CRATO: SIMPÓSIO EM BIODIVERSIDADE E RECURSOS NATURAIS ACONTECE ENTRE OS DIAS 03 A 05 NA URCA

A Universidade Regional do Cariri (Urca) realiza de 3 a 5 de novembro, a primeira edição do Simpósio em Biodiversidade e Recursos Naturais (I SBRN), no Campus Pimenta, no Crato.

O evento reúne pesquisadores, estudantes e especialistas em uma programação com palestras, mesas-redondas, apresentações científicas e debates sobre conservação da biodiversidade e sustentabilidade.

As discussões abordam desafios ambientais que afetam o Cariri, como mudanças climáticas, desertificação e degradação ambiental.

O evento é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Diversidade Biológica e Recursos Naturais (PPGDR) e conta com apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap).

A proposta, de acordo com a organização, é discutir os desafios ambientais, especialmente em regiões como o Cariri, que reúne ecossistemas associados à Caatinga e à Chapada do Araripe, mas também enfrenta problemas como mudanças climáticas, desertificação, degradação ambiental e alterações no uso da terra.

O Simpósio também terá concursos de Fotografia da Biodiversidade, com o tema “Chapada do Araripe: Resiliência e Vida”, e de Desenho e Ilustração Científica. As obras selecionadas para a etapa final serão expostas durante o simpósio.

MESA-REDONDA 5- Quinta-feira, dia 05, 14h30 Tema: Poder público, fiscalização e políticas ambientais

A quinta mesa-redonda do I Simpósio em Biodiversidade reunirá profissionais com experiências nas áreas jurídica, ambiental e de segurança pública, promovendo um diálogo sobre os instrumentos institucionais e as estratégias necessárias para fortalecer a gestão ambiental e a conservação dos ecossistemas.

Doutor Thiago Marques Vieira — Ministério Público do Ceará (MPCE)-Promotor de Justiça do Ministério Público do Ceará (MPCE) e coordenador do DECON–Crato, integra o grupo de trabalho da Comissão de Meio Ambiente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). É especialista em Direito Processual e mestrando em Avaliação de Políticas Públicas pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Sua atuação reúne conhecimentos jurídicos e de políticas públicas, relevantes para a discussão sobre a aplicação da legislação e os mecanismos institucionais de proteção ambiental.

Kelysson de Freitas Amparado — Secretaria do Meio Ambiente do Crato-Engenheiro florestal, mestre em Ciências Ambientais e Florestais e engenheiro de Segurança do Trabalho. Atua como gerente de Unidades de Conservação na Secretaria de Meio Ambiente e Mudança do Clima do Crato, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão desses espaços protegidos. Sua formação e experiência contribuem para o debate sobre conservação ambiental, administração de áreas naturais e proteção da biodiversidade regional.

Moreira Leite Lima — BPMA-Integrante do Núcleo de Educação Ambiental da 2ª Companhia de Polícia Militar Ambiental (BPMA), é graduado em Engenharia Civil, pós-graduado em Gestão Ambiental, Auditoria e Perícia e mestre em Ciências da Educação. Atua na conscientização ambiental e na preservação dos ecossistemas regionais, contribuindo para aproximar a educação ambiental das ações de proteção e fiscalização.

Esta mesa-redonda propõe uma reflexão sobre os desafios e as possibilidades de atuação do poder público na conservação da biodiversidade.

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CARIRI PODE SEDIAR A PRIMEIRA ESCOLA BRASILEIRA DE CORDEL E XILOGRAVURA

O Ceará poderá abrigar a primeira Escola Brasileira de Literatura de Cordel e Xilogravura. A proposta está em fase de articulação e vem sendo debatida entre o Ministério da Cultura (MinC), a Universidade Regional do Cariri (Urca) e a Universidade Federal do Cariri (UFCA). O projeto tem como referência central a Lira Nordestina, tradicional gráfica localizada em Juazeiro do Norte e considerada patrimônio vivo da cultura popular nordestina.

No inicio deste ano, o secretário de Formação Artística e Cultural do MinC, Fabiano Piúba, esteve no Cariri para discutir os primeiros encaminhamentos da iniciativa. A agenda incluiu visita à Lira Nordestina e reunião com a pró-reitora de Extensão da URCA, com a professora do curso de Biblioteconomia da UFCA, Fanka Santos. A proposta é que o espaço funcione não apenas como sede física do projeto, mas também como referência simbólica e histórica da tradição do cordel no Brasil.

Reconhecido como o principal polo da literatura de cordel e da xilogravura no País, o Cariri reúne uma trajetória marcada pela produção artística popular desde o final do século XIX. As feiras sertanejas no sopé da Chapada do Araripe, especialmente nas cidades de Crato e Juazeiro do Norte, tornaram-se centros de circulação dos folhetos rimados, que por décadas foram um dos principais meios de comunicação de massa no Nordeste.

Com o fortalecimento das romarias, Juazeiro do Norte consolidou-se como núcleo da produção cordelista, impulsionada pela Tipografia São Francisco – que mais tarde passaria a se chamar Lira Nordestina. O espaço tornou-se referência nacional na impressão de folhetos e na preservação das técnicas tradicionais de xilogravura, mantendo viva uma estética que atravessou fronteiras e levou a cultura nordestina para outras regiões do Brasil e do mundo.

