Ex-ministros do Meio Ambiente se reúnem e discutem a atual situação de crise do Governo Bolsonaro

Em encontro inédito, os ex-Ministros do Meio Ambiente do Brasil  irão se reunir nesta quarta-feira (8), no Instituto de Estudos Avançados da USP, em São Paulo.

Às 10h, José Carlos Carvalho, Edson Duarte, José Goldemberg, Carlos Minc, Rubens Ricupero, José Sarney Filho, Marina Silva e Izabella Teixeira farão as últimas observações a um documento que será divulgado às 11h, em entrevista coletiva.

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Cenário de 2019 é favorável para compra da casa própria, diz gestor imobiliário Aldizio Barbosa

A crise econômica prejudicou diversos segmentos nos últimos anos, entre eles o mercado imobiliário. Porém, a expectativa dos consumidores, dos gestores e também das imobiliárias é de números ainda melhores para este ano de 2019. 

O gestor imobiliário Aldizio Barbosa indica que quem está à espera de uma oportunidade para comprar a casa própria deve ficar atento. O cenário do mercado imobiliário, na visão do especialista, indica que a conjuntura é favorável para transformar o sonho em realidade. 


"O setor iniciou 2019 em pleno reaquecimento. A economia, após passar pela recessão mais dura da história do Brasil, começou a entrar nos trilhos ", avalia Aldizio, ressaltando que para imóveis na planta, algumas construtoras estão dividindo a entrada em até 30 meses. 


A inflação segue dentro das metas estabelecidas pelo governo, situação que não gera pressões para elevação da taxa básica de juros (Selic). Por isso, os profissionais do ramo explicam que, para quem tem condições, o melhor momento para se conseguir uma casa ou apartamento com preço mais em conta é agora.


Entidades do setor estão confiantes de que o novo cenário econômico trará maior movimentação para o mercado imobiliário, que já ensaiou uma retomada em agosto do ano passado, quando o Índice de Velocidade de Vendas (IVV) de imóveis novos, calculado pela Associação de Empresas do Mercado Imobiliário teve alta de 40% em relação a maio.


De acordo com Aldizio a linha de crédito criada para pessoas que comprovem carteira do trabalho e ganho de até um salário mínimo e meio recebeu aprovação dos clientes. "Também trabalhadores com mais de 3 anos de carteira e dependentes podem ter subsidio de até R$ 31.661,00 e juros de 4.5% ano", diz o gestor.

Ainda segundo Aldizio isto dá uma condição melhor para adquirir imóveis em longo prazo. Como o financiamento depende do pagamento de várias prestações, às vezes em 360 meses, isso dá resultado prático em longo prazo.

Aldizio lembra que a demanda por moradia em Petrolina é constante, independentemente da situação econômica do país. 

“Independentemente de crises ou de facilidades de crédito, a demanda continua. Então, as pessoas têm de se organizar para encontrar a sua moradia”, finalizou Aldizio Barbosa.
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Ministério do Meio Ambiente bloqueia 95% da verba para o clima

O Ministério do Meio Ambiente praticamente zerou o orçamento para implementar políticas sobre mudanças climáticas no Brasil. A pasta bloqueou 95% dos R$ 11,8 milhões que o programa tinha. O esvaziamento da iniciativa coincide com a ideia inicial do presidente Jair Bolsonaro de retirar o país do Acordo de Paris, que estabelece metas para limitar o aquecimento global.

Bolsonaro desistiu da saída imediata, sem descartá-la no futuro, mas a política é a mais atingida da pasta, que sofreu um corte total de R$ 187,4 milhões imposto pela equipe econômica à pasta. O montante equivale a 22,7% do valor total do orçamento discricionário (não obrigatório) do Ministério do Meio Ambiente, de cerca de R$ 825 milhões.

A confirmação dos valores dos cortes ocorre em meio à divulgação de relatório da ONU segundo o qual um milhão de espécies podem ser extintas em decorrência de diversos fatores, dentre eles a ação do homem contra a biodiversidade.

Fonte: O Globo 
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Governo da Paraíba lança seleção para Festival de Artes Jackson do Pandeiro

A Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), lança, nesta terça-feira (7), edital para seleção de propostas que irão compor a programação do Festival de Artes Jackson do Pandeiro. A solenidade de lançamento acontece às 10h, no Auditório 1 do Espaço Cultural José Lins do Rego.

