Paraíba se torna uma dos maiores produtoras de cachaça do país

A cachaça é genuinamente brasileira e a Paraíba é um dos principais produtores da bebida no mundo. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), são dois mil estabelecimentos registrados em todo o país, e segundo o Instituto Brasileiro de Cachaça (Ibrac), é produzido cerca de um bilhão de litros de cachaça anualmente em todo o território nacional, desses, 12 milhões é na Paraíba.

Uma combinação que agrega fatores climáticos, topográficos e técnicos fazem com que a cachaça paraibana tenha um diferencial em relação às demais produzidas no país. Para ser chamada de cachaça, a bebida precisa ser feita em solo brasileiro, com teor alcoólico entre 38% e 48%, tendo a cana-de-açúcar como matéria-prima.

Atividade tradicional, a fabricação da cachaça vem se refinando através do tempo. A busca crescente de qualidade desafia todas as etapas do processo de produção, desde o plantio da cana ao envasamento do produto. O que ninguém imaginava é que essa bebida seria valorizada nos veículos de comunicação onde o engenheiro mecânico Maurício Carneiro discorre uma boa dose de conhecimento e amor pelo destilado.

Entre a comercialização, processos industriais, curiosidades, características, forma de degustação e tipos de cachaça, Maurício aborda o assunto na sua coluna Confraria do Copo, todas as sextas-feiras, às 9h30, na Rádio CBN Paraíba. 

Maranhense radicado em João Pessoa desde a década de 1980, Maurício Carneiro atua com gestão da qualidade e de projetos, sistemas e métodos, área em que se especializou.

O amor pela cachaça foi no primeiro gole. A partir daí, ele sempre procurou saber mais sobre a bebida, tornando-se referência entre os amigos pelo conhecimento que adquiriu sobre a aguardente. 

“A cachaça sempre foi algo que me despertou o interesse, seja pela diversidade de sabores, advindos da grande variedade de madeiras em que pode ser envelhecida, etapas e processos de feitura, seja pela cultura e história que envolvem a bebida. Ainda existe muito o que conhecer e fazer deste que é um símbolo da brasilidade e que traz consigo refinamentos e nuances tão complexas quanto qualquer destilado do mundo”.
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VII Simpósio de Plantas Medicinais do Vale do São Francisco acontecerá de 04 a 07 de setembro

O VII Simpósio de Plantas Medicinais do Vale do São Francisco (Plamevasf) terá sua sexta edição realizada de 04 a 07 de setembro, na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

 O evento é aberto à participação de pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, além de toda comunidade usuária de plantas medicinais e de medicamentos fitoterápicos. As inscrições já estão abertas e poderão ser realizadas até o primeiro dia do simpósio.

O VIi Plamevasf acontecerá no Complexo Multieventos, Campus Juazeiro (BA), da Univasf. A expectativa dos organizadores é contribuir para o amadurecimento científico dos estudantes, além de divulgar e discutir os projetos de pesquisa desenvolvidos pelas instituições. 

O evento é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais do Semiárido (PGRNSA) da Univasf, por meio do Núcleo de Estudos e Pesquisas de Plantas Medicinais (Neplame), em parceria com a Sociedade Brasileira de Farmacognosia (SBFgnosia).

Informações: www.plamevasf.univasf.edu.br e fone 87 21016795


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Imprensa é alvo de Bolsonaro nas redes sociais a cada 3 dias

Em pouco mais de dois meses de governo, o presidente Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter para publicar ou compartilhar mensagens nas quais critica, questiona ou ironiza o trabalho da imprensa brasileira. 

Foram 29 publicações desde a posse até esta segunda-feira (11), uma média de uma vez a cada quase três dias na rede social que o presidente tem utilizado como principal meio de comunicação com a população.

Quase metade das críticas e acusações contra a imprensa que aparecem na conta de Bolsonaro é feita por meio de retuíte de aliados e familiares, como dos filhos Carlos e Eduardo e as páginas que costumam reunir simpatizantes do presidente.

Foi o caso do site Terça Livre, no domingo (10), publicou texto que falsamente atribui à repórter do Estadão Constança Rezende a declaração “a intenção é arruinar Flávio Bolsonaro e o governo”, ao tratar da cobertura jornalística das movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador e filho mais velho do presidente.

