SINDURCA: CAMPANHA INCENTIVA VOTO DE QUEM TEM MAIS DE 70 ANOS

Atualmente o país conta com cerca de 16 milhões de idosos com mais de 70 anos, 10,6% do total de eleitores aptos. O Sindicato de Docentes da Universidade Regional do Cariri incentiva o voto no segundo turno das eleições, domingo 25 de outubro.

Para a Doutora em Ciência Política e professora do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mayra Goulart, esses dados transformam o grupo em um segmento decisivo para qualquer candidatura nacionalmente competitiva. 

“O envelhecimento do eleitorado tende a aumentar a importância de temas como saúde pública, acesso a medicamentos, previdência, assistência social, segurança, mobilidade, cuidado de longa duração e custo de vida", aponta a pesquisadora, que é Coordenadora do Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada da UFRJ.


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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO IRÁ PEDIR INVESTIGAÇÃO DE AMEAÇAS A UNIVERSIDADES

O Ministério da Educação (MEC) irá acionar a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal após ameaças denunciadas por universidades federais. Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que a pasta tem "uma preocupação grande de que essa violência escale".

O ministro conversou com a Agência Brasil após visitar a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que sofreu um incêndio de grandes proporções, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões.  

A PF foi acionada para investigar as causas do incêndio. No entanto, como há também denúncias de ameaças feitas nas redes sociais, o ministro pedirá uma investigação específica.

"Nós acionamos a Polícia Federal, que já instaurou inquérito sobre o incêndio em Pernambuco. Mas, após as ameaças verificadas nas redes sociais, nós vamos acionar agora a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, que atua em conjunto com o Ministério da Educação para vários eventos de ameaças na rede escolar e também ameaça de universidades", ressaltou. 

Além das ameaças na UFPE, nesta quinta-feira (8), a Universidade Federal Fluminense (UFF) também informou em nota que recebeu denúncias de ameaças à instituição.

A universidade informou que se trata de conteúdos compartilhados em aplicativos de mensagens e redes sociais. As mensagens falam, por exemplo, em incendiar a universidade e agredir estudantes em atos políticos. A PF também foi acionada para este caso. 

"Toda vez que a gente tem uma situação de risco, a gente aciona a Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF e, dessa vez também, tendo em vista o que a gente encontrou no monitoramento das redes sociais e naquilo que a gente tem recebido de estudantes, reitores e professores", disse, Barchini.

"A universidade é um ambiente plural, um ambiente de manifestação política também", acrescentou. 


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UNIVERSIDADES FEDERAIS SOFREM AMEAÇAS. PARTIDO LIBERAL PROTOCOLA AÇÃO E QUESTIONA LUGAR DE PROTESTOS

A Reitoria da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) informa que tomou conhecimento de um episódio ocorrido no hall da Biblioteca Central, no Campus Sede, em Petrolina (PE), que envolveu um vereador do município, ligado a direita e gerou tumulto no local.

Conforme os relatos recebidos pela Universidade, o parlamentar esteve no local para verificar questões relacionadas ao cumprimento da legislação eleitoral. A Reitoria esclarece que, em nenhum momento, o vereador procurou a Administração Superior da Universidade para tratar do assunto, solicitar informações ou apresentar formalmente qualquer denúncia ou questionamento.

Ao BLOG NEY VITAL, a Univasf informou que está apurando os fatos e, caso necessário, adotará as medidas cabíveis, inclusive mediante diálogo com as autoridades competentes, com o objetivo de preservar o regular funcionamento das atividades acadêmicas e administrativas.

"A Universidade reafirma seu compromisso com a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias, o debate democrático e a produção e difusão do conhecimento, sempre pautados pelo respeito, pelo diálogo e pela convivência democrática. A Univasf reconhece a importância da atuação dos agentes públicos em suas respectivas atribuições e ressalta que qualquer atuação no ambiente universitário deve respeitar a autonomia universitária", disse o reitor Telio Nobre.

A Reitoria permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários, dentro de suas atribuições institucionais, e reforça seu compromisso com a comunidade universitária e com a manutenção de um ambiente seguro, democrático e adequado ao ensino, à pesquisa e à extensão, finalizou Telio Nobre Leite, Reitor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf)

PROTOCOLO PARTIDO LIBERAL CONTRA ATOS: O Partido Liberal (PL) em Petrolina acionou, nesta quinta-feira (8), a Justiça Eleitoral para questionar a realização de um ato de natureza político-eleitoral previsto para ocorrer nas dependências da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Campus Petrolina. Na representação apresentada, a legenda sustenta que a utilização das instalações de uma universidade pública para a realização de atividade destinada à promoção de candidatura, durante o período eleitoral, pode configurar eventual violação à legislação vigente.

De acordo com o documento, a iniciativa busca provocar a análise da Justiça Eleitoral sobre a regularidade do evento e sobre a aplicação das regras eleitorais relacionadas ao uso de espaços e bens públicos durante o período de campanha.

O PL afirma ainda que pretende garantir o cumprimento da legislação de forma isonômica entre os concorrentes, deixando a cargo da Justiça Eleitoral a avaliação dos fatos e a eventual adoção das medidas que considerar cabíveis.

A representação foi protocolada diante da proximidade do ato, previsto para amanhã, às 18h, nas dependências da instituição. O documento é assinado pelo presidente do PL em Petrolina, Carlos Britto.

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DEPUTADA ANA ELISA (PT) DENUNCIA CENÁRIO DE VIOLÊNCIA POLÍTICA CONTRA MULHERES DURANTE CAMPANHA ELEITORAL

As ameaças de morte e de violência sexual denunciadas, nesta quinta (8), pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) ilustram o cenário de violência política pelo qual passa o Brasil durante a campanha eleitoral de 2026. 