O Festival de Artes Jackson do Pandeiro acontecerá no período de 25 a 28 de julho, como parte das comemorações do centenário de nascimento do compositor paraibano conhecido mundialmente como o Rei do Ritmo. Serão quatro dias de atividades nas áreas de música, teatro, dança, circo, literatura, artes visuais, cinema, feirinhas criativas. O evento deve contar com dois shows de nível nacional.

A programação do evento abrangerá oficinas, shows, cortejos, apresentações, performances, intervenções, palestras, exposições, lançamentos literários, mostras, encontros, entre outras atividades de formação artístico-culturais.

Jackson do Pandeiro: Nome artístico de  José Gomes Filho, nascido em Alagoa Grande, em 31 de agosto de 1919, e que passou boa parte da vida em Campina Grande. 

Começou a admirar a música por meio da sua mãe, a cantadora de coco Flora Maia, que colocou o filho para tocar zabumba aos sete anos. Seu primeiro sucesso, “Sebastiana”, na década de 1950, o lançou para o Brasil e para o mundo. Jackson chegou a fazer duetos e parcerias com nomes como Luiz Gonzaga, Edgar Ferreira e Rosil Cavalcanti e ganhou o título de “Rei do Ritmo”. 

Ele morreu vítima de embolia pulmonar e cerebral em 10 de julho de 1982, aos 62 anos, em Brasília (DF).
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Mega-Sena sorteia nesta quarta prêmio acumulado de R$ 170 milhões

A Mega-Sena vai sortear nesta quarta-feira (8) o prêmio acumulado de R$ 170 milhões; o maior deste ano.

As seis dezenas do concurso 2.149 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília) no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

Segundo a Caixa, o prêmio, que está acumulado pela 13ª vez consecutiva, é o terceiro maior da história da Mega-Sena, sem considerar a Mega da Virada. Caso aplicado na poupança, o valor renderia mais de R$ 631 por mês.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de amanhã, dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

Fonte: Agencia Brasil
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Juazeiro e Petrolina continuam com preço de gasolina com a média mais alta do Brasil

Os preços nas bombas de combustível voltaram a subir e não agradaram os motoristas de Juazeiro e Petrolina. O litro da gasolina está custando em média R$5,09. Juazeiro e Petrolina são os municípios considerados com a média do litro da gasolina mais alta.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustíveis (ANP) alegou que o preço dos combustíveis é livre em todo o Brasil desde 2002 e é fixado pelos próprios agentes de mercado (refinarias, distribuidoras e postos).

O repasse de preços ao consumidor final, segundo a petroleira, depende das distribuidoras e revendedoras, do valor do etanol anidro misturado à gasolina, entre outros fatores. Mas o que se percebe é uma alta generalizada nas bombas, principalmente no interior. 

Os reajustes quase que diários são praticados pela Petrobras desde meados de 2017 e visam acompanhar a paridade internacional, de modo a garantir participação à petroleira no mercado interno. 

No ano passado, porém, após forte volatilidade, a empresa anunciou um mecanismo de proteção financeira, conhecido como hedge, para aperfeiçoar essa sistemática, podendo congelar os valores nas refinarias por certo período de tempo, se necessário.

A estatal passou a atualizar diariamente em seu site o valor dos combustíveis em cada um dos 37 pontos de venda em que atua no país. Anteriormente, era publicado apenas o preço médio diário.

No início da semana o motorista Damielson Gomes revelou que não gostou do aumento e abasteceu com álcool. "Está assustando tem que colocar álcool, está pesando no bolso e muito".

"A gente que roda todo dia, precisa usar o carro direto, a gente está sofrendo com esses aumentos. Então todo dia a gente precisa estar gastando e isso aumenta o tempo inteiro e o salário nada", disse o vendedor Jair Rodrigo.

"A gente não tem opção, a gente tem abastecer, tem que rodar, tem que trabalhar. É abastecer o custo, simplesmente a gente não tem o que fazer, só lamentar", disse o empresário Zito Soares.


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Aos 56 anos, rádio Emissora Rural AM ‘morre’ para voltar como FM em Petrolina

Na tarde da segunda-feira (6) foi anunciada a "morte da Rádio Emissora Rural a Voz do São Francisco, em Amplitude Modulada. Fundada no dia 28 de outubro de 1962, a Rádio agora passa a transmitir na Fm (Frequencia Modulada). 

Em fase experimentall a Rádio Rural FM  terá o privilégio de nascer com 56 anos de História.

A Emissora Rural Am, considerada Voz do São Francisco era a rádio mais antiga da região. O sinal da emissora na época mais áurea chegou a todos os municípios do sertão e até no exterior. 