Na noite de domingo, o próprio Bolsonaro escreveu no Twitter: “Constança Rezende, do “O Estado de SP” diz querer arruinar a vida de Flávio Bolsonaro e buscar o Impeachment do Presidente Jair Bolsonaro. Ela é filha de Chico Otavio, profissional do “O Globo”. Querem derrubar o Governo, com chantagens, desinformações e vazamentos”.

A gravação do diálogo, porém, mostra que Constança em nenhum momento fala em “intenção” de arruinar o governo ou o presidente. A conversa, em inglês, tem frases truncadas e com pausas. Só trechos selecionados foram divulgados.

O texto publicado no Terça Livre tem como origem uma postagem no site francês Mediapart, que disse nesta segunda-feira que as informações que serviram de base para o tuíte de Jair Bolsonaro “são falsas”. O texto original é assinado por Jawad Rhalib, que se apresenta como “autor, cineasta, documentarista e jornalista profissional”. A publicação no site brasileiro é assinada por Fernanda Salles Andrade, que ocupa cargo no gabinete do deputado estadual Bruno Engler (PSL), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O caso envolvendo a repórter do Estado ganhou repercussão internacional e enfática reação de entidades que representam empresas de comunicação, jornalistas profissionais e a liberdade de expressão.

Na segunda, a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) emitiram nota conjunta em que lamentam o ataque do presidente ao jornal e à repórter Constança Rezende.

As entidades afirmaram que os ataques à repórter têm o objetivo de desqualificar o trabalho jornalístico. “Abert, Aner e ANJ assinalam que a tentativa de produzir na imprensa a imagem de inimiga ignora o papel do jornalismo independente de acompanhar e fiscalizar os atos das autoridades públicas”, diz a nota.

Para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o episódio mostra por parte do presidente o “descompromisso com a veracidade dos fatos” e se caracteriza como “o uso de sua posição de poder para tentar intimidar veículos de mídia e jornalistas”.

Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga afirmou que o ataque é um atentado à liberdade de imprensa. “O presidente e seus seguidores tentam intimidar os profissionais jornalistas por meio de agressões verbais e ameaças”, declarou.

Procurados nesta segunda, integrantes do governo Bolsonaro não quiseram comentar o caso.

Ao eleger a imprensa e veículos de comunicação como alvo, o presidente costuma fazer comentários em tom irônico e acusações de fake news. Em quatro postagens, consideradas em levantamento anterior da reportagem, Bolsonaro também divulgou entrevistas que concedeu à TV Record e a um canal italiano, e um discurso seu em que fala sobre liberdade de imprensa.

Fonte: Estadão
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A obra de Marcus Accioly está viva e eterna, diz o escritor Raimundo Carrero

Devo este artigo faz tempo. Não exatamente por causa do lançamento, em que se reviveu a força, a fidalguia e os amores do autor, no auditório da Academia Pernambucana de Letras, mas por causa da amizade de vida inteira, nas viagens ao Sertão a São Paulo, Rio de Janeiro e Paraíba, sempre revestidas de sucesso, conquistas e boas farras neste mundo de meu Deus, a celebrar o bom uísque e a festiva cerveja, com macarronadas e saborosos filés ao molho madeira .

Por tudo isso e mais isso o livro não poderia ser outro senão Don Juan – Don Giovanni, que é, a seu modo, uma espécie de autobiografia sentimental-amorosa deste que foi um poeta sempre encantado pelas mulheres e conquistado por elas, embora sempre leal e correto, ainda quando guardando os princípios sociais da conquista.

Na quarta capa do volume, a Cepe Editora , magnífica no lançamento de grandes obras de autores pernambucano, destaca que “este livro de Marcus Accioly foi escrito à exaustão pelo poeta, que já o imaginara como sua última obra. Nele, percebe-se a grandeza épica e trágica – a par com o burlesco – de grande beleza verbal, característica marcante de sua poesia, que recorre com frequência os mitos.”

“Aqui resgata a figura de Don Juan, cujos jogos de erotismo e sedução em embates com mulheres e com o diabo, revelam as inconsistências da condição humana, a recusa e a atração da morte”, completa a nota que poderia acrescentar ter sido esta uma das constantes da vida do escritor de Nazaré, muitas vezes retirado humildemente na casa de Itamaracá.

Destaque-se, ainda, o mito de que Marcus Accioly não bebia. Sim, bebia à larga nas conquistas e aventuras, nas noitadas com amigos, mantendo-se abstêmio nas ocasiões que lhe favorecia. Lembro-me das noitadas em Arcoverde, no Portal do Sertão, onde vencíamos as horas ao som de violões e de cantares, sempre com uma mão feminina pelos escaninhos do corpo e do desejo.

