações: https://www.instagram.com/usinaculturaloficial/




Confira a programação completa:




- Dia 06 de novembro – Quarta-feira


Bairro Jardim Primavera - Escola Mandacaru


09h às 12h - Oficina de Literatura de Cordel com Maviael Melo


Comunidade de Salitre/Escola


14h às 16h - Oficina de Fotografia –Manuela Cavadas / Oficina de Literatura de Cordel com Mavial Melo


19h- Sarau Poético – Apresentação dos resultados produzidos


19h30 Cinema na Praça –O Auto da Compadecida




- Dia 07 de novembro – Quinta-Feira


Orla Nova de Juazeiro


19h30 - Literáridas


20h - Semiáridas


21h - Em Canto e Poesia


22h - Raimundinho do Acordeon




Dia 08 de novembro – Sexta-Feira


Colégio Modelo


14h às 16h - Oficina de Canto com Ana Barroso


15h30 – Apresentação dos resultados produzidos


Lar Vicente de Paula


10h às 12h - Grupo de Seresteiros do Vale


Orla Nova de Juazeiro


19h - Abertura Cultural – Grupo de Seresteiros do Vale


20h - Ana Barroso


20h40 - Encontro de Cantadores com Maviael Melo, João Sereno e Rennan Mendes


22h - Renato Teixeira e Maciel Melo




- Dia 09 de novembro – Sábado


Orla Nova de Juazeiro


20h - Andrezza Santos


21h Roberto Mendes e Raimundo Sodré


22h Adelmário Coelho

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MÚSICO ZÉ GOMES, SOBRINHO DE JACKSON DO PANDEIRO

Zé Ramalho está na estrada. Zé Ramalho participou no final da tarde deste sábado, do Programa TV Glogo/Caldeirão do Mion.São mais de 45 anos de vida artística do cantador, saído da Paraíba e que ganhou o mundo, desde o lançamento do primeiro álbum solo que emplacou o sucesso “Avohai”.

No palco, acompanha o artista a Banda Z, formada por Chico Guedes (contrabaixo), Zé Gomes (percussão), Vladmir Oliveira (teclados), Edu Constant (bateria) e Toti Cavalcanti (sopros).

A foto acima, estou acompanhado do músico José Gomes que mora no Rio de Janeiro e, desde 1979, compõe a banda do cantor e compositor Zé Ramalho, como percursionista. Zabumbeiro Zé Gomes é sobrinho herdeiro de Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo. Zé Gomes acompanhou o tio, em vários shows pelo Brasil. Músico profissional desde 1977, Zé Gomes teve sua estreia com Dominguinhos. Hoje, concilia seus projetos com os shows de Zé Ramalho. 

Um dos projetos foi a valorização e divulgação da obra de Jackson do Pandeiro, diga-se, um dos nomes mais lembrados, exaltados e valorizados por Zé Ramalho nestas quatro décadas de vida artística, prova é que ele gravou um Cd, todo dedicado a Jackson do Pandeiro, que é ao lado de Luiz Gonzaga, o nome mais comentado, devido o talento e capacidade de influenciar musicalmente diversas gerações de músicos.

Zé Gomes, é filho de Cicero, que também era músico e tocou com Jackson do Pandeiro. Cicero foi um dos irmãos mais queridos de Jackson. Aquele que compartilhou os momentos de alegrias e solidão.

Numa conversa, Zé Gomes conta que carrega na memória as melhores lembranças de Jackson. “Antes mesmo de ser músico eu acompanhava a carreira do meu tio, presenciei várias gravações, entrevistas e também fiz alguns shows com ele”, diz. Zé lembra que seu pai, Cícero, tocava com Jackson e que ele na ausência de Cícero, foi o alicerce da família e dos conselhos e fazia as vezes do pai dia ou outro. “Meu tio era um ser humano muito sensível, coração bom. A obra dele é do mundo.”  