Na frequencia AM foi considerada um dos marcos do Movimento Eclesial de Base contribuindo com a educação e diretrizes de alfabetização. Este foi um dos mais fortes vínculos educativos prestados através do Rádio.

Em nota a diretoria da Rádio Rural FM, disse que "há 56 anos o meio de comunicação anuncia Jesus Cristo a tantos espalhados pelo sertão de Pernambuco, Bahia e Piauí, alcançados pelas ondas da rádio. Agora é chegado o tempo de construir algo novo e a história vai continuar a ser escrita, agora pelas ondas da Frequencia Modulada, que chega para aprimorar o trabalho de evangelização, jornalismo e música de qualidade para os ouvintes."

O técnico em Eletrônica, Edesio Nascimento, morador do Distrito de Izacolândia, distante cerca 50 km de Petrolina, declarou a reportagem deste Blog que "em Fm a emissora rural ainda não ta pegando bem na localizadade". 

'Em Izacolandia próximo de Petrolina falam que vai fazer ajustes para o sinal chegar aqui. Acho importante e a Emissora Rural AM é um patrimonio de todos os pernambucanos e infelizmente estão tirando do ar dizendo que a fm vai ter o mesmo alcance. Sou tecnico eletronico acho muito dificil porque o alcance AM vai muito alem e eles com uma antena de 21 metros e 15 khz não tem como chegar nem na metade do que era a AM."

O pesquisador Iranildo Moura, aficcionado por rádio, acompanhaou a implantação da AM. "O radinho na tomada e o volume no máximo garantiram a trilha sonora enquanto trabalhava. Esse negócio de escutar no celular com fone [de ouvido] é ruim para trabalhar. Não sei se vou me acostumar”, completa. 

De acordo com Iranildo o mais doloroso é saber que a Rádio Am não será mais transmitido, ouvido na distancia de 60 quilômetros até na área rural.

A ideia dos empresários, com o aval do Governo Federal, é dar maior qualidade de som e mais conectividade com celulares e carros. E, com isso, ter melhor retorno de publicidade. 

O efeito colateral é que a mudança ondulatória da amplitude modulada (AM) para a frequência modulada (FM) vai diminuir drasticamente o alcance, abandonando justamente o público mais dependente desse modelo: as populações das pequenas cidades, campo, sertões e florestas. Ou seja, mais convergência e menos abrangência.

“A AM entra pelos lugares mais longes e vai até as comunidades ribeirinhas. Nas casas de farinha, o som é do radinho. Ele fortalece nossa identidade e traz conhecimento, afirma a radialista e pesquisadora Rejane Soares.

“Nas rádios Ams ainda tem o tradicional programa de recados. Pessoas avisando que vão chegar de viagem, quem morreu, quem nasceu. O rádio é essencial ali, e a mudança para a FM vai prejudicar essa população”, conta Daniela Ota, professora da UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul) que estudou as rádios da fronteira brasileira com Paraguai e Bolivia.

Ao sintonizar o AM, fica claro a onda que emerge e submerge na atmosfera ao mais leve toque. Ao mexer no volume, o alto-falante crepita. Tudo isso parece um eco do passado, mas ainda há uma força residual entre a população das classes C, D, E e nas faixas etárias acima dos 50 anos.

O sinal AM costuma percorrer, em média, o dobro ou o triplo do alcance que o FM tem - à noite é ainda maior a diferença, por conta das ondas médias baterem na ionosfera (camada que está a partir de 60 quilômetros de altitude) e voltarem para o chão.

Os efeitos da migração nas emissoras e audiências ainda não foram totalmente sentidos. Mas um grupo de 110 pesquisadores, capitaneados pelas professoras Nair Prata e Nélia , estão pesquisando as mudanças em todos os Estados e vão publicar em livro o levantamento. 

O rádio AM é aquele senhor centenário que muita gente já julgava morto. Ele próprio sabe que seus dias estão no fim e se vê como um fóssil vivo ou uma peça de museu. 

Seus espectros de onda, porém, ainda cruzam os ares, lembrando que há muitas coisas que existem e não se vê. Não por nada, ainda tem muita gente que coloca um copo de água em cima do rádio para ser abençoada pelas dezenas de padres ou pastores radiofônicos.

O ano de 2023 foi o prazo máximo estipulado pelo Governo Federal para o fim da TV analógica no Brasil, como condição para a existência da faixa estendida de FM. 

Como 97% das emissoras do país já solicitou a migração, a tendência é que a faixa AM entre no ostracismo, o que já vem acontecendo em grande parte dos estados. 



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