PRF INICIA CAMPANHA MAIO AMARELO

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) lançou, nesta terça-feira (5), a edição 2026 do Maio Amarelo, campanha nacional de conscientização para a segurança no trânsito.

Com o tema No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas, a iniciativa busca mobilizar motoristas e pedestres para reduzir acidentes, mortes e feridos nas rodovias do país.

O foco é reforçar a responsabilidade compartilhada no trânsito e ampliar a adesão a comportamentos mais seguros.

Dados da PRF mostram que, em 2025, foram registrados 72.483 sinistros de trânsito nas rodovias federais, com 6.044 mortes e 83.483 feridos.

Embora os três indicadores tenham apresentado redução em relação a 2024, os números ainda são considerados elevados. No mesmo período, o total de infrações chegou a 10.277.088, alta de 7,79%, o que evidencia, na avaliação da PRF, a persistência de condutas de risco.


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ESCRITOR E JORNALISTA SAMUEL BRITTO LANÇA LIVRO NESTA SEXTA-FEIRA (8) EM PETROLINA

O escritor e jornalista Samuel Britto lança, nesta sexta-feira (8), às 19h, no Senac Petrolina, o livro “A Impuderada do Sertão – Histórias de mulheres agredidas”. A obra aborda o combate à violência contra a mulher a partir de uma narrativa forte e provocativa.

Segundo romance do autor, o livro conta a trajetória de uma sertaneja preta que se recusa a repetir o ciclo de violência vivido por seus antepassados e decide romper com essa realidade, enfrentando e punindo homens agressores.

“Esse é um tema muito importante, que acabei desenvolvendo a partir do meu dia a dia no jornalismo, ao lidar constantemente com histórias e reportagens de mulheres vítimas de violência”, explica Samuel.

Natural de Arcoverde, o autor também presta uma homenagem ao Sertão por meio de sua escrita, contribuindo para desconstruir preconceitos sobre a região e valorizar suas riquezas culturais.

A obra conta com o apoio do Senac Pernambuco e já foi lançada em Recife, durante o Congresso Internacional de Inovação na Educação, juntamente com o primeiro livro do escritor, “Maria Caminhoneira Sertania e seus Contos Heroicos, Românticos e Sertanejos”. “É uma alegria lançar este trabalho em casa, neste Sertão de tantas riquezas que inspira o meu trabalho”, destaca o autor.

Violência – O combate à violência contra as mulheres, tema que inspirou o jornalista, tem se mostrado cada vez mais urgente. Segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, o país registrou cerca de 1.470 casos de feminicídio em 2025, o maior número desde a tipificação do crime, em 2015, superando os registros de 2024 e projetando um cenário alarmante para 2026. A média indica que quatro mulheres são assassinadas diariamente por motivação de gênero.

Em Pernambuco, apenas nos dois primeiros meses de 2026, foram registrados mais de 8 mil casos envolvendo feminicídios, mortes intencionais e violência doméstica contra a mulher, segundo dados da Secretaria de Defesa Social (SDS).

Atento a esse cenário, o Senac Petrolina tem realizado ações de combate à violência de gênero. Na unidade, foi instalado o Banco Vermelho, símbolo internacional de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher. A partir da iniciativa, os alunos participaram de rodas de conversa e palestras, com a presença de autoridades ligadas ao tema. Além das atividades presenciais, também foram promovidos encontros online, com palestras que reforçam a importância do combate à violência.

Serviço: Lançamento do livro “A Impuderada do Sertão”

Dia 8 de maio, às 19h

Local: Rua Dona Justina Freire de Souza, nº650, na Vila Mocó

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FIOCRUZ QUALIFICA PROFISSIONAIS DA SAÚDE PARA LIDAR COM OS IMPACTOS DOS JOGOS DE APOSTAS

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília, em parceria com o Ministério da Saúde, quer qualificar profissionais da saúde para lidar com os impactos dos jogos de aposta (bets) na população brasileira.

Para isso, a instituição vai ofertar a profissionais de saúde o curso Jogos de Aposta: Cuidado na Rede de Atenção Psicossocial, que está com inscrições abertas até 2 de junho por meio do site da Fiocruz.

Voltada para trabalhadores da Rede de Atenção Psicossocial e da Atenção Primária, a formação será ofertada na modalidade a distância, com carga horária de 45 horas. Serão ofertadas, ao todo, 20 mil vagas para o curso em todo o país.

Em nota, a Fiocruz avalia que as bets têm ampliado presença no Brasil, impulsionadas por plataformas digitais e pela inserção em diferentes setores da cultura.

“O fenômeno, de alcance massivo, tem gerado novos desafios para os serviços de saúde, especialmente diante do aumento de casos que envolvem prejuízos sociais, emocionais e financeiros, atingindo inclusive crianças e adolescentes.”