É nesse contexto histórico e simbólico que surge a possibilidade de criação da primeira escola dedicada exclusivamente ao ensino, à preservação e à difusão da literatura de cordel e da xilogravura, tendo o Cariri como “capital simbólica” dessa expressão cultural na América Latina.

LIRA NORDESTINA: Antiga Tipografia São Francisco, a Lira Nordestina é considerada o marco zero da resistência do cordel no Ceará. No local, o som das máquinas tipográficas e o cheiro da tinta ainda preservam métodos seculares de impressão, transmitidos entre gerações.

A região também é celeiro de grandes nomes da xilogravura brasileira. Artistas como Stênio Diniz e o saudoso Mestre Noza, reconhecido como o primeiro xilógrafo de Juazeiro do Norte, ajudaram a consolidar a linguagem visual do cordel. Atualmente, a Lira Nordestina segue ativa com artistas como José Lourenço, que mantém viva a tradição e reafirma o papel do Cariri como um dos principais polos da arte popular brasileira. (URCA-Lira Nordestina. Foto: Kity Ramos)


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UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI: JORNALISTA CHICO JOSÉ RECEBERÁ TÍTULO DE DOUTOR HONORIS CAUSA

O jornalista Francisco José receberá o título de Doutor Honoris Causa na sexta-feira, dia 06 de novembro, às 19h. O título foi concedido pea Universidade Regional do Cariri. 

A solenidade será no Instituto Cultural do Cariri. 

Natural do Crato, Francisco José nasceu em 1944 e mudou-se ainda criança para o Recife, onde se formou em Direito e iniciou a carreira jornalística no Jornal do Commercio, em 1966, como repórter esportivo. Depois, ingressou na Globo Nordeste e construiu uma trajetória de mais de quatro décadas na emissora, com atuação em coberturas nacionais e internacionais. 

Participou de Copas do Mundo e Olimpíadas, acompanhou a Guerra das Malvinas e percorreu os cinco continentes em reportagens sobre meio ambiente, cultura, comportamento e questões sociais. No Globo Repórter, realizou mais de 100 edições do programa e teve uma reportagem sobre o povo indígena Enawenê-Nawê entre os trabalhos finalistas do Emmy Internacional.

Francisco José também presidiu a Associação dos Cronistas Esportivos de Pernambuco e a Associação Brasileira de Cronistas Esportivos. Em 2016, lançou o livro 40 Anos no Ar – A Jornada de um Repórter pelos Cinco Continentes. Mesmo após deixar a Globo, em 2021, segue em atividade, com produção de documentários, conteúdos audiovisuais e palestras. (Fonte blog Magno Martins)

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HUBERTO CABRAL. UMA SAUDADE IMENSA

Nesta segunda-feira (02), Dia de Finados é de saudades em memória do jornalista e memorialista Huberto Cabral. Tive a imensa honra de ouvi-lo expressar a sua alegria, quando iniciei o programa Nas Asas da Asa Branca-Viva Luiz Gonzaga, na Rádio Emissora Educadora do Cariri-FM 102.1, aos domingos.

Nascido no dia 20 dezembro de 1936, Huberto Cabral caminhava para completar 89 anos. Fez a "Viagem para o Sertão da Eternidade" no dia 24 de agosto.

Huberto Cabral era um exemplo de gostar de trabalhar. Em plena atividade atuava na Rádio Educadora do Cariri, FM 102.1, na cidade do Crato Ceará. 

Todos o consideravam uma ‘enciclopédia viva’ da história regional e reconhecido como uma das personalidades históricas do Cariri. Em vida ganhou o título de Doutor Honoris Causa, título aprovado por unanimidade pelo Conselho Superior da Universidade Regional do Cariri (URCA), em 2024.

Inquieto, determinado. Huberto Cabral teve atividades em jornais, como O Levita, que foi um dos editores, que passou a editar ainda no Seminário, e depois a Ação, porta-voz da Diocese do Crato. 

Huberto Cabral também atuou na Amplificadora Cratense, pioneiro no serviço de alto-falante da região do Cariri. Com a fundação da Rádio Araripe do Crato, primeira emissora do interior cearense, Huberto Cabral passou a atuar na emissora dos Diários Associados, maior conglomerado de mídia da América Latina.

Huberto Cabral era referência e testemunha ocular de episódios históricos da cidade e uma das fontes essenciais de muitos acontecimentos. 

"Era um guardião de documentos de notável relevância, além de ser requisitado com frequência por pesquisares de universidades da região, além da imprensa, para dar depoimentos relevantes para pesquisas acadêmicas e matérias que são veiculadas até hoje nos meios de comunicação".

Huberto foi um jornalista que entrevistou até presidente da República. Mas, era o assunto Cariri que faziam seus olhos brilharem. "Estive com Luiz Gonzaga, Patativa do Assaré, Padre Antônio Vieira, Zé Clementino, Pedro Bandeira, figuras geniais, dizia Huberto Cabral.

