Dominguinhos, o mestre da Sanfona e Garanhuns lugar onde o Brasil valoriza a cultura

Dominguinhos encantou o Brasil com sua sanfona e voz, simplicidade e humildade.  Dominguinhos tornou-se um cantador que melhor soube interpretar a alma brasileira e vive na boca do povo, no puxado da sanfona em todos os recantos desse Brasil.

A prefeitura de Garanhuns, realizou a III Edição do Festival Viva Dominguinhos-2016. O evento já é considerado o maior encontro de sanfoneiros em todo o Brasil. Na oportunidade os gonzagueanos e forrozeiros de todo o Brasil tradicionalmente, a exemplo de Exu, marcam o encontro regado a sanfona, lógico, valorizando o ritmo, melodia e harmonia do verdadeiro forró.

Garanhuns, o lugar onde nasceu Dominguinhos é uma cidade encantadora. Frio de 18 graus e uma sensação térmica abaixo dos 15 graus.

Garanhuns nesse sentido também consolida um calendário turístico ao movimentar a economia da região. O Festival firma o incentivo e valorização da cultura e arte, um festival ancorado na alma e no profissionalismo do filho mais ilustre da música brasileira; Mestre Dominguinhos.

Garanhuns abastece assim todo o Brasil, Estado, através da impressionante riqueza de ritmos e artes, do cordel aos cantadores de viola, do aboio ao frevo, do armorial ao maracatu, do baião ao xote e xaxado,  as múltiplas variações da música nordestina/brasileira presentes na sanfona, triangulo e zabumba, “uma autêntica orquestra”, na definição de Luiz Gonzaga.

O professor paraibano, radicado no Rio de Janeiro, Aderaldo Luciano, sempre me lembrou que Luiz Gonzaga foi pedra angular, referência -mor do forró, mas o Rei do Baião, não trilhava sozinho. Havia por trás de si, uma constelação de compositores, músicos, além de profícuos conhecedores do seu trabalho, amigos talhados de sol, nascidos do barro vermelho, com almas tatuadas por xique-xiques e mandacarus.

E por isto Garanhuns é o local apropriado para ser o palco capaz de reunir milhares de admiradores, com sede e fome de ouvir, cantar, silenciar, transformar e aplaudir em noites e nuances do céu estrelado sanfonado do mestre Dominguinhos, o discípulo que inovou a arte do mestre Luiz Gonzaga.

Garanhuns proporciona com o Festival Viva Dominguinhos a oportunidade de conhecermos e ampliar o debate sobre compositores, músicos, artistas que sabem divisar o Cruzeiro do Sul do Sete Estrelo e muito além disso discutir e como lidar com a máquina capitalista avassaladora dominante hoje da “indústria musical”.

Dominguinhos Vive. Garanhuns é agora um pedaço de terra de todos nós brasileiros. Dominguinhos, qual Luiz Gonzaga tornou-se uma estrela luminosa a brilhar. Como disse Fernando Pessoa, “quem, morrendo, deixa escrito um belo verso, deixou mais ricos os céus e a terra, e mais emotivamente misteriosa a razão de haver estrelas e gente”.

Viva Garanhuns. Viva o Nordeste. Viva Petrucio Amorim, Alceu Valença, Xico Bizerra, Três do Nordeste, Jorge de Altinho, Elba Ramalho, Anastácia, Paulo Vanderley, Luiz Ceará,  Quinteto Violado, Flávio Leandro, Flávio José, Viva o Fole de Oito Baixos, Targino Gondim... Viva o Festival Dominguinhos.
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Poeta Ivaldo Batista e a valorização da Literatura de Cordel

Encontrei em Garanhuns, Pernambuco, durante o Festival Viva Dominguinhos, o poeta Ivaldo Batista.

Ivaldo é poeta, escritor e cordelista. Nasceu em Carpina, Pernambuco, membro efetivo da União Brasileira de Escritores e do Instituto Histórico de Jaboatão dos Guararapes.

