BLOG NEY VITAL JORNALISMO A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS



O Crato, Juazeiro, Barbalha e região do Cariri Cearense ganha um novo espaço de jornalismo profissional, BLOG NEY VITAL, um portal de jornalismo independente que chega para fortalecer a cobertura crítica e qualificada dos principais acontecimentos da Chapada do Araripe. 

A nova plataforma Blog Ney Vital amplia a extensão direta do trabalho que o jornalista e radialista já desenvolve, nas redes sociais, onde se consolidou por produzir conteúdo informativo, análises e reportagens com forte impacto público.

O objetivo é oferecer um Blog que aprofunde temas relevantes para a sociedade do Cariri e mantenha o foco em apurações criteriosas, linguagem direta e compromisso editorial.

O Blog Ney Vital adotou um novo formato com o objetivo de fortalecer o jornalismo de apuração e a credibilidade da informação.  O jornalista Ney Vital destaca a importância de apurar, checar, ouvir diferentes versões, contextualizar e corrigir fatos, indo além do volume de visualizações ou da velocidade da tecnologia.


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ELEIÇÕES 2026: BOCA DE URNA É CRIME

Com a aproximação do primeiro turno das Eleições de 2026, a população deve lembrar que, no dia da votação, alguns comportamentos como pedir votos, distribuir propaganda ou abordar eleitores para influenciar a escolha são proibidos. Essas práticas podem caracterizar o crime de boca de urna.  

O que é a boca de urna? 

A boca de urna ocorre quando há tentativa de convencer o eleitorado a votar em determinado candidato, partido, federação ou coligação no dia da eleição.  

O que não pode: 

distribuição de santinhos; 

pedidos de voto; 

formação de grupos organizados para promover candidaturas; 

comícios e carreatas,  

uso de alto-falantes e outras formas de propaganda eleitoral.  

Até o encerramento da votação, a legislação proíbe a aglomeração de pessoas com vestuário padronizado ou portando instrumentos de propaganda, quando isso caracterizar manifestação coletiva.  

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SANFONA 8 BAIXOS: LUIZINHO CALIXTO RECEBERÁ TITULO DE DOUTOR HONORIS CAUSA DA UFCG

 

A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) aprovou a concessão do título de Doutor Honoris Causa ao músico Luiz Gonzaga Tavares Calisto, conhecido como Luizinho Calixto. A homenagem reconhece a contribuição da artista para a cultura paraibana e nordestina e sua produção em diferentes áreas do conhecimento.

Essa aprovação ocorreu por unanimidade entre integrantes do Colegiado Pleno do Conselho Universitário, após parecer favorável de comissão responsável pela análise. Essa aprovação aconteceu na quinta-feira (1°).

A proposta pela concessão do título para Luizinho Calixto foi feita por João Valter Ferreira Filho e Vladimir Alexandro Pereira Silva.

Até o momento, a data de entrega do título não foi divulgada. A cerimônia deverá ser feita em um dos campi da UFCG, em data a ser definida entre a universidade e o artista.

Em nota divulgada nas redes sociais após a aprovação, o músico comemorou a aprovação do título. Ele disse que receber a honraria da universidade da cidade onde ele nasceu "torna tudo ainda mais especial".

"Recebo esse título não apenas como uma homenagem à minha trajetória, mas como um reconhecimento à sanfona de 8 baixos, aos mestres que vieram antes de mim, ao meu pai e meus irmãos, aos músicos que caminharam ao meu lado e a todos aqueles que mantêm essa tradição viva", ressaltou.

Luizinho Calixto nasceu em 21 de junho de 1956 em Campina Grande, no Agreste do estado, sendo o caçula de uma família de 10 filhos, do casamento entre Maria Tavares Calixto e João de Deus Calixto, conhecido como Seu Dideus Calixto.

O pai de Luizinho também era músico de sanfona de oito baixos e sua família, aliás, é conhecida pela tradição no meio musical.

Vivendo há mais de 50 anos do ofício de tocador de oito baixos, o passar das décadas consolidou o artista como um dos principais expoentes da música na Paraíba.

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CARTÓRIOS ELEITORAIS ALERTAM PARTIDOS E ELEITORES PARA ATUAREM CONTRA POLUIÇÃO NAS RUAS

A Assistência de Gestão Socioambiental (AGS) do TRE-PE alerta partidos e eleitores para atuarem contra a poluição nas ruas, principalmente no que se refere ao descarte de materiais de campanha, reiterando a proibição de condutas que configuram simultaneamente crimes ambientais e eleitorais.