Estruturado em quatro módulos, o curso aborda desde o contexto histórico e os impactos contemporâneos dos jogos de aposta até estratégias de prevenção, intervenções psicossociais e fortalecimento do trabalho em rede. O conteúdo inclui atividades práticas voltadas à realidade dos serviços de saúde.

Segundo a Fiocruz, a formação tem como foco o desenvolvimento de competências como identificação de comportamentos de risco, construção de projetos terapêuticos singulares, acolhimento de famílias e atuação integrada no território.

Os participantes que concluírem o curso receberão certificado digital gratuito, emitido automaticamente pela plataforma.
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COMEÇA A VALER O PLANO NACIONAL DO LIVRO E DA LEITURA 2026-2030

Começam a valer nesta quarta-feira (29) novas metas de incentivo à leitura em todo o país. Pelos próximos dez anos, o Plano Nacional do Livro e Leitura 2026-2036 pretende ampliar o número de bibliotecas e facilitar o acesso da população a livros.

O documento, publicado no Diário Oficial da União, serve de instrumento para que estados, municípios e sociedade civil conheçam e implantem os novos normativos de gestão cultural aprovados desde 2023, como o Sistema Nacional de Cultura, o Programa Escola em Tempo Integral e o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares.

A base do plano é a compreensão de que a leitura e a escrita são instrumentos indispensáveis ao desenvolvimento das capacidades individuais e coletivas, de acordo com os princípios a seguir:

compreensão do livro como economia, da leitura como cidadania e da literatura como valor simbólico criativo;

valorização da leitura como ato criativo de construção de sentidos;

promoção do direito à literatura;

desenvolvimento da escrita criativa e literária;

garantia de acesso ao livro e a outros materiais de leitura.

Página exclusiva-O Ministério da Cultura lançou no dia 23 deste mês a nova página do Plano Nacional do Livro e Leitura. A navegação foi organizada em áreas temáticas que facilitam o acesso aos conteúdos. Entre os destaques estão as seções Políticas e Programas, Legislação, Guias e Cartilhas.

Após um período de desatualização desde o ciclo anterior (2006–2016), a retomada do Ministério da Cultura, em 2023, recolocou a construção do novo Plano como prioridade. A execução do plano envolve, além do Ministério da Cultura e da Educação, instâncias colegiadas responsáveis por sua governança.


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FLORESTA NACIONAL DO ARARIPE COMPLETA 80 ANOS NESTE SÁBADO 02 DE MAIO

A Floresta Nacional Araripe-Apodi, criada em 2 de maio de 1946, constitui a primeira Unidade de Conservação de sua categoria estabelecida no Brasil, cuja estratégia era conservar os recursos florestais, para manter as nascentes d’água que irrigavam os vales.

A Flona tem sua administração e gestão a cargo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Conhecida como o Oásis do Sertão, a FLONA é uma rica área de conservação ambiental, que abriga nascentes, fauna e flora diversificadas, além de paisagens únicas da Chapada do Araripe. O espaço também desempenha papel fundamental na preservação dos recursos hídricos e na manutenção do equilíbrio climático da região, sendo um dos principais patrimônios naturais do Cariri.

Por isso, celebrar sua existência, com respeito, cuidado e valorização, é um compromisso de todos que fazem parte desta região.

No dia 2 de maio, dia do aniversário da floresta, o Mirante do Caldas promoverá uma programação cultural com a Feira Mirarte, show musical Em-CANTA-mentos: uma Odisséia Musical e Ecológica, com Luiz Carlos Salatiel, Cleivan Paiva, Abidoral Jamacaru, Pachely Jamacaru, Pedro Paulo, Cláudio Mappa e Ney Alencar, às 20h; e a apresentação da Nazirê, às 22h, com o projeto Reggae Love.

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ENCONTRO DEBATE IMPORTÂNCIA DE JORNALISMO DIANTE DE INTELIGENCIA ARTIFICIAL

Os avanços das tecnologias de inteligência artificial (as IAs) e também da desinformação impõem às faculdades de jornalismo a necessidade de potencializar uma formação humana baseada em crítica e ética. Essa é uma das considerações da professora Marluce Zacariotti, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), presidente da Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (Abej). 

Para ela, é indispensável que esses pilares sejam responsáveis para a permanente conquista da confiança social, em dias tão desafiadores. A pesquisadora está em Brasília para o 25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (ENEJor), na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB). As atividades acontecem até 24 de abril.

Não precisa nova disciplina-A pesquisadora entende que a formação e a profissão passam por momentos que pedem reflexão e ações. Não se trata, então, apenas de aperfeiçoamento técnico, de acrescentar uma disciplina de inteligência artificial ou de combate à desinformação na matriz curricular. Para ela, esses temas devem ser trabalhados de forma transversal nas disciplinas do curso. “É preciso olhar para a pedagogia do jornalismo com o objetivo de reafirmar o papel clássico da atividade”, disse à Agência Brasil. 

