TERRITÓRIOS E DISPUTAS NARRATIVAS SÃO TEMA DE ENCONTRO NA UNEB JUAZEIRO, BAHIA

As narrativas produzidas pela mídia ajudam a contar a história dos territórios e dar visibilidade a diferentes realidades. É com esse olhar que entre os dias 13 e 14 de agosto, o Departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado da Bahia - Campus III, em Juazeiro, sedia a 9ª edição do Encontro de História da Mídia do Nordeste (Alcar Nordeste 2026). O evento reunirá pesquisadores, estudantes, docentes e profissionais da comunicação de diferentes estados da região para discutir temas relacionados à história das mídias e do jornalismo. 

Nesta edição, o encontro terá como tema "Comunicação, territórios e disputas narrativas: a mídia local como palco de identidades, resistências e conflitos históricos", propondo reflexões sobre o papel da mídia na construção das identidades e nos diferentes discursos que atravessam a história dos territórios nordestinos. No centro do assunto, a UNEB destaca-se na promoção de um diálogo sobre a valorização de múltiplas perspectivas que constroem o campo da memória. 

A programação será aberta com a conferência "Passado, disputas de memória e regimes de esquecimento", ministrada pela pesquisadora Ana Paula Goulart (UFRJ), uma das principais referências na área da comunicação, e mediada por Izani Mustafá (UFMA), marcando o início das discussões do evento ao abordar as relações entre memória, esquecimento e a construção das narrativas sobre a sociedade.



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PROGRAMAS DAS URNAS ELEIÇÕES 2026 GARANTEM SEGURANÇA NA HORA DO VOTO

A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas que operam as urnas eletrônicas após sua conclusão. Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Júlio Valente, nem o próprio tribunal pode modificar os sistemas após essa etapa. Qualquer alteração só seria possível mediante a realização de uma nova cerimônia pública, com a participação das entidades responsáveis pela fiscalização de todo o processo eleitoral.

O secretário explicou que a cerimônia, realizada entre agosto e setembro, marca o encerramento do desenvolvimento dos sistemas utilizados nas eleições, com a participação de instituições fiscalizadoras e do presidente da Corte, que assinam digitalmente os programas. A partir desse momento, eles tornam-se definitivos. 

“Nesse momento, os sistemas estão encerrados, são finalizados, nada mais pode mudar. Depois dessa assinatura, mesmo que a Justiça Eleitoral deseje, mesmo que o TSE queira, não é mais possível mexer nos sistemas.”, afirmou. 

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URNAS E SEGURANÇA ELEIÇÕES 2026

A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas que operam as urnas eletrônicas após sua conclusão. Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Júlio Valente, nem o próprio tribunal pode modificar os sistemas após essa etapa. Qualquer alteração só seria possível mediante a realização de uma nova cerimônia pública, com a participação das entidades responsáveis pela fiscalização de todo o processo eleitoral.

O secretário explicou que a cerimônia, realizada entre agosto e setembro, marca o encerramento do desenvolvimento dos sistemas utilizados nas eleições, com a participação de instituições fiscalizadoras e do presidente da Corte, que assinam digitalmente os programas. A partir desse momento, eles tornam-se definitivos. 

“Nesse momento, os sistemas estão encerrados, são finalizados, nada mais pode mudar. Depois dessa assinatura, mesmo que a Justiça Eleitoral deseje, mesmo que o TSE queira, não é mais possível mexer nos sistemas.”, afirmou. 

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OBRA DO CINEASTA VLADIMIR DE CARVALHO É TEMA DE LIVRO

Foi durante o PirenópolisDOc, conhecido como PiriDoc, que a pesquisadora Aline Fernandes Carrijo se deu conta de um aspecto fundamental da obra do cineasta Vladimir Carvalho. Até então, ela conhecia apenas o longa Conterrâneos velhos de guerra, mas com a programação do festival de documentários de Pirenópolis, ela se deparou com Vila Boa de Goiás, Quilombo  e Mutirão.

 “Eu sou goiana e nunca tinha visto documentário do cinema moderno sobre Goiás”, conta a pesquisadora, que levou a temática para a tese de doutorado realizada na Universidade de São Paulo (USP) e transformou o resultado no livro Diante da catástrofe: a modernização brasileira nos filmes de Vladimir Carvalho, que lança nesta terça-feira (4/8), às 19h, no Cine Brasília, com direito a debate com Sérgio Moriconi. O debate ocorre após a exibição de Conterrâneos velhos de guerra, Perseghini e Quilombo, que terá início às 15hs.

