CONFIRA PRÓXIMOS FERIADOS NO CEARÁ EM 2026

 

Terminado o feriadão do Dia de Nossa Senhora Aparecida, a próxima folga em algum dia da semana será em 2 de novembro, Dia de Finados. A data cairá em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana.

Ao todo, ainda restam quatro feriados nacionais em 2026. Além de Finados, outras datas podem formar fins de semana prolongados, dependendo do dia da semana em que caem e da possibilidade de emenda.

Anote na sua agenda:

28 de outubro (quarta-feira): Dia do Servidor Público - Ponto facultativo

Novembro

2 de novembro (segunda-feira): Dia de Finados - Feriado

15 de novembro (domingo): Proclamação da República - Feriado

20 de novembro (sexta-feira): Dia da Consciência Negra - Feriado

Dezembro

24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) - Ponto facultativo

25 de dezembro (sexta-feira): Natal - Feriado

31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) - Ponto facultativo

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EDIÇÃO NÚMERO 55 DA REVISTA ITAYTERA ACONTECE NO SÁBADO (17)

 

O lançamento da Revista ITAYTERA, edição número 55, acontece no sábado (17), na praça Siqueira Campos, às 9hs. A realização é do Instituto Cultural do Cariri.

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RÉPLICA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA VINDA DE PORTUGAL CHEGA AO CRATO NO DIA 13 NOVEMBRO

O Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Crato, prepara uma peregrinação especial para marcar a chegada da réplica da santa, vinda de Portugal. A imagem é uma cópia fiel da estátua instalada na Capelinha das Aparições, em Fátima, Portugal.

A réplica chegará ao Brasil no dia 3 de novembro, por Fortaleza, e percorrerá diversas cidades e dioceses antes de chegar ao Crato, no dia 13 de novembro. A imagem permanecerá definitivamente no santuário.

O trajeto e a programação completa da peregrinação serão divulgados em coletiva de imprensa na próxima sexta-feira (16), às 9h, na Cúria Diocesana. As informações serão apresentadas pelo reitor do Santuário de Fátima de Crato, padre Ricardo Pereira da Silva Filho.

A chegada da imagem foi anunciada pelo santuário em abril deste ano.

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CRATO: ROMEIROS VISITAM ESTÁTUA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Centenas de fiéis visitam e fazem orações no monumento de Nossa Senhora de Fátima, no Crato, região do Cariri cearense. A estátua tem 54 metros de altura, maior inclusive que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, de 38 metros de altura. 

A estátua no Crato é a maior do mundo retratando Nossa Senhora de Fátima.

Atualmente o local é um dos principais pontos de visitação do Cariri, ampliando ainda mais o fluxo de romeiros e turistas motivados pela fé.

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ALDY CARVALHO PARTICIPA DA FEIRA DO CORDEL BRASILEIRO


A cidade de São Paulo é palco da maior feira de cordel da América Latina. A 7ª Feira do Cordel Brasileiro acontece desde sexta-feira, das 9h às 20h, na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111, Centro), com entrada gratuita. A feira se consolidou como um dos principais e valorização do cordel no País.

Entre os grandes nomes que sobem ao palco do evento estão o cantor e compositor Aldy Carvalho, Chambinho do Acordeon (com o pocket show “Cordel na Sanfona”), Antônio Nóbrega (com a palestra cantada sobre Ariano Suassuna e o Movimento Armorial), Mestre Bule-Bule, Adiel Luna, Heloisa do Pandeiro e a dupla de repentistas Geraldo Amâncio e Oliveira de Panelas.Um dos destaques desta edição é a mostra especial O Cordel das Mulheres, uma retrospectiva com obras de cordelistas de diversos estados.

Nascida e consolidada em Fortaleza (CE) a partir de 2016, a feira ampliou suas fronteiras neste ano, passando por Salvador, Fortaleza e Brasília antes de aterrissar em solo paulista. Idealizador e coordenador-geral do evento, o cordelista Klévisson Viana  ressalta a importância de celebrar o cordel, reconhecido como patrimônio cultural imaterial pelo Iphan e objeto de estudo em renomadas instituições ao redor do mundo.

“Grandes universidades como as de Poitiers, Paul Valéry e Sorbonne, na França, Harvard, nos Estados Unidos, e Osaka, no Japão, mantêm grandes acervos e relevantes pesquisas dessa literatura”, aponta.

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VLT DO CARIRI NÃO FUNCIONARÁ NO FERIADO DE NOSSA SENHORA APARECIDA

O VLT do Cariri não funcionará nesta segunda-feira (12), data onde é celebrado o feriado de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. O anúncio foi feito nos canais oficiais da Metrofor. A operação volta a funcionar normalmente na terça-feira (13).

No Cariri, a circulação do VLT será encerrada mais cedo neste sábado (10). A última viagem com saída do Crato está prevista para às 11h20, enquanto a última partida de Juazeiro do Norte ocorrerá às 12h.

Além da região, o VLT de Sobral também terá a operação suspensa durante o feriado nacional. As demais linhas, que atendem Fortaleza e Região Metropolitana, funcionarão com horários especiais.

Em dias úteis, o transporte faz o percurso Crato-Juazeiro do Norte e funciona de segunda a sexta-feira, de 6h às 19h e aos sábados de 6h às 13h30.  O VLT atua com 9 estações no total, e as passagens custam R$ 1,00 (inteira) e R$ 0,50 (meia).


