FESTA DE SANTO ANTÔNIO DE BARBALHA É REVALIDADA COMO PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL

Na última terça-feira (22), durante a 114ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) revalidou o título da Festa de Santo Antônio de Barbalha como Patrimônio Cultural do Brasil. Reconhecida desde 2015, a festa passou por uma nova avaliação sobre sua trajetória e as transformações ocorridas ao longo dos anos.

A revalidação é um processo periódico que permite ao Iphan acompanhar a trajetória dos bens culturais imateriais e orientar ações para sua preservação e continuidade. No caso da Festa de Santo Antônio, o processo reafirma a importância da fé, dos saberes, das tradições e das práticas que fazem parte da manifestação e da identidade cultural de Barbalha.

Para os próximos anos, esse reconhecimento reforça a responsabilidade de manter esse patrimônio próximo das novas gerações, valorizando quem faz a festa e pensando ações para que a tradição continue sendo vivida, celebrada e também se renovando.

"A revalidação do título muda o patamar do município. Deixamos apenas de realizar uma festa e passamos a ter o compromisso de salvaguardar um patrimônio do Brasil. A gente não só reconhece o valor da Festa, mas também constroi políticas públicas para garantir que ela existirá pelas próximas gerações", destaca o Secretário de Cultura, Pertruosson Fidélis.

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NEY VITAL SACODE O FORRÓ NO RITMO DA INFORMAÇÃO E DEFESA DO MEIO AMBIENTE

 Defesa do Meio Ambiente. Valorização da Cultura Brasileira. "Ney Vital sacode o forró com bom jornalismo’. Este é o tema do projeto idealizado pelo jornalista, técnico em agroecologia,  Ney Vital, membro da Membro da Rede Brasileira de Jornalismo que iniciou programa Nas Asas da Asa Branca-Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos, transmitido pela Rádio Educadora do Cariri-fm 102.1 e na Areia Fm 87.9, todos dos domingos das 10hs às 12hs.

 Rádio Educadora do Cariri completou este ano 67 anos de fundação-Comunicando a Esperança. A proposta é série de reportagens sobre agroecologia e a valorização da cultura gonzagueana.

Nas Asas da Asa Branca segue uma trilogia amparada na cultura, cidadania e informação. “É o roteiro usado para contar a história da música brasileira a partir da voz e sanfona de Luiz Gonzaga, seus amigos e seguidores”, diz Ney Vital.

O programa é um projeto que teve início em 1990, numa rádio localizada em Araruna, Paraíba (Estado-natal de Ney). “Em agosto de 1989 Luiz Gonzaga, o  Rei do Baião, fez a passagem, partiu para o sertão da eternidade e então, naquela oportunidade, o hoje professor doutor em Ciência da literatura, Aderaldo Luciano, fez o convite para participar de um programa de rádio. E até hoje continuo neste bom combate”.

Ney considera o programa “o encontro da família brasileira”. Ele não promove rituais regionalistas, a mesquinhez saudosista dos que não se encontram com a arte e cultura, a não ser na lembrança. Ao contrário, o programa evoluiu para a tecnologia digital e forma de espaço reservado à cultura mais brasileira, universal, autêntica, descortinando um mar e , cariri sertões de ritmos variados e escancarando a infinita capacidade criadora dos que fazem arte no Brasil.

É o conteúdo dessa autêntica expressão nacional que faz romper as barreiras regionais, esmagando as falsificações e deturpações do que costuma se fazer passar como patrimônio cultural brasileiro. Também por este motivo no programa o sucesso pré-fabricado não toca e o modismo de mau gosto passa longe.

Bagagem profissional-Ney Vital usa a credibilidade e experiência de 30 anos atuando no rádio e TV. Nas afiliadas da Rede Globo (TV Grande Rio e São Francisco), foi um dos produtores do Globo Rural, onde exibiu reportagens sobre Missa do Vaqueiro de Serrita e festa de aniversário de Luiz Gonzaga e dos 500 anos do Rio São Francisco, além de dezenas de reportagens pautadas no meio ambiente do semiárido e ecologia.

Membro da Rede Brasileira de Jornalismo, Ney Vital é formado em Jornalismo na Paraíba e com Pós-Graduação em Ensino de Comunicação Social pela Uneb/Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 

“Nas Asas da Asa Branca, ao abrir as portas à mais genuína música brasileira, cria um ambiente de amor e orgulho pela nossa gente, uma disseminação de admiração e confiança em nosso povo, experimentada por quem o sintoniza a RADIO EDUCADORA em todas as regiões do Brasil, dos confins do Nordeste aos nossos pampas, do Atlântico capixaba ao noroeste mato-grossense”, frisa.

"Ney Vital usa a memória ativa e a improvisação feita de informalidade marcando o estilo dos diálogos e entrevistas do programa. Tudo é profundo. Puro sentimento. O programa flui como uma inteligência relâmpago, certeira e  hospitaleira", diz o ouvinte Arnaldo Carvalho.

 “O programa incentiva o ouvinte a buscar qualidade de vida, defender as riquezas culturais e patrimônios musicais. É um diálogo danado de arretado. As novas ferramentas da comunicação permitem ficarmos cada vez mais próximos das pessoas, através desse mundo mágico e transformador que é a sintonia via rádio”, finaliza o jornalista Ney Vital.

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EDITAL ABRE INSCRIÇÃO PARA UNIR SABERES TRADICIONAIS E ENSINO SUPERIOR

As inscrições para o edital de Ciclos de Saberes de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes do Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Cultura (MinC) têm início ao meio dia desta terça-feira (29), no horário de Brasília, e terminará às 23h59 do sábado (4 de outubro).

A seleção tem o objetivo de promover e difundir os fazeres das culturas populares brasileiras articulados ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária.

A iniciativa federal reconhece os mestres das culturas tradicionais, populares e das artes como agentes de formação cultural porque são detentores de conhecimentos fundamentais para a preservação, transmissão e valorização da diversidade cultural brasileira.

Por isso, os projetos deverão fortalecer os vínculos entre as comunidades regionais, as escolas públicas e o ensino superior para promover a circulação de saberes, o reconhecimento dos territórios culturais e a construção coletiva do conhecimento.

Quem pode participar-Podem participar dessa chamada pública exclusivamente as Instituições federais de Ensino Superior (Ifes). Cada uma delas poderá apresentar apenas uma proposta, que deve conter a parceria obrigatória mestras e mestres das culturas tradicionais e populares e das artes.

A parceria entre as instituições federais e os e mestres das culturas tradicionais poderá ser firmada individualmente ou por meio de associações, coletivos, Pontos de Cultura, Escolas Livres ou organizações que os representem.

As propostas enviadas também deverão contar com a participação de secretarias de Educação ou escolas públicas de educação básica.


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CNBB DIZ QUE SEUS PRINCIPIOS SÃO PELA DEMOCRACIA E PELA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota na qual nega ter produzido, autorizado ou participado da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral.

A declaração veio a público após o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ter acusado “gente de dentro da CNBB” de ter ajudado na divulgação de que, se eleito, retiraria de Nossa Senhora da Aparecida o título de padroeira do Brasil.

“A maior fake news da campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida. Nunca existiu movimento para tirar dela o título de padroeira do Brasil”, disse o candidato. “O PT já estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news. Conseguiu com a ajuda de gente dentro da CNBB”, acrescentou.

A nota da CNBB informou que a entidade “repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”, e que não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura.

Na sequência, informou que suas manifestações sobre as eleições “decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência”.

Após tomar ciência da nota da entidade, Flávio Bolsonaro se manifestou novamente, agradecendo a CNBB por “confirmar que essa é uma grande fake news".

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INSCRIÇÃO DE TRABALHOS NO FÓRUM DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL TERMINA DIA 30

As inscrições para o 10º Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (FBEA) terminam na próxima quarta-feira (30) para estudantes e profissionais que vão apresentar trabalho sobre o tema. O encontro ocorrerá de 23 a 28 de novembro deste ano, em Brasília.

Poderão ser inscritas pesquisas, relatos de experiência, práticas educativas, projetos, ações comunitárias e tecnologias sociais de educação ambiental que cumpram os requisitos publicados no edital de submissão, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Para participar é necessário fazer a inscrição online e pagar a taxa de inscrição que varia de R$ 20 para estudantes da educação básica a R$ 70 para profissionais que não sejam professores.

As inscrições permanecerão abertas até o último dia do fórum para os participantes que não apresentarão trabalhos. A entrada é gratuita para professores e estudantes da educação básica do ensino público e particular, além de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

Com o objetivo de compartilhar conhecimentos, ampliar redes de cooperação e fortalecer políticas públicas de educação ambiental, o fórum traz este ano o tema Educação Ambiental pela Vida.

Na programação, além da apresentação dos trabalhos, haverá outras atividades como mesas temáticas, oficinas e uma feira de economia solidária, com produtos da agricultura familiar.

Serão abordados temas relacionados à educação ambiental como a educomunicação informal, justiça ambiental, justiça climática, lutas populares, políticas públicas, redes e territórios, participação, mobilização e controle social.

