BARBALHA EXPOCARIRI 2026: JOQUINHA GONZAGA E AMAZAN COMANDAM TRIBUTO AO FORRÓ


Tributo ao Forró. Uma noite que ficará na história de Barbalha, Ceará. Este cenário aconteceu na EXPOCARIRI 2026, ao reunir sete grandes nomes da música brasileira:  Joquinha Gonzaga, Amazan, Chico Pessoa, Leonardo de Luna, Fábio Carneirinho, Joãozinho do Exu e Henrique Brandão.

A ExpoCariri 2026 é a terceira edição da maior feira agropecuária da região Sul do Ceará, realizada de 29 a 31 de outubro.

A edição de 2026 conta com 250 estandes. A estrutura inclui áreas demonstrativas, exposição de animais, máquinas, vitrines tecnológicas, produtos, serviços e programação técnica voltada aos produtores rurais. O acesso ao evento será gratuito e aberto ao público.

O evento acontece no Campo Experimental da Embrapa, Corredor dos Sabinos, Barbalha-Ceará.

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BARBALHA TERÁ PONTO DE APOIO PARA ROMEIROS E VISITANTES DURANTE ROMARIA DE FINADOS

 

Durante a Romaria de Finados, Barbalha contará com uma estrutura de acolhimento para receber romeiros e visitantes que passam pelo município para vivenciar esse período de fé e devoção. A ação será realizada pela Prefeitura Municipal, entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro, na Estátua de Santo Antônio.

Celebrado em 2 de novembro, o Dia de Finados é marcado pela memória e pelas homenagens aos entes queridos que já partiram. Para muitos fiéis, a data também representa um momento de oração e renovação da fé, motivando visitas a igrejas, santuários e outros espaços de devoção. No Cariri, essa tradição religiosa atrai romeiros e visitantes que percorrem a região para vivenciar suas crenças e participar das celebrações.

Para acolher esse público, a Prefeitura disponibilizará uma tenda com atendimentos sociais, além de banheiros públicos. A estrutura funcionará das 8h às 17h, durante os quatro dias da ação.

A iniciativa reúne as secretarias municipais, em uma atuação integrada para oferecer suporte a quem chega a Barbalha motivado pela fé, pela devoção e pela tradição religiosa.

Com a iniciativa, o município busca garantir melhores condições de acolhimento aos romeiros e visitantes que circulam pela cidade durante a Romaria de Finados. (ASCOM PMB)

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ROMARIA DE FINADOS REÚNE FIÉIS EM JUAZEIRO DO NORTE, CEARÁ

O último dia da Romaria de Finados, na segunda-feira (2), encerra a movimentação de fiéis em Juazeiro do Norte, no Cariri do Ceará.

A estimativa é que cerca de 350 mil pessoas passassem pelo evento, que movimenta a fé e o turismo da região. A Romaria de Finados é o ponto alto e encerra o ciclo de romarias durante o ano em Juazeiro do Norte.

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JUAZEIRO: POETAS JOÃO BANDEIRA E IVANILDO VILANOVA PARTICIPAM DO FESTIVAL DE VIOLEIROS

Poeta João Bandeira e Ney Vital
O Festival de Repentistas de Juazeiro do Norte, Ceará, será realizado nos dias 30 e 31 de outubro, a partir das 19h, na Praça Padre Cícero. O evento é gratuito e celebra a cantoria de viola e a poesia improvisada, valorizando a cultura que é Patrimônio Imaterial do Brasil.

A programação conta com 30 repentistas. Na sexta-feira (30), 20 artistas locais e regionais se apresentarão ao público. Entre os nomes confirmados estão José Saraiva, Agustinho de Oliveira, Nascimento Araújo, Raimundo Vieira, Zé Ary, João Bandeira e Geovany Ramos.

No sábado (31), o festival terá cinco duplas de repentistas, incluindo artistas reconhecidos nacionalmente, como Ivanildo Vila Nova, Jonas Bezerra e Edmilson Ferreira. Também participam Antônio Lisboa, André Santos, Felipe Pereira, Helânio Moreira, Zé Carlos do Pajeú, Alex Luna Sim e Lucinha Saraiva.

O evento é realizado pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult), em parceria com a Associação Civil para o Desenvolvimento do Brasil (ACDB), e integra o Circuito de Festivais do Município. A iniciativa busca fortalecer a tradição da cantoria e ampliar o acesso da população às manifestações culturais nordestinas.

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DIA DE FINADOS: CONFIRA VISITAS CEMITÉRIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE

A Prefeitura do Crato, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Conservação, estima que cerca de 10 mil pessoas passem pelo Cemitério Público Nossa Senhora da Piedade, no Centro, na próxima segunda-feira (2), Dia de Finados.

O campo-santo estará aberto para visitação das 5h às 20h. A programação religiosa contará com duas missas campais, às 5h e às 19h, oferecendo aos fiéis momentos de oração coletiva e reflexão em memória de seus entes queridos.

Além da movimentação no cemitério central, que abriga quase 6 mil túmulos, a previsão é de fluxo intenso também nos cemitérios dos distritos de Dom Quintino (com 1.230 túmulos) e Ponta da Serra (2.110 túmulos). (Fonte: Site PMC/Emanuelle Magalhães) 


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O SERTAO QUE TROUXERAM PARA O MAR E QUE AGORA DESAPARE, POR ANSELMO ALVES

Quisera eu ter a destreza das palavras para contar este fato com a beleza dos versos de Zédantas, o poeta do Pajeú que, ao lado do Rei do Baião, imaginou o desafio entre o rio e o mar. Mas há realidades tão áridas que nem mesmo a poesia consegue disfarçar suas tristezas.

