FESTA DE SANTO ANTÔNIO DE BARBALHA É REVALIDADA COMO PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL

Na última terça-feira (22), durante a 114ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) revalidou o título da Festa de Santo Antônio de Barbalha como Patrimônio Cultural do Brasil. Reconhecida desde 2015, a festa passou por uma nova avaliação sobre sua trajetória e as transformações ocorridas ao longo dos anos.

A revalidação é um processo periódico que permite ao Iphan acompanhar a trajetória dos bens culturais imateriais e orientar ações para sua preservação e continuidade. No caso da Festa de Santo Antônio, o processo reafirma a importância da fé, dos saberes, das tradições e das práticas que fazem parte da manifestação e da identidade cultural de Barbalha.

Para os próximos anos, esse reconhecimento reforça a responsabilidade de manter esse patrimônio próximo das novas gerações, valorizando quem faz a festa e pensando ações para que a tradição continue sendo vivida, celebrada e também se renovando.

"A revalidação do título muda o patamar do município. Deixamos apenas de realizar uma festa e passamos a ter o compromisso de salvaguardar um patrimônio do Brasil. A gente não só reconhece o valor da Festa, mas também constroi políticas públicas para garantir que ela existirá pelas próximas gerações", destaca o Secretário de Cultura, Pertruosson Fidélis.

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NEY VITAL SACODE O FORRÓ NO RITMO DA INFORMAÇÃO E DEFESA DO MEIO AMBIENTE

 Defesa do Meio Ambiente. Valorização da Cultura Brasileira. "Ney Vital sacode o forró com bom jornalismo’. Este é o tema do projeto idealizado pelo jornalista, técnico em agroecologia,  Ney Vital, membro da Membro da Rede Brasileira de Jornalismo que iniciou programa Nas Asas da Asa Branca-Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos, transmitido pela Rádio Educadora do Cariri-fm 102.1 e na Areia Fm 87.9, todos dos domingos das 10hs às 12hs.

 Rádio Educadora do Cariri completou este ano 67 anos de fundação-Comunicando a Esperança. A proposta é série de reportagens sobre agroecologia e a valorização da cultura gonzagueana.

Nas Asas da Asa Branca segue uma trilogia amparada na cultura, cidadania e informação. “É o roteiro usado para contar a história da música brasileira a partir da voz e sanfona de Luiz Gonzaga, seus amigos e seguidores”, diz Ney Vital.

O programa é um projeto que teve início em 1990, numa rádio localizada em Araruna, Paraíba (Estado-natal de Ney). “Em agosto de 1989 Luiz Gonzaga, o  Rei do Baião, fez a passagem, partiu para o sertão da eternidade e então, naquela oportunidade, o hoje professor doutor em Ciência da literatura, Aderaldo Luciano, fez o convite para participar de um programa de rádio. E até hoje continuo neste bom combate”.

Ney considera o programa “o encontro da família brasileira”. Ele não promove rituais regionalistas, a mesquinhez saudosista dos que não se encontram com a arte e cultura, a não ser na lembrança. Ao contrário, o programa evoluiu para a tecnologia digital e forma de espaço reservado à cultura mais brasileira, universal, autêntica, descortinando um mar e , cariri sertões de ritmos variados e escancarando a infinita capacidade criadora dos que fazem arte no Brasil.

É o conteúdo dessa autêntica expressão nacional que faz romper as barreiras regionais, esmagando as falsificações e deturpações do que costuma se fazer passar como patrimônio cultural brasileiro. Também por este motivo no programa o sucesso pré-fabricado não toca e o modismo de mau gosto passa longe.

Bagagem profissional-Ney Vital usa a credibilidade e experiência de 30 anos atuando no rádio e TV. Nas afiliadas da Rede Globo (TV Grande Rio e São Francisco), foi um dos produtores do Globo Rural, onde exibiu reportagens sobre Missa do Vaqueiro de Serrita e festa de aniversário de Luiz Gonzaga e dos 500 anos do Rio São Francisco, além de dezenas de reportagens pautadas no meio ambiente do semiárido e ecologia.

Membro da Rede Brasileira de Jornalismo, Ney Vital é formado em Jornalismo na Paraíba e com Pós-Graduação em Ensino de Comunicação Social pela Uneb/Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 

“Nas Asas da Asa Branca, ao abrir as portas à mais genuína música brasileira, cria um ambiente de amor e orgulho pela nossa gente, uma disseminação de admiração e confiança em nosso povo, experimentada por quem o sintoniza a RADIO EDUCADORA em todas as regiões do Brasil, dos confins do Nordeste aos nossos pampas, do Atlântico capixaba ao noroeste mato-grossense”, frisa.