Além do MMA, o encontro é realizado pela Rede Brasileira de Educação Ambiental (Rebea), o Instituto Brasília Ambiental (Ibram/DF), a Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental (Anppea) e Universidade de Brasília (UnB).

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PROFESSOR DE CIÊNCIAS PRECISA DE FORMAÇÃO CONSTANTE, DIZ PESQUISADORA

O ensino de um conjunto de disciplinas conhecidas como Stem (ciência, tecnologia, engenharia e matemática, na sigla em inglês) requer formação constante de professores, para além dos investimentos necessários em infraestrutura.

A avaliação é defendida pelos autores do Panorama da Educação Stem no Brasil. O levantamento faz uma análise de como ciência, tecnologia, engenharia e matemática estão sendo incorporadas à educação básica brasileira.

Os pesquisadores buscaram informações de seis capitais: Manaus, Belém, João Pessoa, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.

O levantamento é organizado pela Fundação Carlos Chagas, instituição sem fins lucrativos que atua na área de concursos públicos e pesquisas educacionais, em parceria com o British Council, entidade do Reino Unido voltada a relações culturais e oportunidades educacionais.

A pesquisadora Sandra Unbehaum, coordenadora do estudo, enfatiza que, para o ensino de Stem, não basta infraestrutura, como computador nas escolas.

É preciso investir na formação de profissionais de um modo profundo e constante”, diz à Agência Brasil.

Ela ressalta que a formação dos professores precisa ser vista como “parte do trabalho” deles, algo que fazem dentro da jornada. A pesquisadora contextualiza que muitos professores no país vivenciam a realidade de “atuar em mais de uma escola ou ter número excessivo de turmas e alunos”.

“A formação não pode ser pontual, não pode ser somente para professores que conseguem articular o seu tempo de trabalho e de formação”, defende.

Ela inclui a necessidade de a capacitação não ser exclusivamente a distância. “É importante, mas eu entendo que formação aprofundada se dá também na troca presencial”.


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FÉ E DISPUTA PELAS PERIFERIAS. IGREJA CATÓLICA ENTRA NA ELEIÇÃO

Ao pedir que os fiéis votem pela democracia, o alto clero católico entrou na campanha eleitoral. Não declarou apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva nem pediu votos contra Flávio Bolsonaro. Mas a orientação é um divisor de águas num país em que o candidato do PL herda a aliança do bolsonarismo com lideranças evangélicas. A opção dos bispos é disputar os critérios do voto: a defesa das instituições, dos pobres e da liberdade de consciência diante da tentativa de transformar a autoridade religiosa em cabo eleitoral.

O recado mais recente veio da Amazônia: "Nós não temos partido. Mas temos uma causa: o Evangelho e os pobres. Vote pela democracia", disse o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus,  em vídeo divulgado nesta semana. Dom Guilherme Werlang, bispo de Lages (SC), advertiu contra a manipulação religiosa que pede votos em nome de Deus: "As igrejas não são currais eleitorais". Ao lado de outros bispos, eles também trouxeram para a escolha eleitoral duas bandeiras de Lula: a soberania nacional e a proteção da Amazônia. Entretanto, nenhum candidato foi citado, apesar de as declarações confrontarem práticas e discursos associados à campanha bolsonarista.

A manifestação regional é o desdobramento prático de prolonga uma posição nacional. Em junho, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirmou que não indica candidatos ou partidos, mas pediu respeito à Constituição, às instituições, ao resultado das urnas e à verdade no debate público. O presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, também defendeu a formação da consciência dos eleitores. O alto clero católico pretende protagonizar discussão moral da eleição sem converter a Igreja em legenda partidária.

Essa posição responde a uma mudança profunda na sociedade brasileira. Segundo o Censo de 2022, os católicos passaram de 65% da população com 10 anos ou mais, em 2010, para 56,7%; os evangélicos cresceram de 21,7% para 26,9%. O catolicismo continua majoritário, mas perdeu presença relativa, sobretudo diante de igrejas que multiplicaram templos, redes de assistência e vínculos cotidianos nas periferias.

Levantamento do Ipea sobre estabelecimentos religiosos registrados em 2021 apontou 52% ligados a denominações pentecostais ou neopentecostais, 19% a evangélicas tradicionais e 11% a católicas. Templos cadastrados não equivalem ao número de fiéis, mas ajudam a medir a capilaridade dessa presença. O contraste aparece nas urnas. Na pesquisa nacional Quaest de abril, Lula tinha 43% das intenções de voto entre católicos, ante 28% de Flávio; entre evangélicos, a relação se invertia: 43% para Flávio e 23% para Lula.

Luiz Carlos Azedo-Repórter especial/Correio Braziliense. Jornalista, trabalhou nos jornais O Dia, Última Hora, O Fluminense, Diário de Notícias, O Globo e Diário Popular. Dirigiu o semanário Voz da Unidade. Apresentou o programa 3 a 1 da TV Brasil e foi diretor da Companhia de Notícias

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SERRA DAS ABELHAS EM EXU É RECONHECIDA COMO A MAIOR RESERVA PARTICULAR DA APA ARARIPE

A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra das Abelhas, localizada em Exu, no Sertão de Pernambuco, foi reconhecida pela Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) como a maior reserva particular dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada do Araripe.

 A ação oficial foi publicada pela Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), por meio da Portaria nº 170/2026 de 18 de agosto de 2026. Com 100 hectares de Caatinga preservada, a área foi instituída pela Auren Energia em abril deste ano.

Situada no Sítio da Paz, a reserva está totalmente inserida na APA Chapada do Araripe, uma unidade de conservação federal que abrange mais de 1 milhão de hectares entre Pernambuco, Ceará e Piauí. A RPPN também fica próxima à Floresta Nacional do Araripe-Apodi (Flona Araripe), criada em 1946, integrando uma região de extrema importância ambiental, cultural e geológica.

Um diagnóstico ambiental detalhado identificou na área uma formação de Vegetação Arbórea Fechada, marcada pela rica diversidade da flora nativa da Caatinga. Durante as expedições, especialistas registraram espécies importantes como o visgueiro, a catingueira, o jatobá, a jurema-branca, o amarelo, a faveira, o murici e o pau-d’óleo.

O estudo também mapeou e georreferenciou 21 árvores matrizes. Selecionadas pelo porte, saúde e representatividade, essas árvores servirão para a coleta de material genético e conservação da flora. Elas agora integram o Plano de Coleta e Conservação de Germoplasma da RPPN, que define regras para colher, beneficiar e armazenar sementes de espécies nativas.

A iniciativa prevê ainda a criação de um banco de germoplasma para apoiar futuras ações de reflorestamento e recuperação da Caatinga, garantindo a preservação da biodiversidade local a longo prazo.

Segundo a CPRH, a reserva está na Região de Desenvolvimento do Sertão do Araripe e na Bacia Hidrográfica do Rio Brígida. A fauna local é rica e abriga espécies como carcará, periquito-da-caatinga, joão-de-barro, raposa, mocó, tatu-galinha e veado-catingueiro, além de diversos répteis, anfíbios e morcegos.

A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, ganha um importante aliado com a RPPN Serra das Abelhas. Em Exu, terra natal de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, a preservação da natureza se conecta a um território que reúne unidades de conservação, patrimônio geológico e manifestações culturais. A iniciativa também dá continuidade à atuação da Auren na proteção da Caatinga.
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OBSTÁCULOS QUE INCENTIVAM, Por Aldy Carvalho

 OBSTÁCULOS QUE INCENTIVAM

                                                          Por Aldy Carvalho, o Cantador láaa do sertão

     Há quem diga que os sonhos são projeções de desejos guardados nas regiões mais íntimas do ser humano. Há também quem os compreenda como uma espécie de realização antecipada daquilo que, pela esperança, pela vontade e pelo trabalho, desejamos transformar em realidade.

     O pensador francês Carlos Dubois escreveu: “Feliz do homem que faz do sonho que sonha, o que pensa e do que pensa, sua realidade”. É sob a inspiração dessa máxima que me permito falar do amigo e, hoje, também escritor Agnaldo Nunes de Almeida, cuja trajetória, registrada em seu livro “Obstáculos que incentivam”, constitui um testemunho eloquente de perseverança, superação e compromisso com a coletividade.

     Agnaldo foi analfabeto até os vinte anos de idade. Poderia ter feito dessa circunstância uma sentença; preferiu transformá-la em ponto de partida. Superando adversidades que teriam feito muitos desistirem pelo caminho, estudou, tornou-se Técnico Agrícola, graduou-se em Administração de Empresas, pós-graduou-se em Marketing e realizou estágio na Universidade de Miami, nos Estados Unidos.

     Não se trata apenas de uma admirável ascensão pessoal. O que engrandece ainda mais sua caminhada é o sentido que procurou dar ao conhecimento adquirido. Obstinado, declara que, desde que se entendeu como gente, não deixou de pensar numa saída que pudesse libertar sua gente da miséria, da pobreza e da opressão dos mais poderosos.

     Eis, talvez, uma das grandes lições de sua vida: o conhecimento alcança sua mais elevada finalidade quando deixa de servir somente àquele que o conquistou e passa a servir também à comunidade à qual ele pertence.

