EM CARTA AOS CANDIDATOS, FENAJ PEDE VALORIZAÇÃO DOS JORNALISTAS

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) lançou, nesta terça-feira (15), duas cartas abertas para as candidaturas à presidência da República e ao Congresso Nacional. As cartas tratam dos pleitos da categoria, alertando para a precarização e retirada de direitos dos jornalistas no país e a necessidade de regulamentação das plataformas digitais.

“O avanço das plataformas digitais, situadas majoritariamente nos Estados Unidos, e a utilização de recursos como a chamada ‘inteligência artificial’, desafiam a soberania brasileira e colocam em xeque o futuro da profissão jornalística, já que essas empresas se apropriam do conteúdo produzido por nossa categoria sem nenhum tipo de contrapartida financeira”, diz a Fenaj em uma das cartas.

“A utilização de conteúdo jornalístico por essas ferramentas deve não apenas assegurar transparência, mas remuneração justa a quem produziu a informação”, acrescenta.

Entre as reivindicações da entidade, estão a aprovação do Piso Salarial Nacional e o combate à “pejotização”, que contrata pessoas físicas como se fossem empresas, e não lhes confere os direitos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

A Fenaj também defende a criação do Fundo Nacional de Apoio e Fomento ao Jornalismo (Funajor), que seria abastecido pela tributação das grandes plataformas multinacionais, para viabilizar a diversidade regional, comunitária e independente.

Comunicação Pública
Na carta aos candidatos ao cargo de presidente da República, a entidade defende o fortalecimento da Empresa Brasil de Comunicação como instrumento de garantir “conteúdos comprometidos com a cidadania e a democracia”.

“A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) deve, portanto, ser um pilar fundamental para o sistema público de comunicação de nosso país, por meio do fortalecimento de sua autonomia editorial e da garantia de financiamento público adequado e permanente”.

Lei Multimídia
Aos candidatos a cargos no Congresso Nacional, a Fenaj pede a revogação da Lei do Multimídia. A lei, sancionada em janeiro de 2026, cria a figura de um profissional apto a exercer diversas funções, como criar, produzir e editar conteúdos, entre outras atribuições.

“É um risco concreto para o futuro de nossa profissão, ao sobrepor uma série de funções historicamente regulamentadas para nossa categoria”, diz a entidade.

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OS DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL

A comunicação pública tem se defrontado em nosso país, nos últimos anos, com inúmeros desafios, decorrentes de uma série de fatores. Resumidamente, podemos identificar e explicitar esses desafios a partir de dois focos principais: 1) a ambiguidade com que gestores públicos, profissionais e mesmo estudiosos da comunicação contemplam o seu conceito e 2) a adesão a práticas e ações comunicacionais que não se afinam com os objetivos de uma comunicação pública autêntica.

Especialistas que têm se empenhado em caracterizar o ethos da comunicação pública brasileira evidenciam a necessidade de diferenciá-la de outras modalidades de comunicação que, embora aparentemente próximas a ela, servem apenas para estabelecer limites imprecisos, ou totalmente inadequados, para a sua categorização.

Referimo-nos especificamente à comunicação política e à comunicação governamental que encerram vieses relevantes, e que comprometem o entendimento que deveria prevalecer sobre o que constitui, efetivamente, uma verdadeira comunicação pública.

Beth Brandão, profissional, pesquisadora e estudiosa, que inclusive empresta o seu nome para uma premiação nacional nessa área, prestou importante contribuição para a delimitação do conceito de comunicação pública ao distingui-la destas outras modalidades e práticas.

Ela repetia, com lucidez e competência, que a comunicação política se potencializa pela expressão de ideias, crenças e opiniões de natureza estritamente política e que, quase sempre, está contaminada por compromissos com programas de partidos políticos e até interesses pessoais de seus representantes. Neste sentido, ela alimenta o processo de polarização que tem penalizado o debate democrático em nosso país.

Ao mesmo tempo, Beth Brandão alertou para o fato de que a comunicação pública não deve ser confundida com a comunicação governamental, que também incorpora alguns vieses, muitas vezes pelo fato de assumir uma perspectiva que se identifica com a promoção pessoal dos atores que dela se utilizam.

A comunicação pública, como acentuou Beth Brandão e estudiosos que têm tratado desta temática (Jorge Duarte, Heloiza Matos, Maria Helena Weber e muitos outros), tem como objetivo a construção do espaço público, a democratização da informação e do conhecimento. Ela se materializa pela promoção do debate democrático e o estímulo à participação dos cidadãos no processo de elaboração de políticas públicas para atender às suas demandas e expectativas.