Segundo levantamento divulgado pelas organizações de direitos humanos Terra de Direitos e Justiça Global, houve 134 casos de violência política durante a campanha até o primeiro turno das eleições, no último domingo (4), o que representou um caso a cada nove horas.  Ao todo, 70 tiveram mulheres como vítimas (52,2%).  

Dos 102 episódios dirigidos apenas a pessoas candidatas, 60 tiveram mulheres como vítimas (58,8%). Embora representem cerca de um terço das candidaturas, as mulheres foram alvos em mais da metade dos episódios de violência. 

Segundo a coordenadora de Incidência Política da Terra de Direitos, Gisele Barbieri, a violência política de gênero desqualifica e intimida mulheres, e mostra como o cenário é muito preocupante para a democracia brasileira. 

O ambiente digital, por exemplo, tem sido, segundo explica, um terreno onde ocorrem agressões sistemáticas.  Segundo a especialista, a falta de regulação das redes sociais é um elemento que dificulta o enfrentamento dessas violências. Apesar disso, a maior parte dos casos (71) ocorreu nas ruas. 

“É necessário uma força-tarefa do Estado para dar respostas mais rápidas contra essas violências”, avaliou a pesquisadora em entrevista à Agência Brasil.


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ADVOGADA MARIA LUA PINHEIRO ALERTA PARA NECESSIDADE DE PRESERVAR A CHAPADA DO ARARIPE

Sensação térmica acima de 40 graus. Sol abrasador. Baixa umidade relativa do ar. A advogada Lua Pinheiro, conselheira estadual da Ordem dos Advogados do Brasil usou as redes sociais para fazer um alerta sobre a situação de desmatamento na Chapada do Araripe.

"O calor está insustentável. A Floresta Nacional do Araripe tem que ser preservada. A defesa do meio ambiente tem que ser uma pauta prioritária nas políticas públicas. Temos que proteger nosso patrimônio", disse Lua.

A advogada mostra vídeo com focos de queimadas nas margens da Chapada do Araripe.


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ASSASSINATOS: JUAZEIRO DO NORTE É UM DOS MUNICÍPIOS DO CEARÁ MAIS VIOLENTOS

Com seis homicídios em diferentes bairros, o mês de setembro marca a violência presente em Juazeiro do Norte, Ceará. Foram dois a mais na comparação com agosto ou 33% de acréscimo já que foram quatro homicídios no oitavo mês do ano. Na comparação com setembro de 2025 foram seis a menos, pois, naquele período, tivemos 12 assassinatos ou decréscimo de 50%.

Desta forma, são 10 homicídios em janeiro, 12 em fevereiro, 9 em março, 8 em abril, 6 em maio, 9 em junho, 6 em julho, 4 em agosto e 6 no mês passado.

Segundo levantamento feito pelo Portal M1, em setembro, os homicídios foram nos bairros Pedrinhas, Jardim Gonzaga, Pio XII, Leandro Bezerra, Aeroporto e Frei Damião. No acumulado do ano, o bairro Frei Damião lidera como o mais violento com 14 dos 70 homicídios nos primeiros nove meses do ano ou 20% em relação à matança no Juazeiro.

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CONGRESSO ELEITO AMPLIA RESISTÊNCIA A POLÍTICAS PÚBLICAS DE MEIO AMBIENTE

O Congresso Nacional que tomará posse no ano que vem terá um perfil menos favorável à agenda ambiental e climática. Levantamento do Observatório do Clima, divulgado nesta terça-feira (6/10), aponta que 68,9% dos deputados e senadores eleitos para a 58ª Legislatura, de 2027 a 2031, estão nas faixas de baixa ou muito baixa convergência com pautas socioambientais. Na Legislatura atual, o cenário era menos desfavorável.

A mudança é mais acentuada no Senado. Dos 81 senadores que vão compor a próxima legislatura, 64 (79%) estão nas faixas de convergência baixa ou muito baixa. Entre 2023 e 2027, eram 58 parlamentares (71,6%) nessa situação. Apenas 17 senadores eleitos, ou 21%, ficaram nas categorias de boa ou muito boa convergência.

Para o Observatório do Clima, a composição da próxima Casa reflete, entre outros fatores, o avanço de partidos de extrema direita, que apresentam historicamente menor alinhamento com a agenda ambiental. O Partido Liberal (PL), por exemplo, passou de 15 para 28 cadeiras no Senado, o equivalente a 34,6% da Casa.

Na Câmara, 345 dos 513 deputados eleitos (67,3%) estão nas faixas de baixa ou muito baixa convergência. O percentual era de 63% na Legislatura anterior. Ao mesmo tempo, o grupo de parlamentares classificados nas faixas boa ou muito boa caiu de 181 para 168 deputados.

O PL também ampliou a bancada na Câmara, de 98 para 121 deputados, passando a representar 23,6% da Casa.

A jornalista Rafaela Gonçalves/Ecosbraziliense, destaca que a coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, avalia que a nova composição pode aumentar a pressão sobre mecanismos de proteção ambiental e abrir espaço para mudanças que reduzam a capacidade de fiscalização e preservação.

“Este quadro evidencia quatro anos de muito esforço para aqueles que atuam em clima e meio ambiente, e muita preocupação tanto com graves retrocessos quanto com as terríveis consequências disso tudo para a crise climática. Somando com um governo negacionista de Flávio Bolsonaro, isso significará o caos ambiental”, afirma.



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