Ivaldo é formado em Historia pela Universidade Católica de Pernambuco, pós-graduado em História de Pernambuco, Bacharel em Teologia. 

Especialistas apontam que é inegável o sucesso que a literatura de cordel tem alcançado nos últimos tempos em todo o país. Alguns poetas, como o professor Ivaldo Batista, são responsáveis por esta disseminação deste gênero poético Brasil afora.

No matulão, Ivaldo Batista traz uma centena de cordeis. Entre eles Dominguinhos- O humilde Mestre da Sanfona.

Ivaldo falou de sua luta para levar aos quatro cantos do país seus versos: “Já teve ocasiões em que eu fui até Porto Alegre-RS, parando de cidade em cidade, deixando meus cordéis nas bibliotecas públicas e em museus”, comentou.

Sobre o avanço da literatura de cordel, Ivaldo diz que os poetas precisam se utilizar do advento da internet em seu favor e comenta um fato ocorrido com ele em decorrência do falecimento de Dominguinhos.

“Uma editora encomendou um cordel sobre a morte de Dominguinhos, eu entreguei o cordel pela manhã e eles fizeram uma pequena divulgação, à tarde já tinha gente de todo o mundo comentando aquele texto, então temos que tirar proveito destas ferramentas que estão aí”.

Ivaldo Batista já publicou mais de 150 folhetos. Participa de vários projetos em unidades escolares, museus e bibliotecas socializando a leitura do cordel e coloborando para valorizar o conhecimento.

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Troféu Viva Dominguinhos faz homenagens aos pesquisadores, amigos e admiradores do sanfoneiro de Garanhuns


Com a finalidade de presentear amigos e admiradores do mestre Dominguinhos, o Troféu Viva Dominguinhos foi entregue na noite de encerramento da terceira edição do evento. Idealizado pelo professor e pesquisador Antônio Vilela, tendo a parceria da Prefeitura de Garanhuns, por meio da Secretaria de Comunicação Social, o simbolismo do momento emocionou todo o público presente. Esta é a segunda edição da premiação.

O troféu este ano foi para Aldo Machado de Araujo, Eurides Menezes (pai do sanfoneiro Waldonys),  Jarbas Brandão, José Januário Maciel – conhecido como Joquinha Gonzaga. O cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano Joquinha é sobrinho de Luiz Gonzaga, o qual o presenteou com sua primeira sanfona. Sebastião Pereira de Moraes, natural de Bom Conselho e foi amigo de infância de Dominguinhos, com o qual tocava sanfona, também fez parte do grupo de premiados.

Elba Ramalho, Jorge de Altinho e Flávio José receberam o troféu das mãos do prefeito Izaías Régis, em seus camarins.

No ano passado, quando foi realizada a primeira edição do Troféu, foram contemplados: o prefeito de Garanhuns, Izaías Régis; o radialista Geraldo Freire, o jornalista Ney Vital, Wilson Seraine, professor universitário e radialista; o cantor e radialista Zezinho de Garanhuns, o colecionador Paulo Wanderley, o ex-prefeito Ivo Amaral, o proprietário da casa de eventos Arriégua, Luiz Ceará; o cantor e compositor Waldonys; o filho de Dominguinhos, Mauro Moraes; José Nobre, proprietário do Museu Luiz Gonzaga de Campina Grande; Marcos Lopes, proprietário do Forró da Lua, e a secretária de Cultura, Cirlene Leite.

considerado um dos grandes divulgadores da música nordestina, principalmente no que se refere às músicas de Dominguinhos. 


Fonte: Assessoria Imprensa-Garanhuns
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Música brasileira: Alcymar Monteiro receberá Título de Cidadão de Petrolina e Medalha Honra ao Mérito Cultural

Com mais de trinta anos de estrada no mundo da música, o cantor e compositor Alcymar Monteiro segue inovando e produzindo. O rei do forró, como é carinhosamente chamado pelos milhares de fãs, no dia 04 de maio, no plenário da Câmara de Vereadores de Petrolina, às 19hs, receberá o Título de Cidadão de Petrolina e a Medalha Honra ao Mérito Dom Malan.

