BARBALHA TERÁ PONTO DE APOIO PARA ROMEIROS E VISITANTES DURANTE ROMARIA DE FINADOS

 

Durante a Romaria de Finados, Barbalha contará com uma estrutura de acolhimento para receber romeiros e visitantes que passam pelo município para vivenciar esse período de fé e devoção. A ação será realizada pela Prefeitura Municipal, entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro, na Estátua de Santo Antônio.

Celebrado em 2 de novembro, o Dia de Finados é marcado pela memória e pelas homenagens aos entes queridos que já partiram. Para muitos fiéis, a data também representa um momento de oração e renovação da fé, motivando visitas a igrejas, santuários e outros espaços de devoção. No Cariri, essa tradição religiosa atrai romeiros e visitantes que percorrem a região para vivenciar suas crenças e participar das celebrações.

Para acolher esse público, a Prefeitura disponibilizará uma tenda com atendimentos sociais, além de banheiros públicos. A estrutura funcionará das 8h às 17h, durante os quatro dias da ação.

A iniciativa reúne as secretarias municipais, em uma atuação integrada para oferecer suporte a quem chega a Barbalha motivado pela fé, pela devoção e pela tradição religiosa.

Com a iniciativa, o município busca garantir melhores condições de acolhimento aos romeiros e visitantes que circulam pela cidade durante a Romaria de Finados. (ASCOM PMB)

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ROMARIA DE FINADOS REÚNE FIÉIS EM JUAZEIRO DO NORTE, CEARÁ

O último dia da Romaria de Finados, na segunda-feira (2), encerra a movimentação de fiéis em Juazeiro do Norte, no Cariri do Ceará.

A estimativa é que cerca de 350 mil pessoas passassem pelo evento, que movimenta a fé e o turismo da região. A Romaria de Finados é o ponto alto e encerra o ciclo de romarias durante o ano em Juazeiro do Norte.

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JUAZEIRO: POETAS JOÃO BANDEIRA E IVANILDO VILANOVA PARTICIPAM DO FESTIVAL DE VIOLEIROS

Poeta João Bandeira e Ney Vital
O Festival de Repentistas de Juazeiro do Norte, Ceará, será realizado nos dias 30 e 31 de outubro, a partir das 19h, na Praça Padre Cícero. O evento é gratuito e celebra a cantoria de viola e a poesia improvisada, valorizando a cultura que é Patrimônio Imaterial do Brasil.

A programação conta com 30 repentistas. Na sexta-feira (30), 20 artistas locais e regionais se apresentarão ao público. Entre os nomes confirmados estão José Saraiva, Agustinho de Oliveira, Nascimento Araújo, Raimundo Vieira, Zé Ary, João Bandeira e Geovany Ramos.

No sábado (31), o festival terá cinco duplas de repentistas, incluindo artistas reconhecidos nacionalmente, como Ivanildo Vila Nova, Jonas Bezerra e Edmilson Ferreira. Também participam Antônio Lisboa, André Santos, Felipe Pereira, Helânio Moreira, Zé Carlos do Pajeú, Alex Luna Sim e Lucinha Saraiva.

O evento é realizado pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult), em parceria com a Associação Civil para o Desenvolvimento do Brasil (ACDB), e integra o Circuito de Festivais do Município. A iniciativa busca fortalecer a tradição da cantoria e ampliar o acesso da população às manifestações culturais nordestinas.

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DIA DE FINADOS: CONFIRA VISITAS CEMITÉRIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE

A Prefeitura do Crato, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Conservação, estima que cerca de 10 mil pessoas passem pelo Cemitério Público Nossa Senhora da Piedade, no Centro, na próxima segunda-feira (2), Dia de Finados.

O campo-santo estará aberto para visitação das 5h às 20h. A programação religiosa contará com duas missas campais, às 5h e às 19h, oferecendo aos fiéis momentos de oração coletiva e reflexão em memória de seus entes queridos.