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MEIO AMBIENTE: ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO EM TEMPOS DE POUCOS RIOS

O Rio São Francisco, o Velho Chico, Chiquinho. Escuto o murmurar de suas verdes águas: — Deixai vir a mim as criaturas... E assim foi feito. Falar de desrespeito e depredação tornou-se obsoleto. Denunciar matanças e desmatamentos resultou nulo. Orar e orar. Pedir ao santo do seu nome a sua oração.

Lá do Cristo Redentor da cidade de Pão de Açúcar, nas Alagoas, um moleque triste escutou a confissão das águas. Segundo ele, o Velho Chico dizia:

“Ó, Senhor, criador das águas, benfeitor dos peixes, escultor de barrancas e protetor de homens fazei de mim bem mais que um instrumento de tua paz. Se paz não mais tenho faz-me levar um pouquinho aos que em mim confiam. Paz para as lavadeiras que, em Própria, choram a sua fome de pão. Que, em Brejo Grande, soltam lágrimas pelos filhos mortos no sul do país. Que, em Penedo, já perderam a fé de serem tratadas como gente sã.

Onde houver o ódio dos poderosos que eu leve o amor dos pequeninos. O amor dos que cavam a terra a plantam o aipim. Dos que cavam a terra e usam-na como cama e lençol para sempre. Dos que querem terra para suas mãos, para os seus grãos, para a sua sede. O amor que não é submisso, mas escravizado. O amor que tem coragem de um dia dizer não. Coragem diante das balas e das emboscadas, das más companhias e da solidão. 

Onde houver a ofensa dos governos que eu leve o perdão dos aposentados e servidores públicos. O perdão, nunca a omissão. A luta, porque perdoar não requer calar. Perdoar não quer dizer parar. Como minhas águas, tantas e tantas vezes represadas, mas nunca paradas e que, quando em minha fúria, carregam muralhas, absorvem barreiras e escandalizam Três Marias, Xingó e Paulo Afonso.

Onde houver a discórdia dos que mandam que eu leve a união dos comandados. A suprema união dos que sonham com as mudanças, dos que querem quebrar hegemonias e oligarquias. A discórdia dos reis contra a união dos plebeus. Um povo unido é força de Deus, dizia o velho bendito e sejais bendito, Senhor. A união das águas, a união das lágrimas, a união do sangue e a união dos mesmos ideais.

Onde houver a dúvida dos que fraquejam, que eu leve a fé dos que constroem seu tempo. Na adversidade, meio ao deserto e ao clima árido, a fé dos que colhem uvas e mangas em minhas margens. Dos que colhem arroz em minhas várzeas, dos que criam peixes com minhas águas em açudes feitos. A fé dos xocós lá em Poço Redondo. A fé que cria cabras nos Escuriais. Dos que colhem cajus e criam gado em Barreiras e outros cafundós.

Onde houver o erro dos governantes que eu leve a verdade de Canudos. O bom senso dos conselheiros de encontro à insanidade dos totalitários. Os canhões abrindo fendas na cidade sitiada e a verdade expondo cada vez mais a ferida da loucura na caricatura da História. O confisco da poupança e o rombo na previdência. O fim da inflação e o pão escasso, o emprego rarefeito, a dignidade estuprada em cada lar de nordestinos.

Onde houver o desespero das crianças da Candelária que eu leve a esperança das mães de Acari. E aqui, Senhor, te peço com mais fé. A dor dos deserdados, dos que perderam seus pais, filhos ou irmãos, seja de fome, doença ou assassínio, inundai-os com as águas esmeraldas da justiça. A justiça da terra e dos céus. Pintai de verde o horizonte das famílias daqueles que foram jogados mortos em minhas águas. Eles não foram poucos.

Onde houver a tristeza dos solitários que eu leve a alegria das festas de São João. Solitário eu banho muitas terras e em todas, das Gerais, do Pernambuco, das Alagoas e do Sergipe, não há tristeza ao pé da fogueira, nas núpcias entre a concertina e o repente, entre a catira e o baião.. Das festas do Divino ao Maior São João do Mundo, deixai-me levar, Senhor, o sabor de minhas águas juninas e seus fogos de artifícios.

Onde houver as trevas da ignorância que eu leve a luz do conhecimento e da sabedoria. A escuridão dos homens dementes que teimam em querer ferir-me de morte seja massacrada pela luz de um futuro negro, sem água potável, sem terra e sem ar.. Dai-me esse poder, de entrar nas mentes e nos corações, de espraiar-me pelos mil recantos dos que querem mal à nossa casinha, nossa pequena Terra. O homem sábio seja sempre sábio e contamine os povos com ensinamentos de preservação.

Ó, Senhor, dai-me vocação para consolar os que se lamentam de má sorte. Fazei-me compreender porque tanto mal há nos corações. Sobretudo, Senhor, não autorizeis que eu deixe de ser o Rio São Francisco, que há tantos anos não foge do seu leito, espalha e espelha vida em abundância. Que, embora tenha dado, quase nada recebo, que perdoando sempre, continuo sendo morto enquanto todos pensam que serei eterno.”

Foi assim que escutei e assim reproduzo.

*Fonte: Aderaldo Luciano- paraibano, nascido em Areia, professor de Teoria da Literatura. Foto Joao Zindair

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