Alcymar Monteiro é dono de uma voz marcante e inconfundível além de ser considerado um dos maiores intérpretes da música mais brasileira. O cantor e compositor nasceu no município de Ingazeira, na região do Cariri, no Ceará. A paixão pela música está no sangue: ele é neto de violeiro e sobrinho de sanfoneiro. Começou a cantar logo aos cinco anos de idade, e não parou mais. Fez teatro, música, dança e estudou Letras. No entanto, sua maior formação é resultado da convivência com o rei do baião, Luiz Gonzaga, de quem se tornou amigo e compadre.

Sempre vestido de branco, fez dessa cor a sua marca registrada. O conselho que recebeu de Luiz Gonzaga, se tornaria sua principal característica: “ Certa vez, seu Luiz disse para mim: ‘Tua voz é teu brasão. Mas você precisa criar um tipo representativo, porque a velocidade da informação será muito rápida. E quem não tem um tipo definido, passa despercebido”, recorda.

O sucesso na carreira foi concretizado a partir de 1975, quando Alcymar decidiu fazer as malas e tentar ganhar a vida em São Paulo. A fama nacional veio com os álbuns Forroteria (1986) - em que teve a honra de gravar com Luiz Gonzaga e Marinês – Portas e Janelas (1987), e Rosa dos Ventos (1989). Nesse período, fez parte do elenco de estrelas de três grandes gravadoras: RGE, Continental e Warner.

A música do rei do forró ultrapassou as fronteiras do Brasil e ganhou o mundo. Em 2001, apresentou-se no Festival de Montreaux, na Suíça, Festival Latino Americana em Milão (Itália),em Imst (Áustria), Laussane e Zurich (Suíça) e na Côted’azur (França). Também cantou no festival da Colheita, na Bélgica, e nas cidades francesas de Nice, Saint Tropez, Lyon e Paris.

No Brasil, foi duas vezes indicado ao Prêmio Sharp de música, com o CD Vaquejadas Brasileiras. Em 2001, este trabalho foi lançado na Europa, através da gravadora francesa, Melody. Foi o primeiro disco de Alcymar lançado fora do Brasil. Em 2005, também teve indicação ao Prêmio TIM em três categorias: melhor disco, melhor música e melhor cantor, todas pelo álbum Forró Brasileiro. Em 2007 foi indicado ao Grammy Latino com o álbum Forró Brasileño, e como cantor, este trabalho foi feito em espanhol que deu ao artista uma maior abrangência e prestígio internacional.

Além dos vinis e CDs, Alcymar teve o trabalho imortalizado em 4 DVDs. Com a Orquestra Criança Cidadã, dos Meninos do Coque, ele gravou em 2010 o "Concerto para Gonzaga", em parceria com a Rede Globo e o governo do estado Pernambuco. A obra é uma compilação das músicas mais expressivas do rei do baião, numa roupagem erudita, e prestou uma homenagem pelo centenário de Luiz Gonzaga.

Alcymar Monteiro tem mais de 1.500 canções gravadas. Uma raridade entre os artistas da atualidade. 

Foram vários os parceiros de composição, entre eles: Petrúcio Amorim, Gilvan Neves, Maciel Melo e João Paulo Jr. Suas músicas foram gravadas por Luiz Gonzaga, Fagner, Alceu Valença, Dominguinhos, Sivuca, Jair Rodrigues, Zé Ramalho e Elba Ramalho. 

A veia intérprete também merece destaque. A voz de Alcymar Monteiro entoou composições de nomes consagrados como Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Zé Dantas, Milton Nascimento, Paulo Vanzoline, Jobert Carvalho, Raul Seixas, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Lupicínio Rodrigues, Fausto Nilo e Catulo da Paixão Cearense. 

