DIA DE FINADOS: CONFIRA VISITAS CEMITÉRIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE

A Prefeitura do Crato, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Conservação, estima que cerca de 10 mil pessoas passem pelo Cemitério Público Nossa Senhora da Piedade, no Centro, na próxima segunda-feira (2), Dia de Finados.

O campo-santo estará aberto para visitação das 5h às 20h. A programação religiosa contará com duas missas campais, às 5h e às 19h, oferecendo aos fiéis momentos de oração coletiva e reflexão em memória de seus entes queridos.

Além da movimentação no cemitério central, que abriga quase 6 mil túmulos, a previsão é de fluxo intenso também nos cemitérios dos distritos de Dom Quintino (com 1.230 túmulos) e Ponta da Serra (2.110 túmulos). (Fonte: Site PMC/Emanuelle Magalhães) 


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O SERTAO QUE TROUXERAM PARA O MAR E QUE AGORA DESAPARE, POR ANSELMO ALVES

Quisera eu ter a destreza das palavras para contar este fato com a beleza dos versos de Zédantas, o poeta do Pajeú que, ao lado do Rei do Baião, imaginou o desafio entre o rio e o mar. Mas há realidades tão áridas que nem mesmo a poesia consegue disfarçar suas tristezas.

Esta não é uma história de rios que desafiam oceanos, é sobre um sertão que, em 2012, trouxeram para as franjas do mar, no coração do Recife. Um sertão de memórias, sons, imagens, saberes e afetos, um lugar onde o Nordeste, tão vasto em sua geografia e tão profundo em sua cultura, encontrava abrigo na obra de seu maior intérprete, Luiz Gonzaga.

O Cais do Sertão não era apenas um equipamento cultural, tampouco uma simples atração turística destinada a preencher roteiros de visitantes. Havia ali um projeto expográfico, uma concepção museológica e uma proposta pedagógica que pretendiam traduzir, por meio de experiências e narrativas, o universo sertanejo. Entretanto, o tempo foi passando, e o sertão, pouco a pouco, foi sendo retirado de dentro daquele espaço.

O lugar de memória tornou-se, gradativamente, um amontoado de equipamentos desgastados, dispositivos quebrados e ambientes desprovidos de sua função original. Parte do espaço passou a atender a finalidades comerciais, apenas.

O rooftop, concebido para acolher a culinária nordestina e até mesmo uma experiência de estudos gastronômicos, acabou reduzido a um restaurante cuja operação, a julgar pela experiência oferecida, não dialoga com a proposta cultural que deveria orientar o equipamento. A música, que deveria ser patrimônio e identidade, cedeu lugar a uma programação sonora sem qualquer compromisso aparente com a alma daquele projeto.

Mas a questão não se resume a uma mudança de gestão, o problema é mais profundo.

Um museu não é um depósito de objetos, tampouco um espaço que se sustenta pela imponência de sua arquitetura. É, antes de tudo, uma instituição de memória, conhecimento, pesquisa, educação e interpretação do mundo. Quando se esvazia sua dimensão museológica, não se perde apenas uma exposição, perde-se a possibilidade de transmitir conhecimento, estabelecer vínculos e produzir novas leituras sobre aquilo que somos.

Nesse processo, até mesmo os profissionais responsáveis pela mediação cultural parecem ter sido reduzidos a uma nomenclatura que pouco traduz a complexidade de sua atuação. Educadores chamados de monitores, como se a mediação entre patrimônio e sociedade pudesse ser resumida a uma tarefa meramente operacional. É preciso reconhecer esse trabalho, porque, quando as instituições perdem o rumo, são frequentemente os poucos profissionais que permanecem dentro delas que tentam impedir o naufrágio.

A discussão sobre a concessão do espaço, portanto, não surge em terreno neutro, ela encontra um equipamento que já experimentou um processo de esvaziamento de sua função cultural e pedagógica e é justamente por isso que a questão merece atenção pública.

Não se trata de demonizar a possibilidade de uma concessão, nem de ignorar que modelos de gestão podem ser discutidos. Trata-se de perguntar o que será preservado, quais compromissos serão assumidos e, sobretudo, que lugar ocupará a função museológica nesse novo arranjo.

E a preocupação se torna ainda maior quando olhamos para o restante do território pernambucano.

No Recife, o Memorial Luiz Gonzaga, importante centro de documentação e pesquisa localizado no Pátio de São Pedro, enfrenta dificuldades que comprometem sua estrutura e seu funcionamento. Em Caruaru, o Museu do Forró guarda um acervo de valor histórico e cultural que demanda atenção. Em Exu, o Parque Aza Branca, lugar de memória e peregrinação afetiva para admiradores do Rei do Baião, também convive com o abandono e a ausência de uma política continuada de cuidado.

É uma contradição difícil de ignorar.

Pernambuco é o berço de Luiz Gonzaga, um artista que modificou de maneira incontornável a trajetória da música brasileira, que fez do Nordeste muito mais do que uma paisagem distante no imaginário de quem vivia nas grandes cidades. 