A formação não deve abrir mão, segundo ela Marluce, de trabalhar a pesquisa jornalística e as metodologias de verificação de dados. Para ela, as tecnologias devem potencializar essas atividades, mas é preciso que seja reforçado o papel humano do fazer jornalístico. Olhar além dos muros da faculdade. Esse seria um papel da extensão universitária. Pensar em públicos e parcerias que vão colaborar com o aprendizado. “O jornalismo é um curso, por natureza, extensionista”. 

No evento em Brasília, ela citou que é fundamental que os cursos de jornalismo estabeleçam parcerias para reafirmar o papel da extensão no processo de ensino e aprendizagem.

As instituições podem ajudar à pedagogia para ajudar a decifrar o “novo universo”, a fim de identificar contextos econômicos e políticos. “É preciso entender que a gente vive nesse novo universo. Fechar as portas para isso é estar distante também dos nossos alunos”.

O viés social seria, então, inerente à formação. Dentro desse olhar humano que se exige do estudante e do jornalista, a formação, segundo entende, não deve vilanizar as tecnologias. Ela defende que os pesquisadores não devem olhar para as novidades de forma apocalíptica. 

“É preciso olhar e entender que são ferramentas que a gente precisa saber usar da melhor maneira possível. É não negar, mas aproveitar o potencial que elas podem ter para nos ajudar”. 

Para ela, há alunos também sem entender como fazer a utilização dessas ferramentas. O diálogo com os alunos é fundamental para a busca de soluções. 

Expor o método-Ela ressalta que é preciso que o jornalista seja formado com consciência cidadã. “É um caminho do qual não podemos abrir mão para o fortalecimento perante a sociedade. É preciso investir em educação midiática, a literacia midiática a fim de explicar para o público sobre o ecossistema mediático. 

Neste cenário, será preciso compreender as diferenças sobre o que fazem os jornalistas e o que realizam os influenciadores. “Muitas vezes, as pessoas não sabem se aquilo é uma informação jornalística produzida por profissionais, com visões, abordagens e contextualização do tema”. 

Sistema midiático-Não obstante, os professores devem levar em consideração que, na escalada da desinformação, o cenário é de completa reconfiguração do ecossistema midiático. Ela explica que os pesquisadores avaliam que as grandes corporações midiáticas são as big techs (gigantes de tecnologia) e não mais os veículos tradicionais. 

“Se antes a gente falava de impérios midiáticos, agora lidamos com forças um pouco mais ocultas porque a gente está lidando com algoritmos”, argumenta. Um sistema midiático em que cada indivíduo é um gerador de dados. Esse sistema midiático, “digitalizado e plataformizado”, requer colocar a crítica e a ética antes da técnica. 

Até por isso, ela diz que a formação em jornalismo deve prever uma preparação para encarar os desafios de forma responsável a fim de fazer o diferencial. “Não reproduzindo, mas produzindo com essas possibilidades tecnológicas”. 

Presença-A pesquisadora também destaca que a formação na profissão deveria priorizar aspectos presenciais. “O jornalismo é uma atividade coletiva, que exige a troca. É sempre muito difícil imaginar como fazer isso totalmente online”.

Da mesma forma, as redações coletivas no campo profissional são mais ricas de discussão do que o trabalho virtual. “Isso afeta, inclusive, o perfil do próprio jornalista”. O jornalista está cada vez mais na redação e menos na rua. Isso também tem relação com as condições precarizadas de trabalho.

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TVE EXIBE O DOCUMENTÁRIO XINGU, CARIRI, CARUARU, CARIOCA NESTA QUINTA-FEIRA (23)

Raízes, ancestralidade, história, música e memória são os elementos centrais da narrativa do documentário "Xingu, Cariri, Caruaru, Carioca". A obra mergulha na busca pelas origens do pife, instrumento musical que marcou a cultura nordestina. O filme será exibido pela TVE nesta quinta-feira (23), às 21h.

O documentário apresenta o músico Carlos Malta em busca das raízes do instrumento, investigando as transformações pelas quais ele passou ao longo do tempo até chegar aos dias atuais. Em sua viagem pela matriz histórica da sonoridade do pife, Malta transita entre as culturas populares e a cultura pop, debruçando-se sobre a influência indígena na musicalidade.

Lançado em 2017, com direção de Beth Formaggini, o documentário tem início na aldeia Kuikuro, onde apresenta os flautistas indígenas do Alto Xingu, no estado de Mato Grosso. Os pontos de parada seguintes são as comunidades do Cariri, no Ceará, e de Caruaru, em Pernambuco, até chegar ao Rio Carioca, no Rio de Janeiro.

"Xingu, Cariri, Caruaru, Carioca" foi premiado como melhor filme no Festival IN-EDIT SP/Barcelona, Festival In-Edit Brasil (8ª edição) e no 10º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões, além de ter sido eleito melhor filme pelo júri popular na mostra competitiva de longas do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe (Curta-SE).

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