Agrotóxicos matam e mudam comportamento das abelhas

Nova pesquisa sobre efeito dos agrotóxicos em abelhas mostrou que um tipo de inseticida, mesmo quando usado em doses não letais, encurtou o tempo de vida dos insetos em até 50%. Os pesquisadores observaram ainda que uma substância fungicida considerada inofensiva para abelhas mudou o comportamento das operárias, deixando-as letárgicas, o que pode comprometer o funcionamento de toda a colônia.

O estudo, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp), investiga o fato, já conhecido, de que diversas espécies de abelhas estão desaparecendo no mundo todo. No Brasil, o fenômeno tem sido observado pelo menos desde 2005 e está diretamente ligado ao uso de agrotóxicos, diz o professor Osmar Malaspina, pesquisador do Centro de Estudos de Insetos Sociais do Instituto de Biociências da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).

Segundo Malaspina, que participou da pesquisa, na maior parte dos casos, as colmeias desaparecem de 24 a 48 horas, o que é um indicativo de contaminação por inseticida. “Não existe nenhuma doença capaz de matar uma colmeia inteira em 24 horas. Só inseticidas podem provocar isso”, afirmou.

“Fizemos um levantamento no estado de São Paulo nos últimos três anos, mandamos fazer análises dos produtos e das abelhas mortas para ver se tinha resíduo desses produtos e comprovamos que, nesses casos de mortalidade em massa, a grande maioria foi provocada por inseticidas”, informou o professor.

Os ingredientes ativos investigados na nova pesquisa foram a clotianidina, inseticida usado para controle de pragas nas culturas de algodão, feijão, milho e soja, e o fungicida piraclostrobina, aplicado nas folhas da maioria das culturas de grãos, frutas, legumes e vegetais.

Os testes de toxicidade de agrotóxicos foram realizados em concentrações realistas, como as encontradas residualmente no pólen das flores. Os pesquisadores disseram que os agrotóxicos em grandes concentrações dizimariam colmeias quase imediatamente, mas ressaltaram que o objetivo do estudo é descobrir a ação residual dos agrotóxicos sobre as abelhas, mesmo em concentrações muito baixas e teoricamente não letais.

No caso das larvas de abelhas alimentadas com dieta contaminada pelo inseticida clotianidina em baixíssima concentração, os insetos apresentaram tempo de vida drasticamente menor, de até 50%. Já entre as larvas alimentadas com a dieta contaminada pelo fungicida piraclostrobina, quando adultas, as operárias sofreram mudança em seu comportamento, tornando-se mais lentas.

“Se você colocou uma dose baixa desse fungicida e ele teoricamente é inofensivo, a abelha vai ingerir aquela dose, mas não vai morrer, como morreria se fosse o inseticida. Mas isso não significa que não esteja prejudicando a colônia, isso já é suficiente para mudar o comportamento dela”, disse o pesquisador.

As operárias jovens fazem inspeções diárias na colmeia, o que faz com que percorram certa distância e se movimentem bastante dentro da colônia. Nos testes, verificou-se que, no caso das abelhas contaminadas tanto pelo fungicida sozinho ou associado ao inseticida, a distância percorrida e a velocidade foram muito menores.

“Então a abelha, por exemplo, se perde no campo, não acha mais o caminho da colônia, e a velocidade que ela voa e a distância são muito menores. Ela não vai coletar alimento direito, vai se perder e, após um período, a colônia acaba sofrendo um colapso e morrendo. Eles [fungicidas] foram feitos para matar fungos, mas acabam matando as abelhas também”, lamentou Malaspina.

Os efeitos do fungicida pode ser, segundo os pesquisadores, um dos fatores que contribuem para a extinção em massa de abelhas.

Impactos econômicos
No Rio Grande do Sul, entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, foi registrada a perda de cerca de 5 mil colmeias, o que equivale a 400 milhões de abelhas. Há um impacto econômico previsto, porque, além de afetar a produção de mel, grande parte da agricultura depende do trabalho de polinização realizado pelas abelhas. A dificuldade na polinização de diversas culturas traz perdas não só para a produção de alimentos e commodities, mas para a biodiversidade.