Reduzir, portanto a comunicação pública a estas duas instâncias (comunicação política e comunicação governamental) constitui um equívoco conceitual importante porque ela deve estar comprometida com o interesse público, e não com o atendimento aos interesses da classe política ou dos governos, no âmbito municipal, estadual ou federal.

A partir desta perspectiva, que define como objetivo da comunicação pública o atendimento ao interesse coletivo, é razoável, e necessário inclusive, admitir que há iniciativas privadas, ou sob a égide de organizações não governamentais, que cumprem este propósito. Determinadas ações e atividades desenvolvidas por empresas e entidades privadas podem estar comprometidas com o interesse coletivo e é fácil confirmar esta condição em inúmeras campanhas que contemplam as áreas da saúde, do meio ambiente, da ciência e da cultura, em particular a democratização da informação e do conhecimento. Isso não significa que não devemos estar atentos à ação de lobbies empresariais que praticam uma comunicação não ética, não transparente, para manter e ampliar os seus privilégios.

Uma prática não democrática
No que diz respeito às práticas de comunicação pública, há questões relevantes a considerar quando se observa a cena brasileira.

De imediato, é preciso reconhecer que a manifestação da chamada comunicação pública atenta, sobretudo, para a legitimidade do próprio conceito de comunicação. Ela se resume quase sempre à produção e circulação de informações de interesse dos atores que as enunciam, mas não privilegiam uma condição básica de um processo autêntico de comunicação. Ela não está comprometida em ouvir os cidadãos, a sociedade, mas apenas contemplá-los como destinatários de seus comunicados.

A comunicação pública, para se constituir em processo efetivo de comunicação, precisa privilegiar o feedback, interagir com os cidadãos, torná-los protagonistas do processo de comunicação e não apenas considerá-los como público-alvo.

Há ainda outras questões que merecem ser explicitadas. A chamada comunicação pública não tem levado em conta a pluralidade de perfis que constituem a formidável diversidade brasileira. Ela se apropria de discursos e narrativas que, quase sempre, contemplam um cidadão letrado com domínio de informações qualificadas e de conceitos mais refinados, o que só caracteriza uma parte minoritária da população brasileira. Ao mesmo tempo, se vale de canais para sua expressão que, majoritariamente, não são acessados por parcela expressiva da sociedade.

Quando a comunicação pública recorre às redes sociais, instâncias que, comprovadamente, incorporam segmentos representativos da sociedade brasileira, acaba se convertendo, equivocadamente, em um discurso laudatório de promoção das instituições ou dos seus gestores, muitas vezes valendo-se de informações imprecisas ou não verdadeiras, o que contribui para o incremento do processo de desinformação.

Recomenda-se firmemente que a comunicação pública cumpra os princípios e diretrizes que a aproximem da comunicação chamada popular ou comunitária (exemplarmente caracterizada pela professora Cicília Peruzzo), o que contribuiria para que ela realmente promova o diálogo produtivo, e socialmente relevante, com os cidadãos brasileiros.

É imperioso que a comunicação pública brasileira abandone a lógica autoritária do convencimento em prol da prática democrática da participação. Infelizmente, ela, com raras exceções que merecem ser saudadas, não tem se colocado a serviço dos cidadãos e resiste em assumi-los como protagonistas. Certamente, esse é o desafio para o qual, prioritariamente, devemos estar mobilizados para a sua urgente superação.

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(As opiniões expressas nos artigos publicados no Jornal da USP e reproduzidas nO blog Ney Vital são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem opiniões do veículo nem posições institucionais da Universidade de São Paulo

Por Wilson da Costa Bueno, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP
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ROMARIA DE NOSSA SENHORA DAS DORES REÚME FIÉS. VIVA PADRE CÍCERO DO JUAZEIRO

Cerca de 300 mil romeiros e visitantes passam por Juazeiro do Norte durante a Festa e Romaria de Nossa Senhora das Dores, que chega ao fim nesta terça-feira (15) com a tradicional procissão em homenagem à padroeira do município. A programação começou em 29 de agosto e transformou a cidade em um dos principais pontos de concentração do turismo religioso no Nordeste.