Além da movimentação no cemitério central, que abriga quase 6 mil túmulos, a previsão é de fluxo intenso também nos cemitérios dos distritos de Dom Quintino (com 1.230 túmulos) e Ponta da Serra (2.110 túmulos). (Fonte: Site PMC/Emanuelle Magalhães) 


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O SERTAO QUE TROUXERAM PARA O MAR E QUE AGORA DESAPARE, POR ANSELMO ALVES

Quisera eu ter a destreza das palavras para contar este fato com a beleza dos versos de Zédantas, o poeta do Pajeú que, ao lado do Rei do Baião, imaginou o desafio entre o rio e o mar. Mas há realidades tão áridas que nem mesmo a poesia consegue disfarçar suas tristezas.

Esta não é uma história de rios que desafiam oceanos, é sobre um sertão que, em 2012, trouxeram para as franjas do mar, no coração do Recife. Um sertão de memórias, sons, imagens, saberes e afetos, um lugar onde o Nordeste, tão vasto em sua geografia e tão profundo em sua cultura, encontrava abrigo na obra de seu maior intérprete, Luiz Gonzaga.

O Cais do Sertão não era apenas um equipamento cultural, tampouco uma simples atração turística destinada a preencher roteiros de visitantes. Havia ali um projeto expográfico, uma concepção museológica e uma proposta pedagógica que pretendiam traduzir, por meio de experiências e narrativas, o universo sertanejo. Entretanto, o tempo foi passando, e o sertão, pouco a pouco, foi sendo retirado de dentro daquele espaço.

O lugar de memória tornou-se, gradativamente, um amontoado de equipamentos desgastados, dispositivos quebrados e ambientes desprovidos de sua função original. Parte do espaço passou a atender a finalidades comerciais, apenas.

O rooftop, concebido para acolher a culinária nordestina e até mesmo uma experiência de estudos gastronômicos, acabou reduzido a um restaurante cuja operação, a julgar pela experiência oferecida, não dialoga com a proposta cultural que deveria orientar o equipamento. A música, que deveria ser patrimônio e identidade, cedeu lugar a uma programação sonora sem qualquer compromisso aparente com a alma daquele projeto.

Mas a questão não se resume a uma mudança de gestão, o problema é mais profundo.

Um museu não é um depósito de objetos, tampouco um espaço que se sustenta pela imponência de sua arquitetura. É, antes de tudo, uma instituição de memória, conhecimento, pesquisa, educação e interpretação do mundo. Quando se esvazia sua dimensão museológica, não se perde apenas uma exposição, perde-se a possibilidade de transmitir conhecimento, estabelecer vínculos e produzir novas leituras sobre aquilo que somos.

Nesse processo, até mesmo os profissionais responsáveis pela mediação cultural parecem ter sido reduzidos a uma nomenclatura que pouco traduz a complexidade de sua atuação. Educadores chamados de monitores, como se a mediação entre patrimônio e sociedade pudesse ser resumida a uma tarefa meramente operacional. É preciso reconhecer esse trabalho, porque, quando as instituições perdem o rumo, são frequentemente os poucos profissionais que permanecem dentro delas que tentam impedir o naufrágio.

A discussão sobre a concessão do espaço, portanto, não surge em terreno neutro, ela encontra um equipamento que já experimentou um processo de esvaziamento de sua função cultural e pedagógica e é justamente por isso que a questão merece atenção pública.

Não se trata de demonizar a possibilidade de uma concessão, nem de ignorar que modelos de gestão podem ser discutidos. Trata-se de perguntar o que será preservado, quais compromissos serão assumidos e, sobretudo, que lugar ocupará a função museológica nesse novo arranjo.

E a preocupação se torna ainda maior quando olhamos para o restante do território pernambucano.

No Recife, o Memorial Luiz Gonzaga, importante centro de documentação e pesquisa localizado no Pátio de São Pedro, enfrenta dificuldades que comprometem sua estrutura e seu funcionamento. Em Caruaru, o Museu do Forró guarda um acervo de valor histórico e cultural que demanda atenção. Em Exu, o Parque Aza Branca, lugar de memória e peregrinação afetiva para admiradores do Rei do Baião, também convive com o abandono e a ausência de uma política continuada de cuidado.

