RÉPLICA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA VIDA DE PORTUGAL CHEGA AO CRATO NO DIA 13 NOVEMBRO
A réplica chegará ao Brasil no dia 3 de novembro, por Fortaleza, e percorrerá diversas cidades e dioceses antes de chegar ao Crato, no dia 13 de novembro. A imagem permanecerá definitivamente no santuário.
O trajeto e a programação completa da peregrinação serão divulgados em coletiva de imprensa na próxima sexta-feira (16), às 9h, na Cúria Diocesana. As informações serão apresentadas pelo reitor do Santuário de Fátima de Crato, padre Ricardo Pereira da Silva Filho.
A chegada da imagem foi anunciada pelo santuário em abril deste ano.
CRATO: ROMEIROS VISITAM ESTÁTUA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
A estátua no Crato é a maior do mundo retratando Nossa Senhora de Fátima.
Atualmente o local é um dos principais pontos de visitação do Cariri, ampliando ainda mais o fluxo de romeiros e turistas motivados pela fé.
ALDY CARVALHO PARTICIPA DA FEIRA DO CORDEL BRASILEIRO
Entre os grandes nomes que sobem ao palco do evento estão o cantor e compositor Aldy Carvalho, Chambinho do Acordeon (com o pocket show “Cordel na Sanfona”), Antônio Nóbrega (com a palestra cantada sobre Ariano Suassuna e o Movimento Armorial), Mestre Bule-Bule, Adiel Luna, Heloisa do Pandeiro e a dupla de repentistas Geraldo Amâncio e Oliveira de Panelas.Um dos destaques desta edição é a mostra especial O Cordel das Mulheres, uma retrospectiva com obras de cordelistas de diversos estados.
Nascida e consolidada em Fortaleza (CE) a partir de 2016, a feira ampliou suas fronteiras neste ano, passando por Salvador, Fortaleza e Brasília antes de aterrissar em solo paulista. Idealizador e coordenador-geral do evento, o cordelista Klévisson Viana ressalta a importância de celebrar o cordel, reconhecido como patrimônio cultural imaterial pelo Iphan e objeto de estudo em renomadas instituições ao redor do mundo.
“Grandes universidades como as de Poitiers, Paul Valéry e Sorbonne, na França, Harvard, nos Estados Unidos, e Osaka, no Japão, mantêm grandes acervos e relevantes pesquisas dessa literatura”, aponta.
VLT DO CARIRI NÃO FUNCIONARÁ NO FERIADO DE NOSSA SENHORA APARECIDA
No Cariri, a circulação do VLT será encerrada mais cedo neste sábado (10). A última viagem com saída do Crato está prevista para às 11h20, enquanto a última partida de Juazeiro do Norte ocorrerá às 12h.
Além da região, o VLT de Sobral também terá a operação suspensa durante o feriado nacional. As demais linhas, que atendem Fortaleza e Região Metropolitana, funcionarão com horários especiais.
Em dias úteis, o transporte faz o percurso Crato-Juazeiro do Norte e funciona de segunda a sexta-feira, de 6h às 19h e aos sábados de 6h às 13h30. O VLT atua com 9 estações no total, e as passagens custam R$ 1,00 (inteira) e R$ 0,50 (meia).
MEIO AMBIENTE: ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO EM TEMPOS DE POUCOS RIOS
O Rio São Francisco, o Velho Chico, Chiquinho. Escuto o murmurar de suas verdes águas: — Deixai vir a mim as criaturas... E assim foi feito. Falar de desrespeito e depredação tornou-se obsoleto. Denunciar matanças e desmatamentos resultou nulo. Orar e orar. Pedir ao santo do seu nome a sua oração.
Lá do Cristo Redentor da cidade de Pão de Açúcar, nas Alagoas, um moleque triste escutou a confissão das águas. Segundo ele, o Velho Chico dizia:
“Ó, Senhor, criador das águas, benfeitor dos peixes, escultor de barrancas e protetor de homens fazei de mim bem mais que um instrumento de tua paz. Se paz não mais tenho faz-me levar um pouquinho aos que em mim confiam. Paz para as lavadeiras que, em Própria, choram a sua fome de pão. Que, em Brejo Grande, soltam lágrimas pelos filhos mortos no sul do país. Que, em Penedo, já perderam a fé de serem tratadas como gente sã.
Onde houver o ódio dos poderosos que eu leve o amor dos pequeninos. O amor dos que cavam a terra a plantam o aipim. Dos que cavam a terra e usam-na como cama e lençol para sempre. Dos que querem terra para suas mãos, para os seus grãos, para a sua sede. O amor que não é submisso, mas escravizado. O amor que tem coragem de um dia dizer não. Coragem diante das balas e das emboscadas, das más companhias e da solidão.