     Agnaldo fez do aprendizado instrumento de transformação. Aplicou seus conhecimentos na construção de melhores condições de vida para si e para sua família, mas sua atuação não se encerrou nos limites da própria casa. Seu trabalho alcançou outras pessoas e se integrou à extraordinária experiência produtiva que transformou o semiárido nordestino e, particularmente, o Vale do São Francisco.

     Conheci Agnaldo numa feira literária no Vale São-Franciscano, em Petrolina, Pernambuco, minha terra e terra onde ele fincou raízes há décadas e onde atua como produtor rural. Nosso encontro permitiu-me conhecer não somente o profissional e o estudioso, mas, sobretudo, o homem que carrega consigo a memória das dificuldades vencidas sem permitir que as vitórias lhe apaguem a lembrança daqueles que ainda lutam por melhores oportunidades.

     Obstáculos que incentivam nasce dessa experiência, mas ultrapassa os limites de uma autobiografia. Agnaldo fala de sua própria saga com ternura e sobriedade, sem fazer dela o único centro da narrativa. Sua experiência pessoal abre caminho para uma reflexão mais ampla, fundamentada em estudos, pesquisas, conhecimento técnico e vivência, acerca do desenvolvimento da fruticultura irrigada no Vale do São Francisco, de sua evolução, de sua contribuição econômica e social e das transformações que produziu na região.

     Por isso, considero este livro também um documento de memória. Nele estão o homem e sua história, mas está igualmente uma parcela da história de uma região que aprendeu a desafiar adversidades e a produzir possibilidades onde tantas vezes se enxergaram apenas limitações.

     O Vale do São Francisco demonstra que nenhuma região deve ser condenada pelas circunstâncias de sua geografia. Quando conhecimento, trabalho, tecnologia, organização, iniciativa privada e políticas públicas convergem para objetivos socialmente responsáveis, aquilo que parecia obstáculo pode converter-se em oportunidade.

     Essa talvez seja uma das mensagens mais importantes que a trajetória de Agnaldo oferece aos que ocupam postos de comando e têm a responsabilidade de formular e executar políticas públicas. Não basta admirar exemplos de superação individual; é preciso criar condições para que superar adversidades não dependa apenas do heroísmo de alguns.

     Governar é também enxergar potencialidades onde outros somente enxergam carências. É oferecer educação, conhecimento, infraestrutura, assistência técnica e oportunidades para que homens e mulheres possam construir, com dignidade, o próprio caminho. Desenvolvimento verdadeiro não pode ser medido somente pela riqueza que uma região produz, mas também pela capacidade dessa riqueza de alcançar as pessoas, diminuir desigualdades e ampliar horizontes.

     A experiência narrada em Obstáculos que incentivam interessa, portanto, ao produtor rural, ao estudante, ao pesquisador, ao empreendedor, ao administrador público e também aos que militam nas artes e na cultura. Afinal, ainda que sejam diferentes os nossos instrumentos, todos aqueles que trabalham pela transformação humana cultivam, de algum modo, a mesma lavoura: a esperança.

     No meu labutar de poeta e cantador deste sertão, pertença que assumo com profundo orgulho, também tenho procurado semear. Aprendi, pelas léguas que andei, que a aridez nunca foi sinônimo de esterilidade. Onde Agnaldo cultiva a terra e compartilha conhecimentos, eu procuro lavrar palavras, versos e cantigas. Reconheço entre esses caminhos uma afinidade essencial: ambos acreditamos que nenhuma realidade é tão árida que não possa receber uma semente. Há sementes que esperam anos pela hora de romper a terra; há homens que atravessam décadas até encontrar a oportunidade de revelar aquilo que sempre carregaram consigo.

     Agnaldo fez da dificuldade impulso, do conhecimento ferramenta e da terra possibilidade. Eu, carregando versos, cantigas e histórias vejo entre esses ofícios uma irmandade que me parece antiga: quem planta acredita no amanhã, então, também sigo  a provocar reflexão e recordar que nenhum homem realiza plenamente sua humanidade quando pensa somente em si. 

     O agricultor, quando lança a semente à terra; o poeta quando entrega sua palavra, solta seu verso pelo mundo. Nenhum deles possui certeza absoluta da colheita, mas todos trabalham movidos pela esperança de que alguma coisa haverá de florescer.

     É desse lugar que falo de Agnaldo Nunes de Almeida. Não apenas do lugar do amigo que o conheceu numa feira literária em Petrolina, mas do lugar de um homem do sertão que reconhece em outro homem a dignidade de quem não se conformou com as cercas que a vida lhe apresentou.



     Por isso, estas palavras não pretendem apenas apresentar um escritor ou recomendar a leitura de um livro. Quero, sobretudo, render homenagem ao homem e ao cidadão Agnaldo Nunes de Almeida. Ao homem que conheceu obstáculos e não permitiu que eles lhe determinassem o destino; ao estudante que chegou tarde à escola, mas fez do conhecimento companheiro permanente; ao profissional que transformou aprendizado em trabalho; ao produtor que fincou raízes no Vale; e ao escritor que agora entrega sua experiência às gerações presentes e futuras.

     Seu livro nos lembra que sonhos individuais podem modificar destinos. Mas nos convida a compreender algo ainda maior: quando os sonhos deixam de ser apenas individuais, encontram outros sonhos e se transformam em projeto coletivo, uma sociedade inteira pode mudar.

     Que Obstáculos que incentivam encontre muitos leitores. Que encontre especialmente os jovens que, diante das dificuldades, estejam tentados a desistir; os homens e mulheres que trabalham pela construção de oportunidades; e aqueles que, investidos de autoridade pública, precisam recordar diariamente que por trás de cada decisão existem vidas, famílias, comunidades e futuros.

    Que a história de Agnaldo não seja contemplada apenas como a excepcional vitória de um homem sobre as adversidades, mas como uma convocação para construirmos uma sociedade em que oportunidades como aquelas que ele precisou conquistar tão arduamente sejam direito e possibilidade para muitos. Fazer da própria caminhada uma estrada por onde outros também possam passar talvez seja uma das mais belas maneiras de justificar a nossa passagem por este mundo.

     Há homens que vencem obstáculos para chegar mais longe. Outros, depois de vencê-los, voltam seus olhos para trás e procuram abrir caminhos para que mais gente possa passar. É a estes últimos que uma sociedade deve prestar atenção. 

     Sonhar é necessário. Transformar o sonho em trabalho é virtude.

    Aldy Carvalho,  poeta e cantador láaaa do sertão

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FLAVIO LEANDRO O POETA CANTADOR

Quem deseja aprender a voar deve primeiro aprender a caminhar, a correr, a escalar e a dançar. Não se aprende voar voando"(Nietzsche).

Luiz Gonzaga Gonzaga plantou a sanfona entre nós, estampou a zabumba em nossos corpos, trancafiou-nos dentro de um triângulo e imortalizou-nos no registro de sua voz. Dentro do seu matulão convivemos. Pela manhã, do seu chapéu, saltam galos anunciando o dia, sabiás acalentando as horas, acauãs premeditando as tristezas, assuns-pretos assobiando as dores, vens-vens prenunciando amores.

A apresentação do cantor, compositor, Poeta Danado e Cantador Flávio Leandro SEMPPRE me faz pensar na trajetória da música brasileira e manter viva as palavras do professor Aderaldo Luciano, quando fazíamos o Programa de Rádio, lá nas bandas da Paraíba, sonhando em ganhar o "oco do mundo" e enfiar goela abaixo do povo a música de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino, João do Vale, Elino Juliao e Dominguinhos...

O professor paraibano, radicado no Rio de Janeiro, Aderaldo Luciano, sempre me lembrou que Luiz Gonzaga foi pedra angular, referência do forró, mas o Rei do Baião, não trilhava sozinho. Havia por trás de si, uma constelação de compositores, músicos, além de profícuos conhecedores do seu trabalho, amigos talhados de sol, nascidos do barro vermelho, com almas tatuadas por xique-xiques e mandacarus.

É Flávio Leandro atualmente um dos poucos, que reverencia o forró, o xote, o baião. Em Bodocó foi talhado de sol. Flávio Leandro nasceu do barro vermelho, com alma tatuada por xique-xiques e mandacarus. Flávio Leandro sabe do compromisso que tem com o Nordeste, os Sertões, Cariris e Brejos.

Flávio na Fé sabe divisar o Cruzeiro do Sul do Sete Estrelo e muito além disso sabe discutir e como lidar com a máquina capitalista avassaladora dominante hoje da "indústria musical".

De mala e cuia Flávio Leandro corre nos ares do mundo! Canta xote, forró valorizando o inventor do Baião, Luiz Gonzaga que um dia deixou o seu pé de serra e embrenhou-se pelos emaranhados da busca  do sonho e que foi o começo de uma grande empreitada e de uma desafiadora lição de vida e vivência.

Coloco agora na vitrola o disco/lp  e escuto a música "Menestrel do Sol", composta por Humberto Teixeira, homenageando Luiz Gonzaga. A essência de toda arte bela, de toda arte grandiosa, é a gratidão: Obrigado Flávio Leandro por não esquecer que antes de você muitos cantores e compositores sentiram fome (a falta de pão) preparando o caminho prá outros Voos...os voos do hoje!