Paraibano, ritmista, cantor e compositor, Jackson do Pandeiro, cuja memória segue forte, viva e encantadora, é de batismo José Gomes Filho e nasceu em 1919 e morreu em 1982. Em sua obra deixou mais de 20 discos registrados.


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NÃO A PROPOSTA DE INSTALAR USINA NUCLEAR NO RIO SÃAO FRANCISCO

“O mais aviltante na insistência através da qual o poder econômico promove o projeto dessa central nuclear é o fato de que a Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e a enorme população que nela habita possuem, em termos de energia hidráulica, solar e eólica, um cabedal de fontes incomparavelmente mais baratas, menos perigosas e menos degradantes que dispensam completamente aventuras tecnológicas e econômicas dessa natureza”.

O artigo é de Anivaldo de Miranda Pinto, jornalista, coordenador da Câmara Consultiva do Baixo São Francisco, ex-presidente e atual integrante da Diretoria Colegiada do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, publicado por Articulação Antinuclear Brasileira, 12/09/2024.

Muito se fala do Rio São Francisco e de sua inegável importância. Mas pouco se comenta sobre os enormes desafios e principalmente sobre as grandes ameaças que pairam como uma “espada de Dâmocles” sobre o destino desse gigante que simboliza como nenhum outro a integração do território nacional.

Inserido em partes expressivas de 5 estados e do Distrito Federal, o Velho Chico e seus afluentes representam quase que solitariamente a única alternativa de disponibilidade hídrica para três importantes e peculiares recortes do Brasil: o Norte de Minas Gerais, o enorme semiárido brasileiro e a região Nordeste do nosso país.

Por isso mesmo costumo dizer que esse incomum rio brasileiro não tem plano “B” uma vez observado no contexto estratégico dos 8% do território nacional ocupado por sua bacia hidrográfica, dos mais de 14 milhões de brasileiros e brasileiras que nela vivem, do peso inegável da economia que dele depende e da biodiversidade que representa. Na hipótese de grave acidente comprometedor da qualidade e quantidade de suas águas não haverá como substitui-lo em seu papel estratégico. Ferir de morte o rio São Francisco é, portanto, quase que como enfiar um longo e afiado punhal no coração do Brasil. E isso não é figura de retórica.

O curioso é que apesar dessa evidência, pouco se faz para prevenir as possibilidades de que catástrofes aconteçam, o que ficou evidente, só para citar um exemplo recente, quando do rompimento da barragem de rejeitos da empresa Vale em Brumadinho, Minas Gerais, crime ambiental de grandes proporções que atingiu o Paraopeba, um dos grandes rios afluentes do rio São Francisco, e por pouco não se estendeu à calha central deste último.

Outras fontes potenciais de ameaças semelhantes persistem, seja na forma de inúmeras barragens de rejeitos de minério mal concebidas e construídas, seja na forma de novos barramentos pretendidos para o seu leito e que podem acentuar a crise que já atinge a biodiversidade aquática declinante, seja na forma de desmatamento insano dos biomas essenciais para a garantia das vazões franciscanas, como é o caso, principalmente, do bioma do Cerrado.

Todavia a maior ameaça potencial ao rio que não tem plano “B” é, sem dúvida, a ideia tresloucada de construção de uma central nuclear às margens e com uso das águas do rio São Francisco na região que, em caso de acidente nuclear, apresentar-se-iam as maiores vulnerabilidades imagináveis em termos de enfrentamento de situação emergencial diante da qual o Brasil e, principalmente o Nordeste, não teriam cacife nenhum para contornar, a começar pelo viés do abastecimento de água a partir da única grande fonte desse abastecimento que seria precisamente o próprio rio São Francisco.

O mais aviltante na insistência através da qual o poder econômico promove o projeto dessa central nuclear é o fato de que a Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e a enorme população que nela habita possuem, em termos de energia hidráulica, solar e eólica, um cabedal de fontes incomparavelmente mais baratas, menos perigosas e menos degradantes que dispensam completamente aventuras tecnológicas e econômicas dessa natureza.