O professor ressalta que algumas culturas que são afetadas de forma drástica pela falta de polinização das abelhas. “Tem culturas que são extremamente dependentes das abelhas, como o melão e a maçã. Se você não tem abelha, não tem melão, nem maçã. Outras culturas, como a laranja, são parcialmente dependentes. Se tiver abelha, aumenta a produção de laranja em até 40%, são valores extraordinários.”

“Na cultura de soja, você aumenta até 10% [a produção]. Imagina o tamanho desse país, a quantidade de soja que é produzida no Brasil. Você aumenta a produção em até 10% sem desmatar um hectare de terra, simplesmente com uso dos serviços ambientas prestados pelas abelhas”, estimou Malaspina.

Ele destaca que, no Brasil, as monoculturas de soja, milho e cana dependem do uso intensivo de inseticidas. A contaminação das colônias de abelhas ocorre quando, por exemplo, os agricultores não respeitam uma margem de segurança mínima – são recomendados 250 metros – na aplicação de defensivos agrícolas entre as lavouras e as áreas florestais que as margeiam. explica. “Tem gente que aplica produtos químicos até o limite da floresta.”

Apicultura ameaçada
Há dois anos, o apicultor Aldo Machado dos Santos, chegou a perder 500 colmeias, de um total de 3 mil, por uso indevido de inseticidas em uma plantação de soja vizinha. Segundo o produtor, o inseticida que deveria ser usado apenas nas sementes, acabou contaminando as flores no campo e, consequentemente, contaminaram as abelhas. “Na época, eu recebi um laudo que mostrava um prejuízo de R$ 810 por colmeia. Foi uma perda total de mais de R$ 400 mil.”

Filho de pequeno produtor de fumo, Aldo foi para a região do Pampa no Rio Grande do Sul para investir na apicultura. “Quando eu vi a quantidade de veneno que tinha no fumo e que estavam desaparecendo as abelhas na região, não encontrava mais um fio de mel puro naquela época, eu comecei a criar abelha.”

“Saí da região onde eu estava trabalhando, porque lá tinha muito veneno, e vim para uma região considerada pobre, mas muito rica em pasto apícola [flora visitada pelas abelhas]. Até hoje consigo sobreviver tranquilo da apicultura”, disse Aldo, que tem uma produção 150 toneladas de mel por ano.

Apesar da fuga da produção de fumo, a monocultura da soja chegou bem perto do apicultor. “Hoje a soja se tornou aqui uma monocultura, é muito forte, é a principal atividade econômica da região. Em segundo lugar, vem o arroz. A soja vem com uma carga de veneno muito grande porque ela tem muitas pragas que atacam a soja. E essas pragas a maioria são insetos. E, contra insetos, tem que usar inseticida. Abelha é inseto, então já não combina”, disse.

*Fonte Agencia Brasil Colaborou Eliane Gonçalves, da Rádio Nacional
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Rio São Francisco: No Dia da Caatinga governo federal anuncia Projeto Circuito do Cangaço

O Dia Nacional da Caatinga é celebrado neste domingo (28). Ao homenagear o único bioma totalmente brasileiro, a data visa destacar suas riquezas naturais e conscientizar as pessoas sobre a importância de sua conservação e uso sustentável para o desenvolvimento socioeconômico do país, inclusive por meio do ecoturismo.

A Caatinga tem cerca de 9% de sua área protegida por unidades de conservação (UCs) federais, estaduais e municipais e reservas particulares do patrimônio natural (RPPN), com diversas fisionomias e correspondentes usos para a geração de riquezas.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) responde por diversas iniciativas orientadas para a conservação, a restauração e o uso equilibrado desse patrimônio, em cumprimento à Constituição Federal e às leis ambientais.

Nesse sentido, o MMA é responsável por formular estratégias de atuação nacional pelos entes federados e fomentar a atuação de empreendedores para o enfrentamento da desertificação, fenômeno que alcança 1.490 municípios em 11 estados, numa área de 1.380.000 km2 em que vivem 35 milhões de brasileiros.

Para tanto, o MMA estimula a transformação da cultura do uso dos ambientes naturais e de seus elementos e incentiva a adoção de boas práticas pela população residente nesse importante patrimônio ecológico nacional.

Uma das ações é o Projeto GEF-Terrestre, coordenado pela Secretaria de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, que visa promover a conservação da Caatinga, por meio da gestão de UCs, recuperação de áreas degradadas e medidas para a conservação de espécies. O projeto atua também no Pampa e Pantanal.