Eleito por votação popular como O Pernambucano do Século XX, Gonzagão não pertence apenas à lembrança dos seus conterrâneos,  sua obra é patrimônio afetivo e cultural de uma nação. E, diante de tudo isso, cabe perguntar que destino estamos reservando à memória do homem que tanto fez para que o Brasil conhecesse o nosso sertão?

Talvez Zédantas e Gonzagão encontrassem uma maneira mais bonita de contar essa história. Talvez fizessem o sertão conversar novamente com o mar, como fizeram em seus versos. Mas, desta vez, não há desafio poético entre rios e oceanos. Há uma pergunta que Pernambuco precisa responder. Se o Estado que viu nascer o Rei do Baião não consegue assegurar a dignidade dos lugares que guardam sua memória, o que estamos, afinal, fazendo com a herança cultural que ele nos deixou?

 Anselmo Alves é  jornalista, produtor cultural, pesquisador e documentarista


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EXPOCARIRI 2026: TRIBUTO AO FORRÓ ACONTECE COM SHOW DE JOQUINHA GONZAGA


Na EXPOCARIRI 2026 vai acontecer o Show Tributo ao Forró. Uma grande celebração reunindo sete grandes nomes da música brasileira: Fábio Carneirinho, Amazan, Chico Pessoa, Leonardo de Luna, Joquinha Gonzaga, Joãozinho do Exu e Henrique Brandão.

A ExpoCariri 2026 é a terceira edição da maior feira agropecuária da região Sul do Ceará, realizada de 29 a 31 de outubro.

O evento acontece na sexta-feira,  30 de outubro, das 19h30 às 21h30 no Campo Experimental da Embrapa, Corredor dos Sabinos, Barbalha-CE.


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JORNALISTA CHICO JOSÉ RECEBERÁ TÍTULO CIDADÃO DE JUAZEIRO DO NORTE, CEARÁ

O jornalista Francisco José receberá o título de Cidadão Juazeirense na próxima quinta-feira, dia 5 de novembro, às 15h, em ato solene promovido pela Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, no Ceará. A cerimônia será realizada no Plenário Dra. Yanny Brena, na sede do Legislativo municipal, no bairro José Geraldo da Cruz. A concessão da honraria foi aprovada pela Câmara em agosto deste ano.

Natural do Crato, Francisco José nasceu em 1944 e mudou-se ainda criança para o Recife, onde se formou em Direito e iniciou a carreira jornalística no Jornal do Commercio, em 1966, como repórter esportivo. Depois, ingressou na Globo Nordeste e construiu uma trajetória de mais de quatro décadas na emissora, com atuação em coberturas nacionais e internacionais. 

Participou de Copas do Mundo e Olimpíadas, acompanhou a Guerra das Malvinas e percorreu os cinco continentes em reportagens sobre meio ambiente, cultura, comportamento e questões sociais. No Globo Repórter, realizou mais de 100 edições do programa e teve uma reportagem sobre o povo indígena Enawenê-Nawê entre os trabalhos finalistas do Emmy Internacional.

Francisco José também presidiu a Associação dos Cronistas Esportivos de Pernambuco e a Associação Brasileira de Cronistas Esportivos. Em 2016, lançou o livro 40 Anos no Ar – A Jornada de um Repórter pelos Cinco Continentes. Mesmo após deixar a Globo, em 2021, segue em atividade, com produção de documentários, conteúdos audiovisuais e palestras. (Fonte blog Magno Martins)

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GONZAGUEANOS VIAJAM "LÉGUAS TIRANAS" PARA FESTEJAR ANIVERSÁRIO DE LUIZ GONZAGA EM EXU

“A sanfona é o principal instrumento das festas espalhadas pelo mundo. Fascina pela sua sonoridade, pela diversidade de modelos e gêneros, mas seu encanto transcende o poder da música, porque desperta um afeto misterioso. Talvez pelo fato de ficar junto ao coração do sanfoneiro, ou, quem sabe, por ser um instrumento que é abraçado ao tocar. Ou ainda, por ser um instrumento que respira. O fato é que a sanfona une as pessoas e é amada por todos os povos”.

Essa definição marca os encontros de amigos que são admiradores, pesquisadores, estudiosos da vida e obra de Luiz Gonzaga. Denominados de gonzagueanos, eles já se preparam os festejos dos  114 anos de nascimento de Luiz Gonzaga que acontecerá no dia 13 de dezembro, em Exu.

A cada ano já é tradição na terra do Rei do Baião, Exu Pernambuco,  o encontro dos fãs e clubes que prestam homenagens a Luiz Gonzaga. Centenas de pessoas se deslocam de diversos lugares do Brasil para prestigiar a data de nascimento daquele que é uma das maiores referências da música brasileira.

Entre os Clubes de Fãs  presentes nas festividades estão o Eterno Cantador (Paus Ferros-RN), Fã Clube 100% de Santa Cruz do Capibaribe (PE), Irmãos Gonzagueanos (Caruaru PE), Amigos Gonzaguianos (Senhor do Bonfim), Tropa Gonzagueana (Petrolina/Juazeiro), Aracaju, Salvador, Piauí, Fortaleza. 