Quando assistiu aos três filmes em curto período de tempo, Aline logo começou a trabalhar em uma análise do conjunto. “Vendo os filmes em conjunto, vi a potência que tinha de uma compreensão do processo modernizador brasileiro. Comecei a analisar e, ao longo do processo, trabalhando com metodologia de análise fílmica, fui analisando quadro a quadro”, conta a pesquisadora. “Esses documentários formulam maneiras específicas de pensar o real.”  

Uma das inquietações que despertaram a curiosidade de Aline foi o fato de Vladimir ser sempre descrito como um cineasta nordestino, apesar das décadas radicado em Brasília e da vasta filmografia dedicada ao Centro-Oeste (CO). “Quando você olha a historiografia do cinema brasileiro, ele é colocado como cineasta nordestino. Claro que que ele tem filmes muito importantes sobre o Nordeste, e é paraibano, mas também tem essa potência como documentarista de Brasília. Mas, na historiografia, ele não aparecia dessa forma, com essa perspectiva nacional. Isso foi me inquietando”, conta. 

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IMPACTOS DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NA SAÚDE MENTAL

 O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%.

Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). 

A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país.

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RAFAEL DO ACORDEON: UM SANFONEIRO DOS 32 BAIXOS AOS 120

O Brasil celebra neste domingo, 02 de agosto, 37 anos da morte do cantor e compositor Luiz Gonzaga, o rei do baião. Lua, como também era conhecido, foi essencialmente um telúrico. Ele soube como ninguém cantar o Nordeste e seus problemas. Pernambucano, nordestino ou simplesmente brasileiro, Luiz Gonzaga encantou o Brasil com sua música, tornando-se um daqueles que melhor souberam interpretar a alma de sua gente.

O escrito Gilberto Amado disse a propósito da morte: "Apagou-se aquela luz no meio de todos nós". O ex ministro e senador Marco Maciel escreveu que Para o Nordeste, e tenho certeza para todo o país, a morte de Luiz Gonzaga foi o apagar de um grande clarão. Mas com seu desaparecimento não cessou de florescer a mensagem que deixou, por meio da poesia, da música e da divulgação da cultura do Nordeste.

Em sua obra ele está vivo e vive no sertão, no pampa, na cidade grande, na boca do povo, no gemer da sanfona, no coração e na alma da gente brasileira, pois, como disse Fernando Pessoa, "quem, morrendo, deixa escrito um belo verso, deixou mais ricos os céus e a terra, e mais emotivamente misteriosa a razão de haver estrelas e gente".

A expressão que Luiz Gonzaga não morreu e vive em Exu, Pernambuco e se propaga pelo mundo é real. Cicero Gomes filho, ganhou uma sanfona de 32 baixos do hoje saudoso Chico Gomes. A sanfona de cor vermelha passou para a mão de Pedro Rafael Amorim Gomes, 11 anos, conhecido por Rafael do Acordeon.

Cicero Gomes conta que "não tinha talento para tocar sanfona e então aos 6 anos o filho, Rafael herdou a sanfona e hoje faz os acordes soarem na região de Exu e sul do Ceará".

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RODA DE DIÁLOGO VIRTUAL DEBATE A COMUNICAÇÃO DE ESTRATÉGIA DE CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO

Em preparação à 17ª edição da Conferência das Partes (COP) da Desertificação, a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) promove uma roda de diálogo virtual para instigar a cobertura de coletivos de comunicação e veículos jornalísticos do Brasil. Intitulado “A comunicação na estratégia de combate à desertificação no Semiárido brasileiro”, o evento ocorre na próxima terça-feira, 4 de agosto, das 14h às 16h30, via Zoom, e será aberta ao público em geral.

A roda de diálogo é uma parceria com o Eco Nordeste e a Rede Cajueira e tem apoio técnico do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O público alvo são comunicadores e jornalistas que cobrem a pauta socioambiental.

Na programação, Ivi Dantas, da coordenação executiva da ASA, e Alexandre Pires, diretor de Combate à Desertificação do Ministério do MMA, farão a abertura do momento virtual. Maristela Crispim, diretora-executiva da Eco Nordeste, e Mariana Ceci, da Rede Cajueira, trarão um panorama dos desafios do jornalismo independente do Nordeste na cobertura de pautas socioambientais. 

Já Fernanda Cruz, coordenadora de Comunicação da ASA, vai evidenciar como a comunicação está pensada na estratégia política da Articulação para a construção da convivência com o Semiárido, além de apresentar o que está sendo levado para a esta edição da Conferência. 

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