Especificamente na Caatinga, o projeto contempla 19 unidades de conservação e executa as ações em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgãos estaduais de meio ambiente, Banco Interamericano de desenvolvimento (BID) e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

Agora, o MiniCAATINGA1 copystério prepara mais uma ação para a Caatinga: o lançamento do projeto Circuito do Cangaço, percurso que une diversas localidades dos estados por onde Lampião trilhou caminhos, como a Grota do Angico, em Sergipe.

O projeto é da Secretaria de Ecoturismo do MMA e tem como principal objetivo fomentar o turismo na região, promovendo, de um lado, as belezas naturais da Caatinga, e, de outro, o desenvolvimento ambiental sustentável da região, por meio da conservação dos recursos naturais e do incentivo ao empreendedorismo e geração de emprego e renda para as comunidades locais.

O Circuito do Cangaço apresenta grande potencial ecoturístico, com as belezas das paisagens da Caatinga, a riqueza de sua biodiversidade, marcada pelas variedades de animais e plantas, como as cactáceas, os esportes aquáticos e de aventura, além de atividades ligadas ao lazer, cultura e história.

Dentre as áreas de destaque, estão o Monumento Natural do Rio São Francisco, com ênfase nos cânions; os Museus do Cangaço em Piranhas (AL), Serra Talhada (PE) e Mossoró (RN), que se somam aos atrativos do Cangaço Eco Parque, em Poço Redondo, do Museu de Arqueologia de Xingó, onde são exibidas peças da pré-história do Baixo São Francisco, e do Monumento Natural Grota do Angico, esses últimos em Sergipe.

O projeto se insere no desenvolvimento de um plano para o ecoturismo em jardins botânicos, envolvendo órgãos e instituições que tratam de temas correlatos, como a educação ambiental, a conservação da biodiversidade e a gestão de áreas protegidas.

A ideia é aproveitar o potencial instalado do conjunto dos jardins botânicos brasileiros. Desse modo, serão propostos diversos jardins botânicos na Caatinga, valorizando o patrimônio ambiental, cultural e histórico do bioma.

Além de atrair turistas do Brasil e do exterior, o fomento de ações para o ecoturismo contribuirá, fortemente, para difundir e valorizar o bioma Caatinga e seu importante papel para o desenvolvimento sustentável da região.

Fonte: MMA

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Foto Histórica: Jackson do Pandeiro, Adelzon Alves e Luiz Gonzaga

Esta foto é clássica na história da música brasileira. Jackson do Pandeiro, Adelzon Alves e o Luis Gonzaga. Não se sabe a data.

Adelzon Alves é radialista. Adelzon Alves aos 74 anos é  sinônimo de Rádio na Madrugada. Ele continua a apresentar seu programa, agora na Rádio Nacional. 

Nascido em Cornelio Procopio (Paraná) iniciou aos 19 anos seu primeiro trabalho como radialista na rádio de Cornélio Procópio, já com a intenção de prestigiar a cultura brasileira.

Em 1962, deixou sua cidade natal indo para Curitiba. Lá, trabalhou na Rádio Guairacá e na Rádio Cruzeiro do Sul, onde conviveu com Euclides Cardoso, outro radialista experiente que também o influenciou na definição da sua visão de trabalho em rádio, pautado na valorização da música brasileira.

Em 1964, foi para o Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar na Rádio Globo como locutor noticiarista em programas como "O seu redator chefe" e "O Globo no ar" e como locutor comercial no programa de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, no qual prevalecia a música da Jovem Guarda.

Nesse período, ficava atento ao que acontecia fora do programa do Chacrinha, especialmente nos movimentos musicais que surgiam, como o Teatro Jovem, o CPC da UNE, o Beco das Garrafas e o Grupo Opinião, no qual se destacaram Nara Leão, Zé Keti e Eliseth Cardoso, entre outros, além da Bossa Nova, que cada vez mais ganhava espaço. De todos esses movimentos, sua atenção se deteve no movimento do samba, que acontecia fora do circuito universitário e da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, como o Zicartola.