"Pego a estrada sem descanso Sem parar para ver tempo e chão que percorridos gritos que eu plantei/ Menestrel do sol na vida eu só cantei juntando irmão com irmão eu esquecia de viver/

Ai quanta saudade do beijo que eu não dei as coisas que eu não tive são lembranças que eu guardei...Ai que curta vida pra quem tanto viveu os sonhos de outras vidas que ajudei com o canto meu./

Ouro e terra, e eu cantando sem me aperceber dos momentos que eram meus Não voltam mais, eu sei...Menestrel do sol caminhos que andei destino dividiu em mil destinos meu viver"!

*Ney Vital-jornalista. Pós-Graduado em Ensino de Comunicação Social. Pesquisador Música Brasileira

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ORQUESTRA VOO LIVRE, AREIA PARAIBA

A Serra da Borborema é um extenso território cuja paisagem é diversa. Aqui, uma árvore copada, repleta de frutos. Ali, um vegetal robusto, adornado de espinhos. Um canavial, um córrego, uma represa, uma imensa visão de pedras, o barro vermelho, o massapê: tudo no caldeirão do tempo. A animália também se confunde: o gado miúdo, o rebanho bravo, os lagartos e as aves. A Serra da Borborema é a casa, o lar, nossa rede aberta e convidativa, a mesa posta, o céu aberto e a multidão de entidades inspiradoras, guardiãs da vida e da maquinaria, protetoras dos corações, mestras das artes, elementais da música.

A Serra da Borborema é o lastro de nossas ansiedades, o planeta de nossos sonhos. No espinhaço da serra, como disse o poeta, rasga-se e espraia-se na montanha, a cidade mítica de nossos ancestrais, o Brejo de Areia, Terra dos Bruxaxás, recanto dos ventos, morada de homens santos, caminho de homens resistentes, habitat natural do sonho e, por dentro do sonho, a trilha sonora, o gladiar dos instrumentos, o embate e o casamento entre as melodias e as harmonias, algumas naturais, saídas da terra e do ar, outras sopradas e percutidas, digitadas e fonomecanizadas, a criação do Homem, a descoberta das almas, a codificação dos músicos.

E nesse recanto, as asas abrem-se em maravilhosa viagem, em desejo transformado em meta, em vontade transmutada em ação. É a Orquestra Voo Livre que, como o condor que passa sobre os Andes, plaina sobre os vales e pousa no alto do nosso olho, no átrio de nossos ouvidos, nas entranhas de nossos poros, fazendo o peito do sensitivo saltar e irmanar-se à existência dinâmica das notas musicais. Senti isso várias vezes, postado diante de meninos que vi crescer, meninos que vi cantar, meninos que vi, de uma hora para outra, à base de muito estudo e muita dedicação, travestidos de paladinos, senhores de tanta sensibilidade, capazes de nos emocionar, sempre.

A Orquestra Voo Livre é nossa trilha sonora, para além do empreendimento, para além do trabalho, para além das coisas banais que regem a vida do cidadão comum. Procuramos, durante muito tempo, um caminho que nos pudesse oferecer a perenidade, o passo seguro, a certeza do êxito. 

O sucesso é um abismo, o êxito é o píncaro, onde repousa a águia brejeira, onde nem o carcará poderá postar-se. E agora, no momento em que as imagens são plasmadas, reunidas para a posteridade, o plano de voo mais uma vez está definido, mais uma vez, a nossa frente, o céu azul, o vento pouco e a serenidade protegem a rota, desenham o futuro e ambientam nossa imensidão. Estamos em pleno voo, como diria Castro Alves, o poeta condor.

Professor doutor em Ciência da Literatura-Aderaldo Luciano

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IV ENCONTRO DE SANFONEIROS ACONTECE NA CHAPADA DIAMANTINA

O IV Encontro de Sanfoneiros de Rio de Contas será realizado nos dias 25 e 26 de setembro, na Praça Lucianinho, em Rio de Contas, na Chapada Diamantina. Com Del Feliz como anfitrião, o evento terá programação musical a partir das 19h nos dois dias, além de rodas de conversa, manifestações culturais, artesanato e produtos regionais. A entrada é gratuita.

A programação reúne artistas de diferentes gerações da música nordestina. Del Feliz participa dos dois dias e recebe Lucy Alves, Chambinho do Acordeon, Mariene de Castro, Ari PB, do Cacau com Leite, Mayana Neiva, Mestre Gennaro, Luizinho Calixto, João Sereno, Mannu Pinheiro, Emilli Pinheiro, Thaise Lanuzza, Luana Ingry, Reynaldo Barbosa, Vinícius, da banda Xote Baião e Denis Baião de 2.

Gleice Alves, Alberto Filho, Juninho do Acordeon e Vini Honda também integram a programação que também inclui atraçõe regionais. O encontro propõe a aproximação entre mestres da sanfona, artistas com trajetórias consolidadas e novos nomes da música regional.

Além dos shows, o IV Encontro de Sanfoneiros abre espaço para discussões sobre a preservação e o reconhecimento da cultura nordestina. Na sexta-feira (25), a roda de conversa "Forró Sem Fronteiras: O Caminho das Matrizes Tradicionais rumo à UNESCO, Patrimônio da Humanidade" terá as participações de Hermano Guanais, superintendente do IPHAN, Del Feliz e Mayana Neiva.

O debate aborda a mobilização pelo reconhecimento internacional das matrizes tradicionais do forró como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. O forró já é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN, e Del Feliz participa da articulação em defesa da valorização e difusão dessas matrizes.

No sábado (26), a sanfona será o centro da conversa "A Sanfona Nordestina como Patrimônio e Memória – Um momento musical de expressão, identidade, valor e pertencimento cultural". Mestre Gennaro e Luizinho Calixto participam do encontro para compartilhar histórias e conhecimentos ligados ao instrumento e à música nordestina.

A programação cultural terá ainda a Quadrilha Junina Ciranda Cirandinha de Arapiranga e o Grupo de Capoeira Gueto de Rio de Contas. Na Praça Lucianinho, o público também encontrará artesanato e produtos regionais, com espaço para produtores locais.

 "Quando a gente coloca a sanfona como elo, a gente não está falando apenas de música. Está falando de memória, de identidade, de encontros e de uma cultura que atravessou gerações. E neste ano temos ainda um destaque muito especial para as mulheres. Ter Lucy Alves, uma das grandes sanfoneiras do Brasil, ao lado de Mariene de Castro, Mayana Neiva, Mannu Pinheiro, Emilli Pinheiro, Luana Ingry, Gleice Alves e Thaise Lanuzza, mostra a força e a diversidade da presença feminina na nossa música", destaca Del Feliz.


 


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ERA ESSE O NOME, 131 ANOS PASSADOS, POR CARLOS LAERTE

 

Era esse o nome,

131 anos passados

 

*Carlos Laerte

 

De Passagem passou à Vila.

Da encruzilhada, caminho aos "impossíveis" de uma pretensa Califórnia Brasileira, acordou menina a Petrolina que hoje é referência internacional. Ao sabor do tempo e dos temperamentos, mudaram os nomes e as atitudes. Os sonhos e devaneios permanecem imutáveis, soberanos como o rio, que a tudo banha, enriquece e glorifica. Como o "Poema de Pedra", do velho poeta José Raulino Sampaio, que o primeiro bispo, Dom António Maria Malan, um dia fez Catedral, e a partir de onde, tudo cresceu ao redor, a terra foi se fazendo, crescendo aqui, encolhendo dali, explodindo acolá.

O que antes era apenas uma citação pendurada na parede, agora se apresenta qual avenida, beco ou viela de uma metrópole sertaneja. Nem de longe parece mais a feira que já tomou boa parte da avenida Souza Filho, depois virou Mercado Público, ali ao lado da Ponte Presidente Dutra e saiu se espalhando pelos bairros. Quem haveria de imaginar que a atual rua Pacífico da Luz um dia já se chamou de Bahia? Hoje, a Terra do Axé dá nome ao Calçadão, que por sua vez, andou sendo denominado de Tesourão. A rua Coronel José Rabelo Padilha já foi João Pessoa, que também já foi Pacífico da Luz. A rua da Floresta, de tanto se chamar dos Valérios, recebeu o nome do patriarca da família, o mestre de obras Valério Pereira. O Buracão sempre foi o mesmo até desaparecer sob um destes aterros do progresso. Onde hoje brilha a Orla I, um dia já chamaram de Manoel Xavier, depois Maurício Vanderley, depois Joaquim Nabuco. Antes de tudo, se chamava apenas de rua do Grude. A razão do nome, o historiador Euvaldo Aragão fazia mistério, todavia revelou: "Até 1950, Petrolina tinha apenas duas referências: Atrás da Banca e a Rua de Baixo". Como em todas cidades por onde passava a linha férrea, um lado se chamava Banca, o outro, ou melhor, a rua de Baixo começava aonde é hoje a Igreja Universal (antigo Cine Petrolina) e seguia até o Pio XI, atualmente centro. Os poderes constituídos passaram também a chamar de Centro, lugares como Atrás da Banca, que virou Santo Antônio, Alto Cheiroso, que agora é Vila Eduardo e São José, e Vila Mocó, que o povo continua chamando pelo mesmo nome. Houve um tempo onde quem vivia ali pelas imediações do colégio Paes Barreto, na verdade morava era no Cinzeiro.