A movimentação de fiéis é intensa desde os primeiros dias da programação. Romeiros de diferentes estados nordestinos e de várias cidades do Ceará chegam a Juazeiro do Norte para participar das celebrações, cumprir promessas, agradecer graças alcançadas e acompanhar os momentos finais da festa.

A procissão desta terça-feira deve reunir uma multidão pelas ruas da cidade e marcar o encerramento oficial das festividades. O cortejo é considerado um dos momentos de maior concentração de público da programação religiosa.

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CONFIRA PREVISÃO DO TEMPO PARA CIDADES LOCALIZADAS NO CARIRI DO CEARÁ

Três municípios cearenses registraram temperaturas abaixo de 20°C nesta semana, conforme dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Entre a noite de quarta-feira (9) e a manhã de quinta-feira (10), a menor marca foi registrada em Aiuaba, com 17,1°C.

Também ficaram abaixo dos 20°C, as cidades de Araripe, com 19,4°C, e São Benedito, com 19,8°C. O cenário é comum em áreas de maior altitude do Estado.

Segundo o meteorologista Vinícius Oliveira, da Funceme, regiões como a Serra da Ibiapaba, o Maciço de Baturité e a Chapada do Araripe podem continuar a apresentar mínimas abaixo de 20°C nos próximos dias.

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ASPECTOS AMBIENTAIS E LEGAIS EM DEFESA DA CHAPADA DO ARARIPE SÃO TEMAS DE PALESTRAS EM JUAZEIRO DO NORTE, CEARÁ

Conforme destacou o BLOG NEY VITAL, Um ato em defesa da Chapada do Araripe foi realizado no último domingo de agosto na região sul do Cariri, Crato Ceará. A mobilização ocorreu após a aprovação do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Araripe pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A Chapada do Araripe é chamada de Oásis do Sertão porque guarda extensos reservatórios de água subterrânea e centenas de nascentes perenes em pleno semiárido nordestino. A atividade reuniu movimentos sociais, coletivos culturais, ambientalistas, trabalhadores, povos e comunidades tradicionais, sindicatos, organizações populares e representantes da sociedade civil para discutir a proteção do território.

Na próxima quinta-feira (17) haverá dois eventos que debaterão o tema: pela manhã no auditório da Faculdade Unileão, Juazeiro do Norte ocorrerá Audiência Pública de apresentação do Plano de Manejo da APA Chapada do Araripe. No período da noite, na Faculdade Estácio, ocorrerá palestra sobre aspectos ambientais e legais na defesa da Chapada do Araripe.

Os eventos terão participação do Promotor de Justiça, Thiago Marques Vieira e do ambientalista e educador, biólogo Marcio Holanda.

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BLOG NEY VITAL EM NOVO FORMATO VAI FORTALECER JORNALISMO DA REGIÃO CARIRI

O Blog do Ney Vital (comandado pelo jornalista Ney Vital, reconhecido por sua ampla trajetória na cobertura jornalística, cultural e ambiental do Vale do São Francisco e Cariri nos próximos meses seguirá a tendência na tecnologia digital, internet, com novas ferramentas para facilitar o compartilhamento e a leitura por celular e tablet. 


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ALDY CARVALHO LANÇA LIVRO O SAPINHO RONALDO NA BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO

O cantor, poeta e cordelista Aldy Carvalho participou da Bienal Internacional do Livro de São Paulo para lançar sua obra infantil "O Sapinho Ronaldo" Em suas redes sociais, o artista festejou o lançamento da obra voltada ao público infantil e à literatura de cordel no evento. Ele também já havia marcado presença em edições anteriores, como na 27ª Bienal em 2024 com o livro O Menino Iluminado

O cantador e poeta petrolinense Aldy Carvalho é um artista nascido no sertão de Pernambuco, cuja obra reflete o rico universo nordestino. Como poeta, cantador, escritor, compositor e violonista, sua arte é um verdadeiro mosaico de sons e histórias.

SAPINHO RONALDO: Esta fábula nasceu da inquietação diante de um mundo que, muitas vezes, insiste em rotular, excluir e silenciar aquilo que é diferente. O sapinho Ronaldo representa todos aqueles que, desde cedo, sentem dentro de si o desejo de ir além do que lhes foi imposto, de aprender, de sonhar e de ocupar seu lugar com dignidade.  

A narrativa aborda com sensibilidade a inclusão, a diversidade, a identidade, o pertencimento e a coragem de ser quem se é. livro conta com ilustrações de Anna B. Gonzales. 

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