Entre as principais preocupações destacadas pelo setor, encontram-se a panfletagem excessiva e o descarte inadequado de impressos, dinâmica que sobrecarrega as vias públicas e compromete a limpeza urbana. Além disso, o "derrame de santinhos" nas imediações dos locais de votação, prática explicitamente vedada pelo artigo 39 da Lei nº 9.504/97, consolida-se como um problema socioambiental grave nas vésperas do pleito.

Tais ações geram poluição visual generalizada, acirram desnecessariamente o clima de disputa entre candidatos, elevam o risco de acidentes para pedestres e motoristas e provocam graves danos ecológicos. O acúmulo de resíduos plásticos e de papel nas ruas é frequentemente levado para bueiros, rios e mares, obstruindo sistemas de drenagem e ocasionando alagamentos e transtornos à população.

Diante desse cenário, a Justiça Eleitoral orienta que qualquer cidadão que presencie o derramamento de santinhos ou atos lesivos ao meio ambiente e à legislação eleitoral utilize os canais oficiais do TRE-PE para formalizar a denúncia, contribuindo ativamente para a lisura e a sustentabilidade do processo democrático.

Para registrar denúncias, o eleitor pode utilizar o aplicativo Pardal. A ferramenta recebe informações sobre possíveis infrações relacionadas à propaganda eleitoral.

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MAIS DE 158 MILHÕES DE BRASILEIROS PODEM VOTAR NESTE DOMINGO (04)

Mais de 158 milhões de brasileiros poderão votar neste domingo (4) no primeiro turno das Eleições Gerais. Para tanto, é comparecer a uma das 499 mil seções eleitorais e apresentar um documento oficial com foto.  

São aceitos como documento de identificação, inclusive em formato digital: 

e-Título (desde que apareça a foto do eleitor no aplicativo) 

carteira de identidade 

identidade social 

passaporte 

carteira de categoria profissional reconhecida por lei 

certificado de reservista 

carteira de trabalho física 

Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Os documentos oficiais com foto podem ser utilizados mesmo que estejam vencidos, desde que permitam a identificação do eleitor. 

As certidões de nascimento ou de casamento não valem como prova de identidade na hora de votar. 





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NEY VITAL SACODE O RITMO O FORRÓ TODOS OS DOMINGOS NA RÁDIO EDUCADORA DO CARIRI FM 102.1


O Programa ‘Nas Asas da Asa Branca – Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos’  é apresentado aos domingos a partir das 10h na Rádio Educadora do Cariri FM 102.1, no Crato, Ceará.

Em defesa do Meio Ambiente e Valorização da Cultura Brasileira

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EXPLORAÇÃO DE TRABALHADORES RURAIS SUSTENTA FRUTICULTURA BILIONÁRIA, AFIRMA REPORTAM DA AGÊNCIA BRASIL

O Brasil movimenta R$ 15 bilhões por ano nas cadeias produtivas de manga, uva e maçã, e se consolidou na posição de terceiro maior produtor de frutas do mundo. O setor, no entanto, se mantém bilionário a partir de um processo de exploração dos trabalhadores rurais, que inclui violação dos direitos trabalhistas, descarte de mão de obra e adoecimento.

A conclusão é do estudo Dinâmicas do Trabalho Assalariado Rural, realizado pela Oxfam Brasil e pela Molina Consulting, que analisou o trabalho rural das cadeias de fruticultura no Vale do São Francisco, em Pernambuco e na Bahia, e na Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul.

“O agronegócio de exportação perpetua seu crescimento financeiro apoiado em uma massa de brasileiros tratada como insumo temporário, inviabilizando qualquer perspectiva de ascensão social ou segurança trabalhista para quem cultiva a terra no Brasil”, diz trecho do estudo.

Segundo a diretora executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago, a riqueza gerada pela exportação do setor se alimenta da vulnerabilidade histórica dos trabalhadores do campo.

“O estudo revelou uma contradição que nós precisamos colocar sobre a mesa. O setor que lucra bilhões não consegue socializar a riqueza produzida. Muito pelo contrário, produz essa riqueza a partir dessa exploração”, afirmou.

A Agência Brasil entrou em contato com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e aguarda posicionamento.

Falta de fiscalização-Na avaliação da Oxfam, a ausência de fiscalização em fazendas é um dos elementos que contribui para a perpetuação das violações de direitos contra trabalhadores do agronegócio.

“Trabalhadores safristas, que vão trabalhar principalmente na colheita, [têm jornada de] mais de 16 horas por dia. No Rio Grande do Sul, são expostos a temperaturas extremas, de 8 ou 9 graus negativos”, relata Viviana.

Na cadeia da manga no Nordeste, os trabalhadores também estão expostos a longas jornadas, inclusive de forma ininterrupta.