Ele contava que Luiz Gonzaga tinha grande amizade pelo Crato e cita: Luiz Gonzaga, ao deixar sua terra natal e fugir para Fortaleza, passou pelo Crato, pegou um trem na estação com destino à Fortaleza, onde serviu no quartel do 23º BC. "Quando menino, o pai de Luiz Gonzaga, seu Januário e a mãe Santana vinham sempre que podia para o Crato onde comercializava seus produtos na feira, principalmente farinha".

Huberto Cabral foi testemunha vivo da história que Luiz Gonzaga participou de alguns momentos marcantes do Crato. Em 1946, por exemplo, ele retorna ao Crato para animar e tocar em leilões da festa de São Francisco. Maçom que era, Luiz Gonzaga teve vários trabalhos filantrópicos desenvolvidos a favor do bem estar do povo.

Em 1951 Luiz Gonzaga esteve presente à inauguração da Rádio Araripe, primeira emissora de rádio do Interior do Ceará, junto com o pai, Januário, e o irmão, Zé Gonzaga. Em 1953 Luiz Gonzaga participou da festa do centenário do Crato realizando show na Praça da Sé. Em 1974 recebeu o título de cidadão cratense outorgado pela Câmara Municipal em iniciativa do vereador Ivan Veloso.

Em 1987 na Expocrato o presidente da Comissão Gestora, Francisco Henrique Costa, promoveu grande show folclórico na história da exposição numa homenagem a quatro heróis do ciclo do Jumento. “Pela primeira vez e única vez reuniram-se no palco Luiz Gonzaga, Patativa do Assaré, Padre Antonio Vieira e José Clementino que foram saudados pelo violeiro Pedro bandeira”. revela Hubeto Cabral.

Huberto Cabral foi agraciado com a Comenda Bárbara de Alencar, a maior do Município do Crato, além dos diplomas da Câmara Municipal do Crato, Mérito Legislativo e Jornalista João Brígido dos Santos, e a Comenda Irineu Pinheiro, do Instituto Cultural do Cariri – ICC.

Assim vi, ouvi e aqui reproduzo...


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ESTÁTUA PADRE CÍCERO COMPLETA 57 ANOS

Visitar Juazeiro do Norte e não ir até o Horto é algo raro para os romeiros que vão até o município fazer demonstrações de fé ao Padre Cícero. A estátua do santo popular completa 57 anos, neste domingo (1º), véspera do dia de finados. Ela é a terceira maior estátua em concreto do mundo.

A estátua do Padre Cícero fica na Colina do Horto, um dos pontos mais altos do município, possui 27 metros e recebe visitantes desde a sua inauguração em 1º de novembro de 1969. A obra foi esculpida pelo pernambucano Armando Lacerda durante a gestão do prefeito Mauro Sampaio.

“A gente se sente mais perto do nosso padrinho e que a benção dele está mais perto de nós”, afirma um romeiro de Alagoas.


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CRATO: EX PREFEITO, MÉDICO ZÉ ADEGA. HISTÓRIAS DO LIVRO GONZAGUINHA E GONZAGÃO

O Brasil celebra os trinta e sete anos de saudades do Rei do Baião, desde que Luiz Gonzaga "viajou para o Sertão da Eternidade", no dia 02 de agosto de 1989. No dia 13 de dezembro todo o Nordeste vai festejar os 114 anos do nascimento da maior referência da Música Brasileira, Luiz Gonzaga, citado por Gilberto Gil e Caetano Veloso

Este ano reportagem especial mostra alguns fatos que fazem parte da história. O BLOG NEY VITAL, jornalista Ney Vital,  conversou com o ex prefeito de Crato, Ceará, administrador da Princesinha do Cariri, entre o ano de 1989 a 1992, o médico José Aldegundes Muniz Gomes de Matos, conhecido por doutor Zé Adega, fundador da Rádio Princesa FM. 

Zé Adega é protagonista de uma citação no Livro Gonzaguinha e Gonzagão-Uma História Brasileira, de autoria de Regina Echeverria. O fato histórico faz parte do acervo, uma fita cassete gravada por Gonzaguinha contando de todo o trajeto dele, com o corpo de seu pai Luiz Gonzaga. O caixão, vindo de Recife, estava em Juazeiro do Norte e deveria passar pelo Crato, rumo a Exu, Pernambuco, onde o Rei do Baião foi enterrado.

Gonzaguinha citou: "os políticos disseram, temos que entrar no Crato. Eu ri. porque era exatamente o que meu pai, Luiz Gonzaga tinha dito. Ele sabia que o Crato ia querer tirar o caixão com o corpo de Juazeiro. Eu tinha avisado que o corpo não ia passar por dentro da cidade. O PREFEITO Zé Adega tinha pedido para o corpo passar pela prefeitura, entramos no Crato, muitas pessoas correndo, o largo da prefeitura tomado de gente, muita gente dando adeus ao Reio do Baião, ruas lotadas acenando o adeus".

Apesar da insistência do então prefeito Zé Adega, Gonzaguinha não cedeu a pressão e o carro do Corpo de Bombeiros não parou na prefeitura, causando "grande revolta" de todos que estavam nas ruas.

O relato consta na página 290 do livro. Passados 37 anos o relato ainda hoje era sempre lembrado pelo historiador Huberto Cabral, nascido no dia 20 dezembro de 1936, Chamado de ‘enciclopédia viva do Crato’, testemunha ocular de episódios históricos da cidade, e uma das fontes essenciais de muitos acontecimentos. 

