Flávio José conta que "oitenta porcento dos arranjos que estão em seu trabalho é dele próprio, mas o de Lápis de Cor foi feito por Marquinhos Café".
Nas redes sociais, Marquinhos Café, conta que a música Lápis de Cor foi gravada no primeiro LP de sua carreira, 2011, que teve o incentivo do mestre Dominguinhos. Lápis de Cor foi gravada neste trabalho também na voz de Flávio José e Marquinho fez o arranjo. Detalhe: em 2012 Flavio José regravou e solicitou a Marquinhos o arranjo que "ganhou o Brasil".
Um arranjo musical é o processo de adaptar ou reorganizar uma composição que já existe, definindo como os elementos (como melodia, harmonia, ritmo e instrumentação) serão executados por vozes ou instrumentos específicos.
Enquanto a composição cria a ideia original da música (o "quê" — a melodia básica e a harmonia inicial), o arranjo define a "roupagem" ou o estilo (o "como" — quais instrumentos vão tocar, como será a introdução, qual será o ritmo e a dinâmica).
Marquinhos Café é um dos mais legítimos sanfoneiros, conhecedor da vida e obra de Dominguinhos e Luiz Gonzaga. Antenado, Marquinhos é considerado um dos mais talentosos sanfoneiros, virtuoso já foi o vencedor do Festival Nacional de Forró de Itaúnas, Espírito Santo e é presença garantida do Festival Internacional do Forró-Juazeiro-Bahia, entre os outros grandes encontros.
O trabalho de Marquinhos é fruto das inúmeras horas de dedicação, anos de aprendizado dos acordes da sanfona do Mestre Camarão. Marquinhos foi um dos alunos do Mestre Camarão na Escola de Acordeon de Ouro (criada em 1994), em Caruaru Pernambuco.
As primeiras lições aprendeu com o pai, "Seu Antônio", sanfoneiro, consertador e afinador de sanfona que colocava na radiola os discos de Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Trio Nordestino, Marinês e Jackson do Pandeiro para o filho escutar.
Nascido em Caruaru, Agreste de Pernambuco, Marquinhos cresceu no universo do Forró e da Música mais brasileira. Impressiona a virtualidade. Com o mesmo talento que executa um forró, xote ou baião, desfila no ritmo do jazz e blues.
O sanfoneiro traz do Mestre Dominguinhos, a humildade e atenção com os amigos e fãs. Todos os anos é um dos gonzagueanos que prestigia a data de nascimento de Luiz Gonzaga, em Exu, Pernambuco.
Marquinhos Café é um dos integrantes do Quinteto Sanfônico do Brasil, com os amigos e sanfoneiros Targino Gondim, Gel Barbosa, Rennan Mendes e Sebastian Silva, viaja o Brasil, tocando e concretizando que a música não tem fronteiras e em cada acorde revela o que existe de mais belo da música universal.
Entre os projetos já realizados, Marquinhos Café participou junto aos principais forrozeiros da coletânea Forró, Festa e São João. O CD idealizado por Flávio José com direção e produção musical de Targino Gondim conta com a participação de 29 artistas do segmento, entre eles o hoje saudoso Antonio Barros e Ceceu, homenageados no projeto.
É Marquinhos Café um músico afinado com a música mais brasileira, universal. Sanfoneiro e cantor que faz balançar um forró bem buliçoso e agrada a mais refinada plateia afinada não só por forró xote e baião e mais aficionada também por jazz e blues.

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