Há um século, o trem chegava ao Crato e, com ele, chegavam também novas possibilidades de circulação, encontros, comércio, trabalho e transformação. Os trilhos passaram a desenhar novos caminhos e a Estação Ferroviária tornou-se testemunha de um tempo em que o apito do trem fazia parte da paisagem e da vida cotidiana. Neste sábado, 7 de novembro, o Crato volta à Estação para celebrar seus 100 anos e reencontrar, entre trilhos, edifícios, memórias e histórias, uma parte essencial de sua identidade.
A Prefeitura do Crato, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, realiza uma programação especial que transforma o Centenário da Estação Ferroviária em um grande exercício de memória e pertencimento. Ao longo do dia, atividades de educação patrimonial, caminhada, arte, literatura, cultura popular, gastronomia e música conduzem o público por diferentes tempos e lugares da história ferroviária cratense.
A programação começa às 7h30, com o percurso "100 anos da Estação Ferroviária do Crato - Memória, Patrimônio e Territorialidade: da RFFSA ao Gesso". A concentração será no Largo da RFFSA, de onde os participantes seguirão para uma visita mediada aos espaços do antigo complexo ferroviário: Estação Ferroviária do Crato, Caixa d'Água, Casa do Agente e Armazém Ferroviário. A mediação será realizada pela professora Ana Isabel Cortez (URCA).
A partir das 17h, a Estação recebe o cerimonial oficial, apresentações musicais, feira de gastronomia e artesanato. Estão previstos os lançamentos do livro “Que Trem é Esse?” e do cordel “Que Trem é Esse – Centenário da Estação Ferroviária do Crato”, ambos com distribuição gratuita.
Na programação consta a apresentação do Coral Leninha Linard. O Coral Leninha Linard é um projeto musical coordenado pela artista, cantora e compositora cratense Leninha Linard, reunindo ex-integrantes e valorizando a história do antigo Pequeno Coral da SCAC (Sociedade de Cultura Artística do Crato), que teve regência da maestrina Divani Cabral.