Huberto Cabral contava que Luiz Gonzaga tinha em Vida grande amizade pelo Crato e cita: Em 1951 Luiz Gonzaga esteve presente à inauguração da Rádio Araripe, primeira emissora de rádio do Interior do Ceará, junto com o pai, Januário, e o irmão, Zé Gonzaga. Em 1953 Luiz Gonzaga participou da festa do centenário do Crato realizando show na Praça da Sé. Em 1974 recebeu o título de cidadão cratense outorgado pela Câmara Municipal em iniciativa do vereador Ivan Veloso.


Em 1987 na Expocrato o presidente da Comissão Gestora, Francisco Henrique Costa, promoveu grande show folclórico na história da exposição numa homenagem a quatro heróis do ciclo do Jumento. “Pela primeira vez e única vez reuniram-se no palco Luiz Gonzaga, Patativa do Assaré, Padre Antonio Vieira e José Clementino que foram saudados pelo violeiro Pedro bandeira”, revelou na época o saudoso Huberto Cabral.

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POETA COMPOSITOR JOSÉ CLEMENTINO E VARZEA ALEGRE, CEARÁ

“Certo mesmo é um ditado do povo/ Pra cavalo velho, o remédio é capim novo…”

Quem não conhece os versos acima, que fazem parte do refrão de um dos maiores sucessos de Luiz Gonzaga nos anos 1970? Capim novo, conhecida nacionalmente pela inclusão na trilha da primeira versão da novela Saramandaia, foi escrita pelo compositor cearense Zé Clementino (1936-2005). A inspiração para a letra é autobiográfica, revela o jornalista e professor universitário doutor Jurani Clementino no livro Zé Clementino: o ‘matuto’ que devolveu o trono ao Rei, lançamento da editora da Universidade Estadual da Paraíba, por meio do selo Latus.

O  livro destaca Clementino como “um sensível cronista da vida do Nordeste” e tem o objetivo de apresentar um “Zé Clementino que é resultado das várias impressões, diversos olhares e pontos de vista”. Por meio de depoimentos de familiares, amigos próximos e reprodução de entrevistas, o autor – primo distante do compositor – traça perfil de um parceiro de Luiz Gonzaga que, ao contrário do conterrâneo Humberto Teixeira e outros como Zé Dantas e Antonio Barros, nunca deixou sua terra natal: Várzea Alegre, homenageada no hino que escreveu para a cidade e na música Contrastes de Várzea Alegre, gravada pelo Rei do Baião, e assim analisada por Jurani no capítulo “Desvelando os contrastes”: “Os contrastes demonstram ainda a capacidade perceptiva e observacional do autor, que ao se referir aos fatos curiosos da cidade, deixa claro a sua veia humorística, o seu poder irônico e sua poesia singular”.

Para os estudiosos da obra do Rei do Baião, o livro é particularmente revelador, pois conta como Clementino escreveu sucessos como Xote dos cabeludos, o desabafo do cantor pernambucano diante das mudanças no comportamento masculino nos anos 1960. “Era uma espécie de protesto a uma moda que fazia a cabeça dos homens ‘modernos’”, lembra Jurani, citando um trecho emblemático da letra, gravada em 1967: “Cabra do cabelo grande, cinturinha de pilão/ Calça justa bem cintada, costeletas bem fechadas, salto alto, fivelão/ Cabra que usa pulseira, no pescoço um medalhão/ Cabra com esse jeitinho no sertão do meu Padim/ Cabra assim não tem vez, não”.

No livro, Jurani também reproduz entrevista de Clementino ao Diário do Nordeste nos anos 1970, quando ele detalha como funcionava sua parceria musical: “As composições que Luiz Gonzaga gravou foram encaminhadas com melodia e letra. O Rei do Baião dava uma ajeitada, impunha o seu estilo. E a música passava a ser dos dois. Aceitava essa situação, queria a parceria”, explica o compositor.

No capítulo “O esquecimento de um Zé”, Jurani muda o tom expositivo e tece críticas aos que narram a vida do cantor sem citar o compositor cearense: “É impressionante a forma quase desrespeitosa como a memória de Clementino é tratada por grande parte dos biógrafos de Luiz Gonzaga”. Por outro lado, ele ressalta o trabalho de uma sobrinha de Clementino, a professora Ana Emília, fundamental na catalogação da obra do tio, que dizia desconhecer a quantidade de músicas que havia escrito. “Muitas vezes, a professora teve que recorrer a Zé Clementino para saber o que significava determinada palavra, verso, uma vez que o áudio estava praticamente incompreensível”, narra Jurani. Ana Emília, ao final do trabalho, conseguiu quantificar as músicas de Clementino, gravadas por Gonzaga (Sou do banco, O jumento é nosso irmão) e outros grandes artistas nordestinos como Sirano, Dominguinhos, Trio Nordestino, Messias Holanda e Genival Lacerda.