O mesmo que um dia foi a roça de Seu Melquíades e assistiu aos avançados namoros da geração Chucalhos. O Cacete Armado, de tantos embates e desafios, era onde funcionou pacificamente o Bandepe e o Banco do Nordeste. Nas imediações do Fórum, ali na avenida Fernando Góes, pontificava imponentemente o Caldeirão da Raposa, de onde um dia retiraram as pedras para construir a Catedral, os nobres empreendedores de um tempo, que também mudou de nome. Os mesmos homens de fraque e gravata que relaxavam da dura labuta diária nos braços da difícil vida fácil das meninas do Limo Verde (atual avenida Monsenhor Ângelo Sampaio), do Tombadinho (ao lado do Viaduto Barranqueiro), João Bernardo (próximo ao Tombadinho) e Vila Balão (nos contornos do parque Josefa Coelho). Pelas noites de então, passos bêbados na madrugada dos tempos, entre um gole nos bares do Simplício, Odeon, dos Amigos, Barranqueiro, e o caldo no Mascote de Pereira. Do Ponto Chic para a Iglu, bastava apenas atravessar a rua. A mesma ponte que um dia nossos pais palmilharam, procurando se encontrar.

 

*Poeta, jornalista e diretor da Clas Comunicação & Marketing.


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ELEITORES DE RELIGIÕES AFRO SE SENTEM INVISÍVEIS EM CAMPANHA ELEITORAL

Os brasileiros adeptos de religiões de matriz africana e afro-brasileira não se sentem representados nas campanhas políticas de 2026, avaliam praticantes, religiosos e estudiosos.

O número de brasileiros que afirmou seguir uma fé afro-brasileira triplicou entre 2010 e 2022, de acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número chegou a 1,8 milhão de pessoas. 

Porém, ao contrário dos eleitores cristãos, alvo intenso de disputas, os de matriz afro são deixados de lado na corrida eleitoral.

A falta de interesse das campanhas e a baixa representatividade na política refletem preconceito, analisam especialistas e religiosos de matriz afro, como a advogada e umbandista Lívia dos Santos. Ela atribui o problema à intolerância religiosa.

"É muito difícil a gente, que é de religião de matriz africana, se ver representado pelos políticos."

"A gente tá falando, em uma última análise, de uma sociedade que não se permite conhecer essas religiões, justamente por todo o histórico de marginalização, criminalização dos povos que sempre cultuaram o orixá", analisa ela.

Para o segmento, o combate à intolerância é uma das agendas mais importantes para a democracia. O Artigo 208 do Código Penal protege o sentimento e a liberdade religiosa e atribui pena de um a três anos para o crime de discriminação religiosa.


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ZÉ MARCOLINO CONTINUA VIVO NUMA SALA DE FORRÓ E NA CULTURA BRASILEIRA

 "Quem, morrendo, deixa escrito um verso belo deixou mais ricos os céus e a terra e mais emotivamente misteriosa a razão de haver estrelas e gente". A frase de Fernando Pessoa traduz o sentimento que o poeta, compositor  Zé Marcolino vive na memória do povo brasileiro. Basta citar a música Numa Sala de Reboco que logo o talento do poeta é lembrado.

Pela sua importância na história da música brasileira, o Poeta Zé Marcolino, merecia muito mais atenção das entidades culturais. Zé Marcolino morou nos anos 70 em Juazeiro, onde foi comerciante. Juazeiro e Petrolina tem uma dívida com a memória de José Marcolino.

No dia 20 de setembro de 1987 a voz de José Marcolino Alves  silenciava por ocasião da morte causada de acidente de carro próximo a São José do Egito, Pernambuco. Em Sumé, na Paraíba, Zé Marcolino nasceu no dia 28 de junho de 1930. Venceu os obstáculos da vida simples e quando teve oportunidade deixou o Rei do Baião...digamos "bestim com tamanha genialidade". 

No ano de 1962, metado do repertório do LP Ô Véio Macho, tem Luiz Gonzaga interpretando as composições que José Marcolino lhe mostrou em Sumé, Paraíba: Sertão de aço, Serrote agudo, Pássaro carão, Matuto aperriado, A Dança do Nicodemos e No Piancó. Estes seriam os  forrós de Zé Marcolino gravados  pelo Rei do Baião. Ele interpretaria várias outras, entre as quais as antológicas Numa Sala de reboco Cacimba Nova e Quero chá.

Zé Marcolino participou da turnê de divulgação do LP Veio Macho, viajando de Sul a Norte do País com Luiz Gonzaga, no entanto, a saudade da família e suas raízes sertanejas foram mais fortes. Depois de um show no Crato, Ceará,  ele tomou um ônibus até Campina Grande e de lá foi para Sumé, de onde fretou um táxi para a Prata, onde morava.

Com o sucesso de suas canções cantadas por vários artistas (Quinteto Violado, Assisão, Genival Lacerda, Ivan Ferraz, Dominguinhos, Fagner, Jorge de Altinho, Elba Ramalho, Mastruz com Leite e tantos outros nomes da música brasileira), é atualmente Zé Marcolino um dos mais talentosos compositores da música brasileira de todos os tempos.

Somente em 1983, produzido pelos integrantes do Quinteto Violado, Zé Marcolino lançou seu primeiro e único, hoje fora de catálogo, LP Sala de Reboco (pela Chantecler). Um disco que está merecendo uma reedição em CD, assim como também seu único livro, necessita uma reedição. No citado disco Véio Macho, com seis músicas de Marcolino, ele toca gongue. No LP A Triste Partida, Luiz Gonzaga gravou Cacimba Nova, Maribondo, Numa Sala de Reboco e Cantiga de Vem-vem.

Zé Marcolino morou em Juazeiro da Bahia e ficou até 1976, quando foi para Serra Talhada, Pernambuco. Inteligente, bem-humorado, observador,  Zé Marcolino tinha os versos nas veias como a caatinga do Sertão. 

Zé Marcolino casou com Maria do Carmo Alves no dia 30 de janeiro de 1951 com quem teve os filhos Maria de Fátima, José Anastácio, Maria Lúcia, José Ubirajara, José Walter, José Paulo e José Itagiba. Zé Paulo e Fátima residem atualmente em Petrolina.

Recentemente Walter Marcolino, lançou o CD ao vivo  "Pai, Filho e Neto". No trabalho consta participação da Banda Corrupio, Walter Junior, Ruy Grudi e Dany Feitosa. No CD Walter Marcolino "Pai, Filho e Neto", tem a interpretação Socorro Moreninha, Amor Divino, Rolinha Branca, Recordando o Ceará e Lata de Lixo.

Fátima é compositora. Em 1996, numa conversa com o seu irmão, cantor e compositor Bira Marcolino, escreveram a música Siá Filiça.

"Cadê a lenha da fogueira

Siá Filiça

Cadê o milho pra assar

Cadê aquele teu vestidinho de chita

Que tu vestia pra dançar

Cadê aquele sanfoneiro

Que eu pedia pra tocar

A canção da minha terra

Um forró de pé-de-serra

Que eu ajudava a cantar

Quando me lembro disso tudo

Siá Filiça

Me dá vontade de chorar"

A música marcou o período junino porque faz qualquer nordestino lembrar dos simbolismos que marcam essa época: o vestido de chita, o milho, a fogueira, balão e o sanfoneiro. Bira e Fátima jamais imaginariam que ela realmente fosse representar dor em algum momento.

Mas quem é Siá Filiça? Siá vem do termo "sinhá", uma espécie de abreviação. E Filiça vem de Felícia, uma senhora que morava na cidade da Prata, na Paraíba, e que todos gostavam muito de brincar com ela quando eram pequenos. Segundo Bira, ela sempre andava com uma lenha. Certo dia, ele estava com a irmã em Caruaru e pensou em "Siá Filiça", que era como chamavam Felícia, e a irmã disse que dava uma boa música.

Então começaram a escrever. Fátima Marcolino foi a autora da frase: "minha esperança ainda dorme, e eu com pena de acordar", que retrata um pouco a espera e o desejo de que a pandemia do coronavírus passe, e o São João volte a ser como era.

Quando foi escrita, muitos artistas queriam gravar a música. O primeiro foi Ezequias Rodrigues, que gravou com voz e violão. Depois veio Santanna e Adelmário Coelho, da Bahia. Mas foi com O Cantador que a música fez sucesso.

A música foi a grande emoção da live de Santanna na véspera de São João de 2020. Quem assistiu, certamente se emocionou. Antes de cantar, disse algumas palavras: "vou me despedir de vocês com uma música... eu não vou pedir desculpa por me emocionar, porque é a emoção que move o mundo. A emoção é impressionante. Me despeço de vocês com essa canção, que é a música que melhor representa o São João este ano".

Ao fim, tirou o chapéu. Ali, estava representada a tristeza, mas também a esperança de todos se reencontrarem novamente entre público e palco, forró, xaxado e baião.