Esta não é uma história de rios que desafiam oceanos, é sobre um sertão que, em 2012, trouxeram para as franjas do mar, no coração do Recife. Um sertão de memórias, sons, imagens, saberes e afetos, um lugar onde o Nordeste, tão vasto em sua geografia e tão profundo em sua cultura, encontrava abrigo na obra de seu maior intérprete, Luiz Gonzaga.

O Cais do Sertão não era apenas um equipamento cultural, tampouco uma simples atração turística destinada a preencher roteiros de visitantes. Havia ali um projeto expográfico, uma concepção museológica e uma proposta pedagógica que pretendiam traduzir, por meio de experiências e narrativas, o universo sertanejo. Entretanto, o tempo foi passando, e o sertão, pouco a pouco, foi sendo retirado de dentro daquele espaço.

O lugar de memória tornou-se, gradativamente, um amontoado de equipamentos desgastados, dispositivos quebrados e ambientes desprovidos de sua função original. Parte do espaço passou a atender a finalidades comerciais, apenas.

O rooftop, concebido para acolher a culinária nordestina e até mesmo uma experiência de estudos gastronômicos, acabou reduzido a um restaurante cuja operação, a julgar pela experiência oferecida, não dialoga com a proposta cultural que deveria orientar o equipamento. A música, que deveria ser patrimônio e identidade, cedeu lugar a uma programação sonora sem qualquer compromisso aparente com a alma daquele projeto.

Mas a questão não se resume a uma mudança de gestão, o problema é mais profundo.

Um museu não é um depósito de objetos, tampouco um espaço que se sustenta pela imponência de sua arquitetura. É, antes de tudo, uma instituição de memória, conhecimento, pesquisa, educação e interpretação do mundo. Quando se esvazia sua dimensão museológica, não se perde apenas uma exposição, perde-se a possibilidade de transmitir conhecimento, estabelecer vínculos e produzir novas leituras sobre aquilo que somos.

Nesse processo, até mesmo os profissionais responsáveis pela mediação cultural parecem ter sido reduzidos a uma nomenclatura que pouco traduz a complexidade de sua atuação. Educadores chamados de monitores, como se a mediação entre patrimônio e sociedade pudesse ser resumida a uma tarefa meramente operacional. É preciso reconhecer esse trabalho, porque, quando as instituições perdem o rumo, são frequentemente os poucos profissionais que permanecem dentro delas que tentam impedir o naufrágio.

A discussão sobre a concessão do espaço, portanto, não surge em terreno neutro, ela encontra um equipamento que já experimentou um processo de esvaziamento de sua função cultural e pedagógica e é justamente por isso que a questão merece atenção pública.

Não se trata de demonizar a possibilidade de uma concessão, nem de ignorar que modelos de gestão podem ser discutidos. Trata-se de perguntar o que será preservado, quais compromissos serão assumidos e, sobretudo, que lugar ocupará a função museológica nesse novo arranjo.

E a preocupação se torna ainda maior quando olhamos para o restante do território pernambucano.

No Recife, o Memorial Luiz Gonzaga, importante centro de documentação e pesquisa localizado no Pátio de São Pedro, enfrenta dificuldades que comprometem sua estrutura e seu funcionamento. Em Caruaru, o Museu do Forró guarda um acervo de valor histórico e cultural que demanda atenção. Em Exu, o Parque Aza Branca, lugar de memória e peregrinação afetiva para admiradores do Rei do Baião, também convive com o abandono e a ausência de uma política continuada de cuidado.

É uma contradição difícil de ignorar.

Pernambuco é o berço de Luiz Gonzaga, um artista que modificou de maneira incontornável a trajetória da música brasileira, que fez do Nordeste muito mais do que uma paisagem distante no imaginário de quem vivia nas grandes cidades. 

Eleito por votação popular como O Pernambucano do Século XX, Gonzagão não pertence apenas à lembrança dos seus conterrâneos,  sua obra é patrimônio afetivo e cultural de uma nação. E, diante de tudo isso, cabe perguntar que destino estamos reservando à memória do homem que tanto fez para que o Brasil conhecesse o nosso sertão?

Talvez Zédantas e Gonzagão encontrassem uma maneira mais bonita de contar essa história. Talvez fizessem o sertão conversar novamente com o mar, como fizeram em seus versos. Mas, desta vez, não há desafio poético entre rios e oceanos. Há uma pergunta que Pernambuco precisa responder. Se o Estado que viu nascer o Rei do Baião não consegue assegurar a dignidade dos lugares que guardam sua memória, o que estamos, afinal, fazendo com a herança cultural que ele nos deixou?

 Anselmo Alves é  jornalista, produtor cultural, pesquisador e documentarista


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EXPOCARIRI 2026: TRIBUTO AO FORRÓ ACONTECE COM SHOW DE JOQUINHA GONZAGA


Na EXPOCARIRI 2026 vai acontecer o Show Tributo ao Forró. Uma grande celebração reunindo sete grandes nomes da música brasileira: Fábio Carneirinho, Amazan, Chico Pessoa, Leonardo de Luna, Joquinha Gonzaga, Joãozinho do Exu e Henrique Brandão.

A ExpoCariri 2026 é a terceira edição da maior feira agropecuária da região Sul do Ceará, realizada de 29 a 31 de outubro.

O evento acontece na sexta-feira,  30 de outubro, das 19h30 às 21h30 no Campo Experimental da Embrapa, Corredor dos Sabinos, Barbalha-CE.


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