No fim do livro, o autor reproduz os discos de Gonzaga que incluem músicas de Clementino, entre eles Óia eu aqui de novo, O sanfoneiro do povo de Deus, Sertão 70 e Capim novo, e ainda contabiliza: “Até março de 2005, foram gravadas 41 músicas, que somadas as 20 regravações, totalizam 61 interpretações, distribuídas entre 32 intérpretes do cancioneiro popular a nível nacional e regional”. Zé Clementino: o ‘matuto’ que devolveu o trono ao Rei é um livro indicado não só para pesquisadores da música brasileira, mas para aqueles que desejam conhecer mais sobre a vida e obra do autor de versos que até hoje habitam a memória do povo nordestino. (Fonte: Carlos Marcelo)

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BARBALHA EXPOCARIRI 2026: JOQUINHA GONZAGA E AMAZAN COMANDAM TRIBUTO AO FORRÓ


Tributo ao Forró. Uma noite que ficará na história de Barbalha, Ceará. Este cenário aconteceu na EXPOCARIRI 2026, ao reunir sete grandes nomes da música brasileira:  Joquinha Gonzaga, Amazan, Chico Pessoa, Leonardo de Luna, Fábio Carneirinho, Joãozinho do Exu e Henrique Brandão.

A ExpoCariri 2026 é a terceira edição da maior feira agropecuária da região Sul do Ceará, realizada de 29 a 31 de outubro.

A edição de 2026 conta com 250 estandes. A estrutura inclui áreas demonstrativas, exposição de animais, máquinas, vitrines tecnológicas, produtos, serviços e programação técnica voltada aos produtores rurais. O acesso ao evento será gratuito e aberto ao público.

O evento acontece no Campo Experimental da Embrapa, Corredor dos Sabinos, Barbalha-Ceará.

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BARBALHA TERÁ PONTO DE APOIO PARA ROMEIROS E VISITANTES DURANTE ROMARIA DE FINADOS

 

Durante a Romaria de Finados, Barbalha contará com uma estrutura de acolhimento para receber romeiros e visitantes que passam pelo município para vivenciar esse período de fé e devoção. A ação será realizada pela Prefeitura Municipal, entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro, na Estátua de Santo Antônio.

Celebrado em 2 de novembro, o Dia de Finados é marcado pela memória e pelas homenagens aos entes queridos que já partiram. Para muitos fiéis, a data também representa um momento de oração e renovação da fé, motivando visitas a igrejas, santuários e outros espaços de devoção. No Cariri, essa tradição religiosa atrai romeiros e visitantes que percorrem a região para vivenciar suas crenças e participar das celebrações.

Para acolher esse público, a Prefeitura disponibilizará uma tenda com atendimentos sociais, além de banheiros públicos. A estrutura funcionará das 8h às 17h, durante os quatro dias da ação.

A iniciativa reúne as secretarias municipais, em uma atuação integrada para oferecer suporte a quem chega a Barbalha motivado pela fé, pela devoção e pela tradição religiosa.

Com a iniciativa, o município busca garantir melhores condições de acolhimento aos romeiros e visitantes que circulam pela cidade durante a Romaria de Finados. (ASCOM PMB)

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ROMARIA DE FINADOS REÚNE FIÉIS EM JUAZEIRO DO NORTE, CEARÁ

O último dia da Romaria de Finados, na segunda-feira (2), encerra a movimentação de fiéis em Juazeiro do Norte, no Cariri do Ceará.

A estimativa é que cerca de 350 mil pessoas passassem pelo evento, que movimenta a fé e o turismo da região. A Romaria de Finados é o ponto alto e encerra o ciclo de romarias durante o ano em Juazeiro do Norte.

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JUAZEIRO: POETAS JOÃO BANDEIRA E IVANILDO VILANOVA PARTICIPAM DO FESTIVAL DE VIOLEIROS

Poeta João Bandeira e Ney Vital
O Festival de Repentistas de Juazeiro do Norte, Ceará, será realizado nos dias 30 e 31 de outubro, a partir das 19h, na Praça Padre Cícero. O evento é gratuito e celebra a cantoria de viola e a poesia improvisada, valorizando a cultura que é Patrimônio Imaterial do Brasil.

A programação conta com 30 repentistas. Na sexta-feira (30), 20 artistas locais e regionais se apresentarão ao público. Entre os nomes confirmados estão José Saraiva, Agustinho de Oliveira, Nascimento Araújo, Raimundo Vieira, Zé Ary, João Bandeira e Geovany Ramos.

No sábado (31), o festival terá cinco duplas de repentistas, incluindo artistas reconhecidos nacionalmente, como Ivanildo Vila Nova, Jonas Bezerra e Edmilson Ferreira. Também participam Antônio Lisboa, André Santos, Felipe Pereira, Helânio Moreira, Zé Carlos do Pajeú, Alex Luna Sim e Lucinha Saraiva.

O evento é realizado pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult), em parceria com a Associação Civil para o Desenvolvimento do Brasil (ACDB), e integra o Circuito de Festivais do Município. A iniciativa busca fortalecer a tradição da cantoria e ampliar o acesso da população às manifestações culturais nordestinas.

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DIA DE FINADOS: CONFIRA VISITAS CEMITÉRIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE

A Prefeitura do Crato, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Conservação, estima que cerca de 10 mil pessoas passem pelo Cemitério Público Nossa Senhora da Piedade, no Centro, na próxima segunda-feira (2), Dia de Finados.