 Lutar contra essa central nuclear é, portanto, afastar de vez o principal pesadelo que ronda a continuidade e vitalidade desse rio tão emblemático, mas tão maltratado desde o dia em que os colonizadores portugueses pisaram no solo brasileiro.

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ICMIBIO PEDE QUE POPULAÇÃO TENHA CONSCIENCIA RISCOS INCÊNDIOS

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, disse nesta segunda-feira (16) que a população tem que se conscientizar que não é permitido colocar fogo em qualquer área neste período do ano. 

“A primeira coisa que nós temos de fazer é uma conscientização nas escolas, nas empresas que em todo o Brasil está proibido colocar fogo no mato. Às vezes, por falta de conhecimento, o fogo é colocado pelo seu vizinho, pelo próprio proprietário que está fazendo a limpeza de uma área, a limpeza do pasto, mas isso pode ganhar uma proporção muito grande”, disse, em entrevista ao programa A Voz do Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 

A denúncia sobre focos de fogo pode ser feita através do número 190 da Polícia Militar e do 193, como também para o Linha Verde dos órgãos ambientais. “É importante também o apoio dos governos estaduais com as suas brigadas e até das prefeituras, que estão mais próximas da população e podem também auxiliar para evitar que um incêndio ganhe grandes proporções”.

Segundo ele, é possível que os efeitos climáticos se agravem nos próximos anos. “Portanto, se a gente não tiver uma ação coordenada, integrada, entre todas as esferas, a gente não vai enfrentar esse tipo de situação”.

Ações criminosas-Pires falou dos focos que são tipicamente criminosos, como colocar fogo num parque nacional, que é crime previsto na legislação ambiental. O presidente do ICMBio lembrou o incêndio que está destruindo o Parque Nacional de Brasília. 

“Hoje, a cidade amanheceu com muita fumaça, porque ontem, um domingo muito quente, houve um fogo na Granja do Torto, que acabou se alastrando para o Parque Nacional, como é uma área de floresta nativa, o fogo acabou ganhando uma proporção muito grande”. 

Segundo ele, mais de 300 homens do Corpo de Bombeiros, do Ibama e do Exército trabalham no combate às chamas. “Continuaremos a noite inteira, a fim de controlar o incêndio, que poderia ter sido evitado”, garantiu.

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ROMEIROS PARTICIPAM DA ROMARIA DE NOSSA SENHORA DAS DORES EM JUAZEIRO DO PADIM ÇIÇO

A jornalista Camila Holanda escreveu que nas entranhas do Cariri do Ceará foi emergido uma versatilidade de ícones que, entrelaçados povoam o imaginário religioso e cultural que habita a região.

O saudoso teatrólogo, pesquisador cultural Oswaldo Barroso, ressalatava um dos mais valiosos símbolos, a vigorosa força mítica e religiosa. Oswaldo Barroso, cidadão honorário de Juazeiro do Norte, diz que a primeira vez que esteve no Cariri foi nos anos 70 e a experiência fez com que suas crenças e certezas de ateu fossem desconstruídas e reconstruídas com bases nos sentimentos das novas experiências e epifanias vividas.

"Desde o início, não acreditava em nada de Deus. Mas quando fiz a primeira viagem ao Horto do Juazeiro do Norte, foi que eu compreendi o que era Deus. Isso mudou minha vida completamente", revelou Oswaldo.

Juazeiro do Norte vive mais um grande momento de devoção com a tradicional Festa de Nossa Senhora das Dores. A celebração, que já teve início, abre caminho para a romaria, que começa na próxima semana, atraindo milhares de fiéis à cidade. Segundo o Padre Édmo Galvão, que está à frente das festividades, o lema deste ano destaca a importância da oração, em sintonia com a proposta do Papa Francisco para 2024.