Saúdo com alegria e festa a publicação deste livro póstumo. A Cepe realiza assim a construção de uma brilhante biblioteca de autores pernambucanos, tornados imprescindíveis para a literatura brasileira, num momento em que se anuncia tanto a falência do livro. Além disso, a obra de Marcus está viva e eterna. Enfim, ad eternum.

Raimundo Carrero-escritor
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Zé Dantas: o amor que sobreviveu à morte

* 27/2/1921 - Carnaíba de Flores (PE) 
+ 11/3/1962 - Rio de Janeiro (RJ)
José Dantas de Souza Filho, carismático, elegante, brincalhão, Zé Dantas, como o chamavam, era filho de seu Zeca Dantas, um abastado comerciante e fazendeiro de Flores de Carnaíba (da qual foi prefeito duas vezes). 

Zé Dantas também gostava de festas, de música, já compunha algumas, baseadas no folclore e histórias de sua região, ou da sua própria imaginação. Mais tarde, ele faria várias canções para Yolanda, a primeira das quais, Fulô ingrata, composta em 1949, permanecia inédita até ser cedida por ela, no mês passado, ao violonista Cláudio Almeida, que a incluiu no CD Noites brasileiras – A música de Zé Dantas, Dominguinhos é quem canta “Fulô ingrata” no CD do violonista. 

Até o casamento, em 1954, foram quatro anos e meio entre namoro e noivado: “Ele terminou medicina e foi fazer residência no Hospital dos Servidores, no Rio. Durante este tempo trocamos muitas cartas, várias vinham com letras de músicas. Sabiá foi uma das que ele fez para mim”. “Na folha de papel na qual Zé Dantas (que se assinava Zédantas) datilografou a letra, lê-se o oferecimento: ‘Para minha querida Yolanda, por quem pergunto todo dia ao sabiá’”.

Zé Dantas faleceu precocemente aos 41 anos, em 1962, no dia 11 de março, de insuficiência renal.

“Tomava cortisona importada. Ele se sentiu mal, depois de cantar O parto de Sá Juvita, na fazenda Califórnia, em Miguel Pereira, no interior do Rio”, relembra dona Yolanda.

Embora curta, a carreira artística de Zé Dantas (que chegou a participar de programas na Rádio Jornal do Commercio, quando ainda estudava no Recife) é das mais consistentes entre os compositores pernambucanos. 

Mais do que isso. Em quantidade de composições, ela perde para autores de vida mais longeva, como Capiba, Nelson Ferreira ou o próprio Alceu Valença. No entanto em clássicos deixados para MPB, é imbatível. 

Com o cearense Humberto Teixeira formou os dois pilares no qual se sustentou a obra de Luiz Gonzaga nos anos 50, sua fase de maior sucesso popular (e fundamentou o que seria chamado de forró). 

São de Zé Dantas, entre outras, Xote das meninas, Algodão, Riacho do Navio, Vem morena, Siri jogando bola, Noites brasileiras, Forró de Mané Vito, Paulo Afonso, Vozes da seca, Cintura fina, Acauã, A volta da asa branca.

Gonzaga e Dantas conheceram-se no final da década de 40, quando ele era ainda acadêmico de medicina (especializou-se em obstetrícia). 

O desinibido estudante foi ao hotel onde Gonzaga (já um ídolo nacional) estava hospedado e mostrou-lhe algumas de suas composições. 

“Quando conheceu Luiz Gonzaga, Zé já havia composto muita coisa. A primeira que Luiz Gonzaga gravou foi Vem morena, que tinha outro título, No resfolego da sanfona. Zé cedia as parcerias, no começo, nem queria que Luiz Gonzaga colocasse o nome dele, com medo do pai saber e cortar a mesada. 

Quando era estudante, Zé vivia muito bem como rapaz rico, elegante”, revela dona Yolanda. Luiz Gonzaga, a contragosto de Zé Dantas, colocou o nome do “parceiro” nos discos. No início o nome do cantor vinha na frente para chamar menos atenção. A sólida obra de Zé Dantas é formada por cerca de 80 músicas, umas poucas ainda inéditas.

Embora tenha sido Luiz Gonzaga seu maior intérprete, ele foi gravado por muitos nomes famosos do rádio (e, aí, a parceria com Gonzaga está fora da maioria). Carlos Galhardo, por exemplo, gravou Ai, ai, meu bem, os Quatro Ases e um Coringa lançaram O machucado, Ivon Cury fez sucesso com Farinhada, e Marinês com Corina. 