Onde houver a ofensa dos governos que eu leve o perdão dos aposentados e servidores públicos. O perdão, nunca a omissão. A luta, porque perdoar não requer calar. Perdoar não quer dizer parar. Como minhas águas, tantas e tantas vezes represadas, mas nunca paradas e que, quando em minha fúria, carregam muralhas, absorvem barreiras e escandalizam Três Marias, Xingó e Paulo Afonso.
Onde houver a discórdia dos que mandam que eu leve a união dos comandados. A suprema união dos que sonham com as mudanças, dos que querem quebrar hegemonias e oligarquias. A discórdia dos reis contra a união dos plebeus. Um povo unido é força de Deus, dizia o velho bendito e sejais bendito, Senhor. A união das águas, a união das lágrimas, a união do sangue e a união dos mesmos ideais.
Onde houver a dúvida dos que fraquejam, que eu leve a fé dos que constroem seu tempo. Na adversidade, meio ao deserto e ao clima árido, a fé dos que colhem uvas e mangas em minhas margens. Dos que colhem arroz em minhas várzeas, dos que criam peixes com minhas águas em açudes feitos. A fé dos xocós lá em Poço Redondo. A fé que cria cabras nos Escuriais. Dos que colhem cajus e criam gado em Barreiras e outros cafundós.
Onde houver o erro dos governantes que eu leve a verdade de Canudos. O bom senso dos conselheiros de encontro à insanidade dos totalitários. Os canhões abrindo fendas na cidade sitiada e a verdade expondo cada vez mais a ferida da loucura na caricatura da História. O confisco da poupança e o rombo na previdência. O fim da inflação e o pão escasso, o emprego rarefeito, a dignidade estuprada em cada lar de nordestinos.
Onde houver o desespero das crianças da Candelária que eu leve a esperança das mães de Acari. E aqui, Senhor, te peço com mais fé. A dor dos deserdados, dos que perderam seus pais, filhos ou irmãos, seja de fome, doença ou assassínio, inundai-os com as águas esmeraldas da justiça. A justiça da terra e dos céus. Pintai de verde o horizonte das famílias daqueles que foram jogados mortos em minhas águas. Eles não foram poucos.
Onde houver a tristeza dos solitários que eu leve a alegria das festas de São João. Solitário eu banho muitas terras e em todas, das Gerais, do Pernambuco, das Alagoas e do Sergipe, não há tristeza ao pé da fogueira, nas núpcias entre a concertina e o repente, entre a catira e o baião.. Das festas do Divino ao Maior São João do Mundo, deixai-me levar, Senhor, o sabor de minhas águas juninas e seus fogos de artifícios.
Onde houver as trevas da ignorância que eu leve a luz do conhecimento e da sabedoria. A escuridão dos homens dementes que teimam em querer ferir-me de morte seja massacrada pela luz de um futuro negro, sem água potável, sem terra e sem ar.. Dai-me esse poder, de entrar nas mentes e nos corações, de espraiar-me pelos mil recantos dos que querem mal à nossa casinha, nossa pequena Terra. O homem sábio seja sempre sábio e contamine os povos com ensinamentos de preservação.
Ó, Senhor, dai-me vocação para consolar os que se lamentam de má sorte. Fazei-me compreender porque tanto mal há nos corações. Sobretudo, Senhor, não autorizeis que eu deixe de ser o Rio São Francisco, que há tantos anos não foge do seu leito, espalha e espelha vida em abundância. Que, embora tenha dado, quase nada recebo, que perdoando sempre, continuo sendo morto enquanto todos pensam que serei eterno.”
Foi assim que escutei e assim reproduzo.
*Fonte: Aderaldo Luciano- paraibano, nascido em Areia, professor de Teoria da Literatura. Foto Joao Zindair
CULTURA: FEIRA DO CORDEL BRASILEIRO É REALIZADA EM SÃO PAULO
De 8 a 12 de outubro, a CAIXA Cultural São Paulo, na Praça da Sé, sedia a 7ª Feira do Cordel Brasileiro. O evento, que começou no Dia do Nordestino e se estende até o Dia das Crianças, oferece cinco dias de programação gratuita com música, poesia, oficinas, exposições e feira de folhetos.
Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo IPHAN, a arte do cordel reúne mestres de diferentes gerações.
Entre os grandes nomes que sobem ao palco do evento estão o cantor e compositor Aldy Carvalho, Chambinho do Acordeon (com o pocket show “Cordel na Sanfona”), Antônio Nóbrega (com a palestra cantada sobre Ariano Suassuna e o Movimento Armorial), Mestre Bule-Bule, Adiel Luna, Heloisa do Pandeiro e a dupla de repentistas Geraldo Amâncio e Oliveira de Panelas.
SERVIÇO: CAIXA Cultural São Paulo
Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro Histórico – São Paulo/SP (ao lado da Estação Sé do Metrô).
Dia e Horário: De 8 a 12 de outubro de 2026 (Quinta a Segunda), das 9h às 20h. Exposição aberta das 9h às 19h e feira a partir das 15h.