"A música foi que me escolheu, me escolheu como intérprete principal dela. Ela faz parte da minha vida. Ela foi eleita a música do São Joã  e o sentimento é muito grande. A gente que é sertanejo, a gente sabe o que significa uma festa junina para nós. Eu fico impressionado como a música Siá Filiça entra na vida das pessoas", relata.



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PESQUISADORES DEBATEM O PAPEL DA COMUNICAÇÃO PÚBLICA

Como levar informação de qualidade à população? Como dialogar com o público e estimular a formação de cidadãos conscientes e engajados? Essas são algumas das perguntas que pesquisadores, estudantes e profissionais de comunicação pública vão debateram durante o 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, em Brasília.

Durante três dias, os pesquisadores participararam de palestras, mesas redondas, minicursos, relatos de experiências e apresentação de pesquisas. Haverá também lançamento de livros e entrega de premiações.

“A comunicação pública não se resume a divulgar realizações ou ocupar canais. A comunicação pública precisa ajudar as instituições a cumprir sua missão e permitir que políticas de serviços, de direitos, cheguem às pessoas. Quando isso falha, o cidadão paga o custo em tempo, dinheiro, segurança e perda de oportunidades”, disse o diretor de Relações Acadêmicas da Associação Brasileira de Comunicação Pública, Jorge Duarte. 

Desafios-Os participantes também lembraram dos desafios da Comunicação Pública, como a transformação tecnológica acelerada e Inteligência Artificial, a fragmentação das audiências e o combate à desinformação.

“As instituições públicas não podem ficar inertes à desinformação e elas não podem responder a esse fenômeno só corrigindo informações falsas. Elas precisam construir relações permanentes de credibilidade, transparência e diálogo com a sociedade e também fazer ações de educação midiática”, destacou a diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Glauciene Lara.


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NEY VITAL SACODE O FORRÓ NAS MANHÃS DE DOMINGO NA RÁDIO EDUCADORA E AREIA FM

 O Programa ‘Nas Asas da Asa Branca – Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos’ agora tem novo horário e é apresentado aos domingos a partir das 10h na Rádio Educadora do Cariri FM 102.1, no Crato, Ceará.

Em defesa do Meio Ambiente e Valorização da Cultura Brasileira o jornalista Ney Vital recebeu Moção de Aplausos da Câmara de Vereadores, terra onde nasceu Padre Cícero. A homenagem, aprovada pelo Poder Legislativo, foi apresentada pelo vereador José Wilson da Silva Gomes (Wilson do Rosto) e aprovada por unanimidade.

A produção e apresentação do programa é do jornalista Ney Vital, colaborador da REDEGN. O programa é pautado em músicas de Luiz Gonzaga, informações em defesa do meio ambiente, agroecologia (destacando a Floresta Nacional da Chapada do Araripe e o Rio São Francisco), a cultura da região, seus cantadores de Pífano, aboiadores e violeiros.

‘Nas Asas da Asa Branca – Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos’ segue uma trilogia amparada na cultura, cidadania e informação. Programa com roteiro usado para contar a história da música brasileira a partir da voz e sanfona de Luiz Gonzaga, seus amigos e seguidores.

Ney Vital considera o programa “o encontro da família brasileira”. Ele não promove rituais regionalistas, a mesquinhez saudosista dos que não se encontram com a arte e cultura, a não ser na lembrança. Ao contrário, o programa evoluiu para a tecnologia digital e forma de espaço reservado à cultura mais brasileira, universal, autêntica, descortinando um mar, cariri sertões de ritmos variados e escancarando a infinita capacidade criadora dos que fazem arte no Brasil.

É o conteúdo dessa autêntica expressão nacional que faz romper as barreiras regionais, esmagando as falsificações e deturpações do que costuma se fazer passar como patrimônio cultural brasileiro. Também por este motivo no programa o sucesso pré-fabricado não toca e o modismo de mau gosto passa longe.

“Existe uma desordem, inversão de valores no jornalismo e na qualidade das músicas apresentadas no rádio”, avalia Ney Vital que recebeu o Título de Cidadão de Exu, Terra de Luiz Gonzaga, título Amigo Gonzagueano Orgulho de Caruaru, e Troféu Luiz Gonzaga do Espaço Cultural Asa Branca de Caruaru e o Troféu Viva Dominguinhos-Amizade Sincera em Garanhuns.

Bagagem profissional-Ney Vital usa a credibilidade e experiência de 30 anos atuando no rádio e TV. Nas afiliadas da Rede Globo (TV Grande Rio e São Francisco), foi um dos produtores do Globo Rural, onde exibiu reportagens sobre Missa do Vaqueiro de Serrita e festa de aniversário de Luiz Gonzaga e dos 500 anos do Rio São Francisco, além de dezenas de reportagens pautadas no meio ambiente do semiárido e ecologia.

Membro da Rede Brasileira de Jornalismo, Ney Vital é formado em Jornalismo na Paraíba e com Pós-Graduação em Ensino de Comunicação Social pela Uneb/Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 

“Nas Asas da Asa Branca, ao abrir as portas à mais genuína música brasileira, cria um ambiente de amor e orgulho pela nossa gente, uma disseminação de admiração e confiança de identidade cultural em nosso povo, experimentada por quem o sintoniza a RADIO EDUCADORA em todas as regiões do Brasil", finaliza Ney Vital.

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NEY VITAL SACODE O FORRÓ TODOS OS DOMINGOS NA RÁDIO EDUCADORA DO CARIRI

 O Programa ‘Nas Asas da Asa Branca – Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos’, apresentado aos domingos às 10h na Rádio Educadora do Cariri FM 102.1, no Crato (CE), recebeu  uma Moção de Aplausos da Câmara de Vereadores. A homenagem, aprovada pelo Poder Legislativo, foi apresentada pelo vereador José Wilson da Silva Gomes (Wilson do Rosto) e aprovada por unanimidade.

A produção e apresentação do programa é do jornalista Ney Vital. O programa é pautado em músicas de Luiz Gonzaga, informações em defesa do meio ambiente, agroecologia (destacando a Floresta Nacional da Chapada do Araripe), a cultura da região do Cariri, seus cantadores de Pífano e violeiros.

Ney Vital, que atua há mais de 35 no jornalismo, agradeceu à Moção de Aplausos do presidente e aos demais vereadores.

Raiz cultural-‘Nas Asas da Asa Branca – Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos’ segue uma trilogia amparada na cultura, cidadania e informação. Programa com roteiro usado para contar a história da música brasileira a partir da voz e sanfona de Luiz Gonzaga, seus amigos e seguidores.

“Fiquei muito feliz. O reconhecimento aumento o compromisso e a Moção de Aplausos para vai para toda equipe da Rádio Educadora comandada pelo Padre Ricardo Pereira. A voz da Câmara Municipal representa a população do Crato e assim aumenta nosso compromisso com a vida e obra de Luiz Gonzaga, ética e condução do programa, visto que a Rádio Educadora vai completar 67 anos de serviços prestados à região do Cariri e ao Brasil“, afirmou Ney Vital.

 

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TSE ORIENTA ELEITOR PARA O USO DO E-TITULO

A duas semanas do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a enviar, nesta quinta-feira (17), notificações oficiais aos eleitores pelo aplicativo e-Título.

Os alertas trazem orientações sobre serviços eleitorais, consulta ao local de votação e combate à desinformação. O envio continuará durante todo o período eleitoral, inclusive entre o primeiro e o segundo turnos.

“Queremos incentivar eleitoras e eleitores a manterem o e-Título atualizado e facilitar o acesso a informações importantes para o exercício do voto, como a consulta ao local de votação. É um canal direto de comunicação da Justiça Eleitoral com a cidadania”, destaca a assessora-chefe de Gestão da Identificação do TSE, Marília Loyola.

O TSE recomenda que os eleitores consultem antecipadamente o local de votação. A informação está disponível na opção “Onde Votar”, que indica a zona e a seção eleitoral.

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRÂNSITO É TEMA DE SEMINÁRIO

A investigação preventiva de acidentes de trânsito e o compartilhamento de experiências nacionais e internacionais voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de segurança viária foram os temas debatidos nesta quinta-feira (17) durante o 5º Seminário Internacional de Segurança no Trânsito, em Brasília. 

O evento, promovido pelo Ministério dos Transportes, reúne especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir métodos de identificação de fatores de risco, engenharia de tráfego, infraestrutura e estratégias para reduzir a mortalidade no trânsito.

O seminário marca o início da Semana Nacional de Trânsito 2026, que tem como tema “Desacelere. Seu bem maior é a vida”. A mensagem foi mantida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para reforçar a conscientização sobre os riscos do excesso de velocidade e incentivar comportamentos mais seguros nas vias.

Educação, fiscalização e investimentos-Durante a abertura do seminário, o ministro dos Transportes, George Santoro, defendeu a combinação de educação para o trânsito, fiscalização e investimentos em infraestrutura como caminho para ampliar a segurança nas rodovias brasileiras.

Segundo ele, estudos da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e da área de planejamento do ministério indicam que obras de manutenção, duplicação, ampliação da capacidade das estradas e melhorias na sinalização contribuem diretamente para a redução dos acidentes.