O campo-santo estará aberto para visitação das 5h às 20h. A programação religiosa contará com duas missas campais, às 5h e às 19h, oferecendo aos fiéis momentos de oração coletiva e reflexão em memória de seus entes queridos.

Além da movimentação no cemitério central, que abriga quase 6 mil túmulos, a previsão é de fluxo intenso também nos cemitérios dos distritos de Dom Quintino (com 1.230 túmulos) e Ponta da Serra (2.110 túmulos). (Fonte: Site PMC/Emanuelle Magalhães) 


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O SERTAO QUE TROUXERAM PARA O MAR E QUE AGORA DESAPARE, POR ANSELMO ALVES

Quisera eu ter a destreza das palavras para contar este fato com a beleza dos versos de Zédantas, o poeta do Pajeú que, ao lado do Rei do Baião, imaginou o desafio entre o rio e o mar. Mas há realidades tão áridas que nem mesmo a poesia consegue disfarçar suas tristezas.

Esta não é uma história de rios que desafiam oceanos, é sobre um sertão que, em 2012, trouxeram para as franjas do mar, no coração do Recife. Um sertão de memórias, sons, imagens, saberes e afetos, um lugar onde o Nordeste, tão vasto em sua geografia e tão profundo em sua cultura, encontrava abrigo na obra de seu maior intérprete, Luiz Gonzaga.

O Cais do Sertão não era apenas um equipamento cultural, tampouco uma simples atração turística destinada a preencher roteiros de visitantes. Havia ali um projeto expográfico, uma concepção museológica e uma proposta pedagógica que pretendiam traduzir, por meio de experiências e narrativas, o universo sertanejo. Entretanto, o tempo foi passando, e o sertão, pouco a pouco, foi sendo retirado de dentro daquele espaço.

O lugar de memória tornou-se, gradativamente, um amontoado de equipamentos desgastados, dispositivos quebrados e ambientes desprovidos de sua função original. Parte do espaço passou a atender a finalidades comerciais, apenas.

O rooftop, concebido para acolher a culinária nordestina e até mesmo uma experiência de estudos gastronômicos, acabou reduzido a um restaurante cuja operação, a julgar pela experiência oferecida, não dialoga com a proposta cultural que deveria orientar o equipamento. A música, que deveria ser patrimônio e identidade, cedeu lugar a uma programação sonora sem qualquer compromisso aparente com a alma daquele projeto.

Mas a questão não se resume a uma mudança de gestão, o problema é mais profundo.

Um museu não é um depósito de objetos, tampouco um espaço que se sustenta pela imponência de sua arquitetura. É, antes de tudo, uma instituição de memória, conhecimento, pesquisa, educação e interpretação do mundo. Quando se esvazia sua dimensão museológica, não se perde apenas uma exposição, perde-se a possibilidade de transmitir conhecimento, estabelecer vínculos e produzir novas leituras sobre aquilo que somos.

Nesse processo, até mesmo os profissionais responsáveis pela mediação cultural parecem ter sido reduzidos a uma nomenclatura que pouco traduz a complexidade de sua atuação. Educadores chamados de monitores, como se a mediação entre patrimônio e sociedade pudesse ser resumida a uma tarefa meramente operacional. É preciso reconhecer esse trabalho, porque, quando as instituições perdem o rumo, são frequentemente os poucos profissionais que permanecem dentro delas que tentam impedir o naufrágio.

A discussão sobre a concessão do espaço, portanto, não surge em terreno neutro, ela encontra um equipamento que já experimentou um processo de esvaziamento de sua função cultural e pedagógica e é justamente por isso que a questão merece atenção pública.

Não se trata de demonizar a possibilidade de uma concessão, nem de ignorar que modelos de gestão podem ser discutidos. Trata-se de perguntar o que será preservado, quais compromissos serão assumidos e, sobretudo, que lugar ocupará a função museológica nesse novo arranjo.

E a preocupação se torna ainda maior quando olhamos para o restante do território pernambucano.

No Recife, o Memorial Luiz Gonzaga, importante centro de documentação e pesquisa localizado no Pátio de São Pedro, enfrenta dificuldades que comprometem sua estrutura e seu funcionamento. Em Caruaru, o Museu do Forró guarda um acervo de valor histórico e cultural que demanda atenção. Em Exu, o Parque Aza Branca, lugar de memória e peregrinação afetiva para admiradores do Rei do Baião, também convive com o abandono e a ausência de uma política continuada de cuidado.

É uma contradição difícil de ignorar.

Pernambuco é o berço de Luiz Gonzaga, um artista que modificou de maneira incontornável a trajetória da música brasileira, que fez do Nordeste muito mais do que uma paisagem distante no imaginário de quem vivia nas grandes cidades. 

Eleito por votação popular como O Pernambucano do Século XX, Gonzagão não pertence apenas à lembrança dos seus conterrâneos,  sua obra é patrimônio afetivo e cultural de uma nação. E, diante de tudo isso, cabe perguntar que destino estamos reservando à memória do homem que tanto fez para que o Brasil conhecesse o nosso sertão?