É uma contradição difícil de ignorar.

Pernambuco é o berço de Luiz Gonzaga, um artista que modificou de maneira incontornável a trajetória da música brasileira, que fez do Nordeste muito mais do que uma paisagem distante no imaginário de quem vivia nas grandes cidades. 

Eleito por votação popular como O Pernambucano do Século XX, Gonzagão não pertence apenas à lembrança dos seus conterrâneos,  sua obra é patrimônio afetivo e cultural de uma nação. E, diante de tudo isso, cabe perguntar que destino estamos reservando à memória do homem que tanto fez para que o Brasil conhecesse o nosso sertão?

Talvez Zédantas e Gonzagão encontrassem uma maneira mais bonita de contar essa história. Talvez fizessem o sertão conversar novamente com o mar, como fizeram em seus versos. Mas, desta vez, não há desafio poético entre rios e oceanos. Há uma pergunta que Pernambuco precisa responder. Se o Estado que viu nascer o Rei do Baião não consegue assegurar a dignidade dos lugares que guardam sua memória, o que estamos, afinal, fazendo com a herança cultural que ele nos deixou?

 Anselmo Alves é  jornalista, produtor cultural, pesquisador e documentarista


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EXPOCARIRI 2026: TRIBUTO AO FORRÓ ACONTECE COM SHOW DE JOQUINHA GONZAGA


Na EXPOCARIRI 2026 vai acontecer o Show Tributo ao Forró. Uma grande celebração reunindo sete grandes nomes da música brasileira: Fábio Carneirinho, Amazan, Chico Pessoa, Leonardo de Luna, Joquinha Gonzaga, Joãozinho do Exu e Henrique Brandão.

A ExpoCariri 2026 é a terceira edição da maior feira agropecuária da região Sul do Ceará, realizada de 29 a 31 de outubro.

O evento acontece na sexta-feira,  30 de outubro, das 19h30 às 21h30 no Campo Experimental da Embrapa, Corredor dos Sabinos, Barbalha-CE.


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JORNALISTA CHICO JOSÉ RECEBERÁ TÍTULO CIDADÃO DE JUAZEIRO DO NORTE, CEARÁ

O jornalista Francisco José receberá o título de Cidadão Juazeirense na próxima quinta-feira, dia 5 de novembro, às 15h, em ato solene promovido pela Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, no Ceará. A cerimônia será realizada no Plenário Dra. Yanny Brena, na sede do Legislativo municipal, no bairro José Geraldo da Cruz. A concessão da honraria foi aprovada pela Câmara em agosto deste ano.

Natural do Crato, Francisco José nasceu em 1944 e mudou-se ainda criança para o Recife, onde se formou em Direito e iniciou a carreira jornalística no Jornal do Commercio, em 1966, como repórter esportivo. Depois, ingressou na Globo Nordeste e construiu uma trajetória de mais de quatro décadas na emissora, com atuação em coberturas nacionais e internacionais. 

Participou de Copas do Mundo e Olimpíadas, acompanhou a Guerra das Malvinas e percorreu os cinco continentes em reportagens sobre meio ambiente, cultura, comportamento e questões sociais. No Globo Repórter, realizou mais de 100 edições do programa e teve uma reportagem sobre o povo indígena Enawenê-Nawê entre os trabalhos finalistas do Emmy Internacional.

Francisco José também presidiu a Associação dos Cronistas Esportivos de Pernambuco e a Associação Brasileira de Cronistas Esportivos. Em 2016, lançou o livro 40 Anos no Ar – A Jornada de um Repórter pelos Cinco Continentes. Mesmo após deixar a Globo, em 2021, segue em atividade, com produção de documentários, conteúdos audiovisuais e palestras. (Fonte blog Magno Martins)

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