Em 1966, começou a ter seu próprio programa, "Amigo da madrugada", na Rádio Globo, de meia-noite às 4 da manhã. Passou a contactar com artistas do morro como Cartola, Candeia, Nelson Cavaquinho, Zagaia, Silas de Oliveira, Dona Ivone Lara, Geraldo Babão, Djalma Sabiá e demais compositores de samba, como Paulinho da Viola e Martinho da Vila. No mesmo período, começou um trabalho pioneiro de abrir espaço do rádio aos compositores do morro, só precedido pelo radialista Salvador Batista, na Rádio Tupi.

Em seu programa "Amigos da madrugada", iniciou um movimento de valorização do compositor do morro. Com aguda sensibilidade para intuir sucessos certeiros no gosto popular, foi responsável pela divulgação de clássicos da música popular dos anos 70, como "Foi um rio que passou em minha vida", de Paulinho da Viola, e "O pequeno burguês", de Martinho da Vila. Os dois compositores foram aconselhados pelo radialista a trabalharem a divulgação das referidas faixas de seus discos lançados naquela ocasião.

O grande sucesso obtido por essas composições marcou seu programa, na fase inicial de seu trabalho como radialista. Em função desses dois sucessos, foi convidado para ser produtor de disco da cantora Clara Nunes, obtendo grande sucesso.

Lançou João Nogueira, Roberto Ribeiro, depois Dona Ivone Lara e Wilson Moreira da Portela. Também dirigiu o trio "Os Tincoans", que gravou "Cantos Afros" autênticos, em Yorubá arcaico.

Como radialista, fez um programa com Jackson do Pandeiro no início dos anos 70, provocando um reaquecimento da música nordestina na época. Jackson do Pandeiro permaneceu durante oito anos no programa. Em um destes programa participou Luiz Gonzaga.

Em 1982, passou também a apresentar o programa "Fole e viola", na Rádio MEC, que tem como objetivo divulgar a música regional autêntica das várias regiões brasileiras, do Rio de Janeiro ao Amazonas, recebendo artistas dessas regiões. 

Apresenta também, na Rádio MEC, o programa "MPB de Raiz", dando espaço aos compositores de samba autêntico e valorizando o compositor brasileiro ligado às raízes culturais nacionais. O programa "Amigo da madrugada" permaneceu na Rádio Globo até 1990.

Autodidata em sua formação de jornalismo e radialismo, destaca-se por seu trabalho sempre voltado para a música popular brasileira, defendendo a preservação do espaço comercial e de execução da música para o músico brasileiro, de preferência aqueles voltados para as raízes nacionais. Tem dedicado todo seu trabalho de radialista e produtor de discos à defesa da conscientização de nossa cultura e do espaço de execução da autêntica música brasileira.

Em 2000, recebeu homenagem da Câmara dos Vereadores) do Rio de Janeiro, que fez sessão solene para lhe entregar o título de Cidadão Carioca, aprovado por unanimidade pela casa.

Em 2005, seu programa na Rádio MEC, de inquestionável popularidade, de consagrada qualidade e caráter visionário, aglomera artistas populares já renomados ao lado de expoentes mais novos que têm oportunidade de ver seu trabalho avaliado pelo experiente radialista.

"Com a morte de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, entre outros, houve um vazio na música nordestina, e então uns 'picaretas' começaram com 'música de safadeza'. São uns imbecis e mentirosos, culturalmente falando, que cantam música nordestina de teclado com chapéu de vaqueiro, e reagindo a isso surgiram compositores e cantores que passaram a fazer música nordestina na linha do Gonzaga, como Maciel Mello, Petrúcio Amorim e muitos outros", avalia Adelzon.
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Exu: Agricultor transforma área degradada em reserva ecológica com mais de 500 espécies de plantas

Uma reserva agroecológica com mais de 500 espécies de plantas chama atenção de pesquisadores e de agricultores em Exu, no Sertão de Pernambuco. Esta é uma iniciativa de Vilmar Luiz Lermen, um agricultor agroflorestal paranaense que, com muito esforço, transformou dez hectares cinzas, em uma área verde.

A serra dos Paus Dóias fica há quase 900 metros de altitude. Antes de Vilmar chegar ao local com a família, a área estava totalmente degradada. Muitos não acreditaram, que em meio à caatinga, pudesse surgir um oásis totalmente agroecológico.