“Aumentamos os investimentos em todas as rodovias. Fica claro, segundo os estudos, que quanto mais investimentos são feitos na manutenção, na duplicação, no aumento de capacidade e na sinalização, os resultados em acidentes são evidentes: reduz-se o número de acidentes”, afirmou o ministro.

Melhorias na malha-Santoro também destacou a evolução das condições da malha rodoviária federal nos últimos anos. Segundo ele, cerca de 75% das rodovias federais estão atualmente classificadas como ótimas ou boas, resultado atribuído aos investimentos realizados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e aos projetos de concessão à iniciativa privada.

“A gente está com quase 76%, de rodovias classificadas como ótimas e boas. Isso nunca aconteceu na série histórica do Brasil”, disse.

De acordo com o ministro, a ampliação dos investimentos e a continuidade de obras de recuperação, sinalização e aumento da capacidade das rodovias são fatores considerados estratégicos para a redução dos sinistros e para a melhoria da segurança viária no país.


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AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE PLANO DE MANEJO DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DA CHAPADA DO ARARIPE

Na manhã desta quinta-feira (17), uma audiência pública promovida pela 16ª Vara Federal da Seção Judiciária do Ceará apresentou os principais pontos do novo Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Araripe, instrumento que estabelece diretrizes para a proteção e o uso adequado de uma unidade de conservação. O encontro está marcado para as 8h30, no auditório do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), no campus Lagoa Seca. NotíciasCeará

Durante a audiência, o chefe do ICMBio Araripe apresentou os principais pontos do Plano de Manejo. A audiência foi aberta ao público e contou com a participação de autoridades públicas federais, estaduais e municipais convidadas.

A realização da audiência ocorre após o ICMBio informar à Justiça Federal o cumprimento da determinação de aprovar e dar publicidade ao Plano de Manejo da APA. O documento foi aprovado por meio da Portaria ICMBio nº 3.607, de 4 de agosto de 2026, e está disponível para consulta no site da autarquia.

Para o professor de engenharia ambiental do IFCE, Basílio Silva Neto, a preocupação não é apenas a perda da paisagem, mas um desequilíbrio ambiental. "A gente tá perdendo todo um equilíbrio ambiental que foi gerado durante a evolução daquela área. A natureza tem uma série de conjunções que foi construída durante muito tempo, toda essa cobertura vegetal. Essa conjunção está dentro do contexto de solo, clima e relevo. E essas interações geram paisagens únicas", diz o professor.

Ele chama atenção, inclusive, para a perda de áreas que podem também oferecer valores econômicos. "Então você está desmatando áreas imensas com até 500 hectares e você não sabe que tipo de vegetação que tinha naquele local ou que essências. Você poderia fazer uma extração racional daquilo. Nós podemos estar perdendo muito em produtos orgânicos que poderiam ser gerados para a indústria farmacêutica. Temos que garantir a geração de renda, mas com a conservação do meio ambiente e com a valorização dos hábitos culturais e principalmente de forma equitativa, para que toda a sociedade venha a se beneficiar com isso", diz Basílio.

Outra questão abordada pelo pesquisador é a das queimadas, agravadas pelas mudanças climáticas. Preocupação também de ao menos 42% dos brasileiros que foram impactados pelos incêndios florestais deste ano, de acordo com uma pesquisa Datafolha.

"Há um grande risco de desertificação, como a gente já vê no sertão. Quando você retira a vegetação, você está mudando a condição do solo de infiltrar água, o que vem a comprometer a recarga dos aquíferos no vale. A questão do desmatamento na APA necessita atualmente de uma racionalização de políticas públicas, porque o sistema de monitoramento através do sensoriamento remoto, imagens de satélite, ele já nos dão uma visão muito clara. A gente já sabe a situação, cabe agora políticas públicas para que a gente consiga dar um equilíbrio do uso dessa área tão importante".

A APA da Chapada do Araripe abrange municípios dos estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. No Ceará, fazem parte da unidade: Abaiara, Altaneira, Araripe, Assaré, Barbalha, Brejo Santo, Campos Sales, Crato, Farias Brito, Jardim, Jati, Missão Velha, Nova Olinda, Penaforte, Porteiras, Potengi, Salitre e Santana do Cariri. Em Pernambuco, estão incluídos Araripina, Bodocó, Cedro, Exu, Ipubi, Moreilândia, Serrita e Trindade. No Piauí, fazem parte Alegrete do Piauí, Caldeirão Grande do Piauí, Caridade do Piauí, Curral Novo do Piauí, Francisco Macedo, Fronteiras, Marcolândia, Padre Marcos, São Julião e Simões.

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PRESIDENTE LULA REAJUSTA VALOR DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA

O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%. O aumento corresponde à variação inflacionária registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Com isso, o valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.

A atualização dos valores está prevista na legislação do Bolsa Família e busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias, de acordo com o governo.

O decreto que reajusta os valores foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17) e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Ele entra em vigor na data da publicação, mas produzirá efeitos financeiros a partir de 1º de outubro.

O decreto eleva, de cerca de R$ 600, para R$ 691 o valor mínimo garantido às famílias beneficiárias. Também reajusta para R$ 164 o Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família; para R$ 173 o Benefício Primeira Infância; e para R$ 58 o Benefício Variável Familiar.

Durante a cerimônia de assinatura do decreto, no Palácio do Planalto, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, informou que a correção teve como referência a inflação acumulada de 15,04% medida pelo INPC no período.

Segundo Moretti, a atualização busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias. Pelos cálculos apresentados pelo governo, o benefício médio do programa passará de R$ 675 para R$ 777, uma elevação nominal próxima de R$ 100 por família.


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FILME FEITO PIPA É INDICADO PARA REPRESENTAR O BRASIL NO OSCAR 2027

O filme Feito Pipa, do diretor Allan Deberton, foi escolhido para disputar uma indicação de Melhor Filme Internacional no Oscar 2027. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16) pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Visuais, responsável por selecionar o título que representa o país na premiação. 

A obra foi escolhida entre os seis longas-metragens pré-selecionados para representar o Brasil na disputa, anunciados no último dia 6 de setembro. Ao todo, 15 longas foram inscritos e habilitados para concorrer à vaga brasileira. 

O longa-metragem foi rodado em Quixadá, no sertão do Ceará. O enredo acompanha a trajetória de Gugu, papel de Yuri Gomes, um menino de 11 anos apaixonado por futebol, que mora com a avó, Dilma, interpretada pela atriz Teca Pereira.

Quando a saúde dela se fragiliza, ele tenta esconder a situação para não ter que se mudar para a casa do pai, Batista, personagem de Lázaro Ramos, em Brasília.

O filme foi o mais premiado da edição deste ano no Festival de Gramado, com os prêmios de:

Melhor Direção, 

Melhor Atriz para Teca Pereira, 

Melhor Ator Coadjuvante para Lázaro Ramos e 

Melhor Filme pelo Júri Popular, 

Menção Honrosa para Yuri Gomes, que interpreta o protagonista da história.

"A emoção é gigante, porque dentro de tantos filmes bons que a gente teve esse ano, um monte de filme legal, um monte de trabalho rico, valioso, precioso, o Feito Pipa foi selecionado para tentar esse caminho, que é um caminho que, na verdade, começa em casa, de a gente mesmo valorizar o nosso cinema", comemorou o ator Lázaro Ramos em uma rede social. 

"Acho que é um filme que o Brasil precisa e merece pela linguagem, um jeito de fazer cinema, que só a gente aqui no Brasil sabe fazer, pelos temas que trata, pelas atuações, pela direção, pelo roteiro", completou o ator. 

A presidente da Comissão de Seleção, Clélia Bessa, também ressaltou a linguagem sensível do filme como um elemento forte na escolha. 

“O filme Feito Pipa, de Allan Deberton, tem uma narrativa sensível que comunica universalmente e ao mesmo tempo traz uma forte identidade brasileira a partir de uma cidade do interior do Ceará. É sobre família, cumplicidade entre avó e neto, infância, finitude e já foi premiado em festivais internacionais importantes”, disse Clélia Bessa.

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PRF ESTABELECE REGRAS PARA EVITAR BLOQUEIOS NAS ELEIÇÕES 2026

Uma portaria conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece regras para a atuação dos órgãos de segurança pública durante as Eleições Gerais de 2026.

O texto prevê restrições a abordagens e ações de policiamento e fiscalização que possam criar obstáculos ao trânsito de eleitores. O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro e o segundo, em 25 de outubro.

De acordo com o normativo, a abordagem de veículos fica restrita a “situações que representem risco concreto e iminente à vida ou à integridade física das pessoas”.

Eventuais bloqueios em rodovias federais deverão ser comunicados previamente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) competente, com justificativa para a medida e indicação de rotas alternativas. A comunicação prévia será dispensada em casos de flagrante delito ou infração às normas de segurança do trânsito. 

Código Eleitoral-De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a norma complementa o artigo 236 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), que estabelece restrições à prisão ou detenção de eleitores e candidatos em períodos próximos ao pleito.

Eleitores não podem ser presos ou detidos nos cinco dias que antecedem as eleições até 48 horas depois do encerramento da votação. Para candidatos, a proteção começa 15 dias antes do pleito.