"Ney Vital usa a memória ativa e a improvisação feita de informalidade marcando o estilo dos diálogos e entrevistas do programa. Tudo é profundo. Puro sentimento. O programa flui como uma inteligência relâmpago, certeira e  hospitaleira", diz o ouvinte Arnaldo Carvalho.

 “O programa incentiva o ouvinte a buscar qualidade de vida, defender as riquezas culturais e patrimônios musicais. É um diálogo danado de arretado. As novas ferramentas da comunicação permitem ficarmos cada vez mais próximos das pessoas, através desse mundo mágico e transformador que é a sintonia via rádio”, finaliza o jornalista Ney Vital.

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EDITAL ABRE INSCRIÇÃO PARA UNIR SABERES TRADICIONAIS E ENSINO SUPERIOR

As inscrições para o edital de Ciclos de Saberes de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes do Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Cultura (MinC) têm início ao meio dia desta terça-feira (29), no horário de Brasília, e terminará às 23h59 do sábado (4 de outubro).

A seleção tem o objetivo de promover e difundir os fazeres das culturas populares brasileiras articulados ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária.

A iniciativa federal reconhece os mestres das culturas tradicionais, populares e das artes como agentes de formação cultural porque são detentores de conhecimentos fundamentais para a preservação, transmissão e valorização da diversidade cultural brasileira.

Por isso, os projetos deverão fortalecer os vínculos entre as comunidades regionais, as escolas públicas e o ensino superior para promover a circulação de saberes, o reconhecimento dos territórios culturais e a construção coletiva do conhecimento.

Quem pode participar-Podem participar dessa chamada pública exclusivamente as Instituições federais de Ensino Superior (Ifes). Cada uma delas poderá apresentar apenas uma proposta, que deve conter a parceria obrigatória mestras e mestres das culturas tradicionais e populares e das artes.

A parceria entre as instituições federais e os e mestres das culturas tradicionais poderá ser firmada individualmente ou por meio de associações, coletivos, Pontos de Cultura, Escolas Livres ou organizações que os representem.

As propostas enviadas também deverão contar com a participação de secretarias de Educação ou escolas públicas de educação básica.


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CNBB DIZ QUE SEUS PRINCIPIOS SÃO PELA DEMOCRACIA E PELA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota na qual nega ter produzido, autorizado ou participado da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral.

A declaração veio a público após o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ter acusado “gente de dentro da CNBB” de ter ajudado na divulgação de que, se eleito, retiraria de Nossa Senhora da Aparecida o título de padroeira do Brasil.

“A maior fake news da campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida. Nunca existiu movimento para tirar dela o título de padroeira do Brasil”, disse o candidato. “O PT já estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news. Conseguiu com a ajuda de gente dentro da CNBB”, acrescentou.

A nota da CNBB informou que a entidade “repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”, e que não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura.

Na sequência, informou que suas manifestações sobre as eleições “decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência”.

Após tomar ciência da nota da entidade, Flávio Bolsonaro se manifestou novamente, agradecendo a CNBB por “confirmar que essa é uma grande fake news".

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INSCRIÇÃO DE TRABALHOS NO FÓRUM DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL TERMINA DIA 30

As inscrições para o 10º Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (FBEA) terminam na próxima quarta-feira (30) para estudantes e profissionais que vão apresentar trabalho sobre o tema. O encontro ocorrerá de 23 a 28 de novembro deste ano, em Brasília.

Poderão ser inscritas pesquisas, relatos de experiência, práticas educativas, projetos, ações comunitárias e tecnologias sociais de educação ambiental que cumpram os requisitos publicados no edital de submissão, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Para participar é necessário fazer a inscrição online e pagar a taxa de inscrição que varia de R$ 20 para estudantes da educação básica a R$ 70 para profissionais que não sejam professores.

As inscrições permanecerão abertas até o último dia do fórum para os participantes que não apresentarão trabalhos. A entrada é gratuita para professores e estudantes da educação básica do ensino público e particular, além de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

Com o objetivo de compartilhar conhecimentos, ampliar redes de cooperação e fortalecer políticas públicas de educação ambiental, o fórum traz este ano o tema Educação Ambiental pela Vida.

Na programação, além da apresentação dos trabalhos, haverá outras atividades como mesas temáticas, oficinas e uma feira de economia solidária, com produtos da agricultura familiar.

Serão abordados temas relacionados à educação ambiental como a educomunicação informal, justiça ambiental, justiça climática, lutas populares, políticas públicas, redes e territórios, participação, mobilização e controle social.

Além do MMA, o encontro é realizado pela Rede Brasileira de Educação Ambiental (Rebea), o Instituto Brasília Ambiental (Ibram/DF), a Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental (Anppea) e Universidade de Brasília (UnB).