Fonte: Página Alcymar Monteiro
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Mauro Moraes, o filho do mestre Dominguinhos mora no Rio de Janeiro

Mauro Moraes é filho de Dominguinhos. Nasceu no Rio de Janeiro no dia 02/11/1959. Fiilho de dona Janete Silva de Moraes e José Domingos de Moraes, o Dominguinhos.

Mauro ano passado foi homenageado com o Troféu Viva Dominguinhos-Amizade Sincera, evento promovido pela Prefeitura.

Mauro conta que teve uma irmã. "Ela que nos deixou há 6 anos atrás e se chamava Madeleine Silva De Moraes".

Mauro ainda mora no Rio de Janeiro, trabalhou durante durante 22 anos em estúdio de gravação. Mauro também herdou de Dominguinhos a paixão pelo time de futebol o Botafogo.

"Garanhuns rapaz é um sentimento muito forte quando vou à terra natal do meu pai, fui muito bem acolhido por esse povo maravilhoso que eu só tenho a agradecer, aonde meu pai está descansando em paz é isso meu amigo que eu tenho a agradecer", finalizou Mauro Moraes
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Missa do Vaqueiro, Concurso de Sanfoneiro e Jecana do Capim na programação dos festejos juninos de Petrolina

O prefeito de Petrolina, Julio Lossio, lançou a programação do São João Do Vale. Julio Lossio destacou que a extensa programação, de 4 a 26 de junho, tem o objetivo de comemorar uma das épocas do ano mais celebradas pelo sertanejo, a colheita.

Lossio destacou também que os festejos juninos de 2016 serão dedicados a Osvaldo Coelho, ex-deputado, incentivador do crescimento do Semiárido e entusiasta da irrigação, falecido em novembro de 2015.

“Osvaldo Coelho é um dos grandes responsáveis por Petrolina ser o que é hoje”, pontuou Lossio. As filhas de Osvaldo Patricia Coelho e Ana Amélia Coelho representaram a família do homenageado.

O prefeito Lossio anunciou que o São João do Vale trará grandes nomes do cenário nacional, que se apresentarão no Pátio de Eventos, a exemplo de Wesley Safadão e Aviões do Forró. " A cidade vai viver o clima junino através de uma diversificada agenda cultural que tem o propósito de resgatar e valorizar a tradição do sertanejo", finalizou Julio Lossio.

SÃO JOÃO CULTURAL
04 e 05/06 – 30ª Vaquejada de Petrolina no Parque Geraldo Estrela
12/06 – Jecana
13/06 – Festival de Violeiros
14/06 – Noite Cultural
15/06 – Concurso sanfoneiro
16/06 – Concurso de quadrilhas
17 a 25/06 – São João do Vale
26/06 – Missa do Vaqueiro
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Trofeu Gonzagão será realizado em Campina Grando no dia 17 de maio

Foi lançado em Campina Grande, Paraíba,  a oitava edição do Trofeu Gonzação, um dos mais importantes prêmios da música brasileira. Este ano o evento acontecerá no dia 17 de maio.

Durante o lançamento do Trofeu Gonzação, os idealizadores Rilávia Cardoso e Ajalmar revelaram que até o ano passadoo evento aconteceu no auditório da Federação das Indústria do Estado da Paraíba e agora será realizado no teatro do Garden Hotel. Outra novidade é a presença do cantor e instrumentista baiano Carlinhos Brown, que participará do Troféu Gonzagão pela primeira vez.
 
O homenageado será o poeta e compositor Zé Dantas, que foi um dos principais parceiros musicais de Luiz Gonzaga. A cantora Elba Ramalho, madrinha do evento, já confirmou presença na festa.

Também serão homenageados o cantor Flávio José, o repentista Ivanildo Vila Nova, o compositor Xico Bizerra, o cineasta Bernard Robert Charrue, responsável pelo filme Paraíba Meu Amor, o maestro Rodolf Freire, o empresário Pierre Landolt, o músico Edmar Miguel, a cantora e compositora Antonia Amorosa, o músico Del Feliz e Zé do Pife, que está completando 50 anos de carreira em plena atividade.

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