"Com muita experimentação, com muita observação, e conversa com as pessoas. Você vai passando nos lugares, vai conversando como é que as pessoas fazem para conviver, para sobreviver, que planta é essa, como ela se dá, e a partir disso vai testando, vai experimentando para ver se aquela informação de fato é válida para esse ambiente onde nós estamos", explica Vilmar.

Em toda a reserva, já são mais de 500 espécies de plantas, das nativas, como a Palma e o Mandacaru, até as mais exóticas, como a Gliricídia: uma leguminosa, encontrada normalmente nos países da América Central.

O agricultor tem mostrado que a convivência com o semiárido é a prova de que se plantando, tudo dá. " Vale aquela primeira frase do Pero Vaz de Caminha quando chegou aqui no Brasil em 1500, né? É possível, sim", garante Vilmar, destacando poder da sustentabilidade.

"A gente precisa aprender a captar a energia do sol, através do processo de fotossíntese, né? Acumular carbono, acumular todos os nutrientes, fazer a ciclagem, acumular água para que a gente possa usar no período de estiagem. As sementes, guardar os alimentos, guardar forragem para os animais, fazer essa socialização, essa partilha, em que não só se alimentamos nós, os seres humanos, mas os animais, as plantas, os microrganismos que fazem a caatinga ser o sistema altamente resiliente e que hoje tenha o potencial de medicamentos, alimentar, muito grande e que ainda é muito pouco pesquisado”.

Além de ser um ponto turístico, a reserva também é um local de estudos e pesquisas para universidades de todo o Brasil. A Universidade Federal Rural de Pernambuco é uma delas. Eles estão na reserva fazendo análises do sistema de águas cinzas da reserva.

"Muito importante essa ligação da universidade com os movimentos sociais, as ONGs que trabalham com a questão do ambiente e da produção agrícola para pequenos agricultores, é muito importante. E nesse momento a gente interage com isso, trazendo o saber da academia, para encontrar o saber dos pequenos agricultores, a forma como eles trabalham, dentro das dificuldades que têm como pequenos agricultores em regiões semiáridas, como é a nossa".

Os agricultores cada vez mais estão percebendo a importância desse sistema ecologicamente correto. No ano passado, foram mais de três mil visitantes, que se encantam e aprendem as lições de cultivos conscientes adequados à convivência com o semiárido passadas por Vilmar.

"Eu acredito que é a mudança que está realmente precisando a natureza, que é o que está realmente precisando. A gente vê que a natureza está sufocada”, diz o agricultor Antônio Cavalcante.

De semente em semente, o sonho de Vilmar se transformou em realidade, para o futuro, o que ele espera é que todo o Sertão possa viver tempos novos e verdes, como a esperança.

"Que nós possamos ter muito trabalho à frente, que possamos contribuir com esse local, com essa comunidade, com esse município, com essa região, mas que também possamos servir de algum modo de referência, dentro daqueles potenciais que foram nesses últimos 13 anos experimentados, construídos, sistematizado, catalogado, e que dão resultados positivos possam chegar a milhares de famílias, lugares, municípios e cidades que convivem com esse semiárido brasileiro”, finalizou Vilmar.

Fonte: TV Grande Rio
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Mega acumula e prêmio vai a R$ 125 milhões; confira os números

Ninguém acertou os seis números da Mega-Sena, sorteada na noite deste sábado (27). Deste modo, a expectativa é de que o prêmio principal chegue a R$ 125 milhões na próxima quinta-feira (2). Os números sorteados foram: 16 - 18 - 31 - 39 - 42 - 44. 

Conforme a Caixa, a quina paga cerca de R$ 30 mil. Quem fez a quadra, vai receber o valor de R$ 806. 
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Evento beneficente com churrasco e atrações musicais vai ajudar entidades de Juazeiro - BA

Um delicioso churrasco ao som do Trio Granah e da banda Doctor Blues vai movimentar o rancho Brilho do Sol em Juazeiro – BA no próximo dia 5 de maio (domingo). É a 5ª edição do Costelão, o já tradicional evento beneficente realizado pela Loja Maçônica Areópago do Grande Vale, que começa a partir do meio dia.

 Os ingressos já estão disponíveis no frigorifico São Rafael ou com integrantes da Loja e vão custar R$ 180,00 (casadinha) e R$ 100,00 (individual) com direito a Open Bar (cerveja, água e refrigerante) e Open Food (costela, arroz, feijão, farofa e salada).