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PROFESSOR DE CIÊNCIAS PRECISA DE FORMAÇÃO CONSTANTE, DIZ PESQUISADORA

O ensino de um conjunto de disciplinas conhecidas como Stem (ciência, tecnologia, engenharia e matemática, na sigla em inglês) requer formação constante de professores, para além dos investimentos necessários em infraestrutura.

A avaliação é defendida pelos autores do Panorama da Educação Stem no Brasil. O levantamento faz uma análise de como ciência, tecnologia, engenharia e matemática estão sendo incorporadas à educação básica brasileira.

Os pesquisadores buscaram informações de seis capitais: Manaus, Belém, João Pessoa, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.

O levantamento é organizado pela Fundação Carlos Chagas, instituição sem fins lucrativos que atua na área de concursos públicos e pesquisas educacionais, em parceria com o British Council, entidade do Reino Unido voltada a relações culturais e oportunidades educacionais.

A pesquisadora Sandra Unbehaum, coordenadora do estudo, enfatiza que, para o ensino de Stem, não basta infraestrutura, como computador nas escolas.

É preciso investir na formação de profissionais de um modo profundo e constante”, diz à Agência Brasil.

Ela ressalta que a formação dos professores precisa ser vista como “parte do trabalho” deles, algo que fazem dentro da jornada. A pesquisadora contextualiza que muitos professores no país vivenciam a realidade de “atuar em mais de uma escola ou ter número excessivo de turmas e alunos”.

“A formação não pode ser pontual, não pode ser somente para professores que conseguem articular o seu tempo de trabalho e de formação”, defende.

Ela inclui a necessidade de a capacitação não ser exclusivamente a distância. “É importante, mas eu entendo que formação aprofundada se dá também na troca presencial”.


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FÉ E DISPUTA PELAS PERIFERIAS. IGREJA CATÓLICA ENTRA NA ELEIÇÃO

Ao pedir que os fiéis votem pela democracia, o alto clero católico entrou na campanha eleitoral. Não declarou apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva nem pediu votos contra Flávio Bolsonaro. Mas a orientação é um divisor de águas num país em que o candidato do PL herda a aliança do bolsonarismo com lideranças evangélicas. A opção dos bispos é disputar os critérios do voto: a defesa das instituições, dos pobres e da liberdade de consciência diante da tentativa de transformar a autoridade religiosa em cabo eleitoral.

O recado mais recente veio da Amazônia: "Nós não temos partido. Mas temos uma causa: o Evangelho e os pobres. Vote pela democracia", disse o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus,  em vídeo divulgado nesta semana. Dom Guilherme Werlang, bispo de Lages (SC), advertiu contra a manipulação religiosa que pede votos em nome de Deus: "As igrejas não são currais eleitorais". Ao lado de outros bispos, eles também trouxeram para a escolha eleitoral duas bandeiras de Lula: a soberania nacional e a proteção da Amazônia. Entretanto, nenhum candidato foi citado, apesar de as declarações confrontarem práticas e discursos associados à campanha bolsonarista.

A manifestação regional é o desdobramento prático de prolonga uma posição nacional. Em junho, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirmou que não indica candidatos ou partidos, mas pediu respeito à Constituição, às instituições, ao resultado das urnas e à verdade no debate público. O presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, também defendeu a formação da consciência dos eleitores. O alto clero católico pretende protagonizar discussão moral da eleição sem converter a Igreja em legenda partidária.

Essa posição responde a uma mudança profunda na sociedade brasileira. Segundo o Censo de 2022, os católicos passaram de 65% da população com 10 anos ou mais, em 2010, para 56,7%; os evangélicos cresceram de 21,7% para 26,9%. O catolicismo continua majoritário, mas perdeu presença relativa, sobretudo diante de igrejas que multiplicaram templos, redes de assistência e vínculos cotidianos nas periferias.

Levantamento do Ipea sobre estabelecimentos religiosos registrados em 2021 apontou 52% ligados a denominações pentecostais ou neopentecostais, 19% a evangélicas tradicionais e 11% a católicas. Templos cadastrados não equivalem ao número de fiéis, mas ajudam a medir a capilaridade dessa presença. O contraste aparece nas urnas. Na pesquisa nacional Quaest de abril, Lula tinha 43% das intenções de voto entre católicos, ante 28% de Flávio; entre evangélicos, a relação se invertia: 43% para Flávio e 23% para Lula.

Luiz Carlos Azedo-Repórter especial/Correio Braziliense. Jornalista, trabalhou nos jornais O Dia, Última Hora, O Fluminense, Diário de Notícias, O Globo e Diário Popular. Dirigiu o semanário Voz da Unidade. Apresentou o programa 3 a 1 da TV Brasil e foi diretor da Companhia de Notícias

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