“O tema deste ano é evangélico, pois nos mostra Maria que obedece ao que Deus lhe pede, sendo mãe do nosso Salvador. Quando ela diz ‘faça-se em mim segundo a vossa palavra’, ela nos ensina a seguir a vontade de Deus,” explica o Padre Édmo.

A festa traz diversas novidades, como a tarde cultural, pensada para que todos se sintam em casa. “A casa de Nossa Senhora das Dores é a casa de todos nós. Por isso, programamos atividades para a juventude e também para os romeiros, como a Vila Tabuleiro, onde ocorrem as confraternizações diárias,” destaca o padre.

Além dos tradicionais novenários e missas, a programação conta com uma série de eventos que buscam integrar os devotos e visitantes, proporcionando momentos de espiritualidade e convivência. Entre as atrações, estão shows, quermesses e a feijoada que acontecerá no dia 8 de setembro.

Padre Édmo também compartilhou suas expectativas para a romaria deste ano: “Estamos nos preparando para uma Romaria maior que a do ano passado, esperando mais de 320 mil fiéis aqui em Juazeiro do Norte.”

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PROGRAMA ESCOLA VERDE DA UNIVASF REALIZA WORKSHOP DE ESCRITA CIENTÍFICA

Com o tema “Transformando Ideias em Publicações”, o Programa Escola Verde (PEV) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) realizará um Workshop de Escrita Científica. São disponibilizadas 100 vagas para estudantes de graduação, pós-graduação e profissionais que pretendem aprimorar as habilidades em redação científica e a qualidade da escrita acadêmica. A capacitação acontecerá nos dias 19 e 26 de outubro, no turno da manhã, pelo formato remoto. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até o dia do workshop.

Os interessados devem se inscrever através do site do evento, mediante pagamento de taxa, cujo valor varia de acordo com a categoria do participante. Estudantes e servidores da Univasf terão desconto de 40% no valor da taxa de inscrição. Para isso, ao se inscrever, basta digitar o cupom: DESCONTOUNIVASF2024. O Workshop será ministrado pelo docente do Colegiado de Ciências Sociais da Univasf, Paulo Ramos, coordenador do PEV. A programação da capacitação abrangerá desde os fundamentos da escrita científica até o uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para aperfeiçoar os textos acadêmicos. 

Durante o Workshop de Escrita Científica, os participantes irão aprender técnicas da redação científica, de estruturação, redação e revisão, participar de dinâmicas e exercícios práticos e compartilhar experiências com os colegas. Além de informar-se sobre o uso de Inteligência Artificial (IA) na redação e como essas ferramentas podem melhorar a clareza, coesão e precisão dos textos científicos. Cada participante, ao final do workshop, poderá elaborar e publicar um livro impresso e digital sem custo adicional, pela Editora Setentrional.

O professor Paulo Ramos frisa que a escrita científica é uma habilidade fundamental no mundo acadêmico e profissional. “O workshop é importante, sobretudo, sob essa perspectiva da necessidade de estarmos publicando e divulgando as atividades que realizamos na academia e tendo em vista, também, que há uma carência de oportunidades para a publicação. As revistas e os eventos são muito limitados, então esta é a oportunidade de publicarmos de uma maneira sistemática e de forma organizada”, comenta Ramos.

O Workshop conta com o apoio de diferentes instituições de ensino superior da região. Além da Univasf, estão envolvidas no projeto a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), a Universidade de Pernambuco (UPE), o Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), a Faculdade de Petrolina (Facape) e a Editora Setentrional. Mais informações sobre o evento estão disponíveis no site do evento.

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GRITO DOS EXCLUÍDOS: TODAS AS FORMAS DE VIDA IMPORTAM

 Grito dos/as Excluídos/as: Carta das Pastorais Sociais da Diocese de Juazeiro-"Todas as formas de vida importam. Mas quem se importa?"

Há 30 anos, o 7 de setembro é marcado por uma forma verdadeiramente cidadã de celebrar o dia da Pátria: o Grito dos Excluídos e Excluídas.