A legislação prevê exceções à regra, como os casos de flagrante delito e de sentença criminal condenatória por crime inafiançável.

Além do patrulhamento usual, a PRF prestará suporte logístico à Justiça Eleitoral, mediante solicitação, no transporte de materiais e urnas eletrônicas e na segurança de instalações.

Bloqueios em 2022-No segundo turno das eleições de 2022, a PRF realizou operações em rodovias, principalmente no Nordeste, para fiscalizar ônibus que transportavam eleitores. As ações ocorreram mesmo após determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a corporação não dificultasse o transporte de eleitores.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), as operações foram direcionadas a regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva havia obtido mais votos no primeiro turno.

Em dezembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, a 24 anos e seis meses de prisão, no processo sobre a trama golpista. Segundo a acusação, Vasques tentou interferir no processo eleitoral ao dificultar o deslocamento de eleitores de Lula no segundo turno. A defesa negou a acusação.

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JOSENIR LACERDA CORDELISTA E ARTESÃ RECEBE HOMENAGENS

Josenir Lacerda, cordelista e artesã cratense é considerada uma das cordelistas mais importantes na história da cultura popular cearense. Diplomada mestra da cultura no estado, Josenir Tem verbete na Wikipedia, motivado pelo trabalho do Núcleo de Artes (Nave): um projeto de cultura da Universidade Federal do Cariri (UFCA).

Idealizado pela artista e pró-reitora de Cultura na UFCA (Procult/UFCA), Aglaíze Damasceno (que também assina a diretoria criativa do projeto), o verbete para Josenir Lacerda foi lançado no dia 13 de setembro de 2024.

Natural da cidade do Crato, Josenir Lacerda é uma poeta, cordelista e artesã, tendo sido diplomada Mestra da Cultura Popular do Estado do Ceará em 2022. A artista ocupa cadeiras na Academia dos Cordelistas do Crato e na Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Josenir conta com dezenas de obras publicadas, já foi matéria duas vezes no Jornal Diário do Nordeste e é considerada uma das cordelistas mais importantes na história da cultura popular cearense, segundo o meio artístico regional do Nordeste.

No mês de agosto, na sexta-feira (21), a Casa Azul, no Crato, recebeu programação especial do Mês da Cultura Popular. A iniciativa, realizada Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Bece), celebrou a  poesia popular e o protagonismo feminino no cordel com o “Sarau Cordel de Mulher” e uma edição dedicada do programa Relatos Biográficos, que homenageia a trajetória da cordelista,  poetisa e artesã Mestra Josenir Lacerda.

Reconhecida como Mestra da Cultura do Ceará e uma das mais importantes representantes da literatura de cordel no estado, Josenir Lacerda tem sua vida marcada pela preservação da memória sertaneja e pela valorização dos saberes tradicionais. “O encontro busca resgatar narrativas e memórias orais que fundamentam a produção cultural do Ceará, reunindo os convidados Julie Oliveira, Pedro Ernesto Morais e Miguel Ferreira, sob mediação de Lorena Patrício, Coordenadora de Ação Cultural da Bece”, apresenta a organização do evento.



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MAVIEL MELO LANÇA LIVRO NA BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO EM SÃO PAULO

A poesia, a música e a literatura marcaram a passagem de Maviael Melo pela 28ª Bienal de São Paulo. Entre os dias 9 e 11 de setembro, o poeta e cantador pernambucano, radicado na Bahia, integrou a programação do Espaço Cordel e Repente, da Editora IMEPH, além de participar do podcast oficial da Bienal. Ao longo dos três dias, Maviael esteve envolvido em diferentes momentos da programação, entre conversas, mediações, apresentações e lançamentos literários.

Um dos destaques da agenda aconteceu no primeiro dia do evento, quando Maviael dividiu uma conversa com o poeta, cantor e produtor Zeca Baleiro. O encontro percorreu temas como literatura, poesia, música, política e contação de histórias, em uma prosa mediada pelo jornalista e editor Fábio Uechara.

Ainda no dia 9, no palco do Espaço Cordel e Repente, Maviael apresentou uma cantoria poética e musical, levando ao público parte do repertório de seu novo disco, que está atualmente em processo de gravação.

A atuação do poeta na Bienal também passou pela mediação de lançamentos. Maviael conduziu, no dia 10, a apresentação do livro "O Dia em que os Erros Sumiram do Mundo", do escritor cearense Diego Azevedo Albuquerque. No dia seguinte, mediou o lançamento da obra do poeta potiguar Gelson Pessoa.

A programação de encerramento contou ainda com uma prosa poética com a poeta Mariana Guimarães, acompanhada por uma condução instrumental de Maviael, durante o lançamento de seu primeiro livro de poesia, "Nudações". O poeta também conduziu um bate-papo com o ator, escritor e palestrante Nado Grimberg sobre o livro "Falar até Papagaio Fala".

Fechando sua participação em sua terceira Bienal de São Paulo, Maviael Melo também apresentou ao público seu novo trabalho literário: "Um Conto Cumulativo na Invasão do Cabral", publicado pela Editora IMEPH. O lançamento teve mediação do escritor e editor Theognis Florentino.

Com uma agenda que transitou entre a palavra falada, a música e a literatura, Maviael reforçou na Bienal uma trajetória construída justamente no encontro entre diferentes linguagens artísticas e a tradição da poesia popular.

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TARGINO GONDIM, FLAVIO JOSÉ E SANTANNA SE APRESENTAM NO FESTIVAL DE FORRÓ DA CHAPADA

O projeto Três Nordestinos que reúne Targino Gondim, Flávio José e Santanna, O Cantador, estará na 8ª edição do Festival de Forró da Chapada, que acontece de 8 a 11 de outubro, em Mucugê, na Chapada Diamantina, Bahia. O encontro dos artistas será um dos destaques do evento, conhecido como o maior encontro forró do mundo.

No palco, Targino Gondim, Flávio José e Santanna unem  trajetórias ligadas à história do forró. O projeto nasceu do encontro entre artistas que compartilham referências musicais e a defesa da cultura nordestina, com um repertório que passa por sucessos de suas carreiras e clássicos do gênero.

A apresentação também ganha significado especial por acontecer no Festival de Forró da Chapada, criado por Targino Gondim e realizado no período em que o sanfoneiro comemora seu aniversário. Ao receber os forrozeiros, o artista divide a celebração com dois nomes que fazem parte de sua trajetória musical.

Em 2026, o Festival de Forró da Chapada chega à oitava edição e mantém os mesmos espaços utilizados no ano passado. Durante quatro dias, Mucugê recebe uma programação dedicada ao forró, à cultura e à gastronomia, com reflexos no turismo e na economia da região.

Agenda 8ª edição do Festival Forró da Chapada

Dias:08 a 11 de outubro

Onde: Mucugê, na Chapada Diamantina- Ba

Aberto ao Público

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EM CARTA AOS CANDIDATOS, FENAJ PEDE VALORIZAÇÃO DOS JORNALISTAS

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) lançou, nesta terça-feira (15), duas cartas abertas para as candidaturas à presidência da República e ao Congresso Nacional. As cartas tratam dos pleitos da categoria, alertando para a precarização e retirada de direitos dos jornalistas no país e a necessidade de regulamentação das plataformas digitais.

“O avanço das plataformas digitais, situadas majoritariamente nos Estados Unidos, e a utilização de recursos como a chamada ‘inteligência artificial’, desafiam a soberania brasileira e colocam em xeque o futuro da profissão jornalística, já que essas empresas se apropriam do conteúdo produzido por nossa categoria sem nenhum tipo de contrapartida financeira”, diz a Fenaj em uma das cartas.

“A utilização de conteúdo jornalístico por essas ferramentas deve não apenas assegurar transparência, mas remuneração justa a quem produziu a informação”, acrescenta.

Entre as reivindicações da entidade, estão a aprovação do Piso Salarial Nacional e o combate à “pejotização”, que contrata pessoas físicas como se fossem empresas, e não lhes confere os direitos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

A Fenaj também defende a criação do Fundo Nacional de Apoio e Fomento ao Jornalismo (Funajor), que seria abastecido pela tributação das grandes plataformas multinacionais, para viabilizar a diversidade regional, comunitária e independente.

Comunicação Pública
Na carta aos candidatos ao cargo de presidente da República, a entidade defende o fortalecimento da Empresa Brasil de Comunicação como instrumento de garantir “conteúdos comprometidos com a cidadania e a democracia”.

“A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) deve, portanto, ser um pilar fundamental para o sistema público de comunicação de nosso país, por meio do fortalecimento de sua autonomia editorial e da garantia de financiamento público adequado e permanente”.

Lei Multimídia
Aos candidatos a cargos no Congresso Nacional, a Fenaj pede a revogação da Lei do Multimídia. A lei, sancionada em janeiro de 2026, cria a figura de um profissional apto a exercer diversas funções, como criar, produzir e editar conteúdos, entre outras atribuições.

“É um risco concreto para o futuro de nossa profissão, ao sobrepor uma série de funções historicamente regulamentadas para nossa categoria”, diz a entidade.

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