Talvez Zédantas e Gonzagão encontrassem uma maneira mais bonita de contar essa história. Talvez fizessem o sertão conversar novamente com o mar, como fizeram em seus versos. Mas, desta vez, não há desafio poético entre rios e oceanos. Há uma pergunta que Pernambuco precisa responder. Se o Estado que viu nascer o Rei do Baião não consegue assegurar a dignidade dos lugares que guardam sua memória, o que estamos, afinal, fazendo com a herança cultural que ele nos deixou?

 Anselmo Alves é  jornalista, produtor cultural, pesquisador e documentarista


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EXPOCARIRI 2026: TRIBUTO AO FORRÓ ACONTECE COM SHOW DE JOQUINHA GONZAGA


Na EXPOCARIRI 2026 vai acontecer o Show Tributo ao Forró. Uma grande celebração reunindo sete grandes nomes da música brasileira: Fábio Carneirinho, Amazan, Chico Pessoa, Leonardo de Luna, Joquinha Gonzaga, Joãozinho do Exu e Henrique Brandão.

A ExpoCariri 2026 é a terceira edição da maior feira agropecuária da região Sul do Ceará, realizada de 29 a 31 de outubro.

O evento acontece na sexta-feira,  30 de outubro, das 19h30 às 21h30 no Campo Experimental da Embrapa, Corredor dos Sabinos, Barbalha-CE.


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JORNALISTA CHICO JOSÉ RECEBERÁ TÍTULO CIDADÃO DE JUAZEIRO DO NORTE, CEARÁ

O jornalista Francisco José receberá o título de Cidadão Juazeirense na próxima quinta-feira, dia 5 de novembro, às 15h, em ato solene promovido pela Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, no Ceará. A cerimônia será realizada no Plenário Dra. Yanny Brena, na sede do Legislativo municipal, no bairro José Geraldo da Cruz. A concessão da honraria foi aprovada pela Câmara em agosto deste ano.

Natural do Crato, Francisco José nasceu em 1944 e mudou-se ainda criança para o Recife, onde se formou em Direito e iniciou a carreira jornalística no Jornal do Commercio, em 1966, como repórter esportivo. Depois, ingressou na Globo Nordeste e construiu uma trajetória de mais de quatro décadas na emissora, com atuação em coberturas nacionais e internacionais. 

Participou de Copas do Mundo e Olimpíadas, acompanhou a Guerra das Malvinas e percorreu os cinco continentes em reportagens sobre meio ambiente, cultura, comportamento e questões sociais. No Globo Repórter, realizou mais de 100 edições do programa e teve uma reportagem sobre o povo indígena Enawenê-Nawê entre os trabalhos finalistas do Emmy Internacional.

Francisco José também presidiu a Associação dos Cronistas Esportivos de Pernambuco e a Associação Brasileira de Cronistas Esportivos. Em 2016, lançou o livro 40 Anos no Ar – A Jornada de um Repórter pelos Cinco Continentes. Mesmo após deixar a Globo, em 2021, segue em atividade, com produção de documentários, conteúdos audiovisuais e palestras. (Fonte blog Magno Martins)

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GONZAGUEANOS VIAJAM "LÉGUAS TIRANAS" PARA FESTEJAR ANIVERSÁRIO DE LUIZ GONZAGA EM EXU

“A sanfona é o principal instrumento das festas espalhadas pelo mundo. Fascina pela sua sonoridade, pela diversidade de modelos e gêneros, mas seu encanto transcende o poder da música, porque desperta um afeto misterioso. Talvez pelo fato de ficar junto ao coração do sanfoneiro, ou, quem sabe, por ser um instrumento que é abraçado ao tocar. Ou ainda, por ser um instrumento que respira. O fato é que a sanfona une as pessoas e é amada por todos os povos”.

Essa definição marca os encontros de amigos que são admiradores, pesquisadores, estudiosos da vida e obra de Luiz Gonzaga. Denominados de gonzagueanos, eles já se preparam os festejos dos  114 anos de nascimento de Luiz Gonzaga que acontecerá no dia 13 de dezembro, em Exu.

A cada ano já é tradição na terra do Rei do Baião, Exu Pernambuco,  o encontro dos fãs e clubes que prestam homenagens a Luiz Gonzaga. Centenas de pessoas se deslocam de diversos lugares do Brasil para prestigiar a data de nascimento daquele que é uma das maiores referências da música brasileira.

Entre os Clubes de Fãs  presentes nas festividades estão o Eterno Cantador (Paus Ferros-RN), Fã Clube 100% de Santa Cruz do Capibaribe (PE), Irmãos Gonzagueanos (Caruaru PE), Amigos Gonzaguianos (Senhor do Bonfim), Tropa Gonzagueana (Petrolina/Juazeiro), Aracaju, Salvador, Piauí, Fortaleza. 

Este ano o Grupo Irmãos Gonzagueanos fará mais um encontro no Distrito de Tabocas, visitando a bodega de João Barela.

Todos os Grupos e Fãs Clubes têm "a benção" do Padre José Fábio que todos os anos participa da Missa em Ação de Graças na sombra do pé de juazeiro, no Parque Asa Branca. 

Admiradoras da biografia de Luiz Gonzaga, as bacharéis em Turismo, pela Universidade Federal do Piauí,  Jacimara Almeida e  Fran Santos; elas pretendem  mais uma vez viajar quase 900 km para chegar a Exu, Chapada do Araripe. A origem da viagem Caxingó, Piauí.