Fruto da Primeira Semana Social Brasileira e da articulação das Pastorais Sociais e movimentos populares, o Grito dos Excluídos e Excluídas se espalhou por todo o país ao longo dessas três décadas e se tornou referência de um espaço permanente de denúncias das desigualdades sociais.

Neste ano de 2024, no qual o Grito completa 30 anos de resistência, o lema é "Todas as formas de vida importam. Mas quem se importa?"

O lema do Grito, assim como também o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, nos leva a refletir sobre a cultura do descarte, como aponta o Papa Francisco, que ameaça a amizade social.

Em um mundo regido pela lógica desenfreada do mercado, do consumo e do lucro acima de tudo, as vidas das pessoas importam cada vez menos.

Quem se importa com os pobres, famintos, negros, indígenas, sem-terra, catadores/as de material reciclável, população em situação de rua, sem teto, periferias urbanas, encarcerados, mulheres, pessoas LGBTQIAP+, idosos, pessoas com deficiência, entre tantos outros que têm seus direitos negligenciados? Quem se importa?

Aqui, na Diocese de Juazeiro, as Pastorais Sociais caminham lado a lado com essa parcela da população, que parece invisível aos olhos do Estado.

Neste Grito dos Excluídos e Excluídas de 2024, reafirmamos nosso compromisso de servir aqueles/as que mais precisam, com o objetivo de construir uma sociedade mais justa e digna para todos e todas.

Por isso, nós, Pastorais Sociais da Diocese de Juazeiro, gritamos:

Por uma saúde de qualidade, sem grandes filas de espera para exames e consultas e com acesso a medicamentos;

Por um hospital materno-infantil para atender a demanda dos municípios da Diocese;

Por saneamento básico para os bairros periférico;

 Pelo controle das muriçocas, que geram ainda mais incômodos aos que estão encarcerados;

Para que toda criança tenha vida plena e direito de se desenvolver, brincar, estudar, comer, dormir, ter acesso à saúde, receber amor, carinho, viver com a família e ser protegida;

Pelo combate à violência contra as mulheres em seus diversos tipos nas zonas urbana e rural;

Pela vida das mulheres em contexto de prostituição, que são estigmatizadas pela sociedade, que julga ao invés de acolher, sem conhecer os motivos que as levaram a essa atividade;

Pela garantia e defesa dos territórios de comunidades tradicionais, a exemplo dos fundos de pastos, quilombolas, pesqueiros e ribeirinhos;

Pela preservação e revitalização do rio São Francisco, essencial para toda forma de vida na região e à sustentabilidade da pesca artesanal;

Pelo fortalecimento da agricultura familiar, da produção agroecológica das nossas comunidades e pelo amplo acesso à alimentação saudável, sem veneno e com valor nutricional;

Para que os idosos sejam cuidados e tenham acesso aos direitos previdenciários e outros benefícios;

Gritamos contra a violência infantil, que acontece desde o ventre materno, quando mães são negligenciadas na rede pública de saúde;

 Contra à exploração sexual e trabalho infantil, que acometem nossas crianças e adolescentes;

Contra os empreendimentos de mineração, agronegócio e energias renováveis que violam os direitos de diversas comunidades rurais em nossa Diocese e geram imensos danos socioambientais;

Contra a grilagem de terras e a violência no campo.

Por esses e muitos outros gritos, seguimos lutando por justiça e colocando a pessoa humana no centro de nossa ação. Como destacou o Papa Francisco na Fratelli Tutti: A cultura do encontro "exige que, no centro e toda ação política, social e econômica, se coloque a pessoa humana, a sua sublime dignidade e o respeito pelo bem comum."

Assim as Pastorais: Da terra, da Mulher, dos Pescadores, Da Criança, Da Pessoa Idosa, Da Saúde, Carcerária e da Educação seguem buscando fortalecer os encontros que geram vida.

Juazeiro/Bahia, 7 de setembro de 2024

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