Dona Yolanda conserva todos estes discos e sabe da história por trás de cada música do marido. “Imbalança ele fez quando a gente passava uns dias em Brejo da Madre de Deus. Zé vinha sempre à cidade dele, ia para a fazenda do pai, reunia o pessoal para ouvir histórias, poesias e voltava sempre com material para novas músicas. Xote da meninas se chamava Mandacaru e Cintura fina era Cintura de pilão”.

Dele ela conserva também poemas (um bem longo sobre o cangaço), um argumento cinematográfico, cartas de amigos, como uma do jornalista e poeta Rogaciano Leite pedindo que ele lhe mande textos. Quando é indagada se nestes anos todos ela não perdeu alguma peça importante do marido, ela responde incisiva: “Não. A única coisa que perdi foi ele”.

Dona Yolanda faleceu em janeiro de 2017.

Fonte: José Teles/ teles@jc.com.br

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Huberto Cabral, radialista recebe o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Regional do Cariri

O reconhecimento a uma das personalidades históricas do Crato e do Cariri ocorreu na última sexta-feira, 8, com a entrega do Título de Doutor Honoris Causa ao jornalista e cerimonialista, Huberto Cabral, considerado uma ‘enciclopédia viva’ da história regional. Aprovado por unanimidade pelo Conselho Superior da Universidade Regional do Cariri (URCA), a outorga ocorreu em solenidade presidida pelo Reitor da Instituição, José Patrício Pereira Melo.

Durante a cerimônia, Huberto Cabral também recebeu a Comenda Bárbara de Alencar, a maior do Município do Crato, entregue pelo prefeito do Município, José Airton Brasil, além dos diplomas da Câmara Municipal do Crato, Mérito Legislativo e Jornalista João Brígido dos Santos, e a Comenda Irineu Pinheiro, do Instituto Cultural do Cariri – ICC. 

A solenidade contou com a presença de autoridades como o vice-reitor da URCA, Francisco do Ó Lima Júnior, Bispo Diocesano, dom Gilberto Pastana, além do prefeito de Juazeiro do Norte, Arnon Bezerra, familiares, amigos e intelectuais da região, jornalistas e convidados.

O título foi sugerido pelo artista, cantor e escritor Luiz Carlos Salatiel, com reunião do Consuni presidida pelo vice-reitor da URCA. A apresentação do outorgado foi realizada pelo proponente, professor da URCA e historiador, Carlos Rafael.

A abertura e condução da solenidade foi realizada pelo jornalista Antônio Vicelmo, colega de rádio de Cabral, que destacou um pouco da trajetória do comunicador, além historiador e cronista. “O seu trabalho constituiu o resgate das efemérides históricas, políticas e educacionais do Crato e do Cariri”, afirmou.

Huberto Cabral foi lembrado em suas funções, quando esteve à frente da assessoria de comunicação da URCA, prefeitura do Crato e Diocese, entre outras atividades desenvolvidas em grande parte de forma voluntária, sem remuneração, em prol do fortalecimento e divulgação das instituições e do Cariri.

As saudações ao agraciado foram realizadas pelo médico e escritor, José Flávio Vieira, integrante do Instituto Cultural do Cariri. Ele destacou a importância da preservação da história pela universidade, ao citar o relevante trabalho desenvolvido por Huberto Cabral, concedendo o título de doutor a uma das mentes mais privilegiadas nascidas ao sopé da Chapada do Araripe.

Ele pontuou que Cabral foi figura presente nos grandes acontecimentos do Crato, nos últimos 60 anos. “A URCA hoje não reverencia apenas o mais importante repórter de nossa história, o mais importante memorialista, uma testemunha viva da história dos últimos 60 anos, mas oficializou-se um grau de doutor, que já lhe tinha sido outorgado pelos intelectuais e pela população mais humilde deste vale”, disse ele.

O escritor José Flávio utilizou-se do humor refinado em seu discurso, ao destacar, no auge dos 82 anos de vida do homenageado, que o Geopark Araripe acabou de descobrir o fóssil raro de pterossauro, o Humbertossauro Cabralis, destacando a relevância do novo doutor da universidade.