De acordo com o coordenador do evento, Valmir Alves, a exemplo do que aconteceu nos anos anteriores, parte da renda obtida com o evento será revertida para obras sociais junto às entidades filantrópicas de Juazeiro, a exemplo do Lar Maria de Nazaré, Grupo União das Mulheres de Juazeiro do Bairro Palmares, Lar São Vicente de Paulo e o Restaurante da Solidariedade de Juazeiro, que distribui alimentação diária e sopa para moradores de rua.

Valmir Alves destacou ainda o prato principal do evento e a participação de várias entidades regionais para a concretização da iniciativa. “A Maçonaria tem como princípio básico a solidariedade e fazer o bem em seu sentido mais amplo. E isso está sendo possível graças a sensibilidade e o altruísmo de empresas como a Skala, Pernalonga e Agrovale. Vamos ajudar ao próximo degustando um dos pratos mais sensacionais da culinária brasileira, ‘Costela Bovina Assada no Fogo de Chão’, enfatizou.

Fonte: Class Comunicação e Marketing
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Brasil é governado por um bando de maluco, diz Lula em entrevista na prisão

É o Lula de sempre. Ele está igual. Quem esperava vê-lo envelhecido ou derrotado, se frustra. Ele tem fúria. E obsessão para provar sua inocência. “Não tem problema que eu fique aqui para o resto da vida. Quem não dorme bem é o Moro, Dallagnol e o juiz do TRF-4 [que confirmou sua condenação em segunda instância].” 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (26/4), que o Brasil está sendo comandado por um "bando de malucos". 

A declaração foi dada em entrevista aos jornais Folha de São Paulo e El País. O petista, que está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde 7 de abril do ano passado, teve o direito de falar a jornalistas concedido após uma longa discussão no judiciário. Nessa quinta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski deu parecer a favor de Lula, permitindo que ele selecionasse os veículos de comunicação pelos quais gostaria de ser entrevistado.

Durante duas horas e dez minutos, os jornalistas e Lula conversaram sobre o atual governo, sobre a morte do neto Arthur, e sobre a possibilidade de nunca sair da prisão. Sobre este último tópico, Lula respondeu que não via problema em morrer sem o direito à liberdade. "Eu tenho certeza que durmo todo dia com a minha consciência tranquila. E tenho certeza de que Dallagnol não dorme, que o (ministro da Justiça) Moro não dorme", disse. 

Lula também ironizou o episódio em que Sérgio Moro pronunciou a palavra "cônjuge" de forma errada. "Sempre riram de mim quando eu falava 'menas'. Agora, o Moro falar 'conje' é uma vergonha", brincou. 

O petista também fez várias críticas ao presidente da República, Jair Bolsonaro. Ele avaliou que, sem um partido sólido, o atual mandatário brasileiro não "perdura". Além disso, Lula convidou a elite do país a fazer uma reflexão. "Vamos fazer uma autocrítica geral nesse país. O que não pode é esse país estar governado por esse bando de maluco que governa o país. O país não merece isso e sobretudo o povo não merece isso", afirmou. 

Quanto aos militares, Lula disse que gostaria de entender o porquê do ódio ao PT, uma vez que o governo de Lula teria recuperado o poder das forças armadas. "Quero conversar com os militares", disse. Contudo, o petista agradeceu ao vice-presidente, Hamilton Mourão, por ter prestado solidariedade à morte do neto e defender a ida do ex-presidente ao funeral, ao contrário do filho de Eduardo, deputado estadual filho de Bolsonaro, que acusou Lula de estar se aproveitando do momento para fazer de vítima.

O ex-presidente chorou ao tocar no assunto da morte de Arthur, aos 7 anos de idade. "Eu já vivi 73 anos. Poderia morrer e deixar meu neto viver".  

Lula falou sobre a necessidade de diálogo entre os partidos da esquerda e lembrou do episódio em que senador Cid Gomes (PSB-CE), irmão de Ciro Gomes (PDT), havia dito a frase "O Lula tá preso, babaca!". Quanto à política externa, o ex-presidente disse que, hoje, o país tem "o mais baixo nível de política externa que já vi na vida". Ele também criticou a atuação do chanceler Ernesto Araújo, que hoje comanda o Itamaraty.

Fonte: Correio Braziliense

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