Este ano o Grupo Irmãos Gonzagueanos fará mais um encontro no Distrito de Tabocas, visitando a bodega de João Barela.

Todos os Grupos e Fãs Clubes têm "a benção" do Padre José Fábio que todos os anos participa da Missa em Ação de Graças na sombra do pé de juazeiro, no Parque Asa Branca. 

Admiradoras da biografia de Luiz Gonzaga, as bacharéis em Turismo, pela Universidade Federal do Piauí,  Jacimara Almeida e  Fran Santos; elas pretendem  mais uma vez viajar quase 900 km para chegar a Exu, Chapada do Araripe. A origem da viagem Caxingó, Piauí.

Para os gonzagueanos não "existe distância". Exemplo é Claudio Mozart que mais uma vez viajar de Marabá, Pará. "Exu de Luiz Gonzaga é uma riqueza cultural. Aqui se festeja o verdadeiro forró, música brasileira".

O Engenheiro civil viaja de Petrolina, sanfoneiro cantor Gervilson Duarte,  diz que a música sempre correu nas suas veias e que a sanfona foi uma paixão imediata desde criança.

 “Comecei com o violão, fui fazer essa experiência com a sanfona e foi amor à primeira vista. Vim a Exu é sempre uma oportunidade de valorizar a vida e obra de Luiz Gonzaga", disse Gervilson.

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PADRE CICERO E A DEFESA DO MEIO AMBIENTE

 


Você  já ouviu falar dos preceitos ecológicos do Padre Cicero, muitos o seguem como exemplo de fé e religiosidade, mas poucos sabem que ele foi um dos primeiros defensores do meio ambiente, do bioma caatinga.

Cícero Romão Batista nasceu em Crato, Ceará no dia 24 de março de 1844. Foi ordenado no dia 30 de novembro de 1870. Celebrou a sua primeira missa em Juazeiro em 1871. No dia 11 de abril de 1872 fixou residência em Juazeiro. Padre Cícero faleceu no dia 20 de julho de 1934, na cidade de Juazeiro.

A jornalista Camila Holanda escreveu que nas entranhas do Cariri do Ceará foi emergido uma versatilidade de ícones que, entrelaçados povoam o imaginário cultural que habita a região.

Nas terras do Ceará ouvi uma das mais belas histórias. Resumo: o teatrólogo, pesquisador cultural Oswaldo Barroso, ressalta um dos mais valiosos símbolos, a vigorosa força mítica e religiosa. Oswaldo, cidadão honorário de Juazeiro do Norte, diz que a primeira vez que esteve no Cariri foi nos anos 70 e a experiência fez com que suas crenças e certezas de ateu fossem desconstruídas e reconstruídas com bases nos sentimentos das novas experiências e epifanias vividas.

"Desde o início, não acreditava em nada de Deus. Mas quando fiz a primeira viagem ao Horto do Juazeiro do Norte, foi que eu compreendi o que era Deus. Isso mudou minha vida completamente", revelou Oswaldo.

Um outra narrativa importante encontrei na mitologia dos Indios Kariris. Nela a região é tratada como sagrada, centro do mundo, onde no final dos tempos, vai abrir um portal que ligará o Cariri  para a dimensão do divino.

Padre Cicero descreveu os preceitos ecológicos:
1) Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau;
2) Não toque fogo no roçado nem na caatinga;
3) Não cace mais e deixe os bichos viverem;
4) Não crie o Boi e nem o bode solto; faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer;
5) Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água de chuva;
6) Não plante em serra a cima, nem faça roçado em ladeira que seja muito em pé; deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca sua riqueza;
7) Represe os riachos de 100 em 100 metros, ainda que seja com pedra solta;
8) Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, ate que o sertão todo seja uma mata só;
9) Aprenda tirar proveito das plantas da caatinga a maniçoba, a favela e a jurema; elas podem ajudar a conviver com a seca;
10) Se o sertanejo obedecer a estes preceitos a seca vai aos poucos se acabando o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer, mas se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.

Rezemos com Fé! . Os sorrisos são a alegria da alma.
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AGRICULTORES PEDEM SOLUÇÃO PARA A FALTA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA ZONA RURAL DO CRATO

Moradores da zona rural do Crato pedem solução para falta de abastecimento de águaO abastecimento de água na zona rural do Crato enfrenta uma crise severa e recorrente, com denúncias frequentes de falta d'água em comunidades como o Sítio Minguiriba e diversas outras localidades do município.

Moradores relatam que os carros-pipa,  geridos pela prefeitura não atendem às famílias de forma satisfatória, prejudicando a sobrevivência, as atividades domésticas e as plantações.  Na comunidade do Sitio Matinha a falta de água já dura mais de 4 meses.

O BLOG NEY VITAL apurou que um carro pipa é comercializado entre R$ 205,00 a R4350,00 na região.

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