O proponente do título, professor Carlos Rafael, estimulado pela solicitação do artista Luiz Carlos Salatiel, destacou na trajetória profissional, importantes momentos da história do Cariri vivenciados por Huberto Cabral, incluindo a sua relevância para a comunicação do Crato e da região do Cariri, presente na instalação dos meios de comunicação da região, incluindo a primeira rádio dos Diários Associados inaugurada no interior do Estado, a Rádio Araripe do Crato, com a presença do magnata da comunicação brasileira, o paraibano Assis Chateaubriand, dono de um dos maiores conglomerados de veículos de comunicação da história do Brasil.

Ela ainda salientou que o título, ao lado de outras honraras recebidas por Cabral, refletem o brilhantismo de sua história, devotado à causa pública e ao progresso cultural e intelectual de nossa região.

O Reitor Patrício Melo, ao conceder o título de Doutor Honoris Causa em Ciências Humanas a Huberto Cabral, relatou a aprovação por unanimidade em 21 de novembro de 2018, em reconhecimento aos seus importantes serviços prestados à comunidade caririense, ao Estado do Ceará e à URCA, nas áreas da história, comunicação e cidadania.

Ao destacar a surpresa de saber do título e a emoção de estar na solenidade de entrega da honraria, o outorgado agradeceu a proposição do Departamento de História. “Ao tomar conhecimento da honraria, fiquei pensando a razão e a causa desta honra”, disse ele.

O novo doutor da universidade destacou que em toda a sua vida, nunca tinha visto uma formatura tão rápida. “Entrei nesse salão de atos com muita pompa, portando apenas o meu diploma de formado na faculdade de ciências ocultas e letras apagadas da universidade da vida, e vou sair como Doutor Honoris Causa, sem vestibular. Figurando, ainda, na galeria de honra das mais importantes personalidades já agraciadas com a honrosa comenda, considerando assim a maior desta universidade”, afirmou.
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Monitoramento da qualidade de água ao longo do Rio Paraopeba, Afluente do Rio São Francisco será ampliado

O Governo de Minas ampliou o monitoramento da qualidade da água ao longo do Rio Paraopeba. A informação foi divulgada pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), que informou que o controle vai ser feito em áreas mais próximas ao Rio São Francisco. 

Além dos 11 pontos já em operação, mais quatro estações de amostragem foram instaladas. O trabalho esta sendo feito desde o dia seguinte ao desastre na Mina Córrego de Feijão, em 25 de janeiro.

Somados com os quatro novos pontos, já chegam a 24 os locais de monitoramento ao longo do Paraopeba, que continua com a utilização de água bruta proibida no trecho à montante até a cidade de Pompéu, na região Central de Minas. 

De acordo com o instituto, três das novas estações de amostragem foram instaladas dentro do reservatório da Usina Hidrelétrica (UTE) de Três Marias, assim localizadas: em Felixlândia, Abaeté e Três Marias. 

A princípio, a frequência de amostragem foi definida como semanal, na localizada no remanso do reservatório, próximo a Felixlândia, e mensal nas duas últimas estações de amostragem. O quarto ponto está situado antes da UHE Retiro Baixo, no remanso da Usina.

“Existe a possibilidade de que parte do material que estava depositado na Barragem 1 possa alcançar o reservatório de Três Marias, sobretudo as partículas mais finas do rejeito. Entretanto não é possível afirmar se irá chegar e quando isso vai ocorrer. Tudo vai depender da dinâmica de transporte de sedimentos do rio, que varia de acordo com a quantidade e intensidade de chuva, tempo de detenção do reservatório de Retiro Baixo e da granulometria do rejeito”, afirmou, por meio do site do Igam, o diretor de Operações e Eventos Críticos do Igam, Heitor Soares Moreira.Continua depois da publicidade

A coleta e a análise da qualidade da água e de sedimentos no Rio Paraopeba estão sendo feitas pelo Igam desde o dia seguinte ao desastre na Mina Córrego de Feijão. O trabalho tem o objetivo de avaliar o grau de interferência dos rejeitos nos recursos hídricos afetados.

Entre os parâmetros de qualidade da água avaliados pelo Igam diariamente estão a condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, pH, temperatura, turbidez, sólidos totais, sólidos dissolvidos totais, sólidos em suspensão totais, bem como os metais: alumínio dissolvido, ferro dissolvido e manganês total. Também foram analisados os seguintes contaminantes: arsênio total, cádmio total, chumbo total, cobre dissolvido, cromo total, mercúrio total, níquel total, zinco total e selênio total. 

A ação do Igam tem a parceria da Companhia de Saneamento do Estado de Minas Gerais (Copasa), Agência Nacional de Águas (ANA) e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). 
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