“Muitas vezes, essas pessoas cortam o consumo de água e as idas ao banheiro para conseguir bater a meta diária, acarretando um imenso adoecimento.” 

Além disso, o estudo aponta que o adoecimento derivado da exaustão física, do frio extremo, da exposição a agrotóxicos e da falta de equipamentos adequados sofre omissão crônica nos registros do sistema de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).

Os pomares de Pernambuco e Bahia submetem ainda os colhedores à contaminação por agrotóxicos de modo contínuo. Segundo o estudo, lideranças sindicais do Vale do São Francisco estimam a notificação de apenas um caso formal de intoxicação nas unidades de saúde para cada cinquenta ocorrências reais.

“Isso é possível porque não tem fiscalização suficiente. A gente sabe dos limites, em termos de efetivo de trabalho, no Ministério Público do Trabalho (MPT). A quantidade de pessoas atuantes é insuficiente, e isso deixa uma grande quantidade de fazendas descobertas”, explicou Viviana, que defende a ampliação da capacidade de auditorias pelo MPT.

Ela acrescenta que as visitas de fiscalização programadas dão às fazendas a possibilidade de mascarar violações de direitos.

Importância dos sindicatos-Os sindicatos dessas categorias são fundamentais para avançar na garantia de direitos dos trabalhadores, conforme apontou o estudo. No entanto, essas entidades enfrentam obstáculos na capacidade de organização coletiva diante da alta taxa de informalidade, dos contratos de pequena duração e da migração sazonal.

Segundo Viviana, é preciso fortalecer a atuação de sindicatos rurais.

“Os sindicatos têm um papel vital nesse contexto de violação de direitos no campo, porque conseguem atuar a partir de uma dimensão coletiva. Isso acrescenta uma camada de proteção para esses trabalhadores, porque não vai ser uma pessoa negociando o seu próprio direito”, disse.

“Quando estão fortalecidos e conseguem sindicalizar os trabalhadores, os sindicatos conseguem conquistar melhores condições de trabalho e remuneração a partir das negociações coletivas.”

Descarte de mão de obra-Segundo a Oxfam, a realidade nos polos exportadores demonstra que a formalização temporária absorveu a instabilidade do mercado informal. O fato de ter carteira assinada não tem garantido estabilidade ao trabalhador rural.

Das 117.341 contratações formais registradas no Vale do São Francisco (BA/PE) e na Serra Gaúcha (RS), em 2024, nas cadeias de manga, uva e maçã, apenas 39,2% ainda estavam ativas em dezembro. Ou seja, seis em cada dez contratos acabam antes do fim do ano.

Na Serra Gaúcha, as contratações têm alta em janeiro e fevereiro, enquanto os desligamentos se concentram em março. A janela de colheita atrai fluxos migratórios do Mato Grosso e do Paraguai. Indígenas compõem 21,4% da força de trabalho na maçã gaúcha.

No Vale do São Francisco, o pico vai de julho a outubro. Segundo a Oxfam, esses ciclos são conhecidos, e poderiam ter seus impactos mitigados por políticas públicas e ações sindicais mais estratégicas.

Além disso, segundo o estudo, a mecanização no campo avança e reduz postos de trabalho.

“A máquina faz em uma semana o que 100 trabalhadores fariam em um mês. Na manga, reduziu mais de 40% os empregos”, relatou um dirigente sindical do Vale do São Francisco aos pesquisadores, durante coleta das informações.

Desamparo-Esse cenário de violações trabalhistas faz parte de um contexto de alta informalidade no setor agropecuário de modo geral.

A análise da Oxfam estima que sete em cada dez (69,2%) trabalhadores de todo o setor atuam na informalidade. O dado estatístico projeta, portanto, um colapso social futuro, já que mais da metade (52%) dos assalariados rurais não recolhem contribuições para a Previdência Social.

“Um ponto principal de vulnerabilidade [na agropecuária] é a informalidade. Mas isso se adensa quando há [recorte de cor e gênero], porque, dentro desse grupo de trabalhadores, as mulheres negras estão numa situação de maior vulnerabilidade do que o restante do grupo”, mencionou Viviana.

O estudo mostra que recortes de cor e gênero têm impacto na estrutura de remuneração no campo. A mulher preta está na base da pirâmide salarial da categoria, com um rendimento médio de R$ 1.449 mensais. O homem branco, na mesma atividade, recebe R$ 2.494.

O perfil da força de trabalho alia ainda baixos salários a uma escolaridade restrita. Mais da metade dos ocupados não concluiu o ensino fundamental, o que compromete as possibilidades de mobilidade ocupacional.

Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil*Colaborou Odair Braz Junior 

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