Para os gonzagueanos não "existe distância". Exemplo é Claudio Mozart que mais uma vez viajar de Marabá, Pará. "Exu de Luiz Gonzaga é uma riqueza cultural. Aqui se festeja o verdadeiro forró, música brasileira".

O Engenheiro civil viaja de Petrolina, sanfoneiro cantor Gervilson Duarte,  diz que a música sempre correu nas suas veias e que a sanfona foi uma paixão imediata desde criança.

 “Comecei com o violão, fui fazer essa experiência com a sanfona e foi amor à primeira vista. Vim a Exu é sempre uma oportunidade de valorizar a vida e obra de Luiz Gonzaga", disse Gervilson.

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PADRE CICERO E A DEFESA DO MEIO AMBIENTE

 


Você  já ouviu falar dos preceitos ecológicos do Padre Cicero, muitos o seguem como exemplo de fé e religiosidade, mas poucos sabem que ele foi um dos primeiros defensores do meio ambiente, do bioma caatinga.

Cícero Romão Batista nasceu em Crato, Ceará no dia 24 de março de 1844. Foi ordenado no dia 30 de novembro de 1870. Celebrou a sua primeira missa em Juazeiro em 1871. No dia 11 de abril de 1872 fixou residência em Juazeiro. Padre Cícero faleceu no dia 20 de julho de 1934, na cidade de Juazeiro.

A jornalista Camila Holanda escreveu que nas entranhas do Cariri do Ceará foi emergido uma versatilidade de ícones que, entrelaçados povoam o imaginário cultural que habita a região.

Nas terras do Ceará ouvi uma das mais belas histórias. Resumo: o teatrólogo, pesquisador cultural Oswaldo Barroso, ressalta um dos mais valiosos símbolos, a vigorosa força mítica e religiosa. Oswaldo, cidadão honorário de Juazeiro do Norte, diz que a primeira vez que esteve no Cariri foi nos anos 70 e a experiência fez com que suas crenças e certezas de ateu fossem desconstruídas e reconstruídas com bases nos sentimentos das novas experiências e epifanias vividas.

"Desde o início, não acreditava em nada de Deus. Mas quando fiz a primeira viagem ao Horto do Juazeiro do Norte, foi que eu compreendi o que era Deus. Isso mudou minha vida completamente", revelou Oswaldo.

Um outra narrativa importante encontrei na mitologia dos Indios Kariris. Nela a região é tratada como sagrada, centro do mundo, onde no final dos tempos, vai abrir um portal que ligará o Cariri  para a dimensão do divino.

Padre Cicero descreveu os preceitos ecológicos:
1) Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau;
2) Não toque fogo no roçado nem na caatinga;
3) Não cace mais e deixe os bichos viverem;
4) Não crie o Boi e nem o bode solto; faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer;
5) Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água de chuva;
6) Não plante em serra a cima, nem faça roçado em ladeira que seja muito em pé; deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca sua riqueza;
7) Represe os riachos de 100 em 100 metros, ainda que seja com pedra solta;
8) Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, ate que o sertão todo seja uma mata só;
9) Aprenda tirar proveito das plantas da caatinga a maniçoba, a favela e a jurema; elas podem ajudar a conviver com a seca;
10) Se o sertanejo obedecer a estes preceitos a seca vai aos poucos se acabando o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer, mas se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.

Rezemos com Fé! . Os sorrisos são a alegria da alma.
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AGRICULTORES PEDEM SOLUÇÃO PARA A FALTA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA ZONA RURAL DO CRATO

Moradores da zona rural do Crato pedem solução para falta de abastecimento de águaO abastecimento de água na zona rural do Crato enfrenta uma crise severa e recorrente, com denúncias frequentes de falta d'água em comunidades como o Sítio Minguiriba e diversas outras localidades do município.

Moradores relatam que os carros-pipa,  geridos pela prefeitura não atendem às famílias de forma satisfatória, prejudicando a sobrevivência, as atividades domésticas e as plantações.  Na comunidade do Sitio Matinha a falta de água já dura mais de 4 meses.

O BLOG NEY VITAL apurou que um carro pipa é comercializado entre R$ 205,00 a R4350,00 na região.

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CRATO: FESTIVAL DE SANFONEIROS SERÁ REALIZADO NO DISTRITO DE DOM QUINTINO



O I Festival de Sanfoneiros do Distrito de Dom Quintino será realizado no domingo, 20 de dezembro. O evento tem objetivo de valorizar os tocadores de sanfona. A organização é de Ronaldo Sanfoneiro.

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A MÚSICA E A CULTURA DE JOÃO DO CRATO


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O Centro Cultural do Cariri realizou na terça-feira (27) a exibição de um filme documentário curta-metragem focado na vida e na poética musical de João do Crato. O documentário faz parte das produções do Programa de Pesquisa Corpo, Terra e Cultura.

O objetivo do filme é Celebrar a trajetória, a ancestralidade e a carreira de João do Crato, renomado cantor, compositor e multiartista performático cearense com mais de 40 anos de vida artística.

O curta conta com a direção de Bitu Cassundé, coordenação de pesquisa de Janaína Félix, e pesquisa de Regivania Almeida e Pablo Soares.

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